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2 de maio de 2013

GNRation ON: Um equipamento cultural para Braga

"Diário do Minho" 02/05/2013
 

Foi imaugurado ontem, dia 01 de Maio, o novo espaço multifuncional, com várias valências culturais, reaproveitando a estrutura do antigo quartel da Guarda Nacional Republicana.

Perpetuando a memória austera da disciplina da GNR, mas inovando no conceito, o espaço foi baptizado de GNRation e abriu portas para servir os bracarenses.

O edifício foi desenhado para assentar em três eixos fundamentais: a animação cultural (pátios e black box), sobretudo com um forte investimento na área musical; o Laboratório Digital e o espaço de empreendedorismo (co-work e lojas comerciais).
Aliado a estes 3 eixos, surgem, ainda, a Casa do Conselho Municipal da Juventude entre outras áreas que podem ser utilizadas para múltiplos fins.

O Vereador da CMB, Arq.to Hugo Pires "esclarece para que servirá afinal este projeto que esteve envolvido em polémica nos últimos meses. 

“Afinal o que é o GNRation? Perguntam-me se é um novo espaço cultural ou um lugar de acolhimento de associações juvenis, perguntam-me se é uma incubadora de empresas ou um espaço comercial e inovador, se é uma área de co-working ou um centro de formação e qualificação, se é uma sala de concertos ou uma residência para artistas em criação, se é um laboratório digital ou uma galeria de arte, se é um sítio para investigar ou para o lazer e entretenimento. O GNRation é tudo isto e muito mais. O GNRation é a resposta aos problemas e desafios do século XXI”.
 
A partir de hoje, o espaço é da cidade, como revela Hugo Pires. “A partir de hoje o GNRation deixa de ser da câmara municipal e passa a ser de todos os bracarenses e de todos os que querem fazer de Braga a sua cidade para trabalhar, estudar e visitar. Passa a ser dos jovens de todas as idades, origens sociais e habilitações académicas. O GNRation é o novo lugar de encontro de Braga consigo própria e com o mundo. O lugar onde os criadores encontrarão outros criadores e os seus públicos, onde as ideias encontrarão novas ideias, onde a inovação se transformará em negócios, onde se colaborará, exprimentará, arriscará e onde se vai falhar, com certeza, e acertar também”. "

retirado da RUM

14 de fevereiro de 2013

GNRation e o futuro

"Diário do Minho 10/02/2013

A Fundação Bracara Augusta será a "fiel depositária" do GNRation, edifício legado pela BragaCEJ2012, a partir de 150€/mês.

Parecendo estranho que a Fundação Bracara Augusta pague a renda a quem a instalou, não será menos verdade que este valor pode ser encarado como um garante de subsistência da própria instalação.

Tendo em conta que o GNRation irá albergar estruturas geradoras de dinheiro (restaurante, club nocturno, bar e lojas), será que 150€ de renda será suficiente para manter a estrutura funcional? Quando esta precisar de obras ou substituir algum material, a quem será imputada a factura? À Fundação Bracara Augusta ou à CMB?

Importa perceber se este edifício irá, ou não, albergar associações de Braga ou se isso foi uma mera ilusão. Será que o GNRation irá albergar o Conselho Municipal da Juventude e actividades promovidas pelas associações, ou será mais um Theatro Circo, aberto ao público, mas fechado ao empreendedorismo cultural local das associações.



17 de setembro de 2012

O Museu do Brinquedo e as boas ideias para a Confiança

"Correio do Minho" 17/09/2012

Há pouco tempo, quando se falou do concurso de ideias para a Fábrica Confiança, surgiram várias propostas para a revitalização daquele espaço.

Rapidamente o júri do concurso decidiu jogar pelo seguro e optou por projectos mais ou menos semelhantes, com uma visão pouco ambiciosa e algo coincidente com parte do programa do GNRation.

Das valências a apresentar na Fábrica Confiança, tirando o Centro de Ciência Viva, não vemos nenhum rasgo de ideias novas que mereça melhor instalação naquele local.

Quando muitas vozes se manifestam contra a instalação e abertura de mais núcleos museológicos, porque dizem criar duplicação de conceitos e pela falta de interesse do público, o Município de Ponte de Lima uma vez mais torna-se pioneiro em descredibilizar certos mitos.

Aberto há pouco mais de três meses, o Museu do Brinquedo é um sucesso ao alcance de poucos museus, pois sabe comunicar, estar perto do público e divulgar o seu objecto. A sua temática não é indiferente a nenhuma pessoa, pois entre brinquedos que reconhecemos ou aqueles que gostaríamos de ter, ou as curiodades daqueles brinquedos da época dos nossos pais e avós, todos nós sentimos familiariedade a esta temática.

Os números são indesmentiveis... em 3 meses, cerca de 10.000 visitantes! Um número absolutamente fantástico, comprovando que quando há vontade e planeamento, os resultados aparecem.

Porque não aproveitar as instalações da Confiança (ou de qualquer outro edifício com história) para instalar uma valência cultural, aberta ao público e com uma temática que desperte interesse? Há tantas áreas para explorar, que seguramente, seria um sucesso, com retorno humano garantido.


11 de setembro de 2012

Noite Branca - o balanço


"Diário do Minho" 10/09/2012


"Diário do Minho" 11/09/2012

Foi, sem dúvida, o evento mais marcante da BragaCEJ2012 até à data. Não é descabido dizer que superou o evento de abertura, porque os números falam por si.

A Noite Branca, ganhou destaque em Braga não só pela qualidade dos concertos, como pelas instalações artísticas das "Cidades Invisíveis".

Ter numa só noite, e de graça, Mafalda Arnauth, The Gift e Buraka Som Sistema em pleno centro da cidade de Braga, é um luxo que Braga e os bracarenses desconheciam.
Há muito que se reclama mais concertos e actividades musicais em Braga, apontando ao Theatro Circo incapacidade e inabilidade para atrair nomes sonantes da música. E a verdade é que não é por falta de público, é mesmo por inoperância de quem gere quer aquela casa de espectáculos, quer quem está à frente dos destinos culturais de Braga.

Após esta Noite Branca, que o Município nunca mais se queixe da falta de mobilidade dos jovens ou de atracção do público. Aqui deu-se o caso de o Município/BragaCEJ2012 desafiaram, os bracarenses compareceram e participaram...vestidos a rigor!

A instalação das "Cidades Invisíveis" foi muito elogiada por uns e criticada por outros. O facto de não se conseguir entrar ou passar em determinadas ruas ou a falta de explicação em certos troços do percurso foram alvo de críticas.
Parece-nos que este percurso, que pode ter sido considerado confuso, foi uma lufada de ar fresco na visão cultural e urbana que temos da nossa cidade. E percebeu-se que muito ainda se pode fazer para reiventar o conceito de cidade e de cultura na urbe.

Os número desta Noite Branca falam por si...mais de 80 mil pessoas no centro, várias lojas abertas à noite que foram fazendo negócio, cafés, bares e restaurantes "à pinha" e muitos destes que esgotaram os stocks de bebidas.

Nós agradecemos esta dádiva cultural, que soou a oásis num deserto, sobretudo numa noite com a competição feroz das "Feiras Novas" de Ponte Lima.

Esperamos que este seja um legado à cidade, com repetição garantida e, se possível, que tenha aberto as mentes para se apostar mais na cultura dentro da nossa cidade.

Mau foi as equipas de limpeza não estarem 100% afectas à realziação do evento e ir limpando as ruas e praças da nossa cidade. Na Rua D. Paio Mendes, às 9h da manhã, com a Catedral a abrir e os comerciantes a iniciar o dia de negócio, o estado da rua era lamentável...aqui fica um ponto a melhorar e a corrigir, pois sabemos que havia equipas de limpeza, provavelmente não eram suficientes ou entraram em acção tarde de mais.


13 de agosto de 2012

Cemitério: Perpetuar a memória e invocar a arte

"Correio do Minho" 12/08/2012

Os cemitérios, muitas vezes vistos como locais sinistros e assustadores, são o local de referência para nos despedirmos de uma pessoa querida e podermos ter um local onde saibamos que o seu corpo jaz em paz.

Ao longo das últimas duas décadas, vários locais de enterramento foram adornados de várias formas, sejam eles campas, túmulos, mausoléus, etc.

E essas várias expressões de enterramento deram origem a igualmente variadas expressões artísticas, vistas hoje como verdadeiros monumentos de homenagem quer ao falecido, quer à obra do artista.

O cemitério de Pére Lachaise, situado na cidade de Paris, em França, é um dos maisa famosos do mundo, precisamente por incentivar a prática do turismo, como forma de o visitante homenagear personalidade de relevo.

A concepção do Père-Lachaise foi confiada ao arquiteto neoclássico Alexandre Théodore Brongniart em 1803 e, desde a sua abertura, o cemitério conheceu cinco ampliações: em 1824, 1829, 1832, 1842 e 1850, passando de 17 hectares a 43 hectares.

O cemitério recebeu a sua denominação em homenagem a François d'Aix de La Chaise (1624-1709), dito le Père La Chaise (o padre La Chaise), confessor do rei Luís XIV da França, sobre quem exerceu influência moderadora na luta contra o jansenismo.

Em 21 de maio de 1804, o cemitério foi oficialmente aberto para uma primeira inumação; a de uma pequena menina de cinco anos. Todavia, os parisienses não aceitavam de bom grado a necrópole, localizada distante do centro, numa zona de difícil acesso. Esta situação só mudaria quando para lá foram transferidas ossadas de importantes personalidades, apaziguando as críticas da elite parisiense.
Ao sul do cemitério encontra-se o Muro dos Federados, contra o qual 147 dirigentes da Comuna de Paris foram fuzilados em 28 de maio de 1871.


O "Correio do Minho" do passado dia 12 expressou esta ideia, e muito bem, na sua página de passatempos que permite um maior conhecimento sobre a cidade de Braga.

Também o cemitério de Braga é um local de grandeza artística onde estão sepultadas várias personalidades da História da Cidade de Braga.

Obviamente que o que se poderá pretender com esta ideia é homenagear a memória de pessoas importantes para a nossa História e que parecem cair no esquecimento, sendo desvalorizadas e cada vez mais omissas na representação da nossa cidade.

Por outro lado, pretender-se-á abordar as várias expressões artísticas, exaltando as magníficas construções ao longo dos anos.

Interessa, pois, perceber que esta ideia nada tem de mórbido nem de desrespeitoso, pois tudo teria de ser efectuado de forma a não perturbar quem procura a paz e o silêncio meditativo da hora da despedida; seria pois uma forma de perceber que a morte é um caminho para a memória em vida e que há várias formas de lembrar as pessoas importantes e que a construção da nossa História merece que essas pessoas sejam relembradas e que os visitantes se sintam mais próximos de alguém que marcou a cidade de Braga e se sintam inspirados a fazer mais e melhor.

Vamos desenvolver esta ideia e em breve apresenta-la-emos publicamente.


31 de julho de 2012

Braga: Festival Internacional de Folclore de Braga


Nos dias 20 e 21 do mês corrente teve lugar a 14ª edição do Festival Internacional de Folclore de Braga, no palco da Avenida Central. Este Festival é realizado desde 1998 e desde há mais ou menos 3 ou 4 anos para cá mudou o seu modus operandi.


Os grupos convidados para o festival, até há bem pouco tempo, tinham a sua estadia na cidade de Braga, no Regimento de Cavalaria nº6. O convívio salutar entre todos os grupos tinha o seu auge no jantar convívio que se realizava por norma na primeira noite de festival. O festival tinha a duração de três dias (sexta, sábado e domingo) e os grupos convidados ficavam a cargo dos três grupos da cidade (Rusga de S. Vicente, Associação Festiva "Os Sinos da Sé de Braga" e Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio) durante os dias do festival. Os guias dos grupos acompanhavam-nos à descoberta da cidade tanto de dia como de noite. Este procedimento é similar noutras cidades do mundo e é o mais rico em intercâmbio e convivência entre povos.


Mas, desde há uns anos para cá esta forma de organização do festival foi alterada. Os grupos deixaram de pernoitar e de passar o dia em Braga e passaram a vir de outra cidade. O que acontece é que os grupos são convidados para um outro festival e aproveitam e "dão um salto" ao festival em Braga.
Este ano e no ano transacto perdeu-se um dia no festival. E já há anos que se vem perdendo a essência de intercâmbio.


O Festival Internacional de Folclore de Braga é muito bem recebido e acarinhado pela população que se desloca à Avenida Central com curiosidade e alegria. E a tendência de que só a população idosa aprecia o folclore e as tradições parece estar lentamente a mudar. Os dias do festival deram, a partir mais ou menos das nove da noite, um novo ar à cidade. Uma cidade mais alegre, mais movimentada e multicultural.


Este multiculturalismo podia ser bem melhor aproveitado se voltássemos à antiga prática de acolher no seio da nossa cidade os grupos estrangeiros e nacionais que participam deste festival. Além de dar um ambiente mais animado à cidade pode muito bem ser uma mais-valia para o aumento do número de visitantes na cidade pois, sendo bem recebidos os grupos participantes, a vontade de voltar a título particular poderá aumentar.


Um pequeno passo para a organização, um grande passo para a cidade.


19 de julho de 2012

As Noites Brancas da Senhora-a-Branca

"Correio do Minho" 19/07/2012

Decorreu, no passado Sábado dia 14, a X edição de música polifónica de S.Victor, que marca a agenda cultural da cidade.

As Noites Brancas da Senhora-a-Branca dão destaque à polifonia, brilhantemente interpretada por 4 grupos convidados, entre eles o Orfeão de Braga, o convidado galego "Obradoiro Vocal a Vila", o Coral Polifónico de S.Victor e a Tuna Estudantina de Braga.

Os grupos interpretaram as suas obras no renovado Largo em frente à Igreja da Senhora-a-Branca e o espaço lotou para albergar tanta assistência.

Aqui fica, ainda, a nossa lembrança à apresentadora cooperante do Festival, Flávia Silva (Fifi) que com toda a sua simpatia conduziu o espectáculo.


29 de junho de 2012

O Mimarte e a falta de cultura

"Diário do Minho" 28/06/2012

O Mimarte, Festival de Teatro de Braga, inicia-se hoje, no Theatro Circo e decorrerá até ao próximo dia 08 de Julho. A programação pode ser consulta no site da CMB, descarregando a AGENDA CULTURAL!

A propósito das afirmações da Sr.ª Vereadora da Cultura da CMB, relativamente ao Mimarte e à cultura em Portugal, foram tecidos alguns comentários no facebook que importa relembrar.
À consideração dos nossos leitores:


Nesta postura de se falar meias verdades e de demissão das responsabilidades, a Sr. Vereadora devia estar mais atenta ao panorama cultural nacional e perceber que se as actividades culturais não abundam em Braga, não é por falta de público, mas por falta de um estimulo de hábitos e quotidianos culturais.

O Município não tem que ser o único responsável pela programação cultural, mas deve ser uma ponte unificadora de várias vontades! Se Braga tem baixos índices de actividades culturais, a Sr.ª Vereadora deveria fazer um olhar com seriedade e independência para a Divisão da Cultura que tem a seu cargo!

É fácil atirar argumentações pobres para o ar e culpabilizar o resto do mundo...não vejo a CMB e a Cultura a dar algum exemplo contrário e a mostrar que faz mais e melhor do que todos os outros! Simplesmente não é pró-activa...esconde-se atrás destas declarações e justifica o injustificável...que numa cidade que se orgulha tanto do seu capital jovem, não o usa e não o estimula a produzir!

Ricardo P. Silva

Então sobre cultura, estamos conversados. A senhora Vereadora sabe mesmo muitas coisas...
Hermínio da Costa Machado

E não esqueçamos que a Câmara de Braga é das raras no país que não tem que suportar custos com Bibliotecas Públicas, verbas que poderia canalizar para outras finalidades culturais. Temos uma fundação cultural que supostamente foi criada para dinamizar a cultura, mas pouco faz. Temos uma revista municipal de história que está quase morta...menosprezando o relevo que a investigação científica pode fazer na valorização do património e da cultura! Mudanças precisam-se...
Rui Ferreira

Nós "fazemos" cultura há mais de 25 anos... NUNCA fomos contactados pela veração da Cultura para o que quer que seja... E se queremos dar-nos à cidade contamos com quem? Com o apoio incondicional da nossa J.F. JF S. Victor e com o apoio de outras associações/instituições da cidade: JovemCoop Natureza Cultura, Sinos Da Sé Braga, Museu D. Diogo de Sousa, Bragaparque, entre outros! E esse apoio não é monetário, nem tem que o ser! São desafios, convites, parcerias, partilhas lançados! Sim, somos amadores, é verdade! Amadores que amam a música e a sua cidade! E se quisemos participar e contribuir para a CEJ - Braga Capital Europeia da Juventude 2012, tivemos que ir bater à porta! No entanto, da última vez que batemos à porta não a abriram com muita pena nossa, porque poderiamos ter mostrado a BRG, ao país e ao mundo que a CEJ reconhece e apoia a nossa cultura, a nossa tradição S. Joanina...! Mas como diz o povo, e muito bem, "Siga a Rusga, minha gente!"
Grupo Coral de Guadalupe

O Teatro Circo espelha o estado paliativo da cultura em Braga....
Carla Martins

O problema de quem gere os destinos desta cidade, é o facto de apenas desenvolver actividades que tenham financiamento.Felizmente a cultura é das poucas áreas em que o essencial é existir vontade, e o actual executivo não a tem. Numa altura do país em que ainda existem menos verbas para a área cultural talvez não fosse má ideia deixar as instituições e os bracarenses contribuirem de forma voluntariosa para que haja mais cultura e mais Braga!Volto a dizer, é uma questão de existir esse vontade.
É isso mesmo Ricardo P. Silva, somos patrocinados pela determinação e co-financiados pela vontade em contribuir para uma cidade melhor!
David Mendes

Devemos olhar para exemplos como o do Grupo Coral Guadalupe Guadalupe que demonstra que não é preciso estarmos sempre a depender do estado e a atirar as culpas ao estado quando falamos de cultura. O estado não deveria existir para andarmos lá a mendigar, deveria ser simplesmente um regulador. Criava regras, estáveis, não era hoje assim e amanhã assado para criar confiança nas pessoas para avançar com projectos. Não podemos pensar que é o poder público a 'salvação'. Deixem-me só incendiar mais um bocado... Porque é que o estado financia espectáculos culturais que não têm espectadores?
João Carlos Duarte

9 de março de 2012

A Cultura: a arte de rentabilizar os nossos valores

"Correio do Minho" 08/03/2012

Foi uma enorme surpresa ver publicado no Jornal Correio do Minho um texto da autoria de Uffe Elbaek, Ministro da Cultura da Dinamarca e de Androulla Vassiliou, Comissária Europeia da Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude, a propósito da vocação do sector cultural em poder ser um alicerce no combate à crise financeira.

Tocando em pontos que a própria JovemCoop vem defendendo há já algum tempo, interessa relembrar que a crise financeira não é uma crise cultural e que cada País deve poder rentabilizar as suas especificidades, mostrando que as diferenças, no meio de um mundo globalizado, são factores de interesse e de procura.

A Cultura, nos seus mais variados ramos, é uma forma de identificação e de destaque, que pode funcionar como alavanca ao desenvolvimento económico, sustentando uma estratégia de valorização das artes e do património no sector do turismo.

A procura tem sido grande e tem dado bons resultado. Braga, puxando o caso da nossa cidade, precisa de encontrar uma estratégia de valorização dos seus recursos e saber adoptar uma linguagem de comunicação e divulgação que seja atraente.

A Cultura Minhota e o património, em todas as áreas - arquitectónico, arqueológico, etnográfico, musical, ambiental, gastronómico, etc -  da nossa região pode e deve ser factor de competição com outras áreas, simplesmente porque temos argumentos para nos debater neste campo.

O "produto" é real e sério, só falta haver uma aposta sólida e com vontade de ser rentabilizada!


30 de janeiro de 2012

Braga: Programa Semana Santa

"Correio do Minho" 30/01/2012


"Diário do Minho" 26/01/2012

Foi apresentado o Programa de actividades que serão desenvolvidas durante a quadra quaresmal, na cidade de Braga.

O vasto programa preenche o panorama cultural da nossa cidade, revestindo-se de concertos, exposições, procissões, entre outras actividades.

Como não podia deixar de ser, destacamos a vontade da Diocese de Braga em participar na Capital Europeia da Juventude, reformulando uma das típicas actividades quaresmais e dando-lhe uma nova roupagem, à medida da CEJ. É interessante esta vontade da Igreja Católica em se adaptar e reformular actividades, dando maior relevo à participação dos jovens.

Pela proximidade e amizade que nos une, destacamos, ainda, a exposição a decorrer entre 16 de Março e 9 de Abril, no Parque da Capela de Nossa Senhora de Guadalupe, da autoria do pintor Casanova. 

A não perder!!!


19 de dezembro de 2011

Apresentação do Livro "Arte no Minho"

"Correio do Minho" 18/12/2011

Vai ser apresentado, amanhã, pelas 18h no Museu Nogueira da Silva a obra "A Arte no Minho".

Esta nova publicação chega às bancas pela mão de quatro autores especializados em história, com relevância na arte, tais como Eduardo Pires de Oliveira, Paula Bessa, Rui Morais e Regina Anacleto.

A obra possui 204 páginas e mais de uma centena de fotografias, e é uma  edição do Centro de Estudos Lusíadas da Universidade do Minho

O preço do livro é de 10€, mas para dar destaque à obra e incentivar a sua aquisição, o preço de lançamento é de 7 Euros.
Poderá ser um excelente presente de Natal.


12 de dezembro de 2011

Entre Aspas:Boas práticas na cultura

"Diário do Minho" 12/12/2011

O acesso à cultura deve ser igual para todos...obviamente que por condicioantes pessoais, nem todos podem fruir da mesma maneira, mas isso não significa que estejam impossibilitados de o fazer.

Vale a pena ler o artigo que dá corpo ao "Entre Aspas" desta semana!


7 de dezembro de 2011

Póvoa de Lanhoso:Encontrar (sítio para) as Artes


"Diário do Minho" 07/12/11

Após a saída do ISAVE da freguesia de Fontarcada, os pavilhões ocupados por esta instituição de ensino estavam abandonados.

Inteligentemente, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso juntou o útil ao agradável e, numa iniciativa que não comportará encargos para a autarquia, conseguiu que o Centro de Criatividade daquela localidade ficasse instalado nas antigas instalações do ISAVE.

Parece-nos importante reter a mensagem do Sr. Presidente da Póvoa de Lanhoso que refere que "...o concelho não pode ficar indiferente à cultura nem pode ficar distante dos dois projectos europeus que os concelhos vizinhos de Guimarães e Braga vão acolher em 2012".

Além do mais, foi uma forma eficaz de realizar o sonho do "Forum Municipal". Dada a conjuntura, não sendo possivel instalar de raiz um imóvel para acolher esta estrtutura, conseguiu-s encontrar e rentabilizar os antigos pavilhões do ISAVE para colocar Fontarcada nos roteiros culturais, dando expressão à iniciativa "Encontr'arte".
E porque não Braga olhar para este exemplo e conseguir transformar a Fábrica Confiança ou qualquer outro edifício abandonado para criar um centro cultural?


12 de outubro de 2011

Museus: Entre o Consenso e a Polémica

"Diário do Minho" 10/10/11

Há uma proposta para acabar com as entradas gratuitas nos núcleos museológicos afectos à rede nacional de Museus. O director da Associação Portuguesa de Museus, em discurso concordante com o Secretário de Estado da Cultura, defende a extinção deste dia reservado às entradas sem pagar, admitindo a sua substituição por uma só dia mensal, em vez do cumprimento semanal.

Esta medida carecerá de duas reflexões:
1 - Será assim tão grande o número de visitantes aos Domingos que justifique terminar as entradas gratuitas para se poder encaixar mais dinheiro? Recentemente o Director do Museu Paços dos Duques, em Guimarães, afirmou que as entradas não serão assim tão significativas.
Parece-nos é que os Museus têm de se reinventar para se tornar mais apelativos aos visitantes;
2 - Se se extinguirem as entradas gratuitas uma vez por semana, tendo em conta a afirmação da sustentabilidade dos museus, então estará previsto pagamento dos visitantes do sector escolar?
Sabendo que são as escolas os maiores visitantes dos museus, teria sentido sobrecarregar as entidades de ensino taxando-as como um visitante normal?

Há necessidade de fazer reajustamentos e tomar medidas, mas se quisermos acompanhar o modelo europeu, deveremos manter o dia semanal de entradas gratuitas; Em todo o caso, as acções deverão ser bem pensadas para não corrermos o risco de afastar públicos dos museus ou de lhes dar acesso encontrando museus com salas fechadas ou sem as devidas contextualizações explicativas.

5 de julho de 2011

A cultura em Braga...

"Correio do Minho" de 02/07/2011

Vale a pena ler e meditar sobre o estado da cultura em Portugal, em geral, e em Braga, em particular!

14 de março de 2011

Sete Fontes - novas descobertas



São boas notícias para os amigos das Sete Fontes. Além da recente classificação como Monumento Nacional, foram agora descobertos mais dois motivos de interesse neste Monumento.

Em duas visitas distintas, uma no dia 02 de Fevereiro e outra no dia 12 de Março, tivemos a oportunidade de encontrar dois "elementos" que até agora permaneciam ocultos pelo tempo.

Na visita do dia 02/02 tivemos a oportunidade de encontrar, no exterior de uma Mãe de Água um olho insculpido, que levanta algumas questões sobre a sua presença. O porquê de terem ali insculpido aquele olho e o que representa junto de uma Mãe de Água?

Na visita promovida dia 12 de Março, tivemos a oportunidade de encontrar um motivo decorativo nos rebocos das paredes de uma galeria da Mina do Dr. Sampaio.

Estas "descobertas" vêm trazer mais ênfase à necessidade de se estudar condignamente as Sete Fontes e elaborar um projecto de salvaguarda do edificado, pois, os rebocos da parede, de tão estragados que estão, a qualquer momento podem cair.

Estas boas notícias também confirmam o porquê das Sete Fontes serem Monumento Nacional, pois, afinal, além da água e das Mães de Água há outros factores artísticos e culturais que enriquecem este monumento.