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16 de fevereiro de 2011

Quando se aproveita o "património"

retirado do "Correio do Minho" de 16/02/2011

Nos últimos anos temos assistido a um excelente fenómeno de marketing comercial.
O Concelho de Vila Verde "pegou" num dos seus simbolos e transformou-o num ícone nacional, levando além fronteiras minhotas o nome de um concelho ainda com características muito rurais, mas que ombreia com muitos concelhos urbanos.

Inteligentemente, o Município de Vila Verde chamou a si a temática dos lenços dos namorados e projectou este património e o próprio concelho, através de iniciativas de várias, entre as quais, desde logo, se destaca a certificação e incentivo à produção de lenços dos namorados e eventos de moda e turismo.
É interessante ver como hoje, figuras públicas portuguesas conhecem Vila Verde e ostentam o seu lenço dos namorados.

Mais interessante ainda, é a oportunidade que este Município cria aos jovens criadores, proporcionando-lhes uma rampa de lançamento na sua área, mas com a temática ex-libris do concelho.
E Braga, quando incentivará a população a orgulhar-se do seu património romano ou barroco???



12 de outubro de 2010

Castro de S. Julião, em Vila Verde

retirado do "Diário do Minho" 12/10/2010

A Juventude Socialista de Vila Verde despertou para um tema que merece menção.
O Citânia de S. Julião, em Vila Verde foi alvo de vários estudos e campanhas arqueológicas, tendo, por motivos que desconhecemos, ficado abandonado e sem qualquer acção/intenção de preservação e aproveitamento turístico.

Na verdade, esta importante estação arqueológica caracteriza-se pelas ocupações distintas que atravessam vários períodos cronológicos - pelo menos, a Idade do Bronze e a Idade do Ferro. Certo é que, até poderá ter sido ocupada na época dos romanos, se não foi "romanizada", pelo menos esta citânia tinha um vasto controlo paisagístico, quer para o lado de Vila Verde, quer para o lado de Amares, onde, inclusive se poderia controlar as movimentações na Via Nova (Geira ou Via XVIII).

Recuperar, preservar, restaurar e dar a conhecer ao público este importante marco na história da região norte, e sobretudo de Vila Verde era algo que deveria estar a ser planeado e executado, porque quem conhece aquela zona, sabe que os efeitos nefastos da extracção de pedra deixam poucas evidências para contar essa história. Perde-se património...perde-se identidade.

Aqui ficam algumas fotografias de evidências arqueológicas da Citânia de S. Julião: