5 de janeiro de 2016

Crónica "Da CEJ’12 para a CIAJ’16"



Da CEJ’12 para a CIAJ’16

Esperamos que o estimado leitor tenha tido umas boas festas e que tenha entrado em 2016 cheio de energias positivas e vontade de fazer cada vez mais por Braga. Até porque 2016 será um ano marcante na história da cidade que será designada como Capital Ibero-Americana da Juventude (CIAJ).
Criado pela Organização Ibero Americana da Juventude, o título de CIAJ, visa promover a cooperação entre os países Ibero-Americanos no que a políticas de juventude diz respeito.
Na nossa opinião, mais do que um título, ser Capital Ibero-Americana da Juventude é o reconhecimento das políticas da juventude realizadas em Braga. É reconhecer o associativismo vivo e ativo da cidade, ao mesmo tempo que se projecta mais um pouco de Braga para o Mundo. Esperamos, por isso, que 2016 seja um ano onde os incentivos relacionados com os jovens e a cidadania se multipliquem e que imperem na cidade, a par do diálogo intercultural que deverá surgir neste novo ano. Por esse motivo acreditamos que mais do que um ano de atividades na cidade, este seja um ano de iniciativas para os cidadãos, em que todos possam ser envolvidos. Pelo menos, esse deverá ser o mote deste desafio lançado a Braga, que já deu o seu pontapé de saída nesse sentido, uma vez que ainda em 2015 todos os jovens foram desafios a criarem o logotipo e a mascote do evento. O logotipo escolhido é um “i” de iuvenes, que significa jovem em latim. O Iuve, nome da mascote, é metade azul, que é a cor da cidade, tem um pouco de vermelho e verde, cor da bandeira portuguesa e é, ainda, completado com as cores das restantes bandeiras dos países ibero-americanos. Agora, quando encontrar o Iuve nos media já saberá o que representa, no fundo, a união de todos os países.
Para nós é impossível falar do Iuve sem recordar o Bracari, a nossa mascote da Capital Europeia de Juventude 2012. Quatro anos depois, Braga volta a ter um ano que se espera ser uma espécie de “réplica” do anterior, Braga volta a ser uma Capital da Juventude.
Apesar da CIAJ não ter as mesmas verbas da CEJ2012, existirão, certamente, lições a tirar que poderão unir os dois eventos e ser mais valia para que este ano seja tão memorável como o de 2012.
Acreditamos é que nem o Município, nem o Conselho Municipal de Juventude, nem as associações juvenis fizeram o real balanço da BragaCEJ2012, isto porque os legados esboroaram-se, as atividades perderam-se e dissipou-se aquele ambiente fervilhante das realizações das associações. Falta perceber ser a BragaCEJ2012 construiu máxima crítica no associativismo de Braga e quantas das associações estão preparadas para enfrentar este novo desafio.
Sem dúvida, a envolvência das associações foi uma conquista para a CEJ, preparada por Bracarenses, não só para Braga como também para o mundo. Em 2012, todas as associações, das mais diversas áreas, envolveram-se e dispuseram-se a dar o seu contributo no plano de atividades. A CEJ foi uma abertura de portas da cidade, foi assim que Braga se mostrou e que foi continuando de portas abertas para o mundo. Outro dos bons resultados obtidos em 2012 foi a produção formativa e artística contínua da cidade que envolveu todos aqueles que por cá moram. Quem visitou Braga viveu, certamente dias de festividades, mas também de atividades de conhecimento e formação, para as quais a JovemCoop contribuiu com o Curso da História da Cidade de Braga, Arqueólogo por um Dia, Os Trilhos Históricos, entre outras.
Deste modo, esperamos que 2016 seja um ano promissor para Braga Capital Ibero-Americana da Juventude, dando o envolvimento e o desenvolvimento necessário ao associativismo Bracarense. Esta é a hora de mostrar ao mundo o que nos torna tão singulares, mas ao mesmo tempo tão semelhante neste maravilhoso “mundo” Ibero-Americano, pleno em Histórias, Tradições e Culturas.


8 de dezembro de 2015

Crónica "Solidariedade...todos os dias do ano!"

"Correio do Minho" de 08/12/2015


Solidariedade…todos os dias do ano!

No passado dia 5 de Dezembro, a JovemCoop reuniu-se com outras entidades para, finalmente, ver o Projeto Rios atingir a sua forma plena. Para quem ainda não ouviu falar, o projeto Rios nasceu em Espanha e baseia-se na adoção de um troço, de aproximadamente 500 metros, de um rio. Esta adoção, na prática, significa que cada entidade deverá estar sempre atenta ao que se passa no troço do Rio, fazendo duas visitas obrigatórias durante o ano para analisar e comparar o estado não só da água, verificando o seu ph e dos seus componentes, mas também as suas margens, registando as espécies arbóreas que nelas existem e a sua limpeza. 

Contudo, para que toda esta análise seja realizada com o devido rigor, existe um kit de apoio ao projeto que todas as entidades devem adquirir, pois só assim conseguirão realizar as suas visitas com sucesso. Até à data, todas as visitas que a JovemCoop realizou no seu troço do rio foram com a condicionante de termos um kit emprestado. No entanto, desde do dia 5 de Dezembro essa condicionante, que nunca foi para nós um entrave, deixou de existir, pois recebemos, pelas mãos das entidades superioras do projeto o nosso próprio kit. Para nós, foi como uma verdadeira prendinha de natal deixada no sapatinho. O kit, que só foi possível receber devido ao apoio que a Junta de Freguesia de S. Victor nos deu, é, para nós, um instrumento que nos ajudará a melhorar um pouco a nossa cidade, mais propriamente os 500 metros de Rio por nós adotados.

De ano para ano, o Projeto Rios vai ganhando força e forma, e acreditamos que, tal como aconteceu com outras missões, dentro de uns anos não só o Rio Este, como os restantes rios do país terão a merecida atenção e proteção por parte de todos os voluntários deste projeto.

O Banco Alimentar, por exemplo, é um excelente modelo de como um projeto pode crescer e atingir proporções nunca antes imaginadas. Com dois peditórios anuais, este é um dos projeto que mais pessoas consegue mover por todo o país, desde os voluntários que vão entregar os sacos aos supermercados, passando por quem recolhe os bens alimentares oferecidos, por quem os arruma organizadamente e nunca esquecendo quem dá, em cada peditório mais ao Banco Alimentar, principalmente na campanha de Dezembro, em que a época natalícia adoça e amolece o coração de todos, fazendo-os pensar nos mais necessitados.

Na verdade, é no Natal que surgem as mais variadas missões de solidariedade, quer a nível nacional, quer a nível local para a todos poder ajudar. Há imensas recolhas de bens alimentares, com as mais variadas tarefas, há recolha de brinquedos, de bens de higiene, há campanhas para adultos e crianças.
Salvaguardando que todas essas missões são meritórias e fundamentais, acreditamos que o Natal devia ser todos os dias! Não é só em Dezembro que há necessidades essenciais, é durante todo o ano e a nossa ajuda não termina quando deixamos um bem alimentar no saco. Claro que faz toda a diferença na vida de alguém que terá uma ceia de natal mais composta, mas com o natal a aproximar-se e com um novo ano quase a começar, deixamos o desafio de que em 2016 dispense algum do seu tempo e que se junte a uma causa. Hoje em dia, podemos ajudar nas mais diversas áreas, só é necessário ter vontade de ajudar.

Caso ainda não tenha tido oportunidade de contribuir para uma causa, lembramos que, tal como já vem sendo habitual, o Grupo Coral de Guadalupe leva a bom porto as missões “Põe Azeite” e “Sobre a Manjedoura”, visando recolher garrafas de azeite e bens infantis que podem ser entregues, todos os domingos, a partir das 11h, na Capela de Guadalupe. Todos os bens angariados servirão para reforçar os ideais de Natal da Comissão Social da Freguesia de S. Victor. Esta Comissão tem tido um papel preponderante na vida dos cidadãos, com o exemplo de no passado dia 07 ter entregado material ortopédico a todas as Escolas da Freguesia de S. Victor.

Não deixe de ajudar, porque a melhor prenda não se recebe…dá-se!


A todos os nossos amigos e leitores do Correio do Minho, fazemos votos de um Santo e Feliz Natal.

10 de novembro de 2015

Edifícios bracarenses – que futuro?



Edifícios bracarenses – que futuro?


Caro Leitor,
Quem anda por Braga de cabeça erguida e com uma mente aberta para a imaginação e criatividade cruza-se com inúmeros edifícios aos quais daria um outro destino, uma outra função. Referimo-nos não só a edifícios devolutos mas também aos edifícios que estão em “funcionamento” e que ninguém compreende ao certo o que são ou fazem. Falamos especificamente no antigo edifício Francisco Sanches e no famoso edifício GNRation. Aparentemente são locais com pouco em comum, no entanto, apesar de distintos, ambos têm o seu destino por decifrar.
O antigo Quartel da GNR surgiu para ser um local de criação artística e para dar espaço ao desenvolvimento de atividades criativas. Contudo, quem observa de perto a vida deste edifício compreende, desde logo, a elevada variedade de utilidades que lhe é atribuída. Desde a agenda cultural que é divulgada ao público, que diverge entre concertos e exposições, existe ainda a Loja Europa Jovem, e os diversos apoios que o local dá, por exemplo ao Conselho Municipal da Juventude, que realiza lá todas as suas reuniões, albergando, ainda, os gabinetes dos vereadores da oposição, o gabinete do provedor do munícipe e o centro de recrutamento do exército. Acreditamos que dar um melhor aproveitamento ao edifício é realmente bom, mas que se deve seguir uma linha objectiva com as finalidades do imóvel, em vez de este servir para o que for preciso. Muitas são as pessoas que se devem questionar sobre a real utilidade do GNRation, o que realmente o define. No coração da cidade este é um dos melhores exemplos de restauro de um edifício. No entanto, após as suas portas abrirem perdeu a sua definição original, deixando de ser a prometida casa da juventude, para ser tudo e mais o que lá couber.
Diferente do GNRation é o antigo edifício da Escola Francisco Sanches. Ainda por restaurar o destino deste local já foi alvo de inúmeras discussões. Sabemos do interesse da Junta de Freguesia de S. Victor mudar para lá as suas instalações, mas nada mais se sabe acerca da recuperação e do futuro deste edifício. Para que não se repita o “erro” de criar um segundo GNRation na cidade, parece-nos prudente e necessário que se definam as linhas gerais que irão guiar este edifício. Só assim todos ficaremos esclarecidos sobre o funcionamento dos locais. Antes de se fazerem obras, é preciso definir o programa de conteúdos do edifício, sob pena de voltar tudo a caber dentro de um espaço onde se sobrepõem as iniciativas.
O destino de qualquer um destes dois imóveis pode ser variado, mas parece-nos fundamental que sejam traçadas linhas de organização, de modo a evitar que sejam investidos fundos e que depois os espaços fiquem vagos sem qualquer utilidade, servindo assim para diversos fins.
São inúmeros os desígnios que qualquer um destes locais poderia ter. Tal como já sugerimos anteriormente, falta à cidade um centro associativo, um local para todas as associações trabalharem, principalmente aquelas que se encontram em funcionamento e sem uma sede própria, sem um local para reunirem, para trabalharem, sem local para nascerem novas parcerias e novos projetos. Muitas associações reúnem em diversos locais e contam com a ajuda de vários parceiros para planearem e desenvolverem atividades, sem terem um local definido para o fazer. Seria interessante que, ao abrigo de uma vontade comum, surgisse o Centro Associativo ou a Casa das Associações, onde as associações pudessem partilhar recursos e ideias, contribuindo para a animação sócio-cultural da cidade.
Contudo é importante salvaguardamos que, apesar de tudo, é de louvar o restauro do GNRation e a preocupação com o Edifício da Escola Francisco Sanches, pois estes edificados centenários merecem ser requalificados, tornando-se “cartões de visita” da cidade. Neste lote de edifícios a requalificar, importa lembrar a Fábrica Confiança e a Escola D. Luis de Castro. O que sugeria o leitor para estes imóveis?

6 de novembro de 2015

JovemCoop no Passa a Palavra


No início de Novembro, a Junta de Freguesia de  S. Victor lançou o jornal "Passa a Palavra" que visa ser uma nova forma de comunicar com todas as pessoas que queiram acompanhar de perto o que se passa na freguesia. Nesta edição número 0 o "Passa a Palavra" abordou duas das atividades que a JovemCoop se orgulha de desenvolver em parceria com a Junta. O Nosso Património e o Projeto Rios são dois exemplos de que quando há vontade as coisas acontecem. Foram dois grandes desafios que nos orgulhamos de aceitar e aos quais pretendemos dar continuidade. 

Já espreitou este novo jornal?

Caso ainda não o tenha feito pode faze-lo no seguinte endereço  eletrónico:


No final não se esqueça de "Passar a Palavra"







28 de outubro de 2015

Braga Assombrada


No próximo sábado, dia 31, as associações JovemCoop e Braga+ voltam a unir-se para a segunda edição da atividade Braga Assombrada.


Este ano realizar-se-à uma visita noturna ao Museu dos Biscainhos, onde os participantes terão encontro marcado com as suas mais sinistras personagens. Para tal basta comparecer às 21h30 na porta do Museu dos Biscainhos e deixar-se levar pela história de um dos mais belos e ilustres museus bracarenses.

Junte-se a nós e venha conhecer o lado mais sinistro de Braga, surpresas são garantidas.

13 de outubro de 2015

Crónica Juventude - Projetar Braga: do passado para o futuro


Projetar Braga: Do passado para o futuro

Na última sexta-feira realizou-se mais uma Assembleia Municipal em Braga. Apesar dosdiversos assuntos em discussão foram dois os temas que mais se destacaram, e é sobre eles que resolvemos reflectir hoje. 

Começamos por destacar a unanimidade conseguida para ceder o Convento de S. Francisco à Universidade do Minho, com o propósito de albergar ali a Unidade de Arqueologia.

O Convento de São Francisco situa-se na freguesia de Real, junto à igreja de S. Francisco e à Capela de S. Frutuoso, esta última classificada como monumento nacional. Este Convento já foi alvo de várias reconstruções, sendo a última intervenção notoriamente do século XVIII.

A decisão de ceder o Convento à Unidade de Arqueologia da U.M. foi, na nossa opinião, uma boa opção, pois um edifício com tanto valor histórico e que já viu o seu futuro ser adiado por várias vezes, merece não ficar esquecido e ver aprovado um projeto que abra as suas portas ao público. Para este antigo convento o futuro, que passa pela sua requalificação, contém um espaço para a Unidade de Arqueologia com a finalidade de realizar atividade pedagógicas e uma área museológica aberta ao público. Não temos qualquer dúvida das capacidades que Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho possui para cuidar do edifício e levar este projeto a bom porto. No entanto, esperamos que o convento de São Francisco seja, realmente, um bom exemplo de requalificação e que, tal como consta no projeto aprovado por unanimidade, as suas portas se mantenham abertas ao público e com fácil acesso. Foram já várias as situações em que a Unidade de Arqueologia teve ao seu cuidado várias peças da história de Braga para investigar ou documentar e que, no final, por diversos motivos as escondeu, não as deixando visíveis ao público. 

Outro dos principais assuntos em discussão nesta Assembleia Municipal, e que não reuniu a unanimidade como o anterior, foi a doação, por parte da Câmara Municipal de Braga ao Sporting Club de Braga dos terrenos adjacentes ao Estádio Municipal

Tal como o Convento de São Francisco, que já viu o seu futuro passar por uma Pousada daJuventude, também estes terrenos já tiveram como destino a criação do Parque Norte. Contudo ambos foram actualmente alvo de novas decisões. No que a estes terrenos diz respeito, a CMB optou por doa-los ao SCB, o que não sendo a decisão ideal, porque a cidade precisa de espaços de lazer partilhados por todos, é sempre melhor do que ter os terrenos em estado selvagem, sem usufruto nenhum. Por proposta dos eleitos da CDU, ficamos a saber que o circuito de manutenção, que atravessará os terrenos deste parque desportivo, estará livremente fruível por todos os cidadãos. Outra sugestão que está em cima da mesa é a possibilidade de doar o “monstro” de betão que deveria ser a piscina olímpica. Esta parece-nos uma excelente proposta, uma vez que aquela mancha cinzenta está parada no tempo e precisava que alguém tire algum proveito do elevado investimento feito naquelas paredes escuras. As vozes discordantes, que não apresentam soluções realistas, são aquelas que outrora prometeram um Parque Verde nas Sete Fontes, ao mesmo tempo que tinham um PDM que previa a sua destruição para construção de habitações de alta densidade populacional, com prédios de muitos andares.

Não sendo este um projeto ideal, parece-nos, a nós, JovemCoop, uma boa opção para o reaproveitamento do espaço. No entanto, qualquer que seja o destino daqueles terrenos é fundamental, na nossa opinião, realizar escavações arqueológicas antes de qualquer outra intervenção. Confirmou-se, com a construção do estádio, que existiu naquele local um castro e por isso, qualquer marca de história que tenha resistido às intervenções já realizadas naquele local, deve ser preservada e incluída nos projetos. Ao contrário do que Braga tem vindo a fazer, é preciso preservar e mostrar, para que as pessoas possam vivenciar, experimentar e aprender.Só assim faremos da cultura uma nobre arte da educação.

1 de outubro de 2015

Hoje fiz algo pela minha Cidade


Hoje no suplemento Igreja Viva, do jornal Diário do Minho, a JovemCoop mostra um pouco do que a move. A Margarida, a Tânia, o João e o Pedro representam todos os membros que dedicam parte do seu tempo à JovemCoop. O Projeto Rios é só um dos desafios que nos honramos em abraçar. É preciso despertar consciências, e colocar mãos à obra. Garantimos que o sentimento de missão cumprida vale cada minuto do "trabalho", que se transforma rapidamente em momentos de amizade inesquecíveis. 
Um agradecimento ao Diário do Minho, ao seu suplemento Igreja Viva e em especial às Filipa's que nos acolheram da melhor maneira, ajudaram-nos a esconder os nervos e conseguiram transmitir a essência da JovemCoop nesta reportagem. 



15 de setembro de 2015

Crónica JovemCoop - OP2016 – REFLETIR PARA MELHORAR!


OP2016 – Refletir para Melhorar!

À semelhança do ano passado, também este ano ocorre o Orçamento Participativo 2016, dando a todos aqueles que vivem, trabalham ou estudam em Braga a oportunidade de continuar a escolher o destino de parte do Orçamento do Município. Este é, na nossa opinião, um ato de louvor e uma verdadeira prova da democracia em que vivemos, pois todos devemos ter o direito de escolha, no que se refere a fundos públicos. No entanto, acreditamos que todo o processo que sustenta o Orçamento Participativo (OP) deve ser alvo de reflexão e adaptação.
O primeiro passo para quem pretende concorrer ou apenas perceber um pouco melhor em que consiste o OP é frequentar as sessões de esclarecimento que ocorrem por todo o município. Este parece-nos um excelente método de explicação do projeto aos cidadãos, contudo a JovemCoop participou em duas sessões de esclarecimento e ambas foram pouco elucidativas. No geral, foram discutidas algumas questões acerca do OP, mas raros foram os momentos em que as dúvidas foram tiradas com a devida objetividade e clareza. Estas sessões são de extrema importância para quem pretende submeter um projeto, por isso têm de ser mais concretas e objectivas.
A etapa seguinte é a elaboração do projeto que se pretende levar a concurso. Se consultarmos o regulamento do OP, qualquer “cidadão com idade igual ou superior a 16 anos que resida, trabalhe ou estude em Braga e que, devidamente identificado, se inscreva no portal do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Braga” pode submeter um projeto. Apesar de qualquer cidadão ter a possibilidade de elaborar o projeto, será que qualquer um terá competências para o fazer? Esta questão levanta-se pela dificuldade, por exemplo, de orçamentar o projeto e perceber se o mesmo se encaixa dentro dos 85 mil euros permitidos. Ou até mesmo questões técnicas, como o tempo de duração, podem-se revelar uma grande dificuldade para todos aqueles que gostariam de submeter um projeto. Por esse motivo, e para evitar que os projectos não avancem devido a dificuldades de elaboração, deveria existir uma equipa disponível a ajudar a orçamentar e a elaborar os projetos.
Ainda relativamente aos projetos, existe uma questão que nunca foi devidamente clarificada, nem quando exposta nas sessões de esclarecimentos. Qualquer projeto pode ser validado para votação deste que respeite algumas exigências, nomeadamente tem de ser realizado em espaço público, o que faz todo o sentido, uma vez que falamos de parte do Orçamento Municipal. No entanto, se o projeto submetido for um dos finalistas e visar a aquisição de bens, o que acontece com os mesmos? Materiais adquiridos com fundos públicos ficam para os particulares que elaboraram os projetos? Ou são recolhidos pela CMB com a intenção de reutilização dos mesmos em projetos futuros? E os locais de propriedade privada, como aceitar a sua inserção no OP2016?
Terminada a fase de candidaturas, é realizada uma análise técnica pelos serviços municipais. Só os projetos que respeitem todas as normas e se encontrem bem fundamentados serão sujeitos a votação. Os 66 projetos em concurso têm tanto de positivo como de negativo. É certo que estes números são motivadores e mostram que há realmente uma grande preocupação, por parte de todos, em melhorar a cidade, no entanto para quem quer votar com consciência é demasiado extenso analisar 66 projetos. Sugerimos, assim, que numa próxima edição a CMB seleccione de todas as propostas, apenas as que considere mais urgentes e essas sim sejam submetidas a votação. Nunca ultrapassando os 15 projetos, pois dessa forma qualquer votante pode analisar todas as propostas e votar com a devida consciência. Outro aspeto que deveria ser revisto é o sistema de votação, pois há gente que não tem e-mail e que se inibem de participar. Outras pessoas deram os seus dados a entidades que os usaram, criando emails, para votar no ano passado e este ano, uma vez que os dados já estão registados, há pessoas que não conseguem aceder às votações porque o seu e-mail foi registado por terceiros. E se essas entidades que criaram os e-mails decidirem, este ano, votar por essas pessoas que em 2014 confiaram os dados? Há que clarificar e simplificar o voto.

Apesar de todas as adversidades, e porque este texto é meramente uma reflexão, pedimos que VOTE, pois é importante que todos decidam onde se vai aplicar o OP 2016. 

17 de agosto de 2015

JovemCoop celebra 36 anos com projeto inovadores em prol do Património


Hoje, os 36 anos da JovemCoop foram noticia no Diário do Minho. Esperamos celebrar muitos mais anos, com muitas mais notícias, pois enquanto assim for, é sinal que o nosso dever está a ser cumprido, e que estamos no bom caminho para fazer de Braga uma cidade ainda melhor.
Venham novos projetos e novos desafios, porque a cooperar é que a gente se entende.

16 de agosto de 2015

Parabéns JovemCoop...pelos 36 que aí vêm!



Hoje é daqueles dias que me enchem de orgulho, como que se celebrasse o meu dia de aniversário, revendo as opções tomadas durante um ano.

Hoje, a JovemCoop completa 36 anos...anos de crescimento, maturação, transformação, crise, adaptação, rejuvenescimento...ou seja, anos de muitas fases, algumas com sabor a aprendizagem, outras com sabor a vitória.

É certo que a JovemCoop, nos primeiros anos, tornou-se pioneira em realizar intercâmbios, levando o nome de Portugal para fora e acarinhando as delegações de países distantes que se deslocavam a Braga.

Nos últimos anos, a JovemCoop passou a ser mais conhecida em Braga pela aposta, acertada, na defesa do nosso património, seja construído, seja ambiental.

Hoje, e passados dois anos de passagem de testemunho, a JovemCoop olhou para si, refletiu e encontra o seu caminho, com novos membros e com novos sorrisos. Por inerência de um outro compromisso assumido, não tenho acompanhado as atividades da JovemCoop com a frequência que desejava, mas estou sempre nos bastidores a dar a linha de ponto, para alguma frase esquecida. Estou onde sempre gostei de estar...no apoio a quem tem a vontade de prosseguir caminho com a JovemCoop.

Quando se pensaria que ao falar de 36 anos, deixaria aqui uma foto antiga, quero dizer que sei que a JovemCoop está diferente, tem um novo pulsar, um novo ritmo, uma nova linha de atuação.
Por isso mesmo, num acto de justiça, publico uma foto que muito me diz...a foto recente da JovemCoop na monitorização do rio Este. 

Porque há 9 anos atrás estivemos neste mesmo rio a limpá-lo, dando um sinal de que sendo jovens, tínhamos uma missão de responsabilidade. Depois de passarmos pelo Rio Este, sentiamo-nos musculada o suficiente para debater Planos Diretores, Acções de Defesa, RECAP e outros instrumentos de gestão e ordenamento. A experiência que acumulamos nas Sete Fontes deu-nos conhecimento para estar em público, com o público, a defender o que é nosso. E volvidos todos estes anos, a JovemCoop continua a sua missão de responsabilidade, hoje acrescida por captar nova massa crítica e humana que reforce a estrutura da associação.

Durante o mês de Julho tive a oportunidade de ver uma JovemCoop dinâmica, jovem, enérgica, capaz, entusiasmada e entusiástica, mesmo daquela maneira que eu sempre desejei. 
Os dados estão lançados para uma nova geração de actores que queiram uma JovemCoop, não somente como associação, mas sobretudo como uma maneira de crescer em sociedade. 

À "minha" JovemCoop, que me enche, preenche e contorna o coração, os meus votos de Feliz Aniversário, desejando celebrar muitos mais anos daqui em diante. 
Cooperantes, Nunca desvalorizem o papel que temos na cidade, porque uma associação crítica e consciente, ajuda a que a cidade se molde a quem dela necessita...os cidadãos. Não baixem os braços, vamos continuar a lutar pelos nossos ideais.

Sempre carinhosamente, de mim para ti, JovemCoop, um eterno voto de admiração ( por tudo o quanto fizeste por mim)!

Rico

36º aniversário da JovemCoop



Hoje a JovemCoop comemora o seu 36º aniversário! Hoje o dia é de festa, hoje o dia é para cooperar,mas não são todos?
Durante os seus 36 anos de existência a palavra de ordem da JovemCoop é cooperar. É certo que por vezes nem sempre é fácil, pois numa sociedade cada vez mais individualista e até mesmo egocêntrica, a vida associativa não é facilitada. Mas não é isso que a torna cada vez mais especial? 
Para nós, são as dificuldades que nos tornam mais fortes, e que nos fazem valorizar, ainda mais, os momentos de sucesso. Prova disso foi a XI edição da atividade "O Nosso Património" que excedeu este ano todas as expetativas. Se por um lado os participantes mais frequentes já chegam com as suas opiniões, com as suas próprias visões críticas criadas ao longo do ano, reflexo das participações dos anos anteriores, por outro, os novos participantes mostram-se abertos e sensíveis às novas temáticas abordadas pela JovemCoop. É, portanto, prioritário para nós apoiar e motivar o dinamismo desses jovens, para que eles nunca percam a sua vontade por fazer mais e melhor. 
Outro dos princípios desenvolvidos ao longo destes 36 anos é a inovação. Sem nunca esquecer as causas mais nobres, como a salva guarda do Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes, ou o destino das Convertidas, reconhecemos que ainda há muito por fazer em Braga e que existem ainda muitos espaços a serem preservados. O Projeto Rios, no qual a JovemCoop participa, com o apoio da Junta de Freguesia de S. Victor, é a prova de que estamos sempre com as portas abertas para novos projetos, de que nos identificamos com todos os projetos que trabalham em prol de uma cidade melhor. A nossa participação no Projeto Rios, é a prova de que com cooperação e com vontade tudo se torna mais fácil, e que podemos realmente mudar as coisas. 
Hoje, dia em que completamos os nossos 36 anos, olhamos para trás e vemos anos de sucesso, de trabalho, de cooperação, mas acima de tudo de AMIZADE. Hoje todos os cooperantes estão de parabéns, e temos a certeza que todos os que por cá passaram, levam a JovemCoop num cantinho especial do coração, com o sentimento de missão cumprida. 

Parabéns em especial à atual equipa JovemCoop, que se esforça ao máximo por manter a associação dinâmica, sem nunca esquecer os valores que lhes foram transmitidos.

Hoje, todos estamos de PARABÉNS, e que venham mais 36 cheios de atividades e cooperação.

7 de agosto de 2015

Projeto Rios

in Diário do Minho | 07/08/2015

No âmbito do "Projeto Rios", a equipa da JovemCoop esteve ontem mais uma vez a fazer a monitorização dos vários parâmetros da água do Rio Este.
Desta vez com a presença do vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, e também pelo presidente da Junta de Freguesia de São Victor, Ricardo Silva, que assistiram à atuação da nossa associação.

Fica a notícia.

3 de agosto de 2015

JovemCoop conquista novos defensores do património

Ontem, o Diário do Minho dedicou uma página ao "Nosso Património", uma atividade que é considerada o ex libris da JovemCoop e já vai na XI edição. Deixamos o nosso MUITO Obrigado ao Diário do Minho, por nos ajudar na divulgação do nosso trabalho e também à Junta de Freguesia de S. Victor que nos apoia desde a I edição.

25 de julho de 2015

O Nosso Acampamento





No fim do Nosso Património, como não podia deixar de ser,  houve o acampamento! Quarta de manhã partimos para o Convento de Montariol, mas antes passamos pelas Convertidas para ouvir a sua história. Quando chegamos ao Montariol, construímos as tendas e preparámos o espaço, depois jogamos as cartas e vimos o video feito pelos monitores. No segundo dia houve mais atividades, fizemos a bandeira do grupo e decorámos camisolas para os monitores, fizemos uma espécie de caça ao tesouro, fizemos uma corrida com água e farinha incluídas, fizemos zumba, jogamos futebol sem bola e jogamos ao lencinho. No dia final acordamos cedo por causa da chuva, arrumamos as tendas e regressámos à junta de freguesia de São Victor onde estivemos em convívio e almoçámos todos juntos. A décima primeira edição do Nosso Património foi ótima!

Vicente



Olá a todos,
Hoje (22/07/2015) fomos acampar até ao Convento de Montariol. Eramos cerca de 40 pessoas. O acampamento durou dois dias.
Nós fizemos varias atividades em grupo como por exemplo: montamos tendas, fizemos cartazes para o grupo, jogos. Quem ficou em primeiro foi o Pi, em segundo os Mini Coopers, em terceiro os Illuminati,em quarto ficaram os 5 Naturais, em quinto o Quarteto Fantástico +2 e por fim ficaram os MACAM.
Eu adorei ir acampar, pois gostei de estar em convívio com os meus colegas, e dos jogos.
Luis Barbosa