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2 de maio de 2013

Sete Fontes - Mais uma proposta, lamentavelmente, chumbada

"Diário do Minho" 02/05/2013

Os eleitos na Assembleia Municipal pela CDU apresentaram uma recomendação para que a CMB pudesse promover obras de minimização, que impedissem o avanço da deterioração do Complexo.

Sem surpresas, e num sinal claro que os eleitos do Partido Socialista não têm a mesma boa vontade do Sr. Vereador, Arq.to Hugo Pires, a proposta foi chumbada sob o argumento de que corre o Plano de Pormenor (?) e a CMB tem assegurado a preservação do espaço.

O que o líder da bancada do Partido Socialista provavelmente não percebeu é que o que ele referiu não impede a realização de obras de minimização no edificado, além de que é diferente falar do "espaço" de forma generalizada e falar sobre o edificado das Sete Fontes, de forma localizada e particular.

Assumindo que os funcionários da AGERE têm desobrtuído e limpo as canalizações, bem como a área de um corredor/canal de cerca de três dezenas de metros, importa acrescentar que as padieiras continuam a fracturar e os rebocos a cair. As portas são constantemente vandalizadas e, agora, até os muros têm vindo a ser destruídos. Impõem-se obras de preservação do edificado, independentemente das obras que vierem a acontecer no "espaço", até porque, no debate decorrido no dia 18, ficou por responder se o PP contemplava obras de restauro. Sem resposta, há que continuar a perguntar e questionar, tal como fez, e bem, a CDU.

22 de abril de 2013

Salão Egípcio: Urgente Intervenção Preventiva


"Diário do Minho" 21/04/2013
 
JovemCoop e Braga+ visitaram o Salão Egípcio

A partir da iniciativa de Fernando Mendes e de Leonardo Rodrigues, as portas do nº9 da Rua de Souto voltaram a abrir-se, permitindo, a quase centena e meia de pessoas, conhecer e visitar o famoso Salão Egípcio.

O edifício onde se situava o antigo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio contem um dos maiores ex-libris bracarenses, no que toca a pinturas parietais.
As pinturas nas paredes ilustram motivos egípcios com faraós, divindades, escravos, carros e cavalos, bem como hieróglifos que nos transportam para uma outra realidade.

O estado de conservação é crítico e esta sala merecia melhor sorte, já que além da curiosidade que desperta aos bracarenses, seria, com certeza, um ícone de atracção turística.

Ficamos a saber, durante esta visita, que o levantamento das neecssidade ao nível das pinturas já foi efectuado e está orçado em 70.000€, além de que quem adquirir o imóvel terá de recuperar obrigatoriamente esta divisão, na sua traçada original.

Após a visita ficámos com a ideia da urgente necessidade de se estancar as infiltrações de água, que neste momento põe em perigo as figuras egípcias.

Agradecemos a possibilidade que nos foi concedidaem visitar o Salão Egípcio e ficaremos atento a este imóvel.

Falando de tesouros por descobrir, recomendamos a leitura do artigo do Público, datado de 11/06/2012, da autoria de Samuel Silva.


7 de agosto de 2012

As Históricas Colunas da Igreja da Senhora-a-Branca

"Diário do Minho" 06/08/2012

"Diário do Minho" 06/08/2012



"Fotografias da visita O Nosso Património à Igreja da Senhora-a-Branca"

"O Nosso Património" tem presença obrigatória na Igreja da Senhora-a-Branca, durante o mês de Julho.

Além da riquíssima história e elementos arquitectónicos, os elementos escultóricos são, também belíssimos, pelo que é sempre um dos locais mais emblemáticos para registar e inventariar.

Seguramente que descobrimos o interesse desta Igreja logo no ano 2005, quando percebemos a sua origem...mas a grande surpresa foi-nos revelada no ano passado, quando, na nossa habitual visita, nos mostraram as Colunas que foram descobertas durante uma obra de remodelação.

Foi fantástico perceber que entaipadas com pedra e reboco, a parede atrás do altar/tribuna escondia dois exemplares magníficos de colunas características do tempo do Arcebispo D. Diogo de Sousa.

Exemplares semelhantes podem ser vislumbrados na Sé Catedral, do tempo do arcebispo.

Esta descoberta permite perceber a evolução do edifício e o seu faseamento construtivo.
Hoje, a Igreja da Senhora-a-Branca ganha maior destaque, precisamente pela sensibilidade mostrada aquando da obra e pela vontade de preservar e tornar fruível ao público esta descoberta.

E isto é saber cuidar do património, com boas práticas e exemplos.

Ficamos muito felizes e satisfeitos por esta descoberta ter vindo a público e estar mais próxima dos cidadãos.


30 de maio de 2012

JN relembra Casa das Convertidas

"Jornal Notícias" 28/05/2012


Foi com enorme surpresa que constatamos que o Jornal de Notícias retoma a questão da reabilitação da Casa das Convertidas e não deixa esmorecer o assunto.


A nossa posição continua firme...um melhor projecto de restauro daquele edifício merece albergar um conjunto de serviços que se coadune à sua funcionalidade. 


O Museu da Cidade de Braga, um equipamento Cívico para a Freguesia de S. Victor, uma Pousada da Juventude, um Recolhimento para Mulheres em Programas de Reinserção Social...São iniciativas de valor, que deveriam ser aproveitadas.


Mas pugnaremos por fazer acontecer a discussão pública, tão urgente e necessária.


9 de maio de 2012

Braga Maior: O Património do Ferro

"Diário do Minho" 02/05/2012

O Património pode ter várias formas, ser de variados materiais e pertencer a muitas épocas.

O ferro, que tantas vezes passa despercebido, também tem a sua marca em Braga.

Um belíssimo artigo assinado por Rui Ferreira, um contributo do blog BragaMaior para engrandecer a nossa cidade!


Opiniões sobre a Casa das Convertidas

"Diário do Minho" 05/05/2012

"Diário do Minho" 09/05/2012

A Casa/Recolhimento das Convertidas tem sido um assunto recorrente, nestes últimos meses.

Contudo, o interesse sobre este edifício vem já de trás, com o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio a liderar o movimento de recuperação deste imóvel.

É seguro dizer que este Grupo, pelo menos desde 2003, visionou para as Convertidas um Núcleo Museológico, que desse visibilidade ao Traje Regional, dando maior enlevo à Cultura Popular. Esta boa ideia, surgiu após várias diligências e conversas entre as instituições de responsabilidade, como a CMB, Governo Civil, etc.

Havia já, um parecer da Direcção Geral dos Edifícios e Monumento Nacionais datado de 1997 para que este edifício tivesse um aproveitamento cultural (não se percebe o porquê de se ter pedido um parecer à DGEMN, tendo em conta que o edifício não era Monumento Nacional e nem tinha a decorrer a classificação, pois este só teve abertura em 03 de Novembro de 1998 - estranho?).
Preocupante é, ainda, a sugestão que a DGEMN faz para o edifício, substituindo-se à CMB e à Universidade do Minho, pondo a hipótese de ali albergar a Unidade de Arqueologia da UM e que se construísse um edifício nos jardins (lado norte) para "programas pesados " e laboratório!

A verdade é que o edifício das Convertidas, apenas em 2011 conheceu a vontade de o classificar como Imóvel de Interesse Público, após anos de abandono e de degradação.

Entretanto, a vontade do Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio manteve-se, apesar da ideia se esboroar no Governo Civil. Facto é que o Governo Civil foi extinto, e com eles, muito provavelmente, os compromissos apalavrados.

O Ministério da Administração Interna sugere colocar ali os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, bem como a Protecção Civil.

No entanto, lembrando o parecer da DGEMN "Trata-se de um caso raro no Património Edificado Português. Esta Direcção Regional considera que estão criadas as condições para se poder efectuar um restauro "exemplar", num edifício destas características ".

Sendo caso atípico do património português, o ideal é que não se esventre e adultere.

Lendo no jornal "Diário do Minho" de hoje o artigo de opinião de Tiago Varandas, encontra-se uma boa ideia, que colmata uma necessidade e que não desvirtuaria o edifício, mantendo as características do apoio social às mulheres.

Se a Câmara Municipal de Braga planeia construir um Centro de Acolhimento Temporário para Vítimas de Violência, porque não ali, naquele local, que construído com a finalidade de ajudar as mulheres a mudar de vida e a ficarem protegidas do "mal"?

Será, porventura, uma ideia a reter e a sugerir às autoridades!


27 de outubro de 2011

MegaProjectos para tornar Braga mais cosmopolita...ou endividada!


"Diário do Minho" 26/10/2011

Somos a favor de uma cidade dinâmica, que se queira desenvolver e que queira acompanhar um determinado ritmo social e culturalmente imposto pelas metrópoles europeias.

Somos apologistas da requalificação e dinamização do Centro Histórico da Cidade de Braga, como estratégia de criar condições para voltar um êxodo rural e termos pessoas a habitar no casco urbano, agora muito mais desertificado. Ter pessoas a morar no centro implica mais comércio, mais serviços, mais investimento e protecção do meio, realçando aqui a protecção dos monumentos da cidade.

Este projecto apresentado como opções para os próximos anos, parece ambicioso e sedutor, mas num estado financeiro em crise, é preciso ter muito cuidado com a forma como se investe e gere os dinheiros públicos, sobretudo se injectados em parcerias privadas. 

Convém relembrar o caso das Piscinas Olímpicas e do desejado Parque Norte que foram anunciados como algo totalmente diferente e, afinal, não passam agora de uma miragem!

E não se percebe porque é que neste caso a CMB anuncia publicamente (isto é, com vontade de dar a conhecer) o período de discussão pública do Plano de Reabilitação do Centro de Braga (corrigindo, até, o período inicial de 122 para 22 dias úteis) quando está, exactamente a decorrer o período de discussão pública dos termos de referência das Sete Fontes nas que neste caso a CMB não divulgou tão bem como no caso anterior. Por uma questão de equidade e de participação, a CMB devia socorrer-se dos canais de comunicação de que dispõe para dar a conhecer este período de discussão e incentivar os cidadãos e participar e a colaborar com o município.


23 de agosto de 2011

O mau tempo e as rápidas recuperações

"Diário do Minho" de 23/08/2011

Um dos maiores contribuidores para a degradação do património cultural é, sem dúvida, a exposição dos vários monumentos às condições climatéricas. Edifícios que foram construídos para durar uma vida, resistem por força da sólida construção e pelas sucessivas intervenções de restauro.

Mas nem sempre o Homem age rapidamente e nem todas as recuperações são feitas atempadamente.
A Sé de Vila Real, apesar de ter sofrido obras há relativamente pouco tempo, será novamente alvo de intervenções devido ao mau tempo que se tem feito sentir ultimamente. A estrtutura do telhado ressentiu-se e voaram telhas da cobertura.

É digna de nota a rápida intervenção da Direcção Regional de Cultura Norte, entidade que zela pelos monumentos classificados, mas que costuma tardar em dar resposta úteis.
Esperamos que a palavra da Directora Arquitecta Paula Silva se mantenha e que se proceda às intervenções necessárias.

10 de julho de 2011

O Nosso Património 2011 - a actividade e a pedagogia

"Diário do Minho" de 05/07/2011

"O Nosso Património" é uma actividade de continuidade e de objectivos fundamentados. Está, neste momento, a ser realizada a VII Edição, dando oportunidade aos vários participantes de conhecer a sua terra, desenvolver uma consciência cívica, formular competências para o futuro...tudo isto, numa actividade que dura 4 semanas e que este ano bateu um recorde. estão cerca de 35 participantes envolvidos activamente n'O Nosso Património, onde se juntam mais 10 monitores. 

O curioso desta actividade é que ocupa salutarmente os tempos livres dos jovens, permitindo-lhes conhecer um pouco da história da cidade de Braga, dando-lhes participação como agentes activos na preservação dessa memória e criamos um gosto...o gosto de ser bracarense por conhecer melhor as suas raízes.
E isto é muito importante.

Todos os dias, das 09h30 às 12h30, estes jovens cumprem um programa de actividades que tem momentos de diversão, mas muitos momentos de trabalho. Prova disso é estarem munidos de uma "maleta" com material de escrita e, também, com bússolas, fitas métricas, pincéis, máquinas fotográficas, etc.
Todas as tarefas têm um objectivo e todos os participantes têm de os cumprir.

O que estes jovens produzem de uma forma simples e divertida, é um grande documento onde descrevem monumentos e expressões artísticas que perdurarão para o futuro.

Estão a criar um compêndio de informação que pode ser útil no dia em que se atentar contra o património, em forma de assalto ou em forma de destruição física. Temos provas de como era e onde se localizava e isso pode fazer toda a diferença no que respeita a contar uma história.

Tomemos o exemplo das Sete Fontes...se tivesse havido um grupo que tivesse registado com afinco este monumento, hoje não estávamos a debater quantas são as Sete Fontes (parece curioso, mas é verdade) como surgiu, por onde passava, qual era o seu primordial objectivo. 

Hoje já temos esses levantamentos todos e sabemos dar (algumas) respostas que nos vão formulando mais vontade de dar continuidade ao nosso património.

E fica esta nota...quase todos os monitores desta VII edição foram, em edições passadas, participantes. Cresceram dentro da associação, desenvolveram competências e adquiriram o gosto das nossas raízes bracarenses...são cidadãos mais participativos e activos. Claro que só podemos dizer que todos os objectivos a que nos propusemos estão, lentamente, a ser alcançados - e isso, dá-nos uma satisfação ENORME!!!Não será difícil ao leitor perceber que não falamos só de património e monumentos, mas também de consciências cívicas, de educação não formal e de uma excelente aprendizagem que pode vir a ajudar a encontrar novos agentes defensores do património ou jovens investigadores que olhem mais pela sua cidade!

Obrigado a todos quanto dão do seu tempo e das suas férias em prol de uma causa maior...


5 de maio de 2011

Fábrica Confiança e o nosso Património

"Correio do Minho" de 05/05/2011

Infelizmente não é a primeira vez que assistimos a problemas dentro das antigas instalações da Fábrica Confiança. Desde há muito tempo que as instalações são local preferencial para sem abrigos pernoitar e para consumo de estupefacientes.
Um local tão grande e com tão boas áreas podia (e devia) ser aproveitado para um projecto de índole cultural, sobretudo porque está às portas de servir a comunidade da Universidade do Minho e perfeitamente enquadrado com a cidade de Braga (entre o centro e a zona de expansão).
Porque não tornar as antigas instalações num pólo cultural, esse sim, que atrai espectáculos de cartaz e permita o desenvolvimento de vários movimentos.
Grande parte das Cidades de Portugal já readaptou um edifício histórico às necessidades culturais da sua comunidade. 
Relembramos alguns:

Aveiro - Centro Cultural e de Congressos
A modernidade das funções inserida na beleza e tradição da Antiga Fábrica de tijolos e telha Marselhesa : Jeronymo Pereira de Campos (fundada em 1896), fazem deste edifício um local óptimo para a realização de todo o tipo de eventos.


Cascais - A "Casa Cor-de-Rosa", antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade 
Deu lugar ao novo  Centro Cultural  de  Cascais desde Maio do ano 2000 ,  revelando-se este um espaço útil e multifuncional .
A história do Convento, até 1834, está descrita na Crónica das Carmelitas Descalças, ordem religiosa que o ocupou até essa data. Depois de passar por diversos proprietários foi adquirido pelo Visconde da Gandarinha, em finais do século XIX, que ali mandou instalar o seu palácio de veraneio, loteando os terrenos circundantes. Já em meados do século XX o edifício foi adquirido pela família Espírito Santo e, em 1977, a Câmara Municipal de Cascais tomou posse, por escritura de doação, da Sociedade Casas da Gandarinha SARL, com a salvaguarda da gestão da capela pela autoridade eclesiástica local.


Guimarães - “Palácio Vila Flor” 
Este Palácio, adquirido pela Autarquia Vimaranense, a que as Memórias Paroquiais de 1758 se referem como sendo de “admirável na sua arquitectura e na grandeza e fábrica do jardim”..., hoje remoçado e equipado, é onde se instala o Centro Cultural Vila Flor.
Este grandioso projecto, que Guimarães exige e merece e a que a Câmara se lançou com determinação e arrojo, cumpre dois vectores absolutamente presentes na acção municipal. Por um lado recuperar espaços e edifícios de interesse patrimonial, imprimindo-lhes novas funcionalidades e disponibilizando-os à fruição pública. Por outro lado criar condições que garantam aos cidadãos o acesso às artes e à cultura num equipamento e em condições de excelência.

São João da Madeira - Museu da Chapelaria
Dentro deste edifício, que foi um dia o da Empresa Industrial de Chapelaria (1914), uma das mais importantes unidades fabris da cidade, nasceu o Museu da Chapelaria, neste edifício onde primeiramente a indústria foi mecanizada, nesta cidade que foi um dos principais e mais importantes centros produtores de chapéus do País. 
Quis-se perante as máquinas e ferramentas, matérias-primas e chapéus, memórias e histórias de vida, intervir o mínimo possível, mantendo visíveis todos os traços de um longo percurso, e não camuflar aquelas que são as suas marcas do tempo, que as individualizam e as tornam verdadeiramente únicas.

Embora a ideia não seja nossa, merece ser partilhada:

Braga - Fábrica Confiança


5 de abril de 2011

Finalmente alguém se lembrou de Rendufe

retirado do "Diário do Minho" de 02/04/2011

Numa altura onde só se fala de crise política e consequências financeiras, é bom saber que há gente disposta a não deixar cair assuntos de valor, como, por exemplo, o destino do Mosteiro de Rendufe!
Há tantos anos abandonados e com muitas promessas de requalificação, sem nunca nenhuma ter vingando, a verdade é que o Mosteiro de Rendufe jaz abandonado, à espera de melhores vontades governamentais, e de entendimentos locais.
Mas este património não se pode perder, pois encerra em si, além de um pedaço da história do concelho de Amares, um conjunto patrimonial e arqueológico muito interessante.

1 de abril de 2011

Divulgação - "Vamos Azulejar?!"



Gabinete Municipal de Arqueologia promove ateliês de pintura em azulejo

“Vamos Azulejar” pela segunda vez

 


A Câmara Municipal de Braga, através do seu Gabinete de Arqueologia, retoma durante o trimestre de Abril a Junho a iniciativa “Vamos azulejar”, com que pretende sensibilizar para a importância do legado patrimonial de que neste âmbito é fiel depositária.
Iniciando-se amanhã (1 de Abril) e prolongando-se até final de Junho, dirige-se a um público particularmente infanto-juvenil e consubstancia-se em ateliês de pintura sobre azulejo.
Estes ateliês – para grupos, de terça a sexta-feira, das 9h30 às 12h00 e das 14h30 às 17h00 – propõem-se abordar as diferentes técnicas de pintura em azulejo, do giz aos pigmentos cerâmicos, da corda-seca à técnica do claro-escuro.
Neste âmbito, os participantes tomam também contacto, mediante visita guiada, com o conjunto azulejar da escadaria central do Convento do Pópulo, recentemente recuperado.
Apreciam ainda a exposição de trabalhos resultantes da primeira edição do “Vamos azulejar”, que decorreu no verão passado, patente numa das alas reconstruídas do Convento do Pópulo.
Neste âmbito, é ainda disponibilizado um desdobrável com informação sobre o revestimento azulejar do Convento do Pópulo, assim como o acesso a um quiosque multimédia, instalado na escadaria do edifício, onde pode ser visto um filme, que funciona como interface de divulgação e informação sobre o processo de restauro realizado.
Os interessados em frequentar estes ateliês devem proceder, obrigatoriamente, a uma inscrição prévia, que podem fazer pelo telefone 253 203 150 ou pelo correio electrónico
arqueologia@cm-braga.pt .
A construção da igreja e convento do Pópulo iniciou-se em finais do século XVI, por ordem do arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus, com o intuito de albergar o seu jazigo. Ao longo do século XVIII foram introduzidas diversas alterações de carácter barroco, ainda hoje visíveis em múltiplos elementos decorativos do interior da igreja e no revestimento azulejar da escadaria nobre do convento.
Este conjunto de azulejos enquadra-se no período da azulejaria portuguesa denominada como “ciclo dos mestres”, que se destaca pela monocromia azul e pela contratação de pintores de cavalete para a execução dos painéis de azulejo, que pretendiam conferir o efeito de tridimensionalidade ao espaço onde estavam inseridos.
Iconograficamente, apresentam temas religiosos, directamente relacionados com a ordem religiosa que ocupava o convento, a Ordem dos Ermitas de Santo Agostinho.
Em finais do século XVIII, e sob a autoria do engenheiro e arquitecto Carlos Amarante, procedeu-se a obras de reconstrução, conciliando as matrizes barrocas com o neoclássico, recebendo o conjunto edificado a imagem que chegou até nós.
Após 1834, altura em que a ordem que ocupava o convento foi extinta, o imóvel foi transformado em quartel militar, perdurando essa função até à última década do século XX, altura em que foi adquirido pela Câmara Municipal de Braga, que iniciou os trabalhos de restauro e reabilitação necessários à salvaguarda do imóvel e à instalação dos serviços municipais.
Em 2006, com a colaboração do Instituto do Património Arquitectónico e Arqueológico, o Município iniciou estudos que conduziram à intervenção de restauro deste revestimento azulejar da escadaria, trabalhos que tiveram por base o levantamento do estado de conservação e o recurso ao uso de réplicas, colmatando lacunas que impediam a completa leitura e percepção estética do silhar de azulejo.

Câmara Municipal de Braga, 31 de Março de 2011
P’ O Gabinete de Comunicação,
 
(João Paulo Mesquita) 


_____________________________________________________________________
Para eventual contacto, utilize 253 203 153 - 966 787 083 - 
comunica@cm-braga.pt www.cm-braga.pt ;http://municipiobraga.blogspot.com 
Se não está interessado em receber informação através deste meio, queira remeter-nos
mensagem para comunica@cm-braga.pt , com o termo remover no campo adstrito ao assunto.
(Directiva 2000/31/CE do Parlamento Europeu; Relatório A5-0270/2001 do Parlamento Europeu).
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4 de março de 2011

Sete Fontes - Importa recordar!

Apesar da classificação ter sido finalmente conseguida, e porque não nos deixamos iludir com esta falsa sensação de que o Complexo das Sete Fontes está protegido, achamos por bem recordar que:

Hoje temos uma classificação como Monumento Nacional de um conjunto de estruturas datadas do Século XVIII, durante o arcebispado de D. José de Bragança.


Está mais que provado que Sete Fontes não são só um Complexo do Séc.XVIII, sendo visíveis vestígios de outras cronologias. Importa, pois, que se assuma a cronologia romana das Sete Fontes e não se permita atentados e destruições como têm sido perpetrados até à actualidade. 


Importa, neste dia, recordar que Sete Fontes eram um Complexo que abastecia a cidade de Braga com água. Hoje esta classificação só consagra 6 caixas de água, porque estamos amputados de uma dessas minas, que fazemos questão de recordar aqui...a designada Mina de ADELINO CORREIA!!! Recordamos esta mina através deste esboço do alçado frontal. 

in projecto do Eng. Civil Augusto Nascimento da Fonseca - 1937

Esta mina foi destruída para dar lugar a estes prédios...mais ou menos seguindo o alinhamento da conduta, percebe-se qual a sua localização antiga.

retirada daqui

Além de não termos a Mina de Adelino Correia, estamos, ainda amputados da Mina das Verdosas, pois não foram consideradas parte integrante do Complexo das Sete Fontes.

in "Diário do Minho" de 09/02/2011

Provamos aqui, recorrendo ao projecto do Eng. Augusto Nascimento da Fonseca que já ele, em 1937, tinha desenhado a Mãe de Água do Dr. Alvim de Baixo e indicou a proveniência das águas. Na canalização lateral direita lê-se. Lavarincho e Verdosas.



Se atempadamente o Ministério da Cultura através da DRCN tem incluído a Mina das Verdosas no processo de classificação, não tínhamos assistido a este panorama desolador!!!


Se não fosse a negligência de certas entidades, hoje tínhamos um MONUMENTO NACIONAL ainda mais completo!!!


28 de fevereiro de 2011

O "milagre" de Santa Bárbara

retirado do "Correio do Minho" de 24/02/2011

retirado do "Diário do Minho" de 24/02/2011

Porque as preocupações com o património cultural costumam ficar para terceiro plano, esta iniciativa merece destaque para memória futura (ou como sinal de uma nova postura face ao nosso património).

Hoje, Braga não detém uma imagem de Santa Bárbara, mas sim duas, pois a original fica, e muito bem, preservada nos claustros do Convento do Pópulo e a réplica assume o seu lugar no cimo da fonte do jardim.

É bom termos este "milagre" da multiplicação e da obiquidade, pois fica  enriquece a nossa história.

Mas não se pense que por se recuperar um elemento, se podem esquecer vários atropelos cometidos em sítios monumentais e/ou de interesse histórico. Precisamos é que este tipo de posturas e iniciativas sejam realizadas sempre que se justificar, em nome da nossa memória colectiva.

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23 de fevereiro de 2011

CMB com preocupações patrimoniais - Imagem do Jardim de Sta Bárbara!



Réplica da imagem substitui original restaurada


Santa Bárbara volta ao seu jardim






A Câmara Municipal de Braga procede amanhã (quarta-feira, 23 de Fevereiro) à colocação de uma réplica da imagem de Santa Bárbara no jardim a que esta dá nome, no centro histórico da cidade.

Danificada por actos de vandalismo, a imagem original foi agora restaurada, devendo ficar em exposição de acesso público nos claustros do Convento do Pópulo.
Tendo em conta o valor histórico e iconográfico da escultura, o Município de Braga considerou apropriado preservar o original «num espaço condigno, mas a recato de novos danos».
Para explicar os procedimentos desenvolvidos e justificar a substituição por uma réplica – que estava a ser colocada hoje (22), ao início da tarde –, o Presidente do Executivo Municipal, Mesquita Machado, e alguns técnicos municipais afectos à preservação do património, vão estar amanhã (23), às 12h00, nos claustros do Convento do Pópulo.
O vandalismo perpretado em Outubro de 2008 por indivíduos não identificados deixou a imagem destruída em 78 fragmentos, o que obrigou a uma «meticulosa operação de restauro», agora concluída.
«Devido à fragilidade da peça, considerou-se desaconselhável que a escultura regressasse ao seu local, tendo em conta que necessita de condições favoráveis à sua estabilidade física e estética, razão pela qual fica colocada nos claustros do Convento do Pópulo», adianta o Vereador da tutela, Hugo Pires.
De acordo com Hugo Pires, a intervenção de restauro teve como primeiro objectivo repor a volumetria total da peça original, restituindo a unidade à escultura e promover a sua estabilidade física e química.
Esta escultura que encimava o chafariz do Jardim de Santa Bárbara é já ela proveniente do Convento dos Remédios, imóvel demolido em inícios do século XX, representando a virgem mártir do século III/IV, venerada pela Igreja Católica Romana e pela Igreja Ortodoxa.
Santa Bárbara terá nascido e vivido, supostamente, em Nicomédia, na Ásia Menor, proveniente de uma família pagã. Decapitada pelo próprio pai após a conversão ao Cristianismo, o carrasco terá sido nesse momento fulminado por um raio, razão porque passou a ser venerada como protectora contra as tempestades.
Ao encimar o chafariz central do mais belo e cuidado jardim da cidade acabou por lhe impor o seu nome, continuando hoje o Jardim de Santa Bárbara a ser uma referência obrigatória no roteiro turístico da cidade e cenário obrigatório para as mais bonitas imagens da cidade de Braga,




Câmara Municipal de Braga, 22 de Fevereiro de 2011
P’ O Gabinete de Comunicação,
 
(João Paulo Mesquita)



1 de fevereiro de 2011

Um programa familiar

retirado do "Diário do Minho" de 31/01/2011

O Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa abre as portas às famílias tendo em vista proporcionar um fim de semana diferente.
Esta iniciativa, além de proporcionar um maior conhecimento sobre o nosso património e acções preventivas de conservação e restauro, é uma excelente forma de sensibilizar as pessoas...ter mais cuidado com as nossas heranças culturais.
A todos os interessados, deverão solicitar mais informações em mdds@imc-ip.pt ou consultar a página http://mdds.imc-ip.pt/.

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14 de janeiro de 2011

A recuperação e a sensibilização para com o património

retirado do "Diário do Minho" de 13/01/2011

A temática da recuperação e protecção do património é algo que a JovemCoop tem defendido quotidianamente.

Sabemos que tão importante como recuperar é sensibilizar as pessoas para a protecção e recuperação do património.

Obviamente que em anos de constrangimentos financeiros, é óptimo saber que há instituições que depositam a confiança e credinbilidade no seu património e vêem a sua recuperação como a valorização de um activo.
Além da excelente recuperação que está a ser efectuada na Santa Casa da Misericórdia em Vila do Conde, é confortante saber que a Signinum, instituição amiga e parceira da JovemCoop tem vindo a aprimorar cada vez mais as acções de sensibilização junto do público escolar.

É um excelente trabalho que colherá frutos no futuro...e por isso, o nosso muito obrigado por ajudarem a sensibilizar, desde já, as camadas jovens para a protecção do património.

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Colóquio sobre o Túmulo do Infante de D.Afonso


retirado do "Diário do Minho" de 11/01/11

Decorreu, nos passados dias 10 e 11, um interessante colóquio sobre o Túmulo do Infante D. Afonso, que se situa na Sé Catedral de Braga.

Poder-se-ia pensar que pouco haveria a dizer sobre "um túmulo", mas na verdade, um grupo de investigadores e cientistas descobriram muito mais do que um simples túmulo...descobriram uma obra de arte que merece(u) todas as atenções e processos de conservação.

Recomendamos, pois, a leitura das peças jornalísticas assinadas por Jorge Oliveira e Daniel Lourenço e descubra, também, os "segredos" deste túmulo.

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4 de janeiro de 2011

Apresentação da obra do Túmulo de D.Afonso

retirado do "Diário do Minho" de 01/01/2011

O Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) e o Tesouro-Museu da Sé realizam nos dias 10 e 11 de Janeiro, em Braga, o colóquio "A arte e as artes. O túmulo de D . Afonso de Portugal da Sé de Braga" - U m projecto interdisciplinar".
Esta apresentação debruça-se sobre as intervenções de conservação e restauro, efectuadas neste túmulo, entre 2007 e 2010.

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27 de dezembro de 2010

O património de Braga preservado

retirado do "Diário do Minho" de 23/12/2010

Uma boa notícia para o património de Braga, que vê terminado o restauro do Pavilhão de jardim do Museu dos Biscaínhos.
Este edifício de arquitectura singular e representado no mapa de 1755 onde figuram as fachadas das casas das ruas de braga fica agora à disposição dos visitantes deste Museu.
Inserido num dos jardins mais bonitos e históricos de Braga, merecerá, com certeza, uma visita.

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