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11 de outubro de 2013

Mosteiro de Rendufe: obras de recuperação

"Diário do Minho" 10/10/2013

O Mosteiro de Santo André de Rendufe, situado em Amares, é um Imóvel de Interesse Público desde 1943, mas que esteve ao abandono durante várias décadas.

Além do abandono, sofreu incêndios, derrocadas e, com as expropriações às ordens religiosas, grande parte do imóvel foi vendido a privados, o que dificultou as suas acções de recuperação.

Após um consenso, a Direcção Regional de Cultura do Norte conseguiu capitalizar financiamentos para promover a reabilitação deste antigo mosteiro.

As obras da primeira fase da intervenção estão atrasadas, mas sabemos que estão em andamento e que será possível, num futuro próximo, usufruir de mais um espaço ao serviço da população.

Dada a sua história e a importância que deteve, este é, sem dúvida, um excelente sinal para o património de Portugal.

Monte Picoto: Uma boa notícia

 
"Diário do Minho" 08/10/2013

O Monte Picoto tem sido alvo de uma grande requalificação, cuja obra está em fase de conclusão.

O Diário do Minho dá nota da imensa procura deste local por parte dos bracarenses, os quais se têm deslocado àquele Monte para aferir as obras, mas também para usufruir da paisagem.

Não tendo sido, dentro da nossa visão, a prioridade como Parque Verde para a cidade, a bem da verdade é que após esta requalificação, Braga passa a deter um local privilegiado de lazer.

Um boa notícia para todos os bracarenses!



5 de fevereiro de 2013

Construção vs reconstrução - a cidade da memória

"Jornal de Notícias" de 02/02/2013

Braga é uma cidade com uma história caracterizada por várias cronologias.
 
Desde vestígios mais antigos à expressão da arquitectura contemporânea, a cidade congrega um vasto número de edifícios de interesse histórico, independentemente de serem classificados como monumento ou não.
 
A importância de um edifício para a História da cidade não se mede pelo grau de classificação que pode ter, mas sim pelo simbolismo que esse edifício representa.
 
A antigas instalações da Saboaria/Perfumaria Confiança não estão classificadas, mas actualmente a cidade reconhece ali um importantíssimo resquício de um antigo núcleo industrial que quase foi banido da memória da cidade. O eixo da Rua do Taxa e da Rua Nova de Santa Cruz formava o pólo industrial da cidade, que empregou centenas de funcionários e sustentou várias famílias. Com o crescimento da cidade e o relegar das indústrias para parques industriais na periferia, a memória de Braga foi amputada através da destruição das unidades industriais e pela sua substituição a partir de prédios habitacionais.

Hoje, importa preservar o edifício da Saboaria/Perfumaria Confiança, para que a memória da indústria em Braga não desapareça. Temos assistido a um novo fenómeno - que é de aplaudir - relacionado com o aproveitamento de grandes unidades industriais ou habitações de interesse histórico, que entretanto já não cumprem as funções para as quais tinham sido construídos,  reconvertendo-os em pólos culturais. O Museu da Chapelaria, em S. João da Madeira, ou o aproveitamento do Palácio Vila Flor, em Guimarães, tornam-se casos de sucesso no que toca à reconversão do edificado antigo, tornando-os fruiveis ao público a partir de um programa cultural.
 
Obviamente que não poderá o Município de Braga adquirir todos os edifícios de interesse histórico ou arquitectónico que jazem ao abandono na cidade. Mas importa fazer três reflexões. A primeira, é que compete ao Município olhar para a cidade e gizar o seu planeamento. O Município foi privilegiando o aumento das áreas construtivas, fazendo com que a cidade crescesse no território e ficasse dotada de um maior índice de novas construções. Ao incentivar a construção de raiz, convidou a que os proprietários fossem relegando “sine die”o restauro dos edifícios no centro urbano, chegando estes a ficar devolutos, abandonados e em ruína. Actualmente, o Município prepara-se para apresentar no Plano Director Municipal (PDM) a estratégia do “saldo 0”, isto é, não aumentar os índices construtivos, privilegiando as reconstruções. Esta atitude peca por tardia, pois hoje, olhando para a cidade, vemos a quantidade de edifícios que estão em ruína, desfigurando a sua beleza.
 
A segunda reflexão implica a falta de dinâmica do Município no que concerne à negociação com os proprietários. Se a Câmara investisse numa estratégia de recuperação do centro urbano, assente numa metodologia de apoio ao restauro, isentando de taxas e promovendo benefícios fiscais para a sua recuperação, os proprietários estariam mais motivados a promover obras. Além do mais, falta haver uma espécie de Sociedade de Reabilitação Urbana, encabeçada pela CMB, que fizesse um estudo do edificado, propusesse projectos de reabilitação e mediasse a recuperação com capitais privados, semi-públicos ou públicos, neste caso com benefícios de gestão para o Município.
 
A terceira reflexão visa a apatia cultural que tolda o discernimento do executivo municipal. Se houvesse um aproveitamento atempado dos fundos estruturais europeus e uma visão de conjunto sobre a cidade, identificar-se-iam edifícios emblemáticos que pudessem albergar estruturas de várias índoles. A recuperação do Theatro Circo foi importante para a cidade, mas o dinheiro que lá foi investido daria para adquirir, recuperar e criar uma nova valência cultural para a cidade.
 
Pensando nos casos do Museu da Chapelaria ou da Casa Cultura de Cascais, podemos pensar que não houve, em Braga, uma preocupação para dar nova vida a edifícios e reconvertê-los para colmatar necessidades culturais. A reconversão do antigo Quartel da GNR em GNRation pode ser um primeiro indicador de uma nova realidade em Braga.
 
Do nosso ponto de vista, uma estratégia para a cidade teria sido converter a “Casa das Convertidas” numa pousada da Juventude; a Escola D. Luis de Castro num Hotel de Charme no sopé do Bom Jesus; o edifício do Castelo seria uma excelente Galeria de Arte Contemporânea; a antiga Sarotos ou a Francor podiam ser um núcleo museológico dedicado à indústria e a antiga Rodoviária Nacional poderia ser um Museu do Transporte. Importa, ainda, lembrar que Braga não possui um Museu da Cidade, estrutura que conte as várias cronologias, o seu desenvolvimento na História, as pessoas que influenciaram a vida da cidade e os períodos mais característicos (o S. João de Braga, a Semana Santa, etc). Porque não investir numa estrutura que seja didáctica, pedagógica e ensine as crianças a amar Braga e os turistas a conhecer a cidade.
 
Este será o desafio dos tempos próximos…pensar a cidade e reinventar o conceito de urbe, sem destruir a sua História e as expressões que mais a marcam. É uma missão que se exige, para que a cidade seja mais equilibrada, harmoniosa, atractiva para quem vem de fora e suficientemente marcante para que quem é de cá não queira sair definitivamente.



O Plano Alargado para a Casa das Convertidas

"Diário do Minho" 02/02/2013

Finalmente, o Sr. Presidente da CMB abordou a questão da requalificação da Casa das Convertidas, a partir do tema da Pousada da Juventude.

Foi dado a conhecer, há pouco tempo, que a CCDRN não teria mais dotação financeira para reconverter o antigo Convento de S. Francisco em Pousada de Juventude. Após este tema ter entrado novamente na agenda do dia, a partir do Debate da Braga+ com a JovemCoop, em Dezembro de 2012, ficamos a saber que o Sr. Presidente entende haver urgente necessidade de requalificar a Casa/Recolhimento das Convertidas.

Boa notícia é esta sensibilidade para socorrer a Casa das Convertidas, após tanto tempo esquecida e em avançado estado de degradação.
Contudo, merece alguma reserva esta ideia de fazer um plano de reconversão alargado à zona, não sendo a Pousada da Juventude necessariamente na Casa das Convertidas, podendo ser localizada num edífício lá perto.

Parece-nos uma estratégia envolta nas brumas misteriosas, que convém ser clarificada antes de se efectuar algum negócio estranho. Que aquela zona merece ser requalificada e bem restaurada, desde a Av. Central até ao Campo Novo, estamos completamente de acordo, agora tem de se perceber em que condições é que isso poderá acontecer.

Aguardaremos os resultados da reunião do Sr. Presidente com o Director da DSBC (direcção de serviços e bens culturais) e com o Director Geral da Administração Interna para saber as estratégias a apontar para aquela zona.

4 de junho de 2012

Petição Unidos pelo Parque da Ponte

"Diário do Minho" 03/06/2012

As obras no Parque da Ponte visaram requalificar um dos mais bonitos e emblemáticos espaços verdes da cidade de Braga.

Ainda que o conjunto final seja agradável, há questão que ficaram menos bem conseguidas e pelas quais importa conseguir uma melhor resposta.

Surge, assim, uma petição com que propõe desde a colocação de bancos para os utentes fruirem do espaços, reivindicação de espaços de estacionamento, a recolocação dos elementos patrimoniais retirados do parque aquando da obra e mais policiamento.

Esta petição, encabeçada por Rui Ferreira e por várias associações do Parque da Ponte pretendem, pois, que o espaço seja ainda mais agradável e acolher aos frequentadores assíduos e aos novos visitantes.

Mais informações em: http://bragamaior.blogspot.pt/2012/06/cidadania-unidos-pelo-parque-da-ponte.html


1 de março de 2012

Casa das Convertidas - Os maus fados do Património

"Público" 13/02/2012

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Dependendo do brower e da versão do utilizador, esta sugestão pode ou não funcionar!

A Casa/Recolhimento das Convertidas é um dos locais que merece a nossa maior atenção. Como sabemos, a sua história está relacionada com proporcionar qualidade de vida a mulheres que se convertessem a Deus. Este imóvel, considerado Monumento de Interesse Público em Dezembro de 2011, foi uma obra do arcebispo D. Rodrigo Moura Telles.

A JovemCoop tem pugnado por dar a conhecer este património arquitectónico a jovens bracarenses, sobretudo nos meses de Verão, quando decorre a iniciativa "O Nosso Património", em parceria com a Junta de Freguesia de S.Victor.

Temos alertado para a degradação da propriedade, abandonada há vários anos, que se tem deteriorado a olhos vistos, sobretudo aquando das más condições climatéricas.  As nossas preocupações tem sido seguidos pelos órgãos de comunicação social, a quem agradecemos a divulgação deste património e da necessidade da sua recuperação.

Aquilo que estranhamos é, ao ler a notícia do Público, ter conhecimento que o Ministério da Administração Interna prevê instalar ali os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, bem como uma delegação da Protecção Civil.
Ora, isto é uma ideia de quem não conhece o interior do edifício e não sabe que está dividido em celas e áreas de recolhimento, nada propícias a Serviços Administrativos, que obrigariam a adaptar o imóvel, descaracteriza-lo e fazer perder a sua essência.
Somos contra as obras de demolição interior, que apenas se preocupam em preservar as fachadas.
Isso desqualifica o monumento e retira-lhe interesse Histórico.

Se a Pousada da Juventude de Braga não vai avançar a pronto imediato, em vez de se esquecer este assunto, porque não trazê-lo à discussão pública e pôr em hipótese a sua colocação na Casa das Convertidas?
A estrtutura já está montada, mantem a funcionalidade de albergar pessoas e dar-lhes pernoita. Situar-se-á no centro da cidade, dinamizando uma área com tendência para ser populacionalmente deprimida e permitiria a fácil movimentação dos jovens.

Será que não podemos pensar a cidade e a sua estratégia em vez de realizar obras avulsas e sem sentido?
A JovemCoop manifesta o seu desagrado com esta ideia avançada ao Jornal Público e daremos nota disso mesmo ao Ministério da Administração Interna.


Regenerar Senhora a Branca - Cuidar do Património Ambiental

"Diário do Minho" 01/03/2012

Está em curso a acção de requalificação do Largo da Senhora-a-Branca, no âmbito do Programa "Regenerar Braga".

Uma das primeiras acções levadas a cabo foi arrancar as laranjeiras (tão típicas) da Senhora-a-Branca, para permitir redesenhar o Largo e a consequente movimentação das máquinas.

Segundo informações que colhemos no local, a primeira laranjeira foi arranca fazendo cair os seus frutos, esmagando-os no chão.

Não pode o património ambiental ser tratado desta forma, sobretudo quando as laranjas são perfeitamente comestíveis e sumarentas. Por sugestão do executivo da Junta de Freguesia, as laranjas foram recolhidas e distribuídas por instituções.

A par disto, a reorganização do Largo previa apenas a colocação de oito novas laranjeiras, mas percebemos que por força do executivo da Junta de Freguesia de S. Victor, o topo norte foi reforçado com mais 2 laranjeiras.

As laranjeiras do largo da Senhora-a-Branca, tal como, por exemplo, as do Campo Novo são típicas daquelas praças e são um património ambiental que embelezam os espaços e dão colorido.
Pena é que não sejam alvo de maior atenção e prevenção, para continuarem no seu sítio durante muitos mais anos.


28 de fevereiro de 2012

Braga: Requalificação do Largo dos Penedos e Rua S.Vicente

 
"Diário do Minho" 26/02/2012
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A par do Campo das Hortas e do Largo da Senhora-a-Branca, também o Largo dos Penedos e Rua de S.Vicente  será alvo de uma requalificação urbana no âmbito do programa "Regenerar Braga".

Também aqui não se questionará a pertinência da requalificação, dado que o Largo dos Penedos é caótico, a nível de trânsito automóvel e de circulação dos peões.

Ainda assim, a "fórmula mágica" de tornar áreas de circulação em zonas pedonais parece estar a pegar moda e também aqui se fará uma zona exclusiva pedestre. Não deixa de ser preocupante que se ouça da voz dos comerciantes as preocupações atinentes do retiro do trânsito automóvel, sobretudo numa rua tão sensivel e escura como é a Rua de S.Vicente. A par do Largo da Senhora-a-Branca, ficará para avaliação futura a intervenção a levar a cabo.

Uma vez mais, regozijamo-nos por mais uma menção ao património arqueológico, com destaque para a Via XVIII ou Via Nova, traçado que a JovemCoop realizou, de forma interpretada no passado Sábado.

Merece óbvia reflexão esta intervenção, tendo em conta que, uma vez mais, as máquinas avançaram apenas com acompanhamento arqueológico e não com sondagens prévias, tendo em conta que o próprio artigo de jornal destaca os achados ocorridos ali bem perto, no início da Rua dos Chãos.

Acompanharemos de perto estas intervenções.


28 de novembro de 2011

Ponte de Lima:Projecto Casa de Montanha

"Diário do Minho 26/11/2011

Requalificar imóveis e benefícia-los para a fruição pública é algo que merece destaque, quando um executivo municipal procede dessa forma.

Ponte de Lima é um Município muitas vezes citado como um bom exemplo de uma autarquia que está atenta às necessidades do concelho e que é pró-activa no que toca ao turismo.

Mais um vez, na linha da frente, a CMPL adquiriu um imóvel de montanha e vai transforma-lo num espaço diversificado e de mais valia sócio-cultural, pois será composto por vários espaços diferentes.
São investimentos úteis que reflectem uma visão dinâmica do concelho e que atrai individuos e grupos a Ponte de Lima.
Será um sítio que a JovemCoop visitará assim que estiver pronto.

5 de maio de 2011

De novo...O Rio Este

"Correio do Minho" de 05/05/2011

Num processo que ainda faz correr muita água, continua a cidade de Braga sem perceber para quando iremos ter o Rio Este requalificado.

Mantemos a questão: - Porquê só requalificar o curso urbano, quando torna-se urgente requalificar, de igual forma, o Rio Este a montante, desde a zona da nascente até ao projecto agora em discussão.
Lançamos nova pergunta:  - Se a ACF ceder a execução dos trabalhos à empresa Refoiense, a CMB afinal vai pagar a quem? Vai pagar o montante mais baixo à Refoiense ou irá pagar mais à ACF para esta pagar o preço inicial à Refoiense e ainda ganhar com este processo sem fazer nada?

Como é óbvio, esperamos que sejam dadas boas resposta aos cidadãos e que finalmente possamos ter um Rio Este limpo...por um preço justo!

E já agora, quem assume o acompanhamento arqueológico e quem assumirá a responsabilidade se as máquinas que já lá andam já tiverem destruído algum sítio arqueológico?

27 de julho de 2010

Rio Este - Um processo "enguiçado"

retirado da edição do "Diário do Minho" de 21/07/2010

Polémicas e processos à parte e o Rio Este continua sem ser recuperado e requalificado.
A pergunta que subsiste é..."até quando?"

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6 de julho de 2010

O Monte Picoto

retirado da edição do "Diário do Minho" de 04/07/2010

Tivemos oportunidade de assistir à Sessão Pública de Esclarecimento sobre o Monte Picoto, bem como já manifestamos AQUI a nossa opinião sobre o mesmo.


Abandonadas várias ideias, o projecto contempla, ainda assim, uma via estruturante a meia encosta e uma zona grande de equipamentos construídos, que uma vez mais farão parte de estratégia encapotada de transformar um Parque Verde numa zona de densidade construtiva.


Há uma espécie de aversão em Braga a espaços verdes, devidamente pensados e requalificados, pensados na óptica do simples utilizador, caminhante, turista, pedestrianista, vertendo os planos para uma óptica de consumidor, ocupador, proprietário.


Esperamos que este processo, e com esta chamada de atenção da Arquidiocese que diz ainda não ter tido resposta às suas preocupações, seja uma forma de reequacionar o espaço e o projecto.

As imagens que apresentamos mostram a necessidade urgente de intervir no Monte Picoto. Requalificar e limpar os espaços, ajardina-los, dar mais segurança aos moradores e aos fruidores daquele Monte são premissas urgentes com que, por certo, todos os cidadãos de Braga se identificam e clamam intervenção.
 
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14 de junho de 2010

Rio Este e o seu papel em Braga


retirado da edição de "Diário do Minho" 12/06/2010


retirado da edição de "Correio do Minho" 04/06/2010



O Rio Este é um dos elementos naturais de que a cidade de Braga dispõe e que poderia ser uma mais valia para os cidadãos e que podia ter um maior retorno para a própria cidade.

Infelizmente, fruto de vários castigos e más decisões a que foi votado, o Rio Este tornou-se um rio escuro e lamacento e as suas margens alvos de dejectos e poluição variada.

Embora de jornais diários diferentes, ambas as peças jornalísticas abaixo apresentadas referem, na essência o mesmo - que directa ou indirectamente, o Rio Este é a casa de banho de várias pessoas.

A requalificação do Rio urge e não pode deixar de fora a zona do "Sítio dos Galos". Este lugar histórico, em muito associado às artes artesanais da moagem e do pequeno tecido industrial, onde muitas pessoas ainda hoje se lembram de nadar e de pescar, descaracterizou-se e hoje é um lugar sombrio, sujo e em vias de desertificação. Claro que nestas condições logo se associa um conjunto de más práticas, que tornam aquele local mal afamado e mal usufruido.

No último plano de requalificação do Rio Este, apresentado publicamente, uma intervenção "light" na zona dos Galos, mas já percebemos que ao intervir ali, tem de ser profundamente e dotando aquele sítio de condições de salubridade e higiene pública.

Relembramos a sempre oportuna sugestão da Junta de Freguesia de S. José de S. Lázaro em constituir ali um núcleo museológico/centro interpretativo que relate as experiências e vivências dos artesãos e dos moleiros que ali subsistiram. Poder-se-ia recuperar a prática do fabrico do papel, ainda que hoje sobre uma vertente mais ecológica e amiga do ambiente.

Concordamos com esta forma de não perder a nossa história e de dinamizar as pessoas que ali fizeram vida.
O nosso ponto de vista sobre a requalificação do Rio Este pode ser consultado AQUI!

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