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17 de maio de 2013

Caminhada: da Via XVII à Via XVIII

Caminhada da ESCA com a colaboração JFS.Victor e JovemCoop


Dia 18 de Maio (Sábado) de 2013, a partir das 9h30
III Caminhada da ESCA…da via XVII à Via XVIII
Porque Maio é o mês do coração, é um tempo que convida à prática do exercício físico de que as caminhadas constituem um exemplo privilegiado, conforme lembra a Fundação Portuguesa de Cardiologia. Numa iniciativa aberta a toda a comunidade educativa da ESCA e da JovemCoop, vamos ligar, em caminhada, um itinerário que liga as Vias XVII e XVIII.
Considerado o mais importante itinerário romano do noroeste peninsular, a Via XVII ligava Bracara Augusta a Asturica Augusta (Astorga), por Aquae Flaviae (Chaves), num percurso de cerca de 364 Km que unia 18 cidades. Integra, por isso, com a referência GR117, um projeto intercomunitário de percursos pedestres designado “Vias Augustas”, que tem por objectivo a promoção do património natural e cultural dos municípios que atravessa, contribuindo para o incremento do desporto e turismo de Natureza e, por consequência, para o desenvolvimento das comunidades rurais. 
A Via Nova, também referida como Geira é a Via XVIII do Itinerário de Antonino, uma estrada romana que ligava duas importantes cidades do noroeste da península Ibérica: "Bracara Augusta", atual cidade de Braga, em Portugal e "Asturica Augusta", atual Astorga, em Espanha, num percurso de CCXV milhas (aproximadamente 318 quilómetros).
Trajecto com passagem pelas SETE FONTES com o seguinte percurso: Largo da Senhora-a-Branca (marco Via XVII), Rua de São Victor com visita à Igreja Paroquial, Rua D.Pedro V, Rua Nova de Santa Cruz (inicio), com visita à Igreja de S. Victor-o-Velho em direcção ao Areal pela Avenida Padre Júlio Fragata, com passagem pelos Oratórios da antiga Quinta do Xavier e desvio na Travessa que liga à Rua Pero Vaz de Caminha em direcção à Rua Dr. Domingos Pereira com paragem na Capela de S. Victor-o-Mártir e entrada no Complexo Monumental das Sete Fontes pela Rua Nuno Morais, até à Bica das Sete Fontes, junto à Fonte do Dr. Amorim. Descida pelo Bairro das Sete Fontes, Capela do Senhor dos Milagres (Via XVIII), Rua Rafael Bordalo Pinheiro, Largo de Monte D’Arcos, Rua S. Vicente com paragem na Igreja Paroquial, terminando o percurso junto da Arcada. Percurso fácil, com uma distância aproximada de sete quilómetros e a duração de cerca de duas horas e meia. 

6 de maio de 2013

Braga Romana - CMB promove caminhada pela VIA XVII

"Diário do Minho" 06/05/2013
 
Via XVII no percurso de Este S.Mamede
 
Em plena Braga Romana, a Câmara Municipal de Braga promoverá uma caminhada pela Via XVII, uma das principais "Portas de Entrada" de Bracara Augusta.
 
Esta iniciativa, cujo ponto de encontro será na Praça Conde de Agrolongo, terá como ponto de partida o Castelo da Póvoa de Lanhoso, possibilitando aos participantes caminharem em direcção a Bracara Augusta.
 
A caminhada, além de percorrer sítios onde ainda são visíveis os sinais da construção romana, tem objectivos solidários, pedindo aos participantes, como inscrição, que levem um bem alimentar não perecível, contribuindo, assim, para o Banco Solidário de Braga.
 
Uma excelente iniciativa, que alia o  exercício físico e o património às causas solidárias.




8 de abril de 2013

Entre Aspas: A Milha I da Via XVII

"Diário do Minho" 08/04/2013

Um excelente texto, de Francisco Sande Lemos, sobre a Via XVII, ocupa hoje o espaço do Entre Aspas.

Foi precisamente a Via XVII que deu o mote à primeira pergunta do CSI Braga, dado que muitos cidadãos desconheciam a passagem desta via romana no Largo da Senhora-a-Branca.

Recentemente, com o programa "A Regenerar Braga", foram descobertas sepulturas romanas, associadas à necrópole da Via XVII. Infelizmente, não sobejou nenhuma memória destes vestígios romanos.

A ler atentamente!!!

14 de dezembro de 2012

Sobre o espólio do núcleo arqueológico Via XVII/CTT

retirado de "Suplemento de Cultura", Jornal Diário do Minho, 12/12/2012

No âmbito das intervenções arqueológicas decorridas no antigo quarteirão dos CTT (hoje Liberdade Street Fashion), foi possível aferir várias informações relativas a contextos funerários, associados à Via XVII, que ligava a cidade de Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga, Espanha).

O texto apresentado, de autoria de Cristina Vilas Boas Braga, arqueóloga da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, faz o resumo do objecto da intervenção e descreve o contexto funcional do espólio ali encontrado.

Um precioso contributo para uma maior leitura do Largo Carlos Amarante e zonas envolventes, capaz de nos ajudar a reconstituir a História daquele local.


1 de outubro de 2012

Fotos - Todos os Caminhos vão dar a Bracara Augusta

Os caminhos romanos na vida de S.Victor

Celebrando as Jornadas Europeias do Património, a JovemCoop e a BragaCEJ2012 caminharam pelas Vias Romanas XVII e XVIII, contextualizando um dos mais expressivos marcadores da presença dos romanos no Noroeste Peninsular.

Foi graças a uma extensa e bem organizada rede viária que os romanos conquistaram e ocuparam o território de Bracara Augusta, onde, por volta do Século III/IV d.C terá vivido Victor, jovem catecúmeno que se recusou professar a religião romana.

Tendo cruzado com um cortejo romano na zona da actual Quinta de Passos (Areal, S.Victor), e após declinar prestar culto à deusa Ceres e ao deus Silvano, Victor foi condenado à morte por degolação.

Diz a lenda que na zona onde hoje se ergue a Capela de S.Victor-o-Velho, Victor terá pousado a cabeça no parapeito de uma pequena ponte que ali existia e o soldado romano tê-lo-á degolado ( dando nome, até hoje, a toda aquela zona conhecida como Goladas).
Diz-se que ainda hoje é possível ver, na referida capela, uma pedra avermelhada, sobre a qual terá sido degolado S.Victor, e que essa mesma pedra terá absorvido o sangue do Santo.

As fotos desta actividade estão disponiveis no nosso facebook.


 
 



13 de maio de 2012

Todos os Caminhos e as actividades BragaCEJ2012

"Diário do Minho" 13/05/2012

Sabemos que é difícil implementar, realizar e cativar participantes quando as condições climatéricas não ajudam.
A promessa da Braga2012: Capital Europeia da Juventude é investir em mais actividades e animação, assim que as condições climatéricas o permitirem.
Mas convém destacar que há muitas actividade que têm vindo a ser desenvolvidas e que mesmo em espaços fechados, podem ser uma excelente forma de ocupar o tempo, seja ele livre ou formativo.


Ontem, dia 12, a JovemCoop e a BragaCEJ realizaram uma nova edição da actividade "Todos os Caminhos vão dar a Bracara Augusta", desta vez privilegiando o traçado da Via romana XVII, que seguia para Asturica Augusta, por Aquae Flaviae (Chaves).
Esta iniciativa, promovida pelo Grupo de Professores de História e de Educação Física da Escola Secundária Carlos Amarante, contou com mais de 100 pessoas e permitiu calcorrear as calçadas graníticas desta via, entre S. Mamede d'Este e o Monte Pilar (ou Castelo) na Póvoa de Lanhoso.
A todos os que participaram, aqui fica o nosso sincero agradecimento.



9 de maio de 2012

Todos os Caminhos...Via XVII




Todos os caminhos vão dar a Bracara Augusta

Percurso Via XVII – Este S. Pedro até Monte Pilar (Póvoa de Lanhoso)

Maio é o mês do coração e é um tempo que convida à prática do exercício físico de que as caminhadas constituem um exemplo privilegiado, conforme lembra a Fundação Portuguesa de Cardiologia.

A BragaCEJ2012 e a JovemCoop juntam-se ao grupo de professores de História e de Educação Física da Escola Secundária Carlos Amarante (ESCA), dando origem , no próximo dia 12 de Maio a uma caminhada pelo troço inicial da antiga via XVII, uma das vias do complexo sistema viário romano. Propomos, pois, fazer o troço de Este S. Pedro até ao Monte Pilar, Póvoa de Lanhoso

Trata-se de uma iniciativa aberta a toda a comunidade educativa, professores, alunos, pessoal não docente, pais e encarregados de educação.

Com efeito, as "Vias Romanas" constituem uma das mais expressivas manifestações do carácter pragmático da cultura romana e, por isso, um dos mais poderosos veículos de romanização dos espaços integrantes do seu vasto império. Ora, percorre-las é, então, reviver um passado que nos é próximo e que, por isso, dá forma ao nosso presente.


Considerado o mais importante itinerário romano do noroeste peninsular, a Via XVII ligava Bracara Augusta a Asturica Augusta (Astorga), por Aquae Flaviae (Chaves), num percurso de cerca de 380 Km que unia 18 cidades.

Proposta de Atividade: Sábado, 12 de maio
  • 8:30 – Concentração dos participantes junto à ESCA
  • 9:00 - Saída de autocarro na direção de Este S.Pedro
  • 9:30 – Início da Caminhada em Este S. Pedro
  • 11:45 – Chegada ao povoado castrejo do Monte Pilar (Póvoa de Lanhoso), com jogos e lutas greco-romanas;
  • 12:30 – Regresso a Braga;
Extensão do percurso: 8,5 Km

Tempo estimado: 2h15

Dificuldade: Fácil/moderado
O regresso até ao Centro da Cidade é assegurado por autocarro.

Ter em atenção:
  • Inscrição prévia;
  • Levar chapéu;
  • Vestuário e calçado adequado;
  • Levar máquina fotográfica;
  • Levar água;
Esta ação faz parte integrante do tema Y.Life, apelando ao conhecimento, pelos jovens, do património arquitetónico e multicultural de Braga como parte de 2000 anos de história e da identidade de Bracara Augusta.

12 de abril de 2012

Todos os Caminhos...Via XVII em Montalegre


Esta é uma atividade singular, que pode ser vista como “dois em um”. Na Sexta-feira, dia 13 deslocar-nos-emos até Montalegre, onde experienciaremos a cultura popular e folclórica associada à Noite das Bruxas.
No Sábado dia 14, caminharemos algumas milhas da Via XVII, uma das mais importantes Vias romanas do Noroeste peninsular.

Nós garantimos o alojamento e o transporte (gratuito). Os participantes podem levar a refeição de sexta ou jantar num restaurante sugerido por nós (cada refeição custa à volta de 7,50€ / 8€).
Proposta de actividade:

Dia - 13 de Abril

19h30  - Encontro no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa
Saída para Montalegre,
Jantar em restaurante (expensas do participante);
Alojamento: Pavilhão Multiusos de Montalegre;
Conhecer a Cultura Popular da Noite das Bruxas;
Assistir à “Queimada com esconjuro”;

Dia - 14 de Abril

a partir das 09h30 – Pequeno-Almoço (a expensas do participante);
10h - Manhã livre para conhecer Montalegre;
12h – Almoço em restaurante (a expensas de cada participante);
13h30 -  Início da Caminhada pela Via XVII;
17h – regresso a Braga;


Ter em atenção:
- Inscrição Prévia;
- Vestuário e Calçado adequado à prática desportiva;
- Máquina fotográfica;
- Colchão e saco-cama;
- Toalha de banho;
- Refeições a expensas de cada participante;.
- Alojamento e transporte garantido pela JovemCoop/CEJ


5 de abril de 2012

Braga: Necrópoles - Enterramentos e afundanços


"Diário do Minho" 29/03/2012
"Correio do Minho" 29/03/2012

No âmbito do Programa "A Regenerar Braga", as obras de requalificação e beneficiação do Largo da Senhora-a-Branca puseram a descoberto, numa sondagem de quinze metros quadrados, 3  sepulturas de cronologia tardo romano.


Este achado está envolto em várias contradições, porque segundo as palavras dos arqueólogos que acompanhavam a obra, era expectável que aparecessem as sepulturas, mas não houve a preocupação de intervencionar arqueologicamente o local. Foi preciso que as máquinas andassem ali quase um mês, até os arqueólogos conseguirem abrir uma sondagem.


Ainda assim, não observaram que nas imediações da Senhora-a-Branca já haviam aparecido sepulturas, bem como na Rua de S. Victor, junto da farmácia e da escola. Afirmam que aquela necrópole era expectável, mas não equacionaram que poderá fazer parte da mesma necrópole que a Arqueologia da Universidade do Minho escavou aquando das obras do Liberdade Street Fashion (antigo Quarteirão dos CTT)? Afinal, as intervenções foram realizadas ao longo da Via XVII, mas como era o Grupo Regojo a pagar os serviços, aí, o estudo teve interesse, mas na Senhora-a-Branca já não teve valor.


Além disso, este achado ia ficar escondido no segredo dos deuses devido à protecção que os arqueólogo colocaram na rede da obra, impedindo de se visualizar o que decorria na sondagem. É certo que logo que os achados começaram a ser enterrados, a rede verde desapareceu. 


E fica para reflexão, porque razão é que o Gabinete de Arqueologia da CMB só deu conhecimento dos achados à DRCN no próprio dia em que falou aos orgãos de comunicação social, uma vez que as sepulturas haviam sido encontradas cerca de 3 dias antes? Além disso, sabendo que ali não é área classificada como centro histórico, porque razão comunicaram à DRCN e não ao IGESPAR/Arqueologia? Afinal, quem tutela os procedimentos arqueológicos não é a DRCN, ma sim a extensão territorial do IGESPAR/Vila do Conde.


Deixamos mais esta nota...que Braga se convença que estes achados só foram divulgados (e reparem na necessidade que os arqueólogos tiveram em dizer que era para travar especulações) porque a JovemCoop colocou a informação no facebook e a Rádio Universitária do Minho teve a coragem de divulgar este assunto. É visível, aliás, na primeira notícia da RUM (consultar aqui) que o Gabinete de Arqueologia nem sequer estava preparado para responder às perguntas dos jornalistas. Só depois de conferenciarem entre si, é que os arqueólogos decidiram divulgar a matéria dos achados, afirmando que não ia haver intervenções em profundidade (pena é que canalizações, cablagens e demais matéria de tubagens) já haviam sido colocadas anteriormente. Incoerências,mas que servem agora de aviso para as obras de requalificação do Largo Carlos Amarante. Também aqui são expectáveis sepulturas, dado que também aqui está identificada a necrópole da Via XVII. Será que a arqueologia também vai deixar decorrer um mês de actividade das máquinas e só depois entrará em obra???


22 de fevereiro de 2012

Braga: Intervenções na Senhora-a-Branca e a preocupação arqueológica

"Diário do Minho" 21/02/2012
"Correio do Minho" 21/02/2012

Estão anunciadas e prontas a entrar em execução as obras de requalificação no Largo da Senhora-a-Branca.

Desconhecemos a prioridade das intervenções anunciadas, mas é óbvio que aquela zona merece um reordenamento, tendo em vista a melhoria da fluição do trânsito, bem como dos transeuntes.
Há muito que aquele Largo se encontra desadequado às necessidades da cidade, tendo em conta que deixa a Igreja da Senhora-a-Branca isolada numa espécie de ilha entre ruas.

Olhando para o projecto, surgem algumas dúvidas da boa intenção de reordenar o trânsito, tendo em conta que nasce um "cotovelo" pedonal, que estrangula a circulação automóvel.

Parece, ainda estranho, que tanto se impunha a necessidade de aumentar a área pedonal, quando falando com os comerciantes locais, muitos deles dizem que sem a proximidade de estacionamentos ou de circulação automóvel, as pessoas não fazem tantas compras para não terem de passar pela dificuldade de as carregar!

Damos nota de outra curiosidade...Aparecem, FINALMENTE, preocupações com o património arqueológico, assinalando o percurso da Via Romana XVII e afirmando o acompanhamento arqueológico. Curiosamente, esta chamada de atenção não surge em sítios como a intervenção no Campo das Hortas, onde em frente ao Arco da Porta Nova se esburaca para colcoar grandes manilhas de betão, mas não se vislumbrando acompanhamento técnico para o efeito acima referido.

Tentaremos, dentro das nossas possibilidades acompanahr  o desenvolvimento deste processo e perceber se será benéfico para a população!


8 de agosto de 2011

Entre Aspas - A Via XVII e a Quinta dos Peões

"Diário do Minho" de 08/08/2011

No âmbito de obras de pequena ou grande envergadura, quando realizadas em locais de potencial arqueológico comprovado, diz a lei que devem haver estudos prévios.

Esta chamada de atenção para as obras na Quinta dos Peões e a passagem da antiga via romana XVII é, desde já, um pronúncio comprovado das evidências arqueológicas.

O progresso pode e deve conviver salutarmente com os vestígios do passado, desde que efectuados, atempadamente, planos de intervenção e de execução.

Iremos acompanhar, de perto, o desenrolar de situações naquela zona!

10 de maio de 2011

Caminhada pela História - uma iniciativa da ESCA

"Correio do Minho" de 10/05/2011

Aliar desporto a sítios de alto valor histórico é algo que a JovemCoop tem vindo a fazer com frequência.
É bom saber que os exemplos multiplicam-se e que há pessoas com vontade de aderir a estas iniciativas.
A Escola Secundária Carlos Amarante realizou, no passado Sábado, uma actividade na VIA XVII, uma antiga Via Romana que saía de Bracara Augusta (hoje cidade de Braga) e que seguia até Asturica Augusta (Astorga), passando pela Serra do Carvalho.

Esta via está relativamente bem conservada no seu traçado, estando já despojada de elemento de apoio, como, por exemplo, miliários.

E a caminhada foi positiva com vontade de ser repetida. Os nossos parabéns à organização!