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2 de novembro de 2011

Jornal Público: Reportagem Sete Fontes

"Público" 24/10/2011

O Jornal "Público" dedicou atenção ao Complexo Monumental das Sete Fontes.

Numa peça jornalística rubricada por Samuel Silva, houve o cuidade de auscultar alguns dos vários intervenientes e responsáveis para a protecção deste Monumento Nacional.

Ficámos com a nítida sensação que este é um processo complexo e que a Câmara Municipal de Braga, a Junta de Freguesia de S. Victor, Peticionários e Associações que se dedicam à defesa das Sete Fontes ora coincidem na necessidade de protecção, ora divergem na maneira como o este processo está a ser conduzido.

Recomendamos atenta leitura e convidamos os nossos leitores a partilhar ideias na caixa de comentários.



8 de março de 2011

Acto de remissão

retirado do "Correio do Minho" de 08/03/2011

retirado do "Correio do Minho" de 05/03/2011


retirado do "Correio do Minho" de 07/03/2011

Porque nem sempre o Correio do Minho achou oportuno publicar notícias sobre as Sete Fontes, colocamos estes três testemunhos publicados em três dias diferentes, no jornal Correio do Minho.


Como o próprio jornalista Jorge Cruz titula o seu artigo: "Mais vale tarde que nunca" e esperamos que daqui em diante o Correio do Minho nos ajude ainda mais a proteger e divulgar as Sete Fontes de Portugal!


Os nossos parabéns aos três intervenientes por terem a atitude de escrever sobre as Sete Fontes!


9 de fevereiro de 2011

Sete Fontes@Jornal Publico 09/02/2011

Mina das Verdosas de Braga vai ser remontada
Por Samuel Silva
 
O Igespar e a Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN) garantem que a mina das Verdosas, no complexo monumental das Sete Fontes, em Braga, será preservada, depois de ter sido desmontada durante as obras de construção da variante de acesso ao hospital da cidade. Também a Estradas de Portugal, responsável pela empreitada, garante a preservação do património naquele local.

A mina foi desmontada por arqueólogos para garantir a sua preservação e não destruída, como tinha denunciado na véspera a associação de defesa do património Jovem Coop. Durante a construção do acesso ao hospital foram detectadas duas estruturas associadas à mina cujo traçado coincidia com o da variante. A trasladação foi a solução encontrada pelo Igespar, após uma reunião com os arqueólogos que acompanham a obra, na semana passada.

A "mina das Verdosas 1" "será conservada integralmente", afirma fonte da DRCN. A estrutura será escavada e registada e terá uma parte aterrada sob a estrada, mantendo-se em funcionamento. A mesma solução foi adoptada para a segunda mina, cuja boca ficaria sob o aterro da nova estrada, sendo por isso desmontada e trasladada.

As duas estruturas não pertencem ao sistema hidráulico das Sete Fontes e não se encontram classificadas, assegura a DRCN, recusando a ideia de que possa ter sido desrespeitado o condicionamento arqueológico da obra da variante de acesso ao hospital. "Os troços agora em causa localizam-se fora da Zona Especial de Protecção das Sete Fontes, como, aliás, acontece com a totalidade do traçado do novo acesso rodoviário", sublinha aquela entidade.

Garantia semelhante é dada pela Estradas de Portugal. "Em momento algum a execução da obra colocou em causa o monumental complexo das Sete Fontes, sendo que os trabalhos que estão a ser executados foram previamente autorizados pelas entidades da tutela", assegura a empresa. A DRCN vinca que todo o processo de construção do acesso ao hospital tem sido monitorizado por uma equipa de arqueólogos e pelo Igespar.

retirado do site do "Publico"

Sete Fontes@Jornal Publico - 08/02/2011

Mina do complexo das Sete Fontes foi destruída

Por Samuel Silva


A associação de defesa do património Jovem Coop denuncia que uma das minas do complexo monumental das Sete Fontes foi destruída durante as obras de construção da variante de acesso ao novo hospital de Braga. O caso já foi comunicado à Direcção Regional de Cultura do Norte, uma vez que pode estar em causa o respeito pelos condicionamentos à obra impostos por aquela entidade.

Junto da estrutura destruída, conhecida como mina das Verdosas, decorrem neste momento trabalhos de contenção para a construção do viaduto que vai permitir a ligação rodoviária ao novo hospital de Braga. A mina não está incluída no processo em curso de classificação do complexo como monumento nacional. Mas faz parte da área de protecção do monumento. O presidente da Jovem Coop, Ricardo Silva, não tem dúvidas de que a situação está relacionada com as obras da responsabilidade da Estradas de Portugal.

Foi o próprio dirigente da Jovem Coop quem detectou a situação no passado sábado, quando se deslocou ao local para continuar um trabalho de registo do património ali existente que tinha começado quatro dias antes. Encontrou a mina destruída, com várias pedras amontoadas em volta do seu habitual curso. Ricardo Silva admite que a estrutura possa apenas ter sido desmontada para ser posteriormente reconstruída, mas, mesmo que seja o caso, contesta a solução. "O que foi feito amputa a história das Sete Fontes", sustenta. "Todo este processo foi demasiado célere e não sabemos se o património foi devidamente salvaguardado", sublinha o líder da Jovem Coop.

A associação já comunicou o caso à Direcção Regional de Cultura do Norte e ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, que o PÚBLICO tentou ouvir. Estes organismos tinham imposto vários condicionamentos à construção da variante de acesso ao hospital de Braga, uma vez que esta atravessa a zona de protecção das Sete Fontes, um complexo de abastecimento de água do século XVIII.

retirado do site do "Publico"

11 de outubro de 2010

Artigo Publico - Sete Fontes na AR

Parlamento recomenda classificação das Sete Fontes, em Braga, como monumento nacional

Por Samuel Silva

Projectos de resolução foram apresentados pelo BE e pelo CDS e foram aprovados por unanimidade




A Assembleia da República aprovou na sexta-feira, por unanimidade, dois projectos de resolução que recomendam ao Governo a publicação do despacho de classificação do complexo das Sete Fontes, em Braga, como monumento nacional. O processo arrasta-se desde 1995 e foi acelerado este ano, depois do lançamento de uma petição, assinada por mais de seis mil pessoas, que esta semana chegou ao Parlamento.

Bloco de Esquerda e CDS-PP apresentaram dois projectos de resolução, que ontem foram votados favoravelmente por todos os deputados, em que se recomenda ao Ministério da Cultura (MC) que proceda à publicação em Diário da República do despacho de classificação daquele sistema de captação de águas do século XVIII como monumento nacional. Os proponentes querem ainda que a Zona Especial de Protecção do complexo seja alargada de forma a proteger o conjunto de minas e mães-d"água que o integram, em terrenos próximos àqueles onde está a ser construído o novo hospital de Braga.

Os acesso rodoviários à nova unidade de saúde tinham inicialmente previsto a construção de um viaduto sobre os terrenos das Sete Fontes. A ideia foi entretanto abandonada pela Estradas de Portugal, mas ajudou a acender o envolvimento da sociedade bracarense na defesa do complexo. No início do ano, um grupo de cidadãos de Braga lançou uma petição, pela salvaguarda daquela estrutura, que foi subscrita por mais de seis mil pessoas, permitindo levar o assunto ao plenário da Assembleia da República. Desta forma, foi possível acelerar o processo de classificação como monumento nacional que dura há 15 anos, tendo sido lançado pela associação de defesa do património Aspa. Desde 2003 que o complexo tem homologação como monumento nacional pelo MC, mas desde então o processo tem estado parado.

O assunto chegou ao Parlamento, na quarta-feira. No debate em plenário, todos os partidos demonstraram apoio às intenções dos peticionários, o que foi recebido com agrado pelos impulsionadores da iniciativa. "Percebemos que tínhamos razão nas preocupações que levantámos ao longo dos últimos anos", sustenta Ricardo Silva, presidente da Jovem Coop, uma das associações que têm sido mais activas na defesa das Sete Fontes.

Para o dirigente daquela associação "a aprovação dos projectos de resolução é motivo de regozijo e dá alento e todo o movimento" de defesa do complexo de abastecimento de água à cidade de Braga. "Esperamos que, agora, haja mais aceitação por parte do Governo, para que o despacho final possa ser publicado em breve", afirma. A Jovem Coop espera que o despacho do MC possa ser publicado antes do final do ano.
in jornal "Publico" - 11/10/2010