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13 de março de 2013

RUM: Uma boa notícia para Braga

"Diário do Minho" 08/03/2013
 
Há mais de uma semana que a Rádio Universitária do Minho (RUM) voltou a emitir em sinal estável, em plenas condições, a partir do emissor da Santa Marta das Cortiças, o mesmo que o acesso vedado por parte de uma estação de rádio concorrente.

Durante os últimos dois meses, a RUM viu-se privada de aceder às condições do seu centro emissor, que partilha com a Rádio Antena Minho e a Rádio Comercial, o que impossibilitou que a sua emissão chegasse a todos os ouvintes, que habitualmente acompanham as emissões da rádio, estando, até ontem, circunscrita ao perímetro urbano da cidade de Braga.

Assim, e após acertados os termos de negociação, os ouvintes da RUM podem voltar a contar com a sua música, programas e informação de sempre.
Parabéns RUM, pela luta, persistência e por esta "conquista"!




24 de setembro de 2012

Braga Celta e o sucesso do evento

"Diário do Minho" 21/09/2012

"Diário do Minho" 23/09/2012

"Correio do Minho" 24/09/2012
 
Há várias formas de medir o sucesso de um evento. Poder-se-á fazê-lo pelo número de visitantes, pelo tempo de realização, pela logística envolvida versus os recursos financeiros dispensados, etc.

O evento de recriação histórica Braga Celta foi um sucesso porque durante 4 dias levou milhares de pessoas a uma zona que poucos conheciam ou que já não visitavam há muitos anos; A Braga Celta foi um sucesso porque de iniciativa local, de parcos recursos, tornou-se um  evento projectado a nível nacional e com um estrondoso índice divulgativo; Foi um sucesso porque mobilizaram as pessoas da freguesia de Esporõres, onde se situa o local de Santa Marta das Cortiças, e estas foram as principais obreiras do produto final concretizado.

Além das habitações castrejas, a animação histórica foi ímpar na recriação das lutas, das cenas de caça, nos rituais de fertilidade, nos momentos de lazer e de convívio com a natureza...tudo isto inserido numa paisagem natural, de onde se destacam o coberto vegetal e os enormes blocos graníticos que conferiram uma natureza proto-histórica à recriação.

Mesmo não sendo Braga Celta a designação mais correcta para este evento, e mesmo com todas as dúvidas que foram aqui levantadas, o nosso balanço é que a Braga Celta foi um sucesso e espera-se que, de facto, tenha vindo para ficar, pois é lícito assumir que este evento muito faz pela pedagogia, pelo ensino e pela instrução de todos aqueles que visitaram o local.


17 de setembro de 2012

Santa Marta das Cortiças e a recriação histórica

"Correio do Minho" 14/09/2012
"Diário do Minho" 14/09/2012

A Cidade de Braga recuará, novamente, ao período da Idade do Ferro, recriando historicamente o quotidiano dos povos desta cronologia.

A iniciativa, sendo louvável (porque o saber não ocupa lugar e importa reforçar as nossas potencias históricas como meio de atracção e de educação), causa-nos alguma estranheza por alguns motivos:

1 - Apesar de ser positivo investir numa recriação histórica, dado que já houve uma acção semelhante em Julho, não seria mais benéfico investir o dinheiro na valorização das estruturas ali existentes, antes de haver lugar às recriações? Lembramos que a UAUM tem um projecto formulado para este local, que apesar dos valores serem superiores, este financiamento de 61.500€ poderia ser uma alavanca para se iniciar um projecto de valorização daquele sítio. (ver programa valorização UAUM).

2 - O sítio da Santa Marta das Cortiças está classificado como Imóvel de Interesse Público desde os anos 70 do século passado (ver aqui ficha descritiva no site do IGESPAR).
Para esta recriação histórica, terão sido os serviços da DRCN informados desta intenção e autorizado este evento? Haverá algum acompanhamento por parte dos técnicos da DRCN da instalação do evento, dado que este se situará numa zona classificada?
Lembramos que junto de uma zona classificada, deve haver autorização, para que não se assistam a instalações abusivas e que descaracterizem o sitio (lembramos a recente polémica dos W.C's na festa WAY junto da Sé catedral);

3 - A administração da BragaCEJ2012 que ainda há dois meses afirmava publicamente que havia escassez de dinheiro, dá-se agora oa luxo de apoiar dois eventos semelhantes, separados cronologicamente por dois meses? Qual o critério para a repicação destas iniciativas?

4 - A ser verdadeiro o valor de 61.500€ dispendidos nesta recriação, como justificar ser mais cara que a Braga Romana, evento que é cartão de visita da cidade de Braga, ou seja, uma aposta clara e assumida pelo município de Braga?

5 - Além das cronologias do periodo da Idade do Ferro, a zona da Santa Marta das Cortiças tem outras cronologias associadas às estruturas arqueológicas:

"Entretanto, as escavações arqueológicas conduzidas na estação já na década de cinquenta de novecentos permitiram localizar os alicerces de uma construção constituída por ábside semicircular e três naves, erguida entre os séculos V e VI d. C., enquanto o final dos anos setenta trouxe à luz do dia um número considerável de sepulturas romanas de incineração com bastante espólio associado, identificadas pelos investigadores nas proximidades deste mesmo edifício de tipo basilical. Uma realidade que reafirmava, no fundo, a possível reutilização deste espaço ao tempo da conquista romana, a julgar pelos materiais de construção recolhidos no local por A. Bellino, entre os quais tegulae - telhas rectangulares - e imbrex - telhas em forma de meia cana." (site igespar)

Ou seja, falamos ainda das cronologias romanas e da antiguidade tardia, onde nesta última cronologia assume relevância as "ruínas de um grande edifício de planta rectangular correspondente a um palácio suevo-visigótico e de outro edifício também de planta rectangular correspondente a uma basílica paleo-cristã, este último sobreposto pela estrada de terra batida que dá acesso à rotunda onde se ergue a estátua de Nossa Senhora da Assunção." (vide Programa Valorização UAUM).

6 - Tendo este evento a vontade de formar professores e sensibilizar jovens, terá o programa deste festival conferências, tertúlias e debates com carácter de educação e formação?
Esperemos que sim, pois há muito ainda a fazer no campo do conhecimento e educação sobre estes períodos cronológicos.


5 de setembro de 2012

BragaCEjLTA: algumas reflexões

"Correio do Minho" 04/09/2012

A Cidade de Braga recuará, novamente, ao período da Idade do Ferro, recriando historicamente o quotidiano dos povos desta cronologia.

A iniciativa, sendo louvável (porque o saber não ocupa lugar e importa reforçar as nossas potencias históricas como meio de atracção e de educação), causa-nos alguma estranheza por alguns motivos:

1 - Apesar de ser positivo investir numa recriação histórica, dado que já houve uma acção semelhante em Julho, não seria mais benéfico investir o dinheiro na valorização das estruturas ali existentes, antes de haver lugar às recriações? Lembramos que a UAUM tem um projecto formulado para este local, que apesar dos valores serem superiores, este financiamento de 61.500€ poderia ser uma alavanca para se iniciar um projecto de valorização daquele sítio. (ver programa valorização UAUM).

2 - O sítio da Santa Marta das Cortiças está classificado como Imóvel de Interesse Público desde os anos 70 do século passado (ver aqui ficha descritiva no site do IGESPAR).
Para esta recriação histórica, terão sido os serviços da DRCN informados desta intenção e autorizado este evento? Haverá algum acompanhamento por parte dos técnicos da DRCN da instalação do evento, dado que este se situará numa zona classificada?
Lembramos que junto de uma zona classificada, deve haver autorização, para que não se assistam a instalações abusivas e que descaracterizem o sitio (lembramos a recente polémica dos W.C's na festa WAY junto da Sé catedral);

3 - A administração da BragaCEJ2012 que ainda há dois meses afirmava publicamente que havia escassez de dinheiro, dá-se agora oa luxo de apoiar dois eventos semelhantes, separados cronologicamente por dois meses? Qual o critério para a repicação destas iniciativas?

4 - A ser verdadeiro o valor de 61.500€ dispendidos nesta recriação, como justificar ser mais cara que a Braga Romana, evento que é cartão de visita da cidade de Braga, ou seja, uma aposta clara e assumida pelo município de Braga?

5 - Além das cronologias do periodo da Idade do Ferro, a zona da Santa Marta das Cortiças tem outras cronologias associadas às estruturas arqueológicas:

"Entretanto, as escavações arqueológicas conduzidas na estação já na década de cinquenta de novecentos permitiram localizar os alicerces de uma construção constituída por ábside semicircular e três naves, erguida entre os séculos V e VI d. C., enquanto o final dos anos setenta trouxe à luz do dia um número considerável de sepulturas romanas de incineração com bastante espólio associado, identificadas pelos investigadores nas proximidades deste mesmo edifício de tipo basilical. Uma realidade que reafirmava, no fundo, a possível reutilização deste espaço ao tempo da conquista romana, a julgar pelos materiais de construção recolhidos no local por A. Bellino, entre os quais tegulae - telhas rectangulares - e imbrex - telhas em forma de meia cana." (site igespar)

Ou seja, falamos ainda das cronologias romanas e da antiguidade tardia, onde nesta última cronologia assume relevância as "ruínas de um grande edifício de planta rectangular correspondente a um palácio suevo-visigótico e de outro edifício também de planta rectangular correspondente a uma basílica paleo-cristã, este último sobreposto pela estrada de terra batida que dá acesso à rotunda onde se ergue a estátua de Nossa Senhora da Assunção." (vide Programa Valorização UAUM).

6 - Tendo este evento a vontade de formar professores e sensibilizar jovens, terá o programa deste festival conferências, tertúlias e debates com carácter de educação e formação?
Esperemos que sim, pois há muito ainda a fazer no campo do conhecimento e educação sobre estes períodos cronológicos.



22 de fevereiro de 2012

Arqueologia: O estranho caso da antena de Esporões

"Diário do Minho" 20/02/2012

Há algo de insólito nesta notícia.

O grupo de moradores da freguesia de Esporões mostra-se indignada com a instalação de uma antena que foi colocada a 30 metros da Capela da Santa Marta das Cortiças e em zona de protecção arqueológica. O que mais indigna este conjunto de moradores é a falta de informação que levou à colocação da antena.

O Presidente da Junta de Freguesia de Esporões não foi informado da colocação da antena, nem tão pouco o Pe. Torres, ainda que a dita antena tenha sido colocada a 30 metros da capela.
Os  moradores não se conformam com esta postura de falta de informação, até porque um morador diz ao Diário do Minho que a colcoação da antena não seria precisa se se instalassem os equipamentos nas antenas da PT.

Mas a chave disto tudo reside na arqueologia e nos procedimentos de instrução arqueológica.
Afinal, a antena foi colocada com a permissão da DRCN (por se tratar de uma área classificada) após acompanhamento arqueológico.

O que não se percebe é, porque é que numa zona de protecção arqueológica, se realizou um simples acompanhamento, em vez de se efectuarem sondagens arqueológicas?
É insólito que se refiram apenas o aparecimento de uns "cacos soltos" (???), não especificando a contextualização crono-estratigráfica e a tipologia dos mesmos fragmentos cerâmicos.

E quem é/são o(s) proprietário(s) dos terrenos? É que têm de assinar a autorização dos trabalhos arqueológicos e ser notificados pela DRCN ( por ser área classificada) e pelo IGESPAR (que autoriza os trabalhos arqueológicos). Se os terrenos forem do Ministério da Administracção Interna, não se percebe como é que o Estado não fala e se aproxima dos cidadãos. Se é de algum particular, então esta colocação é muito estranha.

Seria conveniente esclarecer este processo, até porque esta colocação descaracteriza a paisagem envolvente de um monumento que até tem um processo de valorização arqueológico e museológico para concretizar.


28 de junho de 2011

Um trilho e uma excelente sugestão

"Correio do Minho" de 27/06/2011

É uma excelente mensagem deixada aos actores políticos que devem pensar a cidade...Porque não criar um trilho que passe pela Santa Marta, um dos locais mais bonitos e emblemáticos da cidade no que refere à História e ao Ambiente?
Este grupo da Escola EB2,3 de Nogueira não se limitou a deixar a mensagem, como fez questão de mostrar a exequibilidade da proposta. Foram mais longe ao propor já outras actividades, incluindo a acção de limpar a mata envolvente.
Agora, é só prestar atenção à mensagem e concretiza-la...