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14 de dezembro de 2012

Sobre o Convento dos Remédios






retirado de "Suplemento de Cultura", Jornal Diário do Minho, 12/12/2012

Uma fantástica exposição escrita, da autoria de Rui Ferreira, que nos conduz pela História do Convento dos Remédios, extinto em 1911.

Vale a pena guardar este suplemento, que contribui para um maior conhecimento da cidade de Braga e para a perpetuação de uma memória quase dada como perdida!

Lembramos que a JovemCoop realizou, em Junho deste ano, um percurso que passou por vários dos locais que receberam espólio do antigo Convento (ver aqui), numa iniciativa com a Braga2012: Capital Europeia da Juventude.

As fotografias dessa actividade podem ser consultadas no nosso facebook.


29 de junho de 2012

Arqueologia do Esconde-Esconde

"Diário do Minho" 27/06/2012

Já muito foi dito relativamente às obras do Regenerar Braga, em geral, e do Largo Carlos Amarante em particular...

Aqui foi dito que se destrói; E aqui diz-se que se defende; Aqui, houve a necessidade de responder às acusãções e aqui tentou-se sensibilizar os cidadãos para a preservação da memória;

Não querendo entrar numa troca de acusações, a nossa vontade foi alertar para a vontade de se preservar a memória a partir de exemplos já consolidados, tentando promover uma reflexão sobre o que fazer aos vestígios arqueológicos. Tentamos ser mais coerentes do que emotivos, menos fundamentalistas e mais realistas.

À altura escrevemos:

A propósito da valorização do património, parece pertinente discutir os critérios que conduzem à preservação e musealização, apenas à preservação e à preservação pelo registo e consequente destruição física.

Faltam apurar estes critérios para sabermos porque motivo tantos vestígios arqueológicos são dados como de desinteresse patrimonial, científico ou em prato deficitário na balança do progresso.


No passado dia 27 fomos brindados por um comunicado a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, que refere terem encontrado a Porta dos Cavalos do Convento dos Remédios, numa postura de louvar, pois finalmente tomaram a dianteira da comunicação, não dando aso à especulação.

O que nos leva a reflectir é, precisamente, esta política de esconde esconde, que encontra o que estava escondido e volta a tapar. A arqueologia do registo, que não passa para os cidadãos e que não lhes permite vivenciar as heranças culturais, de pouco vale à cidade, apenas contribuindo para o conhecimento científico, distante da população.

O facto de o Arqueólogo responsável afirmar que o achado é mais interessante do que importante, revela a falta de coerência com que se perspectiva a arqueologia. Tem interesse para a comunidade científica, ajuda a completar o puzzle da história do Convento dos Remédios, mas continuará a não ser lembrado, de forma alguma, pela população, porque foi tapado com geotêxtil e ficará escondido novamente.

Sinceramente, é uma desilusão não haver uma única vontade de se poder integrar o vestígio na renovada praça...dar-lhe-ia carisma e identidade...infelizmente não é esta a leitura dos responsáveis do património de Braga!

E, visto de longe, este vestígio parece ter sido "achado", tendo em conta que não se vê ali uma configuração de sondagem arqueológica, mas sim os rastos da máquina rectroescavadora. Absolutamente lamentável isto acontecer em pleno Centro Histórico, sobretudo porque não aproveita a oportunidade para catequisar e sensibilizar os cidadãos para a arqueologia, continuando esta área de actuação a querer estar longe da população.


20 de junho de 2012

Visita ao Convento dos Remédios - extinto em 1911


"Diário do Minho" 19/06/2012

Foi uma iniciativa bastante participada, pois muitos cidadãos corresponderam ao nosso apelo de vir conhecer o Convento dos Remédios, edifício extinto em 1911.

Quando uns achavam difícil, senão mesmo impossível visitar um edifício demolido há mais de cem anos, a JovemCoop, no âmbito da programação da BragaCEJ e com o atento olhar e conhecimento de Rui Ferreira, conseguimos proporcionar uma visita única.

Mais de seis dezenas de bracarenses, amigos e curiosos da História da Cidade de Braga juntaram-se na Arcada para as boas-vindas e explicação da actividade.

Após isso, seguimos para o Largo Carlos Amarante, onde Rui Ferreira contextualizou historicamente o Convento, desde a sua concepção, arquitectura, quotidiano e demolição, apoiando-se na apresentação de várias fotografias e imagens do Convento;

Os participantes seguiram de autocarro até à Falperra, onde visitaram a Santa Marta do Leão, cuja capela alberga o retábulo, sanefas e púlpito do Convento dos Remédios;
Já na Capela de S. João da Ponte, os participantes tiveram a possibilidade de conhecer os elementos arquitectónicos que estavam instalados na fachada do convento, entre outros elementos de interesse.

O percurso dos Remédios seguiu para o jardim de Santa Bárbara (Fonte), Reitoria da UMinho (Azulejos e elementos escultóricos), Salão Nobre da CMB (Gradeamento), Igreja do Pópulo (Retábulo da Nª Sr.ª das Graças)  e de depósito da CMB Pópulo (elementos pétreos da fachada que anteriormente estavam depositados no Parque de S. João da Ponte).

Esta actividade foi como que remontar um puzzle perdido, composto por várias peças dispersas pela cidade. O balanço final é extremamente positivo e recompensador.

O nosso sincero agradecimento a todos os participantes nesta aventura!





12 de junho de 2012

Percursos Barrocos - Visita Guiada ao Convento dos Remédios

"Diário do Minho" 10/06/2012

O Convento dos Remédios, monumento demolido no ano de 1911 pela Câmara Municipal de Braga, vai ser revisitado a partir de uma visita guiada ao espólio disperso por alguns locais da cidade.

Trata-se de uma iniciativa inédita, que vai decorrer no próximo sábado, dia 16 de junho, sendo organizada pela JovemCoop e Braga CEJ.

DATA: 16 de Junho de 2012, 09h30-13h00
ENCONTRO: Praça da República (Arcada)
TEMÁTICA: “Visita guiada ao Convento dos Remédios”
OBJECTIVOS: - Conhecer a história do mais antigo edifício conventual de Braga, bem como da sua polémica demolição em 1911.
- Identificar os vestígios deste convento na cidade de Braga actual e entender porque continua a ser importante no contexto patrimonial bracarense.
- Saber localizar espacialmente e percepcionar as marcas que deixou na fisionomia e morfologia da cidade actual.
- Alertar a população de Braga para a importância de valorizar o espólio e a memória deste convento.


PROPOSTA DE PERCURSO:


1.Largo Carlos Amarante: introdução histórica, reconhecimento do local e visualização de algumas fotografias antigas.
2. Reitoria da Universidade do Minho (largo do Paço): visualização de alguns painéis de azulejos;
3. Jardim de Santa Bárbara: fonte e visualização de alguns elementos arquitectónicos;
4. Igreja do Pópulo: retábulo de Santa Rita de Cássia
5. Convento do Pópulo/Câmara Municipal de Braga: visitar pedras retiradas do Parque da Ponte,
6. Câmara Municipal (praça do Município): grades do salão nobre;
7. Parque da Ponte e Capela de São João;
8. Capela de Santa Marta do Leão – Falperra: retábulo e sanefas;

OBSERVAÇÕES: - O percurso até ao Parque da Ponte será efectuado a pé.
                              - O percurso do Parque da Ponte até Santa Marta do Leão (Falperra) será feito em autocarro.

Inscrições em: http://bragacej2012.com/events/details.php?id=541&type=1




4 de junho de 2012

Regenerar Braga - o que fazer aos testemunhos da memória?






Braga tem assistido a uma verdadeira operação de cosmética. Ao abrigo do Programa "A Regenerar Braga", muitas têm sido as praças intervencionadas, dando uma nova configuração a esses locais.

Tal como tivemos oportunidade de abordar aqui, aqui, aqui e aqui nem sempre estas intervenções tiveram o início adequado, nem tão pouco os acompanhamentos específicos.

Muito se falou da necrópole tardo-romana da Senhora-a-Branca e ainda se fala do Aqueduto das Sete Fontes (desactivado) da Rua de S. Vicente e do seu aproveitamento em 1937 para fazer passar a tubagem de ferro, que agora foi substituída. Apesar da condução de água ser feita no tubo de ferro, este assentava numa galeria composta pelas pedras do aqueduto da água das Sete Fontes e que se ligava ao Chafariz do Largo dos Penedos.

Agora, no Largo Carlos Amarante (em frente ao Shopping de Santa Cruz e entre as Igrejas de S. Marcos (Hospital) e Santa Cruz, está em curso a renovação da Praça e consequentes trabalhos arqueológicos. Estes, bem diferentes dos casos da Senhora-a-Branca, Rua S.Vicente e Rua Andrade Corvo (Campo das Hortas), precederam as obras e já deram frutos.

A equipa de arqueologia da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho colocou a descoberto um antigo aqueduto em pedra, de grandes dimensões, que parece acompanhar transversalmente toda a Praça, provavelmente seguindo a orientação do antigo Convento dos Remédios.

E eis que na hora da verdade - SABER O QUE FAZER AOS ACHADOS ARQUEOLÓGICOS -  dizia-nos um funcionário da empresa de construção que o aqueduto será destruído para ali se colocarem manilhas de betão.

Ora, se em S. Vicente houve meramente um acompanhamento arqueológico e medidas mínimas de impacto, que resultaram na manutenção da galeria, ainda que coberta com manta geotêxtil e preenhcida com gravilha, no Largo Carlos Amarante, onde se louva a prestação prévia da equipa de arqueologia, parece que o fim será mais trágico.

Não haverá possibilidade de manter o aqueduto, mesmo que enterrado? Não se poderá adoptar uma solução como na Rua de S. Vicente? E se o aqueduto ficar tapado, não poderia ser desenhado nas lajes de granito que farão de pavimento o esquema do aqueduto e o seu traçado?

Em Braga, no Largo de S. Paulo, as guias de granito ficaram a perpetuar a memória das divisões de edifícios romanos. Aqui pede-se que se seja mais ousado e se desenhe no pavimento o traçado e os tampos do aqueduto, para que as pessoas associem e se saibam reconhecer os seus sítios de interesse histórico. Afinal, a UAUM tem os registos gráficos efectuados pela sua equipa de campo e que poderão servir para reconstituir a memória da conduta. É, no mínimo, uma solução barata e eficaz para assegurar a preservação da memória, porque nós temos ideias de como ajudar a valorizar o património.

Faremos seguir missiva com esta ideia para a CMB.

17 de fevereiro de 2012

Braga Maior:O Museu da Memória de Braga...

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"Diário do Minho" 17/02/2012

O Parque de S. João da Ponte foi um lugar privilegiado para albergar, durante vários anos, os vestígios subsistentes do Antigo Convento dos Remédios.

Várias peças arquitectónicas, umas completas e outras algo amputadas, conviveram e adornaram o espaço do parque da ponte.

Ali assistiu-se a um espaço memória da nossa cidade...mas as últimas obras de requalificação fizeram desaparecer vários elementos!Para onde terão sido recambiados???


8 de agosto de 2011

Convento dos Remédios: apontamento histórico

"Diário do Minho" de 08/08/2011

Um relato muito interessante e importante  sobre o Antigo Convento dos Remédios. Vale a pena ler e reflectir sobre os sucessivos desrespeitos aos nossos monumentos e sítios de interesse e o desaproveitamento das estruturas que ficam "perdidas" à espera que alguém as "encontre" outra vez!