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24 de setembro de 2012

Braga Celta e o sucesso do evento

"Diário do Minho" 21/09/2012

"Diário do Minho" 23/09/2012

"Correio do Minho" 24/09/2012
 
Há várias formas de medir o sucesso de um evento. Poder-se-á fazê-lo pelo número de visitantes, pelo tempo de realização, pela logística envolvida versus os recursos financeiros dispensados, etc.

O evento de recriação histórica Braga Celta foi um sucesso porque durante 4 dias levou milhares de pessoas a uma zona que poucos conheciam ou que já não visitavam há muitos anos; A Braga Celta foi um sucesso porque de iniciativa local, de parcos recursos, tornou-se um  evento projectado a nível nacional e com um estrondoso índice divulgativo; Foi um sucesso porque mobilizaram as pessoas da freguesia de Esporõres, onde se situa o local de Santa Marta das Cortiças, e estas foram as principais obreiras do produto final concretizado.

Além das habitações castrejas, a animação histórica foi ímpar na recriação das lutas, das cenas de caça, nos rituais de fertilidade, nos momentos de lazer e de convívio com a natureza...tudo isto inserido numa paisagem natural, de onde se destacam o coberto vegetal e os enormes blocos graníticos que conferiram uma natureza proto-histórica à recriação.

Mesmo não sendo Braga Celta a designação mais correcta para este evento, e mesmo com todas as dúvidas que foram aqui levantadas, o nosso balanço é que a Braga Celta foi um sucesso e espera-se que, de facto, tenha vindo para ficar, pois é lícito assumir que este evento muito faz pela pedagogia, pelo ensino e pela instrução de todos aqueles que visitaram o local.


25 de julho de 2012

Pela defesa da cultura castreja

"Correio do Minho" 20/07/2012


"Diário do Minho" 20/07/2012

Ainda a propósito do evento "Povoado dos Bracaros", interessa relembrar que a cultura da Idade do Ferro, apesar de estar relativamente bem identificada, em Braga, é um período cronológico que parece não despertar grande atenção aos arqueólogos desta zona.


À margem da sessão de inauguração, foi referido, precisamente, que é necessário ter mais atenção com os sítios fortificados que se encontram em locais fora do centro da cidade, mas que são património e herança do passado.


Na maior parte das vezes, por estarem longe da vista, nem sabemos o real estado de conservação dos sítios, ou nem sempre houve capacidade para os estudar.

É um facto que parece que em Braga os vestígios arqueológicos parecem ser todos da época romana. Que valor se tem dado ao Monte de Consolação, ao Castro das Caldas, Santa Marta/Falperra, Guisande, entre outros? Porque razão o Castro Máximo foi todo arrasado, sem se preservar qualquer memória onde hoje é o Novo Estádio Municipal? E qual a relevância da cultura material? O que é que se sabe e conhece dos vestígios destes povoados?

Entre madeireiros, pedreiros, constructores e interesses imobiliários, os topos das elevações onde se encontram estes Castros estão desprotegidos e são facilmente destruídos. Basta lembrar as construções nas encostas de Sequeira/Gondizalves e Nogueiró.

Por isso se reclama maior protecção e investimento no estudo dos povoados da Idade do Ferro.


Povoado dos Bracaros: JovemCoop nos ateliers pedagógicos

"Diário do Minho" 21/07/2012

"Diário do Minho" 19/07/2012

No fim de semana de 19 a 22 de Julho, realizou-se, no centro de Braga, a primeira edição do "Povoado dos Bracaros". Esta iniciativa dos Artesãos do Minho, contou com o apoio da BragaCEJ2012, da Junta de Freguesia de Maximinos, dos técnicos do MDDS e da JovemCoop.

O evento visou dar expressão e conhecimento ao modo de vida dos povos desta zona do noroeste peninsular, cronologicamente inseridos na Idade do Ferro.
Estamos a falar de um período compreendido entre os 1000/1500 anos antes de Cristo, até à romanização deste território.

O último dia do evento terminou precisamente com a chegada dos romanos e a sua invasão ao povoado dos Bracari.

A JovemCoop participou nesta animação ficando encarregue, juntamente com os técnicos do MDDS, da tenda pedagógica. Ali receberam-se centenas de crianças que trabalharam o barro, construiram um pequeno castro em material reciclado, fizeram pinturas faciais, entre outras actividades.



23 de agosto de 2011

As intervenções na Cividade de Terroso

"Diário do Minho" de 15/08/2011


A Cividade de Terroso tem sido um dos grandes sítios de interesse arqueológico e histórico a ser intervencionado e "explorado" nos últimos anos.

As intervenções planeadas têm contribuído para a formação de novos investigadores e para o conhecimento histórico da zona da Póvoa de Varzim e da História da Idade do Ferro/Romana no Noroeste Peninsular.
Interessa, pois, realçar as intervenções que têm vindo a ser realizadas com estudantes de arqueologia e contribuidores interessados nesta área temática que todos os anos têm vindo a descobrir um pouco mais da vida daquele povoado castrejo.

É, ainda, de dar nota da feliz vontade de integrar a Cividade de Terroso na Rede de Castros do Noroeste, mas também da infeliz notícia da menor procura deste sítio por parte dos estabelecimentos de ensino.
Vale a pena conhecer a Cividade de Terroso...