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8 de outubro de 2012

A Regenerar Braga - A inauguração do Largo Carlos Amarante


"Correio do Minho" 06/10/2012

Foi inaugurada, na passada 5ª feira, a primeira obra a ficar concluída, ao abrigo do programa "A Regenerar Braga", a intervenção levada a cabo no Largo Carlos Amarante.

A inauguração foi assistida pelos elementos do executivo responsáveis pelos vários pelouros e a grande surpresa foi a instalação de arte "generativa" que estará patente no Largo até dia 13/10.

Foram vários os bracarenses que quiseram ver as suas formas e silhuetas projectadas na tela em forma de B (simbolo do município de Braga) e que se divertiram em frente à câmara digital.

A intervenção foi dada por concluída, tendo o Largo ficado com um aspecto bem mais interessante do que anteriormente. Contudo, ainda está por resolver a questão da iluminação, que a par da intervenção do Largo da Senhora-a-Branca, deixa estes espaços públicos mergulhados na escuridão.

A outra má notícia é que está por resolver as questões relacionadas com o estacionamento, com vários automóveis a andar à deriva e a parar no primeiro espaço em branco que aparece (seja em zona pedonal ou não).

A excelente notícia, tal como noticiada no blog BragaMaior, é que os candeeiros que lá estavam anteriormente foram devidamente restaurados e recuperados, estando agora encostados ao corrente da fachada do Lar de Santa Cruz ( estão lá, mas ainda não funcionam).

Pela dimensão do Largo, parece-nos que a faixa verde em torno do chafariz parece desequilibrar a harmonia do espaço e, claro, os vestígios arqueológicos ali exumados poderiam ter tido outro tratamento e poderiam ser um novo atractivo do Largo, mas o dono de obra não entendeu esta opção.

Agora, veremos se os bracarenses se apropriarão deste espaço público, que actualmente está completamente deserto à noite!


17 de setembro de 2012

O Cruzeiro da Senhora-a-Branca, Monumento Nacional e as intervenções

retirado de www.geocaching.com

O Cruzeiro da Senhora-a-Branca é Monumento Nacional desde 1910 (Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) ).

As obras levadas agora a cabo no jardim da Senhora-a-Branca e Avenida Central deveriam ter o parecer da Direcção Regional de Cultura, aprovando as medidas de minimização e salvaguarda deste imóvel nacional. 

O Cruzeiro hoje situado no Largo da Senhora-a-Branca, terá sido originalmente erguido na zona do antigo Campo de Santana (actual Avenida Central de Braga), junto à Torre de Menagem da cidade, onde aparece representado num Mappa das Ruas de Braga de 1750. Por via desta localização original, da qual aliás lhe advém a designação corrente, este cruzeiro tem sido identificado com aquele que o Arcebispo D. Diogo de Sousa refere, na relação das obras que mandou fazer em Braga, como "uma cruz no dito Rossio de Santana com seus degraus e a haste de pedra de Viana". De facto, D. Diogo de Sousa quis enriquecer a sua cidade com muitas obras, e rasgou, entre outros, o próprio largo de Santana, onde mandou colocar uma autêntica colecção arqueológica composta por marcos miliários provenientes das vias romanas de Braga. Embora à primeira vista não pareça provável que este cruzeiro em particular lhe possa ser atribuído, visto que o arcebispo morre em 1532, enquanto o monumento exibe uma feição clássica aparentemente mais tardia, a verdade é que D. Diogo surge como um verdadeiro humanista, homem de grande cultura e aggiornamento, sonhando para Braga a grandeza de uma Roma em menor escala; é assim plausível imaginar a encomenda de um cruzeiro tão moderno quanto este, com claras alusões imperiais (romanas). 
Sobre um soco de sete degraus quadrangulares assenta um paralelepípedo ao alto, com quatro faces molduradas com festões e tachas planificadas, reproduzindo o trabalho de placas de metal, e enquadrando almofadas prismáticas interrompidas. Sobre o tabuleiro quadrado que encima o pedestal eleva-se a base do fuste, coluna de secção circular monolítica, mas com decoração distinta no terço inferior, ornado de pontas de diamante, e nos terços superiores, com caneluras. O capitel é um exemplo quase puro da aplicação da ordem coríntia, de acordo com a sua utilização renascentista mais erudita. A rematar o conjunto, e sobre um pequeno acrotério, uma esfera serve de base a uma severa cruz cardinalícia (com dois braços horizontais, mais curto o superior), de secção quadrada, rematada por cinco pontas de diamante. O cruzeiro foi retirado do Campo de Santana, e levado para a sua presente localização, em 1915. 


Com a remoção de terras que está a acontecer, com o escandaloso abate de árvores que está a ser realizado, e dado que a lei do Património 107/01 diz que O enquadramento paisagístico dos monumentos será objecto de tutela reforçada esperava-se que houvesse maior intervenção e ajuizamento sobre a intervenção que agora está a decorrer.

Além de que se este monumento tivesse um Plano Director ou uma Zona Especial de Protecção, provavelmente, aquelas árvores não conheceriam um trágico destino. Como se costuma dizer...as árvores devem morrer de pé!

26 de dezembro de 2011

Sete Fontes: Painel roubado

"Correio do Minho" 23/12/2011

Foi roubado, durante a madrugada do dia 22, o painel e o sistema que faz funcionar a lâmpada de infra-vermelhos que garante a purificação e qualidade da água da bica pública das Sete Fontes.

Obviamente que quem roubou, sabia o que queria roubar e, com certeza, teve muito tempo para o fazer, uma vez que ali à volta não há habitações e a iluminação pública é quase nula.

Infelizmente, já havia um sentimento generalizado de que era uma questão de tempo até alguém furtar o sistema, pois é um facto que o arranjo que está para ali previsto, está imensamente atrasado.

O local poderia ter outras condições de salvaguarda e de acolhimento das pessoas, mas as obras do Hospital, o talude que ali fizeram e o abandono do edificado dão um aspecto pouco digno.

Esperemos que em 2012 se possa avançar com o projecto de arranjo paisagístico para ali prometido, configurando-se uma mais valia para o futuro Parque Verde das Sete Fontes.

5 de setembro de 2011

Guadalupe - Das festas e da necessidade de preservação do espaço


"Diário do Minho" de 03/09/2011

"Correio do Minho" de 03/09/2011

No passado dia 02/09, foi apresentado, publicamente, o Programa das Festas em Honra de N.ª Sr.ª da Piedade e S. Marçal, que decorrerão no próximo fim de semana, dias 10 e 11.

O Correio do Minho descreve a conferência de imprensa e apresenta o cartaz das festas.

O Diário do Minho dá destaque à necessidade da Irmandade da Capela em reabilitar e recuperar o espaço do Parque de Guadalupe, mostrando como as autoridades com responsabilidades na gestão dos processos de licenciamento urbanístico são permissivas quanto ao desrespeito da lei, que induz numa má prática de desrespeito pelos monumentos e no péssimo enquadramento urbanístico e paisagísticos dos mesmo.

O Parque de Guadalupe é um (mau) exemplo do contexto que o rodeia, pois um miradouro sobre a cidade, onde se perspectivava quase a totalidade da urbe, hoje apenas se vislumbra, quase por uma frincha no canto nascente, o Sameiro e Bom Jesus (além do caos das zonas baixas, tipo Nogueiró, Lamaçães, S. Victor).

A qualidade de vida dos cidadãos mede-se pela qualidade do planeamento e das intervenções que a Autarquia Camarária realiza na cidade. Infelizmente, o progresso tem destas coisas... uma cidade que cresceu muito, mas que ainda não aprendeu a fazer projectos de qualidade e com respeito pela nossa história e preservação do passado, encontrando uma simbiose entre as memórias colectivas e os dias presentes.

Braga deveria reclamar maior capacidade de organização da e na cidade, pois o urbanismo e a qualidade das intervenções (como se pode ver pelo licenciamento da obra Casas de Guadalupe) deixam muito a desejar.

1 de fevereiro de 2011

A música que vai marcar a nossa geração - "Que Parva que eu Sou" (Deolinda)

Os Deolinda apresentaram, nos coliseus do Porto e de Lisboa, música nova chamada "Que Parva que eu Sou". Letra sobre geração "casinha dos pais" levou coliseus ao delírio: veja o vídeo de um espetador.
Nos concertos dos Deolinda nos coliseus do Porto e de Lisboa, uma música nova fez furor.
A música interpretada pelos Deolinda retrata (e bem, na nossa opinião) o estado actual das más condições a que os jovens estão sujeitos. Realça, ainda, um comodismo de uma geração que se prepara e que dificilmente reindivica para si o que merece.



Promete ser a música desta geração, onde assumidamente há uma mensagem a reter...



Letra:

Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar


Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar


Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar.

15 de setembro de 2010

Nós bem o afirmamos...

Entre Aspas de 13/09/2010, por Francisco de Sande Lemos

retirado do "Diário do Minho" de 13/09/2010

Nós bem o afirmamos no programa da rádio Antena Minho "Ideias com Jota" de 08/06/2010, de que se tornava necessário estudar melhor o potencial histórico-arqueológico do Monte Picoto.

Desde logo o seu topónimo revela um ponto sobranceiro à cidade, com potencial para acolher um povoado antigo, com vista sobre a urbe.

E também a sua localização estratégica entre locais arqueológicos já conhecidos, revelam que este Monte terá tido um papel bem mais importante do que apenas servir de local para romances tardios ou encontros com intenções menos próprias.

No artigo do Professor Sande Lemos, este refere a necessidade de se promoverem estudos arqueológicos e de se preparar com antecedência a intervenção urbanística para que não aconteça um caso de claro desrespeito pelo património como sucedeu nas obras do novo Hospital de Braga.

Parece-nos importante que haja esta preocupação e que se desmistifique quer o papel da arqueologia na sociedade, quer a verdadeira importância do Picoto na história da Cidade.

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24 de agosto de 2010

E depois fala-se na requalificação do Rio Este?!

retirado do "Diário do Minho" de 24/08/2010

É com preocupação que lemos esta notícia. As descargas ilegais e poluentes para os afluentes do Rio Este, e para o próprio rio do centro de Braga continuam a acontecer e à vista pública.

Enquanto não se sancionarem os infractores e enquanto a CMB não apostar numa fiscalização séria e numa autuação exemplar, os prevericadores, consciente ou inconscientemente, não sentem o peso da responsabilidade dos seus actos.

Também a localização destas ocorrências não deixa de ser interessante. Relembramos que o projecto de requalificação do Rio Este é da Av. Frei Bartolomeu dos Mártires (zonas das pisicnas da rodovia) até à Ponte Pedrinha.

Ora nós sempre defendemos que o projecto de requalificação deveria começar muito mais a montante, precisamente para evitar as poluições nos troços acima do que o projecto da CMB prevê. De que adiantará requalificar o centro urbano por onde passa o rio, se se esquecer a zona montante, que pode, e a julgar por estas notícias, por certo, poluirá a zona a requalificar?

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11 de agosto de 2010

retirado do "Diário do Minho" de 09/08/2010

Já muito se falou da recuperação do Rio Este, já muito se abordou a necessidade de aproximar a população local das zonas ribeirinhas.

Agora, e porque também é uma intervenção há muito reclamada, é tempo de recuperar as Margens do rio Cávado, o maior curso de água que passa no concelho de Braga.

Braga, para se tornar uma cidade mais competitiva, tem de apostar num forte eixo de ligação entre a cidade e o Cávado. Esta ligação seria estratégica não só pela qualidade de vida que proporcionaria, como seria fundamental para um correcto desenvolvimento urbano. E, claro, quando falamos deste correcto desenvolvimento urbano, falamos em criar instrumentos que regulamentem e dignifiquem as áreas a afectar. Um plano de pormenor que surgisse como instrumento capaz de sugerir e ordenar toda aquela área das margens do Cávado.

Sem isso, todas as intervenções vão surgir como "ilhas", sem contexto e que em vez de dignificarem as margens, poderão estar a descaracteriza-las. E já basta as margens do Rio Este estarem descaracterizadas. É preciso saber respeitar os limites do rio, não permitir construções no leito de cheias, equipar o território com estruturas úteis e, acima de tudo, tentar requalificar a qualidade das águas.

Esperamos que estas requalificações saiam do papel e que ajudem a dignificar não só o Rio Cávado como também a Cidade de Braga. 

27 de julho de 2010

Rio Este - Um processo "enguiçado"

retirado da edição do "Diário do Minho" de 21/07/2010

Polémicas e processos à parte e o Rio Este continua sem ser recuperado e requalificado.
A pergunta que subsiste é..."até quando?"

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29 de junho de 2010

Uma forma de "fazer" cultura

retirado da edição do "Diário do Minho" de 24/06/2010


Uma forma diferente e, a julgar pelos órgãos de comunicação social, muito atractiva.
A Companhia de Teatro de Braga lançou o programa BragaCult, que visa captar a atenção de moradores e habitantes no eixo urbano central de Braga e potenciar uma forma de intervenção cultural.

Parece louvável uma iniciativa destas, tendo em conta que poderá trabalhar com pessoas de várias faixas etárias e de zonas urbanas tendencialmente esquecidas (no caso da Zona dos Galos e do Monte Picoto).

É importante realizar iniciativas destas, primeiro por uma questão social: Potenciar a cultura, os agentes e os seus intervenientes; depois, também por uma questão de "higiene mental" - libertar o stress quotidiano ou sair de momentos depressivos através de momentos culturais. Também a concentração e a dedicação a estes projectos ajudará o individuo nas técnicas de concentração e focalização. 

Esperamos que este projecto tenha sucesso e que vejamos em breve os resultados (positivos) dele.

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