Diz o Ponto 22 da Declaração de Impacte Ambiental (DIA)do Projecto "Regularização, Renaturalização e Ordenamento do Rio Este entre a Av. Frei Bartolomeu dos Mártires e Ponte Pedrinha ":
22. Realizar o acompanhamento arqueológico de todos os trabalhos com implicações no subsolo, inclusive durante a remoção dos revestimentos de betão das margens e leito e a plantação de espécies vegetais. Verificando-se a detecção de vestígios arqueológicos deverão ser realizadas sondagens arqueológicas para avaliação da situação;ver Declaração de Impacte Ambiental em aiacirca.apambiente.pt
Pelo que pudemos aferir, as obras supra citadas já se iniciaram no leito do Rio Este, ali perto da Av. Frei Bartolomeu dos Mártires. Mas apesar dos trabalhos de remoção de cimentos das margens e dos trabalhos, supomos nós, de desmatação de solos, não conseguimos aferir a presença de qualquer arqueólogo em campo.
Refere a mesma DIA, na parte dos anexos:
• Em matéria de Património Arqueológico e Arquitectónico, e embora a área em estudo não inclua nenhuma área ou edifício classificado, em vias de classificação ou qualquer Zona de Protecção, abrange uma área classificada em PDM como conjunto arquitectónico inventariável – a zona dos Galos, uma área que ainda preserva alguns conjuntos de interesse patrimonial e etnográfico e que apresenta potencialidades, ainda mal avaliadas, do ponto de vista do património arqueológico. Assim, deveria ser realizada uma intervenção de requalificação do conjunto edificado dos Galos, o qual se apresenta como o valor patrimonial mais significativo na área em análise.
Pelo que pudemos constatar, parece nem existir um trabalho preliminar de estudo daquela zona ribeirinha, sabendo nós que já há tempos foram detectados vestígios da Idade do Bronze e do período Romano nas margens do Rio Este.
Estaremos presentes a uma situação de "entra primeiro a máquina e só bem mais tarde, após uma qualquer denúncia, os arqueólogos?


























