22 de junho de 2012

S.João: As Rusgas e as Tradições



"Diário do Minho" 20/06/2012

A cidade de Braga está a viver a semana festiva do S. João de Braga.

Se, até agora, ainda não se sentiu a grande euforia da festa, devido a umas condições atmosféricas instáveis, verdade é que parece que vamos ter a grande noitada e o dia do Santo popular com bastante sol.

Por isso, além dos Cortejos, as Rusgas são uma tradição a manter, que vêm de tempos longinquos e que Rui Ferreira tão bem retrata no Caderno de Cultura, suplemento do Diário do Minho.

Vale a pena ler, pois assim poderemos viver o S. João de forma ainda mais sentida e próxima das suas origens populares.


20 de junho de 2012

Sete Fontes - Um fim de semana, Duas visitas



 
Foi um intenso fim de semana, com duas visitas ao Complexo Monumental das Sete Fontes, ambas orientadas pela JovemCoop.

Com enorme satisfação, no Sábado dia 16, a Associação "A Nossa Terra" e o "Núcleo Fotográfico S.Victor" juntaram esforços e visitaram o Complexo Monumental das Sete Fontes, ficando a conhecer a História do abastecimento de água à cidade de Braga e todo o equipamento monumental.

No Domingo de manhã, no âmbito das iniciativas JovemCoop para a BragaCEJ2012, um grupo de "caminheiros", saiu bem cedo da zona da Arcada (Praça da República) e foi em passo acelerado até às Sete Fontes, rubricando uma acção Y.Nature.

Já no Complexo Monumental apelou-se à necessidade de os cidadãos ajudarem a proteger os lençóis de água que dão expressão às Sete Fontes, mas que também são sinónimo de vida.
Após as explicações, decorreu a visita ao interior das Galerias.

Agradecemos a todos os participantes a colaboração e companhia nestas actividades.

VER AQUI FOTOS DA ACTIVIDADE DE SÁBADO DIA 16 (JovemCoop)


VER AQUI FOTOS DA ACTIVIDADE DE DOMINGO DIA 17 (Rui Pinheiro_JovemCoop)


VER AQUI FOTOS DA ACTIVIDADE DE DOMINGO DIA 17 (BragaCEJ)


Visita ao Convento dos Remédios - extinto em 1911


"Diário do Minho" 19/06/2012

Foi uma iniciativa bastante participada, pois muitos cidadãos corresponderam ao nosso apelo de vir conhecer o Convento dos Remédios, edifício extinto em 1911.

Quando uns achavam difícil, senão mesmo impossível visitar um edifício demolido há mais de cem anos, a JovemCoop, no âmbito da programação da BragaCEJ e com o atento olhar e conhecimento de Rui Ferreira, conseguimos proporcionar uma visita única.

Mais de seis dezenas de bracarenses, amigos e curiosos da História da Cidade de Braga juntaram-se na Arcada para as boas-vindas e explicação da actividade.

Após isso, seguimos para o Largo Carlos Amarante, onde Rui Ferreira contextualizou historicamente o Convento, desde a sua concepção, arquitectura, quotidiano e demolição, apoiando-se na apresentação de várias fotografias e imagens do Convento;

Os participantes seguiram de autocarro até à Falperra, onde visitaram a Santa Marta do Leão, cuja capela alberga o retábulo, sanefas e púlpito do Convento dos Remédios;
Já na Capela de S. João da Ponte, os participantes tiveram a possibilidade de conhecer os elementos arquitectónicos que estavam instalados na fachada do convento, entre outros elementos de interesse.

O percurso dos Remédios seguiu para o jardim de Santa Bárbara (Fonte), Reitoria da UMinho (Azulejos e elementos escultóricos), Salão Nobre da CMB (Gradeamento), Igreja do Pópulo (Retábulo da Nª Sr.ª das Graças)  e de depósito da CMB Pópulo (elementos pétreos da fachada que anteriormente estavam depositados no Parque de S. João da Ponte).

Esta actividade foi como que remontar um puzzle perdido, composto por várias peças dispersas pela cidade. O balanço final é extremamente positivo e recompensador.

O nosso sincero agradecimento a todos os participantes nesta aventura!





Curso da História da Cidade de Braga - 5ª e última sessão

"Diário do Minho" 10/06/2012


Ao longo de 5 meses, realizámos 5 sessões contextualizando 5 período cronológicos, com 5 diferentes e credenciados oradores.

Iniciámos a 17 de Fevereiro, no Novo Estádio Municipal, onde Gonçalo Cruz, Arqueólogo da Citânia de Briteiros, abordou a Pré-História da região;

A 16 de Março, Rui Morais, docente da Universidade do Minho, deu a conhecer Bracara Augusta, falando do período romano da cidade, na Escola Velha da Sé, onde jazem as ruínas de uma Domus;

A sessão sobre a Idade Média decorreu a 20 de Abril, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, orientada por Maria do Carmo Ribeiro, docente da Universidade do Minho, onde entre vários aspectos, se realçou a Calçada Medieval da Rua Verde que está musealizada naquela Biblioteca;

Já o Período Moderno e Barroco da cidade foi apresentado aos participantes por Rui Ferreira, investigador, jornalista e mestrando em Património e Turismo na Universidade do Minho, no dia 18 de Maio, no magnífico Salão Nobre dos Paços do Concelho (CMB);

A 5ª e última sessão, realizada no passado dia 14 de Maio, decorreu no renovado Teatro do Liceu Sá de Miranda e contou com uma visita à Braga Contemporânea, conduzida por Miguel Bandeira, Geógrafo e Docente da Universidade do Minho.

O Curso foi sendo seguido por um núcleo de pessoas que seguiram as 5 sessões, havendo uma parte dos participantes que, de sessão para sessão, se apresentava renovado.

Foi um conjunto de iniciativas de valor, que aproximou os cidadãos da sua história e cultura, permitindo um maior conhecimento sobre a realidade da cidade de Braga.

Por isso, pensamos que este Curso foi um refrescar de antigos conceitos adquiridos e uma aprendizagem fulcral para a compreensão do que é hoje a nossa cidade, permitindo-nos atingir o objectivo de reforçar a nossa participação na programação da BragaCEJ2012.



18 de junho de 2012

Braga: Regenerar Braga e o Património

"Diário do Minho" 18/06/2012


É muito interessante perceber que o património é uma matéria que permanece na ordem do dia e que, em sinal de alarme, a CMB, em vez de procurar dar conhecimento prévio, apenas socorre-se de esclarecimento tardios.

Quanto a nós, não é forma de instruir o cidadão, nem é algo que seja pedagogicamente recomendável. Ainda assim, mais vale tarde que nunca.

Continuamos a reiterar a ideia de que só após a opinião pública se ter manifestado, foi possível saber o real valor arqueológico das intervenções no Largo Carlos Amarante.

E as declarações do Sr. Vice Presidente da CMB, numa postura pouco democrática (como se só os académicos e investigadores possam e devam ser ouvidos) afirma que só têm crédito as afirmações dos especialista, realçando que "Tudo quanto seja dito sem chancela científica, sobre pretensas destruições de património, só pode ser interpretado como mero exercício de imaginação".

Posto isto, deixamos aqui as declarações escritas no facebook da JovemCoop, do Arqueólogo Francisco Sande Lemos, que talvez seja o melhor conhecedor do subsolo de Braga em geral e do Largo Carlos Amarante em particular:


De modo nenhum concordo com a metodologia aplicada no Largo Amarante. Na verdade na década de 90 a Unidade de Arqueologia teve um reunião com o Vice-Presidente da Câmara, Dr. Nuno Alpoim. Segundo este autarca pretendia-se abrir um parque subterrâneo no centro da cidade havendo duas hipóteses: o Largo Carlos Amarante e a Avenida da Liberdade. A direcção da Unidade optou pela Avenidade Central considerando o Largo Amarante como uma área de reserva que convinha estudar cuidadosamente. Ora sendo assim o projecto de renovação do Largo Amarante só deveria ter sido elaborado após uma escavação completa da área ou pelo menos um número amplo de intervenções em sítios cirúrgicos. Mudam-se os tempos mudam-se as vontades...
FSL
Agora que já temos uma opinião de alguém creditado e conhecedor, como responderá o Sr. Vice-Presidente da CMB?
À consideração dos leitores...num mero exercício de imaginação!


Agenda CEJ - semana 18-24 Jun

"Diário do Minho" 18/06/2012

Para conhecimento dos nossos leitores, publicamos a Agenda Semanal das Actividades a desenvolver no âmbito da BragaCEJ2012.

Damos destaque, naturalmente, à actividade "Todos os Caminhos Vão dar a Bracara Augusta", no próximo dia 23, cujo percurso estará relacionado com o S. João de Braga e três vias romanas!

A não perder!


Entre Aspas - A memória de Braga

"Diário do Minho" 18/06/2012


O "Entre Aspas" desta semana permite ao leitor uma reflexão conjunta sobre a propriedade das memórias de uma cidade.

A História, constantemente reescrita, carece de ser perpetuada, não por uma só pessoa ou um limitado núcleo circunscrito de pessoas, mas poderia e deveria ser tema de debate público.

Aqui fica o Entre Aspas para nos ajudar a pensar a nossa cidade.



13 de junho de 2012

Y.Nature - Caminhada às Sete Fontes




Ao longo do corrente ano temos vindo a realizar várias caminhadas e iniciativas em contexto de natureza.

As Sete Fontes afiguram-se como local privilegiado para realização destas actividades, pois além do património arquitectónico, esconde um vasto conjunto arqueológico em plena simbiose com a Natureza (Fauna, Flora e Água)...aqui o melhor do mundo natural deixa-se abraçar pela obra humana.

A questão do abastecimento de água às cidades foi objeto de especial atenção ao longo dos séculos, embora com soluções diferenciadas em função dos meios técnicos e das possibilidades de cada época.
Em Braga, esta preocupação parece ter cabido, em larga medida, aos seus Arcebispos, que se interessaram pela questão da água desde, pelo menos, o século XVI. Mas no Séc.XVIII, D. José de Bragança manda erigir o Complexo de Engenharia Hidráulica das Sete Fontes, equipamento que abasteceu com água a Cidade de Braga.

Nesta extraordinária obra, encontramos não apenas uma funcionalidade destinada a melhorar as condições de vida da cidade, mas também uma significativa obra hidráulica, e um testemunho de arquitetura barroca que importa preservar como um todo, sem esquecer que esta estrutura só faz sentido se conservar a sua funcionalidade primeira e fundamento da sua existência - a água que corre no seu interior. Nesta medida, o sistema conhecido por Sete Fontes é mais do que um bem patrimonial; ele é, igualmente, um bem ambiental.

Assim, convidamos os bracarenses a caminhar até às Sete Fontes, Monumento Nacional desde 2011 e visitar o seu interior.

Ter em atenção:

- Inscrição prévia;
- Levar chapéu;
- Vestuário e calçado adequado;
- Levar lanterna e máquina fotográfica;
- Levar água.

Inscrições aqui: http://www.bragacej2012.com/events/details.php?id=201&type=1


Curso da História Cidade de Braga - Braga Contemporânea



Por motivos de força maior, que se prendem com a disponibilidade do orador, a Sessão da Idade Contemporânea de Braga NÃO será realizada no dia 15 no MDDS.

A JovemCoop e a Capital Europeia da Juventude Braga2012 irão realizar a quinta e última sessão do Curso da História da Cidade de Braga, dedicada ao período Contemporâneo, desde os últimos 150 anos até à actualidade da cidade, no próximo dia 14 (Quinta-feira).


Esta sessão decorrerá no renovado Teatro da Escola Secundária Sá de Miranda, cuja entrada poderá também ser efectuada pela Rua de Santa Margarida ( aconselhamos a não perder esta sessão, não só pela singularidade da apresentação, mas também pela fantástica oportunidade de conhecer este espaço de arte contemporânea, tão bem recuperado).

As portas abrir-se-ão às 21h15 e a sessão iniciar-se-á às 21h30 e será conduzida pelo Professor Miguel Bandeira, da Universidade do Minho.

As inscrições para esta quinta sessão podem ser efectuadas no seguinte link:
http://www.bragacej2012.com/events/details.php?id=97&type=1

Pedimos as nossas sinceras desculpas por esta alteração de última hora, e apelamos à V/ melhor compreensão.


12 de junho de 2012

Crónica A Voz à Juventude (11) O Direito a Braga

"Correio do Minho" 12/06/2012


O DIREITO A BRAGA!
Hoje cumpre-se uma meta. Ao longo de dez meses, após convite do Sr. Diretor deste Jornal, a JovemCoop passou a ser presença mensal neste espaço de crónicas.
Aqui abordámos as esperanças que tínhamos para a Capital Europeia da Juventude e a construção da cidadania jovem, o aproveitamento do património no turismo, o planeamento urbanístico e o programa “A Regenerar Braga”, o apoio social, a Braga Romana, a Fábrica Confiança e, claro, as Sete Fontes.
Tentámos nunca repetir temas, ainda que soubéssemos que todos eles se complementam, sobretudo numa cidade que carece de maior participação dos cidadãos neste projeto chamado “Cidade” e cuja cidade merece ouvir a opinião dos cidadãos.
Quisemos, neste “nosso” espaço de ideias, partilhar com o leitor o que brota dos nossos pensamentos e o que gostaríamos de ver implementado em Braga, para melhor usufruirmos da cidade.
Hoje, graças a este espaço no Correio do Minho, e fruto da nossa maior atividade no âmbito da BragaCEJ2012, vamos sendo contactados com mensagens de apoio pelo trabalho desenvolvido, com solicitações de ajuda sobre a defesa do património e pedidos de colaboração em atividade e visitas a sítios de interesse da nossa cidade.
Em ano de Capital da Juventude, o balanço prévio das nossas atividades é muito positivo. Mesmo desconhecendo quais as expectativas criadas nos cidadãos para esta CEJ, nós já conquistamos o “nosso” espaço e alcançamos alguns dos objetivos que traçámos para este ano. Incrementámos o número e a qualidade das atividades, conseguimos despertar consciências para temas como o património (tantas vezes agora na agenda do dia) e aumentámos o número de membros da JovemCoop.
Por outro lado, fica por conseguir conquistar espaço de diálogo com os agentes decisores da nossa cidade. Os contributos que partilhamos, muitas vezes são entendidos como “forças de bloqueio” ou “fortes tomadas de posição ao serviço de causas obscuras”. Aquilo que posso garantir é que a JovemCoop tem, entre várias preocupações, uma que se eleva sobre todas as outras – o direito à cidade e à sua construção pelos cidadãos.
Queremos uma Braga opinativa e esclarecida, contribuinte e obstinada, dinâmica e reivindicativa, porque é da discussão que surge a luz e é nos momentos de crise que se criam as grandes oportunidades.
Braga é uma cidade de imensas oportunidades, das quais o património pode ser uma estratégia de distinção e competição. As Sete Fontes poderão ser um dos melhores cartões de visita para o turismo, mas também como marca de qualidade de vida.
Preocupa-nos que haja quem pense que falar ou dar ideias é um ato leviano ou injurioso. No caso do Largo Carlos Amarante essa falta de cultura democrática, com assentamento numa cultura repressiva e de silêncio, fere aquilo que defendemos – o direito ao conhecimento e à expressão pública. Há dias, numa tertúlia em que participámos, dizia-se que os Bracarenses conhecem mal a sua história! Ora, se não nos deixam aceder à informação, como é suposto conhecermos? E as manifestações públicas têm esta vantagem, onde se achava apenas haver um aqueduto, foi possível saber que haviam encontrado os alicerces do Convento dos Remédios (atividade de Sábado dia 16 em www.jovemcoop.com) e sepulturas. Missão cumprida, Braga esclarecida.
Agradecemos, pois, a oportunidade que nos foi dada, nestas páginas, para partilharmos as nossas ideias, agradecendo, uma vez mais, ao Dr. Paulo Monteiro e a toda a equipa do Correio do Minho e Antena-Minho os espaços privilegiados de opinião. A si, leitor, desejamos-lhes boas férias e esperamos encontra-lo nas atividades JovemCoop.






Percursos Barrocos - Visita Guiada ao Convento dos Remédios

"Diário do Minho" 10/06/2012

O Convento dos Remédios, monumento demolido no ano de 1911 pela Câmara Municipal de Braga, vai ser revisitado a partir de uma visita guiada ao espólio disperso por alguns locais da cidade.

Trata-se de uma iniciativa inédita, que vai decorrer no próximo sábado, dia 16 de junho, sendo organizada pela JovemCoop e Braga CEJ.

DATA: 16 de Junho de 2012, 09h30-13h00
ENCONTRO: Praça da República (Arcada)
TEMÁTICA: “Visita guiada ao Convento dos Remédios”
OBJECTIVOS: - Conhecer a história do mais antigo edifício conventual de Braga, bem como da sua polémica demolição em 1911.
- Identificar os vestígios deste convento na cidade de Braga actual e entender porque continua a ser importante no contexto patrimonial bracarense.
- Saber localizar espacialmente e percepcionar as marcas que deixou na fisionomia e morfologia da cidade actual.
- Alertar a população de Braga para a importância de valorizar o espólio e a memória deste convento.


PROPOSTA DE PERCURSO:


1.Largo Carlos Amarante: introdução histórica, reconhecimento do local e visualização de algumas fotografias antigas.
2. Reitoria da Universidade do Minho (largo do Paço): visualização de alguns painéis de azulejos;
3. Jardim de Santa Bárbara: fonte e visualização de alguns elementos arquitectónicos;
4. Igreja do Pópulo: retábulo de Santa Rita de Cássia
5. Convento do Pópulo/Câmara Municipal de Braga: visitar pedras retiradas do Parque da Ponte,
6. Câmara Municipal (praça do Município): grades do salão nobre;
7. Parque da Ponte e Capela de São João;
8. Capela de Santa Marta do Leão – Falperra: retábulo e sanefas;

OBSERVAÇÕES: - O percurso até ao Parque da Ponte será efectuado a pé.
                              - O percurso do Parque da Ponte até Santa Marta do Leão (Falperra) será feito em autocarro.

Inscrições em: http://bragacej2012.com/events/details.php?id=541&type=1




Arqueólogo por um dia - 9 de Junho


"Diário do Minho" 10/06/2012

No passado dia 09, a JovemCoop, no âmbito das actividades da Braga2012: Capital Europeia da Juventude, realizou uma intervenção arqueológica em contexto experimental.

Esta sessão, realizada no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, visou aproximar os jovens da profissão "arqueólogo" e mostrar em que consiste a "arqueologia".

Esta área de intervenção profissional, muitas vezes associada apenas a processos de escavação, é composta por várias outras áreas e tarefas, que foram explicadas aos jovens participantes.

Esperamos poder contribuir para um maior conhecimento sobre o que é a Arqueologia e, sobretudo, criar consciências sobre o papel que um arqueólogo pode ter enquanto planeador da cidade.

Os processos de intervenção arqueológica podem auxiliar os agentes decisores da cidade a construir uma urbe mais atractiva e historicamente mais humana, além de turisticamente mais competitiva.

Obrigado aos nossos participantes por terem aceite este desafio e contamos, agora, com mais pessoas sensibilizadas para a defesa do património.




BragaCEJ2012 - Agenda semanal 11 a 17 JUN

"Diário do Minho" 11/06/2012

Apresentamos o Programa das iniciativas BragaCEJ2012 para a semana que decorre entre 11 a 17 de Junho.
Com orgulho, a JovemCoop realiza 3 delas e apoia uma outra iniciativa.
Toca a participar!!!

Braga: Arqueologia das Grandes Coisas

"Diário do Minho" 10/06/2012

Há poucos dias, no âmbito de uma tertúlia realizada pela altura em que decorria a Braga Romana 2012, levantou-se a questão da valorização do património, do conhecimento que os bracarenses têm da história da sua cidade, da necessidade de participação dos cidadãos e de maior informação patrimonial que ajude a alavancar o turismo e a tornar Braga uma marca de distinção.

Após o início das intervenções no Largo Carlos Amarante e depois de várias ideias e opiniões sobre o que fazer com a estrutura arqueológica colocada a céu aberto, o responsável pelos trabalhos arqueológicos e assessor principal da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho sentiu a necessidade de clarificar e explicar as intervenções ali realizadas, emitindo juízos de valores bastantes ríspidos.

A nossa primeira surpresa surge com o formato de Carta Aberta (quase um direito de resposta, mas sem o ser) que o responsável redige à opinião pública. Não sendo um artigo de opinião, nem direito de resposta, parece-nos algo formato para atingir as vozes que clamaram a pedir procedimentos mais ajuízados quanto ao destino a dar aos vestígios arqueológicos.

Após palavras um tanto ácidas e corrosivas, que parecem querer atingir e menorizar a opinião pública, o muito experiente arqueólogo e com várias provas dadas no campo arqueológico, prossegue com as explicações dos resultados prévios da intervenção.

Ora, é aqui que a opinião pública ganha destaque e a sua "primeira vitória", pois onde apenas as pessoas achavam que só se tinha encontrado um aqueduto, após tentativa de aferição de resultados, o signatário do texto afirma que foram exumadas mais estruturas - os alicerces do antigo Convento dos Remédios, bem como estruturas fúnebres identificadas como sepulturas. Se a opinião pública não tem feito esta pressão positiva, provavelmente não teríamos conhecimento, pelo menos em tempo útil, dos resultados da intervenção. Doutra forma, talvez os resultados surgissem muito lá para a frente no tempo, ou talvez nunca viessem a público, pois, pelos vistos não são considerados relevantes.

Também é uma pequena vitória da opinião pública a definição dos critérios que levam à preservação, destruição, musealização de uma estrutura arqueológica. Esta equipa entende que a estrutura, datada do Séc. XX não "tenha qualquer valor patrimonial", por isso pode ser destruída.
E aqui surge outra questão: os Arqueólogos que tanto pedem reservas arqueológicas para o futuro e defendem que se deve deixar património para tempos que se esperam com outra sensibilidade patrimonial, hoje avaliam o desinteresse de uma estrutura e são coniventes na sua destruição.
E se daqui a 50, 100, 150 anos alguém, com outra sensibilidade achar que aquele património afinal tinha interesse? É que não estamos a falar de um caso que destruição por falta de opção, porque é plenamento possível articular as novas estruturas com zonas adjacentes, sem danificar aquela ou outra estrutura. Se ficar mais caro, é porque a arqueologia nunca foi pensada, porque num sério caderno de encargos deveria prever esta hipótese.

E causa impacto, e uma certa impressão, que se desvie a discussão do seu eixo (a intervenção do Largo Carlos Amarante) para grandes jazidas arqueológicas como o Teatro Romano, a Falperra, Dume e, bem mais recentemente, as Sete Fontes!

Primeiro, isso é querer comparar duas realidades distintas, e já devidamente identificadas, de forma igual. Não se vê este critério em questões bem mais comuns...Duas sepulturas no Largo Carlos Amarante, três na Senhora-a-Branca e algumas na zona da Igreja de S. Victor, foram desvalorizadas como estrutura musealizável ou preservada fisicamente. Já as do Liberdade Street Fashion foram intervencionadas e passivel de musealização, mas as do prolongamento do Túnel e zona entre estes dois equipamentos não! Somando tudo isto temos UMA só área de enterramento e práticas funerárias, mas que têm critérios distintos. E aqui sim, fala-se de uma só realidade.

Mas duas sepulturas, um conjunto de alicerces e estruturas ligadas à água, no Largo Carlos Amarante são vistas como "menores" e sem interesse patrimonial! Porquê?

Só interessa o Teatro, a Falperra, Dume e Sete Fontes porque são áreas com maior potencial de intervenção, logo passíveis de maiores orçamentos? Esperemos que não seja este o critério, porque então aí, a arqueologia de Braga está condenada a ser a Arqueoogia das Grandes Coisas, desprezando um elemento ou conjunto patrimonial que, de forma isolada, não terá força para se proteger e permitir-se perpetuar na memória colectiva dos bracarenses.

Apesar de haver uma responsabilidade científica, este esclarecimento deveria ter sido feito pelos Serviços Municipais, a não ser que a CMB tenha delegado essa tarefa na UAUM, pois, acima de tudo, o responsável perante a cidade e dono de obra é a autarquia.

De realçar que o texto termina com o apelo aos "bracarenses que amam a sua cidade, viva e dinâmica com património de excelência"...são estes bracarenses que amam a cidade que questionam, que têm curiosidade e que suscitam a opinião pública; os bracarenses da cidade viva e dinâmica, são estes que se mobilizam por perceber e dar o seu contributo para perpetuar a memória do passado; os bracarenses com património de excelência querem mais património e mais acuidade no seu tratamento e preservação, porque nitidamente quase 35 anos depois, em plena Bracara Augusta apenas haver 4 sítios musealizados disponiveis ao público e dois de cariz privado é MUITO POUCO! Por isso se pede mais...e todos juntos podemos contribuir para tal.

Até porque ninguém questionou a qualidade dos procedimentos, mas sim o fim a dar ao produto das intervenções. Pena é que a massa pública seja menosprezada, numa tentativa de humilhação e subalternização. Afinal, qual é o dever das instituições públicas? Não é o de estarem disponiveis ao público? Por isso não se percebe o porquê de declarações tão injuriosas e que rogam a prática do silêncio. Nós pretendemos que se gerem opiniões,para se chegar a conclusões.Queremos o direito à cidade e a querer conhecer a nossa cidade...não venham com estas atitudes repressivas para depois dizer em tertúlias que os bracarenses não conhecem a sua história. Ora pois, se nos impedem, torna-se dificil!


Braga: As opiniões sobre o aproveitamento do património

"Diário do Minho" 08/06/2012

A intervenção de superfície (ainda não se percebeu o porquê desta designação, tendo em conta que afecta o subsolo), no Largo Carlos Amarante, no âmbito do Programa "A Regenerar Braga", tem suscitado várias opiniões sobre os vestígios arqueológicos que têm vindo a ser colocados à "luz do dia".

Neste caso particular, assim que foi possivel, do lado exterior da cerca, identificar uma estrutura relacionada com águas, a JovemCoop propôs que se preservasse a memória daquele recurso (ver AQUI e AQUI)!

A ASPA foi mais longe e acusou a CMB de destruir a História da Cidade de Braga, uma vez que a autarquia além de não prever a preservação das estruturas, proponha a destruição das mesmas, para construção de um novo conjunto betonado.

É, de facto, lamentável que estas intervenções estejam envoltas em tanto secretismo, pois a informação das mesmas é quase nula (apesar de serem abordadas em página própria na internet, as informações não são específicas) e são omissas no que se refere à preservação de vestígios patrimoniais - sabendo que eles poderiam aparecer!

Aqui, a CMB deveria ter procedido com maior abertura e, além de se prestar a mostrar e explicar os projectos de regeneração das ruas e praças, deveria ter maior transparência e mostrar a definição de critérios que conduzem à preservação patrimonial.

Enquanto isso não acontece, as individualidades e entidades vão tentando levar Braga a um patamar cultural maior, que zele pela sua memória e identidade colectiva!