9 de fevereiro de 2011

Sete Fontes-Os esclarecimentos necessários

retirado do "Diário do Minho" de 09/02/2011

No seguimento das notícias publicadas hoje, dia 09/02, quer pelo jornal "Diário do Minho", quer pelo jornal o "Publico", importa esclarecer alguns pontos:

-Afirma a DRCN, em comunicado, ter tomado conhecimento, em Janeiro, através do Gabinete de Arqueologia da CMB, da intenção da AGERE de proceder à intervenção na conduta que atravessa o Complexo das Sete Fontes. Embora se afirme  tratar-se de uma zona remexida, a verdade é que a intervenção não se pontuou unicamente naquele local, facto que pode ser confirmado pelas marcas de rodados da máquina que lá operou e pelo remeximento de terras numa zona vasta;

- Além do mais, foi-nos atestado que não esteve lá nenhum arqueólogo da Câmara a acompanhar o serviço da AGERE, pelo que, de forma a apurar a verdade, seria conveniente que a DRCN divulgasse, publicamente, a emissão do parecer que terá formulado para a autorização desta obra, que o IGESPAR divulgasse, publicamente o pedido de autorização que a CMB formulou e a sua aprovação por este instituto. E, claro, interessa que o Gabinete de Arqueologia da CMB disponibilize, ao público, o relatório, com fotografias desta intervenção.

Se todos estes documentos existirem, então, aí sim, saberemos que os trabalhos da conduta foram devidamente autorizados e acompanhados. Para já, só podemos supor que a DRCN teve conhecimento e nada mais!

- Se a DRCN teve esse conhecimento e permitiu, ainda que temporariamente a colocação da manilha, então mal estamos servidos com quem deve assumir a gestão do nosso património, porque quando se aprova uma obra, deve prever-se a opção final e não uma temporária já com 3 semanas. Neste caso, contemplou-se uma solução temporária que simplesmente desqualifica a área. Acaso faria sentido colocar uma manilha de betão no meio da Sé de Braga ou do Mosteiro dos Jerónimos? Lá porque as Sete Fontes são uma área ao ar-livre, não significa que tenha que ter um procedimento diferente dos restantes monumentos classificados ou em vias de classificação.

Relativamente à Mina das Verdosas:

-Quando a DRCN afirma que as Minas das Verdosas "não integram o complexo monumental" e estão fora da Zona Especial de Protecção, comete uma omissão que leva a uma falsa assumpção e também um erro.

Vejamos:

1º - As duas Minas das Verdosas pertencem ao Complexo das Sete Fontes, pois a água que ali é conduzida,quando sai da "boca da mina" segue, em caleira aberta de meia cana, até à Mãe de Água do Dr. Alvim1, ou seja, as Minas das Verdosas estão interligadas com o coração do Complexo das Sete Fontes. Agora, se a DRCN afirma o contrário, das duas uma, ou desconhecia este facto (parece-nos pouco provável) ou então quererá dizer que as Minas não pertencem às Sete Fontes como Monumento. Também aqui há ilações a tirar. Como já temos vindo a referir, as Minas das Verdosas não integraram o processo classificativo das Sete Fontes, porque o técnico responsável pelo levantamento da área não as descobriu. A Junta de Freguesia de S. Victor atempadamente solicitou a inclusão destas duas Minas no processo. Nunca obteve resposta ofical sobre este assunto. É uma negligência que custa caro às Sete Fontes. Se hoje não são "monumento" integrante do processo das Sete Fontes, a culpa não é dos cidadãos, é do Instituto da tutela. Agora, dizer que não pertencem ao sistema hisdráulico das Sete Fontes, isso é que não aceitamos...e provamos com elementos.
Vejam estas duas fotografias.


A primeira é o vestígio da caleira exterior, que sai da Mina das Verdosas 2 e que vai de ao encontro da Mãe de Água do Dr. Alvim1.


A segunda foto é dentro da Mãe de Água do Dr.Alvim 1 e a caleira que está seca é, precisamente, a que vem da Mina das Verdosas 2, cuja água actualmente se perde a meia encosta - por isso está seca.




Contra factos, suspeitamos nós, que não deve haver argumentos.
2º - As Minas das Verdosas podem não estar dentro da Zona Geral de Protecção, precisamente porque não foram consideradas integrantes das Sete Fontes como Monumento. Mas, na proposta do IGESPAR/Ministério da Cultura, elas estão dentro da área da Zona Especial de Protecção elaborada por estas entidades. Contudo, como esta ZEP ainda não foi aprovada (está para aprovação há quase dois anos), a lei do património em bens classificados não atinge estas Minas. Mas deixamos aqui a imagem da ZEP proposta, que consta no site do IGESPAR e verifiquem se as Minas estão ou não dentro da Zona Especial de Protecção.



Se a DRCN diz que a Mina das Verdosas 1 vai ser conservada integralmente depois de escavação, registo e conservação da galeria que fica debaixo do aterro da estrada, então porque é que o procedimento na Mina das Verdosas 2 não foi igual? Não teria sido possivel escavar, registar e preservar a galeria?
E que não diga a DRCN que a Mina das Verdosas 2 não foi destruída e que vão prolongar o canal e trasladar a "boca da mina", porque isto é uma meia verdade.
A Mina das Verdosas é composta por "boca" e galeria. A "boca" foi desmontada e a galeria foi destruída.
A "boca" será remontada, a galeria não, pelo menos não na total extensão que foi desmontada. Porque segundo se percebe no local, a "boca" vai ser remontada, mas não vai existir a galeria, pois a condução de água será encanada por tubos recentes. Onde estava a galeria vai ficar preenchido por terra...afinal, é um aterro!
Se isto não for verdade, então quer dizer que nos asseguram que quando a Mina estiver remontada poderemos caminhar pela galeria adentro? Se sim, é firmar já este compromisso!!!
Acreditamos que a equipa de arqueologia presente em obra está a fazer o melhor trabalho possivel e à equipa nada apontamos. Apontamos sim, à DRCN e ao IGESPAR uma ineficácia de acompanhamento e um estranho discernimento na avaliação dos processos.

N.B. - e porque é que a DRCN não aproveitou o comunicado para explicar o que se passou com a Mina dos Órfãos?



Sete Fontes@Jornal Publico 09/02/2011

Mina das Verdosas de Braga vai ser remontada
Por Samuel Silva
 
O Igespar e a Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN) garantem que a mina das Verdosas, no complexo monumental das Sete Fontes, em Braga, será preservada, depois de ter sido desmontada durante as obras de construção da variante de acesso ao hospital da cidade. Também a Estradas de Portugal, responsável pela empreitada, garante a preservação do património naquele local.

A mina foi desmontada por arqueólogos para garantir a sua preservação e não destruída, como tinha denunciado na véspera a associação de defesa do património Jovem Coop. Durante a construção do acesso ao hospital foram detectadas duas estruturas associadas à mina cujo traçado coincidia com o da variante. A trasladação foi a solução encontrada pelo Igespar, após uma reunião com os arqueólogos que acompanham a obra, na semana passada.

A "mina das Verdosas 1" "será conservada integralmente", afirma fonte da DRCN. A estrutura será escavada e registada e terá uma parte aterrada sob a estrada, mantendo-se em funcionamento. A mesma solução foi adoptada para a segunda mina, cuja boca ficaria sob o aterro da nova estrada, sendo por isso desmontada e trasladada.

As duas estruturas não pertencem ao sistema hidráulico das Sete Fontes e não se encontram classificadas, assegura a DRCN, recusando a ideia de que possa ter sido desrespeitado o condicionamento arqueológico da obra da variante de acesso ao hospital. "Os troços agora em causa localizam-se fora da Zona Especial de Protecção das Sete Fontes, como, aliás, acontece com a totalidade do traçado do novo acesso rodoviário", sublinha aquela entidade.

Garantia semelhante é dada pela Estradas de Portugal. "Em momento algum a execução da obra colocou em causa o monumental complexo das Sete Fontes, sendo que os trabalhos que estão a ser executados foram previamente autorizados pelas entidades da tutela", assegura a empresa. A DRCN vinca que todo o processo de construção do acesso ao hospital tem sido monitorizado por uma equipa de arqueólogos e pelo Igespar.

retirado do site do "Publico"

Sete Fontes@Jornal Publico - 08/02/2011

Mina do complexo das Sete Fontes foi destruída

Por Samuel Silva


A associação de defesa do património Jovem Coop denuncia que uma das minas do complexo monumental das Sete Fontes foi destruída durante as obras de construção da variante de acesso ao novo hospital de Braga. O caso já foi comunicado à Direcção Regional de Cultura do Norte, uma vez que pode estar em causa o respeito pelos condicionamentos à obra impostos por aquela entidade.

Junto da estrutura destruída, conhecida como mina das Verdosas, decorrem neste momento trabalhos de contenção para a construção do viaduto que vai permitir a ligação rodoviária ao novo hospital de Braga. A mina não está incluída no processo em curso de classificação do complexo como monumento nacional. Mas faz parte da área de protecção do monumento. O presidente da Jovem Coop, Ricardo Silva, não tem dúvidas de que a situação está relacionada com as obras da responsabilidade da Estradas de Portugal.

Foi o próprio dirigente da Jovem Coop quem detectou a situação no passado sábado, quando se deslocou ao local para continuar um trabalho de registo do património ali existente que tinha começado quatro dias antes. Encontrou a mina destruída, com várias pedras amontoadas em volta do seu habitual curso. Ricardo Silva admite que a estrutura possa apenas ter sido desmontada para ser posteriormente reconstruída, mas, mesmo que seja o caso, contesta a solução. "O que foi feito amputa a história das Sete Fontes", sustenta. "Todo este processo foi demasiado célere e não sabemos se o património foi devidamente salvaguardado", sublinha o líder da Jovem Coop.

A associação já comunicou o caso à Direcção Regional de Cultura do Norte e ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, que o PÚBLICO tentou ouvir. Estes organismos tinham imposto vários condicionamentos à construção da variante de acesso ao hospital de Braga, uma vez que esta atravessa a zona de protecção das Sete Fontes, um complexo de abastecimento de água do século XVIII.

retirado do site do "Publico"

SETE FONTES-Dia Internacional dos Monumentos e Sítios Históricos 2011



O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi criado pelo ICOMOS a 18 de Abril de 1982 e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. Esta comemoração tem como objectivo sensibilizar o público para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para o esforço envolvido na sua protecção e conservação.

Os temas anualmente sugeridos pelo ICOMOS pretendem promover o estabelecimento de uma ligação efectiva entre as realidades locais, regionais, nacionais e internacionais. Assim, através desta data comemorativa, pretende‐se celebrar o património nacional, mas, também, a solidariedade internacional em torno da salvaguarda e da valorização do património de todo o mundo.

Este ano, o tema para o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios é Água: cultura e património. A água constitui um bem essencial à vida e tem influenciado, de forma decisiva, a actividade humana. Indispensável como meio de subsistência, fonte de energia e matéria-prima, tem sido um recurso utilizado para os mais variados fins – circulação e transporte, agricultura, indústria, aplicações terapêuticas, higiene, recreação e lazer, entre outros ‐, condicionando a evolução das sociedades, a sua distribuição geográfica, e influenciando os ambientes naturais, culturas e paisagens.

O IGESPAR procurará, tendo por base a proposta do ICOMOS, à semelhança de anos anteriores, apresentar uma programação que inclua um conjunto de actividades atractivas ao público, convidando entidades públicas e privadas a associarem‐se a este evento.

De igual modo, caberá ao IGESPAR promover a divulgação do Dia Internacional de Monumentos e Sítios, de modo a que o público tenha conhecimento do programa nacional e possa participar nas actividades que se irão realizar naquela data.

Exemplos de actividades culturais:


– visitas guiadas e temáticas;
‐ espectáculos artísticos (música, dança, teatro, circo, teatro de marionetas/fantoches);
‐ exposições de artes plásticas e visuais;
‐ concertos e apontamentos musicais (música antiga e contemporânea);
‐ animação de rua, recriações e encenações históricas;
‐ acções de sensibilização com o objectivo de envolver as comunidades nas actividades ligadas a técnicas ancestrais
‐ workshops, palestras, conferências, debates e seminários;
‐ maratonas fotográficas;
‐ conferências, sessões de leitura;
‐ rotas patrimoniais, itinerários culturais, peddy papers e rally papers;
‐ ateliers lúdicos e oficinas pedagógicas;
‐ jogos tradicionais, de época e jogos de descoberta;
‐ feiras e festivais;
‐ lançamento de publicações;
‐ documentários, filmes.

Para mais informações contactar:

Catarina Parada

Sandra Vaz Costa

Carla Lopes

Memorando


O tema do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios Históricos parece ter sido feito à medida do Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes.

A JovemCoop, em conjunto com a Junta de Freguesia de S. Victor, está já a preparar um programa de actividades para realizar nas Sete Fontes, mas aceitamos mais contributos. Se o desejarem fazer, é só enviarem-nos um mail, deixar na caixa dos comentários ou no nosso facebook.
Desde já agradecemos a vossa colaboração.

Ideias com Jota 08/02/2011

 

Tema abordado:
  • Dia Europeu da Internet Segura;
  • Utilização da Internet pelos jovens;

Convidado Especial:
  • Henrique Correia, Inspector Chefe da Polícia Judiciária

A não perder, às 3as feiras, das 19h15 às 20h


6 de fevereiro de 2011

Mina das Verdosas-Péssima Notícia para as Sete fontes

Em visita ao Complexo das Sete Fontes, no passado dia 02 de Fevereiro, tivemos oportunidade de realizar este video, que mostra como estava a Mina das Verdosas 2.


Uma visita realizada três dias depois e foi isto que encontramos.


O que será feito da Mina das Verdosas 2? Será que vai ser trasladada e reposta mais à frente? Ainda assim, com as soluções de arquitectura e engenharia da actualidade, será não não haveria a possibilidade de construir um galeria técnica de acesso à Mina das Verdosas 2 no seu local original?

É que reconstituir não é igual à construção histórica, pois agora a história ficará amputada e já não conta, da mesma forma, a razão pela qual foi construída no Séc. XVIII.

lembramos que, atempadamente, a Junta de Freguesia de S. Victor e a JovemCoop pediram a inclusão das duas Minas das Verdosas no processo de classificação das Sete Fontes como Monumento Nacional. A resposta da Direcção Regional de Cultura foi omissa, o que provocou este caso de negligência...e a nossa história é que sai prejudicada.

Afinal, ao contrário do que afirma o Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Cultura, Dr. Pinho Lopes, HÁ MOTIVOS PARA PREOCUPAÇÃO!!!

N.B. - não vamos colocar a caixa de "GOSTO DISTO", porque esta situação é totalmente do nosso desagrado!!!

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4 de fevereiro de 2011

Diário do Minho-Sete Fontes

retirado do "Diário do Minho" de 04/02/2011
Carregar na imagem para ampliar


Na sequência do post anterior, e muito devido à rápida acção do defensor das Sete Fontes Johan Benesh e dos colaborados do Forum Bracarae Avgvste, esta é a notícia publicada pelo Diário do Minho, que realça as contradições deste processo, bem como a gestão "Pilatos" da AGERE - nada temos com isso, no caso da Mina dos Órfãos!!!

1 de fevereiro de 2011

Uma resposta de quem está em Lisboa e não sabe o que se passa em Braga!

Tornamos público, para conhecimento dos nossos leitores e amigos, a resposta que nos foi endereçada pelo Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Cultura, representante do Ministério da Cultura, Luís Pinho Lopes.




Exmo(a). Senhor(a)


Sobre o assunto referido em epígrafe e resposta ao V. Email de Dezembro último, cumpre-me informar que o sistema de captação e abastecimento de água à cidade de Braga das Sete Fontes de S. Vítor (Braga) encontra-se em vias de classificação por despacho de 18 de Abril de 1995 do Vice-Presidente do IPPAR e homologado como Monumento Nacional por despacho do Ministro da Cultura de 29 de Maio de 2003.


Encontrando-se concluída a tramitação administrativa do procedimento de classificação vai ser enviado a Conselho de Ministros para aprovação e posterior publicação. Aguarda-se a publicação no Diário da República do Decreto que classifica este sistema para se efectuar a publicação da respectiva Zona Especial de Protecção, o que deverá ocorrer a curto prazo.


O estabelecimento da servidão administrativa estabelecida pela abertura do processo de classificação determina, desde essa data, que todas as alterações que se pretendam efectuar na área abrangida pela servidão seja de construção, reconstrução ou alteração topográfica sejam objecto de parecer prévio e vinculativo por parte dos serviços do Ministério da Cultura.

Essa situação manter-se-á após a concretização da publicação em Diário da República acima referida. Os serviços do Ministério da Cultura responsáveis pela emissão de pareceres, decorrentes das servidões administrativas geradas pela classificação de bens culturais imóveis, conduzem a sua actuação no sentido da preservação e valorização dos monumentos classificados conforme se encontra previsto nos preceitos legais aplicáveis.


Não têm fundamento as apreensões manifestadas embora se justifiquem pela legítima aspiração de ver finalmente aquele Sistema classificado.


Com os meus melhores cumprimentos.

Pinho Lopes

Esta resposta, além de ter sido reenviada, de forma igual a muitos destinatários (provavelmente a todos quanto enviaram e-mail em Dezembro a solicitar a publicação em Diário da República das Sete Fontes como Monumento nacional), prova que em Lisboa os agentes culturais não estão devidamente informados e falam ( e escrevem) ou do que não sabem ou do que não conhecem.

Aliás, o parágrafo que afirma não haver motivos de preocupação é desde logo, um motivo de preocupação, pois o Sr. Chefe de Gabinete do Sr. Secretário de Estado da Cultura, não viu uma manilha de betão em pleno coração das Sete Fontes, ou não sabe do passador/válvula de água que a AGERE (acreditamos ter sido a AGERE, tendo em conta que quem mexe na água de Braga é esta entidade) colocou na passada semana. Não sabe, ou não foi informado de que parte da Mina dos Órfãos ruiu, em Fevereiro de 2010 devido ao mau acondicionamento das obras do Novo Hospital de Braga e que após esta entidade ter sido intimida a normalizar esta situação, hoje, o buraco que ficou pela ruina da estrutura foi preenchido com terra.
E quem vai agora tirar a terra e reconstruir a Mina? E as pedras que cairam da Mina, onde estão? São aquelas que estão agora espalhadas pelo Complexo, não se percebendo muito bem porquê?

Nós iremos compôr uma resposta a esta comunicação do Sr. Chefe de Gabinete do Sr. Secretário de Estado da Cultura, porque OBVIAMENTE a Direcção Regional de Cultura do Norte não tem capacidade de fiscalização, nem tão pouco de assegurar ao Sr. Chefe de Gabinete que há motivos de preocupação porque qualquer um faz o que quer e o que lhe apetece nas Sete Fontes, sem haver consequências a quem provoca danos!

À atenção dos cidadãos de Braga e de todos os amigos das Sete Fontes!





Aterro da parte que colapsou em Fevereiro de 2010 - emendaram com terra o que estava construído em granito! A responsabilidade de recolocar a situação era da Administração das obras do Novo Hospital...mas terão sido eles os autores deste serviço???


Manilha de betão e válvula/passador de água em pleno coração das Sete Fontes. Se a DRCN aprovou esta colocação, então não temos entidade que zele pela preservação das Sete Fontes.
Se não aprovou, é ainda mais grave porque prova aquilo que temos vindo a afirmar...a DRCN não tem capacidade de fiscalização nem de responsabilizar os prevericadores, até porque esta "obra" teria de ser precedida de autorização de trabalhos arqueológicos - será que existiu?


Mina do Dr. Sampaio - estava repleta de videiras o que conferia um cenário mágico ao local. estavam a tombar, é certo, mas em vez de as colocarem no sítio, retiraram-nas todas! Contudo, a parte das canalizações que foi coberta pela terra que escorregou das obras do Hospital ainda continua lá!

A pedra que se vê junto da Mina2 do dr. Alvim nunca esteve ali. Por artes mágicas foi ali colocada e não se sabe de onde veio, nem porque foi posta ali!



A música que vai marcar a nossa geração - "Que Parva que eu Sou" (Deolinda)

Os Deolinda apresentaram, nos coliseus do Porto e de Lisboa, música nova chamada "Que Parva que eu Sou". Letra sobre geração "casinha dos pais" levou coliseus ao delírio: veja o vídeo de um espetador.
Nos concertos dos Deolinda nos coliseus do Porto e de Lisboa, uma música nova fez furor.
A música interpretada pelos Deolinda retrata (e bem, na nossa opinião) o estado actual das más condições a que os jovens estão sujeitos. Realça, ainda, um comodismo de uma geração que se prepara e que dificilmente reindivica para si o que merece.



Promete ser a música desta geração, onde assumidamente há uma mensagem a reter...



Letra:

Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar


Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar


Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar.

Ideias com Jota 01/02/2011


Tema abordado:
  • Avaliação do "Ideias com Jota - Fora de Portas";
  • Situação no ensino - Ensino privado e cooperativo; bolsas acção social;
A não perder, às 3as feiras, das 19h15 às 20h



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O exemplo do "Mais Congregados" a frutificar...



retirado do "Diário do Minho" de 31/01/2011

Há cinco anos atrás, a JovemCoop, juntamente com a Signinum, envolveu-se num projecto que visava recuperar a Basílica dos Congregados em Braga. Na altura, apesar de vários constrangimentos, algumas empresas apoiaram pública e financeiramente esta iniciativa, tendo sido possível atingir o objectivo.

Hoje, esse modelo de ajuda e responsabilidade social frutificou e ganhou mais expressão na Igreja do Terço, em Barcelos. Sob o lema "Movimento Terço com Vida", apela-se, novamente à boa vontade e à participação empresarial para ajudar a recuperar um dos mais fantásticos patrimónios do norte de Portugal.

A Signinum tem dado provas de uma excelente qualidade de trabalho e de um empenho excepcional nas relações humanas e logísticas. Até porque, além da recuperação per si, a Signinum empreenderá acções de sensibilização junto de vários públicos, incluindo o público escolar, que interessa sensibilizar para a protecção e preservação do património (algo com a que JovemCoop mais do que se identificar, tem proporcionado aos seus membros).

Desejamos que este Movimento também alcance os objectivos e que tenhamos, em breve a Igreja do Terço a ser fruída por todos quanto gostam do nosso património.

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Diferentes abordagens...

retirado do "Diário do Minho" de 31/01/2011

Numa altura em que se começa a tornar público o programa da Capital Europeia da Cultura, a realizar em guimarães no próximo ano, percebem-se as "linhas mestres" deste plano e numa acção participada pela comunidade vimaranense, os primeiros embaixadores foram os alunos dos vários estabelecimentos de ensino.

Parece-nos oportuno relembrar que também Braga irá acolher no mesmo ano a Capital Europeia da Juventude, ainda que falte tornar público os eventos, as linhas de acção, e preencher pormenorizadamente as as áreas gerais.

Acreditamos que seria igualmente digno envolver a comunidade de Braga nesta participação e chamar os estudantes, os elementos de associações e todos os jovens, de forma geral, a contribuir.
Os nossos vizinhos de Guimarães já deram o exemplo, Braga não deve perder o "comboio" e deve empenhar mais esforços para ser uma CEJ mais dinâmica e enérgica.
Ainda vamos a tempo de ter uma CEJ diferente e muito mais participada que todas as outras anteriores.
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Um programa familiar

retirado do "Diário do Minho" de 31/01/2011

O Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa abre as portas às famílias tendo em vista proporcionar um fim de semana diferente.
Esta iniciativa, além de proporcionar um maior conhecimento sobre o nosso património e acções preventivas de conservação e restauro, é uma excelente forma de sensibilizar as pessoas...ter mais cuidado com as nossas heranças culturais.
A todos os interessados, deverão solicitar mais informações em mdds@imc-ip.pt ou consultar a página http://mdds.imc-ip.pt/.

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Encerramento de Exposição

retirado do "Diário do Minho" de 31/01/2011

Uma iniciativa da Rusga de S. Vicente atraiu cerca de 5000 visitantes até ao Mosteiro de Tibães, a propósito da realização da exposição sobre o "Natal é o Presépio".
Esta feliz iniciativa pretendeu recriar vários cenários, muitos deles tipicamente minhotos, envolvendo as gentes e o espírito natalício.
Esta exposição temrinou no passado Domingo, com os sons populares e etnográficos da Rusga e do Rancho Folclórico de S.Martinho de Tibães e contando ainda com o Coro Paroquial de Mire de Tibães.

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