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5 de setembro de 2012

Regenerar Braga e o respeito pelos cidadãos


"Diário do Minho" 04/09/2012

As operações urbanísticas que têm sido levadas a cabo em Braga, como seria de esperar em qualquer fase de obra, transtornaram a vida quotidiana de quem vive ou passa pelo centro da nossa cidade.

Se por um lado podemos questionar a pertinência destas obras, devemos reflectir no seu prazo de execução e na sua prioridade. Haveria, com certeza, locais bem mais pertinentes de serem intervencionados, além de que é preciso saber gerir os financiamentos...parece estranho continuar-se a intervencionar locais da nossa urbe sem dar resolução aos 8 milhões afundados nas (nunca mais) piscinas municipais do (inexistente) parque norte.

Por motivos diferentes, as obras têm dificultado mais do que seria natural a vida do dia-a-dia. Entre os resíduos provocados pelas obras e a supressão de vias de tráfego, acresce a dificuldade de estacionamento e a maior probabilidade das multas por estacionamento abusivo.

Contudo, o que falta o executivo municipal perceber é que ainda há moradores no centro (podem não ser em número desejado, mas há) e que têm de fazer as suas vidas e que se se mudam as condições de acesso ao centro, deve haver uma palavra a quem gravita pelo centro urbano.

Além do mais, importa perceber que se há supressão de determinadas condições, neste caso o estacionamento, devem os moradores ser de alguma forma compensados durante o período em que decorrem as obras...além do mais é falta de respeito e de ética, passar o ano a queixarem da dificuldade em terem os agentes municipais na rua por terem de pagar horas e extra e, de repente, agentes da polícia municipal andarem aos Sábados à noite a multar e a rebocar automóveis, dizendo que são as ordens que têm...andar pelas ruas ao fim de semana atrás das multas.

Uma vez mais, é uma questão de respeito pelos cidadãos e de ter transparência nas actuações, dando a possibilidade aos moradores, comerciantes e fruidores do centro de conhecerem projectos, prazos e regras.




18 de agosto de 2012

Braga: Regenerar a Avenida Central

"Diário do Minho" 18/08/2012

A cidade de Braga deparou-se, no início desta semana, com um conjunto de vedações em quase toda a extensão da Avenida Central. Os mais curiosos não obtiveram resposta do que representaria aquilo, tendo em conta a ausência de informação.
Os mais imaginativos diziam que se retomaria o conceito do Jardim Público gradeado, tal como aquele espaço havia sido até ao início do século passado.

Certo é que voltamos a assistir ao início de mais obras ao abrigo do Programa "A Regenerar Braga", sempre com muita surpresa por parte dos cidadãos...como o site do programa é pouco divulgado e como estamos em período de férias, em que muitos habitantes do município estão fora da cidade e muitas das pessoas que cá estão são turistas ou emigrantes, a surpresa é inegável.

Se nos parecem razoáveis as indagações dos transeuntes quanto à necessidade e tempo destas obras, ainda conferimos maior legitimidade aos comerciantes e agentes de negócio que se queixam dos incómodos da obra.

É um facto que nas obras do Largo Carlos Amarante e do Largo dos Penedos nunca, em circunstância alguma houve tanto pó e passeios tão sujos como nas obras da Senhora-a-Branca. Assistimos à lavagem dos pavimentos na Rua de S. Marcos, enquanto que na Senhora-a-Branca apenas se regava a terra para não fazer pó, mas parece que os responsáveis não percebiam que estavam a fazer lama. Os passeios em torno da Senhora-a-Branca eram somente varridos, o que torna esta obra insólita e de gestão vergonhosa.

Para se iniciarem agora estas obras, já a Câmara Municipal deveria ter tido a preocupação de fazer uma apresentação pública, em pleno jardim da Avenida e ouvir os contributos dos cidadãos.

Obviamente que agora é mais fácil alegar-se o desconhecimento das queixas, mas isso também denota que os agentes do executivo camarário não passaram com frequência ali, a pé, porque senão saberiam as opiniões, ou quanto muito sentiriam na pele o desconforto de andar no meio de um estaleiro de obra, sobreaquecido pela ausência de vegetação!

Nota para a preocupação a ter com o património arqueológico, realçando, desde já, que a UAUM fará o acompanhamento da obra. Seria importante que as equipas estivessem em obra, a trabalhar antes das máquinas e que se conhecesse desde já as medidas minimizadoras propostas para que na eventualidade de aparecer algum vestígio arqueológico sabermos desde o início quais os procedimentos que irão ser realizados.



12 de outubro de 2011

S.Victor: práticas e actuações

"Diário do Minho" 09/10/11
Na última Assembléia de Freguesia de S. Victor, vários foram os assuntos abordados, assuntos esses que muito nos dizem!

Desde os acontecimentos nas Sete Fontes, à Casa do Areal, muito se disse sobre a actuação da Câmara Municipal de Braga e sobre as actuações da Junta de Freguesia de S. Victor.

Não deixa de ser curioso como perante o abate criminoso de árvores em zona protegida, o Presidente da Junta de Freguesia de S.Victor fez todas as diligências para acabar com esta má prática; Enquanto isso, o Presidente da CMB arranja argumentos não válidos para justificar a nefasta acção.

Depois há quem fique admirado por se comparar uma Junta a uma Câmara. Em termos de boas práticas, muito se poderia aprender com S. Victor.

10 de maio de 2011

Afinal, após a primeira fase, vai haver uma SEGUNDA FASE?!

"Correio do Minho" de 10/05/2011

Durante um longo período de tempo debateu-se a protecção do Complexo Monumental das Sete Fontes.
Após assumido um desinteresse por parte do Município de Braga, que escolheu a construção do Novo Hospital de Braga no topo do Bairro da Alegria e que desde logo suprimiu a ligação ao Bairro das Sete Fontes, seguiu-se um projecto incoerente da estrada de acesso à estrutura hospital. Não satisfeitos, essa estrada teria ligação a uma variante norte, que sairia da zona da entrada da Cidade de Braga pela zona de Sta. Lucrécia.

Dado o aval da CMB e da anuência do IGESPAR, os únicos que lutaram para reverter uma situação que estava dada como garantida e que prejudicaria as Sete Fontes foram a Junta de Freguesia de S. Victor, a ASPA com o processo de classificação, o Grupo de Peticionários "Pela Salvaguarda das Sete Fontes" e a JovemCoop.

Conseguimos que o projecto da estrada de acesso ao Novo Hospital fosse revisto e redesenhado. A CMB e a Direcção Regional de Cultura Norte (DRCN) afirmaram, em várias ocasiões, que a ligação do Hospital à variante tinha caído e que não seria realizada tão cedo.
Afinal, hoje assume-se, no jornal, que a primeira fase está concluída, o que desvenda, desde já, uma segunda fase! 

Exige-se conhecer o projecto desta via de ligação, o seu traçado e os estudos de impacto ambiental. Só assim, a cidade ficará a saber se esta estrada é necessária ou não, ou se porá em causa o monumento classificado e os lençóis de água, que infelizmente a lei TEIMA EM NÃO CLASSIFICAR!!!

5 de maio de 2011

De novo...O Rio Este

"Correio do Minho" de 05/05/2011

Num processo que ainda faz correr muita água, continua a cidade de Braga sem perceber para quando iremos ter o Rio Este requalificado.

Mantemos a questão: - Porquê só requalificar o curso urbano, quando torna-se urgente requalificar, de igual forma, o Rio Este a montante, desde a zona da nascente até ao projecto agora em discussão.
Lançamos nova pergunta:  - Se a ACF ceder a execução dos trabalhos à empresa Refoiense, a CMB afinal vai pagar a quem? Vai pagar o montante mais baixo à Refoiense ou irá pagar mais à ACF para esta pagar o preço inicial à Refoiense e ainda ganhar com este processo sem fazer nada?

Como é óbvio, esperamos que sejam dadas boas resposta aos cidadãos e que finalmente possamos ter um Rio Este limpo...por um preço justo!

E já agora, quem assume o acompanhamento arqueológico e quem assumirá a responsabilidade se as máquinas que já lá andam já tiverem destruído algum sítio arqueológico?

11 de abril de 2011

Rio Este - haverá estudos/trabalhos arqueológicos em curso?




Diz o Ponto 22 da Declaração de Impacte Ambiental (DIA)do Projecto "Regularização, Renaturalização e Ordenamento do Rio Este entre a Av. Frei Bartolomeu dos Mártires e Ponte Pedrinha ":


22. Realizar o acompanhamento arqueológico de todos os trabalhos com implicações no subsolo, inclusive durante a remoção dos revestimentos de betão das margens e leito e a plantação de espécies vegetais. Verificando-se a detecção de vestígios arqueológicos deverão ser realizadas sondagens arqueológicas para avaliação da situação; 
ver Declaração de Impacte Ambiental em aiacirca.apambiente.pt


Pelo que pudemos aferir, as obras supra citadas já se iniciaram no leito do Rio Este, ali perto da Av. Frei Bartolomeu dos Mártires. Mas apesar dos trabalhos de remoção de cimentos das margens e dos trabalhos, supomos nós, de desmatação de solos, não conseguimos aferir a presença de qualquer arqueólogo em campo.


Refere a mesma DIA, na parte dos anexos:

• Em matéria de Património Arqueológico e Arquitectónico, e embora a área em estudo não inclua nenhuma área ou edifício classificado, em vias de classificação ou qualquer Zona de Protecção, abrange uma área classificada em PDM como conjunto arquitectónico inventariável – a zona dos Galos, uma área que ainda preserva alguns conjuntos de interesse patrimonial e etnográfico e que apresenta potencialidades, ainda mal avaliadas, do ponto de vista do património arqueológico. Assim, deveria ser realizada uma intervenção de requalificação do conjunto edificado dos Galos, o qual se apresenta como o valor patrimonial mais significativo na área em análise.


Pelo que pudemos constatar, parece nem existir um trabalho preliminar de estudo daquela zona ribeirinha, sabendo nós que já há tempos foram detectados vestígios da Idade do Bronze e do período Romano nas margens do Rio Este.


Estaremos presentes a uma situação de "entra primeiro a máquina e só bem mais tarde, após uma qualquer denúncia, os arqueólogos?




14 de março de 2011



Projecto de Regularização, Renaturalização e Ordenamento
da Zona Ribeirinha do Rio Este”

Nova vida do Rio Este começa agora!


A Câmara Municipal de Braga inicia esta terça-feira (15 de Março) os trabalhos de “Regularização, Renaturalização e Ordenamento da Zona Ribeirinha do Rio Este”, curso de água que atravessa a zona urbana de Braga.
Adjudicada à empresa “Arlindo Correia & Filhos, SA” por 2 348 960 euros, a empreitada, que tem um período de execução de 548 dias, é financiada a 80 por cento por fundos comunitários, no âmbito do programa regional “ON 2”.
O “Projecto de Regularização, Renaturalização e Ordenamento da Zona Ribeirinha do Rio Este” incide no troço mais urbano desta linha de água, entre a Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires e a Ponte Pedrinha, numa extensão aproximada de 2,9 quilómetros.
São seus objectivos a reabilitação e requalificação ambiental da bacia do Este, o que vai influenciar positivamente a qualidade da paisagem e a promoção do estabelecimento do ecossistema ribeirinho.
«Mediante o ordenamento da área de intervenção pretende-se também promover a utilização dos espaços ribeirinhos pela população e transformá-los num importante elemento estruturante e amenizador da paisagem», sublinha Ilda Carneiro.
Estão, assim, contempladas algumas intervenções para melhoria pontual das condições de escoamento, nomeadamente a limpeza e desobstrução do leito e margens e a redefinição de secções transversais.
As soluções propostas relativas ao ordenamento da zona ribeirinha compreendem, entre outras acções, a criação de uma via ciclável em percurso contínuo, o que melhora a acessibilidade, a segurança e o conforto dos utentes ao longo desta linha de água.
Compreende igualmente a substituição do revestimento do leito (fundo e margens) e a plantação de vegetação ribeirinha, requalificando o “corredor fluvial”.
Prevê-se ainda a criação de vários “planos de água”, através da construção de pequenos açudes, de forma a criar um corpo de água permanente.
No âmbito da intervenção está prevista a concessão de dois espaços destinados a café-bar, com esplanadas voltadas para o rio, localizados nas áreas verdes das ruas Machado Vilela e Armando Lira (Ponte Pedrinha).
Contemplada está igualmente a criação de percursos temáticos, de carácter pedagógico, que tirem partido da relação entre a distância percorrida a pé ao longo da via principal, para a relacionar com outras distâncias, como as do sistema solar ou as percorridas pelos navegadores portugueses.
São consideradas ainda algumas intervenções pontuais, como o tratamento e encaminhamento da descarga do colector da Avenida da Liberdade, os muros em alvenaria em Santa Tecla, e a limpeza e desobstrução de levadas na Zona dos Galos.
O projecto de execução contempla ainda um plano de monitorização, que consiste essencialmente na implementação de marcas de cheia, na medição de caudais e na monitorização contínua da qualidade da água.
O rio Este nasce na Serra do Carvalho, a uma altitude de 512 metros, na zona de transição entre os concelhos de Braga e Póvoa de Lanhoso, percorrendo cerca de 52 quilómetros desde a nascente até à sua confluência com o rio Ave, dos quais 23,9 quilómetros se localizam no concelho de Braga.
Câmara Municipal de Braga, 14 de Março de 2011
P' O Gabinete de Comunicação,

(João Paulo Mesquita)
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3 de dezembro de 2010

Projectos de Valor

retirado do "Diário do Minho" de 02/12/2010

Porque os projectos de recuperação e valorização do Património ajudam a proteger o nosso património e heranças culturais, este projecto da Via XIX merece aqui uma menção.

É importante que se perceba como estes projectos nos ajudam a dinamizar o nosso turismo e como os projectos portugueses, infelizmente, só em Espanha parecem merecer prémios e honras.

Lembramos que também há cerca de três, um projecto de recuperação da Via romana XVIII, também conhecida por Via Nova ou Geira mereceu a honra de lhe ver atribuído um prémio de valorização turistica.
Isto prova que o investimento no património é um factor de excelência para a dinamização turística, que cada vez mais é uma indústria em crescimento, seja pela procura do mercado interno como do mercado estrangeiro.

Mas para isso, tem de haver mais e melhor vontade dos governos, ministérios e entidades responsáveis pela protecção e valorização do nosso património.

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15 de novembro de 2010

Porque eram só promessas...

retirado do "Diário do Minho" de 15/11/2010

"De promessas está o inferno cheio", diz o ditado, e das eleitorais, já não há paciência nem credibilidade para elas, poderíamos nós acrescentar!

Infelizmente, aconteceu o previsivel, ainda que não o fosse desejado. A Câmara Municipal de Braga deixou cair o projecto de criação do Parque Arqueológico de Braga, pelo menos no modelo assente na escavação e recuperação do Teatro Romano e na Conservação e Valorização da Casa das Carvalheiras.
No que concerne à estratégia de valorização de Braga como cidade romana, está tudo dito...promessas realizadas em época eleitoral e desistência ao abrigo da crise internacional.

É facto que com a crise que Portugal atravessa, Braga também será afectada...contudo, é questionável porque razão os projectos arqueológicos são os primeiros a "cair"?!

Na verdade, parece-nos falta de visão que não se procurem rubricas do QREN e/ou mecenas culturais que ajudem a proteger e a recuperar aqueles espaços para a cidade de Braga. Perdemos pontos de atracção patrimonial, logo perdemos locais de atracção turística...logo, perdemos investimento e cultura de uma só vez.

Além do mais, da forma como este projecto é abandonado, dá a sensação de que nunca foi realmente equacionado, porque uma postura séria faria com que, pelo menos, a CMB reunisse com a Universidade do Minho, a Unidade de Arqueologia da U.M., com o Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, todos eles partes activas do Projecto de Salvamento de Bracara Augusta, e com a Direcção Regional de Cultura Norte e avaliassem formas de, paulatinamente, concretizar esta intenção.
Mas não há essa vontade, e a arqueologia e o património continuam a ser uma área de saber que parecem não entrar nas políticas da nossa cidade. E o Projecto de Salvamento de Bracara Augusta é algo que parece não ter expressão, nem capacidade de afirmação na cidade, existindo só nos artigos à disposição da comunidade científica!

Apostar no Património Cultural é apostar na ÁreaTurística, é incrementar o sector hoteleiro, dos transportes, da restauração, etc. E, acima de tudo, é valorizar e dignificar a história da cidade de Braga.
Mas já que se avançará com as requalificações de várias artérias da cidade de Braga, convém lembrar que também essas intervenções devem ser pautadas por acompanhamentos arqueológicos, logo, pelo menos aí, pode ser que se recupere parte do nosso património escondido.
Mas para isso...tem de haver seriedade e não começar as obras sem as respectivas autorizações e devidos acompanhamentos!

5 de novembro de 2010

Sobre o rio Este

retirado do "Diário do Minho" de 04/11/2010

O processo de renaturalização do Rio Este já fez correr muita água e tinta.
Trazemos, novamente, aqui o tema, porque não bastava já o processo ser conturbado e atrasado, como ainda, por persistências a que somos alheios, dizem os jornais que a CMB adjudicou ilegalmente a obra, contrariando, inclusivé, ordens do tribunal.
Parece claro que a renaturalização do Rio Este terá de aguardar ainda mais, porque assim que a empresa que ganhou o terceiro concurso iniciar as obras, os concorrentes, muito provavelmente, irão submeter providências cautelares para impedir a realização da obra até melhor pronúncia esclarecida dos tribunais.

Com isto, a cidade continuará a ter um Rio Este poluído, mal tratado e indigno de ser o curso do centro da cidade de Braga!

10 de setembro de 2010

Ainda o Picoto

retirado do "Correio do Minho" de 08/09/2010

retirado do "Correio do Minho" de 08/09/2010

Há projectos de tal forma prioritária em Braga, que atabalhoadamente interessam resolver.
Já se percebeu que há vontade de recuperar e reabilitar o Monte Picoto e torna-lo fruível à população, mas será que em ano de crise, este é um investimento que compensa aos cidadãos de Braga?

E os financiamentos do QREN também vão ser utilizados para gerar hotéis financiados como a nova estrutura hoteleira de Gualtar?
Esperemos que a CMB não se volte a endividar só para satisfazer uns quantos homens de negócios. Afinal, continuamos a defender que a recuperação do Monte Picoto deveria ser algo muito mais minimalista e natural, sem tanto betão e artificialismo!

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1 de setembro de 2010

CEJ2012 e a renovação do C.H

A cidade de Braga vai aos poucos preparando-se para receber a Capital Europeia da Juventude, em 2012. Para além das programação habitual destes grande eventos, existe um conjunto de infra-estruturas de apoio que vão ser precisos renovar e até criar.

O vereador com o pelouro da juventude revelou que existem cerca de 15 ruas que vão ser intervencionadas para dar uma nova cara à capital do Minho. “Existe um plano de intervenção no centro histórico, onde serão revitalizadas 15 ruas e queremos recuperar a tempo de receber a Capital Europeia da Juventude para que, em 2012, Braga esteja de cara lavada”, destacou Hugo Pires, que revela ainda a perspectiva de nascer um novo espaço para as artes. “Temos ainda o antigo quartel da GNR que será um centro de artes e cultura, ao mesmo tempo que servirá um centro de empresas criativas”, referiu, esperando que a Capital Europeia da Juventude traga uma nova dinâmica ao centro histórico.

O vereador espera reunir com a Secretaria de Estado da Juventude, para aquilatar das possibilidades de vir a nascer em Braga uma nova Pousada da Juventude.
A actual pousada está ultrapassada e em mau estado para receber os milhares de jovens que devem procurar a cidade durante as comemorações. “Devemos ter uma reunião com a SEJ e com o Governo para sabermos até que ponto é que há disponibilidade da administração central em financiar e apoiar a Capital Europeia da Juventude”, revelou Hugo Pires, que quer ver Braga com uma nova pousada da juventude até 2012.

“Nós queremos e desejamos ter uma nova pousada da juventude que seja a cara de Braga e que tenha boas condições para acolher os jovens que nos vão visitar, mas só depois de uma reunião com o Governo é que definiremos como é que vamos fazer quanto a esta matéria”, referiu o vereador da juventude da autarquia de Braga.

Entre as intervenções previstas pela autarquia, no âmbito desta regeneração urbana inclui-se o prolongamento do túnel da avenida da Liberdade (obra já realizada, com um custo de cerca de 3 milhões de euros), intervenções no  largo Carlos Amarante, na rua do Raio, na rua de S. Lázaro, na rua Gonçalo Sampaio, no largo da Senhora-a-Branca, na praça do Município, na rua de Santo António da Praça, no campo da Hortas, na rua Andrade Corvo, na rua dos Chãos, na avenida Central, na rua de S. Vicente, no largo dos Penedos e na avenida General Norton de Matos.

“A data de início das intervenções ainda não está definida mas esperamos ter uma boa parte delas concluídas a tempo de apresentarmos um centro renovado, e sem obras, aquando do desenrolar da Capital Europeia da Juventude, ou seja, em 2012”, refere o vereador Hugo Pires. O orçamento global das intervenções directas no espaço público ronda os 6,5 milhões de euros e estas intervenções são “fruto de uma política de devolução da cidade aos cidadãos em detrimento dos automóveis”.
Nuno Cerqueira e Pedro Vila Chã
22/08/2010

É importante dar nova vida à nossa cidade e torna-la apresentável para receber a Capital Europeia da Juventude, mas assumir que as obras do Centro Histórico serão realizadas com o propósito da CEJ, é, simplesmente irreal. Estas obras estão planeadas há muito tempo, ainda nem o vereador Hugo Pires pertencia oficialmente ao executivo que gere a Câmara Municipal de Braga.

Mas esperamos que estas obras sejam realizadas bem, rápidas e que tragam "alma" à cidade de Braga.

11 de agosto de 2010

Uma forma de apostar "no futuro"

retirado da edição do "Correio do Minho" de 04/08/2010

Conhecer a sua região e valorizar as gentes e os produtos locais é uma forma de "amar o que é nosso". Esta iniciativa da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto tem o mérito de mostrar aos jovens o que é a terra onde vivem, o que a distingue doutros concelhos e é uma maneira dos jovens participantes se enraizarem na sua localidade. Assim, aprendem a sua história e aprendem a orgulhar-se dos feitos da sua terra.
Esta acção é realizada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, uma aposta nas gerações futuras, que talvez se traduzam, futuramente, num baixo índice de abandono de Cabeceiras de Basto por parte dos que agora são jovens e, amanhã, procurarão condições atractivas social e profissionalmente.
Em Braga, quem tem feito este enraizar e procurar amar a sua terra é a Junta de Freguesia de S.Victor, que tem incentivado os jovens a conhecer a História da freguesia e a proporcionar-lhes bons momentos de diversão. Com tanta oferta cultural, educacional e de responsabilidade social, era bom que outros lhe seguissem o exemplo!

6 de julho de 2010

retirado do "Diário do Minho" de 06/07/2010

Tal como afirmamos recentemente AQUI, recebemos com entusiasmo esta boa notícia. Os acessos ao Novo Hospital de Braga foram novamente pensados, reformulados e não afectarão (tanto) o Complexo das Sete Fontes.

As Estradas de Portugal (E.P.) predispuseram-se a apresentar este novo projecto e, por convite do Sr. Vice Presidente da Câmara Municipal de Braga, Sr. Vitor Sousa, os representantes dos peticionários, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de S.Victor, Dr. Firmino Marques e representantes das Associações ASPA e JovemCoop tiveram a oportunidade de conhecer, em reunião, o novo projecto para os acessos ao Novo Hospital de Braga.

Soubemos, portanto, que o grande nó rodoviário que estava projectado vai dar lugar a uma rotunda bem mais pequena, junto da Cooperativa Lar Jovem, já no término superior da Bairro da Alegria. Dessa rotunda, far-se-á um acesso com perfil urbano para o Novo Hospital e outro para a zona a montante da Universidade do Minho.

A nova proposta é bem mais interessante que a anterior, mas, ainda assim, irá sobrepor-se às duas Minas da zona das Verdosas, que ficarão enterradas ou destruídas pela estrada de acesso ao Hospital.
Aquilo que nós perguntamos foi que medidas de minimização serão tomadas para precaver esta situação, ao que nos responderam que o estudo de impacto está a ser realizado e que após a conclusão do mesmo se tomarão providências.

Outra das notícias é que a variante de ligação à E.N.103 não será para já construída, mas o Sr. Vice Presidente da CMB afirmou que é "só para já", porque há necessidade e vontade de realizar essa obra, até por compromisso assumidos com as E.P.

O hipotético traçado da variante, apesar de não estar marcado na proposta que nos foi apresentada, foi sugerido passar entre o Hospital e o Vale das Sete Fontes, o que indica que se manterá o projecto inicial daquela variante (que continuará a causar impacto nas nascentes de água e na paisagem do Vale das Sete Fontes). Sendo uma medida a prazo, a nossa preocupação subsiste, porque, afinal, apenas ganhamos tempo para ir apresentando as nossas proposta e as nossas opiniões, na expectativa de, tal como agora, demover de projectos megalómanos e encaixar propostas realístas e menos onerosas.

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14 de junho de 2010

Rio Este e o seu papel em Braga


retirado da edição de "Diário do Minho" 12/06/2010


retirado da edição de "Correio do Minho" 04/06/2010



O Rio Este é um dos elementos naturais de que a cidade de Braga dispõe e que poderia ser uma mais valia para os cidadãos e que podia ter um maior retorno para a própria cidade.

Infelizmente, fruto de vários castigos e más decisões a que foi votado, o Rio Este tornou-se um rio escuro e lamacento e as suas margens alvos de dejectos e poluição variada.

Embora de jornais diários diferentes, ambas as peças jornalísticas abaixo apresentadas referem, na essência o mesmo - que directa ou indirectamente, o Rio Este é a casa de banho de várias pessoas.

A requalificação do Rio urge e não pode deixar de fora a zona do "Sítio dos Galos". Este lugar histórico, em muito associado às artes artesanais da moagem e do pequeno tecido industrial, onde muitas pessoas ainda hoje se lembram de nadar e de pescar, descaracterizou-se e hoje é um lugar sombrio, sujo e em vias de desertificação. Claro que nestas condições logo se associa um conjunto de más práticas, que tornam aquele local mal afamado e mal usufruido.

No último plano de requalificação do Rio Este, apresentado publicamente, uma intervenção "light" na zona dos Galos, mas já percebemos que ao intervir ali, tem de ser profundamente e dotando aquele sítio de condições de salubridade e higiene pública.

Relembramos a sempre oportuna sugestão da Junta de Freguesia de S. José de S. Lázaro em constituir ali um núcleo museológico/centro interpretativo que relate as experiências e vivências dos artesãos e dos moleiros que ali subsistiram. Poder-se-ia recuperar a prática do fabrico do papel, ainda que hoje sobre uma vertente mais ecológica e amiga do ambiente.

Concordamos com esta forma de não perder a nossa história e de dinamizar as pessoas que ali fizeram vida.
O nosso ponto de vista sobre a requalificação do Rio Este pode ser consultado AQUI!

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25 de maio de 2010

Sete Fontes - Luz ao fundo...da galeria!



extraído da edição do "Diário do Minho" 25/05/2010

Fala-se da construção do Novo Hospital de Braga (NHBraga) há muitos anos. Com este equipamento, quem gere a cidade deveria ter a preocupação de pensar na localização deste importante Hospital e nos acessos até ele.
 
À luz do artigo publicado no Diário do Minho de hoje, podemos concluir que nem sempre se pensa a cidade de forma eficaz e quando se tenta emendar erros, parece haver projecto com ainda mais erros. Erros graves, por certo, pois os acessos do NHBraga, projectados pela CMB vinham com pendentes elevadas, erros técnicos no traçados e sem tantas medida de salvaguarda do Complexo das Sete Fontes.
 
As Estradas de Portugal chamaram a si a responsabilidade da projecção e execução da obra dos acessos.
Por um lado parece haver garante de uma boa execução, pois denunciam os erros projectados pela CMB, por outro, esperamos que esta entidade não defraude as expectativas de minimizar os impactos sobre as Sete Fontes e que respeite aquilo que é de todos.
 
Mas a JovemCoop congratula-se por esta medida, pois parece que a reunião havida na sede das Estradas de Portugal, em Novembro, com representantes do E.P., da Junta de Freguesia de S.Victor e da JovemCoop, terá sortido efeitos.

21 de abril de 2010

Património Arqueológico - uma aposta séria

(imagem retirada do Blog "Farricoco")

A Câmara Municipal de Braga divulgou, recentemente, que incluirá nas suas opções estratégicas o Parque Arqueológico de Braga e a Musealização de algumas estruturas arqueológicas.

Esta aposta parece-nos feliz, pelo muito que há a fazer neste sector. Braga, enquanto cidade herdeira de um vasto património cultural, merece, da parte do Município e dos cidadãos um respeito e aposta na sua valorização.

É importante que se invista neste sector, pois, além de preservarmos as nossas heranças culturais, estaremos a investir numa indústria que traz retorno financeiro. A indústria do turismo e do património gera recursos que são uma mais valia para a cidade. A procura turística, cada vez mais empenhada em trazer novos públicos a Braga, necessita de objectos e objectivos para satisfazer quem procura a nossa cidade. Divulgar o nosso património e torná-lo apetecivel como "produto" unico de uma civilização é algo que marcará a cidade e demarcar-nos-á por excelência enquanto opção prioritária como destino turístico.

Esperamos, pois, que seja uma opção séria e que não seja uma forma de escamotear as frágeis necessidades que o património bracarense tem e as constantes pressões a que é posto à prova.