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5 de setembro de 2012

Opinião: A inconsciência patrimonial da gestão municipal

"Diário do Minho" 01/09/2012

A valroização do património poderá ser uma estratégia municipal de revitalização do centro da cidade.

Além das discutíveis obras do Programa "A Regenerar Braga", torna-se necessário pensar a cidade e a sua vivência, tendo em conta quem lá vive e quem lá faz a sua vida.

Uma estratégia para tornar Braga competitiva, mas sem perder o seu carácter histórico e patrimonial.

O texto de Fátima Pereira aponta algumas das inconsistências de uma gestão que não atenta na valorização do património como sustento base de uma área em franco crescimento como o turismo.



18 de julho de 2012

Riqueza em bruto à espera de ser transformada em tesouro

"Correio do Minho" 19/07/2102

É certo e sabido que um dos grandes problemas do sector turístico é a sazonalidade. Facto que pode ser resolvido quando uma cidade se mune de uma oferta diversificada que abrange vários tipos de mercados em diferentes alturas do ano. Ora esta resolução da sazonalidade aliada com a mais-valia que é o sector turístico para a empregabilidade, aumentaria os postos de trabalho e reduzia-lhes a precariedade.

Partindo desta premissa, aquilo que é necessário, e que já há muito vem sendo dito e discutido, é a necessidade em apostar num turismo em que todos os recursos sejam aproveitados da forma mais correcta. No caso de Braga em particular, o turismo tem sido um sector subaproveitado e que ainda tem muitas cartas para dar, podendo com toda a certeza ser uma mais-valia para uma cidade, que tantos recursos tem, que esperam apenas, por parte das entidades responsáveis públicas e privadas, uma forma de se tornarem úteis.

Publicada no dia 11 do mês transacto, no jornal "Público", uma notícia com o título "Braga ainda guarda muitos tesouros que o público não pode ver", denuncia o descontentamento dos turistas estrangeiros que visitam a cidade de Braga. Cada vez mais turistas são confrontados com os monumentos fechados que para poderem ser visitados são necessárias autorizações especiais. Esta situação já há muito que vem sendo alertada pela população local e chega-nos agora um alerta dos turistas estrangeiros, aqueles que devemos ser capazes de chamar e de preservar na nossa cidade.

Ora não seria uma desilusão completa despendermos tempo e dinheiro para visitar um local, com a maior das expectativas e quando lá se chega dar literalmente com o nariz na porta? É o que acontece a vários visitantes na cidade de Braga que se vêem proibidos de visitar um património que é de todos e que a todos deve estar acessível.

Pelo que se dá a perceber na notícia, um dos problemas da abertura destes locais ao público é a falta de pessoal e a falta de recursos. Com certeza que a falta de pessoal não será um assunto complicado de resolver, assumindo que estamos a atravessar uma crise de empregabilidade em que anualmente saem milhares de licenciados de todas as universidade de todo o país e entre estes, centenas são aqueles que saem de cursos ligados ao sector turístico com vontade e acima de tudo necessidade de trabalhar e que viam um dos seus problemas resolvidos com estas propostas de emprego. Problema seria, sim, pagar os ordenados a este pessoal. Mas como em todos os problemas, quando há vontade, de uma forma ou de outra estes são resolvidos. E uma boa forma de resolver este problema em particular seria a cobrança de bilhetes à entrada dos monumentos, algo que teria de ser bem discutido e avaliado no caso de igrejas que abram as suas portas para a celebração da Eucaristia e que com certeza não iria ter objecção por parte dos visitantes, que asseguradamente preferem um bom investimento mesmo que maior do que um investimento "furado".

Há uma grande necessidade de manter os turistas o máximo de tempo possível na cidade que visitam de forma a gerar mais dormidas e maiores lucros. Não será surpresa nenhuma que Braga veja os seus números a aumentar se ao mesmo tempo aumentar o número de monumentos abertos ao público.

Mas não chega apenas tê-los abertos, é impreterível que estes sejam acessíveis e que sejam "abastecidos" de informação que possibilite a sua leitura e conhecimento. Neste seguimento, é necessária esta prática, não só em locais que possam vir a abrir como igualmente em locais que estejam já abertos, pois uma das queixas que consta no reportório dos turistas que vêm a Braga é a falta de informação. Esta reclamação vem provar a falta de capacidade que o Posto de Turismo de Braga tem para responder e corresponder às necessidades dos turistas. É inadmissível que o Posto de Turismo de Braga feche em alturas que são essenciais e uma coisa deve ficar presente no pensamento de quem a estas profissões se submete: o sector turístico exige horários completamente diferentes dos "normais"; os horários têm necessariamente de se adaptar às necessidades do público que estamos a servir, correndo o risco de o perder caso isto não aconteça.

Outro ponto fraco da gestão do turismo na cidade de Braga é o parco aproveitamento das tradições que dela fazem parte. Destaque particular para o folclore que é sem dúvida subaproveitado no que toca ao seu contributo para o turismo, caso que nos obriga a fazer referência a Viana do Castelo que faz, e muito bem, do folclore e das tradições a sua imagem de marca. Em jeito de exemplo, um dos maiores símbolos da cidade de Viana do Castelo é o tão conhecido casal tradicional "Manel e Maria" que pode ser encontrado "aos pontapés" nas lojas de lembranças da cidade em "todos os jeitos e feitios" e tamanhos. Ora, na cidade de Braga podemos encontrar vários galos de Barcelos, vários "Maneis e Marias" de todos os tamanhos e em todos os materiais que servem utilidades várias (porta-chaves, bibelôs, etc.), mas o mesmo não acontece com um dos maiores símbolos de Braga, o farricoco. O farricoco, o símbolo da Semana Santa de Braga, parece ser difícil de encontrar como simples porta-chaves de pano ou adereço para uma capa académica (como acontece com o "Manel e a Maria" em Viana do Castelo). Sendo um símbolo da cidade, ou que deveria ser, merecia uma maior aposta e diversidade na sua comercialização. E este é apenas um exemplo entre muitos.

Ainda referenciando outra notícia, esta do dia de hoje, destacada no "Jornal de Notícias" realça o contributo da Capital Europeia da Juventude em 40% no crescimento do turismo da cidade. Estes números são uma prova de que se existir oferta a procura tenderá a aumentar consequentemente. Um maior número de actividades e mais diversificadas é com toda a certeza uma boa aposta por parte da cidade e dos seus responsáveis.

Para finalizar, um dos pontos que, embora destacado em último lugar, não deixa de ser de extrema importância para o turismo é a promoção e divulgação da cidade nos meios adequados e que abranja a um público alargado. Ainda que muitas vezes a cidade de Braga seja mais conhecida por parte da população visitante do que pela população local, o que não deixa de ser um acontecimento infeliz, é importante que se invista numa boa promoção e divulgação original, que capte todas as atenções dos turistas e que realce todas as valências da cidade e do que esta tem para oferecer.

Fazendo uma suma do conteúdo e para que nada seja perdido, é fundamental:

- A valorização dos recursos da cidade e que estes se tornem acessíveis;

- Uma diversificação da oferta que poderá ser conseguida através do ponto anterior;

- Um maior apreço pelo património cultural e natural da cidade que é de valor incontestável para o turismo de Braga;

- Um aproveitamento e valorização das tradições da cidade que em muito podem contribuir para o aumento da qualidade do turismo da cidade (como por exemplo em lembranças, os ditos souvenirs ou em actividades temáticas);

- Um melhor funcionamento e melhores competências no Posto de Turismo de Braga;

- Uma aposta na qualidade e quantidade de informação dos monumentos da cidade;

- Criatividade, originalidade, diferenciação, transparência e responsabilidade por partes dos organismos responsáveis pelo turismo da cidade de Braga;

- Maior divulgação e promoção da cidade no estrangeiro e no país.

O que temos não é mais do que riqueza em bruto à espera de ser transformada num tesouro de valor incalculável. Com certeza, só teremos a ganhar com investimentos inteligentes, pelo que é preciso começar a exercitar e mudar mentalidades e sensibilizar as entidades responsáveis para a importância do património material e imaterial (que é muitas vezes descorado na cidade de Braga) em aliança com o sector do turismo.


26 de junho de 2012

As festas de Braga e a falta de estratégica

"Correio do Minho" 23/06/2012

No passado Sábado, dia 23, o jornal Correio do Minho publicou a entrevista que Vitor Sousa, Vice Presidente da CMB e Presidente da Associação de Festas de S.João, a propósito do S.João.

A maior festa popular de Braga, que mobiliza imensa gente e que tem impacto na cidade, merece do Sr. Vice Presidente umas palavras pouco ambiciosas e com falta de uma estratégia para o desenvolvimento da Cidade.

A reter, o baixo investimento da CMB na comparticipação das festas, em troca da cedência das verbas ocupadas pelas tendas no espaço público - já se fizeram as contas para saber se isto é compensador para as festas ou para a CMB?

As tendas, estruturas de esqueleto metálico cobertas por lonas, serão reestruturadas no próximo ano - felizmente, porque as barracas são feias, não têm dignidade popular e descaracterizam as festas. Mas mais importante do que isto é reflectir na gestão do espaço e na gestão dos comerciantes que ocuparem as tendas (foi vergonhoso perceber que este ano havia tendas montadas, mas vazias - foram montadas à sorte ou estavam à espera que à última da hora viessem a ser ocupadas?)

As estruturas associativas são privilegiadas no palco das actuações porque não cobram "cachet"...curiosamente, as rusgas que desfilam na véspera recebem uma quantia (que uns podem entender ser simbólica, mas recebem); Afinal em que ficamos? (urge dizer que a "Rusga de Guadalupe" prescindiu da qualquer montante, porque para nós, o movimento foi espontâneo e serviu para nos divertirmos e ajudar a perpetuar tradições, não para ganhar dinheiro);

A relação com a Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal é excelente...com quem? Com a CMB ou com a Associação de Festas de S. João?
E se são tão boas, porque é que o canal público de televisão não quer projectar a imagem das festas de Braga e porque diz o Vice Presidente da Autarquia e Presidente da Associação de Festas que não ambiciona em fazer crescer a festa?
Visão pouco ambiciosa e retrógrada, que em nada planeia projectar a cidade a partir de uma imagem de marca, o que nos leva a pensar que não há uma estratégia para dinamizar e elevar a cidade de Braga.


21 de maio de 2012

Património Arqueológico - a necessidade de falar de Bracara Augusta

"Diário do Minho" 21/05/2012


Ao ler o Diário do Minho de hoje, percebemos o quão necessário se torna falar de Bracara Augusta. A iniciativa que pensamos conjuntamente com a Coligação "Juntos por Braga" parecer ter ainda mais sentido após lermos que o promotor, a titulo particular pagou um serviço arqueológico, que investiu com coerência para a economia local, mas que respeitou a lei do património e a identidade da nossa cidade.

A musealização dos achados arqueológicos parece não conhecer a luz do dia, nem a fruição pública, não por não haver vontade do promotor do Grupo Regojo, mas sim pelos constantes adiamentos do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura e entidades dependentes.

Por isso, esperamos que o representante do Grupo Regojo se possa associar à iniciativa que decorrerá Sábado, dia 26, às 16h30, no Espaço Cultural Pedro Remy...uma tertúlia com empreendedores que têm, nos seus estabelecimentos vestígios arqueológicos e perceber se estes são, ou não, uma mais valia para a cidade, para o turismo e para o comércio! Falaremos de estratégias para o futuro da nossa cidade!


28 de junho de 2011

A qualidade da água e o manancial desaproveitado das Sete Fontes

"Diário do Minho" de 28/06/2011

A Universidade do Minho acolheu o primeiro de vários encontros regionais destinados a abordar a questão da água. Realizados pela Administração da Região Hidrográfica do Norte, estipularam-se metas e apresentou-se um panorama ainda débil sobre a qualidade das massas de águas, sobretudo em alguns pontos dos cursos do Ave, Leça e Cávado - estas últimas são as mesmas que, à partida, abastecem a Cidade de Braga.

Não deixa de ser interessante como se fala, com preocupação da água e se relega para o esquecimento o manancial potável das águas das Sete Fontes.

Estas águas, que estão a ser subaproveitadas, por falta de vontade ou estratégia, poderiam ser um plano de recurso para quando houvesse algum problema com as águas que abastecem os cidadãos bracarenses; mas podiam servir ainda para abastecer fontanários públicos que servissem gratuitamente a população sedenta. Afinal, qual a cidade europeia que não tem fontanários e bebedouros públicos - em Roma, cidade antiga, vê-se na actualidade as águas das colinas envolvente à cidade a abastecer os fontanários e a servir cidadãos e turistas...e a qualidade da água deles nem é tão boa como a nossa.

Porque não conduzir as águas das Sete Fontes para fontanários públicos que neste momento são meras peças decorativas, porque não tendo água, perderam a sua função?

Porque não dar água aos fontanários que estão secos...lembramos o fontanário que se encontra na parede perto das escadas de acesso à Igreja de S. Vicente, o fontanário da Rua D. Pedro V, o fontanário que hoje se situa junto das Habitações Económicas da Avenida João XXI (do outro lado da Escola Secundária Carlos Amarante), o Chafariz que se encontra na parede lateral da Igreja do Pópulo ( que outrora recebia água das Sete Fontes, quando a sua localização era na Rua Infantaria 8), e o que se encontra no Muro da Capela de S. Sebastião das Carvalheiras (este deslocado das imediações da antiga Igreja de S. Lázaro)?

E o fontanário do Campo Novo (Praça Mouzinho de Albuquerque) que ora recebe água, ora pinga ou está seco? Na atitude cobarde ou preguiçosa, prontamente colocou-se lá uma tabuleta a dizer "Água Imprópria para Consumo". Se, de facto o é, de quem é a culpa? Quem pode rectificar a situação? Porque a Água que de vez em quando abastece o fontanário vem das Sete Fontes e essa, sabemos por análises feitas pela Junta de Freguesia de S. Victor que nasce límpida e potável.

Para reflexão...quando se fala em qualidade de vida e estratégia e ambiente urbano, também se fala de pequenas coisas que melhoram a  nossa vivência na cidade. Chafarizes com água são excelentes para quebrar o ruído da cidade, o tom poluente dos pós cinzentos e a paisagem monótona de uma cidade sem espaços verdes. A água melhora a qualidade de vida dos cidadãos porque também pode ser um elemento para refrescar nos dias de calor e saciar a sede ao transeunte. Pensar na qualidade da água e garantir que não se perde, mas antes que cumpre uma função, é sinónimo de pensar a cidade e os cidadãos. Isso é serviço público.

Agora, se não se aproveitam as águas das Sete Fontes para devolver a função aos fontanários e chafarizes, das duas uma...ou os nossos agentes políticos não bebem água; ou quem pensa a cidade não pensa nos cidadãos, porque parece haver uma política sombria, por parte da entidade que gere e faz a manutenção das águas de Braga, para retirar a água livre dos chafarizes e substituí-la por água que passa em contadores...pode a Autarquia onerar-se a si própria?

7 de abril de 2011

Pode o justo pagar pelos erros do "pecador"?

"Diário do Minho" 07/04/2011

O Ministério da Cultura é, seguramente, o ministério com menos dotação orçamental, logo, aquele que menos investimentos pode fazer, porque a cultura é vista como algo acessória, sendo relegada para segundo plano nas contas de um executivo governamental.

O Director do Instituto de Museus e da Conservação, entendeu, por bem, apresentar a proposta de reduzir os dias gratuitos (de 4 Domingos para 1 Domingo/mês), pois considera que os Museus Portugueses têm uma elevada taxa de dias mensais com entradas gratuitas.

Uns concordarão que a cultura não deve ser totalmente grátis e deve haver um acesso pago pelos utentes. Haverá gente manifestamente contra, mas com certeza que se poderá encontrar um equilibrio.
Agora, o que não se pode aceitar é o argumento de que é "justo pedir aos portugueses e visitantes estrangeiros uma contribuição"...entenda-se, compensar financeiramente os custos que o próprio Estado não quer assumir. Deve, então, o justo utente pagar pelo erro do pecador Estado?

Mais uma vez deve ser o Estado a dar o exemplo...maior racionalização dos recursos, mais investimento estruturado e planeamento das acções. Isto, se acreditar que os nossos museus podem ser uma mais valia para o sector da cultura e do turismo, como gerador de uma forma de economia.

Esperamos, pois, que as medidas sejam melhor fundamentadas e que o governo, pondere a decisão antes de pedir mais "um sacríficio" aos portugueses.

28 de fevereiro de 2011

CEJ2012 - Para quando a Pousada da Juventude

retirado do "Correio do Minho" de 27/02/2011

Já aqui o dissemos muitas vezes...preferimos uma Pousada da Juventude no centro da cidade de Braga.
Questões históricas, de mobilidade, de conhecimento, de segurança, entre outras, são algumas das razões pelas quais defendemos um reposicionamento da localização da Pousada da Juventude de Braga.

Como esta tarda em ser concretizada, aventa-se a hispótese de reforçar as condições do Parque de Campismo de Braga. Não acreditamos ser a solução, mas sim um complemento. O Parque de Campismo deve ser encarado como uma forma de possibilitar um alojamento a custos reduzidos, a quem se propuser conhecer Braga num modelo mais económico. Mas não pode passar pela reformulação do Parque de Campismo a solução para eventuais atrasos na construção da Pousada da Juventude.

O titulo alcançado de Capital Europeia da Juventude deve impelir os responsáveis desta candidatura a querer proporcionar condicções dignas a quem visitar Braga. A construção da Pousada da Juventude poderá ser uma obra marcante nesta CEJ, constituindo como "a obra", visto que as acções incluídas no Plano de Actividades da CEJ irão, apenas, perdurar por um período de 12 meses. Braga poderá ficar com um património de excelência para servir a juventude, muito além do ano 2012. É uma questão de aposta certa nas políticas de Juventude...

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Uma intervenção coerente - reinventar Braga!

retirado do "Correio do Minho" de 27/02/2011

As políticas de preservação do nosso edificado são, por vezes, restauros de fachada, cujo interior é completamente demolido, descaracterizando, desta forma, o legado arquitectónico de um dado período.
Assumindo que nem tudo se pode/deve/consegue preservar, seria interessante e pertinente fazer um levantamento de sítios históricos, em Braga, cujas características e memórias devessem ser preservadas.

O caso do edifício d'O Nosso Café, devido à sua tradição e ponto de encontro colectivo merecia ser alvo de uma intervenção melhor julgada e concretizada. Como este caso, temos, em Braga, vários outros exemplos infelizes, tais como o Palacete Matos Graça (dando um só exemplo).

Reinventar Braga, não físicamente, mas no plano da preservação da memória é um acto que deve ser realizado por todos...é uma causa com a qual a JovemCoop se associa em pleno.

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16 de fevereiro de 2011

Quando se aproveita o "património"

retirado do "Correio do Minho" de 16/02/2011

Nos últimos anos temos assistido a um excelente fenómeno de marketing comercial.
O Concelho de Vila Verde "pegou" num dos seus simbolos e transformou-o num ícone nacional, levando além fronteiras minhotas o nome de um concelho ainda com características muito rurais, mas que ombreia com muitos concelhos urbanos.

Inteligentemente, o Município de Vila Verde chamou a si a temática dos lenços dos namorados e projectou este património e o próprio concelho, através de iniciativas de várias, entre as quais, desde logo, se destaca a certificação e incentivo à produção de lenços dos namorados e eventos de moda e turismo.
É interessante ver como hoje, figuras públicas portuguesas conhecem Vila Verde e ostentam o seu lenço dos namorados.

Mais interessante ainda, é a oportunidade que este Município cria aos jovens criadores, proporcionando-lhes uma rampa de lançamento na sua área, mas com a temática ex-libris do concelho.
E Braga, quando incentivará a população a orgulhar-se do seu património romano ou barroco???