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10 de julho de 2013

Diário do Património - Dia6

O 6ª dia foi um dia de grande pintura


No dia 10 de Julho, começámos às 09:30 o 6ºdia da actividade "O Nosso Património".

Chegando à Junta, sentámo-nos no auditório, mas não por grupos. As monitoras Tânia e Catarina entregaram-nos os “passaportes” e a Gui explicou o que tínhamos que fazer com eles. O passaporte será uma espécie de diário, onde registamos as iniciativas diárias e onde poderemos propor ideias/projectos sobre os locais visitados.

Em seguida, saímos da Junta e dirigimo-nos para a Capela de Guadalupe, para terminarmos o projecto de reabilitação do seu exterior.

Assim que lá chegámos, tivemos que nos sentar por grupos para que fossem distribuídas as diferentes tarefas. O dia de hoje foi mais à base da pintura dos baloiços, das restantes aduelas, e de apanhar os lixos orgânicos e não orgânicos no exterior, para que o parque ficasse mais limpo. 

Felizmente, no dia de hoje, não estava tanto calor como nos outros dias, mas mesmo assim, fizemos várias pausas para beber água. O dia de hoje foi também muito divertido e o trabalho não foi tão duro como o dos dias anteriores.

Chegámos ao fim da manhã todos pintados, porque começámos a pintar-nos uns aos outros.
O exterior da capela não ficou 100% remodelado, mas nota-se perfeitamente a diferença e o trabalho realizado nestes três dias é distinto.

Em comparação com os outros dias, regressámos à Junta mais tarde, apenas às 12:50 e foi assim que demos por terminado mais um dia da actividade "O Nosso Património".
 

Até amanhã.
Lara Azevedo


8 de julho de 2013

Diário do Património - Dia 3

Altar onde dizem estar localizada a pedra manchada com o sangue de S.Victor

No dia 5 de Julho, na Junta de Freguesia de São Victor, começámos por fazer um jogo.
O jogo baseava-se em cada um ter que representar o animal que lhes tinha sido dado. Serviu também para fazermos os grupos. Havia, se não me engano, 4 animais, ou seja, 4 grupos.

Após termos acabado o jogo, fomos ao Areal, ao Lugar de Passos, visitar a Capela de S. Victor-o-Mártir.

Falaram-nos sobre a história que a capela tem, tiramos fotos, preenchemos o
inventário, etc.


Continuámos o caminho para a Capela de São Víctor-o-Velho. Conta a história que na pedra dentro do rendilhado do altar lateral, está sangue de São Víctor onde este foi degolado.

Essa razão é a mais provável para que o local onde está a Capela ter sido conhecido na Idade Moderna pela designação de Goladas, tal como o Pavilhão das Goladas (Hóquei de Braga).

Respectivamente ao meu grupo, preenchemos as fichas das imagens de S. Bento, Nossa Senhora, Jesus Cristo.

Quando acabámos, voltámos todos para a Junta de Freguesia e cada um retornou às suas adoradas casas onde não existia o calor presente na rua. E já estamos prontos para regressar para outra atividade.

Joana Gonçalves

21 de março de 2011

Iniciativas de valor acrescentado...

retirado do "Correio do Minho" de 11/03/2011

Juntar o melhor da natureza a acções desportivas e conhecer o património, é algo que temos vindo a fazer na JovemCoop nos últimos anos.

Pelos vistos, seguem-nos os passos, em acções que valorizam o btt, os santuários e a natureza.
A TUREL vai realizar no fim de Março uma iniciativa composta com estes elementos, que são a nossa imagem de marca nas actividades.

Por isso, aqui fica este post, para despertar o interesse e a participação ao nosso Grupo de BTT da JovemCoop!

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16 de fevereiro de 2011

Quando se aproveita o "património"

retirado do "Correio do Minho" de 16/02/2011

Nos últimos anos temos assistido a um excelente fenómeno de marketing comercial.
O Concelho de Vila Verde "pegou" num dos seus simbolos e transformou-o num ícone nacional, levando além fronteiras minhotas o nome de um concelho ainda com características muito rurais, mas que ombreia com muitos concelhos urbanos.

Inteligentemente, o Município de Vila Verde chamou a si a temática dos lenços dos namorados e projectou este património e o próprio concelho, através de iniciativas de várias, entre as quais, desde logo, se destaca a certificação e incentivo à produção de lenços dos namorados e eventos de moda e turismo.
É interessante ver como hoje, figuras públicas portuguesas conhecem Vila Verde e ostentam o seu lenço dos namorados.

Mais interessante ainda, é a oportunidade que este Município cria aos jovens criadores, proporcionando-lhes uma rampa de lançamento na sua área, mas com a temática ex-libris do concelho.
E Braga, quando incentivará a população a orgulhar-se do seu património romano ou barroco???



6 de fevereiro de 2011

Mina das Verdosas-Péssima Notícia para as Sete fontes

Em visita ao Complexo das Sete Fontes, no passado dia 02 de Fevereiro, tivemos oportunidade de realizar este video, que mostra como estava a Mina das Verdosas 2.


Uma visita realizada três dias depois e foi isto que encontramos.


O que será feito da Mina das Verdosas 2? Será que vai ser trasladada e reposta mais à frente? Ainda assim, com as soluções de arquitectura e engenharia da actualidade, será não não haveria a possibilidade de construir um galeria técnica de acesso à Mina das Verdosas 2 no seu local original?

É que reconstituir não é igual à construção histórica, pois agora a história ficará amputada e já não conta, da mesma forma, a razão pela qual foi construída no Séc. XVIII.

lembramos que, atempadamente, a Junta de Freguesia de S. Victor e a JovemCoop pediram a inclusão das duas Minas das Verdosas no processo de classificação das Sete Fontes como Monumento Nacional. A resposta da Direcção Regional de Cultura foi omissa, o que provocou este caso de negligência...e a nossa história é que sai prejudicada.

Afinal, ao contrário do que afirma o Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Cultura, Dr. Pinho Lopes, HÁ MOTIVOS PARA PREOCUPAÇÃO!!!

N.B. - não vamos colocar a caixa de "GOSTO DISTO", porque esta situação é totalmente do nosso desagrado!!!

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24 de outubro de 2010

Repôr a verdade num engodo aos bracarenses


A propósito das notícias vindo a público a propósito de um suposto achado de uma antiga ponte, na Ponte do Bico, na freguesia de Palmeira, os nossos arqueólogos de serviço resolveram dar uma ajuda nesta investigação.


Porque os vestígios e as evidências não convenceram nem foram validadas, criando até a falsa notícia de que se tinha encontrado as ruínas de uma ponte, os arqueólogos David Ribeiro Mendes e Ricardo Silva assinaram um texto de opinião sobre este assunto, no Diário do Minho de 30/10/2010, que reproduzimos de seguida.

O texto apresentado é de única e exclusiva responsabilidade dos seus autores.

A arqueologia é uma área científica que visa o estudo das culturas e os modos de vida do passado, a partir da análise de vestígios materiais. É uma ciência social que aplica métodos e técnicas próprias, requerendo normas deontológicas e responsáveis e os seus executores, em Portugal, regem-se pela Lei de Bases do Património Português. Mas se a arqueologia é realizada pelos arqueólogos, já o descobrimento e a protecção do nosso património pode, e deve, ser feito pelos cidadãos.

As recentes notícias, vindas a público, sobre a descoberta da antiga Ponte do Bico, relançam, precisamente, questões de índole arqueológica, como a hipotética descoberta de vestígios de uma obra de arte, bem como de ordem social, como a intervenção dos cidadãos e a responsabilidade dos arqueólogos.

O autor da pressuposta descoberta apoiou-se quer na informação presente no Liber Fidei, e consequente transcrição pelo Cónego Avelino Jesus Costa, que refere que os limites do território de Palmeira iam do caminho de Braga até à ponte do Bico, quer na existência de uma calçada, supostamente romana, que corrobora a passagem da Via XVIII por aquele local, também defendida pelo investigador espanhol António Colmenero.

O desejo de descobrir, associado à vontade de concretizar fisicamente o achado, levou o investigador a chamar os órgãos de comunicação social para partilhar a possível monumento, não tendo a precaução de validar, junto de especialistas esta hipótese. Esta posição é reprovável porque refuta os princípios da Lei 107/01, pois o artigo 78 refere que “ Quem encontrar, em terreno público ou particular, (…), quaisquer testemunhos arqueológicos fica obrigado a dar conhecimento do achado no prazo de quarenta e oito horas à administração do património cultural competente ou à autoridade policial, que assegurará a guarda desses testemunhos e de imediato informará aquela, a fim de serem tomadas as providências convenientes.”

Ainda assim, se o autor desconhece a Lei, deveria confirmar a sua teoria junto de profissionais da área, pois tal assumpção pode estar errada, e explicamos porquê.

Admitindo que possa haver variantes (e variáveis) do traçado da Via XVIII, é natural que se multipliquem os vestígios arqueológicos quer pelas zonas que António Colmenero defende, como também o traçado pelo Norte de Montariol, defendido por Luis Fontes e, claro, o traçado que está proposto para ser classificado como Monumento Nacional, defendido por Francisco Sande Lemos, que passa pelas Sete Fontes e calçada de Adaúfe.

Relativamente ao traçado defendido por António Colmenero, pessoalmente não concordamos com essa proposta, porque verifica-se que o autor não sustenta, em milhas romanas o traçado, até alcançar a milha VI, já em território de Amares, fazendo confluir, aliás, outros itinerários. Defendemos, ainda, que a calçada, provavelmente romana que se encontra no Lugar do Ribeiro, poderá ter pertencido a um caminho de acesso a um povoado ali existente, não pertencendo, necessariamente ao traçado da Via XVIII. Recordamos que, maioritariamente das vezes, as vias não eram calcetadas na sua total extensão, e era prática usual haver calçadas à entrada dos povoados, tal como os casos das calçadas de acesso ao Castro Máximo e ao Castro da Consolação, ambos em Braga.

Uma deslocação a ambas as margens, para verificar a razoabilidade da proposta, permitiu-nos deduzir que aquele amontoado de pedras que ali jaz, não contém qualquer tipo de aparelho construtivo (nem romano, nem medieval), dando a ideia de que as pedras foram ali colocadas de forma mais rude, sem a preocupação de construir algo tão coerente como uma ponte o exigiria. Os elementos pétreos parecem formar um talude artificial de contenção/sustentação de terras.


Tal informação parece ser confirmada na Carta Militar Portuguesa (CMP 1997), onde surge um talude artificial (grande muro) representado a linhas vermelhas. Este talude parece surgir aquando da abertura da estrada que liga a rotunda da Ponte do Bico a Navarra como forma de sustentar as terras que se encontram a uma cota superior (para evitar deslizamentos para a estrada). A construção deste talude pode ser justificada pela proximidade do leito de cheia do rio Cávado, bem como pela imediata transição para uma elevação natural.

Parece-nos ter este sentido porque, se analisarmos a CMP mais antiga (1947) vê-se que o talude não era existente. Se lá estivesse em 1947, este teria sido representado, tal como o foi em 1997. Por isso, acreditamos que lá não havia talude, pelo facto de que em 1947 a estrada ainda não tinha sido aberta. Assim, quando a abriram, tiveram de compensar as forças e pressões cimeiras, sustentando-as com um talude.

Cremos, ainda, que as pedras afeiçoadas que o autor afirma estarem no local, não serão da ponte, mas sim de alguma construção, tipo casa rural ou algum moinho/azenha que tenha sido desmontado e tenham colocado lá as pedras. O trabalho daquelas pedras não pertence a nenhuma parte do aparelho de uma ponte, nem tão pouco à estrutura do “guarda-corpos” da dita ponte, pois são de uma dimensão não sustentável à construção de uma ponte. Pelo menos, as pedras não têm um talhe típico da época romana, e parecem não ter, também, da época medieval.

Surge, ainda, a questão das cotas a que assentaria a estrutura pontística, pois tal como o autor sugere que ela seria construída, há uma diferença de aproximadamente sete metros de altura entre as margens, o que implicaria uma construção não estética como defendiam os romanos e implicaria um cavalete desproporcionado na época medieval (contudo, há exemplares disto noutras construções).

Referimos, ainda, que quer a actual Ponte do Bico, quer a Ponte do Porto estão construídas em zonas onde há um estrangulamento do rio, isto é, a dimensão das margens é menor, logo mais fácil para construir uma obra de arte. No caso apontado pelo investigador, a travessia far-se-ia por um dos sítios mais largos do rio Cávado entre as pontes supracitadas, dificultando a sua construção.

Mesmo assumindo a existência do topónimo do lugar de Ponte (Amares), este fica mais a montante do sítio onde se situaria a proposta para existência da antiga ponte do Bico.

Por todos estes factores e, sobretudo pela responsabilidade ética e moral inerente à nossa profissão, sentimos a necessidade de esclarecer a população sobre estes pretensos achados, que o autor coloca como dos mais importantes da Península Ibérica. Aceitamos que tenha havido ali uma ponte, mas não validamos a teoria de que aquelas pedras pertencem a um conjunto arqueológico que justifique a existência da mesma.

Louvamos o interesse de investigação por parte dos cidadãos, porque são parte activa na preservação do nosso património e, por isso, deixamos a sugestão a todos os cidadãos que, futuramente, achando estar perante vestígios arqueológicos, informem as entidades competentes através de contactos personalizados (Extensão Territorial Norte do IGESPAR) ou através da página da Internet





Provavelmente, assim, o Estado estará a cumprir a sua função de proteger o património e os cidadãos poderão fruir livremente dele.
David Ribeiro Mendes, Arqueólogo
Ricardo Pereira da Silva, Arqueólogo

2 de outubro de 2010

Porque o Património fascina...

retirado do "Correio do Minho" de 02/10/2010

Para celebrar o Dia Internacional da Música, o Museu Tesouro da Sé convidou os alunos da E.B. de S. João do Souto a apreciar o som de uma das mais belas peças do espólio daquele museu.
O órgão clássico de 1685 fez as maravilhas ao entoar os seus sons característicos que deliciaram os pequenos visitantes.
Dar a conhecer este tipo de espólio, sobretudo aos mais pequenos, no Dia Internacional da Música é sensibilizar e incentivar toda uma nova geração para as artes musicais. Quem sabe, com esta experiência, não surge o fascínio da música em algum dos visitantes e assistiremos ao surgimento de um pequeno génio musical?
E tudo isto graças a um património que estava acessivel às pessoas...de facto, o património é fascinante!!!


12 de julho de 2010

O Nosso Património em Diário



Tal como prometemos, todos os dias temos relatado as nossas aventuras no site da JovemCoop.

Mas, agora, também vamos passar a colocar diariamente os relatos dos participantes de "O Nosso Património".

Queremos partilhar convosco aquilo que vamos aprendendo ao longo do dia e também queremos que comentem as nossas tarefas e nos dêem sugestões para o resto da actividade.

Por isso, toca a comentar e a ajudar-nos.

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