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30 de janeiro de 2013

Arqueologia para o futuro nas Carvalheiras do passado

"Diário do Minho" 29/01/2013

Foi noticiado no "Diário do Minho" o aparecimento de uma estrutura arqueológica no Largo das Carvalheiras, aquando de umas obras que remexeram o subsolo, da responsabilidade da AGERE.

Quanto foi possível perceber, o achado foi identificado pelo Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga, que cumpriu os serviços mínimos - registou e georreferenciou.

Obviamente que numa intervenção no Largo das Carvalheiras, situado em plena jazida arqueológica romana, não constitui surpresa o aparecimento de uma estrutura arqueológica. A surpresa é o desinteresse em perceber o que era aquilo ou de que fazia parte aquele muro, pois invoca-se o registo para memória futura.

Uma vez mais, sabendo e admitindo que nem tudo pode ser musealizado e fruível pelo público, torna-se postura preguiçosa e nada pro-activa não intervencionar o local, fazendo esquecer, novamente, uma das premissas que deveria ser cartão de visita e selo de qualidade na nossa cidade - o património histórico, sobretudo o romano, o medieval e o barroco.

Claro que depois os visitantes não percebem o que foi ou quais as expressões físicas de Bracara Augusta...não estão visiveis e não são divulgadas (não há sinalização, cartazes, fotografias espalhadas pela rua, painéis informativos, etc.).

Braga não se reinventa, persiste numa metodologia velha, errada e ineficaz.

17 de abril de 2012

DIMS - Conhecer o Património de Braga

"Diário do Minho" 15/04/2012

Decididamente, as boas iniciativas devem ser partilhadas...Para celebrar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Câmara Municipal de Braga, através do Gabinete de Arqueologia vai promover visitas a três locais muito importante de Braga.

A visita abordará a Igreja de S. Marcos (Hospital), Igreja da Misericórdia e Azulejos do Convento do Pópulo. O espólio da Misericórida é fantástico e as grandes expressões de arte estão presentes nas duas Igrejas citadas, pelo que vale bem a pena participar nesta iniciativa.

Registamos, com imenso agrado, que o Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga (GACMB) está mais activo e que se começa a abrir a outros períodos cronológicos, destacando, com esta actividade, o periodo moderno.

Por outro lado, sabendo que o GACMB não depende da Vereação da Cultura, lamentamos a apatia deste pelouro perante a celebração de um dia tão expressivo para o património.


12 de dezembro de 2011

Gabinete de Arqueologia e PJ -seminário sobre azulejos

"Diário do Minho" 10/12/11

O Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga, conjuntamente com o Museu da Polícia Judiciária promoverá, no próximo dia 15 do corrente mês a iniciativa "IV Seminário Anual SOS Azulejo".

Esta iniciativa merece o nosso aplauso porque dá a conhecer as boas práticas no que toca à conservação e restauro do património azulejar, bem como induz em cuidados a ter na prevenção ao seu furto (por exemplo, o registo do padrão de azulejos).

A par do seminário, irá ser atribuído o Prémio SOS Azulejo, destacando acções de restauro.

A JovemCoop, no âmbito da actividade "O Nosso Património" tem vindo a recolher, em desenho e em fotografia, vários padrões de azulejo, em edifícios da freguesia de S. Victor.

Temos mais de duas dezenas de padrões levantados e sabemos que, se um dia uma determinada casa for abaixo ou se furtarem azulejos num determinado imóvel, nós temos registado o padrão.

É exemplo de uma tarefa simples, mas de grande utilidade para repôr situações lesivas.

1 de abril de 2011

Divulgação - "Vamos Azulejar?!"



Gabinete Municipal de Arqueologia promove ateliês de pintura em azulejo

“Vamos Azulejar” pela segunda vez

 


A Câmara Municipal de Braga, através do seu Gabinete de Arqueologia, retoma durante o trimestre de Abril a Junho a iniciativa “Vamos azulejar”, com que pretende sensibilizar para a importância do legado patrimonial de que neste âmbito é fiel depositária.
Iniciando-se amanhã (1 de Abril) e prolongando-se até final de Junho, dirige-se a um público particularmente infanto-juvenil e consubstancia-se em ateliês de pintura sobre azulejo.
Estes ateliês – para grupos, de terça a sexta-feira, das 9h30 às 12h00 e das 14h30 às 17h00 – propõem-se abordar as diferentes técnicas de pintura em azulejo, do giz aos pigmentos cerâmicos, da corda-seca à técnica do claro-escuro.
Neste âmbito, os participantes tomam também contacto, mediante visita guiada, com o conjunto azulejar da escadaria central do Convento do Pópulo, recentemente recuperado.
Apreciam ainda a exposição de trabalhos resultantes da primeira edição do “Vamos azulejar”, que decorreu no verão passado, patente numa das alas reconstruídas do Convento do Pópulo.
Neste âmbito, é ainda disponibilizado um desdobrável com informação sobre o revestimento azulejar do Convento do Pópulo, assim como o acesso a um quiosque multimédia, instalado na escadaria do edifício, onde pode ser visto um filme, que funciona como interface de divulgação e informação sobre o processo de restauro realizado.
Os interessados em frequentar estes ateliês devem proceder, obrigatoriamente, a uma inscrição prévia, que podem fazer pelo telefone 253 203 150 ou pelo correio electrónico
arqueologia@cm-braga.pt .
A construção da igreja e convento do Pópulo iniciou-se em finais do século XVI, por ordem do arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus, com o intuito de albergar o seu jazigo. Ao longo do século XVIII foram introduzidas diversas alterações de carácter barroco, ainda hoje visíveis em múltiplos elementos decorativos do interior da igreja e no revestimento azulejar da escadaria nobre do convento.
Este conjunto de azulejos enquadra-se no período da azulejaria portuguesa denominada como “ciclo dos mestres”, que se destaca pela monocromia azul e pela contratação de pintores de cavalete para a execução dos painéis de azulejo, que pretendiam conferir o efeito de tridimensionalidade ao espaço onde estavam inseridos.
Iconograficamente, apresentam temas religiosos, directamente relacionados com a ordem religiosa que ocupava o convento, a Ordem dos Ermitas de Santo Agostinho.
Em finais do século XVIII, e sob a autoria do engenheiro e arquitecto Carlos Amarante, procedeu-se a obras de reconstrução, conciliando as matrizes barrocas com o neoclássico, recebendo o conjunto edificado a imagem que chegou até nós.
Após 1834, altura em que a ordem que ocupava o convento foi extinta, o imóvel foi transformado em quartel militar, perdurando essa função até à última década do século XX, altura em que foi adquirido pela Câmara Municipal de Braga, que iniciou os trabalhos de restauro e reabilitação necessários à salvaguarda do imóvel e à instalação dos serviços municipais.
Em 2006, com a colaboração do Instituto do Património Arquitectónico e Arqueológico, o Município iniciou estudos que conduziram à intervenção de restauro deste revestimento azulejar da escadaria, trabalhos que tiveram por base o levantamento do estado de conservação e o recurso ao uso de réplicas, colmatando lacunas que impediam a completa leitura e percepção estética do silhar de azulejo.

Câmara Municipal de Braga, 31 de Março de 2011
P’ O Gabinete de Comunicação,
 
(João Paulo Mesquita) 


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Para eventual contacto, utilize 253 203 153 - 966 787 083 - 
comunica@cm-braga.pt www.cm-braga.pt ;http://municipiobraga.blogspot.com 
Se não está interessado em receber informação através deste meio, queira remeter-nos
mensagem para comunica@cm-braga.pt , com o termo remover no campo adstrito ao assunto.
(Directiva 2000/31/CE do Parlamento Europeu; Relatório A5-0270/2001 do Parlamento Europeu).
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