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21 de novembro de 2012

Braga: A nova alameda a sul do Hospital

"Diário do Minho" 14/11/2012
 
Na semana passada, foi lançado a Câmara Municipal de Braga lançou o concurso para a construção de uma nova "alameda", a Sul do Hospital de Braga, que, de alguma forma, rectifique o mau posicionamento desta estrutura de saúde.

Como o Novo Hospital foi "encaixado" numa zona cimeira, sem preocupações prévias de acessibilidades, agora é necessário promover uma "regeneração" da via existente, pois esta é, meramente, um estreito caminho, cheio de buracos no pavimento, que se torna ainda mais exíguo com a passagem de dois carros em faixas opostas.

Uma vez mais, parece estranho o concurso público não mencionar certas condicionantes, como um estudo de impacto ambiental, pois, em boa verdade, toda aquela zona ficará transformada.
Importa lembrar que, se por um lado esta nova alameda está fora da zona especial de protecção das Sete Fontes, não é menos verdade que toda aquela zona está repleta de vestígios arqueológicos.

Aqui, inclui-se a zona de reserva arqueológica, designada como Caixas de Água, área que mereceu protecção por parte dos organismos estatais da arqueologia. Lembramos, ainda, que no próprio local onde surgiu o Hospital, apareceram vários vestígios romanos, onde sobressai um fantástico forno romano (que pensamos ter sido destruído sem qualquer vontade justificação patrimonial plausível).

Na zona dos terrenos da Universidade do Minho, onde hoje se situa a Escola de Direito, também surgiu uma extensa canalização romana, que foi intervencionada pela UAUM.

No mapa abaixo, posicionamos a verde a ZEP das Sete Fontes, a amarelo a Zona de Reserva Arqueológica de Caixas de Água, o círculo vermelho maior posiciona o Forno romano e os três círculos mais pequenos induzem à localização inferior da canalização romana.

Com tantas referências arqueológicas, ainda que legalmente possam não estar dentro de zonas de intervenção arqueológica obrigatória, questionamos se vamos assistir a uma nova intervenção do género dos Acessos ao Centro Escolar de Real, onde o limite legal e o bom senso estão separadas por doze metros.


Esquema do posicionamento das áreas de vestígios arqueológicos

21 de junho de 2011

Porque a desertificação é real...

"Correio do Minho" de 15/06/2011

"Correio do Minho" de 16/06/2011

Não fazemos a apologia dos "coitadinhos", mas importa transmitir o sentimento geral que reina no centro de Braga. Os mais desatentos, entre as festas da Braga Romana e o ambiente de S. João, podem ainda não se ter apercebido, mas começam a insurgir-se as vozes de descontentamento com a falta de estratégia da CMB relativamente ao planeamento do centro histórico.

Porque tinhamos um centro muito dependente da vivência do Hospital de S. Marcos, a bruta deslocalização do equipamento hospitalar deixou várias pessoas com decisões dificeis de tomar e com negócios dificeis de gerir.

Leiam, com calma, estes breves excertos retirados do Correio do Minho e vejam as opiniões dos entrevistados. Notarão que, uns mais perto do antigo Hospital e outros mais longe, todos sentem a diferença de ambiente, procura comercial e capacidade de negócio.

É este Centro Histórico que nós queremos para a nossa cidade? Um centro deserto, desprovido de pessoas, que se enche só em dias de festa? Que exemplo de política sustentável e sustentada estaremos a dar às gerações mais novas, sobretudo em vésperas de sermos Capital Europeia da Juventude, onde é suposto dotarmos os jovens de ferramentas de aprendizagem?

E tudo isto podia ter sido minimizado, senão mesmo evitado, se tivesse havido uma política de crescimento e ordenamento do território sustentada...





31 de dezembro de 2010

Terminamos 2010 com avisos...e sem a classificação!

retirado do "Diário do Minho" de 31/12/2010

A Assembleia de Freguesia de S. Victor concordou solicitar ao Ministério da Cultura que publique, em Diário da República a classificação como Monumento Nacional as Sete Fontes.

A JovemCoop alerta, ainda, para o perigo que as duas Minas das Verdosas correm de ser destruídas, devido às obras dos acessos ao Novo Hospital de Braga.

Terminamos 2010 com um aviso, e esperamos que 2011 comece com a classificação, já que hoje, último dia do ano 2010, isso não aconteceu!

27 de dezembro de 2010

Uma variante barata, uma dor de cabeça cara!

retirado do "Diário do Minho" de 25/12/2010

Ficamos a saber pelos jornais que a Variante mais cara da Europa afinal...ainda podia ser mais cara. O custo previsto desta estrada estava avaliada nos 11 milhões de euros, mas conseguiu-se reduzir o investimento para menos 3 milhões.

Numa cidade em que falta o planeamento urbano, certo é que a construção desta variante, que teimosamente irá ali ser construída para justificar um erro de localização do Novo Hospital de Braga, irá dar imensas dores de cabeça aos automobilistas e cidadãos de Braga.
Senão, vejam só a notícia seguinte e retirem as vossas próprias conclusões.
retirado do "Diário do Minho" de 23/12/2010

10 de novembro de 2010

A falta de planeamento dá nisto...

retirado do "Diário do Minho" de 06/11/2010

Diz o ditado que "não se começam obras pelo telhado da casa". Parece apropriado relembrar esta velha sabedoria no caso da variante que ligará ao Novo Hospital de Braga.

Após terem embutido o Hospital Escala Braga num sítio de dificil acesso e cuja localização poderá ser questionável, certo é que, após a estrutura estar feita, torna-se agora necessário encontrar um caminho que ligue a cidade à unidade de saúde.

Como Braga teve um mau PDM  que não contemplou com seriedade esta nova estrutura hospitalar, agora resta construir a estrada por uma "nesga" que sobre entre as habitações da zona do antigo Feira Nova, o Retail Park, as Sete Fontes, a Cooperativa Lar Jovem e o Novo Hospital.

Posto isto, é sem surpresas que os jornais noticiam as queixas e amarguras dos moradores que, desesperados, confessam não saber o que fazer com a sua vida, isto é, perderão a sua qualidade de vida.

É de lamentar que estes erros causem tanto transtorno, sobretudo quando se fala de uma via que poderá salvar imensas vidas. Se fosse bem pensada e construída, os moradores daquela zona e os futuros utentes do Hospital de Braga só poderiam ficar gratos.



5 de novembro de 2010

O início das obras...Sete Fontes Salvaguardadas?

retirado do "Diário do Minho" de 03/11/2010

retirado do "Diário do Minho" de 04/11/2010

Começaram, esta semana, as obras da construção da estrada de acesso ao Novo Hospital de Braga.
O traçado foi melhorado e será menos lesivo para o Complexo das Sete Fontes. Ainda assim, sabemos que 2 minas, na zona das Verdosas, Bairro da Alegria, serão afectadas directamente, desconhecendo, ainda, a forma indirecta como será afectado o conjunto monumental no solo e no subsolo.

Será de ter em conta uma monitorização do caudal das águas e da sua qualidade, bem como da preservação das estruturas existências. Não será recomendável colocar de lado a hipótese de surgirem novas canalizações ou elementos arqueológicos, visto que a encosta por onde se desenvolverá a variante está repleta de evidências arqueológicas, nomeadamente de material de construção romano.

Diz-se, inclusivé, que na zona da Cooperativa Lar Jovem havia uma villa romana, o que acrescentará motivo de precaução ao desenvolvimento dos trabalhos arqueológicos afectos à construção da via.


A JovemCoop coloca-se à disposição dos arqueólogos de campo e das Estradas de Portugal para partilhar informação relativa a zonas com maior indice de evidências arqueológicas. Ajudaremos no que for possivel para que a obra seja bem realizada e salvaguarde o Complexo do Monumento Nacional das Sete Fontes de Braga.

12 de outubro de 2010

Preocupação vs Preocupação

retirado do "Diário do Minho" de 12/10/2010

Na visita efectuada às instalações do Novo Hospital de Braga, os deputados do PS eleitos pelo circulo de Braga manifestaram a sua preocupação com o atraso na construção dos acessos à estrutura hospitalar.

Essa preocupação vem assentar noutra, subscrita por quase 6000 peticionários que estão apreensivos quanto à construção do acesso pela zona do Complexo das Sete Fontes. Na verdade, ainda que passe numa zona marginal, o acesso vai contornar a área verde e soterrar as duas minas das Verdosas (que não são muito conhecidas e, que ainda por cima, o IPPAR se "esqueceu" de incluir na classificação.

Coincidência ou não, o certo é que uma preocupação esbarra na outra, além da nossa preocupação de que construir acessos à pressa, certamente vão pôr em causa os procedimentos arqueológicos de investigação daquela zona monumental.

Seria bom que a preocupação de construir os acessos tivesse em conta esta também legítima preocupação.

30 de setembro de 2010

Ironia do destino


retirado do "Diário do Minho" de 29/09/2010


Numa zona repleta de água, e onde os peticionários e a sociedade civil de Braga se tem debatido com a necessidade de preservar os lençóis de água das Sete Fontes, esta notícia, a julgar pelo primeiro titulo, não deixa de parecer irónica.

Ainda assim, lendo atentamente a notícia rubricada por José Carlos Lima, percebemos que não é a escassez de água o problema, mas sim as infra-estruturas que conduzam água até ao novo complexo hospitalar.

Já não bastava não ter havido um planeamento devido no que concerne aos acessos rodoviários, somos agora conforntados com a urgente carência de abastecimento de água.

Está-se mesmo a ver que a "urgência" reclamada vai atropelar procedimentos de protecção do património, porque como bem sabemos, para colocar canalizações e tubagens, vai ser preciso abrir valas e esburacar o subsolo. Mais uma vez resta a dúvida - será que a Direcção Regional de Cultura Norte está por dentro deste processo? Será que vai haver acompanhamento arqueológico da abertura das valas?

Todas as investidas arqueológicas ali realizadas já provaram a sensibilidade daquele local....e o local começou a revelar que tem muito a contar sobre a história da cidade de Braga.

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16 de setembro de 2010

A "Garantia" e o "tem de haver"

retirado do "Diário do Minho" de 16/09/2010
retirado do "Correio do Minho" de 16/09/2010


Sobre este tema dos acessos ao Novo Hospital de Braga, já muito foi dito e a nossa opinião já foi, por diversas vezes, expressa.
Ainda assim, relembramos que HÁ PROCEDIMENTOS LEGAIS A CUMPRIR e que não devem/podem ser atropelados! Será que vai haver coragem para os fazer cumprir?

Será que as entidades governamentais com responsabilidades na área do património poderão e saberão actuar atempadamente com o mínimo de prejuízo para os elementos patrimoniais?

É que seis meses para executar uma estrada pode ser suficiente, mas é notoriamente insuficiente para fazer estudos e projectos de salvaguarda numa área que já se sabe ser patrimonialmente sensivel!

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