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11 de junho de 2013

Inauguração do Museu da Geira

"Público" 09/06/2013

O jornal "Público" deu destaque, na edição do passado Domingo, às Portas do Parque Nacional da Peneda Gerês, centrando-se nas portas do Mezio, Arcos de Valdevez.

Nesta passagem pelas montanhas geresianas houve tempo para conhecer o Museu da Geira, núcleo museológico de interpretação da Via romana que passa por Terras de Bouro.

No passado dia 01 de Junho, o Município de Terras de Bouro abriu, ao público, o Museu da Geira, estrutura museológica, situada na freguesia de Campo do Gerês, concelho de Terras de Bouro, totalmente dedicado à Via Nova (caminho romano conhecido como Geira ou Via XVIII), num investimento de 750 mil euros.

A Geira (Via Romana) terá sido inaugurada, provavelmente, no final do século I, por volta do ano 80, sob a égide dos imperadores Tito e Domiciano.

O espaço museológico é semienterrado e «inteiramente» dedicado à Geira, caminho romano que unia “Bracara Augusta”, Braga, a “Asturica Augusta”, Astorga, Espanha, e que mantém, em Terras de Bouro, um percurso «intacto» de 30 quilómetros (20 milhas romanas).

Inserido na área de influência do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o museu, financiado a 75% por fundos comunitários a partir do Programa Interreg IIIA, divide-se em quatro salas com diferentes temas, um auditório e gabinetes para estudos arqueológicos.

A primeira sala é dedicada ao planeamento, ou seja, à análise topográfica da via romana da Geira. A segunda está subordinada ao tema da construção, onde os visitantes obtêm informações sobre a forma como os romanos edificaram as vias e as pontes e extraiam e talhavam as pedras. “Viajar na Geira” é o tema da terceira sala que dá a conhecer o espólio romano, bem como as estruturas de apoio e os veículos de transporte. Já a quarta sala dedica-se à paisagem e mostra a sua evolução desde a Idade do Ferro à época romana.

Através de uma tábua cronológica, o visitante pode ainda fazer uma viagem de 2.000 anos pela Geira romana, realçando esta via como eixo de desenvolvimento da nossa história, para lá da época romana.

O Museu da Geira, aberto todos os dias da semana, está preparado para receber pessoas com mobilidade reduzida, invisuais (com roteiros em braille) e pessoas com dificuldades auditivas (a partir de sistemas amplificadores).

Considerado como uma «alavanca turística» importante para Terras de Bouro, o museu tem roteiros em formato papel e áudio em francês, inglês, alemão, italiano, castelhano e galego.
Se ainda não conhece, sugerimos, desde já, uma primeira visita virtual na página do facebook, em :http://www.facebook.com/MuseuDaGeira

A JovemCoop esteve presente no dia da inauguração, lembrando, a partir do album de fotografias no facebook a nossa participação.




6 de maio de 2013

Geira ou Via Nova é Monumento Nacional

"Diário da República" - 06/05/2013

Milha XXXI - um dos locais mais conhecidos da Geira Romana

É uma notícia ESPECTACULAR!!!

Dez anos após da homologação de Monumento Nacional, foi ratificado hoje, em Diário da República, a classificação final, com o grau máximo das classificações.

A Geira, ou Via Nova, está finalmente classificada em toda a extensão do Concelho de Terras de Bouro, ao longo de 30 km, correspondendo às XX Milhas romanas naquele território.

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A GEIRA

A Geira é o nome popular da VIA NOVA, também conhecida por Via XVIII do Itinerário de Antonino, um caminho romano que ligava duas importantes cidades do Noroeste da Peninsula Ibérica: Bracara Augusta, actual cidade de Braga, em Portugal e a cidade de Asturica Augusta, hoje Astorga, em Espanha. Esta Via romana ligava estas duas importantes cidades num trajecto de CCXV milhas, aproximadamente 318 km. A Geira, ou VIA NOVA foi inaugurada, provavelmente, no final do século I d.C., por volta do ano 80, sob a égide de Tito e Domiciano. 

Acredita-se que a construção da VIA NOVA veio reforçar a rede viária romana, conferiu maior mobilidade aos exércitos, permitiu um reordenamento do território e possibilitou uma maior actividade mineira e transição destes bens (sobretudo a circulação do ouro das Minas de Las Medulas, conjunto classificado como Património Mundial da Humanidade). 

A VIA NOVA conhece um traçado em diagonal que liga o triângulo político-administrativo e viário estabelecido por Augusto, com vértices nas três cidades: Bracara Augusta, Lucus Augusti e Asturica Augusta. 

A Geira saía de Bracara Augusta, passando actualmente pela zona do Areal,seguindo por Adaúfe, entrava no Concelho de Amares com a travessia do Rio Cávado em Barca de Âncede, e seguia pelas localidade de Caires e Paredes Secas e ao chegar ao Lugar de Santa Cruz, entrava então no Concelho de Terras de Bouro. Neste Concelho, a Geira está muito bem conservada ao nivel do seu traçado e dos seus vestígios arqueológicos. Em Terras de Bouro a Geira percorre as freguesias de Souto, Balança, Chorense, Vilar, Chamoim, Covide, Campo do Gerês e chega, por fim, à Portela do Homem, seguindo depois em território espanhol. 

Em Terras de Bouro, os vestígios arqueológicos são impressionantes: Existem mais de 150 miliários, que assinalavam as milhas na Via e davam a conhecer, ao viajante, a distância até à cidade mais próxima. Além dos miliários, em Terras de Bouro é possivel vislumbrar vestígios das Pontes Romanas (sobre o Ribeiro da Maceira, Ribeira do Forno, Ribeiro de Monção e a Ponte de S. Miguel, sobre o Rio Homem), calçadas com marcas de rodados, pedreiras de onde foram extraídos miliários e blocos de pedra para construir as pontes. Começam, também, a ser descobertos vestígios arqueológicos de pequenos povoados indígenas ou de apoio à construção da Via, que atestam a importância desta Via. 

O nome original da VIA NOVA (que pode ser lido em vários miliários que conservam esta inscrição) advém de já haver uma outra via que seguia também de Bracara Augusta para Asturica Augusta. Contudo o seu traçado era bastante diferente, seguindo por Aquae Flaviae (Chaves). Esta Via, com mais milhas do que a Geira, foi catalogada como Via XVII no Itinerário de Antonino. 


1 de outubro de 2012

Fotos - Todos os Caminhos vão dar a Bracara Augusta

Os caminhos romanos na vida de S.Victor

Celebrando as Jornadas Europeias do Património, a JovemCoop e a BragaCEJ2012 caminharam pelas Vias Romanas XVII e XVIII, contextualizando um dos mais expressivos marcadores da presença dos romanos no Noroeste Peninsular.

Foi graças a uma extensa e bem organizada rede viária que os romanos conquistaram e ocuparam o território de Bracara Augusta, onde, por volta do Século III/IV d.C terá vivido Victor, jovem catecúmeno que se recusou professar a religião romana.

Tendo cruzado com um cortejo romano na zona da actual Quinta de Passos (Areal, S.Victor), e após declinar prestar culto à deusa Ceres e ao deus Silvano, Victor foi condenado à morte por degolação.

Diz a lenda que na zona onde hoje se ergue a Capela de S.Victor-o-Velho, Victor terá pousado a cabeça no parapeito de uma pequena ponte que ali existia e o soldado romano tê-lo-á degolado ( dando nome, até hoje, a toda aquela zona conhecida como Goladas).
Diz-se que ainda hoje é possível ver, na referida capela, uma pedra avermelhada, sobre a qual terá sido degolado S.Victor, e que essa mesma pedra terá absorvido o sangue do Santo.

As fotos desta actividade estão disponiveis no nosso facebook.


 
 



9 de maio de 2012

Braga: A actualidade das Vias Romanas

"Diário do Minho" 07/05/2012

Nas últimas semanas, o jornal Diário do Minho numa parceria com a Rádio FF (FacFil) tem vindo a publicar as entrevistas dos Presidentes de Junta da Concelho de Braga concedidas ao Programa  Periscópio.

Na última edição, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Adaúfe, Nelson Borges, a propósito de um problema de infraestruturas viárias que liguem a freguesia, declarou que a única forma de comunicação directa entre o Bairro das Sete Fontes e o centro de Adaúfe é feito pela Via Romana (neste caso, estamos a falar da Via XVIII, Geira ou Via Nova).

Não deixa de ser interessante que passados quase 2000 anos após a sua construção, a Geira mantenha uma importância tão actual, como a única comunicação entre dois da mesma freguesia, isto é, passado 2 milénios, desenvolveram-se dois lugares, mas que ficaram umbilicalmente ligados pela Via Nova, não havendo até à data uma solução (ou vontade) para encontrar outro canal de comunicação.

Quando foi construída, a Geira visava ligar Bracara Augusta a Asturica Augusta (Astorga), permitindo a rápida circulação de pessoas civis, com cargos de administração ou militar e de bens.

Hoje, passados dois mil anos, mantém-se circulável e actual, dando provas que em termos de engenharia e de pensar o desenvolvimento da urbe, os romanos eram, verdadeiramente, uns visionários.

Para ser um troço de excelência, as Milhas II e III (Areal / Adaúfe) só precisam de ser confirmadas como Monumento Nacional e apostar na sua preservação, divulgação e fruição.


28 de fevereiro de 2012

JovemCoop e BragaCEJ2012 - Caminhada pela Via XVIII ou Via Nova




"Correio do Minho" 26/02/2012

"Diário do Minho" 26/02/2012

No passado dia 25, a JovemCoop e a BragaCEJ2012 realizaram uma caminhada pela antiga VIA NOVA (Via XVIII ou GEIRA) visando realçar a importância passada deste antigo traçado e aproximar os participantes ao legado histórico da cidade.

Esta iniciativa contou com cerca de 60 participantes e teve ponto de encontro no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa. Após encontro dos participantes, realizamos um trajecto que passou pelo antigo Forum Romano (Largo Paulo Orósio), o antigo Cardo Máximo (Rua D. Frei Caetano Brandão), Rua D. Afonso Henriques e finalmente o início da Via Nova com passagem na Rua de Janes, Av.Central, Rua dos Chãos, Rua de S. Vicente, Rua Conselheiro Januário, Rua Conselheiro Bento Miguel, Areal, Caminho do Monte (Calçada Romana) e paragem na Igreja de Adaúfe.

Foi uma excelente iniciativa que permitiu percorrer as três primeiras milhas da Via Nova, passando por zonas de calçada, onde ainda é possível vislumbrar vestígios de marcas de rodados!



Braga: Requalificação do Largo dos Penedos e Rua S.Vicente

 
"Diário do Minho" 26/02/2012
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A par do Campo das Hortas e do Largo da Senhora-a-Branca, também o Largo dos Penedos e Rua de S.Vicente  será alvo de uma requalificação urbana no âmbito do programa "Regenerar Braga".

Também aqui não se questionará a pertinência da requalificação, dado que o Largo dos Penedos é caótico, a nível de trânsito automóvel e de circulação dos peões.

Ainda assim, a "fórmula mágica" de tornar áreas de circulação em zonas pedonais parece estar a pegar moda e também aqui se fará uma zona exclusiva pedestre. Não deixa de ser preocupante que se ouça da voz dos comerciantes as preocupações atinentes do retiro do trânsito automóvel, sobretudo numa rua tão sensivel e escura como é a Rua de S.Vicente. A par do Largo da Senhora-a-Branca, ficará para avaliação futura a intervenção a levar a cabo.

Uma vez mais, regozijamo-nos por mais uma menção ao património arqueológico, com destaque para a Via XVIII ou Via Nova, traçado que a JovemCoop realizou, de forma interpretada no passado Sábado.

Merece óbvia reflexão esta intervenção, tendo em conta que, uma vez mais, as máquinas avançaram apenas com acompanhamento arqueológico e não com sondagens prévias, tendo em conta que o próprio artigo de jornal destaca os achados ocorridos ali bem perto, no início da Rua dos Chãos.

Acompanharemos de perto estas intervenções.


22 de fevereiro de 2012

Todos os Caminhos Vão dar a Bracara Augusta: Inscrições Abertas



Percurso Via XVIII – Centro da Cidade até Adaúfe

As vias romanas foram a forma de o Império Romano rapidamente se estender no território e facilitar as comunicações entre as cidades. Pelas antigas vias romanas circularam imperadores, legiões de soldados, comerciantes, mercadores e simples cidadãos ou indígenas, que utilizavam estes percursos para conquistar territórios, realizar trocas comerciais ou aceder a outras localidades.

Bracara Augusta, predecessora da nossa cidade de Braga era tão importante que tinha, pelo menos, cinco grandes vias que interligavam a cidade a outros destinos.

Pretendemos, pois, com esta ação, realçar a importância das vias romanas, bem como dar a entender a forma como eram construídas e identificar as estruturas de apoio.

A BragaCEJ2012 e a JovemCoop propõem, por isso, uma caminhada pelas milhas iniciais das Via XVIII, desde o centro da Cidade até à Igreja Paroquial de Adaúfe, antecedida por uma visita ao Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa.

Proposta de Atividade: Sábado, 25 de fevereiro


Ponto de Encontro:
9h30 no Museu de Arqueologia D. Diogo Sousa e visita à sala dos miliários;
10h – início da Caminhada:

Rua dos Bombeiros; Largo Paulo Orósio; Rua D. Frei Caetano Brandão; Rua D. Afonso Henriques; Largo S. João do Souto, Rua dos Janes; Avenida Central; Rua dos Chãos; Rua de S. Vicente; Rua Conselheiro Januário; Rua Conselheiro Bento Miguel; Rua de Timor; Rua do Areal de Cima; Rua Rafael Bordalo Pinheiro; Rua Hélder de Figueiredo; Caminho do Monte; Igreja de Adaúfe.

Extensão do percurso: 5,5 Km
Tempo estimado: 2h - 2h30
Dificuldade: Fácil

O regresso até ao Centro da Cidade é assegurado por autocarro.
Ter em atenção:

 - Inscrição prévia;

 - Levar chapéu;

 - Vestuário e calçado adequado;

 - Levar máquina fotográfica;

 - Levar água;

 Esta ação faz parte integrante do tema Y.Life, apelando ao conhecimento, pelos jovens, do património arquitetónico e multicultural de Braga como parte de 2000 anos de história e da identidade de Bracara Augusta.



3 de dezembro de 2010

Projectos de Valor

retirado do "Diário do Minho" de 02/12/2010

Porque os projectos de recuperação e valorização do Património ajudam a proteger o nosso património e heranças culturais, este projecto da Via XIX merece aqui uma menção.

É importante que se perceba como estes projectos nos ajudam a dinamizar o nosso turismo e como os projectos portugueses, infelizmente, só em Espanha parecem merecer prémios e honras.

Lembramos que também há cerca de três, um projecto de recuperação da Via romana XVIII, também conhecida por Via Nova ou Geira mereceu a honra de lhe ver atribuído um prémio de valorização turistica.
Isto prova que o investimento no património é um factor de excelência para a dinamização turística, que cada vez mais é uma indústria em crescimento, seja pela procura do mercado interno como do mercado estrangeiro.

Mas para isso, tem de haver mais e melhor vontade dos governos, ministérios e entidades responsáveis pela protecção e valorização do nosso património.

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Já pensaram porque se chama Rua dos Chãos?

retirado do "Diário do Minho" de 26/11/2010

O jornal Diário do Minho publica, nesta época natalícia, uma súmula histórica das ruas de maior actividade comercial da nossa cidade.

No passado dia 26 de Novembro, saiu uma peça sobre a Rua dos Chãos, em que se apresenta os vários nomes que esta rua já teve, incluindo a data em que se adoptou definitivamente o actual topónimo.

Como, em nossa opinião, só faltou explicar a origem deste nome, achamos por bem deixar aqui uma pista:
no percurso da actual Rua dos Chãos passava a antiga via romana Via Nova ou Geira.

Supõe-se que as vias romanas, na saída das cidades seriam calcetadas com lajes de pedra...que constituíriam o chão dessa via.

Será que os cidadãos de Braga, ao ver e passar por essas lajes de pedra se habituaram a chamar à rua Rua dos Chão?

Deixamos aqui uma foto das lajes na antiga Via Appia, em Roma, para que os nossos leitores também possam partilhar desta nossa ideia!


11 de setembro de 2010

Monumentos de Braga - A Via XVIII ou Geira

retirado da "Agenda Cultural de Braga", Setembro de 2010



Um dos monumentos que pedestrianistas e bikers conhecem bem. É o caminho antigo que liga o Bairro das Sete Fontes a Adaúfe. Este caminho antigo, de origem romana, faz parte da VIA XVIII ou Via Nova, popularmente conhecida como "GEIRA", que ligava a cidade de Bracara Augusta a Asturica Augusta pela Serra do Gerês, numa extensão de 215 milhas romanas, cerca de 318 Km.

Também este monumento está à espera da publicação da sua classificação, porque vestígios antigos no caminho não faltam. Este troço contém calçadas, marcas de rodados, sinais epigrafados, muros delimitadores e cruza zonas onde surgem vestígios cerâmicos, que indiciam forte presença humana ancestral.

Todavia há quem duvide da "romanização" deste traçado, certo é que a classificação deste monumento poderia ajudar a desenvolver estudos naquela zona que permitissem perceber se é, ou não, o verdadeiro traçado da Via XVIII ou Via Nova, que em Terras de Bouro surge tão bem conservada.

Ainda assim, e sabendo que todo o vale das Sete Fontes e da Adaúfe est(ar)á sujeito a uma grande pressão urbanística e de desenvolvimento rodoviário, o término desta classificação é pertinente, para que não haja trabalhos de lesa-património por dolo ou negligência.

A boa notícia é que este traçado está proposto e homologado como Monumento Nacional, o que completará quer o Monumento Nacional do Complexo das Sete Fontes, como o Monumento Nacional da Via Nova, no seu itinerário de Terras de Bouro.

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