10 de maio de 2011

Afinal, após a primeira fase, vai haver uma SEGUNDA FASE?!

"Correio do Minho" de 10/05/2011

Durante um longo período de tempo debateu-se a protecção do Complexo Monumental das Sete Fontes.
Após assumido um desinteresse por parte do Município de Braga, que escolheu a construção do Novo Hospital de Braga no topo do Bairro da Alegria e que desde logo suprimiu a ligação ao Bairro das Sete Fontes, seguiu-se um projecto incoerente da estrada de acesso à estrutura hospital. Não satisfeitos, essa estrada teria ligação a uma variante norte, que sairia da zona da entrada da Cidade de Braga pela zona de Sta. Lucrécia.

Dado o aval da CMB e da anuência do IGESPAR, os únicos que lutaram para reverter uma situação que estava dada como garantida e que prejudicaria as Sete Fontes foram a Junta de Freguesia de S. Victor, a ASPA com o processo de classificação, o Grupo de Peticionários "Pela Salvaguarda das Sete Fontes" e a JovemCoop.

Conseguimos que o projecto da estrada de acesso ao Novo Hospital fosse revisto e redesenhado. A CMB e a Direcção Regional de Cultura Norte (DRCN) afirmaram, em várias ocasiões, que a ligação do Hospital à variante tinha caído e que não seria realizada tão cedo.
Afinal, hoje assume-se, no jornal, que a primeira fase está concluída, o que desvenda, desde já, uma segunda fase! 

Exige-se conhecer o projecto desta via de ligação, o seu traçado e os estudos de impacto ambiental. Só assim, a cidade ficará a saber se esta estrada é necessária ou não, ou se porá em causa o monumento classificado e os lençóis de água, que infelizmente a lei TEIMA EM NÃO CLASSIFICAR!!!

Ideias com Jota - Fora de Portas - 10/05/2011

"Correio do Minho" de 10/05/2011


Caminhada pela História - uma iniciativa da ESCA

"Correio do Minho" de 10/05/2011

Aliar desporto a sítios de alto valor histórico é algo que a JovemCoop tem vindo a fazer com frequência.
É bom saber que os exemplos multiplicam-se e que há pessoas com vontade de aderir a estas iniciativas.
A Escola Secundária Carlos Amarante realizou, no passado Sábado, uma actividade na VIA XVII, uma antiga Via Romana que saía de Bracara Augusta (hoje cidade de Braga) e que seguia até Asturica Augusta (Astorga), passando pela Serra do Carvalho.

Esta via está relativamente bem conservada no seu traçado, estando já despojada de elemento de apoio, como, por exemplo, miliários.

E a caminhada foi positiva com vontade de ser repetida. Os nossos parabéns à organização!  

Feira do Livro vs Feira de Artes Culturais

"Correio do Minho" de 09/05/2011

A Feira do Livro de Braga foi, durante muito tempo, um dos eventos de renome na nossa cidade e um dos mais aguardados pelos cidadãos.

Ao longo dos últimos tempos, a Feira tem perdido stand de livros, livreiros e editoras, dando uma menor expressão a este evento.

É meritosa a acção do Director Executivo, Jorge Miguel Corais em ter vontade e dinamismo em realizar este certame. Ainda assim, dado o resultado desta feira, acreditamos que este tema merece uma breve reflexão.
A JovemCoop esteve presente na Feira do Livro durante o seu período de realização. Assistimos, com desgosto, ao reduzido número de stands dedicados aos livros, objecto central do evento.
Este ano assistimos, também, a um decréscimo preocupante do número de visitantes, e o espaço da Feira permanentemente vazio ou com pouca gente.

O facto de haver um programa cultural diverso, onde se privilegia a actuação das escolas e outras entidades com  música, ginástica, percussão, são fantásticas, mas que relegam o livro para um plano secundário.
Interessa enaltecer, novamente, o livro como o centro da feira e como objecto de procura em primeira instância.
Se assim não for, a Feira do Livro é apenas um titulo de uma Feira de diversidade cultural. E temos de entender qual é aposta...o livro ou as restantes artes?Tudo pode conviver, é certo, mas ou destacamos o LIVRO ou damos maior enlevo a outras actividades. Pode haver espaço para tudo, mas não se deve justificar um sucesso relativo da Feira do Livro com os eventos paralelos que lá se realizam.

Porque há quem aposte na cultura...

"Diário do Minho" de 10/05/2011

O Município de Famalicão continua a dar cartas no que concerne a apostas sérias para o desenvolvimento do Concelho.

Já aqui referimos a aposta na Juventude, traduzida na Casa da Juventude, entre outras acções.
Hoje, é notícia, a vontade do Município em atrair novos públicos às estruturas museológicas no Dia Internacional dos Museus, este ano com a temática "Museus: Lugares e Memórias".

Desde logo, a vontade de apostar neste sector é louvável, mas como pode também ser lido na peça lateral, o município de Vila Nova de Famalicão irá também realizar uma Feira Quinhentista.

É fantástico como um município mais pequeno do que Braga consegue ter tanto dinamismo e vontade de enaltecer a cultura local.

Uma boa notícia

"Diário do Minho" de 10/05/2011

A área do Parque Nacional da Peneda Gerês foi, violentamente, assaltada por incêndios no ano de 2010.

Na JovemCoop assistimos a esse nefasto acontecimento, com muita tristeza, porque sempre que pensávamos fazer actividades, tínhamos de ter cuidado com os sítios que escolhíamos para fazer as nossas actividades.
E mesmo há pouco tempo, ao analisar a área, por exemplo, da Calcedónia, vemos como fica empobrecida a paisagem, onde o verde deu lugar ao negro.

Desejamos que esta recuperação vegetal progrida rapidamente e tenhamos, novamente, os cumes montanhosos e verdejantes.


No Dia da Europa, uma reflexão

Marta Caldeira

Helena Alves, presidente do Instituto Português da Juventude, comentou numa entrevista recente que os jovens portugueses tanto escolhiam destinos portugueses como em outros países europeus na hora de escolherem as suas saídas profissionais.
O que acontece é que não se trata meramente de escolhas. Hoje em dia os jovens não têm escolhas. Se isso acontece, como parece demonstrado pelas estatísticas, é simplesmente porque não lhes resta outra opção.
Mas há alguém que queira verdadeiramente estar longe dos seus familiares, dos seus amigos, da sua terra natal?Uma coisa é certa, a mobilidade europeia é hoje em dia um factor determinante para muitos dos jovens portugueses conseguirem alcançar o seu sucesso e realizar os seus sonhos, pois Portugal tornou-se num país sem oportunidades ou com poucas, muito poucas para quem tem alguma ambição.
Mas tenho a certeza absoluta de que quem está lá fora, no estrangeiro, tem o desejo secreto e diário de regressar à sua pátria... tal como dizia o poeta, “ninguém ama a sua pátria por ser grande, mas sim, por ser sua”.
Bom seria realmente sermos um país cheio de oportunidades para os nossos jovens e certamente que a emigração deles para outros países, mesmo que da Europa, não seria tão relevante.

in "Correio do Minho" de 09/05/2011


6 de maio de 2011

Entre Aspas - Defesa das Sete Fontes

"Diário do Minho" de 02/05/2011

Depois do "Abraço às Sete Fontes", aqui fica um interessante texto sobre a defesa e futuro das Sete Fontes, para ajudar `reflexão dos cidadãos!

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5 de maio de 2011

Fábrica Confiança e o nosso Património

"Correio do Minho" de 05/05/2011

Infelizmente não é a primeira vez que assistimos a problemas dentro das antigas instalações da Fábrica Confiança. Desde há muito tempo que as instalações são local preferencial para sem abrigos pernoitar e para consumo de estupefacientes.
Um local tão grande e com tão boas áreas podia (e devia) ser aproveitado para um projecto de índole cultural, sobretudo porque está às portas de servir a comunidade da Universidade do Minho e perfeitamente enquadrado com a cidade de Braga (entre o centro e a zona de expansão).
Porque não tornar as antigas instalações num pólo cultural, esse sim, que atrai espectáculos de cartaz e permita o desenvolvimento de vários movimentos.
Grande parte das Cidades de Portugal já readaptou um edifício histórico às necessidades culturais da sua comunidade. 
Relembramos alguns:

Aveiro - Centro Cultural e de Congressos
A modernidade das funções inserida na beleza e tradição da Antiga Fábrica de tijolos e telha Marselhesa : Jeronymo Pereira de Campos (fundada em 1896), fazem deste edifício um local óptimo para a realização de todo o tipo de eventos.


Cascais - A "Casa Cor-de-Rosa", antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade 
Deu lugar ao novo  Centro Cultural  de  Cascais desde Maio do ano 2000 ,  revelando-se este um espaço útil e multifuncional .
A história do Convento, até 1834, está descrita na Crónica das Carmelitas Descalças, ordem religiosa que o ocupou até essa data. Depois de passar por diversos proprietários foi adquirido pelo Visconde da Gandarinha, em finais do século XIX, que ali mandou instalar o seu palácio de veraneio, loteando os terrenos circundantes. Já em meados do século XX o edifício foi adquirido pela família Espírito Santo e, em 1977, a Câmara Municipal de Cascais tomou posse, por escritura de doação, da Sociedade Casas da Gandarinha SARL, com a salvaguarda da gestão da capela pela autoridade eclesiástica local.


Guimarães - “Palácio Vila Flor” 
Este Palácio, adquirido pela Autarquia Vimaranense, a que as Memórias Paroquiais de 1758 se referem como sendo de “admirável na sua arquitectura e na grandeza e fábrica do jardim”..., hoje remoçado e equipado, é onde se instala o Centro Cultural Vila Flor.
Este grandioso projecto, que Guimarães exige e merece e a que a Câmara se lançou com determinação e arrojo, cumpre dois vectores absolutamente presentes na acção municipal. Por um lado recuperar espaços e edifícios de interesse patrimonial, imprimindo-lhes novas funcionalidades e disponibilizando-os à fruição pública. Por outro lado criar condições que garantam aos cidadãos o acesso às artes e à cultura num equipamento e em condições de excelência.

São João da Madeira - Museu da Chapelaria
Dentro deste edifício, que foi um dia o da Empresa Industrial de Chapelaria (1914), uma das mais importantes unidades fabris da cidade, nasceu o Museu da Chapelaria, neste edifício onde primeiramente a indústria foi mecanizada, nesta cidade que foi um dos principais e mais importantes centros produtores de chapéus do País. 
Quis-se perante as máquinas e ferramentas, matérias-primas e chapéus, memórias e histórias de vida, intervir o mínimo possível, mantendo visíveis todos os traços de um longo percurso, e não camuflar aquelas que são as suas marcas do tempo, que as individualizam e as tornam verdadeiramente únicas.

Embora a ideia não seja nossa, merece ser partilhada:

Braga - Fábrica Confiança


Galardões "A Nossa Terra" - XIV Edição


"Correio do Minho" de 04/05/2011
"Diário do Minho" de 05/05/2011

No próximo dia 13 de Maio, serão entregues os Galardões "A Nossa Terra", evento promovido pela DIRENOR.

Estes galardões são já uma tradição da cidade de Braga e premeiam e/ou recordam quem se distingue em diversas actividades do quotidiano bracarense.

São entregues 22 galardões, 11 de mérito individual e outros tantos de reconhecimento colectivo, cujos nomes são apurados por um júri constituído por cerca de 800 individualidades e colectividades.

Este ano, a JovemCoop está nomeada para o galardão "Associação Cultural e Recreativa", o que muito nos honra, pois chegar a esta fase é sinal de que já encontramos espaço, em Braga, e vamos sendo reconhecidos pelo trabalho que vamos fazendo junto da população jovem e dos jovens em espírito. Desde já, a todos quanto conduziram a JovemCoop a esta fase, o nosso sincero agradecimento.

Este evento realizar-se-á no Parque de Exposições de Braga!

Importa-se de repetir?

"Correio do Minho" de 05/05/2011

Numa sociedade que privilegia o campo das Ciências, atrevemo-nos a dizer que as Ciências Sociais não estão NADA na moda!
Se nos perguntarem se são necessárias, respondemos que SÃO EXTREMAMENTE NECESSÁRIAS! Porque faz falta perceber o indivíduo, a sua história e a sua localidade. Porque conhecer o meio ambiente de um indivíduo ajuda a clarificar o passado da sociedade, entender o presente da comunidade e planear o desenvolvimento futuro.
Mas as Ciências Sociais não estão na moda e isso vê-se pelas apostas feitas desde o ensino secundário até ao sector da empregabilidade. A área da História, da Arqueologia, da Psicologia, da Geografia e muitas mais estão hoje relegadas a um "desprezo social". Urge inverter este panorama, porque uma sociedade sem o seu aprofundamento social, não se reconhece e não se valoriza.
Não vale dizer que está na moda, só para atrair mais alunos para esses cursos, sem dar sustento a estas afirmações!É que depois, a desilusão é muito maior ...


De novo...O Rio Este

"Correio do Minho" de 05/05/2011

Num processo que ainda faz correr muita água, continua a cidade de Braga sem perceber para quando iremos ter o Rio Este requalificado.

Mantemos a questão: - Porquê só requalificar o curso urbano, quando torna-se urgente requalificar, de igual forma, o Rio Este a montante, desde a zona da nascente até ao projecto agora em discussão.
Lançamos nova pergunta:  - Se a ACF ceder a execução dos trabalhos à empresa Refoiense, a CMB afinal vai pagar a quem? Vai pagar o montante mais baixo à Refoiense ou irá pagar mais à ACF para esta pagar o preço inicial à Refoiense e ainda ganhar com este processo sem fazer nada?

Como é óbvio, esperamos que sejam dadas boas resposta aos cidadãos e que finalmente possamos ter um Rio Este limpo...por um preço justo!

E já agora, quem assume o acompanhamento arqueológico e quem assumirá a responsabilidade se as máquinas que já lá andam já tiverem destruído algum sítio arqueológico?

Ideias com Jota 03/05/2011

Temas abordados:

  • Feira do Livro de Braga
  • A ajuda externa a Portugal
  • Inauguração do Novo Hospital de Braga e dos seus acessos



A não perder, às 3as feiras, das 19h15 às 20h



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