27 de maio de 2015

Peregrinos com Pedalada - Diário Etapa8


Via da Prata - dia sétimo Salamanca - Granja de Moreruela
A etapas anteriores, Aldeia Del Cano - Galisteo, Galisteo - Calzada de Bejar e Calzada de Bejar - Salamanca, foram fisicamente muito exigentes, de tal forma que não me foi possível, ao final do dia, escrevinhar as impressões que retive do caminho. 
Destas, recordo o termos encontrado um peregrino a CAVALO, que tinha saído do País Basco 41 dias antes e seguia a Via da Prata montado no seu cavalo a que chamava Romeo!!
Recuperado o fôlego, retomo assim as minhas notas sobre esta experiência, que não são mais que isso, aquilo que os sentidos me vão permitindo reter.
A chegada a Salamanca impressiona! 
Vindos de Sul, descemos para o nível do rio e deparámo-nos com uma colina de edifícios antigos, em pedra limpa, fazendo lembrar "aquele tom pardacento" que o Rui Veloso canta!
Entra-se pela ponte Romana sobre o rio Tormes! Uma fotografia de Postal. 
Demorámos um pouco na ponte e logo um grupo de turistas seniores quis saber de onde éramos e que fazíamos. 
Conversando sobre o que fazer a seguir, alguém passou e "Boa tarde para os Portugueses". 
Gostei muito desta cidade que não conhecia, o fim da tarde mostra que os espanhóis continuam a sair de casa, a encher as esplanadas, convivendo num tom alto, saboreando uma cerveja e debicando umas tapas. 
As praças centrais e os jardins, estão repletos de gente, dando vida e alegria a estas centenárias ruas.
A caminho do albergue encontrámos uma tuna a cantar uma serenata. Não conseguimos perceber quem era o pretendente e a pretendida!
O dia voltou a amanhecer frio. Percorremos os 60 km até Zamora até pouco depois do meio dia. Foi nesta bonita cidade que atravessamos o Douro! 
Também uma cidade com um centro histórico muito bem cuidado. 
Como havia sido planeado, é aqui que o número de peregrinos fica reduzido a quatro. 
O companheiro Carlos, por motivos profissionais, regressa casa prometendo voltar a este ponto para terminar este "item plata".
Durante a tarde foram umas horas a pedalar por trilhos de planícies a perder de vista, para completar esta etapa de 116km.

Peregrinos com Pedalada - Diário Etapa4



Via da Prata - dia terceiro Zafra - Aldeia Del Cano
O albergue onde pernoitámos, em Zafra, tinha o António como hospitaleiro. Muito simpático, conhecedor dos caminhos de Santiago. Dormimos num edifício relativamente antigo, com várias memórias plasmadas nas paredes das salas, como marca indelével da passagem dos muitos peregrinos no caminho.
O despertar foi madrugador, ainda o sol não havia nascido. Esperávamos uma etapa longa e as previsões meteorológicas apontavam para o calor.
Saímos a Zafra a subir em trilho fácil, seguido de uma descida com 17% de inclinação. Percorremos vários km até Villa França de Barros, onde o reforço do pequeno almoço, servido no Albergue, foi necessário e bem vindo.
Seguimos viagem até Mérida, um trilho muito bonito, coincidente com a via romana que teima em nos acompanhar, proporcionando-nos momentos fantásticos em bicicleta. 
Entrámos em Mérida junto ao rio, que nos conduziu até à ponte romana e nos abriu as portas da cidade.
Pelo que sabemos, Mérida tem muito para ver. Infelizmente não pudemos alongar a nossa passagem por tempo suficiente para a apreciarmos.
Na hora do almoço o grupo dividiu-se, uns partiram à frente e os restantes três uma hora mais tarde. A temperatura era sufocante, estavam 43.o e o objectivo era chegar a Alcuestar ou mais à frente. 
Saímos desta cidade por estrada até alcançarmos um lago criado por uma represa a que chamam de Proserpina. 
Atingimos um ponto elevado, e já no meio do monte, seguimos secos e com a temperatura elevada por trilhos de pó, terra dura e alguns tufos de ervas.
Trilhámos km infindáveis, onde as oliveiras se confundiam com os sobreiros, indiciando já uma mudança na flora que mais à frente se tornou evidente!
A necessidade de parar era cada vez mais frequente, o GPS do Carlos marcava 44.o. 
Em Alcuestar descansámos meia hora, para beber e retemperar forças. E foi este momento que nos ajudou a percorrer, com prazer, os últimos km até à Aldeia Del Cano, onde concluímos os 120km de hoje.

Peregrinos com Pedalada - Diário Etapa3



Via da Prata - dia segundo Almaden de la Plata - Zafra
A noite foi descansada. 
As janelas e portas do Albergue, abertas, ajudaram a amenizar o calor.
Despertámos às 6:30h, a maioria dos peregrinos já estavam de saída.
O dia estava limpo, o céu azul, o pequeno almoço revigorou os ciclistas e "bon camino". Saímos da povoação junto à praça de touros local!
Em Espanha a emigração também se nota. Deixamos a povoação com um conjunto de painéis solares à esquerda e de encontro à primeira de muitas cancelas que iremos encontrar pelo caminho.
Atravessámos várias quintas, onde essencialmente se vêem oliveiras e explorações com criação de porco preto, aqui conhecidos por ibéricos.
Rapidamente entrámos em El Real de la Jara, ultima povoação da Andaluzia! Entrámos nesta povoação dominada pelo castelo medieval.
Depois de um reabastecimento de água, seguimos viagem por entre oliveiras e vastas pastagens de tonalidades amarelas, verdes e castanhas.
Almoço em Monasterio, após uma penosa subida!  
Sempre com alguns amigos do alheio por perto, acabamos por seguir viagem até Zafra,
Já com temperaturas à volta dos 40.o, percorremos km atrás de km por zonas rurais, com planícies a perder de vista cobertas por um manto de cor amarelada do feno. 
Foi debaixo de um calor brutal que entrámos na cidade de Zafra, onde terminou a etapa de hoje!

26 de maio de 2015

Crónica JovemCoop - Braga Mais Romana, Braga Mais Ativa

"Correio do Minho" 26/05/2015

Braga mais Romana, Braga mais Ativa

Nestes últimos dias o centro histórico de Braga (re)viveu as suas origens. Homenageando a fundação de Bracara Augusta, a Braga Romana realizou este ano a sua XII edição, que decorreu de 20 a 24 de maio.

 Se a XI edição se fez notar pelo mau tempo e pelos inúmeros percalços que este causou, a XII edição brilhou tal como o sol que se mostrou durante todos os dias da feira. A verdade é que a Braga Romana 2014 introduziu muitas novidades, não só de forma a melhorar a qualidade do evento, mas também numa tentativa de torna-lo cada vez mais próximo da verdadeira e única Bracara Augusta.

Desde as alterações ao espaço do mercado, até a uma maior aposta nas recriações históricas, passando pela inclusão dos espaços museológicos o programa da iniciativa, muitas foram as alterações realizadas ao evento que comemora as origens da atual cidade de Braga. A prova de que todas estas alterações foram uma notória melhoria no evento, e que agradaram à maioria dos Bracaraugustanos, foi a grande adesão que se fez notar nesta edição da Braga Romana. Desde quarta feira até domingo existiu sempre uma grande afluência ao mercado romano, o que nos faz pensar que a procura mais reduzida no ano anterior se deveu principalmente ao mau tempo e ao frio que se fez sentir nos dias da Braga Romana e não às novas alterações que foram notoriamente bem recebidas. 

Desde a I edição, a Braga Romana tem vindo a crescer e a melhorar a sua recriação histórica. É de louvar o trabalho que vem sendo feito ao longo destas doze edições, que faz deste evento, cada vez mais, um momento turístico muito forte da cidade. Foram muitos os turistas que passaram pela Domus Romana, onde a JovemCoop se fez representar e, numa partilha de experiências, informaram-nos que já não era a primeira edição que visitavam, e que contavam voltar nos próximos anos. Desde modo, percebemos que a Braga Romana deve ser pensada não só para o bracarenses mas também para os turistas.

Por esse motivo, sugerimos que numa próxima edição se marquem as portas do mercado romano e que, em cada uma delas, haja uma tenda da organização, podendo assim acolher todos os visitantes da Braga Romana, pois foram muitos os que nos pediram informações e programas, julgando que, devido à nossa localização e caráter distinto na decoração, pertencíamos à organização. Igualmente importante é a criação de pontos de descanso, para que o evento se torne acessível a todos, pois o espaço do mercado é muito alargado, o que faz com que seja difícil para algumas pessoas percorre-lo todo sem ter onde descansar, sobretudo a população senior.

No entanto, a XII edição de Braga Romana teve uma forte melhoria no que diz respeito ao envolvimento dos bracarenses no evento. De um modo geral, todos tiveram oportunidade de fazer parte da recriação histórica de Bracara Augusta, desde a possibilidade de participar em diversos concursos como, por exemplo, o da família romana ou do casamento romano, ou mesmo de fotografia, até à participação nos diversos cortejos, durante o dia para os mais pequenos e durante a noite para os mais graúdos.

Esta foi, na nossa opinião, a edição que mais se envolveu com a comunidade e que desafiou todos a serem mais do que visitantes do mercado. Para aJovemCoop nada faz mais sentido do que comemorar as origens de Bracara Augusta com os verdadeiros descendentes dos Bracaraugustanos. Só desse modo faz sentido reviver Bracara Augusta.


 Muitas já foram as provas dadas de que os cidadãos aderem às atividades realizadas na cidade e que gostam de viver numa cidade ativa e dinâmica, a Braga Romana é uma delas. Por esse motivo sugerimos que fique atento ao programa da Semana da Juventude de Braga que já iniciou no dia 24 e que termina no dia 31 de maio. Também a JovemCoop marcará presença numa atividade em parceria com a associação Respira, no dia 31 de maio, pelas 10h nos escadórios do Bom Jesus. Nesta atividade cooperação, temos o objetivo de alertar toda a população para o Dia Mundial Sem Tabaco e, por isso, vamos desafia-lo a subir os escadórios de forma original. 

Contamos consigo.

20 de maio de 2015

Peregrinos com Pedalada - Diário Etapa2



Via da prata: dia primeiro
Ainda o dia não tinha nascido, já nós entrávamos em Sevilha! Os últimos foliões da noite regressavam a casa, alguns tendo a "alegria" como companhia!
Despedimo-nos do motorista e procurámos a Catedral. Ainda era muito cedo, estava tudo fechado, a catedral só abria às oito da manhã. 
Procurámos onde tomar o pequeno almoço, mas não foi fácil! Encontrámos um restaurante já conhecido do amigo Carlos Costa, onde provámos o desayuno Andaluz, sumo de laranja, pão com azeite e presunto, muito bom ....
Por fim a catedral abriu. 
As portas são imponentes, deixando adivinhar a grandiosidade de todo o monumento! É esmagadora a força que a catedral emana. Decorriam duas missas em simultâneo, em duas das capelas laterais. 
Ao centro sobressai o órgão que se estende até ao tecto, pelo menos a 30 metros do chão. 
Sevilha tem muito para conhecer, mas não foi para isso que cá viemos, por isso há que dar início às pedaladas... 
Atravessámos o casco histórico da cidade até encontrarmos o rio, que serpenteámos ao longo de vários km's num trilho junto à margem. 
O percurso marcado com as setas amarelas conduzi-nos para uma zona rural, de um lado do trilho o amarelo do centeio, do outro o verde dos girassóis ainda por florir. 
A primeira paragem foi no "pueblo de guillena". Aproveitámos para retemperar forças no café do centro, um reforço acompanhado pelas primeiras fotos.
Continuámos viagem por entre planícies imensas onde a presença constante quer dos girassóis quer do centeio, alternando entre o verde e o amarelo, predominavam até onde o nosso olhar alcançava.
Quase sem darmos conta, a paisagem agrícola foi sendo substituída pela mata, os estradões em terra batida por sinuosos trilhos atravessados por rocha e pedras soltas, um prazer para quem gosta de BTT! 
Nesta altura já a temperatura passava os 40.o, uma dificuldade para o sentido ascendente que o trilho levava. 
Já depois do almoço, e após uns penosos km em estrada com o termómetro a atingir 44.o, entramos no parque natural Sierra Norte, de onde não sairíamos antes da tarde do dia seguinte!
A noite em claro começou a fazer-se notar, o calor e a falta de sono trouxe-nos o cansaço mais cedo, fazendo com que não desfrutássemos da melhor forma da beleza natural que este parque tem. 
Os primeiros 76 km estavam quase cumpridos, quando quase no final a natureza nos brinda com a subida do dia. Cerca de 100m, impossíveis de pedalar, onde o primeiro contacto com as agruras do caminho nos recordou que estávamos no caminho de Santiago. 
Almaden de la Plata é a aldeia onde termina a etapa de hoje. Ao entrar reparamos que estava tudo fechado e com poucas pessoas na rua. Foi quando entrámos no primeiro café aberto que nos disseram que era dia de fiesta, estava tudo "cerrado", que não teríamos onde dormir nem onde comer! Pânico geral, um diz "estendo o saco cama e durmo aqui", queria ele dizer na praça ao ar livre!!
De facto pensar em mais 20km a pedalar não era opção...
Felizmente não desistimos, procuramos e acabamos por encontrar o albergue Municipal aberto, por sinal muito cómodo e agradável, assim como restaurante onde jantar.
Fim de etapa

Peregrinos com Pedalada - Diário Etapa1



Via da prata
Prólogo As grandes travessias tem feito parte da minha vida desde há já alguns anos. Quanto iniciei a licenciatura, em 2010, estas aventuras não puderam continuar a fazer parte das opções! A meio dessa caminhada prometi a mim mesmo que, quando a terminasse, outra grande travessia faria - o Caminho de Santiago "Via de la Plata".
Este caminho era para ser feito em 2014, que coincidiu com o final de curso por um lado; por outro, um dos companheiros de "ruta", o Portela, estaria a fazer um intervalo de Luanda. O curso acabou mas o intervalo não surgiu. Adiou-se então um ano !
Maio de 2015 Marcada a data para o caminho, 16/5, iniciam-se os preparativos. 
Os peregrinos, o João, eu, o Flávio, o Eduardo e o Carlos Costa, procuram decidir o que levar, como levar e quanto levar, enquanto o primeiro dia se aproxima.
Dia 15, a viagem!!
Vamos iniciar a Via de la Plata em Sevilha. É um mini autocarro da Giromundo que nos irá levar em segurança até à Andaluzia.
Saída de Braga marcada para as 21:30. Atraso de última hora do Flávio e do Carlos. A viagem inicia-se cerca de uma hora depois. 
São cerca de 800 km até Sevilha, contamos chegar lá de manhã! O Nuno é quem nos conduz, o Flavio a seu lado para garantir que se mantém desperto. Assim foi a maior parte do tempo. 
Primeira paragem na estação de serviço da Mealhada, o Carlos completou o jantar com uma sande de leitão, um café para todos, e siga viagem.
O trajecto é longo e o autocarro peca no conforto, não se dorme grande coisa, vamos dormitando. O Flávio vai falando e entretém o motorista, de quando em quando surge uma história de aventuras anteriores. O tempo vai passando e quando damos conta estamos a chegar à terra os cafés Delta. A um passo de Campomaior deixamos a placa que diz "Espanha" para trás e rapidamente entrámos na auto estrada que nos levará até ao ponto de partida, Sevilha!

15 de maio de 2015

Percurso À Descoberta da Braga Romana



Juntem-se a nós!!

É já amanhã, dia 16 de Maio, com o ponto de partida na Fonte do Ídolo pelas 10h.
Percurso Histórico-cultural que visa dar a conhecer os principais monumentos romanos da cidade de Braga.

14 de maio de 2015

XII Braga Romana


A JovemCoop está a organizar a sua participação no cortejo noturno da Braga Romana, que se realizará no dia 22 de Maio. Esta é mais uma atividade onde a JovemCoop tem a honra de participar e de abrir as suas portas à participação de todos, pois sendo esta atividade um regresso às origens da cidade de Braga, só faz sentido quando partilhada com todos os bracarenses. Assim sendo, muito nos honraria a sua presença. As inscrições terminam este domingo, dia 17, por isso se se quiser juntar a nós basta enviar um e-mail para info@jovemcoop.com, onde lhe serão fornecidas as devidas instruções.






4 de maio de 2015

35 anos de Jovem Cooperante Natureza/Cultura


A comemoração do 35º aniversário da JovemCoop foi inexplicável.
Queremos, por isso, agradecer a todos os presentes, o facto de terem contribuído para que esse dia fosse tão especial, pois sem vocês o aniversário não faria sentido. 

Um grande OBRIGADO aos Jovens Cooperantes, às associações que se fizeram representar no nosso forum, a todos os participantes na mesa de debate, à comunicação social presente no evento, e a todos os que tiraram um bocadinho do dia 2 de Maio para vir felicitar a JovemCoop. 

Desafiamos outra associação a "Repetir" o evento no próximo ano, porque estes momentos de partilha deviam existir todos os anos, e com uma maior frequência para possibilitar as associações de estreitar laços e para incentivar à cooperação.

"As coisas só têm sentido, se dermos sentido às coisas"

30 de abril de 2015

Gerês Romano - CANCELADO


Caros amigos e associados, devido às condições climatéricas, o Percurso GERÊS ROMANO que se iria realizar amanhã foi CANCELADO.

Oportunamente iremos divulgar uma nova data para a realização do mesmo.

Pedimos desculpa por este imprevisto.

28 de abril de 2015

35 anos a cooperar...




Caro leitor,

Sabia que a JovemCoop, ao contrário do que o nome indica, é uma das mais antigas associações juvenis da cidade? 

A JovemCoop nasceu em 1979 aquando a participação de dez jovens bracarenses, ligados à Cooperativa Novos Pioneiros, num intercâmbio internacional em Malvern – Worcestershire. É a esses dez jovens audazes que devemos a fundação da associação juvenil Jovem CoopNatureza/Cultura. 

Um ano após o seu nascimento, foi realizado o primeiro intercâmbio internacional JovemCoop. Esse foi apenas o início de uma longa caminhada em direção ao mundo, que a associação se orgulha de ter trilhado.

No entanto, com o passar dos anos a JovemCoop foi evoluindo nos seus objetivos e na sua própria definição, abrangendo um número de jovens cada vez maior. As atividades deixaram de se cingir aos intercâmbios internacionais, e começaram a incluir temas como a cultura, a natureza e o desporto. 
No ano em que vivemos o nosso 35º aniversário, definimo-nos como uma associação juvenil aberta a toda a comunidade, que pretende despertar consciências para a proteção do nosso bem mais precioso, a nossa história, o nosso património.

Hoje orgulhamo-nos de criar não só nos adolescentes um outro olhar sob o mundo, sobre os monumentos, sobre a natureza e as pessoas que os rodeiam, bem como criar consciências para a existência harmoniosa de todos estes patrimónios. Desde atividades no âmbito da natureza e do desporto realizadas para os mais jovens, até às caminhadas culturais onde temos uma participação mais graúda, hoje a JovemCoop tem as portas abertas para todos aqueles que veem nos nossos princípios os seus ideais.

Sendo a JovemCoop uma associação aberta a toda a comunidade, entendemos que a melhor forma de comemorar os nossos 35 anos é homenagear a vida de todos os membros e amigos, bem como o próprio associativismo. Deste modo, resolvemos criar um fórum associativo, no dia 2 de maio, no Museu D. Diogo de Sousa pelas 15h. 

Iniciaremos a nossa comemoração com um momento de partilha de experiências entre associações das mais diversas áreas, desde as de solidariedade, as que promovem a cultura, as que se dedicam ao desporto e às causas sociais, em suma, muitas são as associações que se juntam a nós para fazer do aniversário da JovemCoop, um marco no associativismo bracarense. Depois de um momento de apresentação de todas as associações, chega o momento de partilha com o debate “Associativismo como forma estruturante do ser”.

Neste debate estarão entidades ligadas ao mundo do associativismo como Ricardo Silva presidente a Junta de Freguesia de S. Victor e último Coordenador Geral da JovemCoop, Manuel Barros delegado regional do IPDJ, Eva Sousa a representar o pelouro do associativismo da CMB, Pedro Soares presidente a Agência Nacional de Juventude e Firmino Marques, Vice-presidente a Câmara Municipal de Braga, e um grande amigo do associativismo bracarense.

O encontro concluir-se-á com a inauguração da exposição alusiva aos 35 anos da JovemCoop, que dará a conhecer todo o trabalho realizado pela associação ao longo dos últimos anos. 

Queremos convida-lo a si e poder contar com a sua presença pois “as coisas não têm sentido, se não dermos sentido às coisas” e este aniversário só tem sentido se todos os nossos amigos estiverem por perto para lhe dar maior significado. As causas do associativismo merecem ser vividas por todos.

Até Sábado, dia 02 de maio no MDDS.

20 de abril de 2015

35º Aniversário JovemCoop

No âmbito do 35º aniversário da JovemCooperante Natureza | Cultura, convidamos todos os nossos associados, antigos associados e amigos, bem como todas as Associações que assim o desejarem, a estarem presentes no próximo dia 2 de Maio, às 15h, no Museu D. Diogo de Sousa, para participarem na Mostra Associativa. bem como num debate que iremos levar a cabo sobre o tema "O Associativismo Como Forma Estruturante do Ser", e também na inauguração de uma exposição fotográfica acerca das diversas atividades da nossa associação.

Desde já agradecemos a Vossa presença!

Contamos com todos vós.

18 de abril de 2015

Passeio e Convívio ao Gerês Romano


A JovemCoop, em conjunto com a Braga+, promove no próximo dia 1 de Maio a segunda edição do passeio convívio, desta vez percorrendo o Gerês romano. O ponto de encontro vai ser às 09h00, junto ao Pópulo. 
A viagem será feita de autocarro, sendo que o regresso deverá acontecer pelas 18h00.
O percurso contará com passagens por locais onde é possível vislumbrar vestígios do período romano, localizados no perímetro do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Prevista está ainda uma caminhada pela famosa "Geira".
Depois da bem-sucedida I edição do passeio-convívio, realizada no ano passado ao legado de André Soares no Minho, as duas associações voltam a juntar-se um ano depois.

Existem 52 lugares no autocarro, divididos irmãmente pelas duas associações, e a inscrição deverá ser efectuada através do email info@jovemcoop.com.

INSCRIÇÕES LIMITADAS!!!
CONTAMOS CONSIGO???

1 de abril de 2015

Uma Semana Típicamente Bracarense

in Correio do Minho | 31.03.2015

Já muito se escreveu sobre o tema que escolhemos para esta crónica, no entanto, sendo a JovemCoop uma associação que visa a valorização do património e da cultura, não podíamos deixar de escrever sobre a tão icónica Semana Santa bracarense.
Pouco se sabe sobre as origens da Semana Santa, contudo, as comemorações realizadas à imagem dos dias de hoje remontam, pelo menos, ao século XVI. Tal como a grande maioria das tradições, também esta foi sofrendo, ao longo dos tempos, vários desenvolvimentos e variações.

Declarada desde 2011 de Interesse para o Turismo, hoje, quem vem à Semana Santa de Braga, pode encontrar uma das mais perfeitas conjugações entre tradição, cultura, património e religião. Durante a época Quaresmal, a cidade dos arcebispos reveste-se de roxo e vive a rigor todas as celebrações alusivas ao tempo. Desde exposições nos mais variados locais, como no Museu da Imagem, na Galeria do IPDJ, no Hospital de Braga ou no Braga Parque, passando por conferências, até aos tradicionais concertos e espectáculos, como o de hoje na Sé catedral, ou a animação de rua realizada por farricocos nos dias 1 e 2 de Abril, muitos são os locais que se unem à cidade para viver esta semana ímpar.

No entanto, os momentos de destaque desta semana passam-se nas ruas históricas da cidade. Das cinco procissões existentes, destacam-se três: a Procissão “Vós Sereis o meu povo”, popularmente conhecida como Procissão da Nossa Senhora da burrinha, a Procissão do “Ecce Homo”, e a Procissão do Enterro do Senhor, que acontecem respectivamente na quarta, quinta e sexta-feira à noite.

Nas duas últimas procissões mencionadas é possível encontrar a representação do típico farricoco bracarense. O farricoco, uma figura vestida de preto e com a cara tapada, era uma forma de penitência dos cristãos bracarenses, que caminhavam descalços e incógnitos pelas suas da cidade. Geralmente acompanhados de fogaréus ou de matracas, também conhecidas como ruge-ruge, os farricocos começaram-se a aproveitar do seu anonimato para denunciar aqueles que não cumpriam as penitências.

Ho je, já são raras as penitências nas procissões, no entanto, a figura do farricoco continua presente, tornando-se assim um dos símbolos da cidade e das comemorações da Semana Santa. Prova dada a cerca da importância dos farricocos são a sua tradicional comercialização no posto de Turismo, e também a sua presença na recém-aberta BragaPoint, uma loja de recordações onde abundam as lembranças alusivas à Semana Santa, dando destaque à figura do farricoco e também à venda solidária da imagem da Nossa Senhora da Burrinha.

A Procissão da Nossa Senhora da Burrinha é um fenómeno bem mais recente, sendo um cortejo recuperado dos anos 60 do século passado. Esta Procissão ganha destaque pela presença da “burrinha” que carrega N.ª Sr.ª e o Menino Jesus na sua fuga para o Egipto. A par do simbolismo desta procissão, o fenómeno que sobressai é a vivência comunitária de um conjunto de pessoas que se reúne para que este cortejo, o mais colorido das três procissões, saia para a rua.

É emblemático e sinal de comunidade observar a azáfama vivida, por estes dias, na paróquia e na freguesia de S. Victor, para que esta procissão seja, de fato, um acontecimento para a cidade, que arrasta multidões à nossa cidade. Louvável estratégia de captação de turistas é o projeto “S. Victor de Portas Abertas” que, com auxílio de estagiários da Escola Porfissional Profitecla, permite ter três igrejas abertas ao público, com o atrativo de cada turista/visitante poder recolher “A Vitória” (símbolo de quem visita os 3 monumentos).

Na opinião da JovemCoop a Semana Santa de Braga é uma semana sem igual, é uma prova dada de que os bracarenses, quando convidados e estimulados, participam ativamente na vida da cidade. É certo que ainda muito se pode fazer por estas celebrações, que irão espalhar o nome da cidade pelo mundo, mas é igualmente certo que aos poucos, todos vamos caminhando nessa direção. O aumento de atividades e o maior envolvimento da população é notório de ano para ano. Por esse motivo todos estamos de parabéns, pois todos fazemos de Braga a cidade ativa que ela se orgulha de ser.

24 de março de 2015

Visita guiada à Cidadela Medieval


As associações JovemCoop e Braga + organizam, no próximo sábado, dia 28 de Março,  mais um percurso pelo património bracarense, desta feita pelos vestígios da Cidadela Medieval.
Esta iniciativa, que visa assinalar o Dia dos Centros Históricos, tem início marcado para as 10h00, na Praça da República, junto à Arcada.
O objetivo desta visita guiada é percorrer todas as oito portas e torreões que constituíam o perímetro medieval bracarense, que contava com sensivelmente 1.300 metros de comprimento. O castelo de Braga e os panos de muralha ainda subsistentes serão também abordados durante esta visita.
O percurso vai contar ainda com paragens na Torre de Menagem, Torre da Porta Nova e antigo Paço dos Arcebispos. Nestes locais os participantes poderão ainda vislumbrar exposições integradas no programa da Semana Santa de Braga. 
Integrado no programa desta manhã cultural está também a visita ao pelourinho de Braga, o monumento nacional mais desconhecido dos bracarenses.
As inscrições, e demais informações, estão disponíveis nos sites da JovemCoop e da Braga +, ou nas respetivas páginas do facebook.