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27 de outubro de 2014
Percurso pela Braga Assombrada
O dia 31 de outubro, o chamado Dia das Bruxas, é uma data frequentes vezes associada a superstições e vivências paranormais. Em Braga não faltam histórias que abonam a existência de fenómenos sem explicação, boatos de estranhos ruídos associados a habitações de grandes dimensões e incomensurável valia de âmbito patrimonial.
De forma a explorar os casos paradigmáticos do património bracarense desaparecido e, tomando como mote os rumores de assombração, as associações JovemCoop e Braga + vão organizar, na próxima sexta-feira, 31 de outubro, um percurso noturno que contempla a visita a estes locais. O ponto de encontro é às 21h30, junto ao Theatro Circo.
Não vamos, naturalmente, abordar apenas essas histórias que assombraram o imaginário bracarense e que acabaram por condicionar a posterior ocupação de alguns edifícios emblemáticos, mas procuraremos recordar o trágico destino que alguns desses lugares “assombrados” acabaram por ter.
A última década e meia acabou por revelar-se nefasta para o património bracarense, particularmente para os exemplares patrimoniais que marcaram a última metade do século XIX e primeiro quartel do século XX. A denominada arquitetura romântica bracarense, muito recorrente nesta fase, deixou muitos fantasmas para a posteridade e certamente alguns amargos de consciência naqueles que patrocinaram a sua destruição.
O percurso terá a duração de cerca de 90 minutos e conta com algumas surpresas para os participantes.
Apareçam!!
10 de dezembro de 2013
Artigo de opinião - GNRation?
in Correio do Minho - 10/12/2013
GNRation?
Muito se tem ouvido falar do antigo quartel da GNR, agora transformado
no GNRation. Sem dúvida que esta foi uma obra de grande valor, pois
contribuiu para manter ativa uma peça do grande puzzle que conta a
história da cidade.
No entanto, qual é a finalidade deste edifício? Para quem foi construído o GNRation?Realizada uma pequena pesquisa concluímos que o GNration é “um espaço de criação, consumo e experimentação de atividades criativas, ao serviço da cidade e da comunidade, com vista à atração de talento”. É certo que esta é apenas uma pequena definição sobre todas as áreas que dividem o edifício, mas é o suficiente para nos questionarmos sobre a real utilidade do edifício.
Na nossa opinião, o GNRation está muito longe do povo bracarense. É preciso aproximar as pessoas, e mostrar que este edifício está “ao serviço da cidade e da comunidade”. Mostrar que todos podem usufruir deste espaço. Ou será que não podem?
Afinal, para quem se destina o GNRation?
Fazendo uma breve passagem pela agenda de atividades do antigo quartel, percebemos que abundam os concertos, os workshops, as oficinas criativas, entre outros. Estas atividades, para além de serem atividades com um público muito específico, são na sua maioria pagas. Podemos então concluir que o GNRation não se encontra propriamente direcionado para os bracarenses, mas antes para uma reduzida parte de bracarenses. Contudo não precisamos todos de ter acesso à cultura?
O que falta em Braga é um espaço de cultura próximo dos bracarenses, e o GNRation poderia muito bem ser esse espaço. Numa das últimas tertúlias da Feira do Livro, em que a JovemCoop participou, um dos pontos abordados foi a falta de público nos eventos culturais da cidade. Esta falta de público deve-se à falta de cultura que se fez sentir em Braga nos últimos vinte anos, após o encerramento da Casa da Cultura.
Agora, e pensando no futuro cultural da cidade, é preciso um espaço onde haja cultura para todos, onde se possa ensinar as pessoas a gostar de cultura. É necessário um espaço de Braga e para Braga, onde todos se sintam parte. Parece-nos urgente que haja um espaço onde a cultura deixa de ser algo caro, inacessível, e passa a ser uma realidade, um hábito comum à vida de todos os bracarenses. Se há quem reclame um Theatro Circo de portas abertas, porque não fazer do GNRation um provador prévio de agentes e dinâmicas culturais?
A cidade está repleta de agentes culturais que se querem “mostrar” e que estão disponíveis a ajudar, que trabalham de forma voluntária e que se preocupam em sensibilizar todas as pessoas para a cultura.
O GNRation poderia ser então uma nova Casa da Cultura. Um local onde a cultura está em primeiro lugar, acessível a todos. Seria um espaço preocupado em fazer chegar cultura a todas as pessoas.
O antigo quartel poderia ainda ser considerado a Casa Municipal da Juventude. Uma casa onde se estabelecesse o diálogo intergeracional, onde os jovens teriam apoio para os seus projectos, para os seus trabalhos, podendo as associações encontrar aqui a sua sede.
Qualquer uma das duas soluções que apresentamos faria do GNRation um espaço com uma finalidade concreta e com uma maior interação com o público. Parece-nos urgente que se (re)pense na finalidade do edifício, para que este se revele útil para a cidade.
E porque definir a utilização do espaço seria uma espécie de prenda de Natal para a cidade de Braga, deixo em meu nome, e em nome da JovemCoop votos de um Santo e Feliz Natal.
http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=5533
7 de janeiro de 2013
Singular Comum - a apresentação
"Diário do Minho" 13/01/2013
No passado Sábado, foi exibido na Sala Principal do Theatro Circo o documentário "Singular Comum", realizado por Henrique Rocha.
Revisitando profissões em vias de extinção, este documentário valoriza os homens que actuam de forma (agora) singular, numa sociedade completamente transformada.
O merceeiro, o funcionamento do ascensor do Bom Jesus e o fotógrafo "à la minute" deste espaço, bem como o amolador, o barbeiro, o artesão dos cordofones e o engraxador, foram algumas das "personagens" características, representativas de uma antiga Braga, que foram estrelas neste documentário.
Entre momentos de silêncio, ouvindo as mensagens, quebrados por momentos de gargalhadas, este Singular Comum, mostra-nos como os mais simples são hoje tão especiais e característicos de Braga, podendo ser considerados "património" ou cartões de visita da nossa cidade.
Abre-se aqui um nicho de atractividade para Braga...por um lado, o impulso de um jovem realizador em fazer um excelente documentário; por outro, criar um espaço dedicado à Braga do antigamente, capaz de ser factor de atracção e exclusividade da nossa cidade, que faça a delícia dos visitantes de Braga!
Parabéns Henrique Rocha por esta atenta chamada de atenção e por perpetuares a memória de grandes homens, que lutam contra um tempo de tecnologias e standardização no atendimento, relegando o acolhimento personalizado ou o amor à profissão!
5 de janeiro de 2013
Singular Comum: Documentário sobre bracarenses singulares
"Uma pessoa não é mais que uma pessoa mas uma pessoa esconde características singulares e irrepetíveis. Cada pessoa tem o sem modo de ser, cada pessoa é importante no seu lugar em sociedade."
A mostra de documentários "Singular Comum", retrata pessoas comuns que na sua singularidade marcam uma cidade, a de Braga e acompanhá-las nos momentos mais marcantes das suas vidas. Conhecemos aqueles que vemos na rua todos os dias... mas este documentário dá a conhecer um outro lado desconhecido para quase todas as pessoas. Chegamos mais perto daqueles que nos habituamos e vemos todos os dias... reconhecemos neles algo de nós, das nossas memórias, reconhecemos algo de singular que é comum a todos.
Este é um projecto da Old Timer Visuals, que visa promover as várias personagens com características singulares e com profissões em vias de extinção. Realizado por Henrique Rocha, natural de Braga, este documentário revisita o Funicular do Bom Jesus, Domingos Machado do Museu dos Cordofones, Luis Ramos dos retratos do Bom Jesus, bem como a antiga Barbearia Matos, entretanto desaparecida.
"Singular Comum" passou pelo Theatro Circo em Outubro de 2012 esgotando a lotação do pequeno auditório. Regressa agora para todos os que o queiram ver ou rever.
Exibição na Sala Principal do Theatro Circo, hoje, dia 05 de Janeiro (Sábado), às 21h30.
Preço dos Bilhetes: €3,5
15 de novembro de 2010
Para memória futura...depoimentos que nos fazem pensar!
Entrevista publicada no "Correio do Minho" de 13/11/2010
Recomendamos a leitura desta entrevista, concedida ao Jornal Correio do Minho e Rádio Antena Minho, pois, seguramente, permite que os leitores reflictam nas políticas culturais de Braga, como é gasto o nosso dinheiro e como é visto o duelo "Guimarães - CEC2012" e "Braga - CEJ2012".
Deixamos à consideração dos leitores a entrevista e disponibilizamos a Caixa de Comentários para nos fazerem chegar as vossas opiniões!
30 de setembro de 2010
Fado - Braga necessita de uma urgente revolução cultural
retirado do "Diário do Minho" de 29/09/2010
retirado do "Correio do Minho" de 29/09/2010
O fado, seja qual for a sua expressão, é um dos elementos a candidatar a Património Imaterial da Humanidade.
O evento, a que estas notícias se reportam, já deu provas de colmatar uma necessidade cultural em Braga e de encher o Theatro Circo, coisa que vai sendo rara nestes dias.
Se um grupo de pessoas que gostam de cantar fado tomaram a iniciativa de realizar um evento digno como este e que eleva a qualidade cultural em Braga, não pode haver maneira de ajudar a realizar este evento?
Poderá o Município criar condições para acolher este espectáculo na melhor casa cultural de Braga? Com certeza que sim, basta haver boa vontade.
Mas é por esta inércia e apatia que se reclama uma urgente revolução cultural nos agentes com responsabilidades neste sector. Deixar este evento sair de Braga e deixar que outra cidade o adoptasse era simplesmente um atestado de incompetência e de má vontade por parte da nossa edilidade municipal.
10 de setembro de 2010
Nem dá para acreditar
retirado do "Diário do Minho" de 10/09/2010
Lendo a notícia publicada no Diário do Minho, percebemos como a aposta cultural em Braga parece desacreditada pelos seus gestores, sobretudo no que concerne ao Theatro Circo.
Temos consciência de que se torna necessário ter bons recursos humanos para lidar e acolher as pessoas que acorrem àquela sala de espectáculos. Mas perceber que a maior sala de espectáculos de Braga, aquela que devia proporcionar eventos variados e ecléticos para um vasto número de público não tem uma aposta que condiga com a sua magnitude é, no mínimo, decepcionante.
Nada apontamos ao facto dos funcionários auferirem o seu vencimento..."A César o que é de César", mas acreditamos que a aposta programática cultural do Thetaro Circo deveria ser reforçada financeiramente, também para provocar melhores espectáculos.
Esperamos que não se esteja à espera de 2012 e da Capital Europeia da Juventude para tapar o sol com a peneira e brindar os bracarenses com espectáculos somente nesse ano!
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24 de agosto de 2010
Porque a actividade cultural nos interessa...
retirado do "Diário do Minho" de 23/08/2010
O Theatro Circo aposta numa actividade forte e com boas propostas.
Porque são raras estas ocasiões e porque temos de as saber aproveitar, deixamos ao conhecimento dos nossos amigos essa programação. Carregando na imagem, podem ler tudo sobre os próximos espectáculos!
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11 de agosto de 2010
Uma boa notícia...
extraído do "Correio do Minho" de 11/08/2010
Talvez uma máquina do tempo nos fizesse recuar aos dias em que o Theatro Circo passava cinema. Antigamente era uma sala privilegiada, e mais recentemente no tempo, era aqui que muitas escolas se deslocavam para assistirem a cinema animado e às produções da Disney.
Como não existe máquina do tempo, a direcção do Theatro Circo, e bem, parece querer recuperar os momentos de cinema e arte que por ali passaram.
Afinal, do Theatro Circo, desde a sua reabretura, reclama-se mais actividade e mais oferta. esperemos que esta aposta na programação seja séria e promova a arte cinematogáfica.
É já a partir de Outubro que o Cinema regressa à mais bela e importante sala de espectáculos de Braga...a não perder, no Theatro Circo perto de si!!!
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