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29 de novembro de 2013

JovemCoop na Feira do Livro

JovemCoop na Feira do Livro

A Cidade de Braga inaugura hoje, às 17h, a Feira do Livro, certame que apesar do decréscimo de livreiros e editoras, continua a ser uma referência no panorama literário do Norte de Portugal.

Se em tempos a JovemCoop participava na Feira do Livro expondo e vendendo livros, este ano foi-nos lançado um desafio diferente, igualmente atractivo.

Vamos dinamizar duas sessões de conto/teatro marionetas, às 11h30 de Sábado, dia 30/11 e Domingo, dia 01/12. 

A JovemCoop, em parceria com o Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, leva à Feira do Livro o "Traseiro do Senhor Titus Satrius", uma belíssima peça sobre o que um simples alfinete pode fazer.

A não perder, pois é um teatro para os mais pequeninos e também para os graúdos.

Aparece!!!

9 de outubro de 2013

Dume: Uma boa notícia para o património

"Diário do Minho" 07/10/2013

A questão não é tão antiga como os vestígios arqueológicos, mas finalmente Dume obteve o financiamento necessário para realizar uma obra há muito projectada e desejada.

A criação de um corredor subterrâneo, que ligue o local onde se encontra o túmulo de S.Martinho às ruínas da basílica suévica, é o projecto a executar e que garante aos turistas aceder aos vestígios arqueológicos sem ter de esperar ou interromper as eucaristias.

A peça jornalística retoma um tema interessante relativo à gestão dos espaços musealizados. Na caixa em destaque, fala-se na criação de uma estrutura que faça a gestão, manutenção e divulgação de (todas?) as estruturas museológicas de Braga, avançado que no caso de Dume há que ter em conta a Paróquia, a Confraria de N.ª Sr.ª do Rosário, a Junta de Freguesia, a Câmara de Braga e a DRCN (ex-IPPAR).

Seria importante voltar a reflectir naquilo que podia ser um "Consórcio" entre as principais forças da cidade, criando uma estrutura capaz de dar esta resposta, não de forma isolada, mas coerente e continuada. A ideia de um Consórcio que fosse composto pela Câmara Municipal de Braga, Arquidiocese, Universidade do Minho, Museu D. Diogo de Sousa e DRCN seria uma mais valia para o conhecimento, preservação, dinamização e divulgação dos nossos núcleos museológicos e pelos cuidados a ter em intervenções em locais de sensibilidade patrimonial.

Com certeza, um assunto a ser tomado em conta pelo novo executivo da CMB.

Boas Iniciativas: Cãominhada da ABRA

"Diário do Minho" 06/10/2013

A ABRA (Associação Bracarenses dos Amigos dos Animais) levou a cabo, no passado Sábado, uma iniciativa de sensibilização para a adopção de animais.

A "Cãominhada" é uma iniciativa que junta animais e os seus donos num alegre passeio pela cidade. Mas ganha destaque, também, por levar a passear animais que foram abandonados e que agora residem no canil, esperando poder ser adoptados.

Como refere a dirigente da ABRA, Claudia Sousa, os voluntários da associação fazem a diferença dentro do canil, pelo apoio que prestam, mas as mentalidades mudam, relativamente ao tratamento dos animais, com o apoio da sociedade civil.

Uma fantástica iniciativa que animou o centro da cidade. Espera-se que numa nova gestão municipal, o canil possa sofrer obras de melhoramento e proporcionar condições mais apropriadas aos animais que lá vão parar.


Sobre a Quinta dos Peões

 
"Diário do Minho" 05/010/2013

O terreno da Quinta dos Peões desde há muitos anos que é alvo de várias polémicas, todas elas associadas a negócios em teias complexas, que favorecem a construção, seja de privados, seja para a Universidade do Minho, sem prever a hipótese de manter ali um espaço verde, fruível pela cidade.

Para ali esteve previsto o Parque Verde Nascente, após ter dali desaparecido o campo experimental de milho. A solução de Parque Verde era uma agradável surpresa à data, pois na altura em que outras cidades constituíram zonas ambientais urbanas, Braga parecia querer acompanhar essa tendência.

Infelizmente, Braga manteve-se fiel a si própria e não albergou ali um parque verde e o terreno, que era público, foi vendido a privados. E aqui é que se vê como Braga se deixou atrasar em matéria de planeamento e políticas ambientais, relativamente às cidades vizinhas. Os interesses privados que privilegiam a construção tiveram mais força do que a necessidade de reservas verdes.

Passados tantos anos, este assunto mantém-se actual, sobretudo agora que a CMB, a Universidade e a empresa proprietária do terreno chegaram a um acordo de urbanização. O modelo de urbanização, apesar de prever estruturas para a Universidade do Minho, mantém uma série de novas construções, chegando mesmo a suprimir ou secundarizar a estrada nacional que atravessa a recta da universidade.

Uma vez mais, o erro de alienar aqueles terrenos foi cometido há 15 ou 20 anos, com um planeamento avulso para aquela zona, cuja envolvente cresceu desordenada (a universidade que cresceu para cima de um bairro, os prédios amarelos que circunscrevem a zona ocidental de forma complexa, um Mac'Donalds perdido ali no meio e o Hotel Mélia numa escala que rompe a leitura do local).

Agora, o executivo municipal deveria chegar um entendimento com os proprietários para desenvolver um novo principio organizativo daqueles terrenos. As necessidades de há 15 ou 20 anos atrás já não reflectem as necessidades actuais e a cidade deve prever um conjunto de áreas e ou equipamentos que sejam necessários para a actualidade e para o futuro, acção que deve ser baseada em estudos de análise.

Para reflexão: Se a cidade está sobrelotada de imóveis vazios; Se requalificando o PEB não há necessidade de um Centro de Congressos; se a cidade precisa de espaços verdes; se a Universidade e a Associação Académica puderem encontrar outras soluções razoáveis para os equipamentos de que necessitam ( e têm capacidade de pagar), então...o actual projecto de urbanização deve ser revisto e reorientado para as necessidades da cidade.

Porque não ser ali um prolongamento do espaço verde do Bom Jesus, tal como o próprio município advogou para as obras no Monte Picoto (cuja Parque intervencionado seria prolongado com o Parque da Ponte)?

Além do mais, como alerta o Arqueólogo Francisco Sande Lemos, há necessidade de efectuar trabalhos arqueológicos prévios, tentando minimizar os impactos que tais construções possam vir a ter no subsolo. Havendo a possibilidade de encontrar vestígios da Via XVII e equipamentos adjacentes, património que foi valorizado aquando da intervenção no Liberdade Street Fashion, este seria um sinal de coerência relativamente ao património cultural.

Um desafio para o novo executivo municipal...

Relembrar aqui o Entre ASPAS sobre a Quinta dos Peões


1 de outubro de 2013

Trilhos Bragueses (24) - Avenida da Liberdade

"Diário do Minho" 30/09/2013

Os Trilhos Bragueses, de 30 de Setembro, fazem-nos percorrer a História da Avenida da Liberdade, desde a Idade Média até 1976. Aborda, ainda, o papel de Moura Coutinho, o "arquitecto" que melhor marcou o desenho da Avenida da Liberdade.

20 de agosto de 2013

Trilhos Bragueses (21) Fábrica Social Bracarense

"Diário do Minho" 19/08/2013

A cidade de Braga nunca foi um pólo industrial de grande expressão, ainda que tivesse tido várias fábricas de grande importância. A Rua Nova de Santa Cruz albergou duas das mais importantes fábricas da cidade, a Saboaria Perfumaria Confiança e a Fábrica Social Bracarense, que se dedicava à produção de chapéus.

A Fábrica Social Bracarense foi fundada em 1866, tendo sido a primeira unidade a fabricar chapéus de feltro, usando o vapor. O edifício desta fábrica foi demolido em 1991, subsistindo, apenas, a memória da sua linha de produção, escrita por Manuel de Araújo.

Recomenda-se atenta leitura.

25 de junho de 2013

Percurso "Notáveis de Braga"

"Diário do Minho" 17/06/2013

Foto de grupo, com os elementos participantes.

No Sábado, dia 15/06, a JovemCoop e a Braga+ convidaram os seus amigos a conhecer personalidades da nossa terra que foram influentes na cidade ou fora dela.
 
A visita iniciou-se com o acolhimento aos participantes, seguindo-se uma volta pelo cemitério municipal, onde prestámos a nossa homenagem aos Ilustres Bracarenses, junto das suas sepulturas.
 
Após a visita ao cemitério, caminhámos pelas ruas da cidade, lembrando as personalidades presentes na toponímia das ruas ou perpetuados em forma de estátua/busto. Foi uma iniciativa muito interessante para um maior conhecimento sobre a história mais recente de Braga. Um destaque de excepção para a imagem de Francisco Sanches e Gabriel Pereira de Castro, que não pertencem à história contemporânea, mas que justificam estar neste percurso!



17 de maio de 2013

Braga cada vez mais Ciclável: O Mapa

"Diário do Minho" 15/05/2013

Numa iniciativa conjunta do Projeto Bracarae com o blog Braga Ciclável, acaba de ser lançado o Mapa Braga Ciclável. Trata-se de um mapa interativo que tem como objetivo principal fornecer uma visão global da cidade e um conjunto de informações úteis para os ciclistas e os responsáveis pelo planeamento urbano.

Através do Mapa Braga Ciclável os ciclistas poderão descobrir a localização das ciclovias e dos estacionamentos para bicicletas que estão atualmente disponíveis na cidade, bem como encontrar lojas, oficinas e serviços de aluguer de bicicletas. Quem visita a cidade de Braga pode ativar também opções como "Monumentos" ou "Alojamento", para facilmente descobrir onde se situam esses pontos de interesse turístico.

Quanto aos responsáveis pelo planeamento urbano, passam agora a ter acesso a informações valiosas para uma melhor compreensão do atual uso da bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga: locais onde é necessário instalar estacionamentos para bicicletas, localização e qualidade dos estacionamentos já existentes e percursos que são frequentemente utilizados pelos atuais ciclistas.

Com este mapa, a equipa responsável pretende contribuir para um avanço real na promoção da mobilidade sustentável em Braga.

E todos podem participar neste novo projeto. Se já utiliza a bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga e deseja contribuir, saiba que poderá partilhar os seus percursos habituais. A melhor forma consiste em desenhar o seu percurso no Google Maps e enviar para portal@bracarae.com. Se não sabe como o fazer, pode simplesmente enviar um email descrevendo a rota utilizada, quais as ruas por onde segue, os cruzamentos onde vira, ou os atalhos que costuma utilizar.

in Blog Braga Ciclável

6 de maio de 2013

Braga e a mobilidade em duas rodas

"Correio do Minho" 06/05/2013

Braga Trendy Cycle 27/04/2013

O Movimento de Cidadãos pela Mobilidade Sustentável na Cidade de Braga tem desenvolvido iniciativas muito interessantes, que provam que, em Braga, há pessoas com vontade e energia não só para encabeçar novas ideias, bem como para aderir às mesmas.

O Braga Trendy Cycle foi uma excelente forma de usar a bicicleta não como meio para a prática de desporto, mas sim como meio de transporte do quotidiano. Foi bonito ver tantas pessoas vestidas de forma casual ou mais profissional a dar ao pedal.

Nesta iniciativa percebe-se que há gente com vontade (e necessidade) de ter na bicicleta um meio de transporte que promove a mobilidade, que é saudável para o utilizador e para a cidade.

O Movimento de Cidadãos pela Mobilidade Sustentável na Cidade de Braga acaba de lançar o repto aos candidatos à CMB que pensem e incluam medidas para implementar e incrementar o uso da bicicleta na cidade de Braga, criando condições para a fruição deste veículo.

É necessário criar zonas de aparcamento autorizado e apropriado, bem como definir zonas próprias para a circulação deste meio (vias cicláveis) e que proporcionem segurança ao utilizador e aos restantes transeuntes.

Louvamos os autores desta proposta, bem como destas iniciativas "cheias de pedalada".

22 de abril de 2013

Bravos da Boa Luz percorrem a Braga de D. Diogo de Sousa

Convite da Associação "Bravos da Boa Luz"

"Diário do Minho" 17/04/2013

A Associação Cultural e Recreativa "Os Bravos da Boa Luz", instituição muito conhecida em Braga pelo retomar da tradição das Marchas de Santo António, vai realizar, com o apoio da JovemCoop e Braga+, um Percurso pela Braga do tempo do Arcebispo D. Diogo de Sousa.

Esta iniciativa, denominada "À Descoberta da Nossa Terra", visa descobrir os traços urbanos edificados à época de D. Diogo de Sousa. A visita terá o acompanhamento guiado por Rui Ferreira e alguns apontamentos de Ricardo Silva, numa parceria entre a História e a Arqueologia.

Este percurso é aberto ao público, em geral e será realizado no dia 25 de Abril, com ponto de encontro às 09h30, no Arco da Porta Nova.


16 de abril de 2013

Vamos falar de Património - Paz del Pozo


"Encontro/conversa para falar sobre Património"

Esta quarta-feira, dia 17, pelas 19h00, a JovemCoop e a Braga + vão promover uma tertúlia/conversa informal com Paz del Pozo, Professora da Universidade de Léon, especialista na área do património industrial, por especial convite do Prof. Miguel Bandeira.

Este encontro, em forma de conversa servirá para partilhar experiências, falar de formas de actuação, entre outros assuntos.

Esta iniciativa vai decorrer na Velha-a-Branca e, dada a proximidade com o evento, gostaríamos de convidar todos os interessados nesta temática a participarem.

Porque nunca é demais falar de património!


11 de abril de 2013

Turismo de Braga: em crescimento

"Diário do Minho" 09/04/2013

Uma excelente notícia para Braga, reiterando aquela que tem sido uma das ideias veículadas pela JovemCoop...o Turismo é um sector económico em crescimento, o qual a cidade de Braga tem sentido esse reflexo.

Uma vez que os números estão a solidificar, mas porque podem não ser sinónimo de qualidade, relembramos o que, do nosso ponto de vista, pode ser acrescentado para melhorar a oferta turística em Braga, a partir do texto da cooperante Inês Barbosa (publicado neste blogue a 18/07/2013)

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"É certo e sabido que um dos grandes problemas do sector turístico é a sazonalidade. Facto que pode ser resolvido quando uma cidade se mune de uma oferta diversificada que abrange vários tipos de mercados em diferentes alturas do ano. Ora esta resolução da sazonalidade aliada com a mais-valia que é o sector turístico para a empregabilidade, aumentaria os postos de trabalho e reduzia-lhes a precariedade.

Partindo desta premissa, aquilo que é necessário, e que já há muito vem sendo dito e discutido, é a necessidade em apostar num turismo em que todos os recursos sejam aproveitados da forma mais correcta. No caso de Braga em particular, o turismo tem sido um sector subaproveitado e que ainda tem muitas cartas para dar, podendo com toda a certeza ser uma mais-valia para uma cidade, que tantos recursos tem, que esperam apenas, por parte das entidades responsáveis públicas e privadas, uma forma de se tornarem úteis.

Publicada no dia 11 do mês transacto, no jornal "Público", uma notícia com o título "
Braga ainda guarda muitos tesouros que o público não pode ver", denuncia o descontentamento dos turistas estrangeiros que visitam a cidade de Braga. Cada vez mais turistas são confrontados com os monumentos fechados que para poderem ser visitados são necessárias autorizações especiais. Esta situação já há muito que vem sendo alertada pela população local e chega-nos agora um alerta dos turistas estrangeiros, aqueles que devemos ser capazes de chamar e de preservar na nossa cidade.

Ora não seria uma desilusão completa despendermos tempo e dinheiro para visitar um local, com a maior das expectativas e quando lá se chega dar literalmente com o nariz na porta? É o que acontece a vários visitantes na cidade de Braga que se vêem proibidos de visitar um património que é de todos e que a todos deve estar acessível.

Pelo que se dá a perceber na notícia, um dos problemas da abertura destes locais ao público é a falta de pessoal e a falta de recursos. Com certeza que a falta de pessoal não será um assunto complicado de resolver, assumindo que estamos a atravessar uma crise de empregabilidade em que anualmente saem milhares de licenciados de todas as universidade de todo o país e entre estes, centenas são aqueles que saem de cursos ligados ao sector turístico com vontade e acima de tudo necessidade de trabalhar e que viam um dos seus problemas resolvidos com estas propostas de emprego. Problema seria, sim, pagar os ordenados a este pessoal. Mas como em todos os problemas, quando há vontade, de uma forma ou de outra estes são resolvidos. E uma boa forma de resolver este problema em particular seria a cobrança de bilhetes à entrada dos monumentos, algo que teria de ser bem discutido e avaliado no caso de igrejas que abram as suas portas para a celebração da Eucaristia e que com certeza não iria ter objecção por parte dos visitantes, que asseguradamente preferem um bom investimento mesmo que maior do que um investimento "furado".

Há uma grande necessidade de manter os turistas o máximo de tempo possível na cidade que visitam de forma a gerar mais dormidas e maiores lucros. Não será surpresa nenhuma que Braga veja os seus números a aumentar se ao mesmo tempo aumentar o número de monumentos abertos ao público.

Mas não chega apenas tê-los abertos, é impreterível que estes sejam acessíveis e que sejam "abastecidos" de informação que possibilite a sua leitura e conhecimento. Neste seguimento, é necessária esta prática, não só em locais que possam vir a abrir como igualmente em locais que estejam já abertos, pois uma das queixas que consta no reportório dos turistas que vêm a Braga é a falta de informação. Esta reclamação vem provar a falta de capacidade que o Posto de Turismo de Braga tem para responder e corresponder às necessidades dos turistas. É inadmissível que o Posto de Turismo de Braga feche em alturas que são essenciais e uma coisa deve ficar presente no pensamento de quem a estas profissões se submete: o sector turístico exige horários completamente diferentes dos "normais"; os horários têm necessariamente de se adaptar às necessidades do público que estamos a servir, correndo o risco de o perder caso isto não aconteça.

Outro ponto fraco da gestão do turismo na cidade de Braga é o parco aproveitamento das tradições que dela fazem parte. Destaque particular para o folclore que é sem dúvida subaproveitado no que toca ao seu contributo para o turismo, caso que nos obriga a fazer referência a Viana do Castelo que faz, e muito bem, do folclore e das tradições a sua imagem de marca. Em jeito de exemplo, um dos maiores símbolos da cidade de Viana do Castelo é o tão conhecido casal tradicional "Manel e Maria" que pode ser encontrado "aos pontapés" nas lojas de lembranças da cidade em "todos os jeitos e feitios" e tamanhos. Ora, na cidade de Braga podemos encontrar vários galos de Barcelos, vários "Maneis e Marias" de todos os tamanhos e em todos os materiais que servem utilidades várias (porta-chaves, bibelôs, etc.), mas o mesmo não acontece com um dos maiores símbolos de Braga, o farricoco. O farricoco, o símbolo da Semana Santa de Braga, parece ser difícil de encontrar como simples porta-chaves de pano ou adereço para uma capa académica (como acontece com o "Manel e a Maria" em Viana do Castelo). Sendo um símbolo da cidade, ou que deveria ser, merecia uma maior aposta e diversidade na sua comercialização. E este é apenas um exemplo entre muitos.

Ainda referenciando outra notícia,
esta do dia de hoje, destacada no "Jornal de Notícias" realça o contributo da Capital Europeia da Juventude em 40% no crescimento do turismo da cidade. Estes números são uma prova de que se existir oferta a procura tenderá a aumentar consequentemente. Um maior número de actividades e mais diversificadas é com toda a certeza uma boa aposta por parte da cidade e dos seus responsáveis.

Para finalizar, um dos pontos que, embora destacado em último lugar, não deixa de ser de extrema importância para o turismo é a promoção e divulgação da cidade nos meios adequados e que abranja a um público alargado. Ainda que muitas vezes a cidade de Braga seja mais conhecida por parte da população visitante do que pela população local, o que não deixa de ser um acontecimento infeliz, é importante que se invista numa boa promoção e divulgação original, que capte todas as atenções dos turistas e que realce todas as valências da cidade e do que esta tem para oferecer.

Fazendo uma suma do conteúdo e para que nada seja perdido, é fundamental:

- A valorização dos recursos da cidade e que estes se tornem acessíveis;

- Uma diversificação da oferta que poderá ser conseguida através do ponto anterior;

- Um maior apreço pelo património cultural e natural da cidade que é de valor incontestável para o turismo de Braga;

- Um aproveitamento e valorização das tradições da cidade que em muito podem contribuir para o aumento da qualidade do turismo da cidade (como por exemplo em lembranças, os ditos souvenirs ou em actividades temáticas);

- Um melhor funcionamento e melhores competências no Posto de Turismo de Braga;

- Uma aposta na qualidade e quantidade de informação dos monumentos da cidade;

- Criatividade, originalidade, diferenciação, transparência e responsabilidade por partes dos organismos responsáveis pelo turismo da cidade de Braga;

- Maior divulgação e promoção da cidade no estrangeiro e no país.

O que temos não é mais do que riqueza em bruto à espera de ser transformada num tesouro de valor incalculável. Com certeza, só teremos a ganhar com investimentos inteligentes, pelo que é preciso começar a exercitar e mudar mentalidades e sensibilizar as entidades responsáveis para a importância do património material e imaterial (que é muitas vezes descorado na cidade de Braga) em aliança com o sector do turismo."


Inês Barbosa


8 de abril de 2013

RUM: Comentadores do Praça do Município elogiam associações


É com grande regozijo que lemos esta notícia, sobretudo por vir em destaque de comentadores políticos e de um programa de rádio já com grande tradição.

O nosso trabalho é baseado na energia e no acreditar nos temas que abordamos, sempre com paixão. Realça-se, aqui a cooperação entre estruturas, que se abrem à sociedade e complementam o panorama cultural. 

Trabalhar em equipa funciona!!!
Obrigado RUM!

13 de março de 2013

Monumentos: Classificações valorizam Património de Braga

"Diário do Minho" 09/03/2013

"Diário do Minho" 13/03/2013

Num espaço inferior a uma semana, Braga foi brindada com a classificação do Castelo(Palácio) da D.ª Chica como Monumento de Interesse Público(MIP) e com a proposta de elevar a Casa da Quintã, também a MIP, mesmo contrariando uma proposta da Câmara Municipal de Braga.

Apesar da classificação do Castelo da D.ª Chica se dever à necessidade da DRCN em fechar processos antigos, esta é uma excelente notícia para Braga, sobretudo porque detém uma relevante Zona Especial de Protecção, que regulamentará e ajudará a ordenar o espaço envolvente ao MIP.

A Casa da Quintã é um edifício que se encontra em vias de classificação desde 1999. A sua homologação foi oficializada em 2010, através do edital 194/2010 da CMB.

Lembramos que este processo foi algo controverso, pois já em período em que a Casa estava homologada como MIP, ninguém fez cumprir a lei e ordem dentro da zona geral de classificação, o que foi "violada" de forma, provavelmente, ilegal e irreparável, pela construção de edifícios de pavilhões afectos a uma empresa construtora.

Parece claro que agora, a CMB venha exprimir um parecer contrário ao da DRCN, alegando que o perímetro de protecção é excessivamente alargado. Há que notar que à reclamação da CMB também se junta a reclamação do proprietário do terreno vizinho - uma construtora - que manifesta inquietação por ter na sua área, cerca de 40 metros de zona de salvaguarda. Esta foi a mesma empresa que construiu os pavilhões já quando decorria o processo de classificação (será que obteve parecer para a sua construção?)!
 
Estas duas classificações vêm aumentar o Património Bracarense, sobretudo no que toca aos edifícios de arquitectura civil, que merecem maior protecção.



5 de fevereiro de 2013

Percursos do Barroco - À descoberta de André Soares

À descoberta de André Soares - dia 16 de Fevereiro


Trilhos Bragueses (7) - O Mappa da Cidade

"Diário do Minho" 04/02/2013

Os Trilhos Bragueses desta semana apresentam a cidade do Século XVIII, a partir do mapa atribuído a André Soares.

Este mapa, que se encontra em depósito em Lisboa, deveria estar em Braga, acessível aos Bracarenses, pois o seu estudo pode contribuir para um maior conhecimento da nossa cidade.

Rui Ferreira, além de apontar a autoria do "mappa" a André Soares, apresenta a assinatura deste mestre do barroco, restituindo a lacuna da rubrica do arquitecto.

Vale a pena leitura atenta deste "Trilhos Bragueses", porque induz um maior conehcimento histórico sobre a nossa cidade.


30 de janeiro de 2013

Preparar o S.João de Braga

"Diário do Minho" 27/01/2013

Na passada Sexta-feira, dia 25, os "Serões do Burgo", tertúlias da Rusga de S. Vicente - Grupo Etnográfico do Minho, receberam, como convidado, Vitor Sousa, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Braga e Presidente da Associação de Festas de S.João de Braga.

A julgar pelos órgãos de comunicação social, o S. João de Braga é uma festa que merece mais apoios e divulgação, prometendo o Presidente da Associação de Festas manter o orçamento das festas, mas tentando elevar a qualidade da mesma.

O S.João, como palco das colectividades, vive muito do empenho das associações e torna-se urgente renovar os elementos da Associação de Festas, chamando os jovens à participação. A Associação de Festas precisa de novos elementos para se poder reinventar e trazer um novo brilho às festividades maiores da nossa cidade.

Este ano, será um ano importante para reacender a chama e o brilho das Festas de S.João.


5 de dezembro de 2012

Braga:Associações e Cidadania Activa

"Correio do Minho" 05/12/2012

Foi com agradável surpresa que hoje, folheando o jornal "Correio do Minho", encontramos, no espaço "Bom Dia", as palavras de José Paulo Silva.

Num atento comentário, em jeito de reflexão, José Paulo Silva expõe o importante papel das associações enquanto motor de uma cidadania activa, que participa na vida da cidade, que pretende mostrar outras opções e ajudar a encontrar soluções...para que o poder executivo não "trabalhe" sozinho e para que a população se sinta parte da cidade.

É com um sentimento de missão que se vai cumprindo que lemos estas honrosas palavras, é com sentimento de aprendizagem que lembramos o caso da ASPA, é com sentimento de partilha que vemos os movimentos de participação físicos e virtuais a multiplicarem-se. Há cerca de dois anos atrás, o nosso programa de actividades visava instigar a cidadania activa, dizendo que gostaríamos de ser uma "espécie de despertadores" para a mesma! É bom perceber que dois anos volvidos, vamos dando corpo a essa ideia.

Para que a cidade seja nossa e para todos. Obrigado José Paulo Silva pelas palavras que nos transmitem força e energia para continuarmos!


3 de dezembro de 2012

Participação Cívica em Braga

"Diário do Minho" 28/11/2012

Se em parte podemos concordar com estas afirmações, certo é que há outra parte que quer apontar o dedo ao porquê desta ausência de participação cívica.

Por um lado, o claro conformismo das gerações, por outro (e talvez mais pesado e grave) as instituições que em nada abonam a favor da participação, com receio que se analise, que se escrutine, em suma, que se participe!

Há que notar que esta falta de participação é notória quando os executivos, falando concretamente de Braga, nunca mostraram interesse em se abrirem aos cidadãos, não fazendo, sequer, questão de estimular o livre pensamento. Condenados à memória e à repressão, foram os casos de tantos cidadãos que emitiam opiniões e que cedo foram "silenciados" - entenda-se, aliciados por um bem imediato.

Assim é fácil fazer política, porque uma cidade sem cultura, é uma cidade sem identidade e opinião. Desincentivando a crítica e o pensamento, menos opiniões e sugestões são formuladas e a cidadania esfuma-se rapidamente.

É com este intuito de mais participação, no âmbito cultural e patrimonial que a JovemCoop e a Braga+ têm tentado despertado consciências. Queremos que a população questione, se aproxime do poder executivo e que dê as suas ideias e contribua para uma maior cidadania.

Este nosso contributo tem sido feito à margem dos partidos políticos, precisamente para que possamos actuar com maior isenção, na altura de pugnar pelas boas causas.

Ao longo deste ano, muitas foram actividades da JovemCoop que serviram para estimular a participação na vida pública e de forma activa. O número de participações foi crescendo, originando um grupo de cidadãos interessados e empenhados.

No próximo dia 07, haverá Assembleia Geral da Braga+, pelo que aqui fica o convite para quem se quiser juntar às boas causas, em prol da cidadania!



27 de novembro de 2012

Crónica A Voz à Juventude (15) Reconverter as Convertidas-debate

"Correio do Minho" 27/11/2012


É hoje que a JovemCoop e a Braga+ realizam um debate público sobre o futuro a dar à Casa das Convertidas!

Pensar a cidade é missão de cada cidadão e, por isso, não nos devemos ausentar nem alhear das discussões que podem contribuir para uma salutar vida comunitária.

Fica o convite para participar, connosco, esta noite, às 21h (acolher os convidados - início do debate às 21h30) na Casa dos COIMBRAS, neste debate público que contará com as participações do ex- Governador Civil José Araújo, do Vereador do Urbanismo Hugo Pires, de Manuela Sá Fernandes, representante do Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio e Carlos Aguiar Gomes, da Associação Famílias. Rui Ferreira, da Braga+ fará a contextualização histórica do edifício.

Não visamos, com este debate, impor a nossa proposta, mas sim recolher novos contributos para apresentar à entidade que detém a tutela do antigo recolhimento.

Mais informações em: http://www.facebook.com/events/168442213299017/