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14 de julho de 2014

Sete Fontes - Obras de Restauro e Conservação

Depois de no dia 10 de Julho passado, e com grande alegria nossa, a CMB ter anunciado o início das obras de restauro e conservação das Mães d'Água e de alguns muros de suporte do complexo das Sete Fontes, voltamos lá hoje para fazer um ponto de situação das mesmas.

As obras de restauro seguem a todo o vapor, tendo nós verificado que até ao momento, e neste curto espaço de tempo,  já temos muros de suporte repostos na Mina do Dr. Amorim e na Mina dos Orfãos de S. Caetano, bem como retirado todo o reboco de todas as Mães de Água, à exceção da primeira "mina gêmea" do Dr. Alvim que está a ser intervencionada.

Apesar de até ao momento tudo estar a correr bem e sem problemas, achamos que deveriamos deixar uma sugestão à CMB e à AGERE. Sabendo nós que a AGERE tem na sua posse, guardada num dos seus armazéns, a pedra de armas de uma das Mães d'Água do Dr. Alvim, não seria de aproveitar esta intervenção e pensar na recolocação da mesma no seu local de origem? Fica aqui a sugestão.

Esperemos que, depois de tantos anos em que o futuro das Sete Fontes foi hipotecado, este seja sem sombra de dúvida o pontapé de saída para que o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes seja uma realidade.

Ficam aqui as imagens:















2 de junho de 2014

(Re)Viver Bracara Augusta

in Correio do Minho - 27/5/2014

(Re)viver Bracara Augusta
Nestes últimos dias o centro de Braga teve uma grande animação. Quem por lá andou deparou-se com inúmeras figuras mitológicas, com legiões, e com os típicos habitantes de Bracara Augusta. Tudo isto, porque de 21 a 26 de maio decorreu a décima primeira edição da Braga Romana. 
A XI edição do evento que mais caracteriza a cidade foi a que mais deu que falar. Começando pelo seu difícil “parto”, devido às condições climáticas, até à nova estrutura da feira, foram vários os pontos que modificaram a habitual recriação. 
No que se refere às condições climáticas é verdade que a organização pouco podia fazer, dado a existência de contratos que não são facilmente adiáveis, assegurando a presença de artesãos e de grupos de animação. No entanto, parece-nos que como a chuva já se fazia anunciar, e aproveitando que as tendas eram, na sua maioria, novas, a organização poderia ter pensado numa forma de impermeabilizar o topo das mesmas, investindo, talvez, em cobrir determinados espaços comuns. 
Quanto à estrutura do certame, é nossa opinião que levar a Braga Romana para o centro de Bracara Augusta foi uma excelente iniciativa, pois, deste modo, toda a recriação se torna mais fiel à realidade da época clássica. Para melhor dar a conhecer Bracara Augusta foi necessário dar vida a novos espaços que, infelizmente, não tinham qualquer caracterização a uni-los, dando o exemplo da Rua D. Afonso Henriques, que deveria ter animação, tal como a Rua D. Gonçalo Pereira, para uma união entre o Rossio da Sé e os Largos de S. Paulo e de S. Tiago. Apesar desta ausência decorativa dos espaços, é de louvar a existência de um mapa da feira, que todos os visitantes poderiam adquirir na tenda da organização, permitindo, desse modo, o conhecimento de todos os espaços incluídos na feira e incentivando à visita dos mesmos. 
A organização de visitas guiadas e a abertura de espaços museológicos durante todos os dias do mercado romano, foi uma das grandes melhorias do evento deste ano. Pela primeira vez, a JovemCoop teve oportunidade de dar a conhecer as ruínas da Domus da Escola Velha da Sé, onde realizámos visitas guiadas e tivemos a possibilidade de efectuar pequenas recriações históricas ou encenar momentos do quotidiano de uma domus. Assim, houve oportunidade de, mais uma vez, aproximarmos Braga dos bracarenses, e não só, pois este já é um evento procurado por estrangeiros. A prova disso mesmo é o facto de termos efetuado várias visitas guiadas na domus em diferentes línguas, com predominância do espanhol. Porém, acreditamos que uma maior divulgação de alguns espaços possibilitaria uma maior fruição dos mesmos.
Por exemplo, muitos devem ter sido os visitantes que não se aperceberam que a Domus da Escola Velha da Sé era um espaço que se podia visitar, ou que o Centro de Recursos Educativos da Câmara Municipal estava a funcionar num largo junto à Sé. Por este motivo, parece-nos fundamental que, numa próxima edição, exista uma maior divulgação de todos os espaços visitáveis e dos eventos a realizar. Poder-se-á, por exemplo, apostar em muppies espalhados pela cidade, em género de mapa, a assinalar locais a visitar e a realização dos eventos. Acreditamos, ainda, que seria importante monumentalizar as entradas do local onde de desenvolve o mercado romano, conferindo maior imponência ao evento. Imaginemos que no largo de S. João do Souto se recriavam as portas da muralha romana, bem como na Rua da Misericórdia; E tendo as cidades romanas um Arco triunfal, porque não adaptar o Arco da Porta Nova, fazendo dele, durante o período da Braga Romana, um Arco honorífico ao jeito dos Arcos de Trajano ou Adriano?
Mas, porque falamos de sinalização e sinalética, convém lembrar que há melhorias introduzidas na edição de 2014. Não passou despercebida a sinalética colocada juntos das epígrafes da Sé (a inscrição à deusa Ísis ou a da refundação da cidade), bem como aquela que foi colocada para interpretação do conjunto arqueológico da Domus das Carvalheiras. Torna-se, de igual forma, relembrar a maior cientificidade dada ao certame, com a realização do colóquio “Valorização do Património Arqueológico de Braga”, que decorreu no dia 23, no auditório da AGERE, cuja organização se deve à CMB e à UAUM. 
Cumpriu-se a lógica que há tanto tempo defendemos de dotar a Braga Romana de maior conhecimento dos vestígios do passado, da sua fruição no presente e projeção, bem como reflexão, para o futuro. 
Deixamos os nossos parabéns à organização desta Braga Romana, que, apesar de tudo, arriscou na mudança, e dotou o evento de maior cultura e educação. 


17 de julho de 2012

Adoptar um Animal - Campanha de sensibilização

"Correio do Minho" 17/07/2012

É sabido que, infelizmente, a maior parte dos casos de abandono de animais dá-se nos meses de Verão. Além da atitude censurável e desumana, há sempre bons casos que renovam a esperança na bondade das pessoas.

A AGERE lança uma campanha de sensibilização para adopção de cães e gatos, abandonados e sozinhos no Canil Municipal.

Todos os dias chegam ao canil vários animais...podemos ajudar a encontrar um melhor habitat para estes animais, que precisam de um lar e de quem os acarinhe!

Pensa, reflecte e se tiveres condições e vontade, adopta um destes bichinhos...não abandone...adopte!!!


30 de maio de 2012

Sete Fontes e o Património da Água

"Correio do Minho" 22/05/2012

Pode parecer uma salutar" provocação, ou melhor, uma instigação à promoção de estudos arqueológicos na área das Sete Fontes.


Contudo, aquilo que dá origem a estas palavras é a publicação de um novo livro que realça a importância da água na cidade de Braga, dando natural destaque ao Complexo Hidráulico das Sete Fontes.


Após alguns estudos, os arqueólogos da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho estão convencidos que nas Sete Fontes, por baixo da obra do Séc. XVIII jaz o aqueduto romano que abastecia a cidade de Bracara Augusta.


Nada de novo, dizemos nós, pois esta constatação era algo que já vínhamos alertando há algum tempo.
Ainda assim, não deixa de ser curioso como esta apresentação teve direito à presença do Presidente da AGERE, como se fosse um grande instigador da preservação daquela área.


Não basta dizer que ter um ou dois funcionários é suficiente para proteger as Sete Fontes, quando nesta fase, os problemas não passam pela estrutura, mas sim pela capacidade construtiva dos terrenos que pode vir a secar os lençóis de água.


É preciso ter muito cuidado com esta questão, para que a Água das Sete Fontes continue a ser usada por uma ainda mais longa duração.


23 de agosto de 2011

Não se trata assim o voluntariado!

"Diário do Minho" de 22/08/2011

"Correio do Minho" de 22/08/2011

Quem trabalha de forma voluntária e graciosa, em prol de uma causa maior, está habituado (ou tem de estar preparado) a enfrentar adversidades de várias índoles.

A ABRA (Associação Bracarense dos Amigos dos Animais), que nos últimos anos tem sido uma verdadeira tábua de salvação no que toca a a arranjar locais de adopção para cães e gatos ou prestando cuidados condignos dos que vão para abate,  foi impedida de continuar o seu trabalho devido a uma situação insólita.

Não querendo julgar nenhuma das partes, parece nítido haver falta de diálogo entre as entidades envolvidas, o que gera confusão, falta de informação e piores condições para os animais que estão no canil de Braga.
Torna-se urgente que a AGERE tenha o bom senso de mediar pacificamente esta questão e que as entidades cheguem a uma resolução que beneficie os animais e o trabalho dos voluntários.

Infelizmente, substimar e minimizar o trabalho voluntário é algo recorrente em Braga, havendo quem queira descredibilizar quem dá o seu tempo por uma causa em que acredita, sobretudo nesta, em que os benefícios estão à vista de todos os bracarenses.

Torcemos para que em breve a ABRA possa voltar a cuidar os animais que estão no canil e lhes possa prestar os cuidados e o respeito merecidos.