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9 de outubro de 2013

Casa das Convertidas: A decisão na mão dos tribunais

"Diário do Minho" 07/10/2013

A expropriação dos terrenos contíguos à Casa das Convertidas pode não ser consumada se o Tribunal entender suspender o processo.

De forma mais célere do que o habitual, o executivo que cessará funções no próximo dia 21, já depositou o montante aferido pela avaliação ao terreno. Em causa estão 3 milhões de euros que, neste momento, estão à guarda da instância judicial.

Caso o Tribunal Administrativo der seguimento à expropriação, então om novo executivo municipal herdará as facturas, juntamente com as propriedades, muito caras aos cofres municipais, sem garantia de haver fundos comunitários para dar seguimento a um projecto para os terrenos e não especificamente para o imóvel classificado.

É nosso desejo que se recupere a Casa das Convertidas, dando-lhe nova vida, mas que haja coerência nas actuações, não estando a esbanjar dinheiro na expropriação, sem primeiro garantir a reabilitação do imóvel classificado como de Interesse Público.


6 de maio de 2013

Desrespeitar um Monumento (2) Bom Jesus



Fotos captadas em 28/04/2013

Parece incrível, mas aconteceu.

Estas fotos foram captadas no passado dia 28/04, num Domingo de sol. 

Os visitantes, os caminheiros, os peregrinos e um qualquer comum cidadão passeavam pelos escadórios quando foram surpreendidos por uma habilidosa manobra em duas rodas.


Escada acima, escada abaixo, num cross desprotegido, sem capacete e sem zelar pela segurança dos transeuntes...e sobretudo porque ali, num Monumento de Interesse Público desde 1970, não é o local para praticar aquele desporto motorizado.

E o que fazer nesta situação???




3 de janeiro de 2013

Estádio 1º de Maio - Monumento de Interesse Público


"Correio do Minho" 02/01/2013

O estádio 1.º de Maio foi, finalmente, classificado como monumento de interesse público.


O estádio 1.º de Maio é considerado um dos mais belos recintos desportivos portugueses, tendo sido delineado pelo arquitecto João Simões. Foi inaugurado em 28 de Maio de 1926, naquele que foi considerado um dos "maiores dias de Braga" devido à quantidade de gente que atraiu à capital do Minho.
 
Esta classificação é uma boa notícia, no que compete à protecção deste imóvel histórico, conferindo-lhe, ainda, uma vasta zona especial de protecção, que peca por tardia, tendo em conta que se tivesse sido instituída mais cedo, poder-se-iam ter evitado algumas acções duvidosas ocorridas no Parque da Ponte.
 

4 de dezembro de 2012

Convertidas: Um dia a Casa vem abaixo!



Casa das Convertidas - lado da Rua de S.Gonçalo

Após termos dado início à discussão pública sobre o futuro a dar à Casa das Convertidas, conjuntamente com a Braga+, algumas vozes apressaram-se a dizer que estávamos a ser alarmistas, porque o edifício não apresenta sinais de ruína (tal como havíamos dito aqui).

Infelizmente, voltamos a reafirmar essa mesma ideia, tendo em conta o que sucedeu no passado Domingo, dia 02.

Entre as 16h e as 17h (aproximadamente), sem estar a chover ou sem a trepidação das máquinas das obras, uma parte substancial de uma junta argamassada cedeu, caindo na via pública, do lado da Rua de S. Gonçalo.

Este troço de argamassa tem uma dimensão razoável e um peso considerável. Estatelou-se na Rua de S. Gonçalo, caindo para a via de circulação automóvel (generosamente, alguém o encostou ao pilar da casa, para não criar mais obstáculo).

O edifício ficou com o esqueleto de ferro descarnado, constituindo agora mais um foco de fragilidade, sendo previsivel maior exposição aos agentes climáticos e erosivos.

E se isto sucede num dia da semana, com as crianças a sair da escola e os automóveis a passar?
Anda-se a adiar a recuperação da Casa, quando esta é, neste momento, um elemento a desagregar-se (não tão) paulatinamente.

Urge, com ou sem pousada ou outra valência, intervir no edifício, sustentando-o e consolidando-o, cumprindo um mínimo de segurança (consolidando os rebocos, escorando os tectos, precavendo a instalação eléctrica, entre outras medidas).

Dado que é um Monumento classificado, daremos nota desta ocorrência à Direcção Regional de Cultura Norte, bem como ao Ministério da Administração Interna.



13 de novembro de 2012

Convertidas - Monumento de Interesse Público

"Correio do Minho" 08/11/2012

"Diário do Minho" 08/11/2012

Tal como publicado aqui, a Casa/Recolhimento das Convertidas foi classificada como Imóvel de Interesse Público, após vários anos a aguardar a conclusão do processo.

A classificação, por si, enceta um "selo de qualidade" provando que aquele local é digno de ser património integrante da história da cidade de Braga.

Por outro lado, sabemos que apesar do espírito da lei que comporta a classificação, a mesma é débil na urgência de restauro e reabilitação daquele edificado, que de dia para dia, continua a dar sinais de degradação.

No próximo dia 23 Novembro, a JovemCoop e a Braga+ irão promover um debate público sobre "Reconverter as Convertidas", a decorrer às 21h30 na Casa dos Coimbras.

A participação dos cidadãos é fulcral para a valorização deste imóvel e para dar um sinal de cidadania activa. Contamos contigo!



17 de setembro de 2012

Igreja do Carmo será Imóvel de Interesse Público - classificação como monumento

"Diário do Minho" 15/09/2012

É com surpresa e agrado que recebemos a notícia da classificação da Igreja do Carmo.
Uma das mais expressivas igrejas de Braga, que merece o epíteto de monumento, dada a sua História e riqueza patrimonial de várias cronologias, será classificada como Imóvel de Interesse Público, após um acto que decorre há cerca de 11 anos.

Esta Igreja, onde habitam os frades carmelitas de pé descalço, foi fundada em 1635 e, quem olha do exterior vê uma arquitectura completamente diferente.
No início do Século XX, a fachada foi completamente demolida e reconstruída sob o projecto do "famoso arquitecto" João Moura Coutinho (1872 – 1954).

A 11 de Outubro de 1655 os onze religiosos que jaziam na primitiva residência das Carvalheiras são transladados para o convento. (in www.monumentos.pt - Convento de Nossa Senhora do Carmo, IPA - Inventário do Património Arquitectónico )

Em 1834 o convento passa para a Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, na sequência da extinção das ordens religiosas, e em 1837 o convento é cedido à CMB, para lá ser instalado um quartel militar, mercado do gado e mercado do peixe em partes distintas da cerca e do convento.

Apesar de ser reconhecida que Braga possui um vasto conjunto patrimonial de relevo, poucas são as igrejas ou edifícios de valor histórico-arquitectónico que estão classificados como Monumento.
A pertinência da classificação justifica-se pela necessidade de haver quem melhor possua vir a salvaguardar os conjuntos patrimoniais e envolventes de serem destruídos e/ou alterados de forma prejudicial à sua valorização.

Braga deve, pois, ficar contente com o fecho deste processo de classificação.


O Museu do Brinquedo e as boas ideias para a Confiança

"Correio do Minho" 17/09/2012

Há pouco tempo, quando se falou do concurso de ideias para a Fábrica Confiança, surgiram várias propostas para a revitalização daquele espaço.

Rapidamente o júri do concurso decidiu jogar pelo seguro e optou por projectos mais ou menos semelhantes, com uma visão pouco ambiciosa e algo coincidente com parte do programa do GNRation.

Das valências a apresentar na Fábrica Confiança, tirando o Centro de Ciência Viva, não vemos nenhum rasgo de ideias novas que mereça melhor instalação naquele local.

Quando muitas vozes se manifestam contra a instalação e abertura de mais núcleos museológicos, porque dizem criar duplicação de conceitos e pela falta de interesse do público, o Município de Ponte de Lima uma vez mais torna-se pioneiro em descredibilizar certos mitos.

Aberto há pouco mais de três meses, o Museu do Brinquedo é um sucesso ao alcance de poucos museus, pois sabe comunicar, estar perto do público e divulgar o seu objecto. A sua temática não é indiferente a nenhuma pessoa, pois entre brinquedos que reconhecemos ou aqueles que gostaríamos de ter, ou as curiodades daqueles brinquedos da época dos nossos pais e avós, todos nós sentimos familiariedade a esta temática.

Os números são indesmentiveis... em 3 meses, cerca de 10.000 visitantes! Um número absolutamente fantástico, comprovando que quando há vontade e planeamento, os resultados aparecem.

Porque não aproveitar as instalações da Confiança (ou de qualquer outro edifício com história) para instalar uma valência cultural, aberta ao público e com uma temática que desperte interesse? Há tantas áreas para explorar, que seguramente, seria um sucesso, com retorno humano garantido.


9 de julho de 2012

Castelo D. Chica: Imóvel de Interesse Público

"Diário do Minho" 07/07/2012

Têm sido frequente, nestes últimos meses, os anúncios das classificações de imóveis e da sua respectiva zona especial de protecção.

Na página oficial do IGESPAR (ver aqui) este anúncio, quase confuso, trás uma boa nova. O Castelo D. Chica, obra de E.Korrodi, após um processo de classificação de quase 20 anos, será finalmente considerado Monumento de Interesse Público.

O seu estilo arquitectónico diferenciador e a sua localização numa zona em que se destaca na paisagem, merece este titulo, uma vez que é monumento singular de extrema beleza.

Além de dar destaque merecido ao imóvel, esta classificação trás consigo uma alargada zona especial de protecção, que relembramos não ser zona non aedificandi, isto é, não impossibilita construções, apenas regulamenta procedimentos.

É uma excelente notícia, que esperamos que traga maior enlevo e dignidade a um monumento que merece melhor atenção por parte da cidade de Braga.


5 de abril de 2012

Classificação da Capela de Guadalupe

"Correio do Minho" 28/03/2012


Após termos sabido e dado conhecimento público da proposta de classificação da Capela de Nossa Senhora de Guadalupe como Imóvel de Interesse Público, o Jornal "Correio do Minho" fez a gentileza de publicar o nosso regozijo com este acto do IGESPAR.


Agradecemos ao Jornal "Correio do Minho" esta ajuda na divulgação de um imóvel que nos é tão querido e pelo qual temos vindo a zelar. Obrigado!


27 de março de 2012

Braga: Proposta de Classificação da Capela de Guadalupe


"Diário da República 2ª série - 27/03/2012

Após mais de dez anos a aguardar classificação, a Capela de Guadalupe finalmente será considerada Imóvel de Interesse Público!!!

Segundo publicação em Diário da República de hoje, o IGESPAR leva a Capela de Guadalupe a classificação, propondo-a como Imóvel de Interesse Público, o segundo grau de classificação mais importante conferido aos monumentos portugueses.

Agora, seguirá a proposta para discussão pública que fica aberta durante 30 dias. Não havendo reclamações, a Capela será mesmo Monumento.

Curiosa é a extensão da ZEP proposta, que abarca uma área considerável, mas que já quase toda ela foi intervencionada, descredibilizando um pouco esta ZEP. A Norte, a ZEP protege parte da Rua de Camões, mas o conjunto de casas que se devia proteger arqueitectonicamente foi nos últimos anos alterado ou mesmo construído de novo (o caso da última casa deste conjunto de três). Não se percebe é porque deixa o Sagrado Coração de Jesus, o Depósito de Água de Guadalupe e o Campus Camões da Universidade Católica Portuguesa de fora desta ZEP, tendo em conta que seria uma mais valia proteger este edificado.

A Este, a classificação vai até à Rua de Santa Margarida, mas curiosamente só abarca o Edifício do Diário do Minho, o Instituto da Juventude e as casas que foram também intervencionadas ao longo destes anos em que corria a classificação. De fora fica o conjunto de casas do extremo Sul da Rua de Santa Margarida, cujos imóveis estão por recuperar e bastante degradados;

A Sul, a ZEP apenas abrange meia Rua do Sardoal, rua já descaraterizada pela construção do imóvel "Casas de Guadalupe", que alterou a topografia e a arquitectura do local, com a destruição da "Casa Castelo de Guadalupe" (exercício - subir a Av. 31 de Janeiro e olhar para Norte - esbarramos o olhar naquele conjunto de casas modernas, cinzentas e rectangulares, quebrando a paisagem)!!!

A Oeste, a ZEP parece ser mais coerente, cobrindo toda a Rua de Guadalupe, até alcançar a zona classificada da Praça Mouzinho de Albuquerque (Campo Novo). Aí, apesar das construções efectuadas ao longo dos últimos anos, talvez ainda se possa evitar danos maiores.

Em suma, são boas notícias para Braga, em geral e para a freguesia de S. Victor, em particular, pois ganha-se um novo imóvel classificado.

Não deixa de ser curioso como a freguesia de S. Victor tem sido a mais "batalhadora" no que concerne à classificação dos seus monumentos e a que melhores resultados tem alcançado, protegendo, assim, o nosso património. Nestes últimos dois anos, já se conseguiu terminar a classificação das Sete Fontes como Monumento Nacional e estão em fase de discussão a Casa das Convertidas e a Capela de Guadalupe, imóveis que a JovemCoop tem pugnado por estudar, preservar e defender.


21 de dezembro de 2011

Casa das Convertidas: Uma prenda de Natal para Braga


"Diário da República" IISérie, nº 243 de 21/12/2011



Vem hoje publicado no Diário da República a proposta do IGESPAR em homologar a classificação do Recolhimento de Santa Maria Madalena/Casa das Convertidas como Imóvel de Interesse Público.

Esta proposta de classificação vem acompanhada pela instituição de uma Zona Especial de Protecção considerável, que vai desde o topo sul do Campo Novo até ao extremo Sul da Av.Central e, sensivelmente, do Centro Comercial Lafayette até ao Parque de Guadalupe.

Isto são excelentes notícias tendo em conta que a Casa das Convertidas está bastante degradada e a necessitar de urgente intervenção, pelo que se espera que agora que será oficializada como Monumento, possa centrar mais cuidados por parte dos orgãos de gestão competentes.

É feliz motivo, também, porque garante a traça arquitectónica do corrente nascente da Casa das Convertidas, que tem sido alvo de especulação imobiliária, temendo-se projectos megalómanos e desvirtuadores daquela composição.

São, ainda, boas notícias, porque se a CMB licenciar algum projecto para a área de logradouro dos edifícios a nascente da Casa das Convertidas, isso irá requerer um estudo arqueológico de uma zona que é pouco ou nada conhecida.

Mas a nossa atenção vai, sobretudo, para o avançado estado de degradação da Casa, situação que temos vindo a denunciar. As nossas preocupações, além da queda de rebocos e de telhas, vai agora para a parte cimeira do brasão de Sta Maria Madalena que está a colapsar, devido à abertura de grandes fendas. Esta situação pode conduzir à ruptura do andar de cima do imóvel, bem como coloca em risco a segurança dos transeuntes.

A partir de hoje e durante trinta dias, esta intenção/proposta estará em discussão pública e qualquer cidadão pode pedir esclarecimentos e consultar o processo. Nós iremos advertir para a necessidade de rápida intervenção.

Esta é uma excelente prenda natalícia para a cidade de Braga!

27 de outubro de 2011

Sete Fontes: Convite para Discussão Pública dos Termos de Referência do Plano de Pormenor


 


Junta de Freguesia de S. Victor
Municipio  de  Braga

CONVITE

A.S.P.A – Grupo Peticionários das Sete Fontes e Jovem Coop

           É intenção da Junta de Freguesia de São Victor, à semelhança de outros momentos cruciais para o “Monumento Nacional das SETE FONTES”, promover em 4 de Novembro de 2011 (Sexta-Feira), pelas 21h30 no Auditório da Junta de Freguesia de São Victor, um debate público acerca do PP - Plano Pormenor para as SETE FONTES, expresso em Edital e publicado no Diário da República pela Câmara Municipal de Braga em 19 de Outubro de 2011. Como decorrem 30 dias sobre a referida publicação, pretendemos recolher opiniões e contributos para o melhor PP – Plano de Pormenor que de facto salvaguarde as SETE FONTES.
         Nesta data endereçamos convite à C.M. de Braga, autora do Plano de Pormenor proposto para participar no referido debate. Pelo papel e contributo que têm dado na defesa deste Património que é de TODOS, muita honra teríamos que se fizessem representar no referido, estando desde já CONVIDADOS a constituírem com esta Autarquia a Mesa que irá promover este importante momento para a Comunidade Bracarense.
         Antecipadamente gratos pela Vossa colaboração,


Junta Freguesia São Victor



29 de setembro de 2011

Sete Fontes: Edital para Discussão do Plano de Pormenor

"Correio do Minho" 24/09/2011

Como é sabido, a CMB aprovou os termos de referência para a execução do Plano de Pormenor das Sete Fontes. O edital publicado no Correio do Minho dá conhecimento disso mesmo, tornando PÙBLICO um PERÍODO DE 30 DIAS PARA A PARTICIPAÇÃO PÚBLICA ( a partir da publicação em Diário da República), PODENDO QUALQUER PESSOA PEDIR INFORMAÇÕES OU ACRESCENTAR SUGESTÕES E FORMULAR OPINIÕES.


SE GOSTA DAS SETE FONTES, NÃO DEIXE DE PARTICIPAR. DÊ O SEU CONTRIBUTO...todos juntos podemos fazer força para termos um Parque Verde nas Sete Fontes, livre de construções e com os cursos de água e os monumentos devidamente salvaguardados.


21 de março de 2011

As descobertas das Sete Fontes na Imprensa!

retirado do "Correio do Minho" de 21/03/2011

O Correio do Minho dá eco das nossas (re)descobertas, e ajudam-nos a divulgar a vontade de melhor proteger as Sete Fontes.
Só lamentamos que a notícia tenha ficado cortada pela publicidade, mas ainda assim agradecemos o contributo que nos dão a esta causa!

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14 de outubro de 2010

Homologação de Classificação da "Casa da Quintã"

retirado do "Correio do Minho" de 14/10/2010

Aproveitamos este espaço para realçar uma excelente notícia para a região de Braga.
O nosso património foi alargado graças à Classificação da Casa da Quintã, em Esporões.
Agora homologada, esperamos que haja mais divulgação e protecção deste imóvel.

9 de abril de 2010

Pressão - a falsa invocação do interesse público

Sugestão de ajuste directo para acessos ao hospital
j.p.s.


A construção dos acessos ao novo hospital de Braga poderá ser feita por ajuste directo, sem recurso a lançamento de concurso público.

Confrontada com o alerta lançado ontem pela comissão executiva do Hospital, que teme que os acessos não estejam prontos a tempo da inauguração da nova unidade, a 9 de Maio do próximo ano, a vereação da câmara de Braga concorda que poderá ser invocado o interesse público para agilizar o lançamento da empreitada por parte da empresa Estradas de Portugal (EP).

O presidente da câmara recusou prestar declarações públicas sobre esta questão que foi discutida na reunião de ontem da vereação.

Coube ao líder da oposição, Ricardo Rio, dar conta aos jornalistas da “preocupação” de Mesquita Machado relativamente ao apertar do prazo para a conclusão dos acessos ao novo hospital, cujo projecto inicial foi alterado pela EP e que já não necessitará de estudo de impacte ambiental.

O vereador do PSD admite um “regime de excepção” para aquela obra, já que “se se respeitar procedimentos concursais, é impensável que esteja pronta na data de conclusão do hospital”.

Rio aproveitou a ocasião para censurar a "enorme ligeireza do Ministério da Saúde relativamente às questões do hospital de Braga”.

Adiantou que o Ministério não tem o mesmo empenho que o grupo “Escala Braga” em pôr o novo hospital rapidamente em funcionamento.

in "Correio do Minho" 09/04/2010

A propósito da conferência de imprensa dada pelo director da comissão executiva do Novo Hospital de Braga, o Dr. Hugo Meireles, os cidadãos de Braga ficaram a saber que os acessos ao novo edifício hospital poderão estar muito atrasados e disse recear que o Hospital fosse inaugurado sem as condignas condições de acessibilidade.

Parece-nos estranho que seja o director de uma comissão executiva a dar este alerta, quando a obra dos acessos não é da responsabilidade desse grupo. O desenho, o processo e os prazos de construção pertencem à Câmara Municipal de Braga, que já apresentou muitos estudos durante este últimos anos (estamos, seguramente, a falar de um prazo igual ou superior a 10 anos).

Como pode o Presidente da Câmara Municipal de Braga vir agora dizer que poder-se-á invocar o interesse público, adjudicando a empreitada por ajuste directo sem concurso público.
Acaso 10 anos não é tempo suficiente para planear, desenhar, prever, colocar hipóteses, discutir, voltar a desenhar, voltar a planear, submeter o processo a quem de direito para apreciação, lançar o concurso e, por fim, cumprir os desígnios de construção?

Afinal, ou este processo nunca foi bem planeado e ir-se-ia construir uma estrada que não cumprisse de forma eficaz o seu objectivo, ou a CMB não sabe agilizar os processos de melhor forma, coadunando os recursos técnicos aos cumprimentos legais.

Parece-nos estranho que em 10 anos nunca se tenha dado início à estrada, que se fizessem as sondagens arqueológicas preconizadas no EIA, que se salvaguardassem de melhor forma os lençóis e condutas de água e que se constituisse um traçado minimalista e dissimulado na paisagem. Invocar o interesse público para uma obra que está a ser prevista há tão longo período só revela que estavam mesmo à espera que não houvesse mais tempo, para se poder romper os procedimentos legais e avançar etapas, para que as Sete Fontes e os cidadãos não pudessem argumentar com alternativas.

Não nos parece uma cultura de auscultação dos interesses dos cidadãos, mas uma forma fria de reagir às pressões de grandes grupos económicos.