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8 de abril de 2013

Sete Fontes-CMB adjudica trabalhos arqueológicos


Ficamos a saber que na passada Sexta-feira, dia 05 de Abril, o Município de Braga terá celebrado um contrato de aquisição de serviços, com a Universidade do Minho, através da sua Unidade de Arqueologia, para " Aquisição da prestação de serviços de execução de trabalhos arqueológicos de levantamento e sondagens  a efectuar no Sistema Hidráulico das Sete Fontes e na área do Plano de Pormenor das Sete Fontes, Braga".

Por um lado, esta notícia é satisfatória, por dar cumprimento a uma sugestão lançada por nós (e, por certo, por mais entidades) para que se promovessem, nas Sete Fontes, estudos arqueológicos.

Por outro lado, ficamos com uma preocupação redobrada, porque o contrato afirma que os estudos serão realizados nas Sete Fontes e na área do Plano de Pormenor. 

Pelo exposto, fica por esclarecer, qual é a área do Plano de Pormenor? Já está definida? Ou serão os estudos arqueológicos a definir, isto é, a ditar a circunscrição do PP mediante achados arqueológicos?

E na área das Sete Fontes, os estudos arqueológicos serão promovidos em que terrenos? Na área de servidão do Município? Ou entrar-se-á num acordo com proprietários privados para a entidade contratante realizar estudos em terreno privado?

Os estudos arqueológicos, serão compatibilizados com os estudos hidrogeológicos? É que se não aparecerem vestígios arqueológicos relevantes, têm de ser salvaguardados os lençóis de água...afinal é a água que caracteriza o local e o monumento!

Se os vestígios arqueológicos forem relevantes, o Município dará indicação para escavar e musealizar, ou serão para voltar a enterrar? E se for para musealizar, tem o Município verba já destinada para o efeito ou aguardar-se-á, com as sondagens a céu aberto e a serem vandalizadas que se perca o objecto da intervenção?

O plano de intervenção da UAUM/CMB já foi aprovado pela Direcção Regional de Cultura Norte?

E para quando haverá intervenção de restauro nas Mães d'Água e galerias?

E, por fim,l porque não promover um concurso público para adjudicar este trabalho? Não pondo em causa a competência da entidade contratada, porque não lançar um processo mais transparente? Porque não estimular a apresentação de propostas por outras entidades credenciadas para o efeito e ter termos de comparação e de referência? Sabemos lá, assim, se estamos a pagar pouco ou a pagar muito?
E, afinal, o que está o Município a contratar? Uma sondagem, várias sondagens? Desenhos, fotografias e modelagens tridimensionais? 

Esperamos ter respostas a estas e a outras perguntas no debate do dia 18 Abril, sobre as Sete Fontes, a realizar no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, numa nova cooperação entre a JovemCoop e a Braga+.



4 de março de 2013

Sete Fontes, os estudos e a falta do plano de pormenor

"Correio do Minho" 04/03/2013

"Diário do Minho" 04/03/2013

Foi levantada a questão, pelo grupo da CDU, na última Assembleia Municipal, relativa ao Plano de Pormenor das Sete Fontes, após o PCP ter inquirido o Secretário de Estado da Cultura.

Ora, é preocupante que:
  •  4 anos após a última promessa eleitoral do actual Presidente da CMB, que afirmava que as Sete Fontes seriam um Parque Verde;
  • 3 anos depois da CMB afirmar que ia elaborar Plano de Pormenor;
  • Quase 2 anos depois da confirmação das Sete Fontes como Monumento Nacional;
  • Mais de um ano volvido sobre os Termos de Referência para o Plano de Pormenor das Sete Fontes;
o município ainda só agora esteja a promover os estudos que levarão à elaboração do Plano de Pormenor. Se o estudo hidrogeológico foi adjudicado há mais de um ano, porque razão, os estudos arqueológicos não avançaram na mesma data?

Foi preciso haver uma intervenção arqueológica, em propriedade privada, para convencer os responsáveis da autarquia da necessidade deste estudo? E os resultados dessa intervenção, onde estão? E que tipo de estudo arqueológico é que será realizado? E se for de carácter de escavação, em que zona das Sete Fontes se fará esse estudo arqueológico?

E será que a adjudicação destes estudos não deveriam ser alvo de um concurso público para garantir a transparência do processo? Não basta apelar ao conhecimento científico que a UAUM supostamente tem sobre Bracara Augusta para lhe adjudicar este estudo.

E, igualmente necessário, é promover um estudo sobre conservação e restauro do edificado. Está também previsto, ou é inexistente?

E sabendo que na semana passada, técnicos das Estradas de Portugal andavam a "piquetar" o terreno perto do Hospital, será que a CMB pretende avançar com a construção da variante por cima das Sete Fontes?

Esperemos que a CMB não esteja a adiar ou a moldar os resultados destes estudos, de forma a permitir a construção de uma variante mesmo no coração verde das Sete Fontes.

25 de fevereiro de 2013

Sete Fontes: As obrigações da CMB

"Diário do Minho" 22/02/2013

Através das perguntas formuladas pela deputada do PCP à Assembleia da República, Carla Cruz, após visita às Sete Fontes, ficamos a saber aquilo que, na verdade, já sabíamos:

1 - A necessidade urgente de realizar acções de conservação e restauro no edificado;

2 - Que essa responsabilidade é da CMB, uma vez que é a proprietária do imóvel;

3 - Que a DRCN compromete-se a ajudar (entenda-se, na elaboração de um projecto de conservação, porque descarta a hipótese de apoio financeiro);

4 - As resposta à Sr.ª Deputada mencionam um Plano de Pormenor, nesta altura inexistente ou desconhecido do público. Pena, porque em altura de campanha eleitoral, no ano 2009, o Eng. Mesquita Machado afirmava que ia, ali, nascer um Parque Verde para a cidade. Até à data, nem Parque Verde, nem Plano de Pormenor, fazendo lembrar que em altura de campanha eleitoral, muito se promete e depois pouco se faz!

5 - Faltou responder à Sr.ª Deputada se as águas estão, ou não poluídas, uma vez que foi detectada uma macha de poluição perto da Mãe d'Água do Dr. Alvim (de baixo);

E quando sairão os resultados das intervenções arqueológicas já realizadas? E os resultados do estudo hidrogeológico que a CMB entregou à Universidade do Minho?
Quando poderemos formular um bom projecto, possuíndo todos os dados e informações?


30 de maio de 2012

Sete Fontes e o Património da Água

"Correio do Minho" 22/05/2012

Pode parecer uma salutar" provocação, ou melhor, uma instigação à promoção de estudos arqueológicos na área das Sete Fontes.


Contudo, aquilo que dá origem a estas palavras é a publicação de um novo livro que realça a importância da água na cidade de Braga, dando natural destaque ao Complexo Hidráulico das Sete Fontes.


Após alguns estudos, os arqueólogos da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho estão convencidos que nas Sete Fontes, por baixo da obra do Séc. XVIII jaz o aqueduto romano que abastecia a cidade de Bracara Augusta.


Nada de novo, dizemos nós, pois esta constatação era algo que já vínhamos alertando há algum tempo.
Ainda assim, não deixa de ser curioso como esta apresentação teve direito à presença do Presidente da AGERE, como se fosse um grande instigador da preservação daquela área.


Não basta dizer que ter um ou dois funcionários é suficiente para proteger as Sete Fontes, quando nesta fase, os problemas não passam pela estrutura, mas sim pela capacidade construtiva dos terrenos que pode vir a secar os lençóis de água.


É preciso ter muito cuidado com esta questão, para que a Água das Sete Fontes continue a ser usada por uma ainda mais longa duração.


9 de março de 2012

Sete Fontes: Intervenção Arqueológica a decorrer

Movimentações de terra que indicam trabalhos arqueológicos

Terrenos onde se abateram as árvores em Setembro 2011

"Diário do Minho" 24/09/2011

Iniciaram-se, esta semana, os trabalhos arqueológicos numa das parcelas das Sete Fontes.
Curiosamente, os terrenos que estão a ser intervencionados pela equipa de arqueologia são os mesmos onde se abateram, indiscriminadamente, árvores de copa frondosa e que alteraram, completamente, a paisagem no Complexo Monumental das Sete Fontes.

Lembrando que em Setembro do ano passado, o Presidente do Município afirmou que o proprietário iria realizar sondagens arqueológicas, é curioso que estas só estejam a ser feitas 6 meses depois, levando-nos a pensar que só após o abate das árvores e consequente embargo, foi instruído o processo.

Contudo, o facto de agora se estar a fazer sondagens arqueológicas é um sinal positivo e de grande confiança para os amigos das Sete Fontes, porque agora, de uma vez por todas, vão ser dissipadas as dúvidas quanto à inviabilidade de construir empreendimentos urbanos dentro da Zona Especial de Protecção.

A equipa responsável pela intervenção é afecta à Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, entidade que há muito se debate com a necessidade de estudar melhor as Sete Fontes, tendo, em tempos passados, pedido que se alargasse o projecto de Salvamento de Bracara Augusta àquela zona.

Seguramente, que a UAUM em virtude dos trabalhos que estão a ser executados verificará a importância histórica daquele local e a ríqueza patrimonial do subsolo das Sete Fontes, como sensibilízará o proprietário que qualquer construção ali poderá afectar os lençóis de água e destruir a paisagem verde, o que substraíria a função técnica ao monumento, algo que a lei não permite.

Por isso, acreditamos que estamos perante excelentes notícias e que finalmente os estudos arqueológicos irão confirmar aquilo que temos vindo a afirmar...há cronologias mais latas no Vale das Sete Fontes, houve reaproveitamentos de materiais no Séc. XVIII e o subsolo daquela zona é uma "caixinha de surpresas".


15 de fevereiro de 2010

Segredos de Tutankhamon

As autoridades do Egipto prometeram divulgar, na próxima semana, revelações importantes sobre a família e filiação de Tutankhamon, um dos grandes mistérios da antiguidade faraónica, com a ajuda de análises ao ADN.
(c) Público

O anúncio deverá ser feito no Museu de Arqueologia do Cairo, onde está exposto o tesouro descoberto em 1922 no túmulo do jovem faraó da XVIII dinastia, que morreu há mais de três mil anos.

O director do museu, Zahi Hawass, disse estar em condições de revelar "os segredos sobre a família e filiação de Tutankhamon, com base nos resultados das análises científicas à sua múmia".

A múmia do jovem príncipe proclamado rei com uma idade estimada de nove anos foi descoberta num sarcófago em ouro maciço pelo arqueólogo britânico Howard Carter, no Vale dos Reis, perto de Luxor.

A possibilidade de uma filiação com Nefertiti e a morte quando ainda era adolescente, fazem com que "a parte romântica desta história seja incontestada", considera o egiptólogo francês Marc Gabolde, que se especializou na história do jovem rei.

Mas, apesar das investigações intensas, a sua ascendência exacta ainda não foi precisada e as circunstâncias exactas da sua morte – doença, acidente ou assassinato – continuam a ser um enigma.




O estudo que será efectuado poderá ajudar a desmistificar mais um pouco da história deste faraó mas, também, poderá esclarecer um pouco mais da hierarquia e relações familiares no antigo Egipto. Importa dar ênfase a estes estudos, pois o mundo antigo é algo que, apesar de fascinante, muitas vezes é díficil de entender devido às constantes lacunas na informação. Apesar de nem sempre arqueólogos e historiadores andarem de mãos dadas, é interessante entender que outras ciências podem ajudar a encontrar pontos comuns.