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13 de maio de 2012

Acções de lesa património

"Diário do Minho" 10/05/2012

Esta situação é, no mínimo escandalosa... num acto de reinvenção e interpretação arquitectónica, aquando da reformulação do Parque da Ponte, uma fonte, património de outros tempos que chega até  nós, foi ceifada no topo superior, ficando privada da cornija e dos vasos decorativos.

Porque não há explicação, vamos procura-la, indagando os serviços da Câmara Municipal de Braga.

Mais informações no blog Braga Maior: http://bragamaior.blogspot.pt/2012/05/arte-de-dar-cabo-do-patrimonio.html

12 de abril de 2012

Barbearia Matos-O Património de Braga ficou "careca"!

"Diário do Minho" 12/04/2012

"Correio do Minho" 12/04/2012


Não há maneira de dizer isto de forma simples - Braga não valoriza o seu património (independentemente da sua origem e expressão).

Quando a CMB dá sinais de querer investir no património contemporâneo, incentivando à participação do concurso para a requalificação da Fábrica Confiança, permite que a Barbearia Matos encerre a sua centenária actividade (tinha hipóteses de manter se actuasse no sentido de classificar a Barbearia)!

Há muito que se sabia que a Barbearia Matos, situada na Rua do Souto, estava alvo de despejo, batalha que foi arrastada durante uma década nos tribunais.

Infelizmente confirmaram-se as piores expectativas...o Barbearia foi mesmo despejada e de forma nada digna!

Uma Barbearia que durante um século cortou cabelos e aparou barbas, foi crescendo em fama por, cada vez mais, nos últimos tempos, além de barbearia, ser um ponto de atracção turística.

Vários são os testemunhos de visitantes e turistas que difundiram na internet o seu testemunho e as suas fotos desta centenária barbearia.

Não se percebe a insensibilidade que a Câmara Municipal de Braga teve neste processo, não cuidando de uma actividade que prestava um serviço, mas que também alimentava a delícia dos visitantes.

Por que é que nunca se consumou o processo de Património Municipal, proposto pela Assembleia Municipal? Por que razão, nunca as entidades quiseram mediar este processo, tentando encontrar um solução que fosse compatível com o proprietário e o inquilino?

Numa rua cada vez mais vazia de atracção, Braga fica agora careca de um atractivo turístico...paredes meias com o Salão Egípcio, que ainda hoje sofre os destino do abandono e da destruição.

Nitidamente, um caso de lesa património e vergonha cultural!

Para melhor entenderem do que falamos, aqui fica um mini documentário sobre a Barbearia Matos (autoria de Henrique Rocha).


26 de setembro de 2011

Sete Fontes: Do Abate de Árvores





"Correio do Minho" 22/09/2011

"Diário do Minho" 22/09/2011

"Jornal de Notícias" 23/09/2011 - retirado daqui

Muito se tem falado, ultimamente, sobre as Sete Fontes. Para quem não estava atento, eis o que se passou.

No dia 07 de Setembro, fomos alertados para um bruto e indiscriminado abate de árvores na Zona Especial de Protecção das Sete Fontes. Conseguiu-se parar o abate, com recurso às forças policiais e entendimento com a CMB.

Infelizmente, a CMB não embargou oficialmente o abate de árvores em zona protegida e, no dia 20/09, o proprietário deu instruções à empresa madeireira para continuar a deitar as árvores abaixo.

Estes ataques brutais ao coberto arbóreo não cumpria a premissa da Portaria 576/2011 que institui a ZEP e diz que: "visa garantir a protecção do Monumento Nacional designado "Sistema de Abastecimento de Águas à Cidade de Braga no Séc. XVIII (Sete Fontes de S. Victor)" e do espaço envovlente, com destaque para a protecção do vale em que se localiza o sistema e as suas colinas com relação paisagística directa."

Como podem ver pelas fotos iniciais, as nossas preocupações têm sentido e, se em boa hora não se tem conseguido embargar aquela nefasta acção, a esta hora, as Sete Fontes já não tinham aquela cortina vegetal, que dignifica o monumento, o sítio e que faz cumprir a pretensão da CMB em fazer ali o Parque Verde das Sete Fontes.

Por isso é que em Novembro de 2009 havíamos defendido a inclusão de uma Zona Non Aedificandi, para evitar que os terrenos das Sete Fontes fossem alvo de ataques lesa património(construído ou paisagístico) e que os proprietários não ficassem lesados, sendo alvo de expropriação ou outra compensação.

Todos ficariam a ganhar!