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8 de maio de 2013

Insólitos Sete Fontes: A misteriosa piscina de terra




Fotos captadas em 07/05/2013

Esta semana estamos a mostrar imagens de "coisas" insólitas nos monumentos bracarenses.

Ontem, em visita às Sete Fontes, deparámo-nos com um "paredão" de terra que configura um "tanque" ou uma piscina (pelo menos não deverá ter custado 8 milhões!!!).

Curioso é perceber que para repor a fachada da Minna dos Orfãos que derrocou em 2010, foi preciso esperar meses para...não proceder ao restauro, mas para preencher o buraco com terra; Agora, sem se perceber muito bem porquê e para quê, no mesmo local surge uma espécie de represa!
Definitivamente as entidades oficiais que tutelam o Complexo das Sete Fontes (DGPC; CMB, AGERE) tem muitas dificuldades em comunicar os seus procedimentos, na arrogância de quem nem quer prestar informações a quem por lá passa!

Algum dos nossos leitores nos sabe informar a que se deve isto e quem foi o autor desta "construção" em pleno coração verde do Monumento Nacional da Sete Fontes?

6 de maio de 2013

Desrespeitar um Monumento (2) Bom Jesus



Fotos captadas em 28/04/2013

Parece incrível, mas aconteceu.

Estas fotos foram captadas no passado dia 28/04, num Domingo de sol. 

Os visitantes, os caminheiros, os peregrinos e um qualquer comum cidadão passeavam pelos escadórios quando foram surpreendidos por uma habilidosa manobra em duas rodas.


Escada acima, escada abaixo, num cross desprotegido, sem capacete e sem zelar pela segurança dos transeuntes...e sobretudo porque ali, num Monumento de Interesse Público desde 1970, não é o local para praticar aquele desporto motorizado.

E o que fazer nesta situação???




Desrespeitar um Monumento (1) Sete Fontes



fotos Junta de Freguesia de S.Victor
 
No dia 30 de Abril, a Junta de Freguesia de S. Victor foi alertada para uma situação insólita.
Um indivíduo, que diz ser proprietário de um terreno localizado na área da Zona Especial de Protecção das Sete Fontes, vedou, com terras e paralelepípedos, que o acesso à Bica pública de água, quer o acesso ao Bairro da Alegria, nas traseiras do Novo Hospital de Braga.
 
A operação implicou a remoção de terras, danificando uma conduta de água pública da AGERE, sendo, naturalmente, uma acção não autorizada pelas entidades competentes.


5 de setembro de 2012

Regenerar Braga e o respeito pelos cidadãos


"Diário do Minho" 04/09/2012

As operações urbanísticas que têm sido levadas a cabo em Braga, como seria de esperar em qualquer fase de obra, transtornaram a vida quotidiana de quem vive ou passa pelo centro da nossa cidade.

Se por um lado podemos questionar a pertinência destas obras, devemos reflectir no seu prazo de execução e na sua prioridade. Haveria, com certeza, locais bem mais pertinentes de serem intervencionados, além de que é preciso saber gerir os financiamentos...parece estranho continuar-se a intervencionar locais da nossa urbe sem dar resolução aos 8 milhões afundados nas (nunca mais) piscinas municipais do (inexistente) parque norte.

Por motivos diferentes, as obras têm dificultado mais do que seria natural a vida do dia-a-dia. Entre os resíduos provocados pelas obras e a supressão de vias de tráfego, acresce a dificuldade de estacionamento e a maior probabilidade das multas por estacionamento abusivo.

Contudo, o que falta o executivo municipal perceber é que ainda há moradores no centro (podem não ser em número desejado, mas há) e que têm de fazer as suas vidas e que se se mudam as condições de acesso ao centro, deve haver uma palavra a quem gravita pelo centro urbano.

Além do mais, importa perceber que se há supressão de determinadas condições, neste caso o estacionamento, devem os moradores ser de alguma forma compensados durante o período em que decorrem as obras...além do mais é falta de respeito e de ética, passar o ano a queixarem da dificuldade em terem os agentes municipais na rua por terem de pagar horas e extra e, de repente, agentes da polícia municipal andarem aos Sábados à noite a multar e a rebocar automóveis, dizendo que são as ordens que têm...andar pelas ruas ao fim de semana atrás das multas.

Uma vez mais, é uma questão de respeito pelos cidadãos e de ter transparência nas actuações, dando a possibilidade aos moradores, comerciantes e fruidores do centro de conhecerem projectos, prazos e regras.




25 de maio de 2010

Falta de respeito pelo que é de todos

extraído da edição do "Diário do Minho" 24/05/2010


O projecto de recuperação que a Câmara Municipal de Braga tem vindo a desenvolver no Parque da Ponte é meritoso. Revitalizar uma área moribunda e urbanamente estigmatizada com os estereótipos sociais de discriminação social e local de uso de estupefacientes é querer devolver à cidade um local que foi, em tempos, um local de convívio e frequência quotidiana.

Contudo, com os casos de assaltos, toxicodependência e outros casos, o Parque da ponte tornou-se um local desagradável para frequentar, desconfortável para estar e inseguro para estar com os filhos e amigos.
Louvamos o esforço de recuperar este espaço e defendemos deve ser alvo de uma contínua aposta de recuperação e revitalização, para que a cidade não perca mais um espaço. Mas defendemos, claro, que com tantas histórias do passado, mesmo recuperado no presente, pode não ter futuro, isto é, torna-se necessário dar segurança às pessoas que lá querem ir. Incentiva-las a deslocar-se ao espaço e a usufruir dele...mas para tal é necessário reforçar o policiamento naquele local e até, quem sabe, dota-lo de video-vigilância.
O facto de se destruir um jardim, que ainda por cima tinha sido uma oferta de outra entidade, revela, desde logo, a falta de segurança e o desrespeito que pode ali conviver, sem aviso prévio.

Esperamos, claro, que em breve se dote aquele espaço de melhores condições de segurança.