12 de abril de 2012

Fábrica Confiança - a expropriação do imóvel

"Diário do Minho" 11/04/2012

Foi dado a conhecer publicamente que a compra da Fábrica Confiança, via expropriação, ficará mais cara aos cofres municipais do que se fosse uma compra/venda normal.

A avaliação dos peritos cifram em mais 170 mil euros o valor da fábrica, passando para 3,67 milhões o valor da aquisição.

Num processo conturbado, o ganho que os bracarenses e demais fruidores terão, ficará marcado por um prejuízo financeiro que poderia ser evitado se houvesse maior diálogo e transparência entre as partes envolvidas.

Certo é que haverá Confiança, esperamos é que o "preço a pagar não seja demasiado elevado" para a realidade do município de Braga.

Entre Aspas - o Recolhimento das Convertidas

"Diário do Minho" 10/04/2012


A ASPA, enquanto associação de defesa do património, goza de uma reputação inegável, cimentada pela orientação e desempenho científico dos seus dirigentes.

Ao longo de vários anos, esta associação pugnou por debater-se contra interesses maiores e conseguiu pequenas grandes vitórias, sobretudo granjeando processos  de classificação para sítios de maior interesse, cujos resultados só agora aparecem!

Uma das faces vísiveis desta associação é a publicação periódica do "Entre Aspas", verdadeiro manual de conhecimentos e partilha de ideias, que vão elucidando os leitores do Diário do Minho para a História de monumentos e/ou sítios ou chamando a atenção para perigos e eminente risco de destruição.

O Entre Aspas desta semana, aborda um tema que nos é muito caro, seguramente tão caro como à própria ASPA.

A Casa/Recolhimento das Convertidas, imóvel com proposta de classificação como Monumento de Interesse Público, é único e singular em Braga e Portugal, e merece ser conservada a sua memória e funcionalidade.

O signatário do texto refere que nem pousada, nem serviços da Administração Interna, nem Museu dedicado à multiculturalidade...simplesmente, o signatário do texto e do processo de classificação (que será Imóvel de Interesse Público e não Nacional como erradamente refere), desadequado no tempo, apenas quer um referendo, quer a auscultação pública.

Somos os primeiros a defender essa auscultação pública e por isso avançamos com uma ideia. Pelo contrário, o autor do texto nada defende, não apresenta qualquer ideia, não se sabe se por falta delas ou por não querer comprometer a sua opinião.

Uma coisa é certa...sabe bem que quer um especialista na arte barroca de Braga, deixando clara a mensagem subliminar...contudo, ninguém ouviu da sua voz ou escrita solicitar um arqueólogo ou um hidrogeólogo para as Sete Fontes! Porquê haver dualidade de critérios...afinal, ambos os processos de classificação partem da ASPA!

Falta coerência e bom senso, porque não perceber que partilha de ideias é fazer opinião é dar voz ao público, então é não querer participar no processo de conservação do edifício!

E nós, continuaremos a pugnar para que este imóvel conheça melhores dias, além dos presentes de abandono e ameaça de ruína!

Bracara Augusta - conhecer o sagrado feminino



"Caderno Cultura in Diário do Minho" 11/04/2012

O caderno Cultura, do jornal Diário do Minho, publicou, na edição de ontem, um texto de Rui Morais que evoca a importância do sagrado feminino e a sua influência na iconografia romana.

Máxima expressão disso mesmo é o facto de a Cidade de Bracara Augusta ser representada como uma divindade feminina.

Este texto coroa e confirma a apresentação que o Prof. Rui Morais abordou  aquando da segunda sessão do Curso da História da Cidade de Braga, dedicada ao período romano e a Bracara Augusta.

Para ler e guardar, esta partilha de ideias sobre a origem de Bracara Augusta!


10 de abril de 2012

Caminhada Bom Jesus e o aproveitamento do Património de Braga

"Diário do Minho" 08/04/2012
"Correio do Minho" 08/04/2012

No passado Sábado, dia 07, véspera da Páscoa, a JovemCoop convidou os participantes da inicativa Y.Nature (BragaCEJ2012) a caminhar até ao Bom Jesus e conhecer um dos sítios naturais, moldados pelo Homem, mais bonitos da região do Minho!


A este convite responderam afirmativamente cerca de 30 participantes que não se atemorizaram com o aspecto cinzento do céu. A verdade é que tivemos a felicidade de ter as condições atmosféricas ideias para a prática da caminhada, o que ajudou a alcançar o "pórtico do Bom Jesus" em pouco tempo.


Nesta actividade, decidimos dar a conhecer o vasto conjunto patrimonial que existe ao longo dos escadórios (Via Sacra/ 5 Sentidos e Virtudes) e interpretar o mesmo, contextualizando as cenas e os simbolos. Contámos com a preciosa ajuda do Rui Ferreira, que foi "levantando o véu" para a iniciativa "Percursos Barrocos" que dedicaremos ao Bom Jesus e à obra de D. Rodrigo Moura Telles, no dia 05 de Maio.


Podemos constatar, in loco, que muitas das pessoas utilizam os escadórios como ginásio ao ar-livre, e que é uma prática excelente e que louvámos. Contudo, não se deveria passar ali sem ter a curiosidade de saber o que existe dentro das "capelas" ou desmistificar os símbolos das fontes. 


Em nossa óptica, muitos dos recursos patrimoniais existentes na nossa cidade são subaproveitados e nada rentabilizados, pois não têm qualquer estratégia de dinamização ou divulgação junto do grande público. As pessoas não visitarão aquilo que não sabem que existe, nem poderão amar ou orgulhar-se daquilo que desconhecem.


Braga tem dos mais vastos recursos patrimoniais que conhecemos e que podem competir com qualquer destino turístico de referência. Temos paisagem, temos património, temos gastronomia, temos desporto, temos religião...não saber aproveitar este vasto leque de hipóteses é estar a desperdiçar conhecimento e uma panóplia de oportunidades de negócio, sobretudo numa altura em que há uma forte contracção dos mercados financeiros, mas cujo sector de turismo continua estável e mesmo a crescer.


No caso do Bom Jesus, não haver uma sinalética histórica/patrimonial interpretativa e não dinamizar ali actividades, por exemplo, em véspera da Páscoa é falta de orgulho no conjunto patrimonial ou inépcia de ideias.


Esperámos que as nossas actividades possam ajudar a sensibilizar os participantes e que as notícias que os principais jornais da região de Braga publicam (a quem agradecemos) ajudem a levar a nossa mensagem mais longe...preservar o passado, no presente, é garantir o futuro!





Caminhada Sete Fontes - Liga Portuguesa Contra o Cancro

"Correio do Minho" 08/04/2012


No próximo dia 15 de Abril, a JovemCoop associa-se à Equipa Sorriso, da iniciativa "Um Dia Pela Vida" da Liga Portuguesa Contra o Cancro e guiará uma caminhada e visita ao interior do Complexo das Sete Fontes.


É uma forma singela de nos juntarmos a uma causa maior, com grande valor. A escolha das Sete Fontes também tem significado, dado que iremos a um local com água, símbolo de vida e que faz parte do corpo humano.


Juntem-se a esta fantástica iniciativa e venham ajudar quem mais precisa...hoje nós podemos ajudar, e não sabemos se futuramente não precisaremos nós da ajuda de alguém, por isso todos os esforços são bem-vindos! 


As inscrições poderão ser efectuadas na Junta de Freguesia de S.Vicente!
A Caminhada é dia 15 de Abril, às 9h, com início no Campo Novo (Praça Mouzinho de Albuquerque)!!!





5 de abril de 2012

Y.Nature - Caminhada até ao Bom Jesus





A JovemCoop organiza, em parceria com Braga 2012: Capital Europeia da Juventude, uma caminhada até ao Bom Jesus.
Esta actividade visa promover hábitos de vida saudável, a partir da prática das caminhadas, inserindo-se num dos mais belos locais da cidade de Braga.

No Sábado dia 07, véspera da Páscoa, a nossa proposta é caminhar até ao Bom Jesus e aproveitar para conhecer a História da Paixão de Cristo, a partir das Capelas da Via Sacra que se localizam nos escadórios.

Será uma forma de conhecer e celebrar a Páscoa, mas com uma componente desportiva e inserida num ambiente natural, bem trabalhado pelo Homem.

Para participar, devem-se inscrever em http://www.bragacej2012.com/events/details.php?id=199&type=1 e comparecer às 10h de sábado na Avenida Central.

Contamos com a vossa presença!!!

Proposta de actividade:

Dia 07 de Abril;

10h na Av. Central (em frente à Arcada)
Ter em atenção:

- Inscrição Prévia (sem número limite);

- Vestuário e Calçado adequado à prática desportiva;

- Máquina fotográfica;

- Lanche para meio da manhã;



Actividades JovemCoop: Braga e os Judeus

"Diário do Minho" 03/04/2012


A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva acolheu, no passado dia 31 de Março, a primeira iniciativa realizada pela JovemCoop com a temática de “Braga e os Judeus”.
A Páscoa é um dos momentos mais solenes e importantes da religião cristã, mas que teve o seu ponto de origem no judaísmo, celebrando o êxodo de Moisés e do Povo Hebreu do Egipto. A partir daí, todos os anos evocava-se esta memória da “passagem” do Egipto para a Terra Prometida (pessach), com a imolação dos cordeiros puros.
Hoje a Páscoa Cristã celebra a “passagem” da morte para a vida, a partir do milagre da ressurreição de Cristo, também Ele imolado tal qual os cordeiros imaculados.
Esta simbologia e alteração de conceitos foram abordadas na sessão intitulada “Páscoa – das origens à descoberta dos Judeus em Braga”, que permitiu, ainda, dar a conhecer os assentamentos judaicos em Braga, a influência deste povo na cidade, algumas das suas profissões e os contractos de emprazamento que celebravam com o Cabido de Braga. Esta sessão, além de dar a conhecer onde se localizavam as judiarias em Braga, nomeadamente na Rua Dr. Gonçalo Pereira e na Rua de Santo António das Travessas, onde se situariam as sinagogas, permitiu relembrar que o local da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva era também um edifício de arquitectura judaica, evocada pelo Arco Judaico de uma porta, que ainda está presente na Sala dos Audio-Visuais daquele edifício. Este arco contém inscrições, cuja interpretação aponta para a palavra “entre”, convidando a penetrar no seu interior.
Devido à coabitação dos Judeus no centro da Cidade de Braga, na época medieval, bem perto da Sé Catedral e em casas pertencentes ao Cabido, esta sessão visou, também, promover a tolerância religiosa e o respeito pelas pessoas, algo que, afinal, foi praticado, há muitos séculos, na nossa cidade.
Esta actividade da JovemCoop insere-se na vontade de permitir um conhecimento mais lato sobre a História da Cidade de Braga e promover, a partir dos vestígios patrimoniais existentes, novos pontos de visita e atracção turística, pois os vestígios do nosso passado são a nossa marca identitária enquanto sociedade e factor de diferenciação positiva relativamente a outras cidades.

Braga: Necrópoles - Enterramentos e afundanços


"Diário do Minho" 29/03/2012
"Correio do Minho" 29/03/2012

No âmbito do Programa "A Regenerar Braga", as obras de requalificação e beneficiação do Largo da Senhora-a-Branca puseram a descoberto, numa sondagem de quinze metros quadrados, 3  sepulturas de cronologia tardo romano.


Este achado está envolto em várias contradições, porque segundo as palavras dos arqueólogos que acompanhavam a obra, era expectável que aparecessem as sepulturas, mas não houve a preocupação de intervencionar arqueologicamente o local. Foi preciso que as máquinas andassem ali quase um mês, até os arqueólogos conseguirem abrir uma sondagem.


Ainda assim, não observaram que nas imediações da Senhora-a-Branca já haviam aparecido sepulturas, bem como na Rua de S. Victor, junto da farmácia e da escola. Afirmam que aquela necrópole era expectável, mas não equacionaram que poderá fazer parte da mesma necrópole que a Arqueologia da Universidade do Minho escavou aquando das obras do Liberdade Street Fashion (antigo Quarteirão dos CTT)? Afinal, as intervenções foram realizadas ao longo da Via XVII, mas como era o Grupo Regojo a pagar os serviços, aí, o estudo teve interesse, mas na Senhora-a-Branca já não teve valor.


Além disso, este achado ia ficar escondido no segredo dos deuses devido à protecção que os arqueólogo colocaram na rede da obra, impedindo de se visualizar o que decorria na sondagem. É certo que logo que os achados começaram a ser enterrados, a rede verde desapareceu. 


E fica para reflexão, porque razão é que o Gabinete de Arqueologia da CMB só deu conhecimento dos achados à DRCN no próprio dia em que falou aos orgãos de comunicação social, uma vez que as sepulturas haviam sido encontradas cerca de 3 dias antes? Além disso, sabendo que ali não é área classificada como centro histórico, porque razão comunicaram à DRCN e não ao IGESPAR/Arqueologia? Afinal, quem tutela os procedimentos arqueológicos não é a DRCN, ma sim a extensão territorial do IGESPAR/Vila do Conde.


Deixamos mais esta nota...que Braga se convença que estes achados só foram divulgados (e reparem na necessidade que os arqueólogos tiveram em dizer que era para travar especulações) porque a JovemCoop colocou a informação no facebook e a Rádio Universitária do Minho teve a coragem de divulgar este assunto. É visível, aliás, na primeira notícia da RUM (consultar aqui) que o Gabinete de Arqueologia nem sequer estava preparado para responder às perguntas dos jornalistas. Só depois de conferenciarem entre si, é que os arqueólogos decidiram divulgar a matéria dos achados, afirmando que não ia haver intervenções em profundidade (pena é que canalizações, cablagens e demais matéria de tubagens) já haviam sido colocadas anteriormente. Incoerências,mas que servem agora de aviso para as obras de requalificação do Largo Carlos Amarante. Também aqui são expectáveis sepulturas, dado que também aqui está identificada a necrópole da Via XVII. Será que a arqueologia também vai deixar decorrer um mês de actividade das máquinas e só depois entrará em obra???


Classificação da Capela de Guadalupe

"Correio do Minho" 28/03/2012


Após termos sabido e dado conhecimento público da proposta de classificação da Capela de Nossa Senhora de Guadalupe como Imóvel de Interesse Público, o Jornal "Correio do Minho" fez a gentileza de publicar o nosso regozijo com este acto do IGESPAR.


Agradecemos ao Jornal "Correio do Minho" esta ajuda na divulgação de um imóvel que nos é tão querido e pelo qual temos vindo a zelar. Obrigado!


Confiança: Mais perto de um projecto

"Correio do Minho" 30/03/2012

"Diário do Minho" 30/03/2012

A Fábrica Confiança é dos imóveis que mais tem suscitado opiniões e ideias de valorização em Braga, nos últimos tempos. 


Desde que se falou na hipótese de a CMB adquirir este edifício e abrir um concurso de ideias à cidade, várias foram as pesquisas efectuadas nos motores de busca sobre este assunto e podemos dizer que o número de visitas ao blog da JovemCoop aumentou exponencialmente graças a este tema.


Na semana passada, após reunião do executivo, ficámos a saber que já foram encontradas as quatro propostas que irão dar corpo ao programa funcional que, por sua vez, induzirá o programa arquitectónico.


A ser levado a cabo este processo, sairá daqui uma vitória que ficará marcada na História de Braga...a vitória da participação pública e da preservação da memória de uma actividade e de um património (já) único em Braga.


Esperamos que o processo decorra normalmente e que se verifique que será, de facto, uma mais valia para a cidade e para os cidadãos e que não sejamos confrontados, no futuro, com mais um "esquema" obscuro de beneficiação de uma parte.


Até lá, a CMB e os condutores deste processo poderão contar com a JovemCoop para ajudar a instalar, com Confiança, uma mais valia para a cidade, na antiga Fábrica Confiança!


Braga: Propostas para Dinamização do Teatro Romano

"Diário do Minho" 31/03/2012


O Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa assistiu, no passado dia 30 de Março, a uma apresentação singular de várias propostas para valorizar o Teatro Romano de Braga.


Estes trabalhos, inscritos no curso de Estudos Avançados de Património Arquitectónico, da Universidade do Porto, fez avançar, com jovens arquitectos, várias ideias para, a partir de um vestígio arqueológico, e com a determinação de ter um mínimo de 500 lugares, instalações sanitárias/recepção e bastidores, projectarem um Teatro fruível pelo público.


Um exercício de excelência, onde foram apresentadas propostas fantásticas, bem fundamentadas, que provou que o Teatro Romano de Braga pode ser musealizado e valorizado a partir de um novo conceito arquitectónico, que permita dinamizar actividades naquele sítio.


As propostas destes estudos estão patentes no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa em maquetes e posters explicativos, até ao próximo dia 22 de Abril.


É curioso como a a Universidade do Porto "agarrou" um tema que há já muito devia ter sido colocado ao curso de arquitectura da Universidade do Minho, cuja instituição tem uma dependência afecta à arqueologia do Minho (e um pouco por todo o Portugal). Isto prova a pouca articulação entre os departamentos e as várias dependências da Universidade do Minho, que podiam conjugar esforços para encontrar modelos aplicáveis à cidade, mas que teimam em continuar em vivência isoladas. Perdem os alunos da UMinho, que continuarão a projectar cidades sem valorizar os seus alicerces históricos e os cidadãos que ficam inibidos de ter bons pensadores e executores (depois desenham-se propostas desenraizadas como as que vamos ter agora no Programa A Regenerar Braga)!  


Braga:O Património que todos querem conhecer...

"Diário do Minho" 29/03/2012

Braga associou-se ao Dia Nacional dos Centros Históricos e a Câmara Muncipal de Braga decidiu divulgar o património romano que dá testemunho da vivência antiga desta região.

Os pontos seleccionados foram a Fonte do Ídolo, a Domus da Escola Velha da Sé e as Termas Romanas, dependências museológicas que estão sob a tutela do município.

Infelizmente, a CMB só abriu 20 vagas à participação, mas felizmente, é com agrado que registamos que a afluência foi bem maior, pois havia maisprocura que oferta.

Braga desperta para a curiosidade da sua História e reparem como num dia de trabalho, a meio da semana, houve gente interessada em participar nesta iniciativa.

É por esta participação positiva e por esta divulgação que a JovemCoop tem pugnado...um orgulho nas nossas heranças passadas e divulga-las, faz de nós um povo mais consciente, mais enraizado e com capacidade de reflectir e pensar nas opções para o desenvolvimento da cidade.

É isto que nós esperamos que possa acontecer cada vez mais. Que as pessoas se interessem pelo seu património e tenham consciência crítica para não deixar que se destruam outros sítios igualmente relevantes.

Os dois únicos apontamentos que aqui registamos são, precisamente, a incapacidade ou falta de vontade dos serviços da CMB em alargar o número de vagas e possibilitar maior adesão/participação;
e, ainda, que a efeméride é Dia Nacional dos Centros Históricos e não Dia dos Monumentos do Centro Histórico, logo havia que pensar uma comemoração onde se abordassem estratégias para o centro, que houvesse comunicação entre habitantes, comerciantes e demais pessoas com interesse no Centro Histórico e que se promovessem actividades lúdicas (tipo o [Em] Caixote que dinamzia a música, teatro e afins), formativas e de esclarecimento - no âmbito das reformulações que têm sido levadas a cabo no centro, seria interessante abrir um canal de comunicação e falar com as pessoas visadas - isto sim é celebrar o centro, isto sim é ter preocupações com as pessoas, isto sim é vivência cultural e democrática!!!


Braga: A marca histórica, turística e patrimonial da Páscoa


"Diário do Minho" 05/04/2012

Braga é uma cidade com imensos recursos, capaz de ser atractiva e competitiva em vários sectores, sobretudo no do turismo.

Como há muito temos vindo a defender, o turismo é um sector que se alia a vários factores, como o da gastronomia, paisagens, património, história, organização da cidade, condções de alojamento, entre muitos outros.

A nossa cidade, na época da Páscoa reúne os mais variados elementos que atraem muitos turistas. É sabido a grande qualidade da nossa gastronomia e capacidade de acolhimento (ainda que haja muito trabalho a fazer), temos monumentos e muita história, mas isto muitas cidades têm. O que nos diferencia são estas celebrações pascais, cujos rituais e manifestações religiosas são um excelente factor de atracção e competição.

Hoje, mais do que nunca, os farricocos deixam de ser uma personagem tenebrosa para ser atracção turística, presente em recordações várias e cartazes publicitários.

O investimento feito no mercado da Páscoa é, igualmente, uma excelente aposta da Comissão de Festas da Semana Santa e da Câmara Municipal de Braga pois além de dinamizar o Centro Histórico, proporciona atracção e ajuda os artesãos e comerciantes em tempos dificeis.

A Páscoa, simbolo de um sacrifício pessoal de um Homem que foi crucificado, pode em Braga ser sinal de ressurreição da nossa cidade, se se mantiverem as apostas de cultivar o turismo e intensificar as ofertas que nos diferenciam pela positiva. A nossa imagem é a nossa identidade... e podemos divulgar e dá-la a conhecer a quem procura algo diferente e não encadeado de forma tipificada.


Procissão da Burrinha - um sucesso!


"Diário do Minho" 05/04/2012

O Cortejo "Vós sereis o Meu Povo", tradicionalmente conhecido como "A Procissão da Burrinha", é um dos eventos maiores da Semana Santa.

Este ano, não sendo excepção, a Procissão da Burrinha voltou a levar milhares de pessoas à rua para assistirem à recriação dos eventos e personagens do Antigo Testamento e aos primeiros anos de vida da personagem maior do Novo Testamento.

Diz o jornal que cerca de 50 mil pessoas estiveram na rua e isso sentiu-se com a grande vivência que não afastou as pessoas, mesmo apesar da noite fria.

A Comissão de Festas da Semana Santa, a Paróquia e Freguesia de S. Victor estão de parabéns, porque num ano em que as procissões de 5ª e 6ª feira andavam até domingo à procura de pessoas para encorpar estas procissões, a "Burrinha" mostra porque é a procissão do Povo!!!


4 de abril de 2012

Braga: Acreditar na Juventude

"Correio do Minho" 22/03/2012

Uma das apostas da BragaCEJ2012 tem sido a iniciativa "Conneting the Dots", que tem funcionado como instrumento impulsionador para os jovens, mostrando-lhes caminhos, motivações e exemplos.

Um desses exemplos será, por excelência, o jovem Hugo Pires, licenciado em arquitectura e vereador com vários e complicados pelouros.
Afirmou o Senhor Vereador de que "é preciso acreditar mais na juventude". Não podíamos estar mais de acordo com esta afirmação.

Em ano de Capital Europeia da Juventude, muitas têm sido as iniciativas que se têm desenvolvido em prol de uma juventude que se quer mais participativa nas questões da cidade e mais empreendedora no que toca às questões económicas.
Sabemos que são tempos difíceis os que vivemos, mas sabemos que a Juventude é movida pela energia própria de uma idade que se quer activa. Deve o Município reflectir nas suas próprias palavras e aferir o que falta fazer para dotar a juventude de mais credibilidade.
Não pode o executivo municipal fechar os olhos a uma realidade presente que é a falta ou dificuldade de acesso a emprego. Não pode o município pedir estar apenas preocupado em trazer mais concertos de música e artes circenses, se o que faz falta à nossa juventude é (in)formação, mais  instrumentos de acesso ao mundo do trabalho.

Não se deve confundir o que se quer com o que é preciso...a juventude pode querer mais música e actividades lúdicas, mas podem não estar cientes das dificuldades e das reais necessidades. Compete ao Município ser farol orientador da políticas integradoras de uma juventude que necessita de orientação.

É preciso acreditar na juventude e é preciso querer acreditar que se quer ajudar a juventude!