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12 de abril de 2012

Fábrica Confiança - a expropriação do imóvel

"Diário do Minho" 11/04/2012

Foi dado a conhecer publicamente que a compra da Fábrica Confiança, via expropriação, ficará mais cara aos cofres municipais do que se fosse uma compra/venda normal.

A avaliação dos peritos cifram em mais 170 mil euros o valor da fábrica, passando para 3,67 milhões o valor da aquisição.

Num processo conturbado, o ganho que os bracarenses e demais fruidores terão, ficará marcado por um prejuízo financeiro que poderia ser evitado se houvesse maior diálogo e transparência entre as partes envolvidas.

Certo é que haverá Confiança, esperamos é que o "preço a pagar não seja demasiado elevado" para a realidade do município de Braga.

2 de fevereiro de 2012

Barcelos: Requalificação da Torre de Menagem

"Diário do Minho" 02/02/2012

"Correio do Minho" 02/02/2012

A Cidade de Barcelos vai investir 625 mil euros para requalificar a Torre de Menagem dessa cidade. Esta empreitada vai permitir albergar o Centro de Interpretação do Galo e criar um miradouro, com dois binóculos, para os visitantes poderem apreciar a cidade de outra perspectiva.

É uma excelente notícia porque permitirá preservar um património imóvel, testemunho da Cidade Medieval, bem como possibilitará uma aposta na componente do design cultural e na fruição da envolvente paisagística.

Parece-nos um bom modelo a seguir na nossa cidade. Tendo em conta que Braga possui a Torre de Menagem a coroar a Av.Central, porque não investir naquele espaço, dando-lhe vida e retirando-lhe a conotação de abandono que sobre ele paira?

Tal como em Barcelos, estar-se-ia a apostar na recuperação do Património, bem como poder-se-ia apostar num conceito inovador, para que as pessoas pudessem conhecer a Torre de Menagem por dentro, com algo que as atraísse. Hoje, a Torre de Menagem só está aberta quando há exposições e nem sempre os turistas têm a sorte de encontrar a porta aberta.

Certo que se a Torre de Menagem por dentro nada tem de especial, mais um motivo para lhe dar maior expressão com a colocação de um Centro de Artes ou um Centro Interpretativo.

A aposta mais séria seria, ainda assim, a abertura da Torre como miradouro para a Cidade. A paisagem é bonita e permite contemplar desde as cercanias montanhosas e os seus santuários até ao Centro Histórico da Cidade, afinal, tem uma perspectiva 360º sobre a cidade.

É uma ideia que deve ser aproveitada, rentabilizando a estrutura e dinamizando o património cultural, bem como potenciando o turismo.

À atenção da cidade de Braga!!!


15 de setembro de 2011

Guadalupe - recuperação do espaço e integração em roteiro

"Diário do Minho" 13/09/2011

A Irmandade da Capela de N.ª Sr.ª de Guadalupe e a Câmara Municipal de Braga assinaram, em 2008, um protocolo que visava a recuperação do espaço daquele primeira entidade, pela segunda instituição, tornando o Parque fruível por todos os cidadãos.
Após a CMB ter apresentado à Irmandade o projecto de recuperação, iniciaram-se conversações para o início das obras.
O jornal Diário do Minho dá conta disso mesmo, avançando como prazo das obras os anos 2012 e 2013.

A acontecer, é uma excelente notícia, porque tal como pudemos assistir durante o fim de semana das Festas em Honra de N.ª Sr.ª da Piedade e S.Marçal, aquele espaço é único no coração da cidade e convida ao convívio, à reflexão, em suma, à fruição.

O Parque pode não estar adequado às exigências do Séc. XXI, encontrando-se hoje desadaptado, pelo que este projecto de requalificação trona-se fulcral. Ainda assim, o Parque não está abandonado e há uma força emergente que quer tornar possivel a sua requalificação.

5 de maio de 2011

Fábrica Confiança e o nosso Património

"Correio do Minho" de 05/05/2011

Infelizmente não é a primeira vez que assistimos a problemas dentro das antigas instalações da Fábrica Confiança. Desde há muito tempo que as instalações são local preferencial para sem abrigos pernoitar e para consumo de estupefacientes.
Um local tão grande e com tão boas áreas podia (e devia) ser aproveitado para um projecto de índole cultural, sobretudo porque está às portas de servir a comunidade da Universidade do Minho e perfeitamente enquadrado com a cidade de Braga (entre o centro e a zona de expansão).
Porque não tornar as antigas instalações num pólo cultural, esse sim, que atrai espectáculos de cartaz e permita o desenvolvimento de vários movimentos.
Grande parte das Cidades de Portugal já readaptou um edifício histórico às necessidades culturais da sua comunidade. 
Relembramos alguns:

Aveiro - Centro Cultural e de Congressos
A modernidade das funções inserida na beleza e tradição da Antiga Fábrica de tijolos e telha Marselhesa : Jeronymo Pereira de Campos (fundada em 1896), fazem deste edifício um local óptimo para a realização de todo o tipo de eventos.


Cascais - A "Casa Cor-de-Rosa", antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade 
Deu lugar ao novo  Centro Cultural  de  Cascais desde Maio do ano 2000 ,  revelando-se este um espaço útil e multifuncional .
A história do Convento, até 1834, está descrita na Crónica das Carmelitas Descalças, ordem religiosa que o ocupou até essa data. Depois de passar por diversos proprietários foi adquirido pelo Visconde da Gandarinha, em finais do século XIX, que ali mandou instalar o seu palácio de veraneio, loteando os terrenos circundantes. Já em meados do século XX o edifício foi adquirido pela família Espírito Santo e, em 1977, a Câmara Municipal de Cascais tomou posse, por escritura de doação, da Sociedade Casas da Gandarinha SARL, com a salvaguarda da gestão da capela pela autoridade eclesiástica local.


Guimarães - “Palácio Vila Flor” 
Este Palácio, adquirido pela Autarquia Vimaranense, a que as Memórias Paroquiais de 1758 se referem como sendo de “admirável na sua arquitectura e na grandeza e fábrica do jardim”..., hoje remoçado e equipado, é onde se instala o Centro Cultural Vila Flor.
Este grandioso projecto, que Guimarães exige e merece e a que a Câmara se lançou com determinação e arrojo, cumpre dois vectores absolutamente presentes na acção municipal. Por um lado recuperar espaços e edifícios de interesse patrimonial, imprimindo-lhes novas funcionalidades e disponibilizando-os à fruição pública. Por outro lado criar condições que garantam aos cidadãos o acesso às artes e à cultura num equipamento e em condições de excelência.

São João da Madeira - Museu da Chapelaria
Dentro deste edifício, que foi um dia o da Empresa Industrial de Chapelaria (1914), uma das mais importantes unidades fabris da cidade, nasceu o Museu da Chapelaria, neste edifício onde primeiramente a indústria foi mecanizada, nesta cidade que foi um dos principais e mais importantes centros produtores de chapéus do País. 
Quis-se perante as máquinas e ferramentas, matérias-primas e chapéus, memórias e histórias de vida, intervir o mínimo possível, mantendo visíveis todos os traços de um longo percurso, e não camuflar aquelas que são as suas marcas do tempo, que as individualizam e as tornam verdadeiramente únicas.

Embora a ideia não seja nossa, merece ser partilhada:

Braga - Fábrica Confiança