Mostrar mensagens com a etiqueta Europa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Europa. Mostrar todas as mensagens

24 de setembro de 2012

BragaCEJ2012 e o Centro Europa Atlântico

"Diário do Minho" 23/09/2012

Esta é uma grande notícia que apenas provocou uma tímida notícia nos jornais.
Esta iniciativa de Braga albergar um Centro Europa Atlântico projectará a nossa cidade como uma das cidades europeias com trabalho efectuado em rede e que se destacará pela sua forma de desenvolver competências a partir de um processo de educação não formal.
 
A ideia partiu de uma série de conferências internacionais no decorrer da Braga Capital Europeia da Juventude (CEJ) e foi apresentada durante a Cimeira Europa-América, de preparação da Cimeira de chefes de Estado do espaço Ibero-Americano, que terminou ontem em Braga.

"O centro tem vocação local regional no apoio aos jovens e às suas organizações no sentido da capacitação destes, de igual forma a nível nacional e internacional", refere Carlos Santos, da CEJ, que explica que o projeto será "uma expressão viva" das propostas do Parlamento Europeu de Braga e das três cimeiras internacionais realizadas no decorrer da CEJ. O Centro Euro-Atlântico de Juventude conta com o Apoio do Instituto Português do Desporto e da Juventude e assume esta vocação de cooperação internacional com os três continentes e suas estruturas representativas juvenis. O espaço também terá como função ser a sede da Rede Europeia de Capitais Europeias de Juventude.

DARÁ IMPULSO À DISCUSSÃO DE POLÍTICAS EUROPEIAS
Uma das funções do centro será, para além de preparar jovens através da educação não-formal, constituir grupos de jovens europeus para discutir as políticas europeias da juventude.
 




9 de março de 2012

A Cultura: a arte de rentabilizar os nossos valores

"Correio do Minho" 08/03/2012

Foi uma enorme surpresa ver publicado no Jornal Correio do Minho um texto da autoria de Uffe Elbaek, Ministro da Cultura da Dinamarca e de Androulla Vassiliou, Comissária Europeia da Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude, a propósito da vocação do sector cultural em poder ser um alicerce no combate à crise financeira.

Tocando em pontos que a própria JovemCoop vem defendendo há já algum tempo, interessa relembrar que a crise financeira não é uma crise cultural e que cada País deve poder rentabilizar as suas especificidades, mostrando que as diferenças, no meio de um mundo globalizado, são factores de interesse e de procura.

A Cultura, nos seus mais variados ramos, é uma forma de identificação e de destaque, que pode funcionar como alavanca ao desenvolvimento económico, sustentando uma estratégia de valorização das artes e do património no sector do turismo.

A procura tem sido grande e tem dado bons resultado. Braga, puxando o caso da nossa cidade, precisa de encontrar uma estratégia de valorização dos seus recursos e saber adoptar uma linguagem de comunicação e divulgação que seja atraente.

A Cultura Minhota e o património, em todas as áreas - arquitectónico, arqueológico, etnográfico, musical, ambiental, gastronómico, etc -  da nossa região pode e deve ser factor de competição com outras áreas, simplesmente porque temos argumentos para nos debater neste campo.

O "produto" é real e sério, só falta haver uma aposta sólida e com vontade de ser rentabilizada!


10 de maio de 2011

No Dia da Europa, uma reflexão

Marta Caldeira

Helena Alves, presidente do Instituto Português da Juventude, comentou numa entrevista recente que os jovens portugueses tanto escolhiam destinos portugueses como em outros países europeus na hora de escolherem as suas saídas profissionais.
O que acontece é que não se trata meramente de escolhas. Hoje em dia os jovens não têm escolhas. Se isso acontece, como parece demonstrado pelas estatísticas, é simplesmente porque não lhes resta outra opção.
Mas há alguém que queira verdadeiramente estar longe dos seus familiares, dos seus amigos, da sua terra natal?Uma coisa é certa, a mobilidade europeia é hoje em dia um factor determinante para muitos dos jovens portugueses conseguirem alcançar o seu sucesso e realizar os seus sonhos, pois Portugal tornou-se num país sem oportunidades ou com poucas, muito poucas para quem tem alguma ambição.
Mas tenho a certeza absoluta de que quem está lá fora, no estrangeiro, tem o desejo secreto e diário de regressar à sua pátria... tal como dizia o poeta, “ninguém ama a sua pátria por ser grande, mas sim, por ser sua”.
Bom seria realmente sermos um país cheio de oportunidades para os nossos jovens e certamente que a emigração deles para outros países, mesmo que da Europa, não seria tão relevante.

in "Correio do Minho" de 09/05/2011


10 de fevereiro de 2010

Europa e os Jovens


Ontem, a propósito da participação no Programa "Ideias com Jota", na qual tivemos oportunidade de falar com o Eng. José Manuel Fernandes, abordaram-se várias questões que envolvem a Juventude e o seu entendimento de Europa.


Um dos pontos que nos foi colocado é se os "jovens andam distantes da Europa e da União Europeia". Defendi, no meu entendimento, que é preciso fazer uma distinção entre Europa, enquanto espaço político e administrativo e Europa, enquanto espaço geográfico-cultural.

Enquanto que a primeira parece uma estrutura complexa e burocrática, mal explicada aos jovens, a segunda afigura-se muito mais atractiva, porque os jovens têm ânsias de querer conhecer novas culturas, praticar novas línguas, ver pessoas com outros quotidianos.

Portanto, se me questionarem se os jovens estão longe da Europa, reitero a ideias de que os jovens querem mais Europa, mas a Europa, enquanto espaço político é que se demarca dos jovens devido à sua estrutura pesada. É preciso que os políticos tenham consciência da Europa que estão a construir e que querem para o futuro - mais participada ou menos participada! Tudo depende da preparação e do caminho que querem fazer com os jovens.


A JovemCoop foi pioneira na forma como abordou o espaço europeu, pois logo em 1979 teve a oportunidade de aproximar jovens de culturas, linguas e vontades. Desde aí já percorremos vários países e conhecemos imensas pessoas. Nós procuramos os nossos "irmãos" europeus e aproximamo-nos em vários aspectos.


Quanto aos instrumentos que a Juventude tem ao seu dispor, para desenvolver projectos e procurar um futuro melhor, acrescento que os organismos responsáveis e os agentes que estão à frente destas instituições têm agido de forma irresponsável e lesa vontades. Dizia o Eng. José Manuel Fernandes que o Programa Juventude tem ao dispor €885.000.000,00 para concretizar acções. É muito dinheiro, mas vejamos qual a divulgação e publicidade que a Agência Nacional, sedeada em Braga, faz. Tendo em conta que a A.N. ainda está a analisar relatórios com 5 anos, como podem as associações aguentar tanto tempo à espera dos financiamentos. É de todo impossível. Solicitamos que haja mais responsabilidade e seriedade na gestão destes fundos e aproximação aos jovens.


Mas se alguém tiver dúvidas do que falo, que entre em contacto com a JovemCoop que nós esclareceremos.