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8 de janeiro de 2013

JovemCoop visita Exposição "Memória de Braga Esquecida"

A JovemCoop esteve presente no dia da inauguração, com os autores Fernando Mendes e Luis Machado

No passado dia 04 de Janeiro, a JovemCoop esteve presente na inauguração da exposição "Memória de Braga Esquecida", uma iniciativa com o cunho dos amigos Fernando Mendes e Luis Machado.

Esta exposição convida os bracarenses a visitar ou a conhecer dois locais únicos em Braga, que por menosprezo ao património e à história de Braga, foram votados ao abandono.

O Atheneu Comercial, centro cívico do antigamente, situava-se na Rua dos Chãos e foi completamente destruído. A exposição permite conhecer o interior deste belíssimo salão e algumas das actividades que lá eram promovidas.

O Salão Egípcio, com motivos alusivos ao mundo egípcio, ainda hoje sobrevive ao abandono e à recusa da CMB em promover este local a património de interesse municipal. A sua beleza é caso singular em Braga e poderia ser um factor de atracção na Rua do Souto.

A exposição "Memória de Braga Esquecida" está patente na Galeria SóArte, situada na Rua de S.Marcos, nº 104, até ao dia 30 de Janeiro.

Aos autores deixamos aqui os nossos parabéns pela iniciativa, desejando que esta exposição seja o início de um amplo momento de reflexão e discussão sobre o património, o turismo, a memória e identidade da nossa cidade.

3 de janeiro de 2013

Exposição "Memória de Braga..." Salão Egípcio e Atheneu Comercial


"Diário do Minho" 02/01/2013

Esta exposição fotográfica merece ser vista e bem analisada por todos os apaixonados pela Cidade de Braga.

As fotografias expostas irão mostrar, sobretudo às camadas mais jovens, uma Braga desaparecida (Atheneu), esquecida e abandonada (Salão Egípcio), que demonstra a pouca sensibilidade dos executivos municipais na protecção de dois locais de singular interesse na nossa cidade.

Esta exposição, da autoria do nosso amigo Fernando Mendes e de Luis Machado, merece todo o nosso apoio e consideração por nos convidar a revisitar uma Braga Esquecida.

Quem quiser conhecer o Salão Egípcio e o Atheneu Comercial pode visitar a exposição entre os dias 05 e 30 de Janeiro. A inauguração é já no dia 04, às 21h30.

Ao nosso amigo Fernando Mendes um voto de louvor por esta iniciativa e um muito obrigado por nos associar à História e ao Património de Braga. Parabéns amigo Fernando!!!

12 de abril de 2012

Barbearia Matos-O Património de Braga ficou "careca"!

"Diário do Minho" 12/04/2012

"Correio do Minho" 12/04/2012


Não há maneira de dizer isto de forma simples - Braga não valoriza o seu património (independentemente da sua origem e expressão).

Quando a CMB dá sinais de querer investir no património contemporâneo, incentivando à participação do concurso para a requalificação da Fábrica Confiança, permite que a Barbearia Matos encerre a sua centenária actividade (tinha hipóteses de manter se actuasse no sentido de classificar a Barbearia)!

Há muito que se sabia que a Barbearia Matos, situada na Rua do Souto, estava alvo de despejo, batalha que foi arrastada durante uma década nos tribunais.

Infelizmente confirmaram-se as piores expectativas...o Barbearia foi mesmo despejada e de forma nada digna!

Uma Barbearia que durante um século cortou cabelos e aparou barbas, foi crescendo em fama por, cada vez mais, nos últimos tempos, além de barbearia, ser um ponto de atracção turística.

Vários são os testemunhos de visitantes e turistas que difundiram na internet o seu testemunho e as suas fotos desta centenária barbearia.

Não se percebe a insensibilidade que a Câmara Municipal de Braga teve neste processo, não cuidando de uma actividade que prestava um serviço, mas que também alimentava a delícia dos visitantes.

Por que é que nunca se consumou o processo de Património Municipal, proposto pela Assembleia Municipal? Por que razão, nunca as entidades quiseram mediar este processo, tentando encontrar um solução que fosse compatível com o proprietário e o inquilino?

Numa rua cada vez mais vazia de atracção, Braga fica agora careca de um atractivo turístico...paredes meias com o Salão Egípcio, que ainda hoje sofre os destino do abandono e da destruição.

Nitidamente, um caso de lesa património e vergonha cultural!

Para melhor entenderem do que falamos, aqui fica um mini documentário sobre a Barbearia Matos (autoria de Henrique Rocha).


19 de outubro de 2011

Castelo de Guadalupe: imóvel desaparecido - pedras encontradas


"Correio do Minho" 19/10/2011

Hoje, dia 19 de Outubro, quem abriu o jornal Correio do Minho deparou-se com o anúncio supra.
Infelizmente, este é mais um caso de Património Desaparecido que assolou Braga (que tão frequentemente maltrata o seu património).

A Casa Castelo de Guadalupe, encimava o Monte de Guadalupe, onde se acedia pela Rua do Sardoal.
Esta Casa, de estilo provavelmente emigrante, destacava-se no panorama arquitectónico de Braga por configurar, com as suas ameias, pináculos e corpo superior, um pequeno Castelo.

Desde tempos imemoriais, que a designação da casa era, precisamente, o Castelo de Guadalupe.
Ao perceber-se as movimentações de venda do Castelo, a ASPA interpôs a classificação da Capela de Guadalupe como Monumento, na esperança de a zona geral de protecção impedir a destruição do castelo.
Infelizmente, em 2003 o Castelo começou a ser destruído...levantou-se o rumor de que as pedras iriam ser erguidas num outro sítio, mas o certo é que naquele lugar que não passava despercebido a quem subia a Av. 31 de Janeiro, foi construída uma urbanização de prédios altos, metálicos e muito cinzentos.

Ainda tentamos obter respostas por parte do IPPAR (antecessor do IGESPAR e DRCN), do qual apenas guardamos este e-mail, apesar de ter havido, pelo menos, mais um.


Ganha aqui destaque a LEI...que não foi cumprida...ou pelo menos os serviços do IPPAR foram coniventes com a destruição do Castelo, em área protegida.
A reconversão daquele edifício num imóvel dedicado às artes e cultura teria ganho ali todo o sentido.
Uma vez mais...destruição!

Vejam como há muito tempo atrás, ainda com a Estátua do Rei D. Pedro V na Av. Central o Castelo já ali figurava, no canto superior direito.

Postal de Manuel Carneiro

E vejam o registo do Castelo que fomos angariando ao longo do tempo...
Fotos gentilmente cedidas pelo Sr. Joaquim Taxa


Fotos gentilmente cedidas pelo Arq.to Manuel Ferreira



Fotos tiradas por Ricardo Silva aquando do início da destruição

Aquilo que agora seria desejável saber é se a DRCN/IGESPAR controlarão a venda da pedra do Castelo (afinal, são pedras protegidas) e se ficarão com o registo da transacção e do sítio para onde irão (não vão as pedras serem montadas num qualquer muro e daqui a uns anos os investigadores afirmarem que aquele muro pertence aos finais do Séc. XIX inícios do XX devido ao trabalho da pedra)!


À consideração de todos os bracarenses!



27 de dezembro de 2010

Património de Braga...desaparecido!!!



fotos de: José Carlos Ferreira

Numa das nossas pesquisas cibernáuticas, tivemos a felicidade de passar pelo Blog "Afinal os Glutões Existem", da autoria de José Carlos Ferreira.

Um dos post lá publicados refere-se ao património de Braga que já desapareceu há muito tempo, mas que ficou perpetuado em imagens no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga.

Ora, para quem conhece a cidade de Braga de hoje, poderia pensar que afinal Braga não mudou assim tanto com o passar dos tempos. Parece política ancestral dos políticos de Braga que para fazer história é preciso destruir Património.

Poder-se-ia inserir estas imagens no desenvolvimento natural de uma cidade e justificar, assim, o seu progresso. Mas afinal o que substituiu estas edificações? Afinal, porque não se preservou esta memória?
Havia ameaça de ruína e, por isso, teve de se destruir tudo?

A resposta parecer tardar e não colher grande justificação. Parece, sim, que ser político em Braga é sinónimo de deitar abaixo o que é velho e construir algo novo, descaracterizando o perfil histórico da cidade.

Senão, vejamos as Casas de Emigrantes, que com um estilo arquitectónico único têm desaparecido rapidamente. Lembremos os atentados constantes, o apetite imobiliário e a força da cidadania na zona das Sete Fontes, S. Victor, Braga. Revisitemos as fachadas adulteradas do Centro Histórico da Cidade de Braga, o Atheneu Comercial que foi destruído e o Salão Egípcio que está em ruinas e dado ao esquecimento. Notemos o património arqueológico descoberto que fica (novamente) enterrado.

Grande parte das opções políticas de Braga não parece colher simpatia pela preservação da memória histórica. Uma boa parte da população comenta uma série de atentados ao património, mas acanha-se de divulgar e protestar essas opções. Esperamos que esta mentalidade que dá sinais de mudar, cresça em consciência e ajude a preservar a nossa cidade. Turisticamente fica mais enriquecida e gerará mais receitas, pois está provado que o património é um dos maiores aliciantes nas escolhas dos turistas que visitam a nossa cidade.

Obrigado amigo José Carlos Ferreira por trazeres até nós estas fotografias, que privilegiam a nossa memória e que são um sinal do que podemos fazer para que não haja mais monumentos ou sítios de interesse a desenhar, futuramente, noutros salões da nossa cidade.