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15 de maio de 2012

Gerês - inovação contra incêndios

"Diário do Minho" 15/05/2012

 A JovemCoop tem privilegiado a zona do Gerês para desenvolver as actividades a ar-livre, sentindo uma maior aproximação ao contexto ambiental natural.

Temos assistido, com maior frequência do que desejávamos, a zonas com marcas de incêndio, destacando, por exemplo, a zona da Calcedónia ou a zona da Trincheira, em Campo do Gerês.

Nota-se um desconsolo nos nossos participantes, quando passamos por zonas ardidas e cinzentas, sem sinais de vida e biodiversidade.

Este projecto pioneiro, de detecção de incêndios, vai seguramente ajudar a proteger uma das paisagens mais bonitas de Portugal e que merece o nosso cuidado, para que também nós possamos usufruir dela.

Esperamos que este inovador sistema de detecção de incêndios seja uma boa forma de actuar com rapidez sobre acções que lesam o nosso património ambiental.



12 de junho de 2011

Gerês procura voluntários

"Correio do Minho" de 11/06/2011

É uma iniciativa de valor...tentar conseguir voluntários para proteger a Serra do Gerês.
Tal não seria necessário se o Estado fosse um órgão mais interventivo, coerente, rigoroso, actuante e, em certa medida, punidor.

A verdade é que ao Estado falta agentes fiscalizadores e têm, de recorrer, à boa vontade dos voluntários para impedir as catástrofes que têm assolado o Gerês todos os anos.
Talvez este ano, com muitos pares de olhos, a situação seja pacífica. Ainda assim, seria expectável um Estado mais organizado e atento.

Afinal, hoje recorre-se aos voluntários, mas quantos destes voluntários não terão já sofrido na pele verdadeiras "chicotadas" psicológicas de entidades como o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, aquando da realização de passeios, caminhadas e afins?

14 de janeiro de 2011

A recuperação e a sensibilização para com o património

retirado do "Diário do Minho" de 13/01/2011

A temática da recuperação e protecção do património é algo que a JovemCoop tem defendido quotidianamente.

Sabemos que tão importante como recuperar é sensibilizar as pessoas para a protecção e recuperação do património.

Obviamente que em anos de constrangimentos financeiros, é óptimo saber que há instituições que depositam a confiança e credinbilidade no seu património e vêem a sua recuperação como a valorização de um activo.
Além da excelente recuperação que está a ser efectuada na Santa Casa da Misericórdia em Vila do Conde, é confortante saber que a Signinum, instituição amiga e parceira da JovemCoop tem vindo a aprimorar cada vez mais as acções de sensibilização junto do público escolar.

É um excelente trabalho que colherá frutos no futuro...e por isso, o nosso muito obrigado por ajudarem a sensibilizar, desde já, as camadas jovens para a protecção do património.

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25 de novembro de 2010

Resposta do IGESPAR à nossa sugestão de ZEP




Partilhamos com todos os leitores deste blogue, a resposta que o IGESPAR nos enviou, a propósito da nossa sugestão relativa à discussão pública da Zona Especial de Protecção das Sete Fontes.
Lamentamos, em primeira instância que esta resposta venha com um atraso de um ano (1 ANO); em seguida, o IGESPAR (DRCN) tenta fundamentar a nulidade da nossa proposta baseado em dois pressupostos...que o que eles propuseram chega e sobre e que a Câmara Municipal de Braga actua a tempo e horas, em caso de lesa património!

Já denunicamos à DRCN uma série de vezes casos de intervenção não autorizada no complexo das Sete Fontes, mas ainda assim, acham que tudo o que lá acontece é controlável. É uma postura inadmíssivel.
É de lamentar, ainda, que o Ministério da Cultura não pense na exproprição, por causa das indemnizações compensatórias. Se o MC entrasse em acordo com a CMB, já que lhes legou a gestão do espaço, era mais que apropriado que ambas as instituições acordassem na forma de proteger os terrenos e consequentes lençóis de água, património arquitectónico, arqueológico e ambiental.
São argumentações débeis e pouco sustentadas.

Pelo menos, este ofício acarreta uma boa notícia. se o IGESPAR "já" está a notificar as instituições que apresentaram sugestões/reclamações, quer dizer que a publicação em Diário da República está perto (pelo menos, foi isso que nos explicaram quando estivemos reunidos com o director da DRSBC (antiga delegação IPPAR Porto).

Quem quer começar a contar os dias??? Porque a nossa preocupação é real, relembramos aqui algumas das fotografias que evidenciam a má protecção das Sete Fontes ao longo dos últimos tempos!



Relembramos, ainda, um post de há um ano atrás que visou apresentar a nossa proposta de ZEP!

O que é uma ZEP?

É uma zona que se cria em torno de um monumento classificado, garantindo maior protecção, pois qualquer intervenção dentro dessa área de protecção tem de merecer o avalo do IGESPAR (Instituto que tutela o património).

No caso das Sete Fontes é 100% eficaz?

Na nossa óptica não, pois a ZEP pronunciar-se-á, sobretudo, sobre a protecção do património, podendo relegar para o esquecimento o enquadramento ambiental. Logo é preciso reforçar a protecção daquela área.

O que é que a JovemCoop propõe?

Nós propomos a criação de uma área Non Aedificandi, que não permita construções ou alterações dentro do coração verde das Sete Fontes.

Qual é a vantagem dessa medida?

Cremos que a vantagem desta zona Non Aedificandi é, além de proteger o património construído do Séc. XVIII, poder salvaguardar o património que jaz no solo, provavelmente da época romana. Mas, acima de tudo, estaremos a garantir o habitat das espécies de fauna e flora que encontram nas Sete Fontes o seu meio natural. Além do mais, é uma garantia de que a água das Sete Fontes continuará a correr nas canalizações.

Porquê uma zona Non Aedificandi tão grande?

Nós assumimos, juntamente com a Junta de Freguesia de S. Victor e a ASPA a defesa do Complexo das Sete Fontes, na sua vertente mais lata (património, natureza, água). E os lençóis de água que abastecem as Sete Fontes são uma das nossas grandes preocupações, pois se se permitir construções nos maciços rochosos onde nasce a água, estar-se-á a condenar as Sete Fontes, que secarão e deixarão de cumprir a missão para a qual foram criadas. E porque água é vida, logo um património riquíssimo que temos, devemos ter orgulho nele e sabê-lo preservar.

Veja a nossa proposta:

 

15 de fevereiro de 2010

E quanto sobrará para as Sete Fontes?

O Ministério da Cultura vai atribuir 28,8 milhões de euros do seu orçamento deste ano para apoio à actividade de onze fundações, anunciou hoje a ministra no Parlamento.

(c) Público

De acordo com os números apresentados por Gabriela Canavilhas aos deputados da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, a Fundação Casa da Música, no Porto, receberá a maior fatia daquela verba, dez milhões de euros.

Na sua intervenção, a ministra salientou que “num panorama de crise internacional instalada, com a maior parte dos ministérios a sofrer descidas nos seus orçamentos, o Ministério da Cultura teve uma subida de 12,8 por cento”.

O orçamento do Ministério da Cultura para 2010 é de 236,3 milhões de euros.

Por domínios de intervenção, o Património irá receber 35 por cento do orçamento do Ministério(...).

O Ministério da Cultura vai ainda contar com mais 63,5 milhões de euros referentes a parcerias com outros sectores da governação, entre os quais o Turismo, dependente do Ministério da Economia.




(c) JovemCoop

Após o anúncio sobre qual seria a parte do orçamento que tocaria ao Ministério da Cultura (MC) e como este o dividiria entre as múltiplas actividades que tutela, ficamos a saber que uma boa fatia será destinada às intervenções no Património.

Vem esta notícia em boa hora, pois recentemente, depois da JovemCoop ter comunicado a vontade de se constituir uma Zona Non Aedificandi no Complexo das Sete Fontes, travando as intenções de construção desmedida, recebemos uma informação que nos deixou perplexos.

Foi-nos comunicado que além de nós, também a Câmara Municipal de Braga (CMB) queria propor uma Zona Non Aedificandi, mas que o IGESPAR ter-se-á oposto à constituição da mesma, com o argumento de que expropriar os proprietários dos terrenos custaria todo o orçamento do MC.

Sabendo que o MC costuma ser dos ministérios mais pobres, já adivinhávamos um destino infeliz para as Sete Fontes, classificadas como Monumento Nacional desde 2003. Percebemos que o instituto da tutela se queria desresponsabilizar a partir de um argumento firme - como costuma ser a falta de dinheiro.

Pois se o MC teve um aumento considerável das verbas e se as intervenções no Património ocupam grande parte do "bolo", esperamos, atentamente, que haja respeito e dignidade pelas Sete Fontes e que se invista na protecção deste Complexo. Esperamos, claro, que a CMB intervenha junto do MC e reclame uma intervenção oportuna para as Sete Fontes, pois a cidade, os cidadãos e o Sítio Monumental das Sete Fontes merecem esse esforço por parte da nossa autarquia.

Reiteramos a ideia, comprovada pela fotografia, que é dos locais mais completos que Braga possui a nível patrimonial, ambiental e humano.