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13 de março de 2013

Igreja do Carmo: Novo Núcleo Museológico

"Diário do Minho" 08/03/2013

A Comunidade dos Padres Carmelitas Descalços, da Igreja Nossa Senhora do Carmo, Braga, inauguraram o Núcleo Museológico do Carmo, no dia 2 de março pelas 21.30 e contou com a presença do Padre Provincial, Fr. Joaquim Teixeira. Esta cerimónia insere-se no Jubileu dos 360 anos da Fundação dos Carmelitas Descalços em Braga e dos 50 anos do seu regresso.

A restauração das Congregações Religiosas no nosso país, após a expulsão em 1834, não foi pacífica. Assim, também, o Carmelo Teresiano teve as suas dificuldades, mas a fé, a humildade, o amor a Deus e aos irmãos em Cristo, fê-los voltar a Braga.


Contudo, isto só foi possível trinta e seis anos após da restauração primeira casa da Ordem, em Portugal, graças aos pedidos endereçados ao então Arcebispo de Braga, D. António Bento Martins Júnior, que inicialmente não acolheu muito bem a ideia. Porém, devido à insistência do P. Isidoro da Virgem do Carmo, D. António aconselhou entendimento com os Franciscanos, dado que estes eram os capelães da Igreja do Carmo há cerca de quarenta anos.

Desta feita, o P. Isidoro falou com o Provincial dos Franciscanos, tendo este manifestado querer deixar a capelania do Carmo.

Concretizada esta intenção, o P. Isidoro renovou o pedido ao Sr. Arcebispo que permitiu o tão feliz e desejado acontecimento, o regresso da Ordem a Braga, com a licença de Fundação Canónica concedida a 30 de outubro de 1962.

De seguida, foi necessário proceder à limpeza do convento para que reunisse condições de habitabilidade e reiniciar, assim, a vida carmelitana.

Para assinalar este reinício foi escolhido o dia 3 de março de 1963.


17 de setembro de 2012

Igreja do Carmo será Imóvel de Interesse Público - classificação como monumento

"Diário do Minho" 15/09/2012

É com surpresa e agrado que recebemos a notícia da classificação da Igreja do Carmo.
Uma das mais expressivas igrejas de Braga, que merece o epíteto de monumento, dada a sua História e riqueza patrimonial de várias cronologias, será classificada como Imóvel de Interesse Público, após um acto que decorre há cerca de 11 anos.

Esta Igreja, onde habitam os frades carmelitas de pé descalço, foi fundada em 1635 e, quem olha do exterior vê uma arquitectura completamente diferente.
No início do Século XX, a fachada foi completamente demolida e reconstruída sob o projecto do "famoso arquitecto" João Moura Coutinho (1872 – 1954).

A 11 de Outubro de 1655 os onze religiosos que jaziam na primitiva residência das Carvalheiras são transladados para o convento. (in www.monumentos.pt - Convento de Nossa Senhora do Carmo, IPA - Inventário do Património Arquitectónico )

Em 1834 o convento passa para a Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, na sequência da extinção das ordens religiosas, e em 1837 o convento é cedido à CMB, para lá ser instalado um quartel militar, mercado do gado e mercado do peixe em partes distintas da cerca e do convento.

Apesar de ser reconhecida que Braga possui um vasto conjunto patrimonial de relevo, poucas são as igrejas ou edifícios de valor histórico-arquitectónico que estão classificados como Monumento.
A pertinência da classificação justifica-se pela necessidade de haver quem melhor possua vir a salvaguardar os conjuntos patrimoniais e envolventes de serem destruídos e/ou alterados de forma prejudicial à sua valorização.

Braga deve, pois, ficar contente com o fecho deste processo de classificação.


7 de agosto de 2012

As Históricas Colunas da Igreja da Senhora-a-Branca

"Diário do Minho" 06/08/2012

"Diário do Minho" 06/08/2012



"Fotografias da visita O Nosso Património à Igreja da Senhora-a-Branca"

"O Nosso Património" tem presença obrigatória na Igreja da Senhora-a-Branca, durante o mês de Julho.

Além da riquíssima história e elementos arquitectónicos, os elementos escultóricos são, também belíssimos, pelo que é sempre um dos locais mais emblemáticos para registar e inventariar.

Seguramente que descobrimos o interesse desta Igreja logo no ano 2005, quando percebemos a sua origem...mas a grande surpresa foi-nos revelada no ano passado, quando, na nossa habitual visita, nos mostraram as Colunas que foram descobertas durante uma obra de remodelação.

Foi fantástico perceber que entaipadas com pedra e reboco, a parede atrás do altar/tribuna escondia dois exemplares magníficos de colunas características do tempo do Arcebispo D. Diogo de Sousa.

Exemplares semelhantes podem ser vislumbrados na Sé Catedral, do tempo do arcebispo.

Esta descoberta permite perceber a evolução do edifício e o seu faseamento construtivo.
Hoje, a Igreja da Senhora-a-Branca ganha maior destaque, precisamente pela sensibilidade mostrada aquando da obra e pela vontade de preservar e tornar fruível ao público esta descoberta.

E isto é saber cuidar do património, com boas práticas e exemplos.

Ficamos muito felizes e satisfeitos por esta descoberta ter vindo a público e estar mais próxima dos cidadãos.