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22 de fevereiro de 2012

Braga: Leituras na Fontes do Ídolo

"Diário do Minho" 22/02/2012

Há muito se que reclama um maior espectro cultural para Braga, apostando em actividades diversas.

Aqui está uma excelente actividade, que convida os bracarenses a assistir à interpretação de leituras públicas de grandes obras clássicas, em sítios de maior expressão patrimonial.

É já no próximo dia 27 de Fevereiro que se iniciam a interpretação destas leituras clássicas, da responsabilidade da Comunidade de Leitura Dramática da Companhia de Teatro de Braga.


2 de novembro de 2011

Jornal Público: Reportagem Sete Fontes

"Público" 24/10/2011

O Jornal "Público" dedicou atenção ao Complexo Monumental das Sete Fontes.

Numa peça jornalística rubricada por Samuel Silva, houve o cuidade de auscultar alguns dos vários intervenientes e responsáveis para a protecção deste Monumento Nacional.

Ficámos com a nítida sensação que este é um processo complexo e que a Câmara Municipal de Braga, a Junta de Freguesia de S. Victor, Peticionários e Associações que se dedicam à defesa das Sete Fontes ora coincidem na necessidade de protecção, ora divergem na maneira como o este processo está a ser conduzido.

Recomendamos atenta leitura e convidamos os nossos leitores a partilhar ideias na caixa de comentários.



9 de fevereiro de 2011

Sete Fontes-Os esclarecimentos necessários

retirado do "Diário do Minho" de 09/02/2011

No seguimento das notícias publicadas hoje, dia 09/02, quer pelo jornal "Diário do Minho", quer pelo jornal o "Publico", importa esclarecer alguns pontos:

-Afirma a DRCN, em comunicado, ter tomado conhecimento, em Janeiro, através do Gabinete de Arqueologia da CMB, da intenção da AGERE de proceder à intervenção na conduta que atravessa o Complexo das Sete Fontes. Embora se afirme  tratar-se de uma zona remexida, a verdade é que a intervenção não se pontuou unicamente naquele local, facto que pode ser confirmado pelas marcas de rodados da máquina que lá operou e pelo remeximento de terras numa zona vasta;

- Além do mais, foi-nos atestado que não esteve lá nenhum arqueólogo da Câmara a acompanhar o serviço da AGERE, pelo que, de forma a apurar a verdade, seria conveniente que a DRCN divulgasse, publicamente, a emissão do parecer que terá formulado para a autorização desta obra, que o IGESPAR divulgasse, publicamente o pedido de autorização que a CMB formulou e a sua aprovação por este instituto. E, claro, interessa que o Gabinete de Arqueologia da CMB disponibilize, ao público, o relatório, com fotografias desta intervenção.

Se todos estes documentos existirem, então, aí sim, saberemos que os trabalhos da conduta foram devidamente autorizados e acompanhados. Para já, só podemos supor que a DRCN teve conhecimento e nada mais!

- Se a DRCN teve esse conhecimento e permitiu, ainda que temporariamente a colocação da manilha, então mal estamos servidos com quem deve assumir a gestão do nosso património, porque quando se aprova uma obra, deve prever-se a opção final e não uma temporária já com 3 semanas. Neste caso, contemplou-se uma solução temporária que simplesmente desqualifica a área. Acaso faria sentido colocar uma manilha de betão no meio da Sé de Braga ou do Mosteiro dos Jerónimos? Lá porque as Sete Fontes são uma área ao ar-livre, não significa que tenha que ter um procedimento diferente dos restantes monumentos classificados ou em vias de classificação.

Relativamente à Mina das Verdosas:

-Quando a DRCN afirma que as Minas das Verdosas "não integram o complexo monumental" e estão fora da Zona Especial de Protecção, comete uma omissão que leva a uma falsa assumpção e também um erro.

Vejamos:

1º - As duas Minas das Verdosas pertencem ao Complexo das Sete Fontes, pois a água que ali é conduzida,quando sai da "boca da mina" segue, em caleira aberta de meia cana, até à Mãe de Água do Dr. Alvim1, ou seja, as Minas das Verdosas estão interligadas com o coração do Complexo das Sete Fontes. Agora, se a DRCN afirma o contrário, das duas uma, ou desconhecia este facto (parece-nos pouco provável) ou então quererá dizer que as Minas não pertencem às Sete Fontes como Monumento. Também aqui há ilações a tirar. Como já temos vindo a referir, as Minas das Verdosas não integraram o processo classificativo das Sete Fontes, porque o técnico responsável pelo levantamento da área não as descobriu. A Junta de Freguesia de S. Victor atempadamente solicitou a inclusão destas duas Minas no processo. Nunca obteve resposta ofical sobre este assunto. É uma negligência que custa caro às Sete Fontes. Se hoje não são "monumento" integrante do processo das Sete Fontes, a culpa não é dos cidadãos, é do Instituto da tutela. Agora, dizer que não pertencem ao sistema hisdráulico das Sete Fontes, isso é que não aceitamos...e provamos com elementos.
Vejam estas duas fotografias.


A primeira é o vestígio da caleira exterior, que sai da Mina das Verdosas 2 e que vai de ao encontro da Mãe de Água do Dr. Alvim1.


A segunda foto é dentro da Mãe de Água do Dr.Alvim 1 e a caleira que está seca é, precisamente, a que vem da Mina das Verdosas 2, cuja água actualmente se perde a meia encosta - por isso está seca.




Contra factos, suspeitamos nós, que não deve haver argumentos.
2º - As Minas das Verdosas podem não estar dentro da Zona Geral de Protecção, precisamente porque não foram consideradas integrantes das Sete Fontes como Monumento. Mas, na proposta do IGESPAR/Ministério da Cultura, elas estão dentro da área da Zona Especial de Protecção elaborada por estas entidades. Contudo, como esta ZEP ainda não foi aprovada (está para aprovação há quase dois anos), a lei do património em bens classificados não atinge estas Minas. Mas deixamos aqui a imagem da ZEP proposta, que consta no site do IGESPAR e verifiquem se as Minas estão ou não dentro da Zona Especial de Protecção.



Se a DRCN diz que a Mina das Verdosas 1 vai ser conservada integralmente depois de escavação, registo e conservação da galeria que fica debaixo do aterro da estrada, então porque é que o procedimento na Mina das Verdosas 2 não foi igual? Não teria sido possivel escavar, registar e preservar a galeria?
E que não diga a DRCN que a Mina das Verdosas 2 não foi destruída e que vão prolongar o canal e trasladar a "boca da mina", porque isto é uma meia verdade.
A Mina das Verdosas é composta por "boca" e galeria. A "boca" foi desmontada e a galeria foi destruída.
A "boca" será remontada, a galeria não, pelo menos não na total extensão que foi desmontada. Porque segundo se percebe no local, a "boca" vai ser remontada, mas não vai existir a galeria, pois a condução de água será encanada por tubos recentes. Onde estava a galeria vai ficar preenchido por terra...afinal, é um aterro!
Se isto não for verdade, então quer dizer que nos asseguram que quando a Mina estiver remontada poderemos caminhar pela galeria adentro? Se sim, é firmar já este compromisso!!!
Acreditamos que a equipa de arqueologia presente em obra está a fazer o melhor trabalho possivel e à equipa nada apontamos. Apontamos sim, à DRCN e ao IGESPAR uma ineficácia de acompanhamento e um estranho discernimento na avaliação dos processos.

N.B. - e porque é que a DRCN não aproveitou o comunicado para explicar o que se passou com a Mina dos Órfãos?



Sete Fontes@Jornal Publico 09/02/2011

Mina das Verdosas de Braga vai ser remontada
Por Samuel Silva
 
O Igespar e a Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN) garantem que a mina das Verdosas, no complexo monumental das Sete Fontes, em Braga, será preservada, depois de ter sido desmontada durante as obras de construção da variante de acesso ao hospital da cidade. Também a Estradas de Portugal, responsável pela empreitada, garante a preservação do património naquele local.

A mina foi desmontada por arqueólogos para garantir a sua preservação e não destruída, como tinha denunciado na véspera a associação de defesa do património Jovem Coop. Durante a construção do acesso ao hospital foram detectadas duas estruturas associadas à mina cujo traçado coincidia com o da variante. A trasladação foi a solução encontrada pelo Igespar, após uma reunião com os arqueólogos que acompanham a obra, na semana passada.

A "mina das Verdosas 1" "será conservada integralmente", afirma fonte da DRCN. A estrutura será escavada e registada e terá uma parte aterrada sob a estrada, mantendo-se em funcionamento. A mesma solução foi adoptada para a segunda mina, cuja boca ficaria sob o aterro da nova estrada, sendo por isso desmontada e trasladada.

As duas estruturas não pertencem ao sistema hidráulico das Sete Fontes e não se encontram classificadas, assegura a DRCN, recusando a ideia de que possa ter sido desrespeitado o condicionamento arqueológico da obra da variante de acesso ao hospital. "Os troços agora em causa localizam-se fora da Zona Especial de Protecção das Sete Fontes, como, aliás, acontece com a totalidade do traçado do novo acesso rodoviário", sublinha aquela entidade.

Garantia semelhante é dada pela Estradas de Portugal. "Em momento algum a execução da obra colocou em causa o monumental complexo das Sete Fontes, sendo que os trabalhos que estão a ser executados foram previamente autorizados pelas entidades da tutela", assegura a empresa. A DRCN vinca que todo o processo de construção do acesso ao hospital tem sido monitorizado por uma equipa de arqueólogos e pelo Igespar.

retirado do site do "Publico"

Sete Fontes@Jornal Publico - 08/02/2011

Mina do complexo das Sete Fontes foi destruída

Por Samuel Silva


A associação de defesa do património Jovem Coop denuncia que uma das minas do complexo monumental das Sete Fontes foi destruída durante as obras de construção da variante de acesso ao novo hospital de Braga. O caso já foi comunicado à Direcção Regional de Cultura do Norte, uma vez que pode estar em causa o respeito pelos condicionamentos à obra impostos por aquela entidade.

Junto da estrutura destruída, conhecida como mina das Verdosas, decorrem neste momento trabalhos de contenção para a construção do viaduto que vai permitir a ligação rodoviária ao novo hospital de Braga. A mina não está incluída no processo em curso de classificação do complexo como monumento nacional. Mas faz parte da área de protecção do monumento. O presidente da Jovem Coop, Ricardo Silva, não tem dúvidas de que a situação está relacionada com as obras da responsabilidade da Estradas de Portugal.

Foi o próprio dirigente da Jovem Coop quem detectou a situação no passado sábado, quando se deslocou ao local para continuar um trabalho de registo do património ali existente que tinha começado quatro dias antes. Encontrou a mina destruída, com várias pedras amontoadas em volta do seu habitual curso. Ricardo Silva admite que a estrutura possa apenas ter sido desmontada para ser posteriormente reconstruída, mas, mesmo que seja o caso, contesta a solução. "O que foi feito amputa a história das Sete Fontes", sustenta. "Todo este processo foi demasiado célere e não sabemos se o património foi devidamente salvaguardado", sublinha o líder da Jovem Coop.

A associação já comunicou o caso à Direcção Regional de Cultura do Norte e ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, que o PÚBLICO tentou ouvir. Estes organismos tinham imposto vários condicionamentos à construção da variante de acesso ao hospital de Braga, uma vez que esta atravessa a zona de protecção das Sete Fontes, um complexo de abastecimento de água do século XVIII.

retirado do site do "Publico"

11 de outubro de 2010

Artigo Publico - Sete Fontes na AR

Parlamento recomenda classificação das Sete Fontes, em Braga, como monumento nacional

Por Samuel Silva

Projectos de resolução foram apresentados pelo BE e pelo CDS e foram aprovados por unanimidade




A Assembleia da República aprovou na sexta-feira, por unanimidade, dois projectos de resolução que recomendam ao Governo a publicação do despacho de classificação do complexo das Sete Fontes, em Braga, como monumento nacional. O processo arrasta-se desde 1995 e foi acelerado este ano, depois do lançamento de uma petição, assinada por mais de seis mil pessoas, que esta semana chegou ao Parlamento.

Bloco de Esquerda e CDS-PP apresentaram dois projectos de resolução, que ontem foram votados favoravelmente por todos os deputados, em que se recomenda ao Ministério da Cultura (MC) que proceda à publicação em Diário da República do despacho de classificação daquele sistema de captação de águas do século XVIII como monumento nacional. Os proponentes querem ainda que a Zona Especial de Protecção do complexo seja alargada de forma a proteger o conjunto de minas e mães-d"água que o integram, em terrenos próximos àqueles onde está a ser construído o novo hospital de Braga.

Os acesso rodoviários à nova unidade de saúde tinham inicialmente previsto a construção de um viaduto sobre os terrenos das Sete Fontes. A ideia foi entretanto abandonada pela Estradas de Portugal, mas ajudou a acender o envolvimento da sociedade bracarense na defesa do complexo. No início do ano, um grupo de cidadãos de Braga lançou uma petição, pela salvaguarda daquela estrutura, que foi subscrita por mais de seis mil pessoas, permitindo levar o assunto ao plenário da Assembleia da República. Desta forma, foi possível acelerar o processo de classificação como monumento nacional que dura há 15 anos, tendo sido lançado pela associação de defesa do património Aspa. Desde 2003 que o complexo tem homologação como monumento nacional pelo MC, mas desde então o processo tem estado parado.

O assunto chegou ao Parlamento, na quarta-feira. No debate em plenário, todos os partidos demonstraram apoio às intenções dos peticionários, o que foi recebido com agrado pelos impulsionadores da iniciativa. "Percebemos que tínhamos razão nas preocupações que levantámos ao longo dos últimos anos", sustenta Ricardo Silva, presidente da Jovem Coop, uma das associações que têm sido mais activas na defesa das Sete Fontes.

Para o dirigente daquela associação "a aprovação dos projectos de resolução é motivo de regozijo e dá alento e todo o movimento" de defesa do complexo de abastecimento de água à cidade de Braga. "Esperamos que, agora, haja mais aceitação por parte do Governo, para que o despacho final possa ser publicado em breve", afirma. A Jovem Coop espera que o despacho do MC possa ser publicado antes do final do ano.
in jornal "Publico" - 11/10/2010