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14 de outubro de 2014

Artigo de Opinião - Dar Braga aos Bracarenses


Dar Braga aos Bracarenses

A última semana foi, para nós, uma semana de boas notícias. Certamente já ouviu falar do Orçamento Participativo (OP) 2015 ou, pelo menos, de algum dos projetos que concorreram a esta iniciativa.
Não iremos aqui abordar a qualidade ou a importância dos projetos, pois para isso existiu uma votação online realizada pelos bracarenses. Vamos antes perceber a importância que iniciativas, como o Orçamento Participativo 2015, têm na cidade.

Mais do que um fundo financeiro disponível para apoiar a cidade, o Orçamento Participativo é, na nossa opinião, uma iniciativa exemplar onde os habitantes da cidade são os principais agentes de intervenção. Através desta iniciativa os cidadãos tiveram a possibilidade de decidir como utilizar parte do Orçamento do Município, mais precisamente quinhentos mil euros, em prol de Braga.

Todos os bracarenses puderam participar de duas formas: criando os seus próprios projetos, tendo sempre um bem comum como objetivo, e/ou votando no projeto que lhe suscitasse mais interesse. Deste modo, foi delegado aos cidadãos a possibilidade de decisão, o que se refletiu em novos direitos, mas também novas responsabilidades, pois foi pedido que todos concorressem e votassem com consciência.

Para o primeiro ano desta iniciativa, os resultados foram espantosos, pois foram selecionados para votação quase cem projetos, dos quais seis conseguiram o financiamento. Esta decisão foi tomada democraticamente através de uma votação onde se registaram cerca de cinco mil votos e que, para nosso agrado, escolheu projetos de diversas áreas de intervenção, destacando-se o património (material e imaterial).

Dada a grande mobilização dos bracarenses, no que ao Orçamento Participativo diz respeito, só se pode esperar que todos os projetos corram pelo melhor e que para o OP 2016 haja ainda mais adesão por parte de todos, n
ão só na votação, mas também na elaboração de mais e melhores candidaturas.

Outra das boas notícias da semana foi a comemoração dos 120 anos da Fábrica Saboaria e Perfumaria Confiança. Fundada a 12 de outubro de 1894, esta fábrica é o único pedaço “vivo” que nos resta sobre história da indústria bracarense. A que em tempos foi a mais importante e maior fábrica bracarense, hoje não é muito mais do que quatro paredes e muitas recordações.
Recordações essas que se fizeram ouvir no último fim de semana com as duas iniciativas da Câmara Municipal na atividade ‘À Descoberta de Braga’.

A abertura das portas da fábrica simbolizou, para nós, a “abertura dos olhos” dos bracarenses, pois a grande maioria entrou ali pela primeira vez e que tomou conhecimento de mais um edifício degradado fisicamente. Mas voltou a “humanizar-se” pela narração de histórias que os antigos funcionários tiveram a amabilidade de partilhar. Prova do sucesso da indústria dos sabonetes em Braga é a ainda existente marca ‘Confiança’ comprada e comercializada pela marca ‘Ach Brito’.

No entanto, caro leitor, na nossa opinião viver de recordações não é o destino de Braga. Para a nossa cidade esperamos sempre um futuro melhor e mais promissor do que preservar quatro paredes de história, esperando a recuperação dessas quatro paredes como merecida homenagem à história que elas contam. Assim, esperamos que, mais do que a abertura temporária das portas do edifício, a CMB, atual proprietária, o preserve.

Quem sabe se edifícios como este, que infelizmente abundam na cidade, não farão parte do próximo Orçamento Participativo? Deste modo, e em jeitos de conclusão, desafio-o a si, caro leitor, a incluir a Saboaria e Perfumaria Confiança num futuro projeto para o Orçamento Participativo 2016…

10 de julho de 2014

X Edição "O Nosso Património" - Dia 4


Hoje, dia 10 de Julho, voltámo-nos a encontrar na Junta de Freguesia de S. Victor para dar início a mais um dia da actividade ‘’ O Nosso Património’’.

     Por volta das 10h, os monitores comunicaram-nos que durante a manhã íamos visitar as antigas fábricas e no caso da sua inexistência, os seus respectivos locais.

A primeira antiga fábrica que fomos visitar foi a Pachancho, que se situava no actual Pingo Doce Pachancho. Essa fábrica foi fundada pelo António Gomes do Vale Peixoto em 1920 e a sua principal fonte de produção eram peças para veículos motorizados. Mais tarde, em 1950 a fábrica começou a produzir as suas próprias motocicletas. A fábrica Pachancho foi considerada uma das mais importantes em Braga e até mesmo a nível nacional, pois chegou a construir motores para carros de Fórmula 1.

    A produção de chapéus em Braga inicia-se em 1851 com a primeira unidade industrial, chamada de Fábrica de Taxa. Começou por ser uma pequena oficina, mas ao longo do tempo alcançou o estatuto de fábrica. Mais tarde, em 1866 instala-se a Fábrica Social Bracarense que se situava na Rua Nova de Santa Cruz. Em 1921, aparece outra fábrica com o nome ‘’ A Industrial ‘’ situava-se também na rua do Taxa. As fábricas chegaram a produzir 3 mil chapéus por dia.

    A última e única fábrica que se encontra actualmente de ‘’pé’’ é a Saboaria e Perfumaria Confiança. Esta mesma fábrica que foi fundada a 12 de Outubro de 1894 por Silva Almeida e Santos Pereira. O seu objectivo era produzir sabonetes e perfumes de alta qualidade.

Os sabonetes, que eram de elevada qualidade, eram exportados para a américa, servindo vários hotéis. Neste momento, o edifício da antiga fábrica encontra-se à espera que o concurso criado pela Câmara Municipal de Braga dite o seu destino.

Antes de chegarmos á junta, voltamos à Senhora a Branca para realizarmos as fichas de sítio que por motivos que nos são alheios, ontem não tivemos tempo de concluir. 

E assim se passou mais uma manhã na JOVEMCOOP!

Até amanhã,
João e Tomás.

11 de junho de 2013

Com Confiança

"Correio do Minho" 08/06/2013

Quando se quer falar de questões sérias, há várias formas de o fazer, inclusivé omitir parte das narrações históricas. Podem-se encontrar mil argumentos, retira-los do contexto e fazer deles novas afirmações.
Há quem pense que isso é informação.
Sobre este assunto, convém lembrar o que foi debatido pela JovemCoop e pela Braga+:

http://jovemcoop.blogspot.pt/2013/01/uma-questao-de-confianca-o-primeiro.html

http://jovemcoop.blogspot.pt/2013/01/ainda-o-debate-sobre-fabrica-confianca.html

http://jovemcoop.blogspot.pt/2013/03/uma-questao-de-confianca-ii-o-que-foi.html

Escrito por jornalistas e firmado junto de auditórios repletos. Esta é a melhor argumentação para responder a quem quer desviar as atenções!


18 de abril de 2013

Assim falamos de Património

Esta conversa informal teve lugar no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca

Ao longo de quase duas hora, o Estaleiro Cultural Velha-a-Branca acolheu a iniciativa conjunta da JovemCoop e Braga+ "Vamos falar de Património".

A convidada, a Professora Paz Benito del Pozo da Universidad de Leon, especialista em Património Industrial, partilhou a sua experiência e visão no que toca à recuperação de antigas fábricas e/ou pólos industriais, que representam, hoje em dia, um conjunto significativo do património das cidades.

A sua recuperação, a forma como pode ser intervencionado o edifício ou local, a lei e o sentimento de valorização e pertença de uma comunidade foram alguns dos tópicos abordados pela Professora Paz del Pozo, numa conversa moderada pelo Professor Miguel Bandeira.

A Fábrica Confiança, por ser um ícone expressivo do Património Industrial de Braga, foi o caso mais recorrente desta conversa, traçando paralelos com a Fábrica de Couros, em Guimarães.

A conclusão mais significativa desta conversa é que os cidadãos são os agentes e instrumentos mais fortes e poderosos para ajudar a redefinir a recuperação dos imóveis históricos industriais de uma cidade.

A todos os participantes o nosso muito obrigado!





13 de março de 2013

Uma Questão de Confiança II - O que foi dito

"Correio do Minho" 08/03/2013

"Diário do Minho" 08/03/2013

O tema suscitou uma enorme adesão do público a este evento

Durante mais de três horas abordou-se o futuro das antigas instalações da Fábrica Confiança

Foi da Confiança e com confiança no futuro que ontem se debateu a antiga saboaria instalada na Rua Nova de Santa Cruz. O mote do 2º debate promovido pela associação Braga+ e JovemCoop estava dado e foram muitos aqueles que quiseram envolver-se na discussão de um património municipal que não tem, pelo menos para já, futuro definido.
 
No final do debate, onde a opinião da sociedade se foi revelando em alguns momentos, Vitor Sousa, vice-presidente do executivo municipal e um dos oradores, salientou a importância do imóvel para um pensamento distinto daquela zona da cidade.
 
“Só o facto de hoje termos a Confiança já nos leva a discussões laterais extremamente importantes no quadro do planeamento e do urbanismo, que é a questão de mantermos um eixo de modos suaves em termos de acesso entre a Universidade e o centro da cidade”.
 
Vitor Sousa avança o que projecto que tem pensado para o local e que irá incluir na sua candidatura.
 
“Eu tenho análises feitas, sob o ponto de vista técnico não tenho nada fechado, mas tenho o privilégio de ter alguns dados técnicos. E o que tenho é que como nós temos uma infra-estrutura na Avenida Júlio Fragata já muito rebaixada por causa do nível friático da cota do rio Este, é uma obra mais sensata, mais fácil e mais barata prolongar ligeiramente para a frente da rua Nova de Santa Cruz o túnel já existente e fazer a parte de cima toda em área de travessia pedonal”.
 
Também do lado da Coligação Juntos por Braga, a ligação à Universidade é praticamente um compromisso. Ricardo Rio fala numa solução estratégica.
 
“A solução mais estratégica do ordenamento da própria cidade, no caso concreto foi já reconhecido em diversas ocasiões, neste momento a cidade está fracionada e separada por via da Avenida Padre Júlio Fragata e aquilo que ficou aqui de certa forma consensualizado, de forma quase inesperada, é que no próximo mandato iremos tentar construir uma solução de continuidade pedonal entre a Rua Nova de Santa Cruz e a Rua D. Pedro V que volte a ligar a Universidade à malha urbana central. Parece-me que isso é algo extremamente pertinente e deve ser uma aposta do próximo executivo”.
 
O espaço de co-working será uma realidade no futuro da Confiança, tal como sucede no GNRation, mas Vitor Sousa identifica uma complementariedade entre este espaço e o do Campo da Vinha.
 
“O registo do GNRation é virado para este espaço de partilha, de ninho de empresa, de incubadora mas numa área das indústrias criativas, da arte, do design e o outro é o mesmo modelo, e aí pode haver uma complementariedade interessante, mas numa área completamente distinta, com a mesma base, mas para a ciência, tecnologia, inovação e muito direcionado àquilo que é o factor do próximo quadro comunitário da agenda 20-20”.
 
Já Ricardo Rio, parece partilhar do mesmo ideal. “São manifestamente complementares, é assim que eu os entendo. Aliás, o GNRation caso venha a preservar a traça que nós incutimos no início quando se discutiu a própria aquisição do edifício da GNR, será uma estrutura predominantemente mais cultural e ligada às indústrias criativas. Aqui há a possibilidade de compartimentação para projetos de outra natureza, mais ligado às nanotecnologias e a outros desenvolvimentos científicos ligados à Universidade do Minho. Julgo que são, claramente, estruturas complementares”.
 
Vítor Sousa avançou também que este projecto deve agora ser maturado e estar pronto até ao final do mandato para que o próximo executivo possa trabalhar no mesmo e adaptá-lo em função do quadro comunitário de apoios.
 
Da mesma opinião partilha o líder da Coligação Juntos por Braga que adiantou que a prioridade do projeto, terá obrigatoriamente de ser concretizado no próximo mandato, acautelando os financiamentos para o projeto. “Julgo que até ao início de 2014 o próximo quadro comunitário estará clarificado na suas orientações e nas prioridades em termos de investimento. Portanto, temos aqui sensivelmente nove meses que também coincidem com o encerramento deste mandato, com o arranque do próximo para podermos, inclusivamente, enquadrar nas próximas opções do plano da câmara municipal, que serão discutidas no final deste ano”.
 
Quanto ao projeto, em si, Ricardo Rio adianta que haverá sempre geração de emprego. “Qualquer financiamento comunitário de um projeto, um dos primeiros requisitos que exige é que vai ter de gerar emprego, portanto o Espaço Confiança vai ter de gerar emprego, seja ou não financiado. Acho que nesta matéria, a questão da incubação de empresas é também um veículo muito importante para a criação de oportunidades de emprego e de criação de novos negócios que Braga tem que cultivar de uma forma massificada em ligação à UMinho, ao INL e a todo o espírito empreendedor que existe neste momento na cidade e que não tem essa oportunidade de expressão”.
 
Palavras de Ricardo Rio sobre um tema que diz, estar a “apaixonar a cidade”, garantindo que as iniciativas de debates promovidas pela Braga+ e JovemCoop “são uma ajuda para melhorar a própria gestão municipal”.
 
notícia RUM retirada daqui
 
 



4 de março de 2013

Debate: Uma Questão de Confiança 2 - o futuro!

Próximo Debate é já dia 06 de Março, no auditório da Escola de Música do Carandá

"Diário do Minho" 03/03/2013

Tal como ficara acertado aquando da realização do debate no passado dia 16 de Janeiro, a recuperação para fins culturais da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança vai dar o mote para mais um debate público realizado pela associação Braga + e JovemCoop.
 
Esta iniciativa, vai decorrer na próxima quarta‐feira, 6 de Março, a partir das 21h15, no auditório da escola de música do Mercado Cultural do Carandá.

Os intervenientes convidados para este debate são o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Vítor Sousa; Ricardo Rio, líder da coligação Juntos por Braga; Carlos Neves, vice-presidente da CCDR-Norte; Miguel Bandeira, representando a Universidade do Minho; bem como os vencedores do concurso de ideias;

O debate, novamente intitulado “Uma questão de Confiança”, vai estar aberto à participação de todos os cidadãos interessados em discutir esta temática. No local do debate vão poder ser consultadas as 84 propostas que concorreram ao concurso de ideias realizado pela autarquia, após o início do processo de aquisição do último exemplar das históricas indústrias bracarenses.

Recorde‐se que a intenção da Câmara Municipal é a instalação de valências culturais, que permitam a regeneração da zona envolvente e a preservação da memória indústrial de Braga.

Este é mais um debate que pretende discutir a cidade e fazer propostas concretas a quem tem o poder de decidir. Por isso mesmo, as ideias abordadas nesta iniciativa vão ser reencaminhadas para os partidos com assento na Assembleia Municipal de Braga.

A Perfumaria e Saboaria Confiança foi fundada a 12 de Outubro de 1894, tendo-se tornado num caso de notório sucesso entre os empreendimentos industriais da cidade de Braga ao longo do século XX. Após o desaparecimento das grandes fábricas de chapéus, o imóvel da Confiança tornou-se no último exemplar do património industrial da cidade de Braga.

19 de fevereiro de 2013

Debate Fábrica Confiança - uma pequena vitória

"Diário do Minho" 17/02/2013

Um dos compromissos firmados no debate "Uma Questão de Confiança", realizado pela Braga+ e JovemCoop, a 16 de Janeiro, foi precisamente o de vedar o terreno da Fábrica Confiança, numa tentativa de evitar uma degradação e expoliação, ainda mais célere, deste edifício abandonado.

Afinal, ficamos a saber pelo Diário do Minho que o compromisso foi cumprido e que Vitor Sousa terá realizado esforços para concretizar esta situação, após preocupação levantada por Luís Tarroso Gomes durante o debate.

Ficamos felizes por este acontecimento, provando que quando a sociedade se mobiliza e pressiona positivamente os gestores da cidade, estes podem corresponder favoravelmente aos anseios dos cidadãos.

Aqui fica manifestado o nosso louvor por este contributo do Luis Tarroso Gomes, do Vice-Presidente da CMB e dos cidadãos que assistiram, com interesse, ao debate da JovemCoop e Braga+.




21 de janeiro de 2013

Ainda o debate sobre a Fábrica Confiança



"Correio do Minho" 18/01/2013

Foi com especial motivação que ajudamos à realização do debate “Uma questão de Confiança”, no passado dia 16, na Casa dos Coimbras, numa iniciativa conjunta com a Braga+.
Entre os oradores convidados estavam Vítor Sousa, Ricardo Rio, José Cordeiro e Luís Tarroso Gomes, todos eles personalidades ligadas à intervenção política, sendo que os dois primeiros afectos a partidos e os últimos dois à visão da participação independente.
Do que ali foi explanado, apreciámos a contextualização histórica do Professor Cordeiro, que nos fez recuar ao passado, lembrando como seria Braga há quatro e cinco décadas atrás, com o tecido industrial de S. Victor a funcionar em pleno.
Após esta intervenção, Luís Tarroso, Vítor Sousa e Ricardo Rio explicaram, ao público, o processo de aquisição, via expropriação, que a Câmara de Braga fez decorrer sobre o imóvel.
Se, de um lado, Luís Tarroso procurou lembrar os valores das primeiras negociações e a forma estranha como decorreram, Vítor Sousa e Ricardo Rio transmitiram a ideia comum de que não desconfiariam, nem poriam em causa as avaliações dos técnicos peritos.
Do público surgiram intervenções mais ou menos inflamadas e damos especial destaque às intervenções de António Marques (da Associação Industrial do Minho) e de João Vieira (UMinho/ORION).
Ambos afirmaram que aquele debate, bom na explanação teórica, ficava a dever, ao público, o futuro do imóvel da Confiança – a validação dos projectos, a sua implementação, a sua sustentabilidade e desenvolvimento, bem como o retorno de um equipamento de múltiplas valências culturais para a cidade.
É certo que este debate centrou-se mais no passado do que, propriamente, no futuro. Surgiu, ali mesmo, a ideia de dar continuidade ao tema, para que na próxima edição do debate, se possa discutir os projectos vencedores e a forma como pretende o município enraizar e encorpar aquelas ideias.
Portanto, dia 21 de Fevereiro (carecendo de confirmação) reeditaremos o debate, centrando-o mais no futuro do imóvel e na sua sustentabilidade.


17 de janeiro de 2013

"Uma Questão de Confiança" - o primeiro resumo

O debate "Uma Questão de Confiança" teve muita adesão e participação

Os oradores convidados - Vitor Sousa (CMB/PS); Luis Tarroso Gomes (Projecto BragaTempo); José Cordeiro (U.Minho); Ricardo Rio (PSD)

O diálogo fez-se com várias participações, sugerindo um novo debate para, desta vez, permitir falar sobre o futuro do imóvel

Foi numa sala mais que lotada que ontem se debateu o futuro da fábrica Confiança. Esse foi o mote lançado pela Associação Braga + para mais uma noite de conversa na cidade onde se preparava para pensar Braga. Este debate funcionou também como o primeiro frente a frente público entre Vitor de Sousa e Ricardo Rio, os dois candidatos, teoricamente mais fortes, na corrida ao município nas eleições autárquicas.
Para além das propostas e do pensamento em relação ao futuro da fábrica (ainda que escassas), a conversa foi marcada pela contextualização do imóvel e tentou-se debater todo o processo que envolveu a sua compra e expropriação. Ainda assim, Vitor de Sousa, na sua intervenção final, aproveitou para criticar toda uma postura assumida por Ricardo Rio no debate. “Respeitei, na íntegra, o papel que deveria ter neste debate. Não critiquei a oposição, não fiz apelos, quase declarados, a voto, não disse que ia ganhar eleições, isto num quadro de respeito absoluto por um debate que quer fazer cidade. O que prejudica esta discussão é aparecerem pessoas que, normalmente, dizem que querem discutir cidade, mas, na verdade, não o querem. Apenas querem fazer confronto político e discutir as atitudes da Câmara”, atirou o vice-presidente da autarquia.
 
Vitor Sousa não quis, no entanto, deixar de dar alguns achegas sobre o assunto da Confiança.
 
“Temos um espaço que consideraria como multiusos, muito vocacionado para a musealização do espólio da Confiança, para exposições de temáticas variadas. Poderia servir para ser um grande espaço de exposição de arte contemporânea, uma vez que Braga não está dotada de tal. Para além disso poderia servir para um espaço comercial. Indo ao encontro daquilo que é amplamente discutido e que hoje temos de procurar incentivar, que tem a ver com a aproximação com as estruturas de ciência, poderemos ter lá um ninho de empresas e potenciar o coworking”, resumiu o socialista.
 
No debate esteve também presente Luís Tarroso Gomes que, no final, deixou algumas questões no ar: “Fico sem saber se as demolições foram ou não licenciadas pela Câmara. A Câmara autorizou, ou não, a demolição da chaminé, da torre, do teatro e dos pavilhões de trás? Fico sem saber! E fico também sem saber porque é que o espaço não está vedado. Resumindo, fico sem saber as respostas às perguntas que fiz há um ano, por isso voltei a trazê-las aqui”

Ricardo Rio acusa os que lhe fazem "ataque político" através deste negócio

Já Ricardo Rio, líder da Coligação Juntos por Braga, assumiu que não se arrepende de nada durante o período em que se envolveu no negócio da Confiança e deixa a acusação: “Há um interesse político de alguém que quis aproveitar este processo para colocar em causa a minha credibilidade e a minha seriedade. Portanto, isso é algo que tenho de refutar de uma forma taxativa. Não espero nenhuma surpresa no processo que está a ser desenvolvido, mas não me desresponsabilizo do meu envolvimento no mesmo. Não me arrependo de ter participado neste processo como participei”, sublinha o social democrata.
 
Sobre o imóvel e o seu futuro, Ricardo Rio voltou a defender publicamente a necessidade da ligação com a Universidade do Minho (UM) como forma de quebrar barreiras de mobilidade que existem na cidade. “Se temos uma área que é absolutamente colada à UM, que está degradada e não tem qualquer aproveitamento e onde podemos instalar um conjunto de valências que vão atrair os jovens da universidade e outras situações, já estamos a diminuir a proximadade... Já serão 200 metros que ultrapassamos. Se juntarmos essa solução a uma de mobilidade que ultrapasse a barreira que passa em frente ao BragaParque, estamos a cumprir um desígnio. Temos que começar por algum lado”, destacou Ricardo Rio.

Confiança voltará a ser debatida pela Braga+
 
No final do debate, Ricardo Silva da JovemCoop, um dos fundadores da associação Braga+ deixou uma certeza de realização de um novo debate sobre o tema. “Se hoje falamos do negócio, na próxima edição daremos uma sequência ao debate e faremos uma espécie de ‘Confiança 2’, onde daremos continuidade à parte do projecto. Não queremos afastar ninguém do debate, não nos deixem desistir a nós, não desistam vocês para que assim, todos juntos, possamos construir Braga, porque é isto que nós queremos”, garantiu Ricardo Silva.

Um novo debate para se pensar o futuro da Confiança foi então uma promessa deixada pela Associação Braga+ no final do debate em torno desta fábrica que muito diz ao bracarenses.

16 de janeiro de 2013

Debate "Uma Questão de Confiança"-Esta noite

 
"Correio do Minho" 16/01/2013

Depois de ler a notícia de que a Fábrica Confiança foi alvo de novo incêndio, ainda que de pequenas proporções, nunca é demais lembrar que esta noite há debate sobre o processo de aquisição deste imóvel e o que fazer com ele no futuro.

O debate é na Casa dos Coimbras, às 21h15 e contará com a presença de Vitor Sousa (CMB), Ricardo Rio (vereador não executivo da CMB), Luis Tarroso (projecto BragaTempo) e José Lopes Cordeiro (Professor da UMinho).

A não perder, pois todos os contributos são necessários. A entrada é livre!


14 de janeiro de 2013

Uma questão de Confiança, com investigações da Judiciária

"Correio do Minho" 11/01/2013

"Diário do Minho" 12/01/2013

No próximo dia 16 de Janeiro, 4ª feira, às 21h15, a Braga+ e a JovemCoop irão promover um debate sobre a Fábrica Confiança.

Este debate, que contará com os principais responsáveis pela decisão de aquisição da Fábrica por parte do município de Braga, visa esclarecer o público de algumas questões que escuressem este processo.

O porquê de se adquirir o imóvel só agora (quando no passado houve a mesma hipótese e provavelmente a um preço mais fiável), os vários valores de avaliações, a necessidade de se recorrer à expropriação, as ligações a familiares do executivo municipal e as dívidas às Finanças são tópicos que poderão vir a ser respondidos no debate, sobretudo numa altura em que o Diário do Minho noticia que a Polícia Judiciária está a investigar o negócio.

Por isso, porque é preciso ter confiança que este processo não será mais um negócio ruinoso para os cofres municipais e que as ideias a lá fixar não serão "elefantes brancos", convidamos todos os bracarenses a assistir e a participar no debate, que será realizado na Casa dos Coimbras.


9 de janeiro de 2013

Debate - uma questão de Confiança

Debate promovido pela Braga+ e pela JovemCoop

No próximo dia 16 (4ª feira), a Casa dos Coimbras volta a acolher um debate sobre um assunto actual de Braga.

A Fábrica Confiança, a sua história, a vontade do Município em fazer, naquele edifício, um pólo cultural, o processo de venda e expropriação, serão alguns dos tópicos abordados neste debate público e de entrada livre.

Os convidados serão Vitor Sousa (Vice Presidente e candidato à Presidência da CMB ), Ricardo Rio (vereador não executivo e candidato à Presidência da CMB), Luis Tarroso (elemento do Projecto BragaTempo, que apresentou das primeiras propostas para a revitalização do edifício) e José Lopes Cordeiro , Professor da Universidade do Minho, especializado em história da indústria.

Todos os bracarenses estão convidados a tomar parte neste debate.



20 de novembro de 2012

A moda dos incêndios e do fachadismo

"Diário do Mnho" 17/11/2012
 
 
"Correio do Minho" 16/11/2012

Dois edifícios importantes para a História da Cidade de Braga com funcionalidades e finalidades distintas. A uni-los, só mesmo a proximidade geográfica e os incêndios frequentes de que são vítimas.

Para a fábrica Confiança existe um processo de expropriação e uma intenção de recuperação.
Para a antiga Escola D. Luis de Sousa, edifício de interesse arquitectónico no sopé do Bom Jesus, nem vislumbre de recuperação.

Ambos sofrem das agruras do abandono e do desprezo pela maioria dos cidadãos.

Numa falta de estratégia de requalificação dos edifícios de interesse histórico, opta-se por deixar que deflagrem incêndios, culpabilizando ocupas nocturnos e toxicopedentes, para justificar o vandalismo e a perda de património.

É igualmente preocupante a visão dos responsáveis autárquicos, tal como anuncia o jornal Público,  com a postura do "deixa arder" afirmando que o interesse está na fachada, desvalorizando o conteúdo (faltam estudos e levantamentos para aferir se isto é mesmo assim).

Um bom estudo e uma estratégia séria para regenerar Braga poderia incluir a recuperação destes imóveis, sensibilizando, logo à partida, as comunidades envolventes, para serem os melhores cuidadores dos edifícios. Assobiar para o lado é algo que não combina com cidadania!^



13 de agosto de 2012

Confiança: Os projectos vencedores

"Correio do Minho" 03/08/2012
"Correio do Minho" 04/08/2012
"Correio do Minho" 05/08/2012

"Correio do Minho" 06/08/2012

Apesar de entendermos que este processo concursal deveria ser revisto, uma vez que as circunstâncias se alteraram - desde o facto de ainda não haver expropriação consumada, terem aparecido, recentemente, dívidas acumuladas sobre o imóvel e pela questão de não poder haver valências comerciais no edifício (o que altera toda a filosofia de autosustentabilidade do edifício prevista no concurso) - aqui ficam, para conhecimento dos nossos leitores, os quatro projectos  vencedores da reabilitação da Antiga Fábrica/Saboaria Confiança.

Os projectos vencedores foram divulgados no jornal Correio do Minho que, ao longo de quatro dias, publicou as principais linhas de referência dos projectos que foram seleccionados no concurso.

Mais informações AQUI (página da CMB)

12 de julho de 2012

Braga: Confiança, precisa-se!

"Diário do Minho" 11/07/2012

A notícia publicada ontem pelo Diário do Minho é, no mínimo, preocupante.
Uma vez mais, após várias opiniões, mais ou menos fundamentadas a solicitar a reavaliação da aquisição do imóvel, e quando o Município já se preparava para o adquirir, sabe-se que o seu valor está cifrado em menos de um milhão.

Legitimamente, o cidadão pode pensar o porquê desta abrupta diferença de números, tendo em conta que o município estava disposto a pagar mais quase três milhões acima deste preço.
Numa altura de tanta desconfiança política para com os agentes políticos partidários, qualquer pessoa pode e deve fazer um exercício de reflexão.

Sabendo que hoje foi dia de reunião do executivo da CMB, sabemos que este assunto foi discutido, até por força da necessidade da alteração do projecto vencedor, imposta pela Direcção Geral das Autarquias Locais. Ao que parece, a DGAL obriga à remoção dos conteúdos comerciais e unidade hoteleira prevista para o espaço (mas não se entende porquê).

Nas primeiras notícias a virem a público após reunião de Câmara, veiculadas pela RUM (ver aqui), percebe-se, através das palavras do lider da Coligação Juntos por Braga, a diferença das avaliações e o porquê de números tão distintos. Ricardo Rio afirma que a avaliação das Finanças apenas tem em conta o existente e a avaliação para efeitos de expropriação avalia em termos do máximo aproveitamento que ali pode vir a ser alcançado.

Para já não se conhece a opinião dos lideres socialistas, pelo que se aguardam novos desenvolvimentos sobre este tema.
Acompanharemos de perto.


24 de abril de 2012

Ainda a expropriação da Confiança!

"Diário do Minho" 23/04/2012


Braga poderá vir a ganhar um novo local com valências culturais, mas que tem dado muito que falar, por diferenças gigantesca no preço de aquisição.


Neste tortuoso processo, resta perceber quem diz a verdade e porque não tira teimas a Assembleia Municipal, fazendo uma nova avaliação ao local, fora da esfera autárquica?


É estranho que a autarquia tenha acordado um preço (3,5 milhões de euros) e, aquando da desistência do negócio por parte do proprietário, o Presidente tenha feito futurologia e advertido que assim ia ser mais caro...é que acabou por acontecer! A avaliação da CMB prevê ali mais 120 mil euros além do preço base.


Se o negócio era suspeito, agora ganha contornos de vigarice e de obscuridade.


Confiança sim, mas a qualquer preço não!


12 de abril de 2012

Concurso Fábrica Confiança - apresentação dos vencedores!



A concurso estiveram 77 trabalhos. Quanto aos vencedores: "A Fábrica - Cultura Inteligente", de Ana Margarida Fernandes de Oliveira e Filipa Alexandra dois Santos Reis; "O Centro da Ciência e da Cultura de Braga", da ORION -Sociedade Científica de Astronomia do Minho; " O Espaço de Obra", de Rui Pedro da Costa Rodrigues, Miguel Guedes de Carvalho, Raúl M. e Leoardo P. Rodrigues Guedes de Carvalho; e ainda "Reabilitação do Edifício da Fábrica Confiança", de Machado e Braga Macedo, arquitetos, Lda.
Entre os critérios de seleção constavam: o grau de originalidade, demonstração da viabilidade da aplicação das ideias, entre outros.
Fonte: Rádio Universitária do Minho

Uma excelente iniciativa dos Bracarenses, que rubricaram um acto de enorme participação...uma feliz vontade de CMB que finalmente se abriu à participação do grande público.

O resultado final foram 77 propostas e 4 vencedores.


Fábrica Confiança - a expropriação do imóvel

"Diário do Minho" 11/04/2012

Foi dado a conhecer publicamente que a compra da Fábrica Confiança, via expropriação, ficará mais cara aos cofres municipais do que se fosse uma compra/venda normal.

A avaliação dos peritos cifram em mais 170 mil euros o valor da fábrica, passando para 3,67 milhões o valor da aquisição.

Num processo conturbado, o ganho que os bracarenses e demais fruidores terão, ficará marcado por um prejuízo financeiro que poderia ser evitado se houvesse maior diálogo e transparência entre as partes envolvidas.

Certo é que haverá Confiança, esperamos é que o "preço a pagar não seja demasiado elevado" para a realidade do município de Braga.

5 de abril de 2012

Confiança: Mais perto de um projecto

"Correio do Minho" 30/03/2012

"Diário do Minho" 30/03/2012

A Fábrica Confiança é dos imóveis que mais tem suscitado opiniões e ideias de valorização em Braga, nos últimos tempos. 


Desde que se falou na hipótese de a CMB adquirir este edifício e abrir um concurso de ideias à cidade, várias foram as pesquisas efectuadas nos motores de busca sobre este assunto e podemos dizer que o número de visitas ao blog da JovemCoop aumentou exponencialmente graças a este tema.


Na semana passada, após reunião do executivo, ficámos a saber que já foram encontradas as quatro propostas que irão dar corpo ao programa funcional que, por sua vez, induzirá o programa arquitectónico.


A ser levado a cabo este processo, sairá daqui uma vitória que ficará marcada na História de Braga...a vitória da participação pública e da preservação da memória de uma actividade e de um património (já) único em Braga.


Esperamos que o processo decorra normalmente e que se verifique que será, de facto, uma mais valia para a cidade e para os cidadãos e que não sejamos confrontados, no futuro, com mais um "esquema" obscuro de beneficiação de uma parte.


Até lá, a CMB e os condutores deste processo poderão contar com a JovemCoop para ajudar a instalar, com Confiança, uma mais valia para a cidade, na antiga Fábrica Confiança!


1 de março de 2012

Uma questão de Confiança

"Diário do Minho" 28/02/2012


"Diário do Minho" 29/02/2012

Após o Diário do Minho ter noticiado, na passada 3ª feira, que o imóvel da Confiança está a pagar de imposto um valor muito abaixo dos 3,5 milhões, confirmando a sobreavaliação que a Câmara Municipal de Braga fez, ontem os bracarenses foram brindados com a notícia que a entidade proprietária da Confiança abandonava a intenção de vender o espaço.

Desde logo, surgiu a ideia de que, afinal, todo este processo é obscuro e que parecia beneficiar uma das partes.
Em seguida, surgia a dúvida: qual seria o destino do imóvel e o que fazer ao produto do concurso de 84 propostas para dinamizar a Fábrica.

Segundo noticia a RUM, o Município vai avançar para a expropriação do edifício, revigorando a aposta de transformação cultural.


Quem sabe se esta expropriação não acabará por sair mais barata aos cofres do Município?

Este assunto vai ser alvo de discussão na Assembleia Municipal que será realizada amanhã à noite. Num acto de cidadania participada, devem os cidadãos bracarenses ir até ao PEB e, através da sua presença, provar aos agentes políticos que deve ser concretizado esta acção de aquisição, desde que legítima e transparente, não beneficiando uma parte, mas um todo que é a população de Braga.