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2 de agosto de 2011

Sete Fontes - Entre o Verde e o Cinzento!


"Correio do Minho" 28/07/2011

A JovemCoop teve oportunidade de visitar o Complexo das Sete Fontes no dia 26 de Julho. Tudo estava verde, ouviam-se os pássaros a cantar, a água a correr e contemplávamos esta maravilha da natureza tocada pelo homem.

Não podíamos imaginar que 24h depois aquela zona seria assolada por um incêndio, com dois focos distintos e que, ainda por cima, há provas de ter origem criminosa.

O que se passa com a sociedade dos dias de hoje? Porque tem de estragar aquela zona tão bela? Porque não podemos nós desejar que ali nasça um parque verde? 

Não deixa de ser curioso como os dois focos de incêndio tem destinos já traçados - o primeiro, perto da Casa do Alemão, tem uma via apontada no sentido da área ardida, pelo que se supõe que foi um mero pretexto para limpar a zona, deixar de ter obstáculos às marcações no terreno e permitir a construção da via, variante à E.N.103.

O segundo ponto, na zona da Quinta do Dr. Sampaio, estão previsto uns blocos de apartamentos, que parece agora haver pressa em construir. Se nós temos esta percepção, instituições com mais instrumentos e talhadas para o efeito, devem conseguir deslindar a origem destes incêndios.

Pedimos seriedade, honestidade e transparência...para que as Sete Fontes sejam dos bracarenses e não de alguns bracarenses, para que sejam verdes e não cinzentas, para que sejam ricas em vegetação e não diminuídas por poluição visual.

As Sete Fontes precisam de todos nós...

8 de junho de 2011

Péssimas notícias para as Sete Fontes

Em Fevereiro demos nota de uma Péssima Notícia para as Sete Fontes... quase 4 meses depois, os atentados e a falta de cuidado para com as 2  Minas das Verdosas, mantêm-se.


A Mina das Verdosas 1 foi, recentemente alvo de uma destruição, que afectaram as padieiras superiores, o que põe em risco toda a estrutura da boca da mina. Podem ver o resultado desta nefasta acção no Blog Salvemos As Sete Fontes . As pedras que sucumbiram pela força destrutiva do Homem, encontram-se tombadas dentro da Mina das Verdosas 1. 


Porque esta Mina não integrou o processo de classificação das Sete Fontes, não é considerada Monumento Nacional, 
CONTUDO, 
é um património construído, devidamente identificado quer nos Institutos da Tutela, quer pela empresa responsável pelo estudo de impacto ambiental dos acessos ao Novo Hospital de Braga e quer pela empresa de Arqueologia responsável pela intervenção. Isso mesmo pode ser conferido nos estudos da Ecossistemas e da Omniknos, que em estudos de caracterização e relatórios de progresso, identificaram e sinalizaram esta estrutura.
Por isso, porque são património e estão identificados, deve a CMB e a AGERE promover o seu restauro, efectuando queixa-crime contra desconhecidos junto da PSP.


Relativamente à Mina das Verdosas 2, deixamo-vos fotos do antes, durante e o agora e notem a diferença.
Não foi realizada uma trasladação da Boca da Mina, como foi prometido, mas sim uma reinvenção arquitectónica. Voltaremos a este assunto muito em breve!


Mina das Verdosas2 - Antes da Intervenção

Mina das Verdosas2 - Fase de desmatação

Mina das Verdosas2 - Fase de desmonte (destruição?)

Mina das Verdosas2 - Fase de reconstrução

Mina das Verdosas2 - reinvenção arquitectónica actual

23 de fevereiro de 2011

Sete Fontes: Nós avisamos - a destruição continua!


Tivemos a oportunidade de avisar, há um ano atrás, que as obras do Novo Hospital estavam a acondicionar mal os aterros. Com as chuvas, as terras estavam a invadir as SETE FONTES e além de alterar a topografia do local, estavam a contaminar o espaço das Sete Fontes, a destruir o património (parte da Mina dos Órfãos ruiu) e a destruir o registo arqueológico (pois a passagem da água está a lavar os sedimentos).


Após termos avisado a DRCN, esta valência do IGESPAR nada fez. A Assembleia Municipal deliberou que a CMB devia notificar a direcção de obra do NHBraga para corrigir a situação. Cremos que a CMB agiu em conformidade com a resolução, mas a direcção de obra nada fez.


No passado Domingo, após uns minutos de intensa precipitação, era este o panorama - vejam com os vosso próprios olhos!


Porque ficámos preocupados e porque queríamos perceber a origem de tanta lama e água, decidimos seguir o rasto da lama.
Percebemos que a zona da Mãe de Água do Dr. Sampaio também estava muito afectada, mas que a origem do problema era ainda mais a cima.


Foi então que chegámos à plataforma superior e na confrontação com os terrenos do Novo Hospital e da zonas de acondicionamento de terras  era este o panorama:



Perguntamos como é possível deixar chegar a este ponto esta situação? Porque é que a DRCN nada fez? Porque não fez cumprir a lei? Porque é que a CMB não fez actuar os fiscais e mandou acondicionar os volumes de terra e colocar taipais que não permitissem a passagem de terras para o interior do Complexo?Porque é que a direcção de obras do NHBraga não fez cumprir as determinações da Assembleia Municipal e a notificação da CMB? 
Mas afinal, será que estas entidades não gostam do património? Será que é pedir muito um pouco de civismo e respeito?


Ajudem-nos a preservar as Sete Fontes...manifestem a vossa opinião!


6 de fevereiro de 2011

Mina das Verdosas-Péssima Notícia para as Sete fontes

Em visita ao Complexo das Sete Fontes, no passado dia 02 de Fevereiro, tivemos oportunidade de realizar este video, que mostra como estava a Mina das Verdosas 2.


Uma visita realizada três dias depois e foi isto que encontramos.


O que será feito da Mina das Verdosas 2? Será que vai ser trasladada e reposta mais à frente? Ainda assim, com as soluções de arquitectura e engenharia da actualidade, será não não haveria a possibilidade de construir um galeria técnica de acesso à Mina das Verdosas 2 no seu local original?

É que reconstituir não é igual à construção histórica, pois agora a história ficará amputada e já não conta, da mesma forma, a razão pela qual foi construída no Séc. XVIII.

lembramos que, atempadamente, a Junta de Freguesia de S. Victor e a JovemCoop pediram a inclusão das duas Minas das Verdosas no processo de classificação das Sete Fontes como Monumento Nacional. A resposta da Direcção Regional de Cultura foi omissa, o que provocou este caso de negligência...e a nossa história é que sai prejudicada.

Afinal, ao contrário do que afirma o Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Cultura, Dr. Pinho Lopes, HÁ MOTIVOS PARA PREOCUPAÇÃO!!!

N.B. - não vamos colocar a caixa de "GOSTO DISTO", porque esta situação é totalmente do nosso desagrado!!!

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22 de fevereiro de 2010

De Parque Verde a Praia Artificial das Sete Fontes

As Sete Fontes são um dos monumentos mais completos que Braga possui. Após as várias visitas que lá temos feito, seja ao interior das galerias, seja somente pelo exterior, ninguém fica indiferente e as pessoas que têm conhecido ou revisitado o monumento connosco conseguem perspectivar, naquela área, um fantástico parque verde para a cidade. Aliás, não é de estranhar que, mesmo sem as condições ideais (percursos marcados, papeleiras, bancos, sinalética interpretativa, etc), seja já um sítio bastante procurado por várias pessoas.

Em deslocações àquele sítio é frequente ver pessoas que passeiam os seus animais, casais de namorados que usufruem do sossego daquele local, grupos de jovens que andam de bicicleta, adultos que fazem jogging, ou simplesmente pessoas que procuram um sítio que meditar enquanto passeiam.

Considerando que nestes últimos anos o executivo da Câmara Municipal de Braga tem prometido a execução do Parque Verde das Sete Fontes, a JovemCoop mostrou-se agradada com esta proposta. Quando visualizamos o projecto de que aquela área será esventrada por três vias de acesso, com áreas de construção de urbanizações e sem projecto de arquitectura paisagística, tememos o pior. O Parque Verde das Sete Fontes seria, em nosso entender, apenas o “ Corredor Verde das Sete Fontes”, pois não haveria espaço para o local de fruição, na acepção que gostaríamos de ver implantada.

Agora, em visitas recentes, assistimos a um novo fenómeno…As Sete Fontes já não darão lugar a um Parque Verde, mas sim a uma Praia Artificial. Este fenómeno deve-se, uma vez mais, ao mau planeamento, execução e fiscalização de obras.

É que os amontoados de terras e saibros que a direcção de obras do Novo Hospital reuniu no topo superior do Complexo das Sete Fontes foram mal acondicionados e, com as inevitáveis e imprevisíveis chuvas, estes “montes” artificiais começaram a abater, a deslizar e a invadir a área do Complexo Monumental das Sete Fontes.
Os sedimentos são levados pelas águas e espalharam-se por várias centenas de metros, descaracterizando o local, bem como dando origens a derrocadas das estruturas e lavagem de solos, que põem a descoberto e destroem vários vestígios de cronologias antigas.

É preocupante que o IGESPAR nada faça relativamente a esta situação, que tem colocado em causa a integridade e manutenção do Complexo, pois agora temos uma praia artificial, bem como águas descontroladas e buracos e valas onde antes não existiam.

É grave que a direcção e a fiscalização de obra não percebam o mal que está a acontecer e que travem estes fenómenos, pois até são obrigados a tal, tendo, com certeza, que cumprir os regulamentos de actuação de obra.

É decepcionante que a Câmara Municipal de Braga não actue para proceder às melhorias naquele local e que, de igual forma, com os seus recursos técnicos e humanos não evite que estas situações aconteçam.

Demos conta destas situações à Direcção Regional de Cultura Norte (dependência do IGESPAR), à Câmara Municipal de Braga e à Junta de Freguesia de S. Victor. Esperamos que tenham em consideração esta situação e este lamento e que possam executar medidas mitigadoras que preservem e salvaguardem o Complexo Monumental das Sete Fontes. Mas continuamos a crer que os melhores protectores das Sete Fontes são as pessoas que se manifestarem em prol deste sítio, por isso, apelamos a todas as pessoas ajuda na protecção e manutenção deste património singular.