17 de abril de 2012

Barbearia Matos - mais um contributo

"Diário do Minho" 14/04/2012

O fecho da Barbearia Matos tem gerado várias opiniões, desde as que defendem a protecção deste atractivo turístico, passando por algumas vozes que reclamam os direitos do proprietário do imóvel.

Cremos que não está em causa a propriedade do imóvel, nem tão pouco se é lícito um proprietário reclamar o que é seu.

Simplesmente, entendemos que esta barbearia, pela sua centenária história e actividade, bem como pela atracção turística que provoca, sendo mais um incremento nas ruas do centro da cidade, deveria ter tido uma maior interevnção e proximidade por parte dos serviços da CMB, que têm a obrigação de pensar a cidade. Se se tivesse promovido a classificação municipal e se tivesse havido acordo prévio entre as partes, não assistiríamos a este desfecho e a mais uma delapidação turística do centro da nossa urbe.

Aqui fica o texto de Armando Malheiro, um contributo de um histórico dirigente da ASPA!


BragaCEJ2012 - Dia Municipal do Músico

"Diário do Minho" 15/04/2012

As GRANDES ideias podem ser muito fáceis de concretizar, bastando congregar esforços de várias entidades/pessoas e fazer nascer um projecto comum.

A implantação do Dia Municipal do Músico será uma das maiores marcas da BragaCEJ2012, algo que esperamos venha a perdurar no tempo. Este legado significa uma homenagem a todos os criadores musicais, e, sobretudo, dá vida à cidade e enaltece o facto de Braga ter sido escolhida para ser a Capital Europeia da Juventude no ano que corre.

Foi muito bonito assistir a várias iniciativas, desde o "flashortaliça", no mercado municipal, a vários concertos que decorreram nos sítios mais impensáveis. Mas o nosso destaque vai para a forma como vários comerciantes aderiram a esta iniciativa, decorando as montras com motivos alusivos à música.
Os nossos parabéns à BragaCEJ2012 e à AENIMA por a destreza e lucidez de fazer nascer este dia e por darem mais encanto às ruas e locais da nossa cidade!


12 de abril de 2012

Todos os Caminhos...Via XVII em Montalegre


Esta é uma atividade singular, que pode ser vista como “dois em um”. Na Sexta-feira, dia 13 deslocar-nos-emos até Montalegre, onde experienciaremos a cultura popular e folclórica associada à Noite das Bruxas.
No Sábado dia 14, caminharemos algumas milhas da Via XVII, uma das mais importantes Vias romanas do Noroeste peninsular.

Nós garantimos o alojamento e o transporte (gratuito). Os participantes podem levar a refeição de sexta ou jantar num restaurante sugerido por nós (cada refeição custa à volta de 7,50€ / 8€).
Proposta de actividade:

Dia - 13 de Abril

19h30  - Encontro no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa
Saída para Montalegre,
Jantar em restaurante (expensas do participante);
Alojamento: Pavilhão Multiusos de Montalegre;
Conhecer a Cultura Popular da Noite das Bruxas;
Assistir à “Queimada com esconjuro”;

Dia - 14 de Abril

a partir das 09h30 – Pequeno-Almoço (a expensas do participante);
10h - Manhã livre para conhecer Montalegre;
12h – Almoço em restaurante (a expensas de cada participante);
13h30 -  Início da Caminhada pela Via XVII;
17h – regresso a Braga;


Ter em atenção:
- Inscrição Prévia;
- Vestuário e Calçado adequado à prática desportiva;
- Máquina fotográfica;
- Colchão e saco-cama;
- Toalha de banho;
- Refeições a expensas de cada participante;.
- Alojamento e transporte garantido pela JovemCoop/CEJ


A destruição do património de Braga, tema sempre actual!

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Nunca um texto fez tanto sentido nos dias de hoje como aquele escrito pelo Cónego Arlindo Ribeiro da Cunha in "Relíquias de Bracara Augusta".

Contava ele, nessas notas, a curiosa história da descoberta  por A.Tranoy e Rigaud de Sousa em Outubro de 1974 de um imponente muro de uma construção romana que o Cónego Arlindo sonhava pertencer ao pretório de Bracara Augusta, já naquela altura, e dadas as experiências anteriores com outras ruínas, perguntava-se ele se valeria a pena prosseguir com as pesquisas, visto que a indiferença e os atentados ao património já na altura eram muitos.

Relendo o texto dele e transportando-o para os nossos dias, as mesmas dúvidas, os mesmos anseios voltam a confundir-se a ansiedade e a alegria das novas descobertas e achados, com a tristeza e o desalento a que somos levados quando vemos que as entidades que deveriam zelar pela protecção desse património são, em alguns casos, os principais impulsionadores directa ou indirectamente da sua destruição ou desaparecimento.

Casos como o das Sete Fontes, onde decorrem actualmente prospecções arqueológicas (encomendadas por um empreiteiro, cuja finalidade última é construir dentro da Zona de Protecção Especial) que poderão e deverão trazer à luz a importância histórica e patrimonial de todo aquele complexo, bem como o da Casa das Convertidas, que apesar das últimas notícias que dão como seguro que irão ser alvo de recuperação, mas que continuam a degradar-se a olhos vistos.

As ruínas encontradas na Rua de S.Vicente, que deveriam ter sido mais profundamente estudadas e eventualmente musealizadas, ou as sepulturas datadas provavelmente do séc VI encontradas no Largo da Senhora-a-Branca e que, para surpresa de todos nós e no espaço de poucos dias, foram descobertas, levantadas e reposta toda a terra no seu sítio, ficando nós sem percerbermos qual a sua importância no contexto histórico-sociocultural da freguesia, bem como qual a sua extensão.

Quem deveremos nós responsabilizar por estes atentados? As entidades que deveriam zelar pela sua protecção e musealização? A população que na sua maioria encolhe os ombros?

Ou iremos nós, e face a tudo aquilo que temos presenciado, acabar como o velho Cónego, que depois de tanto lutar para recuperar parte da nossa história acabou por se dar por vencido e perdeu todo o entusiasmo que o levara a lutar pela sua Bracara Augusta.

Por mim, e pela Associação que represento, continuaremos a lutar pela divulgação do nosso património, pela sua recuperação e preservação, para que num futuro próximo possamos dar a alegria aos nossos filhos de os presentearmos com parte da história viva da nossa cidade e possamos dizer-lhes que sim, foi graças ao esforço de todos nós que o conseguimos fazer.

Francisco Maia

Concurso Fábrica Confiança - apresentação dos vencedores!



A concurso estiveram 77 trabalhos. Quanto aos vencedores: "A Fábrica - Cultura Inteligente", de Ana Margarida Fernandes de Oliveira e Filipa Alexandra dois Santos Reis; "O Centro da Ciência e da Cultura de Braga", da ORION -Sociedade Científica de Astronomia do Minho; " O Espaço de Obra", de Rui Pedro da Costa Rodrigues, Miguel Guedes de Carvalho, Raúl M. e Leoardo P. Rodrigues Guedes de Carvalho; e ainda "Reabilitação do Edifício da Fábrica Confiança", de Machado e Braga Macedo, arquitetos, Lda.
Entre os critérios de seleção constavam: o grau de originalidade, demonstração da viabilidade da aplicação das ideias, entre outros.
Fonte: Rádio Universitária do Minho

Uma excelente iniciativa dos Bracarenses, que rubricaram um acto de enorme participação...uma feliz vontade de CMB que finalmente se abriu à participação do grande público.

O resultado final foram 77 propostas e 4 vencedores.


Barbearia Matos-O Património de Braga ficou "careca"!

"Diário do Minho" 12/04/2012

"Correio do Minho" 12/04/2012


Não há maneira de dizer isto de forma simples - Braga não valoriza o seu património (independentemente da sua origem e expressão).

Quando a CMB dá sinais de querer investir no património contemporâneo, incentivando à participação do concurso para a requalificação da Fábrica Confiança, permite que a Barbearia Matos encerre a sua centenária actividade (tinha hipóteses de manter se actuasse no sentido de classificar a Barbearia)!

Há muito que se sabia que a Barbearia Matos, situada na Rua do Souto, estava alvo de despejo, batalha que foi arrastada durante uma década nos tribunais.

Infelizmente confirmaram-se as piores expectativas...o Barbearia foi mesmo despejada e de forma nada digna!

Uma Barbearia que durante um século cortou cabelos e aparou barbas, foi crescendo em fama por, cada vez mais, nos últimos tempos, além de barbearia, ser um ponto de atracção turística.

Vários são os testemunhos de visitantes e turistas que difundiram na internet o seu testemunho e as suas fotos desta centenária barbearia.

Não se percebe a insensibilidade que a Câmara Municipal de Braga teve neste processo, não cuidando de uma actividade que prestava um serviço, mas que também alimentava a delícia dos visitantes.

Por que é que nunca se consumou o processo de Património Municipal, proposto pela Assembleia Municipal? Por que razão, nunca as entidades quiseram mediar este processo, tentando encontrar um solução que fosse compatível com o proprietário e o inquilino?

Numa rua cada vez mais vazia de atracção, Braga fica agora careca de um atractivo turístico...paredes meias com o Salão Egípcio, que ainda hoje sofre os destino do abandono e da destruição.

Nitidamente, um caso de lesa património e vergonha cultural!

Para melhor entenderem do que falamos, aqui fica um mini documentário sobre a Barbearia Matos (autoria de Henrique Rocha).


Iniciativas de valor acrescentado (acima dos interesses partidários)

"Diário do Minho" 12/04/2012


Algo que sempre defendemos...as boas iniciativas devem ter origem no resultado final para bem da população e, quando são rubricadas por associações de cariaz político-partidárias, é de supremo interesse que se coloquem de lado as diferenças ideológicas e que se pense no bem comum.

Excelente exemplo que merece ser partilhado, divulgado e participado pela população de Braga!

A dádiva de sangue é algo que todos podem fazer e beneficiará os mais necessitados. Esta é uma forma de encorajar a novos actos que encontrem as associações, juventudes partidárias e individuos em acções de valor acrescentado.


Fábrica Confiança - a expropriação do imóvel

"Diário do Minho" 11/04/2012

Foi dado a conhecer publicamente que a compra da Fábrica Confiança, via expropriação, ficará mais cara aos cofres municipais do que se fosse uma compra/venda normal.

A avaliação dos peritos cifram em mais 170 mil euros o valor da fábrica, passando para 3,67 milhões o valor da aquisição.

Num processo conturbado, o ganho que os bracarenses e demais fruidores terão, ficará marcado por um prejuízo financeiro que poderia ser evitado se houvesse maior diálogo e transparência entre as partes envolvidas.

Certo é que haverá Confiança, esperamos é que o "preço a pagar não seja demasiado elevado" para a realidade do município de Braga.

Entre Aspas - o Recolhimento das Convertidas

"Diário do Minho" 10/04/2012


A ASPA, enquanto associação de defesa do património, goza de uma reputação inegável, cimentada pela orientação e desempenho científico dos seus dirigentes.

Ao longo de vários anos, esta associação pugnou por debater-se contra interesses maiores e conseguiu pequenas grandes vitórias, sobretudo granjeando processos  de classificação para sítios de maior interesse, cujos resultados só agora aparecem!

Uma das faces vísiveis desta associação é a publicação periódica do "Entre Aspas", verdadeiro manual de conhecimentos e partilha de ideias, que vão elucidando os leitores do Diário do Minho para a História de monumentos e/ou sítios ou chamando a atenção para perigos e eminente risco de destruição.

O Entre Aspas desta semana, aborda um tema que nos é muito caro, seguramente tão caro como à própria ASPA.

A Casa/Recolhimento das Convertidas, imóvel com proposta de classificação como Monumento de Interesse Público, é único e singular em Braga e Portugal, e merece ser conservada a sua memória e funcionalidade.

O signatário do texto refere que nem pousada, nem serviços da Administração Interna, nem Museu dedicado à multiculturalidade...simplesmente, o signatário do texto e do processo de classificação (que será Imóvel de Interesse Público e não Nacional como erradamente refere), desadequado no tempo, apenas quer um referendo, quer a auscultação pública.

Somos os primeiros a defender essa auscultação pública e por isso avançamos com uma ideia. Pelo contrário, o autor do texto nada defende, não apresenta qualquer ideia, não se sabe se por falta delas ou por não querer comprometer a sua opinião.

Uma coisa é certa...sabe bem que quer um especialista na arte barroca de Braga, deixando clara a mensagem subliminar...contudo, ninguém ouviu da sua voz ou escrita solicitar um arqueólogo ou um hidrogeólogo para as Sete Fontes! Porquê haver dualidade de critérios...afinal, ambos os processos de classificação partem da ASPA!

Falta coerência e bom senso, porque não perceber que partilha de ideias é fazer opinião é dar voz ao público, então é não querer participar no processo de conservação do edifício!

E nós, continuaremos a pugnar para que este imóvel conheça melhores dias, além dos presentes de abandono e ameaça de ruína!

Bracara Augusta - conhecer o sagrado feminino



"Caderno Cultura in Diário do Minho" 11/04/2012

O caderno Cultura, do jornal Diário do Minho, publicou, na edição de ontem, um texto de Rui Morais que evoca a importância do sagrado feminino e a sua influência na iconografia romana.

Máxima expressão disso mesmo é o facto de a Cidade de Bracara Augusta ser representada como uma divindade feminina.

Este texto coroa e confirma a apresentação que o Prof. Rui Morais abordou  aquando da segunda sessão do Curso da História da Cidade de Braga, dedicada ao período romano e a Bracara Augusta.

Para ler e guardar, esta partilha de ideias sobre a origem de Bracara Augusta!


10 de abril de 2012

Caminhada Bom Jesus e o aproveitamento do Património de Braga

"Diário do Minho" 08/04/2012
"Correio do Minho" 08/04/2012

No passado Sábado, dia 07, véspera da Páscoa, a JovemCoop convidou os participantes da inicativa Y.Nature (BragaCEJ2012) a caminhar até ao Bom Jesus e conhecer um dos sítios naturais, moldados pelo Homem, mais bonitos da região do Minho!


A este convite responderam afirmativamente cerca de 30 participantes que não se atemorizaram com o aspecto cinzento do céu. A verdade é que tivemos a felicidade de ter as condições atmosféricas ideias para a prática da caminhada, o que ajudou a alcançar o "pórtico do Bom Jesus" em pouco tempo.


Nesta actividade, decidimos dar a conhecer o vasto conjunto patrimonial que existe ao longo dos escadórios (Via Sacra/ 5 Sentidos e Virtudes) e interpretar o mesmo, contextualizando as cenas e os simbolos. Contámos com a preciosa ajuda do Rui Ferreira, que foi "levantando o véu" para a iniciativa "Percursos Barrocos" que dedicaremos ao Bom Jesus e à obra de D. Rodrigo Moura Telles, no dia 05 de Maio.


Podemos constatar, in loco, que muitas das pessoas utilizam os escadórios como ginásio ao ar-livre, e que é uma prática excelente e que louvámos. Contudo, não se deveria passar ali sem ter a curiosidade de saber o que existe dentro das "capelas" ou desmistificar os símbolos das fontes. 


Em nossa óptica, muitos dos recursos patrimoniais existentes na nossa cidade são subaproveitados e nada rentabilizados, pois não têm qualquer estratégia de dinamização ou divulgação junto do grande público. As pessoas não visitarão aquilo que não sabem que existe, nem poderão amar ou orgulhar-se daquilo que desconhecem.


Braga tem dos mais vastos recursos patrimoniais que conhecemos e que podem competir com qualquer destino turístico de referência. Temos paisagem, temos património, temos gastronomia, temos desporto, temos religião...não saber aproveitar este vasto leque de hipóteses é estar a desperdiçar conhecimento e uma panóplia de oportunidades de negócio, sobretudo numa altura em que há uma forte contracção dos mercados financeiros, mas cujo sector de turismo continua estável e mesmo a crescer.


No caso do Bom Jesus, não haver uma sinalética histórica/patrimonial interpretativa e não dinamizar ali actividades, por exemplo, em véspera da Páscoa é falta de orgulho no conjunto patrimonial ou inépcia de ideias.


Esperámos que as nossas actividades possam ajudar a sensibilizar os participantes e que as notícias que os principais jornais da região de Braga publicam (a quem agradecemos) ajudem a levar a nossa mensagem mais longe...preservar o passado, no presente, é garantir o futuro!





Caminhada Sete Fontes - Liga Portuguesa Contra o Cancro

"Correio do Minho" 08/04/2012


No próximo dia 15 de Abril, a JovemCoop associa-se à Equipa Sorriso, da iniciativa "Um Dia Pela Vida" da Liga Portuguesa Contra o Cancro e guiará uma caminhada e visita ao interior do Complexo das Sete Fontes.


É uma forma singela de nos juntarmos a uma causa maior, com grande valor. A escolha das Sete Fontes também tem significado, dado que iremos a um local com água, símbolo de vida e que faz parte do corpo humano.


Juntem-se a esta fantástica iniciativa e venham ajudar quem mais precisa...hoje nós podemos ajudar, e não sabemos se futuramente não precisaremos nós da ajuda de alguém, por isso todos os esforços são bem-vindos! 


As inscrições poderão ser efectuadas na Junta de Freguesia de S.Vicente!
A Caminhada é dia 15 de Abril, às 9h, com início no Campo Novo (Praça Mouzinho de Albuquerque)!!!





5 de abril de 2012

Y.Nature - Caminhada até ao Bom Jesus





A JovemCoop organiza, em parceria com Braga 2012: Capital Europeia da Juventude, uma caminhada até ao Bom Jesus.
Esta actividade visa promover hábitos de vida saudável, a partir da prática das caminhadas, inserindo-se num dos mais belos locais da cidade de Braga.

No Sábado dia 07, véspera da Páscoa, a nossa proposta é caminhar até ao Bom Jesus e aproveitar para conhecer a História da Paixão de Cristo, a partir das Capelas da Via Sacra que se localizam nos escadórios.

Será uma forma de conhecer e celebrar a Páscoa, mas com uma componente desportiva e inserida num ambiente natural, bem trabalhado pelo Homem.

Para participar, devem-se inscrever em http://www.bragacej2012.com/events/details.php?id=199&type=1 e comparecer às 10h de sábado na Avenida Central.

Contamos com a vossa presença!!!

Proposta de actividade:

Dia 07 de Abril;

10h na Av. Central (em frente à Arcada)
Ter em atenção:

- Inscrição Prévia (sem número limite);

- Vestuário e Calçado adequado à prática desportiva;

- Máquina fotográfica;

- Lanche para meio da manhã;



Actividades JovemCoop: Braga e os Judeus

"Diário do Minho" 03/04/2012


A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva acolheu, no passado dia 31 de Março, a primeira iniciativa realizada pela JovemCoop com a temática de “Braga e os Judeus”.
A Páscoa é um dos momentos mais solenes e importantes da religião cristã, mas que teve o seu ponto de origem no judaísmo, celebrando o êxodo de Moisés e do Povo Hebreu do Egipto. A partir daí, todos os anos evocava-se esta memória da “passagem” do Egipto para a Terra Prometida (pessach), com a imolação dos cordeiros puros.
Hoje a Páscoa Cristã celebra a “passagem” da morte para a vida, a partir do milagre da ressurreição de Cristo, também Ele imolado tal qual os cordeiros imaculados.
Esta simbologia e alteração de conceitos foram abordadas na sessão intitulada “Páscoa – das origens à descoberta dos Judeus em Braga”, que permitiu, ainda, dar a conhecer os assentamentos judaicos em Braga, a influência deste povo na cidade, algumas das suas profissões e os contractos de emprazamento que celebravam com o Cabido de Braga. Esta sessão, além de dar a conhecer onde se localizavam as judiarias em Braga, nomeadamente na Rua Dr. Gonçalo Pereira e na Rua de Santo António das Travessas, onde se situariam as sinagogas, permitiu relembrar que o local da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva era também um edifício de arquitectura judaica, evocada pelo Arco Judaico de uma porta, que ainda está presente na Sala dos Audio-Visuais daquele edifício. Este arco contém inscrições, cuja interpretação aponta para a palavra “entre”, convidando a penetrar no seu interior.
Devido à coabitação dos Judeus no centro da Cidade de Braga, na época medieval, bem perto da Sé Catedral e em casas pertencentes ao Cabido, esta sessão visou, também, promover a tolerância religiosa e o respeito pelas pessoas, algo que, afinal, foi praticado, há muitos séculos, na nossa cidade.
Esta actividade da JovemCoop insere-se na vontade de permitir um conhecimento mais lato sobre a História da Cidade de Braga e promover, a partir dos vestígios patrimoniais existentes, novos pontos de visita e atracção turística, pois os vestígios do nosso passado são a nossa marca identitária enquanto sociedade e factor de diferenciação positiva relativamente a outras cidades.

Braga: Necrópoles - Enterramentos e afundanços


"Diário do Minho" 29/03/2012
"Correio do Minho" 29/03/2012

No âmbito do Programa "A Regenerar Braga", as obras de requalificação e beneficiação do Largo da Senhora-a-Branca puseram a descoberto, numa sondagem de quinze metros quadrados, 3  sepulturas de cronologia tardo romano.


Este achado está envolto em várias contradições, porque segundo as palavras dos arqueólogos que acompanhavam a obra, era expectável que aparecessem as sepulturas, mas não houve a preocupação de intervencionar arqueologicamente o local. Foi preciso que as máquinas andassem ali quase um mês, até os arqueólogos conseguirem abrir uma sondagem.


Ainda assim, não observaram que nas imediações da Senhora-a-Branca já haviam aparecido sepulturas, bem como na Rua de S. Victor, junto da farmácia e da escola. Afirmam que aquela necrópole era expectável, mas não equacionaram que poderá fazer parte da mesma necrópole que a Arqueologia da Universidade do Minho escavou aquando das obras do Liberdade Street Fashion (antigo Quarteirão dos CTT)? Afinal, as intervenções foram realizadas ao longo da Via XVII, mas como era o Grupo Regojo a pagar os serviços, aí, o estudo teve interesse, mas na Senhora-a-Branca já não teve valor.


Além disso, este achado ia ficar escondido no segredo dos deuses devido à protecção que os arqueólogo colocaram na rede da obra, impedindo de se visualizar o que decorria na sondagem. É certo que logo que os achados começaram a ser enterrados, a rede verde desapareceu. 


E fica para reflexão, porque razão é que o Gabinete de Arqueologia da CMB só deu conhecimento dos achados à DRCN no próprio dia em que falou aos orgãos de comunicação social, uma vez que as sepulturas haviam sido encontradas cerca de 3 dias antes? Além disso, sabendo que ali não é área classificada como centro histórico, porque razão comunicaram à DRCN e não ao IGESPAR/Arqueologia? Afinal, quem tutela os procedimentos arqueológicos não é a DRCN, ma sim a extensão territorial do IGESPAR/Vila do Conde.


Deixamos mais esta nota...que Braga se convença que estes achados só foram divulgados (e reparem na necessidade que os arqueólogos tiveram em dizer que era para travar especulações) porque a JovemCoop colocou a informação no facebook e a Rádio Universitária do Minho teve a coragem de divulgar este assunto. É visível, aliás, na primeira notícia da RUM (consultar aqui) que o Gabinete de Arqueologia nem sequer estava preparado para responder às perguntas dos jornalistas. Só depois de conferenciarem entre si, é que os arqueólogos decidiram divulgar a matéria dos achados, afirmando que não ia haver intervenções em profundidade (pena é que canalizações, cablagens e demais matéria de tubagens) já haviam sido colocadas anteriormente. Incoerências,mas que servem agora de aviso para as obras de requalificação do Largo Carlos Amarante. Também aqui são expectáveis sepulturas, dado que também aqui está identificada a necrópole da Via XVII. Será que a arqueologia também vai deixar decorrer um mês de actividade das máquinas e só depois entrará em obra???