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15 de maio de 2012

Crónica A Voz à Juventude (10) Braga (mais) Romana

"Correio do Minho" 15/05/2012


BRAGA (MAIS) ROMANA

Vem aí a semana da “Braga Romana”, evento que cada vez mais cativa as pessoas, bracarenses e não só, e promove um salutar espírito de convívio, baseado na inspiração histórica.

Os tempos de Bracara Augusta estão documentados nos vários vestígios arqueológicos que Braga timidamente ostenta, sem lhes dar um grande valor.

Quantos bracarenses saberão que as guias graníticas no Largo de S. Paulo pretendem evocar as habitações romanas que ali foram exumadas? Ou quem associa as pedras que se encontram à entrada da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva a um embasamento de um pórtico que circunscreveria uma das maiores ruas romanas de Bracara Augusta? Cremos que poucas, ainda que também tenhamos esperança que este cenário se vá invertendo com as sucessivas atividades promovidas pela JovemCoop, que visam aproximar os cidadãos ao seu património e contextualizar as heranças que nos foram legadas. Ainda assim, há proprietários de estabelecimentos que tentam extrair mais-valias do legado histórico com que foram presenteados aquando das reformulações e obras nos seus edifícios.

O atual molde da “Braga Romana” tem mérito no espaço que promove de convivência entre pessoas, escolas e associações, dando, à moda romana, um espetáculo de “pão e circo” a quem assiste de fora, isto é, 5 dias de entretenimento, com lutas de gladiadores, animação de rua, um espaço de mercado com vários produtos e tendinhas de comida romana.

Braga começa a sorver bons dividendos desta aposta, porque há mais pessoas/entidades a querer integrar este evento e há cada vez mais gente, nas ruas, a assistir aos espetáculos e a dar a sua voltinha pelo mercado romano. Este pode ser um cartão de visita de excelência, que distingue Braga de outras cidades, no panorama turístico. Afinal, uma cidade que explora a sua identidade está a criar um fator de diferenciação positiva, que as pessoas vão querer conhecer, incentivando o turismo e incrementando a economia.

A “Braga Romana” cumpre, este ano, a sua nona edição, com os mesmos cortejos, recriações históricas e espaços de mercado, numa lógica de continuidade de entretenimento.

Mas imaginemos a “Braga Romana” como um evento mais congregador, em que se mantém o espaço de recriação histórica, mas se introduzem ações de conhecimento pedagógico, se induzem as pessoas a visitar os vestígios arqueológicos e “catequizar” os habitantes para os nossos legados históricos. A partir dos vestígios arqueológicos, pode-se celebrar os 2000 anos de Bracara Augusta e pensar estratégias para os próximos dois milénios, isto é, encorpar ideias sobre a reabilitação urbana, fruição da cidade, aposta na economia local e maior enlevo turístico, baseadas na sustentabilidade do património arqueológico/cultural.

Seria importante, além dos 5 dias de Inspiração histórica, dotar a “Braga Romana” de ações de conhecimento a vários níveis, que podem ser encaradas como uma face mais séria ou pedagógica do evento, desde conferências, a visitas guiadas aos vestígios arqueológicos, passando por fórum de ideias e debate de opiniões sobre a indústria do património.

Aquilo que se pretende é dotar a cidade, que se orgulha de ter o estatuto de município há 2000 anos, de mais conhecimento a par do entretenimento. Um visitante que se desloca a Braga durante a “Braga Romana” absorve o entretenimento, mas não há ação alguma que incentive o visitante a conhecer como era Bracara Augusta. Este pode ser um contributo para que a “Braga Romana” seja um evento de maior distinção e que promova não só a cidade, bem como a cultura e o turismo de forma mais pedagógica, a partir de um programa mais globalizador e enriquecedor.

Crónica no Correio do Minho, edição de 15/05/2012 - ver aqui!



17 de abril de 2012

Crónica A Voz à Juventude (9) Celebrar a Vida nas Sete Fontes!

"Correio do Minho" 17/04/2012

Celebrar a Vida nas Sete Fontes

No passado dia 15 a JovemCoop foi convidada pela Equipa Sorriso, da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) para integrar a iniciativa “Um Dia pela Vida”, caminhando até ao Monumento Nacional (MN) das Sete Fontes. Prontamente aceitámos este convite, porque a causa é nobre e o local escolhido é de excelência.

Esta caminhada tinha por objetivo despertar consciências para um flagelo que pode assumir vários contornos e, ainda, angariar alguma receita que seja entregue à LPCC e gerida para ajudar quem mais precisa, sobretudo as vítimas de doenças oncológicas.

Infelizmente, qualquer um de nós, ou algum dos nossos entes queridos, independentemente do sexo, idade, classe social, religião ou ideologia política, poderá ser alvo desta maleita. Aqui prestamos sincero tributo aos voluntários que se entregam de corpo e alma a esta causa, zelando pelo bem-estar das outras pessoas.

A iniciativa do passado Domingo ganha maior expressão porque escolheu as Sete Fontes para celebrar a VIDA! Afinal, se o nosso corpo é constituído por cerca de 70% de água, nada melhor do que dignificar o templo humano num sítio que foi construído para levar água aos habitantes de Braga. Além do mais, neste local, a fauna que lá habita e a flora que por lá cresce provam que Sete Fontes têm vida e é para nós motivo de regozijo que ali se celebre a vida.

Ora, é sabido que grande parte dos terrenos das Sete Fontes pertence a proprietários privados, que viram, com a instalação do Novo Hospital naquela zona, o valor dos terrenos sobrevalorizar.

Felizmente, quem vai às  Sete Fontes com a JovemCoop questiona as opções de gestão urbanística para Braga. Não estará na altura de se travar a construção desenfreada, que descaracterizará e artificializará o espaço, fazendo morrer um espaço de vida?

A classificação das Sete Fontes, como MN, é baseada na Lei do Património Português, que valoriza a arquitectura, mas que deixa de fora a água, a fauna, a flora e as pessoas. Afinal, um MN, que é de todos os portugueses, pode ficar condicionado à vontade de uma minoria privada que visa subtrair qualidade de vida a uma maioria com vontade de fruição pública.

Após cada visita, recebemos e-mails ou visualizámos comentários no facebook a expressar a alegria por conhecerem uma maravilha em Braga ou a lamentar o facto de não a terem conhecido mais cedo. Uns pedem-nos para realizar mais visitas, outros questionam-nos o facto de não haver sinalética indicativa ou histórica no local.

A JovemCoop, por um lado, fica com um sentimento de missão cumprida – mais pessoas que ficaram a conhecer as Sete Fontes e que querem ali maior proteção por parte das entidades da tutela (de gestão direta e indireta); Por outro lado, o sentimento de frustração em não podermos dar resposta às questões que nos fazem, pois não somos nós que gerimos as opções urbanísticas, podendo, apenas, realizar ações de sensibilização.

É um facto inegável que as Sete Fontes são símbolo de vida e celebrar a vida é um ato que cada um de nós deve fazer todos os dias. Por isso, é nosso desejo que os elementos do executivo camarário se unam às pessoas que depositaram confiança neles e queiram celebrar a vida com os bracarenses. Se não quiserem travar uma batalha contra más opções, carregarão um fardo muito pesado e darão um sinal negativo às pessoas…que não vale a pena dignificar a vida e lutar por ela!

Crónica no Correio do Minho, edição de 17/04/2012 - ver aqui!




5 de abril de 2012

Classificação da Capela de Guadalupe

"Correio do Minho" 28/03/2012


Após termos sabido e dado conhecimento público da proposta de classificação da Capela de Nossa Senhora de Guadalupe como Imóvel de Interesse Público, o Jornal "Correio do Minho" fez a gentileza de publicar o nosso regozijo com este acto do IGESPAR.


Agradecemos ao Jornal "Correio do Minho" esta ajuda na divulgação de um imóvel que nos é tão querido e pelo qual temos vindo a zelar. Obrigado!


20 de março de 2012

Crónica A Voz à Juventude (8) Regenerar Braga...

"Correio do Minho" 20/03/2012


Regenerar Braga e a primavera da Cidade
Hoje começa a primavera, estação que se associa à revitalização do ambiente.
As folhas começam a brotar das árvores, os ninhos dos pássaros ficam preenchidos por novos habitantes e o sol deverá aparecer, por entre nuvens, de forma calorosa.
A primavera é sinal de regeneração, algo que Braga vive por estes dias, sobretudo agora que estão a ser implementadas três obras de reabilitação de espaços urbanos e que está previsto, a curto prazo, o início da obra no Largo Carlos Amarante.
Estas novas obras, além do desenho tipificado, que parece unir algumas pontas isoladas em Braga, podem trazer mais-valias às praças alvo de reordenamento, constituindo-as novos pontos de atração da e na urbe.
Ora, se o desenho e as intervenções, de uma forma geral, são parecidos, os pontos que distinguem as praças são os elementos identitários de cada local.

A História da Senhora-a-Branca está marcada pelas laranjeiras, pela passagem da via romana XVII e pelos caminhos medievais que ali se cruzavam. De forma opulenta, ganha visibilidade a Igreja da Senhora-a-Branca e a estatuária ali presente, sem esquecer o bonito chafariz.
No Campo das Hortas, o jardim inspirado noutros tempos, centralizando a fonte de D. Frei Agostinho de Jesus (e não de D. José de Bragança como foi anunciada nos jornais e como nos recorda o Sr. Luis Dias Costa, uma das pessoas mais conhecedoras da História de Braga) pode ser a forma de dar maior enlevo à principal porta de entrada a Braga, cujo Arco da Porta Nova expressa o desenho da mestria de André Soares.
Na Praça Alexandre Herculano, conhecida como Largo dos Penedos, a regeneração avançou, inicialmente, na Rua de S. Vicente, por onde passava a Via Nova e retirou o trânsito automóvel desta artéria,  aproveitando para compor as canalizações ali existentes. Precisamente neste local, a propósito de canalizações, surgiram as condutas de pedra do sistema de abastecimento de água das Sete Fontes. Ora, sabendo que as Sete Fontes são hoje Monumento Nacional, este achado é uma extensão desse monumento que, uma vez que a rua ficará inibida de trânsito, poderia e deveria ser musealizado. Numa altura em que os comerciantes e moradores veem com receio a retirada do trânsito automóvel, muitos destes sugeriram que a conduta de água fosse tratada e colocada à fruição pública, como ponto histórico de atração turístico, que convidasse bracarenses, turistas e outros curiosos a conhecer um pouco da História da Água, da profissão dos “agueiros”, dos sistemas construtivos de proteção às condutas e à qualidade da água.
A JovemCoop apresentou ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia de S. Vicente um documento que apontava a necessidade e as mais valias para se proceder à musealização. Sabemos que o documento foi entregue nos serviços camarários para se proceder a uma avaliação.
Ora, o nosso espanto foi descobrir pelos órgãos de comunicação social que a CMB não irá proceder a qualquer musealização desta conduta (lembramos que a intervenção ainda vai no início e que ainda há um enorme troço de canalizações históricas dali até ao largo dos Penedos que podia ficar visível e musealizada) e que não recebe lições de preservação do património de ninguém. Além da clara falta de cultura democrática, aquilo que a CMB se deveria orgulhar é precisamente pela cidade e os cidadãos contribuírem com ideias, pois mal está a cidade em que os cidadãos não participam e que os executivos políticos vivem fechados sobre si e sobre as suas ideias.
Além de que é um claro contrassenso, em ano de Capital Europeia da Juventude, que as instituições do projeto ligado à CMB apelem à participação dos Jovens, apelem à cidadania, rubriquem no programa oficial atividades como as que a JovemCoop tem vindo a desenvolver (nomeadamente Curso da História da Cidade de Braga, Caminhadas por vias romanas, percursos interpretados pelo Barroco de Braga, desenvolvimento de sinalética interpretativa para monumentos) e depois a autoridade máxima do executivo afirma que não recebe lições de ninguém. Não são lições, são contributos e partilhas.
Por isso, ao celebrar hoje a primavera, renovamos os votos de ver renascer uma cidade participativa (as nossas atividades ligadas ao património têm tido sempre lotação esgotada e isso leva-nos a crer que há interesse e vontade) e que não se ofenda com os contributos de quem quer pensar o melhor para a nossa cidade. Que além de flores e pássaros a chilrear, possa Braga, esta primavera, fazer brotar um novo pensamento de gestão alicerçado num novo espírito de intensa cooperação.






14 de março de 2012

Regenerar Braga: A importância do património e o sector que a JovemCoop tem dinamizado

"Diário do Minho" 12/03/2012
"Correio do Minho" 12/03/2012

Quem, por hábito, vai lendo este blogue, sabe que temos vindo a defender, como ponto de honra, um maior investimento no sector do Património Cultural, como potenciador e dinamizador turístico e, consequentemente, financeiro.

Por inúmeras vezes, abordamos como o património mexe com o turismo (uma das únicas áreas económicas que não decresceu), como é factor diferenciador de identidade e como pode ser atractivo para captar a atenção dos visitantes.

Apelamos, desde o início do programa "A Regenerar Braga", que a CMB tivesse maior atenção ao património que poderia jazer nos locais a intervencionar, nomeadamente o Largo da Senhora-a-Branca, Largo dos Penedos e Rua de S. Vicente, Campo das Hortas e, por fim, o Largo Carlos Amarante (Shopping Santa Cruz e Igreja de Santa Cruz).

As intervenções, mesmo estando a cumprir os requisitos mínimos legais para proteger e/ou identificar o património arqueológico, parece não estar a pensar a integração, valorização e exploração dos recursos arqueológicos (veja-se o caso da Rua de S. Vicente, que ficará pedonal, mas não está previsto musealizar a conduta de água das Sete Fontes, Monumento Nacional).

A JovemCoop, sobretudo neste ano de Capital Europeia da Juventude, tem vindo a divulgar e a incentivar ao conhecimento do nosso património e das nossas heranças culturais.

Prova disso mesmo é a realização do Curso da História da Cidade de Braga, os Trilhos Medievais e Percursos Barrocos, a iniciativa de caminhar pelas Vias Romanas com "Todos os Caminhos Vão dar a Roma".

Ao lermos os artigos acima postados, leiam, com atenção, as partes sublinhadas a verde.
No artigo do Diário do Minho, o gerente de uma residencial no largo da Senhora-a-Branca diz participar numa formação sobre a História da Cidade de Braga para estar melhor preparado para informar os seus clientes que queiram conhecer as origens da cidade.
Já no artigo do Correio do Minho, os comerciantes afirmam a esperança de ver publicitada a Via do Ouro e vêem como útil integrar-se a Rua de S. Vicente em futuros circuitos de revisitação da Geira - curiosamente, fizemos o primeiro percurso de Todos os Caminhos vão dar a Bracara Augusta, precisamente pela Via XVIII no Sábado dia 25 de Fevereiro.

Não somos "avançados no tempo", nem temos "olho para o negócio", apenas constatamos as necessidades dos tempos presentes e damos resposta, bem sucedida, a julgar pela procura que temos tido nas nossas actividades.

Por isso, valorizar o património é uma necessidade urgente em Braga, reclamada pelos seus cidadãos.
Para reflexão...


28 de fevereiro de 2012

Desemprego Juvenil - Opiniões

"Correio do Minho" 26/02/2012
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É uma temática actual e preocupante.

O desemprego junto das camadas jovens alastra a olhos vistos, com jovens licenciados a não ter oportunidade em dar provas das suas valências num primeiro emprego na área em que se formaram.
Ficam aqui algumas opiniões, duas delas de membros da JovemCoop, de como se pode dar uma ajuda a combater esta problemática!

22 de fevereiro de 2012

Crónica A Voz à Juventude (7) Tirar a Máscara para cuidar de Braga!

"Correio do Minho" 21/02/2012


Tirar a máscara para cuidar de Braga
Hoje é dia de Carnaval.

Esta celebração, além do caracter lúdico que tem, serve dois objetivos distintos. O primeiro é a diversão, aproveitar um tempo de paródia para expurgar tristezas e encorpar folias de que somos privados no quotidiano quando estamos a estudar ou a trabalhar. O segundo objetivo visa escondermo-nos da realidade e assumirmos uma identidade diferente, transportando-nos para um imaginário alternativo, em que os fracos são fortes, os homens são mulheres, em que as crianças são adultos e os adultos podem ser super-heróis e/ou personagens monstruosas e assustadoras. Quando escondemos a cara, somos quem nos apetece ser, temos a liberdade para dizer o que nos vai na alma e agimos conforme queremos. E toda esta liberdade põe em risco a própria liberdade. Permitam-me dizer que nada melhor que o Carnaval para relembrar algumas coisas que me parecem estranhas, verdadeiros dislates mascarados de tom sério, que atentam contra a moral da causa pública.

Fomos brindados com a fragilidade do pensamento construtivo da cidade, quando finalmente se admitiu que as Piscinas Olímpicas do Parque Norte nunca mais o serão, tendo em conta que após oito milhões de euros gastos e muitos anos depois pode haver a hipótese de entregar a estrutura inacabada à iniciativa privada. Correram notícias nos órgãos de comunicação social e houve pedidos de esclarecimento. Assisti, com alguma admiração, a um vídeo de uma conferência de imprensa no fim de uma reunião de executivo da Câmara em que o Senhor Presidente disse que nada mais tinha a dizer sobre o assunto e que tinha sido muito claro na sua mensagem sobre as Piscinas.
Na mesma altura, abriu mais um fosso na cultura social da nossa cidade quando afirmou que em Braga os sem abrigos só o são porque querem, contrapondo a afirmação de um sem-abrigo que a um repórter afirmou não ter para onde ir.

E se uns não têm sorte e não vão podendo escolher o fado da sua vida, choca-me que muitas pessoas façam verdadeiros murais de lamento sobre a morte de uma popular cantora norte-americana que, não cuidando a sua vida, entrou em processo degenerativo que culminou com o seu aparecimento inanimado numa banheira de um quarto de hotel. Lamento a sina que escolheu, mas teve nas suas mãos a capacidade de inverter o caos em que mergulhou. Incomoda-me o facto de se tributarem homenagens multiplicadas infinitamente a esta cantora pois além de não acreditar na idolatria gratuita de endeusar as pessoas, parece-me estranho que poucos bracarenses tenham ficado incomodados com esta falta de “cuidar do próximo e cuidar da cidade”.

Todos somos humanos, todos cometemos equívocos e todos devemos ter oportunidade para pedir desculpa e emendar as opções erradas que vamos tomando, tendo por objetivo proporcionar o bem “ ao nosso próximo”. Nitidamente, esta referência bíblica ganha expressão quando temos a assunção de querer fazer mais pela causa pública, de forma clara. O não esconder a cara em alturas de crise é assumir que o “próximo” pode ser qualquer um de nós e preocupante é a pobreza envergonhada que nos levou a um falso estilo de vida e que conduziu o país ao sobreendividamento. E noto aqui o meu espanto ao ouvir que há uma primeira geração de pais que contraem dívidas para sustentar filhos com idade para serem financeiramente independentes e que estando desempregados, não têm como sustentar os seus próprios filhos (de forma simples, os avôs cuidam dos filhos e dos netos).

Falamos de crise, falamos da necessidade de assistência às pessoas e, tanto quanto me parece, Braga está mais interessada em discutir as candidaturas dos hipotéticos candidatos à Câmara de Braga. Mas assim sendo, então que os próximos candidatos se preocupem em demonstrar uma postura mais humana e mais preocupada com as pessoas, porque em tempos de crise, há que dar valor às coisas em vez de estar preocupado com o preço delas (lembrando um pensamento do Prof. Adriano Moreira). Em dia de carnaval, rogo para que se tire a máscara do comodismo e que se invista na cidade social, porque no carnaval e no resto do ano ninguém pode levar a mal querer uma cidade melhor!

Esta crónica pode ser lida no site do Jornal "Correio do Minho"!



17 de fevereiro de 2012

Exposição - Fotografias que sensibilizam!!!

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"Correio do Minho" 17/02/2012

Uma exposição fotográfica que ninguém deverá perder, independentemente de ser condutor ou simplesmente peão!

Saber andar na estrada é uma responsabilidade de todos, e quantos mais cuidados se tiverem, menos assistiremos a acidentes como os que serão retratados nesta exposição. Afinal, os acidentes podem dar-se pelo azar, mas são-se, sobretudo, pela falta de cuidado ou irresponsabilidade de alguém.

Estas fotografias que chocam, devem fazer-nos pensar e reflectir sobre a nossa postura na estrada, e lembrando-nos a responsabilidade para com outro cidadão e para darmos VALOR À VIDA!

Excelente iniciativa rubricada pelo grande fotógrafo Flávio Freitas, que em vários anos de trabalho se defrontou com vários acidentes. Esta exposição estará patente na Junta de Freguesia de S.Victor, a partir de amanhã, dia 18!




15 de fevereiro de 2012

Parcerias: JovemCoop pelas palavras da JFS.Victor

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excerto retirado do "Correio do Minho" de 14/02/2012

O jornal Correio do Minho (e a Rádio Antena Minho) tem vindo a promover as freguesias de Braga nas suas páginas e ontem foi a vez da freguesia de S. Victor se "apresentar" a Braga.
A longa reportagem apresenta vários aspectos da dinâmica imprimida pelo executivo daquela autarquia, sobretudo apostada na proximidade aos cidadãos...desde a infância à terceira idade, passando pelos cidadãos com mais ou menos poses - tratamento igualitário.

No que toca à dinâmica com os adolescentes e jovens, muito nos alegraram as palavras do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de S.Victor, afirmando que somos um parceiro de confiança e que os pais acreditam e confiam na JovemCoop.

As actividades que temos vindo a realizar são sinal de responsabilidade, de empenho e de desafio, porque queremo-nos assumir como uma associação (in)formadora para os jovens, capaz de fazer os participantes explorar as suas potências, qualidades e capacidades.
Mas queremos que fique claro que as actividades que realizamos têm muito de paixão, de gosto e de carinho pelo nome JovemCoop, pela fantástica simpatia e pela objectividade da Junta de Freguesia de S.Victor e porque acreditamos nos projectos que temos vindo a realizar.

Agradecemos o voto de confiança e continuaremos a pugnar para honrar esta enorme parceira (porque também é certo que a JovemCoop muito cresceu e aprendeu com a Junta de Freguesia de S. Victor)
O B R I G A D O !!!


A reportagem integral



 "Correio do Minho" de 14/02/2012


24 de janeiro de 2012

Crónica A Voz à Juventude (6) Jovens Construtores da Cidade

"Correio do Minho" 24/01/2012


Jovens Construtores da Cidade…e do País
É de comum senso que a região do Minho vive dias de entusiasmo com a inauguração das duas capitais europeias, sendo a cidade de Guimarães um polo de atracção e orgulho na vertente da cultura e a cidade de Braga um aglutinador das dinâmicas da Juventude.
Imune a este estado efusivo parece estar o restante país, devido aos mais que anunciados tempos difíceis que Portugal vive, consequência de uma crise internacional, que se abateu sobre quase todas as grandes economias.
Assumidamente, o nosso país não vive dias fáceis e, a um ritmo alucinante, anunciam-se cortes e restrições em nome de uma forte disciplina e poupança para o Estado Central. A consequência disto é assistirmos a estratégias de grandes grupos comerciais que deslocam serviços e/ou moradas fiscais para outros países menos austeros na carga fiscal. Contudo, aquilo que tem sido tema de conversas mais ou menos fervorosas por estes dias, são os exemplos que os nossos agentes políticos transparecem para a restante sociedade, dando a impressão que o povo pagará a crise à custa dos seus sacrifícios, isentando de obrigações quem tem a seu cargo a governação do País.
Os episódios das trocas de viatura, em que o caso mais expressivo foi o da chegada do Ministro a Solidariedade Social de Vespa, aquando da tomada de posse, para de seguida solicitar uma cara viatura automóvel, ou o facto de uma deputada (certo que sem carro próprio e sem habilitação para conduzir) imputar à Assembleia da República a sua deslocação no âmbito de uma actividade não cabimentada nessa estrutura, ou as recentes declarações do Presidente da República que não sabe se as suas despesas conseguem ser suportadas pelas remunerações a que tem direito (muito superiores à de um cidadão comum, quer as despesas, quer as remunerações), levam-nos a pensar que os nossos actores políticos ou não são solidários connosco ou não têm consciência das várias constrições que pedem ao povo.
Por isso, há que pensar no país, na cidade e nos agentes gestores da causa pública que queremos (e merecemos) a gerir os nossos destinos.
Há uma rubrica no Programa da Capital Europeia da Juventude que muito me toca e na qual deposito grandes expectativas. “O projecto Youth City Makers pretende convocar os jovens para a vida política, incentivando o diálogo entre decisores políticos, organizações de juventude e jovens, fazendo uso da participação e da criatividade como ferramentas de análise das políticas públicas.” – in “Agenda Braga 2012,Capital Europeia da Juventude”.
Creio que não poderia vir em melhor altura esta chamada de atenção, que pretende envolver os jovens nas decisões estratégicas na vivência de uma cidade. A construção de uma cidade e de um país faz-se pela maior proximidade dos cidadãos juntos dos governantes, construindo uma cidadania participada e partilhada. O termo “política” encontra a sua raíz na Polis da antiga Grécia, onde os cidadãos eram chamados a participar nos cargos de gestão e administração, de forma alternada, para ajudar a encontrar as melhores opções de desenvolvimento da sua localidade. Hoje confunde-se a política com os partidos políticos, os quais estamos habituados a eleger durante uma legislatura e a depositar a responsabilidade de gerir os nossos destinos. Mas não nos devemos distanciar, durante essa legislatura, das nossas responsabilidades. A cidade e o país constroem-se na base do diálogo entre os vários interlocutores, não podendo nós afastar-nos das nossas obrigações, nem deixando os agentes representativos de um poder partidário fazer o que lhes é mais conveniente.
Por isso, em jeito de apelo, devemos estar atentos e participar nas acções do Youth City Makers, para podermos desenvolver e melhorar a nossa forma de participação e ajudar a prevenir que casos como os supracitados se repitam. Nesta lógica de construção democrática do país, todos temos de ser os operários, mas também os dirigentes dessa obra. Talvez assim, se restabeleça a confiança no País. E, por falar em Confiança, decorre até ao final do mês o Concurso de Ideias para a reabilitação desta antiga Fábrica. Participe!!!





27 de dezembro de 2011

Crónica A Voz à Juventude (5) Uma simples mensagem de Natal

"Correio do Minho" 27/12/2011

Uma simples mensagem de Natal!
Caro Leitor, desejo que tenha passado um excelente Natal e que o ambiente que se vive nesta quadra se estenda ao longo do próximo ano.
É um facto que, em época natalícia, as pessoas abrem o seu coração, tendem a ser mais generosas e a partilhar acções de solidariedade. Um recente anúncio de uma marca de refrigerantes assinala isso mesmo:em ano de crise, as doações alimentares aumentaram cerca de 30%. Há uma máxima generalizada de que o Natal devia ser todos os dias ou quando um Homem quiser! Acredito que os Homens quererão uma sociedade melhor, onde todos procuram o seu lugar ao sol, um lugar onde há união nas famílias, amor, saúde, paz, acesso a empregos, justiça social, enfim, uma vida estável para cada indivíduo. Este é o sentimento de Natal que devia ser replicado todos os dias. Contudo, há quem prefira que o Natal seja o Natal comercial, onde se investe em presentes ou se compete pelas melhores prendas e se instiga as crianças a contar o número de oferendas que o “pai-natal” trouxe. As prendas não devem ser uma forma para “comprar” a atenção ou “perdoar” ausências, mas sim para assinalar a data de uma mensagem de simplicidade.
E quando as prendas são simples, ficamos a ganhar com o conteúdo. A recente publicação em Diário da República da homologação da Casa/Recolhimento das Convertidas foi um excelente presente do Estado Central a todos os bracarenses. Esta classificação, que era aguardada há mais de 12 anos, vem agora revestida de uma Zona Especial de Protecção e poderá ser um instrumento eficaz para proteger toda uma traça arquitectónica do topo norte da Av.Central que corria riscos de se perder, devido à forte especulação imobiliária e que pode ainda contribuir para padronizar as intervenções ao abrigo do programa “Regenerar Braga”.
O desafio que a cidade de Braga enfrenta no próximo ano será um marco na história da nossa urbe, pois além da regeneração do edificado urbano é preciso ter em atenção as preocupações sociais da população. A qualidade de vida dos cidadãos, em ano de crise, terá de centrar a atenção dos nossos autarcas, pois dado ao aumento da carga fiscal e a perda de poder financeiro forçará uma contracção de investimentos, obrigando a repensar a estratégia para a cidade.
O facto de no próximo ano Braga acolher a Capital Europeia da Juventude pode ser uma realização simples para dotar os jovens de ferramentas para investirem na sua formação, conhecer novas áreas de saber, entrar em contacto com novas culturas e desenvolverem competências educacionais, de configuração não formal, mas que imbuem o jovem de aprendizagem, dando-lhe “bagagem” para enfrentar novos desafios e participar activamente na vida da sua cidade.
Não podemos aceitar é que nos prometam uma coisa e nos dêem outra. Aquando da tomada de posse da direcção da entidade gestora da Braga CEJ, ficou definido que os elementos da Administração não seriam remunerados. Foi surpresa quando um órgão de comunicação local, há pouco tempo, evidenciou que um dos elementos da administração aufere, na CEJ, um montante digno de um assessor parlamentar. É questionável que o evento inaugural da CEJ seja realizado por uma empresa contratada, não recorrendo ao potencial máximo das associações que deveriam estar envolvidas nessa realização. Parece lamentável que até esta data se oiçam rumores de grandes eventos musicais, patrocinados por um canal de televisão temático, sem se divulgarem os seminários, conferências, workshops e outros acontecimentos que trarão maiores dividendos para a população que carece de mais (in)formação para competir num mercado desequilibrado, mediante um panorama obscuro. Há que pensar na cidade e nos seus cidadãos. É preciso que sejamos comedidos nos investimentos, pensá-los à escala das nossas necessidades e optimizar os recursos humanos e logísticos. Se a nossa geração precisa de emprego, para não ser convidada a emigrar e fomentar a consciência cívica, então que sejam essas as linhas fortes da CEJ.
Esta é, claro, a mensagem do Natal…simplicidade e preocupação com o bem-estar do nosso próximo, cuidando para que haja maior qualidade de vida, sem aproveitamentos próprios. Em nome de toda a JovemCoop, e em meu nome particular, faço votos de que 2012 seja um ano solidário e com grande participação da Juventude.





29 de novembro de 2011

Crónica A Voz à Juventude (4) Correio do Minho

"Correio do Minho" 29/11/2011



JOVENS DE BRAGA TERÃO “CONFIANÇA”



Aproximando-se o Natal, os bracarenses foram brindados com um presente por parte da autarquia. O executivo municipal aprovou a compra das instalações da antiga Fábrica Confiança, imóvel com uma forte presença na Rua Nova de Santa Cruz.


Esta compra foi aprovada com exaltação positiva, por parte de uns, e olhada com forte desconfiança, por outros. Percebe-se, naturalmente, o porquê desta desconfiança.


Em tempos de crise financeira e sabendo que o nosso município se prepara para investir fortemente num programa de regeneração urbana alicerçada no Centro Histórico de Braga e Zona dos Galos, deduz-se que haverá uma forte comparticipação dos fundos comunitários, da qual não se pode esquecer a contrapartida nacional, que a julgar pelos montantes do projecto será, com certeza, elevada. E fica a dúvida no ar…terá a CMB saúde financeira para realizar tantos projectos? É que além dos investimentos a realizar no âmbito do Centro Histórico, temos ainda aqueles que serão realizados ao abrigo da Capital Europeia da Juventude 2012 (a Pousada da Juventude em Real e o GeNeRation no antigo Quartel da GNR).


Se somarmos a estes investimentos o montante que a autarquia paga pelo Novo Estádio de Braga e as Piscinas Olímpicas do Parque Norte, cuja estrutura começou a ser construída, mas que já se afigura como uma obra de Santa Engrácia, só podemos prever que há uma dotação financeira muito grande, alicerçada no esforço dos contribuintes, que têm de pagar taxas elevadas nos impostos municipais.


Obviamente que queremos que Braga seja uma cidade dinâmica e competitiva, mas os resultados futuros têm de ser à escala dos sacrifícios cometidos no presente.


No último Sábado, o senhor Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares afirmou que Portugal tem hoje a geração melhor preparada para enfrentar o mercado de trabalho, mas curiosamente incentivou esta mesma geração a abrir portas à sua inserção na laboração no estrangeiro, pois reconhece que o País hoje não comporta muitas hipóteses de empregabilidade.


Se por um lado é desmotivador encarar esta realidade – os sucessivos governos apostaram em subir os rankings da educação para agradar à Europa, mas esqueceram-se de dotar o país de condições para albergar os novos trabalhadores – por outro lado é preferível não termos de viver com ilusões. Portugal poderá vir a contar com os jovens, mas para já, não tem hipótese de lhes garantir sustento.


E naturalmente reflectimos…então Braga está a regenerar-se para quê? Para o ano Braga vai ser Capital Europeia da Juventude para quem? Perante as adversidades não podem os jovens desistir e há que fazer aquilo que os jovens fazem bem – ser criativos, determinantes e lutadores. Quem ler as revistas generalistas semanais, percebe que estes títulos usam recorrentemente da temática dos “novos negócios” e de “desempregados a patrões”, isto é, há que saber ler o mercado, pesquisar financiamentos e investir numa oportunidade. As revistas não costumam falar das tentativas falhadas, mas claro que quem investir tem de ter consciência do risco. Mas há, pelo menos, uma janela que se abre no panorama obscuro. E aí, a criação de negócios, que sejam alocados num imóvel tipo “Incubadora de Empresas”, “Business Factory” ou “Indústrias Criativas”, em pleno centro histórico reabilitado facilitará a progressão dos novos investidores. E aqui, poderá diminuir a esperança de termos de assistir a um novo fluxo migratório. E aqui, a CMB está a agir correctamente se estiver a preparar Braga com estruturas e eventos para dotar os jovens de ferramentas para competirem profissionalmente. E aqui, as antigas instalações da Fábrica Confiança depois de reabilitadas podem ser um excelente local para assentar jovens com vontade de fazer prosperar o seu país. Só precisamos que os gestores de Braga saibam gerir a cidade com a vontade de fazer um óptimo serviço público, no agora e para o futuro.

disponível também no site do Correio do Minho!



2 de novembro de 2011

Crónica A Voz à Juventude (3) Correio do Minho

"Correio do Minho" 01/11/2011



PLANEAR BRAGA PARA EVITAR “O FIM DO MUNDO”!

Se o meu amigo leitor está a ler esta crónica, então o mundo não acabou no passado dia 21, conforme Harold Camping havia vaticinado. Mas acredito que muitos portugueses, em geral e os bracarenses, em particular, tenham achado que o fim do mundo estava próximo, aquando das longas chuvadas do dia 26.


A cidade de Braga ficou “mergulhada” no caos e assistimos a infindáveis filas de trânsito, onde ambulâncias furavam com muita dificuldade e pais, com filhos no carro, se viam desesperados para acalmar os seus rebentos.


Se o mau tempo tem destas contrariedades e não se pode assacar responsabilidades a S. Pedro, certo é que os efeitos das intempéries poderiam ser minimizados se a nossa cidade tivesse crescido a um ritmo que permitisse aplicar, de forma correcta, os instrumentos de Ordenamento e Planeamento (não fazendo destas meras figuras ilustrativas).


Na verdade, hoje pagamos o erro de se ter deixado construir imóveis nos leitos de cheia do Rio Este (são corredores de protecção que deveriam estar livres para serem ocupados quando o caudal do rio sobre). Torna-se claro que estando estes leitos ocupados, o rio invade-os de igual forma, pelo que causa estragos incalculáveis. Se é agradável morar em cima do rio? Acredito que deve ser interessante, mas se se devia ter permitido? Creio que hoje todos os moradores afectados estarão de acordo que não é a melhor opção. Afinal, se o Homem invade racionalmente o território da natureza, certo é que a natureza não será tão clarividente em não invadir algo que é seu…por natureza!


É, ainda, recorrente, em dias de chuva, os túneis da cidade de Braga ficarem alagados e intransitáveis. Ora isto dá-se devido às acentuadas pendentes destas estruturas, havendo um claro défice de escoamento, o que permite concentrar as águas e transformar os túneis em verdadeiras piscinas (não deixa de ser engraçado como a natureza encarrega-se de fazer piscinas em Braga, quando a Piscina Olímpica do alegado Parque Norte continua estagnada).


As estratégias para a cidade ficam rubricadas na carta de ordenamento, pertencentes ao Plano Director Municipal. Um melhor ordenamento do território evitaria esta luta de titãs, onde se digladiam Homem versus Natureza.


Sabemos que as forças da Natureza são difíceis de controlar, pelo que deviamo-nos preocupar em minimizar os seus impactos. Relembro que com as chuvadas do dia 26, voaram telhas da Casa/Recolhimento das Convertidas, entre a Av.Central e a Rua de S. Gonçalo. Numa zona central da cidade, onde passam milhares de pessoas diariamente e onde existe uma escola que alberga crianças e adolescentes, imaginem se à hora da saída das aulas as telhas caíssem em cima dos jovens? E enquanto não se restituem as telhas, dão-se mais infiltrações no edifício histórico, promovendo uma célere destruição deste imóvel histórico. Não minimizando os efeitos, podemos perder vidas humanas e património legado por um dos maiores humanistas do Séc.XVIII de Braga, D. Rodrigo Moura Telles. Torna-se urgente converter a Casa das Convertidas num espaço requalificado e aberto ao público.


Outro local que necessita de um bom Planeamento e que carece de um forte conceito de Ordenamento é a zona das Sete Fontes. Uma zona de água onde se prevê uma forte componente construtiva poderá vir a sofrer os mesmos destinos das construções na zona do rio Este. E impermeabilizar os solos e reduzir as espécies arbóreas tornará Braga uma cidade mais quente no Verão e com forte possibilidade de inundação nos dias de chuva. Por isso, convido o amigo leitor a participar na Discussão Pública, no próximo dia 4 de Novembro, às 21h30 na Junta de Freguesia de S. Victor sobre o Plano de Pormenor para as Sete Fontes. Todos juntos poderemos pensar uma cidade amiga da natureza e com maior qualidade de vida para os seus habitantes, sem estarmos preocupados com o fim do mundo.


Casa das Convertidas: O nosso alerta no Correio do Minho

"Correio do Minho" 31/10/2011

No passado dia 28/10 demos o alerta aqui no nosso blog, e demos conhecimento aos nossos leitores dos evidentes sinais de avançada deterioração a que a Casa/Recolhimento das Convertidas está sujeita.

Felizmente, as nossas palavras fizeram eco e o Jornal Correio do Minho deu a conhecer ao grande público esta nossa enorme preocupação.

O nosso muito obrigado ao Correio do Minho e pedimos a todos os nossos leitores que nos ajudem a travar a ruína deste património de Braga.

4 de outubro de 2011

Crónica A Voz à Juventude (2) Correio do Minho

"Correio do Minho" 04/10/2011
TURISMO, PATRIMÓNIO E “EXEMPLOS”


Caro leitor, notícias recentes dão conta do aumento da procura turística de Braga.

Os estudos efectuados referem que o turista gasta uma quantia razoável por dia e que procura visitar monumentos de índole religiosa ou de cariz histórico patrimonial.

Este aumento turístico, baseado no interesse do turista/visitante em conhecer mais sobre a história da nossa cidade prova que a Indústria do Património impulsiona o turismo e gera receitas, além de criar movimento humano, sobretudo no Centro da Cidade. É uma nota positiva que os agentes promotores do turismo devem ter em conta, realçando o papel da Câmara Municipal de Braga (CMB) e, por exemplo, da TUREL.

É notável como, entrando na Sé Catedral, é cada vez mais frequente vermos vários grupos, acompanhados pelo seu guia-intérprete, contextualizando este monumento religioso em várias línguas (sinal de um turismo de várias nacionalidades).

É de destacar, também, a recente edição da Feira das Freguesias onde cada autarquia teve a possibilidade de divulgar as gentes, as acções e os monumentos de cada localidade. Mas o que atraiu imensa gente ao centro foi a Feirinha do Antigamente, com os produtos agrícolas e as acções quotidianas realizadas de forma tradicional e bastante artesanal. Quantos jovens ficaram a saber o trabalho, mas de forma animada, que dava desfolhar o milho? Quantas pessoas puderem recordar os cânticos entoados nas vindimas? E como foi bom observar jovens e adultos a rodopiar com os tradicionais dançares da nossa região?

Braga tem muito para oferecer a quem nos visita e de forma singular. Temos tradições originais e monumentos únicos capazes de fazer Braga competir com qualquer outro destino turístico. Congratulo a CMB pelo belo exemplo que deu à cidade.

Esta Feira das Freguesias tentou, ainda, dar enlevo ao facto de Braga acolher, em 2012, a Capital Europeia da Juventude. O stand foi brilhantemente concebido e estava bastante apelativo, faltando, contudo, haver maior empenho das associações nesta participação. No dia da inauguração, registámos que se fizeram representar unicamente quatro associações juvenis do concelho. É pouco para o que Braga possui nesta matéria e para aquilo que tem de dar no próximo ano. Mas também se destaca a forma pouco acolhedora que o executivo municipal teve para com as associações que se fizeram representar, pois entrando no stand, não foram capazes de parar para falar com os responsáveis das associações juvenis e saber quais as nossas expectativas para o próximo ano, ou tão só perguntar como corre o trabalho que vamos desenvolvendo ou as actividades que temos vindo a realizar. Disse-o na crónica anterior e reafirmo. Para sermos uma excelente Capital Europeia da Juventude, mais do que grandes financiamentos, precisamos, também, de palavras de incentivo e de saber que não trabalhamos isolados ou independentes, mas que temos uma forte parceria. Se os responsáveis do Município que geraram esta Capital da Juventude não forem os nossos primeiros parceiros, então, a CEJ2012 será um evento preenchido de conteúdos, mas vazio na aprendizagem, pois o primeiro objectivo a cumprir deverá ser o trabalho em cooperação e em rede.

Ainda no que concerne ao turismo de Braga, acrescento que as Sete Fontes já deveriam estar numa posição privilegiada nos roteiros. Recentemente, devastaram-se inúmeras árvores, subtraindo qualidade paisagística ao monumento e fazendo-nos reflectir o porquê de haver alguém com pressa de escapar ao Plano de Pormenor. É preocupante haver um embargo que demora treze dias a ser oficializado, sendo um péssimo exemplo à cidade de como defender a nossa cultura e proteger as nossas heranças culturais.

Precisamos que os bons exemplos superem os maus, criando nos jovens e em todos os cidadãos, matéria de orgulho na sua cidade, nas suas acções e tradições.


12 de setembro de 2011

Crónica A Voz à Juventude (1) Correio do Minho

"Correio do Minho" 06/09/2011


CEJ2012 – O apoio de que as associações necessitam

Caro Leitor,
Agradeço-lhe o tempo que despende em ler estas palavras. Aceitei, com gosto, o convite que me foi dirigido pelo Sr. Director do Correio do Minho para encetar esta colaboração com o jornal e, mensalmente, provocar alguma reflexão sobre temas vocacionados para a Juventude (fruto de um trabalho que tenho realizado à frente da associação juvenil Jovem Cooperante Natureza/Cultura). Mas aproveitarei este espaço para abordar questões da nossa cidade, onde incluirei a temática da participação cívica, urbanismo, património, cultura e ambiente.
O ano lectivo que agora se inicia vem recheado de desafios para a juventude de Braga, pois em 2012 a nossa cidade será Capital Europeia da Juventude (CEJ2012) e teremos de provar a razão dessa escolha.Restam cerca de quatro meses para o início desse grande evento que incluirá formação educacional, intercâmbios culturais, momentos de diversão e, com certeza, muito espírito de sacrifício e altruísmo de quem quer fazer desta oportunidade uma realidade que perdure pelos tempos.
Esta realização da Fundação Bracara Augusta (entidade que rege a CEJ2012) merece destaque porque porá a render os talentos dos jovens e das associações juvenis do concelho de Braga, fazendo uma mostra do que cada agremiação melhor faz (temos a felicidade de ser uma cidade com várias associações vocacionadas para áreas distintas, capazes de formar um interessante painel de actividades diversas).

A quatro meses do início da CEJ2012 ainda pouca informação é veiculada às associações. Dizem, as vozes responsáveis, que a programação e o evento necessitam de financiamento específico que o Governo e as entidades que gerem os Financiamentos Comunitários poderão conceder. Em tempos de crise financeira, o Estado preocupa-se com o equilíbrio das contas presentes e poderá relegar, para segundo plano, a formação dos jovens que constituirão o Portugal do futuro. Será difícil o Estado Central preocupar-se com a CEJ2012, logo poderemos especular que os financiamentos poderão não ser os esperados. 
Mas a nossa advertência vai para a vontade das associações em realizar as suas actividades e provas de saber. Muitas vezes, mais do que financiamentos, as associações necessitam de uma palavra de força, apoio nos recursos logísticos o que lhes transmite confiança. E, com pouco, pode-se fazer muito, até porque diz-nos a experiência que grandes financiamentos podem fazer surgir eventos espampanantes, mas sem “coração” de quem os realizou. Estes eventos, desde o seu planeamento, passando pela sua organização e realização são o melhor ensinamento para os jovens, dotando-os do sentido de responsabilidade, partilha e espírito de grupo. Esto é a melhor mensagem e formação que a CEJ2012 pode conceder aos jovens. Por isso, fica aqui expresso, se houver incentivo, mesmo que não haja muito dinheiro, Braga tem condições de ser uma excelente Capital Europeia da Juventude.

Entretanto, convido o amigo leitor a deslocar-se ao Parque de Guadalupe, área verde no centro da cidade, nos próximos dias 10 e 11 deste mês. Fruto da organização de várias entidades realizar-se-ão as Grandiosas Festas em Honra de N.ª Sr.ª da Piedade e S. Marçal, evento de cariz religioso, mas com grande predominância popular. Este evento é uma das provas que dou ao amigo leitor de que com pouco, muito se consegue. A custos muito reduzidos, estas festas têm um programa muito vasto, enriquecido pela cultura popular, dando destaque aos nossos Bombeiros, verdadeiros exemplos de altruísmo e ajuda ao próximo.

Obrigado, amigo leitor, pelo tempo que me dispensou. Até breve.



Inquéritos Correio do Minho

"Correio do Minho" 11/09/2011

Duas das nossas cooperantes e dois nossos amigos responderam a uma pergunta muito actual e que merece a nossa maior reflexão.

Registamos, aqui,  as suas respostas.

10 de maio de 2011

No Dia da Europa, uma reflexão

Marta Caldeira

Helena Alves, presidente do Instituto Português da Juventude, comentou numa entrevista recente que os jovens portugueses tanto escolhiam destinos portugueses como em outros países europeus na hora de escolherem as suas saídas profissionais.
O que acontece é que não se trata meramente de escolhas. Hoje em dia os jovens não têm escolhas. Se isso acontece, como parece demonstrado pelas estatísticas, é simplesmente porque não lhes resta outra opção.
Mas há alguém que queira verdadeiramente estar longe dos seus familiares, dos seus amigos, da sua terra natal?Uma coisa é certa, a mobilidade europeia é hoje em dia um factor determinante para muitos dos jovens portugueses conseguirem alcançar o seu sucesso e realizar os seus sonhos, pois Portugal tornou-se num país sem oportunidades ou com poucas, muito poucas para quem tem alguma ambição.
Mas tenho a certeza absoluta de que quem está lá fora, no estrangeiro, tem o desejo secreto e diário de regressar à sua pátria... tal como dizia o poeta, “ninguém ama a sua pátria por ser grande, mas sim, por ser sua”.
Bom seria realmente sermos um país cheio de oportunidades para os nossos jovens e certamente que a emigração deles para outros países, mesmo que da Europa, não seria tão relevante.

in "Correio do Minho" de 09/05/2011