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25 de junho de 2013

Braga tem Use-it

"Diário do Minho" 17/06/2013

A cidade de Braga conta, desde a passada quinta-feira, com uma versão do mapa turístico integrada na versão Use-It Europe. Vão ser cerca de 40 mil exemplares que vão ser disponibilizados gratuitamente em Portugal e em várias cidades europeias, potenciando assim o interesse de ilustres visitantes por esta augusta urbe.

Trata-se de um Mapa para Viajantes Curiosos e tem como objectivo fornecer informação que pensa para além do turismo dito mais convencional: vai de encontro às necessidades dos viajantes independentes que estão interessados em fazer uma visita genuína e informal, que querem descobrir ativamente a cidade real tal como ela é vivida pelos habitantes locais. Este mapa é, portanto, escrito por quem melhor conhece a cidade – os bracarenses –, tentando ser aquele amigo do amigo em casa de quem estamos a pernoitar e que ao pequeno almoço nos rabisca num guardanapo indicações acerca daquilo que não devemos mesmo perder, sem papas na língua e com honestidade, falando do que melhor e pior tem a cidade.

Disponível em inglês e em português no formato de um desdobrável impresso e online, o USE-IT contém, além de um mapa de orientação de Braga, referências a quase 100 locais de interesse – entre monumentos, restaurantes, lojas, bares, espaços culturais. A seleção é feita de uma forma totalmente independente e de acordo com critérios que fogem do turismo massificado.

Distribuído gratuitamente em Braga, pelos postos de turismo, hostels, universidade e outros locais de afluência, e também no Porto, Lisboa, Guimarães e várias outras cidades na Europa, o USE-IT Braga surge pela mão da Calote Esférica – a mesma equipa que produziu o USE-IT Porto e o USE-IT Guimarães –, e integra uma rede Europeia em plena expansão que conta já com mais de 20 cidades, como Bruxelas, Praga, Oslo ou Viena, representando uma marca de qualidade no que diz respeito ao turismo independente.

texto retirado daqui: http://bragamaior.blogspot.pt/2013/06/braga-ja-tem-um-use-it.html


11 de abril de 2013

Turismo de Braga: em crescimento

"Diário do Minho" 09/04/2013

Uma excelente notícia para Braga, reiterando aquela que tem sido uma das ideias veículadas pela JovemCoop...o Turismo é um sector económico em crescimento, o qual a cidade de Braga tem sentido esse reflexo.

Uma vez que os números estão a solidificar, mas porque podem não ser sinónimo de qualidade, relembramos o que, do nosso ponto de vista, pode ser acrescentado para melhorar a oferta turística em Braga, a partir do texto da cooperante Inês Barbosa (publicado neste blogue a 18/07/2013)

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"É certo e sabido que um dos grandes problemas do sector turístico é a sazonalidade. Facto que pode ser resolvido quando uma cidade se mune de uma oferta diversificada que abrange vários tipos de mercados em diferentes alturas do ano. Ora esta resolução da sazonalidade aliada com a mais-valia que é o sector turístico para a empregabilidade, aumentaria os postos de trabalho e reduzia-lhes a precariedade.

Partindo desta premissa, aquilo que é necessário, e que já há muito vem sendo dito e discutido, é a necessidade em apostar num turismo em que todos os recursos sejam aproveitados da forma mais correcta. No caso de Braga em particular, o turismo tem sido um sector subaproveitado e que ainda tem muitas cartas para dar, podendo com toda a certeza ser uma mais-valia para uma cidade, que tantos recursos tem, que esperam apenas, por parte das entidades responsáveis públicas e privadas, uma forma de se tornarem úteis.

Publicada no dia 11 do mês transacto, no jornal "Público", uma notícia com o título "
Braga ainda guarda muitos tesouros que o público não pode ver", denuncia o descontentamento dos turistas estrangeiros que visitam a cidade de Braga. Cada vez mais turistas são confrontados com os monumentos fechados que para poderem ser visitados são necessárias autorizações especiais. Esta situação já há muito que vem sendo alertada pela população local e chega-nos agora um alerta dos turistas estrangeiros, aqueles que devemos ser capazes de chamar e de preservar na nossa cidade.

Ora não seria uma desilusão completa despendermos tempo e dinheiro para visitar um local, com a maior das expectativas e quando lá se chega dar literalmente com o nariz na porta? É o que acontece a vários visitantes na cidade de Braga que se vêem proibidos de visitar um património que é de todos e que a todos deve estar acessível.

Pelo que se dá a perceber na notícia, um dos problemas da abertura destes locais ao público é a falta de pessoal e a falta de recursos. Com certeza que a falta de pessoal não será um assunto complicado de resolver, assumindo que estamos a atravessar uma crise de empregabilidade em que anualmente saem milhares de licenciados de todas as universidade de todo o país e entre estes, centenas são aqueles que saem de cursos ligados ao sector turístico com vontade e acima de tudo necessidade de trabalhar e que viam um dos seus problemas resolvidos com estas propostas de emprego. Problema seria, sim, pagar os ordenados a este pessoal. Mas como em todos os problemas, quando há vontade, de uma forma ou de outra estes são resolvidos. E uma boa forma de resolver este problema em particular seria a cobrança de bilhetes à entrada dos monumentos, algo que teria de ser bem discutido e avaliado no caso de igrejas que abram as suas portas para a celebração da Eucaristia e que com certeza não iria ter objecção por parte dos visitantes, que asseguradamente preferem um bom investimento mesmo que maior do que um investimento "furado".

Há uma grande necessidade de manter os turistas o máximo de tempo possível na cidade que visitam de forma a gerar mais dormidas e maiores lucros. Não será surpresa nenhuma que Braga veja os seus números a aumentar se ao mesmo tempo aumentar o número de monumentos abertos ao público.

Mas não chega apenas tê-los abertos, é impreterível que estes sejam acessíveis e que sejam "abastecidos" de informação que possibilite a sua leitura e conhecimento. Neste seguimento, é necessária esta prática, não só em locais que possam vir a abrir como igualmente em locais que estejam já abertos, pois uma das queixas que consta no reportório dos turistas que vêm a Braga é a falta de informação. Esta reclamação vem provar a falta de capacidade que o Posto de Turismo de Braga tem para responder e corresponder às necessidades dos turistas. É inadmissível que o Posto de Turismo de Braga feche em alturas que são essenciais e uma coisa deve ficar presente no pensamento de quem a estas profissões se submete: o sector turístico exige horários completamente diferentes dos "normais"; os horários têm necessariamente de se adaptar às necessidades do público que estamos a servir, correndo o risco de o perder caso isto não aconteça.

Outro ponto fraco da gestão do turismo na cidade de Braga é o parco aproveitamento das tradições que dela fazem parte. Destaque particular para o folclore que é sem dúvida subaproveitado no que toca ao seu contributo para o turismo, caso que nos obriga a fazer referência a Viana do Castelo que faz, e muito bem, do folclore e das tradições a sua imagem de marca. Em jeito de exemplo, um dos maiores símbolos da cidade de Viana do Castelo é o tão conhecido casal tradicional "Manel e Maria" que pode ser encontrado "aos pontapés" nas lojas de lembranças da cidade em "todos os jeitos e feitios" e tamanhos. Ora, na cidade de Braga podemos encontrar vários galos de Barcelos, vários "Maneis e Marias" de todos os tamanhos e em todos os materiais que servem utilidades várias (porta-chaves, bibelôs, etc.), mas o mesmo não acontece com um dos maiores símbolos de Braga, o farricoco. O farricoco, o símbolo da Semana Santa de Braga, parece ser difícil de encontrar como simples porta-chaves de pano ou adereço para uma capa académica (como acontece com o "Manel e a Maria" em Viana do Castelo). Sendo um símbolo da cidade, ou que deveria ser, merecia uma maior aposta e diversidade na sua comercialização. E este é apenas um exemplo entre muitos.

Ainda referenciando outra notícia,
esta do dia de hoje, destacada no "Jornal de Notícias" realça o contributo da Capital Europeia da Juventude em 40% no crescimento do turismo da cidade. Estes números são uma prova de que se existir oferta a procura tenderá a aumentar consequentemente. Um maior número de actividades e mais diversificadas é com toda a certeza uma boa aposta por parte da cidade e dos seus responsáveis.

Para finalizar, um dos pontos que, embora destacado em último lugar, não deixa de ser de extrema importância para o turismo é a promoção e divulgação da cidade nos meios adequados e que abranja a um público alargado. Ainda que muitas vezes a cidade de Braga seja mais conhecida por parte da população visitante do que pela população local, o que não deixa de ser um acontecimento infeliz, é importante que se invista numa boa promoção e divulgação original, que capte todas as atenções dos turistas e que realce todas as valências da cidade e do que esta tem para oferecer.

Fazendo uma suma do conteúdo e para que nada seja perdido, é fundamental:

- A valorização dos recursos da cidade e que estes se tornem acessíveis;

- Uma diversificação da oferta que poderá ser conseguida através do ponto anterior;

- Um maior apreço pelo património cultural e natural da cidade que é de valor incontestável para o turismo de Braga;

- Um aproveitamento e valorização das tradições da cidade que em muito podem contribuir para o aumento da qualidade do turismo da cidade (como por exemplo em lembranças, os ditos souvenirs ou em actividades temáticas);

- Um melhor funcionamento e melhores competências no Posto de Turismo de Braga;

- Uma aposta na qualidade e quantidade de informação dos monumentos da cidade;

- Criatividade, originalidade, diferenciação, transparência e responsabilidade por partes dos organismos responsáveis pelo turismo da cidade de Braga;

- Maior divulgação e promoção da cidade no estrangeiro e no país.

O que temos não é mais do que riqueza em bruto à espera de ser transformada num tesouro de valor incalculável. Com certeza, só teremos a ganhar com investimentos inteligentes, pelo que é preciso começar a exercitar e mudar mentalidades e sensibilizar as entidades responsáveis para a importância do património material e imaterial (que é muitas vezes descorado na cidade de Braga) em aliança com o sector do turismo."


Inês Barbosa


18 de março de 2013

Bom Jesus: As razões para ver Braga por um Canudo

"Diário do Minho" 17/03/2013

O Monóculo do Bom Jesus, mais conhecido por "Canudo", é um factor de atracção turística de excelência daquele local.

O visitante admira a cidade de uma perspectiva singular e faz jus à expressão "ver Braga por um Canudo"!

Mas há mais razões para se deslocar ao Bom Jesus, e pode conhecê-las a partir do texto de José Carlos Peixoto, mesário da confraria do Bom Jesus.

16 de janeiro de 2013

Livro sobre Gestão de Animação Turística

"Diário do Minho" 15/01/2013

É certo que temos defendido um maior aproveitamento dos recursos turísticos em Portugal, de forma geral, e em Braga, de forma particular.

À medida que formulamos ideias, vamos sempre de encontra a uma permissa...há falta que preparação e de sensibilidade para construir um bom projecto turístico, alicerçado nos recursos locais.

Esta nova publicação, da autoria de Paulo Almeida e Sérgio Araújo, pode ser um excelente contributo para ajudar a pensar e a estruturar um bom projecto, sobretudo numa altura em que o Turismo e a dinamização cultural e turística podem ter uma porta aberta no mundo do empreendedorismo.

Aconselhamos atenta leitura desta obra e desejamos sucesso aos seus autores.


7 de novembro de 2012

Fotos "A Cooperar é que a gente se entende!"


Na 6ª feira, dia 26, a JovemCoop e a JF S. Victor convidaram a Professora Olga Matos, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, para abordar a importância do património cultural no turismo e a definição de conceitos que necessitam de ser desenvolvidos para uma melhor fruição de ambas as áreas.
 
Foi um primeira conferência/tertúlia no âmbito de "A Cooperar é que a gente se entende"!
 

 

22 de outubro de 2012

Conferência sobre Património e Turismo, dia 26 às 21h15

Conferência, dia 26 Out, 21h15, na Junta de S.Victor

Na próxima 6ª feira, dia 26 de Outubro, às 21h15, a JovemCoop realizará no auditório da Junta de Freguesia de S.Victor uma conferência subordinada ao tema "A importância do Património Cultural no Turismo". A apresentação estará a cargo da Prof. Olga Matos, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

O Turismo é uma área de actividade em franca expansão, aumentando os níveis de mobilidade quer a nível interno, quer externo.

Uma grande percentagem do "turista" escolhe os destino com base no atractivo cultural e histórico do destino, e da condições de fruição do mesmo.

O património cultural é um chamariz turístico...

O que procura um "turista" quando se desloca a um destino?

Que condições deve ter para melhor usufruir da cidade e da história do local?

Qual o impacto do turismo no património e do património no turismo?

Quais os locais melhores preparados para o turismo e os exemplos menos positivos?

Estará Braga preparada para o Turismo e saberá Braga valorizar o seu património cultural, extraindo daí dividendos?

Próxima 6ª feira, DIA 26, às 21h30 no auditório da Junta de Freguesia de S.Victor, com entrada livre!



24 de setembro de 2012

Braga e o Turismo à moda antiga

"Correio do Minho" 22/09/2012

A Câmara Municipal de Braga propõe celebrar o Dia Mundial do Turismo a partir de uma iniciativa que já provou levar centenas de pessoas ao centro, reviver os tempos do antigamente.

Nos dias 27 a 30 de Setembro, a Avenida Central acolherá a "feira à moda antiga", onde surgirão iniciativas associadas à venda de produtos agrícolas, à animação popular e à recriação de ofícios artesanais.

Esta iniciativa louvável, mostra aos mais novos um tempo não muito distante, mas muito diferente daquele que vivemos actualmente. Tem o mérito de ajudar pessoas de meia idade e/ou mais experimentadas a reviver momentos de outros tempos.

No dia 30 surge o Cortejo das Freguesias, onde as freguesias poderão mostrar o que têm de melhor e o que as distingue umas das outras, destacando o seu factor de diferenciação positiva.

Não deixa de ser curioso como esta Feira à Moda Antiga é realizada, no Dia Mundial do Turismo, numa cidade que explora ainda de forma antiga os seus recursos turísticos (ver aqui), mas também provoca um Cortejo das Freguesias, num momento em que se discute a fusão de freguesias e a reorganização do território. Será esta uma forma de sensibilizar ou provocar discussão?


11 de setembro de 2012

Entre Aspas - entre a realidade e a ficção

"Diário do Minho" 10/09/2012

Num registo pouco habitual da ASPA, o texto desta semana do Entre Aspas foi redigido sob uma forma ficcionada, almejando uma Braga verdadeiramente turística.

Nestes tempos mais recentes várias são as individualidades e colectividades que têm trazido este tema a público...expõe-se o potencialmente de Braga como destino de atracção e apontam-se algumas das falhas que o nosso município detém neste campo.

Com tantas ideias sugeridas, e com tantas lacunas apontadas, talvez o município devesse reunir os seus técnicos de turismo e de património e fazer uma avaliação, para fazer um balanço desta actividade...estarão os criadores de opiniões errados, ou estará mesmo o município desajustado?

Certo é que se houvesse um balanço rigoroso da estratégia municipal para o turismo (se é que há), provavelmente este texto seria real e não ficção...


5 de setembro de 2012

Opinião: A desvalorização do turismo de Braga

"Diário do Minho" 27/08/2012

Na sequência de um post publicado aqui, pela cooperante Inês Barbosa, o Diário do Minho teve a gentileza de publicar o texto, que critica a gestão municipal no que toca à valorização do turismo e aponta alguns tópicos que devem ser trabalhos e ajustados à realidade turística de quem procura a nossa cidade.

É certo que temos um vastíssimo património que serve de pilar à procura turística, mas importa reforçar quer os canais de acolhimento do público quer os canais de divulgação dos nossos locais visitáveis.

A Cidade de Braga é um "diamante em bruto" que pode e deve ser lapidado no que respeita à valorização do património e do turismo.~


18 de agosto de 2012

Natureza...uma aposta do Turismo

"Correio do Minho" 12/08/2012

Para começarmos a falar em Turismo de Natureza é necessário, antes de mais, dar a conhecer o que é o Turismo de Natureza, para tal baseamo-nos num estudo feito pela THR (Asesores en Turismo Hotelaría y Recreación, S.A.) para o Turismo de Portugal, IP, em 2006.


O Turismo de Natureza pode dividir-se em Turismo de Natureza soft e Turismo de Natureza hard. O Turismo de Natureza soft pode definir-se como a prática de actividades ao ar livre de baixa intensidade. Este tipo de Turismo de Natureza representa 80% do total de viagens de Natureza. Já o Turismo de Natureza hard pode definir-se como a prática de desportos na natureza e/ou actividades que requerem um elevado grau de concentração ou conhecimento (tal como o birdwatching) e representa 20% do total de viagens de Natureza. Cada um destes tipos tem diferentes perfis de consumidor e diferentes exigências.

Quanto ao perfil dos consumidores de Natureza soft são maioritariamente famílias com filhos, casais ou reformados, que podem ou não vir em grupos de amigos, que obtêm as suas informações sobre os destinos através de informação interpessoal e de brochuras e que compram as suas viagens através de agências de viagens e call centres. Este tipo de turistas fica alojado em pequenos hotéis de 3-4 estrelas e em casas rurais, viaja maioritariamente no Verão, na época de férias e uma ou duas vezes por ano. Procura actividades que lhes permita descansar, caminhar e descobrir novas paisagens, visitar atractivos interessantes e actividades relacionadas com fotografia.

Por outro lado, os consumidores de Natureza hard são maioritariamente jovens entre os 20 e 35 anos, estudantes ou profissionais liberais e praticantes ou aficionados de desportos ou actividades de interesse especial. Estes informam-se em revistas especializadas, em clubes/ associações e na internet, que utilizam também para comprar a sua viagem assim como associações especializadas. Estes turistas ficam alojados em alojamentos integrados na natureza, como parques de campismo ou casas de campo, Bed & Breakfast ou em refúgios de montanha, viajam na Primavera e Verão, dependendo do tipo de actividade ou desporto que vão realizar, individualmente ou em grupo de amigos, com muita frequência (até 5 vezes por ano). Procuram actividades e desportos de interesse especial, aprofundar o conhecimento da natureza e educação ambiental.

Explicados agora estes dois tipos de Turismo de Natureza, vejamos o Turismo de Natureza como um todo.

O Turismo de Natureza como principal motivo da viagem representa 9% do total das viagens de lazer realizadas pelos europeus (22 milhões de viagens internacionais, de uma ou mais noites de duração, por ano na Europa). Estas viagens têm registado um crescimento à volta dos 7% ao ano entre 1997 e 2004. Os principais mercados emissores são a Alemanha e a Holanda e 85% das viagens têm a duração de mais de 4 noites.

Quanto ao Turismo de Natureza como motivo secundário da viagem (ou seja, a viagem foi realizada com outras motivações, como o turismo de sol e praia, mas foram realizadas actividades relacionadas com a natureza quando se encontravam no destino), conseguem-se 30 milhões de viagens por ano na Europa, com gastos variáveis (quanto mais específico e especializado é o serviço/produto consumido, maior é o gasto dos turistas). Assim é normal que os gastos que os turistas têm com o Turismo de Natureza soft sejam menores do que os gastos com o Turismo de Natureza hard, variando os gastos de Turismo de Natureza soft entre os 80€ e os 250€, os gastos com o Turismo de Natureza hard serão ainda maiores, o que é benéfico para o destino

O Turismo de Natureza é um sector jovem, pouco estruturado e que inclui uma grande variedade de motivações e actividades, o que leva a que o conceito seja de ampla e difusa interpretação. Ainda assim, espera-se um aumento geral do potencial de compra de viagem de natureza devido a factores como a tendência global para uma maior consciencialização ambiental, a procura de destinos não degradados e não massificados e o efeito “moda”.

É, contudo, necessário e importante perceber que um destino não pode confiar exclusivamente no valor intrínseco da atracção dos seus recursos naturais (beleza, singularidade, etc.) para atrair visitantes e descurar a criação de condições necessárias para que, nesses recursos naturais, o visitante possa viver experiências inesquecíveis. O destino necessita de deixar marcas profundas e duradouras no visitante, fazendo do visitante um protagonista activo e não um mero observador de cenários naturais.

Destinos como a Irlanda e Astúrias são bons pontos de referência para os destinos que queiram sucesso no Turismo de Natureza. Para isso são também necessários factores básicos como a diversidade de recursos naturais, a existência de espaços naturais protegidos (Parques Nacionais, Reservas Naturais, etc.), boas acessibilidades, limpeza e conservação das zonas envolventes e factores chave como a organização e adaptação dos recursos naturais para o seu uso turístico através da regulamentação clara e rigorosa para proteger e conservar os espaços naturais porém compatível com o seu uso turístico, uma ampla e variada oferta de actividades, rotas e circuitos para percorrer, empresas operadoras especializadas, guias, etc.

No caso específico português, a maioria dos parques naturais são deficitários nas infraestruturas e serviços (carecem de serviços de apoio ao turista como material informativo ou centros de informação ao visitante). Existe, em Portugal, uma inadequação da legislação que regula a utilização turística dos espaços protegidos, numa perspectiva de preservação e sustentabilidade do património natural, que permita o seu aproveitamento, o que se torna em mais um entrave ao bom desenvolvimento do Turismo de Natureza em Portugal. Não existe ainda uma gestão turística dos espaços naturais, ainda que existam suficientes argumentos e exemplos que demonstram que, devidamente regulamentada, a utilização turística pode contribuir significativamente para gerar recursos económicos que assegurem a conservação e a manutenção destes espaços.

A procura de Turismo de Natureza em Portugal estima-se em 500 000 pessoas, dos quais 96% são nacionais. Dos 4% estrangeiros, a maioria tem o Turismo de Natureza como motivação secundária, o que reflecte duas coisas: a primeira é o fraco posicionamento de Portugal como destino para viagens de Turismo de Natureza no mercado internacional como motivo principal e a segunda é a importância do conceito “procura secundária”.

Segundo um estudo feito, os principais impedimentos/obstáculos para o desenvolvimento do Turismo de Natureza em Portugal são a falta de promoção, a impossibilidade de venda de alojamento, a legislação inadequada e a falta de apoio financeiro adequado.

Quanto a prioridade de mercado, os primeiros países prioritários são a Alemanha, a Holanda e a Escandinávia, seguidos do Reino Unido e da França e finalmente a Itália, a Espanha e os Estados Unidos.

É necessária uma actualização na secção natureza do portal de turismo, tal como oferecer informação completa, detalhada e verdadeira sobra a oferta de Natureza soft em Portugal, combinar a informação de serviços turísticos com informações sobre o destino (atracções turísticas, distâncias sítios de interesse em Km, milhas e tempo, facilidades de transporte, possibilidades de entretenimento, etc.), condições climáticas do destino, melhores períodos para a realização de actividades de interesse especial, informação bilingue nos idiomas dos principais mercados emissores para Portugal (incluindo o Holandês).

A próxima linha de actuação para o desenvolvimento do Turismo de Natureza na Região de Porto e Norte de Portugal necessita de promover primeiramente um aperfeiçoamento dos serviços e equipamentos turísticos que servem de apoio ao visitante (ex. melhorar os serviços de transporte, sinalização, parques de estacionamento e centros de informação do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), assim como adequar o horário de abertura de restaurantes e outros serviços turísticos).

Outro ponto fulcral para Portugal são as questões de insegurança. Portugal, com o fim de reduzir a insegurança do turista quando realiza uma viagem de Natureza soft, deveria seguir directrizes como desenvolver um sistema de telecomunicação que permita a cobertura telefónica móvel nas áreas naturais de uso turístico, criar um selo de qualidade ambiental e fomentar a sua utilização por empresas turísticas que desenvolvam o seu trabalho no sector de natureza, controlar a segurança das infraestruturas e equipamentos de uso turístico, aplicar um sistema de penalização rigoroso às empresas que não cumpram coma normativa ambiental vigente, rever a informação dada aos turistas via intermediários e aplicar eventuais medidas correctivas, unificar sistemas de sinalização, tanto para atalhos como para estradas, para que seja clara e homogénea em todo o território, desenvolver serviços de emergência médica em todas as áreas naturais de uso turístico.

Estas informações foram retiradas do seguinte documento: http://www.turismodeportugal.pt/Portugu%C3%AAs/turismodeportugal/Documents/Turismo%20de%20Natureza.pdf

Texto de Inês Barbosa (Né)

13 de agosto de 2012

Cemitério: Perpetuar a memória e invocar a arte

"Correio do Minho" 12/08/2012

Os cemitérios, muitas vezes vistos como locais sinistros e assustadores, são o local de referência para nos despedirmos de uma pessoa querida e podermos ter um local onde saibamos que o seu corpo jaz em paz.

Ao longo das últimas duas décadas, vários locais de enterramento foram adornados de várias formas, sejam eles campas, túmulos, mausoléus, etc.

E essas várias expressões de enterramento deram origem a igualmente variadas expressões artísticas, vistas hoje como verdadeiros monumentos de homenagem quer ao falecido, quer à obra do artista.

O cemitério de Pére Lachaise, situado na cidade de Paris, em França, é um dos maisa famosos do mundo, precisamente por incentivar a prática do turismo, como forma de o visitante homenagear personalidade de relevo.

A concepção do Père-Lachaise foi confiada ao arquiteto neoclássico Alexandre Théodore Brongniart em 1803 e, desde a sua abertura, o cemitério conheceu cinco ampliações: em 1824, 1829, 1832, 1842 e 1850, passando de 17 hectares a 43 hectares.

O cemitério recebeu a sua denominação em homenagem a François d'Aix de La Chaise (1624-1709), dito le Père La Chaise (o padre La Chaise), confessor do rei Luís XIV da França, sobre quem exerceu influência moderadora na luta contra o jansenismo.

Em 21 de maio de 1804, o cemitério foi oficialmente aberto para uma primeira inumação; a de uma pequena menina de cinco anos. Todavia, os parisienses não aceitavam de bom grado a necrópole, localizada distante do centro, numa zona de difícil acesso. Esta situação só mudaria quando para lá foram transferidas ossadas de importantes personalidades, apaziguando as críticas da elite parisiense.
Ao sul do cemitério encontra-se o Muro dos Federados, contra o qual 147 dirigentes da Comuna de Paris foram fuzilados em 28 de maio de 1871.


O "Correio do Minho" do passado dia 12 expressou esta ideia, e muito bem, na sua página de passatempos que permite um maior conhecimento sobre a cidade de Braga.

Também o cemitério de Braga é um local de grandeza artística onde estão sepultadas várias personalidades da História da Cidade de Braga.

Obviamente que o que se poderá pretender com esta ideia é homenagear a memória de pessoas importantes para a nossa História e que parecem cair no esquecimento, sendo desvalorizadas e cada vez mais omissas na representação da nossa cidade.

Por outro lado, pretender-se-á abordar as várias expressões artísticas, exaltando as magníficas construções ao longo dos anos.

Interessa, pois, perceber que esta ideia nada tem de mórbido nem de desrespeitoso, pois tudo teria de ser efectuado de forma a não perturbar quem procura a paz e o silêncio meditativo da hora da despedida; seria pois uma forma de perceber que a morte é um caminho para a memória em vida e que há várias formas de lembrar as pessoas importantes e que a construção da nossa História merece que essas pessoas sejam relembradas e que os visitantes se sintam mais próximos de alguém que marcou a cidade de Braga e se sintam inspirados a fazer mais e melhor.

Vamos desenvolver esta ideia e em breve apresenta-la-emos publicamente.


18 de julho de 2012

Riqueza em bruto à espera de ser transformada em tesouro

"Correio do Minho" 19/07/2102

É certo e sabido que um dos grandes problemas do sector turístico é a sazonalidade. Facto que pode ser resolvido quando uma cidade se mune de uma oferta diversificada que abrange vários tipos de mercados em diferentes alturas do ano. Ora esta resolução da sazonalidade aliada com a mais-valia que é o sector turístico para a empregabilidade, aumentaria os postos de trabalho e reduzia-lhes a precariedade.

Partindo desta premissa, aquilo que é necessário, e que já há muito vem sendo dito e discutido, é a necessidade em apostar num turismo em que todos os recursos sejam aproveitados da forma mais correcta. No caso de Braga em particular, o turismo tem sido um sector subaproveitado e que ainda tem muitas cartas para dar, podendo com toda a certeza ser uma mais-valia para uma cidade, que tantos recursos tem, que esperam apenas, por parte das entidades responsáveis públicas e privadas, uma forma de se tornarem úteis.

Publicada no dia 11 do mês transacto, no jornal "Público", uma notícia com o título "Braga ainda guarda muitos tesouros que o público não pode ver", denuncia o descontentamento dos turistas estrangeiros que visitam a cidade de Braga. Cada vez mais turistas são confrontados com os monumentos fechados que para poderem ser visitados são necessárias autorizações especiais. Esta situação já há muito que vem sendo alertada pela população local e chega-nos agora um alerta dos turistas estrangeiros, aqueles que devemos ser capazes de chamar e de preservar na nossa cidade.

Ora não seria uma desilusão completa despendermos tempo e dinheiro para visitar um local, com a maior das expectativas e quando lá se chega dar literalmente com o nariz na porta? É o que acontece a vários visitantes na cidade de Braga que se vêem proibidos de visitar um património que é de todos e que a todos deve estar acessível.

Pelo que se dá a perceber na notícia, um dos problemas da abertura destes locais ao público é a falta de pessoal e a falta de recursos. Com certeza que a falta de pessoal não será um assunto complicado de resolver, assumindo que estamos a atravessar uma crise de empregabilidade em que anualmente saem milhares de licenciados de todas as universidade de todo o país e entre estes, centenas são aqueles que saem de cursos ligados ao sector turístico com vontade e acima de tudo necessidade de trabalhar e que viam um dos seus problemas resolvidos com estas propostas de emprego. Problema seria, sim, pagar os ordenados a este pessoal. Mas como em todos os problemas, quando há vontade, de uma forma ou de outra estes são resolvidos. E uma boa forma de resolver este problema em particular seria a cobrança de bilhetes à entrada dos monumentos, algo que teria de ser bem discutido e avaliado no caso de igrejas que abram as suas portas para a celebração da Eucaristia e que com certeza não iria ter objecção por parte dos visitantes, que asseguradamente preferem um bom investimento mesmo que maior do que um investimento "furado".

Há uma grande necessidade de manter os turistas o máximo de tempo possível na cidade que visitam de forma a gerar mais dormidas e maiores lucros. Não será surpresa nenhuma que Braga veja os seus números a aumentar se ao mesmo tempo aumentar o número de monumentos abertos ao público.

Mas não chega apenas tê-los abertos, é impreterível que estes sejam acessíveis e que sejam "abastecidos" de informação que possibilite a sua leitura e conhecimento. Neste seguimento, é necessária esta prática, não só em locais que possam vir a abrir como igualmente em locais que estejam já abertos, pois uma das queixas que consta no reportório dos turistas que vêm a Braga é a falta de informação. Esta reclamação vem provar a falta de capacidade que o Posto de Turismo de Braga tem para responder e corresponder às necessidades dos turistas. É inadmissível que o Posto de Turismo de Braga feche em alturas que são essenciais e uma coisa deve ficar presente no pensamento de quem a estas profissões se submete: o sector turístico exige horários completamente diferentes dos "normais"; os horários têm necessariamente de se adaptar às necessidades do público que estamos a servir, correndo o risco de o perder caso isto não aconteça.

Outro ponto fraco da gestão do turismo na cidade de Braga é o parco aproveitamento das tradições que dela fazem parte. Destaque particular para o folclore que é sem dúvida subaproveitado no que toca ao seu contributo para o turismo, caso que nos obriga a fazer referência a Viana do Castelo que faz, e muito bem, do folclore e das tradições a sua imagem de marca. Em jeito de exemplo, um dos maiores símbolos da cidade de Viana do Castelo é o tão conhecido casal tradicional "Manel e Maria" que pode ser encontrado "aos pontapés" nas lojas de lembranças da cidade em "todos os jeitos e feitios" e tamanhos. Ora, na cidade de Braga podemos encontrar vários galos de Barcelos, vários "Maneis e Marias" de todos os tamanhos e em todos os materiais que servem utilidades várias (porta-chaves, bibelôs, etc.), mas o mesmo não acontece com um dos maiores símbolos de Braga, o farricoco. O farricoco, o símbolo da Semana Santa de Braga, parece ser difícil de encontrar como simples porta-chaves de pano ou adereço para uma capa académica (como acontece com o "Manel e a Maria" em Viana do Castelo). Sendo um símbolo da cidade, ou que deveria ser, merecia uma maior aposta e diversidade na sua comercialização. E este é apenas um exemplo entre muitos.

Ainda referenciando outra notícia, esta do dia de hoje, destacada no "Jornal de Notícias" realça o contributo da Capital Europeia da Juventude em 40% no crescimento do turismo da cidade. Estes números são uma prova de que se existir oferta a procura tenderá a aumentar consequentemente. Um maior número de actividades e mais diversificadas é com toda a certeza uma boa aposta por parte da cidade e dos seus responsáveis.

Para finalizar, um dos pontos que, embora destacado em último lugar, não deixa de ser de extrema importância para o turismo é a promoção e divulgação da cidade nos meios adequados e que abranja a um público alargado. Ainda que muitas vezes a cidade de Braga seja mais conhecida por parte da população visitante do que pela população local, o que não deixa de ser um acontecimento infeliz, é importante que se invista numa boa promoção e divulgação original, que capte todas as atenções dos turistas e que realce todas as valências da cidade e do que esta tem para oferecer.

Fazendo uma suma do conteúdo e para que nada seja perdido, é fundamental:

- A valorização dos recursos da cidade e que estes se tornem acessíveis;

- Uma diversificação da oferta que poderá ser conseguida através do ponto anterior;

- Um maior apreço pelo património cultural e natural da cidade que é de valor incontestável para o turismo de Braga;

- Um aproveitamento e valorização das tradições da cidade que em muito podem contribuir para o aumento da qualidade do turismo da cidade (como por exemplo em lembranças, os ditos souvenirs ou em actividades temáticas);

- Um melhor funcionamento e melhores competências no Posto de Turismo de Braga;

- Uma aposta na qualidade e quantidade de informação dos monumentos da cidade;

- Criatividade, originalidade, diferenciação, transparência e responsabilidade por partes dos organismos responsáveis pelo turismo da cidade de Braga;

- Maior divulgação e promoção da cidade no estrangeiro e no país.

O que temos não é mais do que riqueza em bruto à espera de ser transformada num tesouro de valor incalculável. Com certeza, só teremos a ganhar com investimentos inteligentes, pelo que é preciso começar a exercitar e mudar mentalidades e sensibilizar as entidades responsáveis para a importância do património material e imaterial (que é muitas vezes descorado na cidade de Braga) em aliança com o sector do turismo.


8 de julho de 2012

Binóculo do Bom Jesus-A Braga o que é de Braga


A 19 de Abril deste ano, aqui, foi noticiado algo que muitos cidadãos bracarenses esperavam há já sete/oito anos: "Binóculo do Bom Jesus de volta até junho para ver cidade 'por um canudo'".


Como pode ler-se na notícia o velho binóculo do Bom Jesus, o qual originou a célebre frase "de marca" da cidade de Braga, "ver Braga por um canudo", foi retirado com vista à sua reparação.


É de louvar o desejo da sua recuperação e não de o substituir por um novo, pois o binóculo com mais de 100 anos faz parte da História da cidade e da sua identidade. Seria de louvar também que o mesmo fosse recolocado até Junho como noticiado, o que, infelizmente, não aconteceu.


Em meses de Verão, onde a afluência de turistas, quer nacionais quer estrangeiros, é maior, faria todo o sentido o estimado canudo voltar ao lugar que lhe é de direito.


Irá a Confraria do Bom Jesus devolver com brevidade esta parte da História que foi retirada à cidade? Os cidadão querem, e têm o direito de saber o que é feito do seu "canudo".


Será que vamos voltar a "ver Braga por um canudo" ou será que daqui a poucos anos já ninguém se lembrará desta célebre frase?


Enquanto não há resposta para estas questões, por cá esperamos que o "canudo" volte brevemente a ser de fruição dos cidadãos de Braga e dos que a cidade visitam.

21 de maio de 2012

Património Arqueológico - a necessidade de falar de Bracara Augusta

"Diário do Minho" 21/05/2012


Ao ler o Diário do Minho de hoje, percebemos o quão necessário se torna falar de Bracara Augusta. A iniciativa que pensamos conjuntamente com a Coligação "Juntos por Braga" parecer ter ainda mais sentido após lermos que o promotor, a titulo particular pagou um serviço arqueológico, que investiu com coerência para a economia local, mas que respeitou a lei do património e a identidade da nossa cidade.

A musealização dos achados arqueológicos parece não conhecer a luz do dia, nem a fruição pública, não por não haver vontade do promotor do Grupo Regojo, mas sim pelos constantes adiamentos do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura e entidades dependentes.

Por isso, esperamos que o representante do Grupo Regojo se possa associar à iniciativa que decorrerá Sábado, dia 26, às 16h30, no Espaço Cultural Pedro Remy...uma tertúlia com empreendedores que têm, nos seus estabelecimentos vestígios arqueológicos e perceber se estes são, ou não, uma mais valia para a cidade, para o turismo e para o comércio! Falaremos de estratégias para o futuro da nossa cidade!


18 de maio de 2012

Visitar a cidade romana ontem, hoje e amanhã


"Diário do Minho" 18/05/2012
"Correio do Minho" 18/05/2012

Na próxima semana Braga vestir-se-á de "toga", aludindo à recriação história da Braga Romana, evento congregador de várias instituições e mobilizador de milhares de pessoas.

O potencial desta iniciativa pode levar Braga a competir, a partir do seu património, numa escala internacional e colocando os monumento romanos, as heranças, a cultura e o evento Braga Romana como destino de eleição a visitantes, turistas, curiosos, investigadores, etc.

Assim, a convite do lider da Coligação Juntos Por Braga, fomos incentivados a complementar o Programa Oficial da Braga Romana, através de um conjunto de iniciativas que vão além do simples evento lúdico, dando-lhe um carácter de maior conhecimento cultural.

O convite que aqui formulamos à cidade de Braga é para se juntar a esta iniciativa e vir conhecer Braga a partir da perspectiva científica, patrimonial e social através de uma aula aberta, de uma visita pelos monumentos romanos e por uma tertúlia com várias forças da cidade.

Com certeza, todos ficaremos a ver Bracara Augusta de uma forma mais enriquecida e valorizaremos mais a nossa cidade.


13 de maio de 2012

Novos Roteiros para conhecer Braga

"Diário do Minho" 10/05/2012


Uma excelente iniciativa, em ano de Capital Europeia da Juventude que poderá facilitar aos nossos visitantes o conhecimento da Cidade. 


Novos quatros roteiros, com temáticas variadas, desde a religião, a História, a Cultura e o Futuro (desenvolvido pelas passagens no INL e U.Minho).


Esperamos que os turistas possam aceder a estas novas informações e que possam usufruir correctamente da nossa cidade.

14 de março de 2012

Regenerar Braga: A importância do património e o sector que a JovemCoop tem dinamizado

"Diário do Minho" 12/03/2012
"Correio do Minho" 12/03/2012

Quem, por hábito, vai lendo este blogue, sabe que temos vindo a defender, como ponto de honra, um maior investimento no sector do Património Cultural, como potenciador e dinamizador turístico e, consequentemente, financeiro.

Por inúmeras vezes, abordamos como o património mexe com o turismo (uma das únicas áreas económicas que não decresceu), como é factor diferenciador de identidade e como pode ser atractivo para captar a atenção dos visitantes.

Apelamos, desde o início do programa "A Regenerar Braga", que a CMB tivesse maior atenção ao património que poderia jazer nos locais a intervencionar, nomeadamente o Largo da Senhora-a-Branca, Largo dos Penedos e Rua de S. Vicente, Campo das Hortas e, por fim, o Largo Carlos Amarante (Shopping Santa Cruz e Igreja de Santa Cruz).

As intervenções, mesmo estando a cumprir os requisitos mínimos legais para proteger e/ou identificar o património arqueológico, parece não estar a pensar a integração, valorização e exploração dos recursos arqueológicos (veja-se o caso da Rua de S. Vicente, que ficará pedonal, mas não está previsto musealizar a conduta de água das Sete Fontes, Monumento Nacional).

A JovemCoop, sobretudo neste ano de Capital Europeia da Juventude, tem vindo a divulgar e a incentivar ao conhecimento do nosso património e das nossas heranças culturais.

Prova disso mesmo é a realização do Curso da História da Cidade de Braga, os Trilhos Medievais e Percursos Barrocos, a iniciativa de caminhar pelas Vias Romanas com "Todos os Caminhos Vão dar a Roma".

Ao lermos os artigos acima postados, leiam, com atenção, as partes sublinhadas a verde.
No artigo do Diário do Minho, o gerente de uma residencial no largo da Senhora-a-Branca diz participar numa formação sobre a História da Cidade de Braga para estar melhor preparado para informar os seus clientes que queiram conhecer as origens da cidade.
Já no artigo do Correio do Minho, os comerciantes afirmam a esperança de ver publicitada a Via do Ouro e vêem como útil integrar-se a Rua de S. Vicente em futuros circuitos de revisitação da Geira - curiosamente, fizemos o primeiro percurso de Todos os Caminhos vão dar a Bracara Augusta, precisamente pela Via XVIII no Sábado dia 25 de Fevereiro.

Não somos "avançados no tempo", nem temos "olho para o negócio", apenas constatamos as necessidades dos tempos presentes e damos resposta, bem sucedida, a julgar pela procura que temos tido nas nossas actividades.

Por isso, valorizar o património é uma necessidade urgente em Braga, reclamada pelos seus cidadãos.
Para reflexão...


6 de março de 2012

BragaCEJ na BTL - A JovemCoop representada

"Diário do Minho" 05/03/2012

Cartaz "Todos os Caminhos Vão dar a Bracara Augusta - foto Inês Barbosa

Post facebook sobre YNature "Trilho do Castelo" - foto Inês Barbosa

No passado fim de semana realizou-se, em Lisboa, a Bolsa de Turismo de Lisboa, feira de cariz internacional bastante procurada por operadores turísticos e outros interessados.

A BragaCEJ2012 esteve representada neste certame com stand próprio e recebeu visitas de reconhecidas individualidades que elogiaram o facto de Braga acolher a distinção de Capital Europeia da Juventude.

Foi com agradável surpresa que a nossa cooperante Inês Barbosa descobriu que as nossas actividades estavam a ser divulgadas na BTL, inseridas no programa da BragaCEJ.

É, para nós, sentimento de que estamos a cumprir bem a nossa missão, pois percebemos que temos tido um papel preponderante nas actividades ambientais e patrimoniais da BragaCEJ.

Nós havíamos dito que com apoio certo, nós somos parceiros responsáveis e determinados.

Agradecemos esta boa surpresa e fazemos votos de mais actividades!


2 de fevereiro de 2012

Barcelos: Requalificação da Torre de Menagem

"Diário do Minho" 02/02/2012

"Correio do Minho" 02/02/2012

A Cidade de Barcelos vai investir 625 mil euros para requalificar a Torre de Menagem dessa cidade. Esta empreitada vai permitir albergar o Centro de Interpretação do Galo e criar um miradouro, com dois binóculos, para os visitantes poderem apreciar a cidade de outra perspectiva.

É uma excelente notícia porque permitirá preservar um património imóvel, testemunho da Cidade Medieval, bem como possibilitará uma aposta na componente do design cultural e na fruição da envolvente paisagística.

Parece-nos um bom modelo a seguir na nossa cidade. Tendo em conta que Braga possui a Torre de Menagem a coroar a Av.Central, porque não investir naquele espaço, dando-lhe vida e retirando-lhe a conotação de abandono que sobre ele paira?

Tal como em Barcelos, estar-se-ia a apostar na recuperação do Património, bem como poder-se-ia apostar num conceito inovador, para que as pessoas pudessem conhecer a Torre de Menagem por dentro, com algo que as atraísse. Hoje, a Torre de Menagem só está aberta quando há exposições e nem sempre os turistas têm a sorte de encontrar a porta aberta.

Certo que se a Torre de Menagem por dentro nada tem de especial, mais um motivo para lhe dar maior expressão com a colocação de um Centro de Artes ou um Centro Interpretativo.

A aposta mais séria seria, ainda assim, a abertura da Torre como miradouro para a Cidade. A paisagem é bonita e permite contemplar desde as cercanias montanhosas e os seus santuários até ao Centro Histórico da Cidade, afinal, tem uma perspectiva 360º sobre a cidade.

É uma ideia que deve ser aproveitada, rentabilizando a estrutura e dinamizando o património cultural, bem como potenciando o turismo.

À atenção da cidade de Braga!!!


19 de dezembro de 2011

Priscos: O maior presépio humano


"Diário do Minho" 19/12/2011

O maior presépio humano da europa foi ontem inaugurado, tendo, este ano, novos cenários e mais personagens.

A aposta nesta recriação ganha expressão tendo, por base, duas premissas.
A primeira a destacar é a grande movimentação de pessoas que quer fazer (p)arte deste projecto e ajudar a construi-lo.

A segunda premissa a destacar é a enorme atracção turística que este presépio constitui, levando curiosos e amigos a querer conhecer este presépio. Depreendemos pela notícia que é, ainda, local de incentivo ao comércio, com a venda de produtos ali em exposição.

É uma maneira original de ajudar a vencer a crise. Além do mais, é um exemplo da mensagem de Natal...há, ali, solidariedade e união, tornando-se um dos melhores exemplo que Braga tem para oferecer!

Horários
  • 18 de Dezembro Inauguração às 11h00 até às 12h30
  • 25 de Dezembro das 15h00 às 18h30
  • 29 de Dezembro das 14h30 às 18h30
  • 01 de Janeiro das 15h00 às 18h30
  • 07 de Janeiro das 21h00 às 23h00
  • 08 de Janeiro das 15h00 às 18h30
Para mais informações, consulte o site http://presepiopriscos.com/