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30 de janeiro de 2013

Um bom exemplo para pensar a cidade

"Correio do Minho" 25/01/2013

Quem tem a seu cargo a responsabilidade de pensar na cidade, "carrega sobre os ombros" a difícil tarefa de pensar num sem número de variáveis na organização urbanística, que tem de ir muito mais além da simples estética.

Muitas vezes deparamo-nos com situações caricatas no desenho da cidade, que causam constrangimentos a quem é portador de alguma incapacidade ou deficiência.

A vizinha cidade de Barcelos realizou uma acção de sensibilização com os técnicos municipais, vedando-lhes a visão ou sentando-os em cadeiras de rodas, para que se apercebessem dos constrangimentos na mobilidade que os cidadãos, portadores de deficiência, vivem quotidianamente.

Em Braga dever-se-ia repetir esta acção, porque há exemplos perigosos na nossa cidade.
Por exemplo: As paragens de autocarro são, devido à sua morfologia, lateralmente erguidas do solo. Um invisual, que vá tacteando o solo com a bengala não se apercebe daquele obstáculo físico; o nivelamento dos passeios, nas obras do regenerar Braga, não permitem perceber, a um invisual, o limite de uma rua, sobretudo se houver intersecção desta com uma artéria perpendicular. Se os semáforos não tiverem ruído, o invisual não se apercebe que pode estar a atravessar uma rua com o sinal vermelho para peões;
No Largo Carlos Amarante os "vulcanos" (aquelas peças que delimitam o espaço e regulamentam os percursos), estão viradas ao contrário, com a parte mais alta na parte dos peões e a parte rebaixada virada ao trânsito automóvel.
O facto de se tornar várias artérias exclusivamente pedonais, obriga muitas pessoas que usam canadianas a fazer maiores caminhadas até farmácias, residências, clínicas de reabilitação, esforçando o que deveria ser menos sacrificado.

Enfim, todo o sujeito é passivel de errar e decidir de forma menos correcta. O que se pede é que, à medida que se identificam as situações, se solucionem os problemas, minimizando os obstáculos e melhorando a qualidade de vida de todos os cidadãos.


9 de março de 2012

Zona da UMinho:Sensibilizar para melhor ambiente urbano

retirado daqui


É sabido que a cidade cresceu, e muito, ao longos dos últimos anos, sobretudo na zona de Gualtar, graças à localização da Universidade do Minho.

É certo que a configuração dos prédios em torno da UM parece uma espécie de labirinto confuso e que é pouco harmonioso. E as dificuldades começam agora a sentir pela falta de melhor qualidade de vida urbana.

Obviamente que, em primeira circunstância, a poluição de um local ou o respeito pelo espaço público faz-se a partir do individuo e da sua instrução pessoal.  Agora, é certo que se se é permissivo a quem constantemente não respeita os seus concidadãos, então deve ser chamado à atenção.

A verdade é que os moradores daquela zona têm os mesmos deveres que todos os outros cidadãos de Braga, logo, também têm os mesmos direitos. Se pagam as taxas municipais, também lhes é devido que se faça uma manutenção mais rigorosa e cuidada de um espaço que parece ter mais apetência para estar sujo (poder-se-ia, pela proximidade, falar da pouca vergonha que é a rotunda e baía de autocarro nos Peões, junto do MacDonald's, sobretudo ao fim de semana).

Será justo apelar à sensibilização das pessoas para ter mais cuidado, mas também devem os serviços municipais de limpeza identificar os pontos mais críticos da cidade e actuar com mais incidência.
A qualidade do ambiente urbano depende de todos nós!


8 de junho de 2011

Assim é a "VOX POPULI"

"Diário do Minho" de 08/06/2011

Parece cada vez mais necessário discutir as opções da cidade, opções que passam pelo planeamento urbanístico, pelo ordenamento do trânsito, as obras, justiça, saúde entre vários outros assuntos.
É notória alguma insatisfação de vários cidadãos que agora, em vez de esperarem pela resolução (ou não) dos problemas, optam por exprimir a sua opinião e buscam, a partir dela, uma sociedade melhor e mais participada.
Bem hajam por essa vontade, força e coragem!


27 de dezembro de 2010

Património de Braga...desaparecido!!!



fotos de: José Carlos Ferreira

Numa das nossas pesquisas cibernáuticas, tivemos a felicidade de passar pelo Blog "Afinal os Glutões Existem", da autoria de José Carlos Ferreira.

Um dos post lá publicados refere-se ao património de Braga que já desapareceu há muito tempo, mas que ficou perpetuado em imagens no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga.

Ora, para quem conhece a cidade de Braga de hoje, poderia pensar que afinal Braga não mudou assim tanto com o passar dos tempos. Parece política ancestral dos políticos de Braga que para fazer história é preciso destruir Património.

Poder-se-ia inserir estas imagens no desenvolvimento natural de uma cidade e justificar, assim, o seu progresso. Mas afinal o que substituiu estas edificações? Afinal, porque não se preservou esta memória?
Havia ameaça de ruína e, por isso, teve de se destruir tudo?

A resposta parecer tardar e não colher grande justificação. Parece, sim, que ser político em Braga é sinónimo de deitar abaixo o que é velho e construir algo novo, descaracterizando o perfil histórico da cidade.

Senão, vejamos as Casas de Emigrantes, que com um estilo arquitectónico único têm desaparecido rapidamente. Lembremos os atentados constantes, o apetite imobiliário e a força da cidadania na zona das Sete Fontes, S. Victor, Braga. Revisitemos as fachadas adulteradas do Centro Histórico da Cidade de Braga, o Atheneu Comercial que foi destruído e o Salão Egípcio que está em ruinas e dado ao esquecimento. Notemos o património arqueológico descoberto que fica (novamente) enterrado.

Grande parte das opções políticas de Braga não parece colher simpatia pela preservação da memória histórica. Uma boa parte da população comenta uma série de atentados ao património, mas acanha-se de divulgar e protestar essas opções. Esperamos que esta mentalidade que dá sinais de mudar, cresça em consciência e ajude a preservar a nossa cidade. Turisticamente fica mais enriquecida e gerará mais receitas, pois está provado que o património é um dos maiores aliciantes nas escolhas dos turistas que visitam a nossa cidade.

Obrigado amigo José Carlos Ferreira por trazeres até nós estas fotografias, que privilegiam a nossa memória e que são um sinal do que podemos fazer para que não haja mais monumentos ou sítios de interesse a desenhar, futuramente, noutros salões da nossa cidade.