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14 de setembro de 2016

Pedipaper 2016 | Semana Europeia da Mobilidade


É já no próximo sábado 17 de Setembro, que a JovemCoop, com o apoio da Câmara Municipal de Braga, irá realizar um Pedipaper pelo centro histórico da cidade de Braga.

Esta atividade está inserida no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, e para isso preparamos algumas surpresas para quem vai participar.

O início será na Praça do Município, às 15.00h.

 As inscrições devem ser feitas para: info@jovemcoop.com [nome completo e B.I]


PARTICIPA!!!

21 de novembro de 2014

Braga Iluminou-se

"Em Maio de 2009, foram retirados do Campo Novo (Praça Mouzinho de Albuquerque) os candeeiros de ferro que ali embelezavam aquele Largo.

Obviamente que já apresentavam insuficiente capacidade para iluminar o Campo Novo, além de que estavam já alguns desactivados, mas é certo que pelo seu estilo antigo, caracterizavam a Praça.

No âmbito de um projecto de reforço de iluminação, a Câmara Municipal de Braga mandou substituir os candeeiros antigos por uns de modelo mais recente, afirmando, após inquirição nossa, que estes novos candeeiros só estariam ali temporariamente, dado que os antigos seriam restaurados, incluindo fazer os moldes de exemplares que foram partidos ao arranca-los do solo..." Este excerto foi retirado de um texto do nosso blog de Abril de 2012.

Esta semana, durante um passeio pela cidade, a JovemCoop foi surpreendida com a (re)colocação dos antigos candeeiros de ferro no seu local de origem. Agora quem passa pela Praça Mouzinho de Albuquerque, mais conhecida como Campo Novo, pode não só admirar a praça, como também os seus magníficos candeeiros. Estes candeeiros são uma importante marca do nosso passado, que só de observa-los nos fazem recuar nos anos e imaginar como a cidade seria diferente.

Hoje estamos mais felizes por colocarem a história no seu devido lugar.


14 de julho de 2014

Sete Fontes - Obras de Restauro e Conservação

Depois de no dia 10 de Julho passado, e com grande alegria nossa, a CMB ter anunciado o início das obras de restauro e conservação das Mães d'Água e de alguns muros de suporte do complexo das Sete Fontes, voltamos lá hoje para fazer um ponto de situação das mesmas.

As obras de restauro seguem a todo o vapor, tendo nós verificado que até ao momento, e neste curto espaço de tempo,  já temos muros de suporte repostos na Mina do Dr. Amorim e na Mina dos Orfãos de S. Caetano, bem como retirado todo o reboco de todas as Mães de Água, à exceção da primeira "mina gêmea" do Dr. Alvim que está a ser intervencionada.

Apesar de até ao momento tudo estar a correr bem e sem problemas, achamos que deveriamos deixar uma sugestão à CMB e à AGERE. Sabendo nós que a AGERE tem na sua posse, guardada num dos seus armazéns, a pedra de armas de uma das Mães d'Água do Dr. Alvim, não seria de aproveitar esta intervenção e pensar na recolocação da mesma no seu local de origem? Fica aqui a sugestão.

Esperemos que, depois de tantos anos em que o futuro das Sete Fontes foi hipotecado, este seja sem sombra de dúvida o pontapé de saída para que o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes seja uma realidade.

Ficam aqui as imagens:















2 de junho de 2014

Avanços para a Classificação do Salão Egípcio


Foi finalmente aprovado em reunião do executivo a classificação do Salão Egípcio, na Rua do Souto, como Imóvel de Interesse Público Municipal. 

Já desde 2012 que a JovemCoop vinha alertando para o abandono deste imóvel bem como para a degradação das pinturas no seu interior.   

Depois de várias propostas feitas nos últimos tempos para tornar o Salão Egípcio como Imóvel de Interesse Público Municipal e de por várias vezes a sua classificação ter sido recusada, parece que finalmente estaremos perante a salvaguarda daquele que é sem sombra de dúvidas um salão único na nossa cidade e no país.

Graças aos esforços de alguns particulares, caso do Sr. Fernando Mendes e do Sr. Luis Machado com a exposição fotográfica que realizaram, Leonardo Rodrigues, e de algumas associações desta cidade, casos da ASPA, que há anos vinham alertando e pedindo a sua classificação e da JovemCoop que se juntou a estas vozes, o salão foi-se tornando cada vez mais conhecido da população em geral.

Pena temos que na memória do tempo e dos jogos políticos, tenhamos ficado sem um dos outros ex-libris da nossa cidade, a Barbearia Matos, que viu recusada em Assembleia Municipal em Abril de 2012, a sua classificação, na mesma altura em que foi recusada a classificação do Salão Egípcio. 

Esperemos que este seja o início de uma nova política municipal, não deixando de alertar o executivo camarário, que tal como o Salão Egípcio, existem outros edifícios na nossa cidade que eventualmente merecerão a mesma atenção que finalmente parece estar a ser dada a este imóvel.


(Re)Viver Bracara Augusta

in Correio do Minho - 27/5/2014

(Re)viver Bracara Augusta
Nestes últimos dias o centro de Braga teve uma grande animação. Quem por lá andou deparou-se com inúmeras figuras mitológicas, com legiões, e com os típicos habitantes de Bracara Augusta. Tudo isto, porque de 21 a 26 de maio decorreu a décima primeira edição da Braga Romana. 
A XI edição do evento que mais caracteriza a cidade foi a que mais deu que falar. Começando pelo seu difícil “parto”, devido às condições climáticas, até à nova estrutura da feira, foram vários os pontos que modificaram a habitual recriação. 
No que se refere às condições climáticas é verdade que a organização pouco podia fazer, dado a existência de contratos que não são facilmente adiáveis, assegurando a presença de artesãos e de grupos de animação. No entanto, parece-nos que como a chuva já se fazia anunciar, e aproveitando que as tendas eram, na sua maioria, novas, a organização poderia ter pensado numa forma de impermeabilizar o topo das mesmas, investindo, talvez, em cobrir determinados espaços comuns. 
Quanto à estrutura do certame, é nossa opinião que levar a Braga Romana para o centro de Bracara Augusta foi uma excelente iniciativa, pois, deste modo, toda a recriação se torna mais fiel à realidade da época clássica. Para melhor dar a conhecer Bracara Augusta foi necessário dar vida a novos espaços que, infelizmente, não tinham qualquer caracterização a uni-los, dando o exemplo da Rua D. Afonso Henriques, que deveria ter animação, tal como a Rua D. Gonçalo Pereira, para uma união entre o Rossio da Sé e os Largos de S. Paulo e de S. Tiago. Apesar desta ausência decorativa dos espaços, é de louvar a existência de um mapa da feira, que todos os visitantes poderiam adquirir na tenda da organização, permitindo, desse modo, o conhecimento de todos os espaços incluídos na feira e incentivando à visita dos mesmos. 
A organização de visitas guiadas e a abertura de espaços museológicos durante todos os dias do mercado romano, foi uma das grandes melhorias do evento deste ano. Pela primeira vez, a JovemCoop teve oportunidade de dar a conhecer as ruínas da Domus da Escola Velha da Sé, onde realizámos visitas guiadas e tivemos a possibilidade de efectuar pequenas recriações históricas ou encenar momentos do quotidiano de uma domus. Assim, houve oportunidade de, mais uma vez, aproximarmos Braga dos bracarenses, e não só, pois este já é um evento procurado por estrangeiros. A prova disso mesmo é o facto de termos efetuado várias visitas guiadas na domus em diferentes línguas, com predominância do espanhol. Porém, acreditamos que uma maior divulgação de alguns espaços possibilitaria uma maior fruição dos mesmos.
Por exemplo, muitos devem ter sido os visitantes que não se aperceberam que a Domus da Escola Velha da Sé era um espaço que se podia visitar, ou que o Centro de Recursos Educativos da Câmara Municipal estava a funcionar num largo junto à Sé. Por este motivo, parece-nos fundamental que, numa próxima edição, exista uma maior divulgação de todos os espaços visitáveis e dos eventos a realizar. Poder-se-á, por exemplo, apostar em muppies espalhados pela cidade, em género de mapa, a assinalar locais a visitar e a realização dos eventos. Acreditamos, ainda, que seria importante monumentalizar as entradas do local onde de desenvolve o mercado romano, conferindo maior imponência ao evento. Imaginemos que no largo de S. João do Souto se recriavam as portas da muralha romana, bem como na Rua da Misericórdia; E tendo as cidades romanas um Arco triunfal, porque não adaptar o Arco da Porta Nova, fazendo dele, durante o período da Braga Romana, um Arco honorífico ao jeito dos Arcos de Trajano ou Adriano?
Mas, porque falamos de sinalização e sinalética, convém lembrar que há melhorias introduzidas na edição de 2014. Não passou despercebida a sinalética colocada juntos das epígrafes da Sé (a inscrição à deusa Ísis ou a da refundação da cidade), bem como aquela que foi colocada para interpretação do conjunto arqueológico da Domus das Carvalheiras. Torna-se, de igual forma, relembrar a maior cientificidade dada ao certame, com a realização do colóquio “Valorização do Património Arqueológico de Braga”, que decorreu no dia 23, no auditório da AGERE, cuja organização se deve à CMB e à UAUM. 
Cumpriu-se a lógica que há tanto tempo defendemos de dotar a Braga Romana de maior conhecimento dos vestígios do passado, da sua fruição no presente e projeção, bem como reflexão, para o futuro. 
Deixamos os nossos parabéns à organização desta Braga Romana, que, apesar de tudo, arriscou na mudança, e dotou o evento de maior cultura e educação. 


5 de março de 2014

UNESCO Braga

in Correio do Minho - 04/03/2014


No passado dia 2 de fevereiro a JovemCoop, juntamente com a AIESEC Minho e a ESN Minho, voou até à Grécia, mais concretamente para a cidade de Salónica.

Esta viagem ocorreu no âmbito do projeto juventude em ação “Go for Europe”, desenvolvido pela Thessaloniki Youth Capital. Nela participaram algumas Capitais Europeias da Juventude (CEJ) como: Torino CEJ em 2010, Braga CEJ em 2012 e Cluj Napoca que será CEJ em 2015. 



Durante os três dias de atividades, o tema desenvolvido foi “(E)U vote for You(th) Strategies”.


Este tema foi abordado pelas diversas perspetivas dos participantes, que assistiram a seminários, realizaram trabalhos de grupo, e acima de tudo expressaram as suas ideias e os seus pensamentos aos outros participantes, acerca do Parlamento Europeu e as prioridades que este deveria ter em conta.


Em paralelo com este projeto, Braga levou até Salónica o projeto “Braga goes Europe” desenvolvido pela Fundação Bracara Augusta, que é a parceira da Thessaloniki Youth Capital. Este projeto tem como objetivo o estabelecimento de ligações entre associações similares existentes nas duas cidades. Como tal, foram participantes ativos neste projeto a AIESEC Minho que estabeleceu contactos com a AIESEC Thessaloniki, a ESN Minho que estabeleceu ligações com a ESN AUTH Thessaloniki, e a JovemCoop que criou contactos com a UNESCO Youth Club of Thessaloniki.


Após várias reuniões que proporcionaram o conhecimento mútuo das associações, a troca de experiências e conhecimentos, o projeto “Braga goes Europe” foi concluído com a assinatura de um acordo de cooperação bilateral entre as associações.


No caso específico da JovemCoop, as reuniões com a UNESCO Youth Club of Thessaloniki tiveram como objetivo perceber o funcionamento de um Clube UNESCO e as iniciativas que este pode ter, tendo em vista a criação 
de um Clube UNESCO - Juventude e Património em Braga. Este desafio foi-nos lançado pela Fundação Bracara Augusta que, com o apoio da Câmara Municipal de Braga, é a responsável pelo projeto ainda em constituição do Clube UNESCO Braga.

Para a JovemCoop, este convite, não podia ser mais gratificante, pois Salónica é uma cidade rica em monumentos históricos, dos quais 15 são considerados Património Mundial da Humanidade. 

Sendo a JovemCoop uma associação que luta pela preservação e conservação do património, a cidade de Salónica revelou-se um verdadeiro exemplo vivo desses ideais.

Fundada em 316 a. C. Salónica é hoje a segunda maior cidade de Grécia. Deambulando pela cidade, facilmente se observam vestígios dos diferentes povos que a habitaram, a salientar a Torre Branca e o Arco de Galério, um monumento que remonta ao século IV e que foi mandado construir pelo Imperador Romano Galério. Estes são apenas alguns exemplos dos inúmeros monumentos a visitar na cidade, que se encontram num bom estado de conservação.


A vinda do Clube UNESCO para Braga, uma cidade com inúmeros vestígios arqueológicos e históricos, bem como rico em tradições culturais e etnográficas, pode potenciar a valorização do nosso património, podendo contribuir para a classificação do Bom Jesus como Património Mundial, bem como enlevar a proteção e classificação de outros monumentos.


A classificação como Património Mundial da Humanidade é um selo de garantia do estado dos monumentos, sendo um atrativo turístico e, consequentemente, financeiro para a nossa cidade. É nosso desejo poder constituir o Clube UNESCO Braga, colocando a nossa cidade no mapa dos sítios patrimoniais de excelência.


Considerando a UNESCO Youth Club of Thessaloniki um projeto com um papel preponderante na valorização patrimonial da cidade, a cooperação entre as duas associações só poderá ter resultados positivos.


* Coordenadora Geral da JOVEMCOOP- Jovem Cooperante Natureza/Cultura
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)

 
 http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=5747#.Uxb9LPnarL0.facebook



23 de janeiro de 2014

Visita de D.Duarte de Bragança às Sete Fontes

No passado domingo, o Duque de Bragança visitou o Complexo do Monumento Nacional das Sete Fontes, acompanhado pelos vereadores Miguel Bandeira e Lídia Dias, pelo vice-presidente da CMB, Firmino Marques, o presidente da junta de freguesia de S. Victor, Ricardo Silva e representantes de várias associações, entre as quais, e como não podia deixar de ser devido ao seu envolvimento em todo o processo, a JovemCoop, representada pela sua coordenadora geral Margarida Pereira.

A visita ficou marcada, para além da presença de D.Duarte de Bragança com a qual nos congratulámos, pelas declarações do vereador Miguel Bandeira, admitindo que o dossiê das Sete Fontes poderá acabar nos tribunais. 

in Diário do Minho - 20/01/2014



10 de dezembro de 2013

Câmara Municipal de Braga suspende PDM no Complexo das Sete Fontes

in Correio do Minho - 10/7/2013


CMBraga suspende PDM  no Complexo das Sete Fontes

Finalmente, a luz ao fundo do túnel!

Foi ontem suspenso, em reunião de vereação da CMBraga, o PDM no Complexo das Sete Fontes. Ao fim de anos de luta constante, começada muito bem pela ASPA, à qual a JovemCooperante se juntou em anos mais próximos e também o Grupo de peticionários pela salvaguarda das Sete Fontes, vemos ser dado o primeiro passo sério e formal para que haja uma real proteção e salvaguarda do monumento nacional que é o Complexo Eco Monumental das Sete Fontes e de toda a sua envolvente.

Esperamos que este seja na verdade, o primeiro passo para a realização de um real plano de pormenor e salvaguarda das Sete Fontes, e que este não fique esquecido na gaveta mais uma vez.

O Professor Miguel Bandeira, pelo seu trabalho, e pelo seu passado nesta luta, dá-nos a garantia que esta é uma decisão que terá pernas para andar.

Que num futuro próximo possamos todos, juntamente com familiares e amigos, passear naquele que será um dos principais parques da cidade, e naquele que é sem qualquer dúvida um dos grandes pulmões da nossa urbe.

Estaremos atentos. Mas confiantes.

9 de dezembro de 2013

Proibição de construções nas Sete Fontes

in Diário do Minho 7/12/2013


É já hoje que a CMB aprova em reunião camarária a suspensão preventiva do PDM para toda a zona de proteção das Sete Fontes. 

Apesar de ser uma medida cautelar que irá vigorar por dois anos, é com grande satisfação que vemos ser dado um primeiro passo para a real proteção do monumento, zelando pela qualidade de vida dos bracarenses e das gerações futuras em detrimento dos interesses individuais de enriquecimento. 

Esperamos por isso que este seja o primeiro de muitos passos, para a criação do futuro Complexo/Parque Eco-Monumental das Setes Fontes.


http://www.diariodominho.pt/conteudos/pesquisa/p/1?pesquisa=sete+fontes

8 de abril de 2013

Sete Fontes-CMB adjudica trabalhos arqueológicos


Ficamos a saber que na passada Sexta-feira, dia 05 de Abril, o Município de Braga terá celebrado um contrato de aquisição de serviços, com a Universidade do Minho, através da sua Unidade de Arqueologia, para " Aquisição da prestação de serviços de execução de trabalhos arqueológicos de levantamento e sondagens  a efectuar no Sistema Hidráulico das Sete Fontes e na área do Plano de Pormenor das Sete Fontes, Braga".

Por um lado, esta notícia é satisfatória, por dar cumprimento a uma sugestão lançada por nós (e, por certo, por mais entidades) para que se promovessem, nas Sete Fontes, estudos arqueológicos.

Por outro lado, ficamos com uma preocupação redobrada, porque o contrato afirma que os estudos serão realizados nas Sete Fontes e na área do Plano de Pormenor. 

Pelo exposto, fica por esclarecer, qual é a área do Plano de Pormenor? Já está definida? Ou serão os estudos arqueológicos a definir, isto é, a ditar a circunscrição do PP mediante achados arqueológicos?

E na área das Sete Fontes, os estudos arqueológicos serão promovidos em que terrenos? Na área de servidão do Município? Ou entrar-se-á num acordo com proprietários privados para a entidade contratante realizar estudos em terreno privado?

Os estudos arqueológicos, serão compatibilizados com os estudos hidrogeológicos? É que se não aparecerem vestígios arqueológicos relevantes, têm de ser salvaguardados os lençóis de água...afinal é a água que caracteriza o local e o monumento!

Se os vestígios arqueológicos forem relevantes, o Município dará indicação para escavar e musealizar, ou serão para voltar a enterrar? E se for para musealizar, tem o Município verba já destinada para o efeito ou aguardar-se-á, com as sondagens a céu aberto e a serem vandalizadas que se perca o objecto da intervenção?

O plano de intervenção da UAUM/CMB já foi aprovado pela Direcção Regional de Cultura Norte?

E para quando haverá intervenção de restauro nas Mães d'Água e galerias?

E, por fim,l porque não promover um concurso público para adjudicar este trabalho? Não pondo em causa a competência da entidade contratada, porque não lançar um processo mais transparente? Porque não estimular a apresentação de propostas por outras entidades credenciadas para o efeito e ter termos de comparação e de referência? Sabemos lá, assim, se estamos a pagar pouco ou a pagar muito?
E, afinal, o que está o Município a contratar? Uma sondagem, várias sondagens? Desenhos, fotografias e modelagens tridimensionais? 

Esperamos ter respostas a estas e a outras perguntas no debate do dia 18 Abril, sobre as Sete Fontes, a realizar no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, numa nova cooperação entre a JovemCoop e a Braga+.



18 de março de 2013

Associativismo: a necessidade de regulamentar os apoios

"RUM" 18/03/2013 - daqui

"Deve existir um regulamento camarário para definir os apoios às associações da cidade de Braga. A convicção é de todos os partidos que, no programa Praça do Município, mostraram algum descontentamento com a forma como a Câmara cedeu espaços a associações da cidade nos últimos tempos."

in "facebook Praça do Município RUM"

Depois daquilo que questionámos aqui, ficámos apaziguados com o facto de haver mais gente em Braga que está de acordo connosco e acha que a forma do Município actuar, no que compete à gestão e cedência de recursos para as associações, está a funcionar mal.

Esperemos as cenas dos próximos capítulos.

13 de março de 2013

Associações. Um péssimo exemplo de gestão e tratamento

"Correio do Minho" 12/03/2013
 
"Correio do Minho" 11/03/2013

Não pondo em causa a seriedade e a credibilidade das associações, importa, pois, perceber que atitude leva a CMB a "premiar" estas instituições com apoios/subsídios, num processo imediato que em nada beneficia a igualdade entre associações.

Se reconhecemos o grande apoio e mais valia da Equipa Espiral e do Tin.Bra à cultura da cidade de Braga, não se percebe como, de repente, e sem auscultação de outras associações, o Tin.Bra receberá mais 5 dependências física, além de assumir a responsabilidade do auditório Galécia.

Também a concessão de consultadoria técnica da Espiral merece o nosso reparo, pois nenhuma associação de Braga sabia que a CMB procurava consultadoria técnica.

Pela igualdade e paridade de tratamento às associações, devia haver dois tipos de apoio às associações.

Um apoio anual, em que as associações apresentavam um programa de actividades para o ano inteiro e submetiam uma candidatura de apoio.

Um apoio pontual, para uma actividade que tivesse nascido fora do planeamento anual e que merecesse apoio da CMB, se daí adviesse uma reconhecida mais valia para o Município.

Além do mais, não se percebe porque é que o Tin.Bra é contemplado com 5 espaços físicos, quando há associações à procura de uma sede.

Se o Município tem recursos para  ceder, devem ser expostos numa bolsa de consulta pública, a que as associações se podem candidatar à sua gestão.

Esta forma de tratar caso-a-caso, beneficiando uma ou outra associação, relegando muitas outras, é absolutamente descriminatória e contraproducente.

A própria CMB parece esquecer o modelo de funcionamento da Braga2012: Capital Europeia da Juventude, gerida pela Fundação Bracara Augusta, ao qual as associações apresentavam um plano de desenvolvimento de actividades e geriam recursos a partir da BragaCEJ2012.

Este é, da nossa óptica, um péssimo modelo de gestão do associativismo de Braga.

4 de março de 2013

Sete Fontes, os estudos e a falta do plano de pormenor

"Correio do Minho" 04/03/2013

"Diário do Minho" 04/03/2013

Foi levantada a questão, pelo grupo da CDU, na última Assembleia Municipal, relativa ao Plano de Pormenor das Sete Fontes, após o PCP ter inquirido o Secretário de Estado da Cultura.

Ora, é preocupante que:
  •  4 anos após a última promessa eleitoral do actual Presidente da CMB, que afirmava que as Sete Fontes seriam um Parque Verde;
  • 3 anos depois da CMB afirmar que ia elaborar Plano de Pormenor;
  • Quase 2 anos depois da confirmação das Sete Fontes como Monumento Nacional;
  • Mais de um ano volvido sobre os Termos de Referência para o Plano de Pormenor das Sete Fontes;
o município ainda só agora esteja a promover os estudos que levarão à elaboração do Plano de Pormenor. Se o estudo hidrogeológico foi adjudicado há mais de um ano, porque razão, os estudos arqueológicos não avançaram na mesma data?

Foi preciso haver uma intervenção arqueológica, em propriedade privada, para convencer os responsáveis da autarquia da necessidade deste estudo? E os resultados dessa intervenção, onde estão? E que tipo de estudo arqueológico é que será realizado? E se for de carácter de escavação, em que zona das Sete Fontes se fará esse estudo arqueológico?

E será que a adjudicação destes estudos não deveriam ser alvo de um concurso público para garantir a transparência do processo? Não basta apelar ao conhecimento científico que a UAUM supostamente tem sobre Bracara Augusta para lhe adjudicar este estudo.

E, igualmente necessário, é promover um estudo sobre conservação e restauro do edificado. Está também previsto, ou é inexistente?

E sabendo que na semana passada, técnicos das Estradas de Portugal andavam a "piquetar" o terreno perto do Hospital, será que a CMB pretende avançar com a construção da variante por cima das Sete Fontes?

Esperemos que a CMB não esteja a adiar ou a moldar os resultados destes estudos, de forma a permitir a construção de uma variante mesmo no coração verde das Sete Fontes.

14 de fevereiro de 2013

CMJ em Assembleia Municipal

"Diário do Minho" 14/02/2013

O Conselho Municipal da Juventude (CMJ) será, finalmente, discutido na próxima Assembleia Municipal, que terá lugar no dia 01 de Março.

O CMJ poderá ser um passo importante na afirmação de reais políticas de juventude e de apoio às associações, desde que seja bem orientado e dinamizado. Há quem não aceite a participação da juventudes partidárias neste fórum - nós próprios manifestámos a nossa opinião relativamente a esta hipótese - contudo, está na lei a sua inclusão, e, por isso, não há que protelar mais a sua constituição.

Há que arregaçar as mangas e criar este espaço de diálogo, de partilha e de criação, podendo, inclusivé, potenciar e exprimir as preocupações jovens e enveredar pela implementação de acções, vontades, enfim, políticas juvenis.

Sabendo que o CMJ é um conselho consultivo do Presidente da Câmara, será expectável que o Presidente saiba reunir, receber, ouvir e dialogar com as estruturas participantes, para se poder constituir uma espécie de Carta Associativa, regulando os compromissos a firmar no âmbito das políticas de juventude.


30 de janeiro de 2013

Arqueologia para o futuro nas Carvalheiras do passado

"Diário do Minho" 29/01/2013

Foi noticiado no "Diário do Minho" o aparecimento de uma estrutura arqueológica no Largo das Carvalheiras, aquando de umas obras que remexeram o subsolo, da responsabilidade da AGERE.

Quanto foi possível perceber, o achado foi identificado pelo Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga, que cumpriu os serviços mínimos - registou e georreferenciou.

Obviamente que numa intervenção no Largo das Carvalheiras, situado em plena jazida arqueológica romana, não constitui surpresa o aparecimento de uma estrutura arqueológica. A surpresa é o desinteresse em perceber o que era aquilo ou de que fazia parte aquele muro, pois invoca-se o registo para memória futura.

Uma vez mais, sabendo e admitindo que nem tudo pode ser musealizado e fruível pelo público, torna-se postura preguiçosa e nada pro-activa não intervencionar o local, fazendo esquecer, novamente, uma das premissas que deveria ser cartão de visita e selo de qualidade na nossa cidade - o património histórico, sobretudo o romano, o medieval e o barroco.

Claro que depois os visitantes não percebem o que foi ou quais as expressões físicas de Bracara Augusta...não estão visiveis e não são divulgadas (não há sinalização, cartazes, fotografias espalhadas pela rua, painéis informativos, etc.).

Braga não se reinventa, persiste numa metodologia velha, errada e ineficaz.

21 de janeiro de 2013

Sete Fontes em consenso (quase) geral

"Diário do Minho" 20/01/2013

"Diário do Minho" 21/01/2013

O Monumento Nacional das Sete Fontes pode, ainda, não estar devidamente salvaguardado, mas é excelente notícia saber que além das associações, dos peticionários, da Junta de Freguesia de S.Victor e de cidadãos "anónimos", os agentes político-partidários juntam-se, em consenso, em torno deste ex-libris patrimonial e ambiental.

Se, por um lado, a Coligação "Juntos por Braga" aponta, e bem, o laxismo da CMB, relativamente ao Plano de Pormenor e Salvaguarda das Sete Fontes, o PCP questiona, e igualmente bem, o Secretário de Estado da Cultura (e organismo dependentes) sobre o que pretendem fazer relativamente à conservação e recuperação deste monumento nacional.

Se à CMB compete ordenar o território e criar condições para que aquela área permaneça verde e livre de construções, compete ao Secretário de Estado da Cultura activar os mecanismos disponíveis para melhor conhecer o monumento, recupera-lo e valoriza-lo.

É muito bom que dois partidos, ideologicamente distintos, encontrem consenso neste tema comum e envidem esforços para que as Sete Fontes sejam salvaguardadas. Só falta mesmo a boa vontade da CMB e do Secretário de Estado da Cultura para definirem as linhas estratégias que garantam existência e subsistência das Sete Fontes.


14 de janeiro de 2013

Uma questão de Confiança, com investigações da Judiciária

"Correio do Minho" 11/01/2013

"Diário do Minho" 12/01/2013

No próximo dia 16 de Janeiro, 4ª feira, às 21h15, a Braga+ e a JovemCoop irão promover um debate sobre a Fábrica Confiança.

Este debate, que contará com os principais responsáveis pela decisão de aquisição da Fábrica por parte do município de Braga, visa esclarecer o público de algumas questões que escuressem este processo.

O porquê de se adquirir o imóvel só agora (quando no passado houve a mesma hipótese e provavelmente a um preço mais fiável), os vários valores de avaliações, a necessidade de se recorrer à expropriação, as ligações a familiares do executivo municipal e as dívidas às Finanças são tópicos que poderão vir a ser respondidos no debate, sobretudo numa altura em que o Diário do Minho noticia que a Polícia Judiciária está a investigar o negócio.

Por isso, porque é preciso ter confiança que este processo não será mais um negócio ruinoso para os cofres municipais e que as ideias a lá fixar não serão "elefantes brancos", convidamos todos os bracarenses a assistir e a participar no debate, que será realizado na Casa dos Coimbras.


Rio Este - o moinho e a renaturalização

"Diário do Minho" 14/01/2013

Vem hoje noticiado, no Diário do Minho, que a Câmara Municipal de Braga (CMB) poderá levar à reunião do executivo a compra de um antigo moínho, nas margens do Rio Este.

O valor da compra foi cifrado em 100 mil euros, havendo o proprietário pedido mais e a CMB avaliado em menos. Negociando, chegaram ao valor de 100 mil euros.

Este caso leva-nos a fazer duas reflexões:

1 - O moínho foi construído no tempo em que o Rio Este corria com normalidade. Só após a CMB ter iniciado um processo de artificialização do Rio, que ficou marcado pela "betonização" das margens e pela permissão de construção em leitos de cheia, é que este moínho começou a dar sinais de inundação, aquando do aumento do caudal, em alturas de cheia. Agora, o moínho é visto como um obstáculo à livre circulação das águas, pelo que a CMB decidiu compra-lo. É estranho que no âmbito do programa de Renaturalização do Rio Este, que iniciou há cerca de dois anos, não se contemplasse, à partida esta hipótese. Ainda assim, é bom saber que a CMB finalmente estuda, programa e planeia o que fazer nas margens do Rio Este;

2 - Afinal, a CMB sabe negociar com os proprietários, porque puxou de uma avaliação de 93 mil euros, quando o proprietário pedia algo como 243 mil euros. Negociando, chegaram à soma de 100 mil euros. É que aquando do processo da Fábrica Confiança, as avaliações da CMB fixaram-se em valores acima do que pedia o proprietário ou do valor da expropriação, o que pode ser considerado, no mínimo estranho, levantando suspeitas sobre a obtenção de tais valores.

Serve, pois, o presente caso, para reflexão.


20 de novembro de 2012

CMB2013 - retomar intenções esquecidas

"Diário do Minho" 20/11/2012

Seria expectável que o programa das opções do Município para 2013 fosse atractivo e pujante, transmitindo a ideia de que a CMB sabe o que quer para a cidade.

Contudo, após análise do documento, voltamos à velha questão de que se fala dos conceitos teóricos, mas não se explana a sua concretização.

É fácil, e até útil, alargar as explicações a algo tão lato como "promoção no empreendedorismo e combate ao desemprego jovem", ou " diversificação e da qualificação da oferta cultural e artística e estímulo da participação das pessoas...".

Relativamente ao património e à arqueologia, lá se desenterram antigas promessas em ano de eleições, deixadas cair no ano seguinte.
Para quem tem a memória curta, aqui ficam os relatos de 2010, com uma escassa diferença de meses.

"Diário do Minho" 19/04/2010

"Diário do Minho" 15/11/2010

"Diário do Minho" 22/11/2010

Se a Universidade do Minho, através da sua Unidade de Arqueologia, continuar a compactuar com discursos pouco sérios e com demasiada intenção, então voltaremos a ter mais quatro anos de estagnação, relativamente ao aproveitamento cultural das estruturas arqueológicas/patrimoniais.



22 de outubro de 2012

S.Frutuoso - depois do alerta, quais as medidas a tomar?

"Diário do Minho" 16/10/2012

"Diário do Minho" 18/10/2012

Após a nossa chamada de atenção (ver aqui), o Diário do Minho deu eco das nossas preocupações e divulgou a abertura da estrada entre a Av.S.Frutuoso e os Quatro Caminhos, que dará acesso ao novo centro escolar de Real.

Não pondo em causa a necessidade deste acesso, as nossas preocupações centram-se nos danos causados ao património, enquanto este processo não for acompanhado pela entidade da tutela.

Apesar de ser possível verificar que no passado dia 17/10 a obra já estava a ser acompanhada por um técnico de arqueologia do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga, a verdade é que esta presença não atesta a legalidade dos procedimentos.

A notícia de que a DRCN exige explicações à CMB é preocupante, tendo em conta que em torno do monumento, a CMB optou por libertar um processo de obra sem dar conhecimento à entidade tutelar do património.

É que este tipo de obras, com um impacto negativo sobre o património e sobre o subsolo, merecia a instituição de medidas de minimização que registassem os elementos afectados e de acompanhamento, para aferir a afectação de algum elemento arqueológico.

Pensamos que o facto de o Técnico do GACMB estar no local não atesta que a DRCN tenha autorizado o acompanhamento, nem tão pouco tenha validado os procedimentos. Pensamos antes que é uma forma do GACMB minimizar impactos...sobre a opinião pública.

Além do mais, se estivesse tudo legal e o processo correcto, a DRCN já teria respondido à nossa comunicação enviada aos serviços, coisa que ainda não aconteceu até esta data.

Do nosso ponto de vista, além de ficar por registar graficamente, a uma escala adequada, e fotograficamente o caminho e a calçada medieval, deveria haver informação pública sobre qual será o destino das canalizações de pedra. Serão remontadas no local ou ficarão expostas em algum lugar afecto à Igreja de Real? Além do mais, como será garantida a condução de águas até à Fonte de Santo António e o restabelecimento de águas ao Convento de S.Francisco.

Quem pode, nesta fase, garantir que vestígios arqueológicos não foram destruídos com a passagem da máquina que abria o caminho, quando é sabido que a UAUM descobriu, naquela área, assentamentos da Idade do Bronze, elementos romanos e um vastíssimo património medieval? Haverá relatórios informativos deste processo? E porque não foi identificado o património construído com sinalização adequada?

E agora que a paisagem em torno do monumento foi adulterada, quem garante que esta é a melhor solução rodoviária? E passando ali automóveis e outros veículos, terá sido efectuado algum estudo de estabilidade do monumento, garantindo que o aumento de tráfego não afectará o património classificado?

Todas estas perguntas merecem resposta. Enquanto isso, entendemos ser positivo o facto da UAUM e as forças políticas partidárias partilharem das mesmas preocupações e manifestarem-se sobre a legalidade deste processo.