10 de julho de 2012

Percursos do Barroco - De Azul e Dourado


"Correio do Minho" 08/07/2012


O próximo Percurso do Barroco visa dar a conhecer fantásticas obras deste período, quer na área do Azulejo, quer na parte da Talha Dourada.

Em Braga e nas obras monumentais da cidade, várias personagens de renome assinaram para a posteridade um conjunto patrimonial de enorme relevo, que tantas vezes nos passa despercebido.

No próximo Sábado, dia 14, vamos fazer um percurso por várias igrejas de Braga, onde é possível entrar em contacto com azulejaria e talha dourada belíssimas e bastante expressivas (e impressionantes).

Aqui fica o convite:

Sábado, dia 14
Ponto de Encontro: Igreja de S. Victor às 09h30

OBJECTIVOS:       

 - Conhecer a importância do barroco no contexto das artes decorativas da arquitectura religiosa na fase 1650-1750, sublinhando a evolução da talha dourada e do azulejo.

- Identificar os principais artífices da arte barroca bracarense neste âmbito, nomeadamente os azulejistas “lisboetas” e os principais entalhadores.

- Compreender a história e a importância de cada edificação religiosa, percebendo os principais traços do seu passado e o grau de relevância no contexto urbano bracarense.

- Perceber a importância da natureza para a sociedade do período barroco.

Agenda BragaCEJ2012 - 09 a 15 JUL

"Diário do Minho" 09/07/2012

Esta é a agenda das actividades BragaCEJ2012, para a semana que está a decorrer.

Damos particular ênfase à nossa actividade, que será realizada no próximo Sábado, dia 14, intitulada "De Azul e Dourado", inserida nos Percursos do Barroco.
A não perder...


9 de julho de 2012

Castelo D. Chica: Imóvel de Interesse Público

"Diário do Minho" 07/07/2012

Têm sido frequente, nestes últimos meses, os anúncios das classificações de imóveis e da sua respectiva zona especial de protecção.

Na página oficial do IGESPAR (ver aqui) este anúncio, quase confuso, trás uma boa nova. O Castelo D. Chica, obra de E.Korrodi, após um processo de classificação de quase 20 anos, será finalmente considerado Monumento de Interesse Público.

O seu estilo arquitectónico diferenciador e a sua localização numa zona em que se destaca na paisagem, merece este titulo, uma vez que é monumento singular de extrema beleza.

Além de dar destaque merecido ao imóvel, esta classificação trás consigo uma alargada zona especial de protecção, que relembramos não ser zona non aedificandi, isto é, não impossibilita construções, apenas regulamenta procedimentos.

É uma excelente notícia, que esperamos que traga maior enlevo e dignidade a um monumento que merece melhor atenção por parte da cidade de Braga.


IPDJ - uma feliz notícia, um regresso aguardado

"Diário do Minho" 07/07/2012


A notícia do regresso do Dr. Manuel Barros ao Instituto Português do Desporto e Juventude (fusão do Instituto Português do Desporto e IPJ), a uma área que bem conhece - a JUVENTUDE!


A JovemCoop muito tem a agradecer ao Dr. Manuel Barros, porque durante as suas passagens pelo IPJ sempre foi um delegado regional próximo das associações, com a preocupação de ouvir as necessidades das mesmas e sempre pronto a resolver as mais difíceis situações.


Esta notícia muito nos agrada e dá-nos alguma confiança, sobretudo porque esperamos poder colmatar uma relação de ausência que os últimos três delegados regionais tiveram com as associações.


Além disso, na celebração dos 30 anos da JovemCoop, o Dr. Manuel Barros desafiou-nos a ser uma associação participativa e dinâmica na BragaCEJ2012. Prometemos e estamos a cumprir...


Aqui fica um voto de felicidade por este regresso tão desejado.



Y que não condiz com Juventude

"Diário do Minho" 07/07/2012

Através do "Diário do Minho" do passado Sábado, ficámos a saber que o logótipo da Capital Europeia da Juventude, um Y oferecido pelos artistas à cidade.


Num total desrespeito pelo capital patrimonial da BragaCEJ2012, pelos ideais de participação e pela arte, o logótipo foi vandalizado, roubado e deixado completamente abandonado e estragado perto da Rua do Caires...basicamente, alguém montou-se no Y e viajou Rua do Souto abaixo. 


Duas conclusões podem ser daqui tiradas...há falta de policiamento no centro da Cidade, porque parece impossível que se roube uma mascote, se ande por 4 ou 5 ruas com ela e que ninguém note.
Falta sensibilizar os jovens para o património da cidade, ou pelo respeito pelo que não é só nosso.


Esperamos que esta situação seja rapidamente invertida e que à medida que a Capital se desenvolve, que a mentalidade dos jovens bracarenses se abra ao espaço público. 


Afinal, a Capital somos TODOS Nós!!!


Diário do Património2012_6º dia

Registo da Casa Manuelina na Rua de S.Victor




09 de Julho 2012
Ruas/Vias e Edifícios Antigos e a Fábrica Confiança


Hoje o dia começou com uma saída ao Largo da Senhora-a-Branca para ver um objeto parecido com um caixote do lixo ou um simples tubo deixado lá pelas obras…Mas afinal era a réplica de um marco miliário que servia para marcar a rota da Via XVII que seguia até Aquae Flaviae (Chaves) e daí para Asturica Augusta (Astorga, Espanha).

Depois passámos para trás da Igreja da Senhora-a-Branca para ver as chamadas “Alminhas”, que ajudavam uma pessoa quando morria ou para a protecção contra as artes do oculto (bruxas  e das almas penadas). Essas serviam para os ajudar a encontrar a luz para irem para o céu. Os grupos foram separados e no meu caso fomos a um antigo colégio só para rapazes chamado colégio Pedro Alvares Cabral em que estivemos a fazer o inventário de sítio e a tirar algumas fotos. Finalizado o trabalho juntámo-nos aos outros grupos e seguimos para uma casa com elementos do manuelino como as naus, o adamastor, uma esfera armilar …

Para acabar esta excelente manhã fomos à Fábrica Confiança que o Sr. Presidente da Junta de S.Victor nos falou de como ele com 14 ou 15 anos foi a Lisboa pelo S.C.Braga e, chegando lá, viu nas chaminés gigantes a sair muito fumo. Ao instalar-se no seu hotel reparou nos sabonetes e viu, para seu espanto e depois orgulho, os sabonetes da Saboaria e Perfumaria Confiança, que ganhou a medalha de ouro da Cidade de Braga e é uma das melhores (se não a melhor fábrica de sabão e perfumes de todos os tempos) tendo passado agora para o Porto, numa parceria com a sua maior rival.

Foi uma óptima manhã com a melhor companhia dos meus monitores e colegas da JovemCoop.

Mauro



 

8 de julho de 2012

Braga: Recriação da Idade do Ferro

Cartaz do evento


"Diário do Minho" 06/07/2012


"Correio do Minho" 06/07/2012

As recriações históricas, ou eventos de inspiração histórica, são sempre um forte atractivo para o grande público.

Habituados a ver recriações do mundo romano, como bem a Braga Romana soube conquistar os bracarenses, ou Feiras Medievais, um pouco espalhadas por todo o país, muita vezes fechamos o nosso pensamento a duas cronologias, não perspectivando o resto da linha cronológica.

A Associação dos Artesãos do Minho propõe, durantes os dias 19 a 22 de Julho, relembrar os tempos da Idade do Ferro, na altura em que esta região seria habitada pelos Bracaros, um povo ainda não influenciado pela cultura romana.

O evento terá uma área de transacção de produtos (mercado), uma área de restauração, com tenda de comidas, uma tenda pedagógica, para os mais novos aprenderem mais sobre as vivências dos castros e contará com uma conferência sobre o Mundo da Idade do Ferro, proferida pelo arqueólogo Gonçalo Cruz.
Durante os quatro dias, haverá sempre animação musical e teatrais, com a recriação de uma cerimónia fúnebre.

O "Povoado dos Bracaros" será sitiado no Largo de S.Francisco (esquina da Arcada para a Igreja dos Terceiros), Rua do Castelo, Rua dos Janes e Largo de S.João do Souto.

A JovemCoop associa-se por esta iniciativa porque além da animação do centro histórico, poderá contribuir para mostrar outras realidades históricas e sensibilizar os bracarenses para as vivências da Idade do Ferro, tantas vezes díficeis de compreender.

Esperamos, ainda, que seja um forte impulso para mostrar Braga noutras cronologias, inspirando a, futuramente, mostrar a Braga Medieval ou a Braga do Barroco.

Binóculo do Bom Jesus-A Braga o que é de Braga


A 19 de Abril deste ano, aqui, foi noticiado algo que muitos cidadãos bracarenses esperavam há já sete/oito anos: "Binóculo do Bom Jesus de volta até junho para ver cidade 'por um canudo'".


Como pode ler-se na notícia o velho binóculo do Bom Jesus, o qual originou a célebre frase "de marca" da cidade de Braga, "ver Braga por um canudo", foi retirado com vista à sua reparação.


É de louvar o desejo da sua recuperação e não de o substituir por um novo, pois o binóculo com mais de 100 anos faz parte da História da cidade e da sua identidade. Seria de louvar também que o mesmo fosse recolocado até Junho como noticiado, o que, infelizmente, não aconteceu.


Em meses de Verão, onde a afluência de turistas, quer nacionais quer estrangeiros, é maior, faria todo o sentido o estimado canudo voltar ao lugar que lhe é de direito.


Irá a Confraria do Bom Jesus devolver com brevidade esta parte da História que foi retirada à cidade? Os cidadão querem, e têm o direito de saber o que é feito do seu "canudo".


Será que vamos voltar a "ver Braga por um canudo" ou será que daqui a poucos anos já ninguém se lembrará desta célebre frase?


Enquanto não há resposta para estas questões, por cá esperamos que o "canudo" volte brevemente a ser de fruição dos cidadãos de Braga e dos que a cidade visitam.

6 de julho de 2012

Diário do Património2012_5º dia

Registo, em desenho, da Imagem de S.José

Preenchimento da Ficha de Inventário


06 de Julho 2012
Igrejas da Senhora-a-Branca e S. Victor 

Hoje dia 6 de julho, fomos visitar duas igrejas, a igreja de S. Victor e da Senhora-a-Branca mas antes de sairmos da Junta realizámos uma pequena dinâmica que consistia em decorar, por ordem, o nome dos colegas e o fruto que eles diziam, (por exemplo: João Banana e Joana Morangos, entre outros)

Antes de sairmos deram-nos os materiais dentro de uma caixa (canetas, lápis, fita métrica,…) e uma capa com folhas que seriam necessários para as atividades que íamos realizar.

Quando saímos da Junta de Freguesia de S. Victor deslocámo-nos para a igreja da Senhora-a-Branca e quando chegámos um monitor explicou-nos a história desta igreja, que aqui vou enunciar: Houve um ano em que se registou um forte nevão no antigo centro do império romano, mais precisamente no monte Esquilino que ficou associado ao sítio onde Nossa Senhora gostaria que fosse erguido um templo.

Este facto foi considerado um milagre, chegando à nossa cidade com o nome de Nossa Senhora a Branca das Neves, sendo agora chamada por Nossa Senhora-a-Branca.

O seu culto foi trazido para Braga pelo arcebispo D. Diogo de Sousa entre 1505 e 1532, que tendo estudado em Roma, era muito devoto desta Senhora.

Depois desta breve história o monitor distribuiu os grupos pelos altares e observámos os santos e o altar tendo sempre em atenção a sua altura, largura, decorações,…

Por fim, tínhamos de descrever e desenhar o que observávamos, realizando esta atividade sempre com ajuda dos nossos monitores.

Em seguida, dirigimo-nos para a igreja de S. Victor onde outro monitor nos contou a história deste santo e que vou explicar: Victor era um rapaz, filho de uma família de renome. Já na adolescência, apesar de não ser batizado, Victor era catecúmeno, ou seja, preparava-se para receber o sacramento do Baptismo e rejeitava as divindades romanas.

Por volta do ano 312, numa manhã do mês de Abril, Victor saiu de casa e deparou-se com uma festividade em honra aos deuses Ceres e Silvano. Cruzando Victor com a procissão, a gente que nela participavam quiseram que o jovem se juntasse a eles e que também festejasse as divindades. Mas Victor, que apenas reconhecia um Deus, recusou-se a prestar culto àqueles ídolos romanos.

Os gentios ainda tentaram coroá-lo com flores, em alusão aos deuses, mas Victor tornou a recusar, o que enfureceu as pessoas. Muito indignada com as respostas negativas de Victor, a população irritada, decidiu solicitar ao governador da cidade, chamado Sérgio, que fizesse justiça.

O Governador mandou que trouxessem Victor até si, para o poder interrogar. E assim aconteceu. Os soldados levaram Victor à presença do governador Sérgio, que lhe perguntou porque renunciava às divindades, uma vez que, por ordem do Imperador, deviam ser adoradas.

Mas Victor não se deixou intimidar e professou a sua fé em Deus. O governador mandou-o castigar, amarrando-o a uma árvore e açoitando-o. Voltou a perguntar-lhe porque desprezava as divindades romanas. Victor tornou a respeitar a sua fé. E, de novo, o governador mandou-o castigar, desta vez martirizando-o pelo fogo. Mas Victor não cedia, nem desistia de fazer valer a sua Fé em Deus.

O governador Sérgio, mediante a convicção de Victor, desistiu e mandou que cortassem a cabeça ao jovem catecúmeno. A sentença foi cumprida sobre uma ponte de pedra de um afluente ligado ao rio Este.

Depois realizámos o mesmo processo que fizemos na Senhora-a-Branca, voltámos para a Junta onde voltámos a realizar a mesma atividade didática, e no fim deram-nos um passaporte onde temos de escrever ou desenhar as nossas atividades diárias.


Ana Luísa Araújo

Diário do Património2012_4º dia

"O Nosso Património" no Parque da Ponte


05 de Julho de 2012
Parque da Ponte

Como habitual começámos o nosso dia com as “tradicionais” dinâmicas. As dinâmicas de hoje consistiam em seguir as ordens que os monitores davam e, quem fosse lento a executar essas ordens, saía do jogo. Quando terminadas as dinâmicas dividimo-nos em grupo para receber o material de trabalho e seguimos caminho sem saber ao certo o destino. É sempre muito divertido porque grande parte dos participantes tenta adivinhar o local que vamos visitar.

Hoje fomos conhecer o parque da ponte e um pouco da sua história. Ficamos a saber que o parque que hoje toda a gente conhece inicialmente era uma quinta e mais tarde com as “modas” foi criado um jardim. Tivemos oportunidade de ver a capela dedicada ao S. João do ano de 1616, de ver a casa de um arcebispo, ver alguns santos que faziam parte da fachada da igreja do Convento dos Remédios, uma fonte antiga e visitamos o estádio 1º de Maio.

Depois de contextualizado todos os elementos os grupos começaram a trabalhar. Os primeiros monumentos a serem inventariados foram os santos da antiga fachada como por exemplo S. Francisco, a Rainha Santa Isabel de Portugal, a Rainha Santa Isabel de Hungria e alguns elementos históricos religiosos. Estes foram fotografados, medidos, descritos, desenhados ao pormenor e com todo o rigor. Em seguida, uns grupos procederam ao inventário da fonte e outros grupos ao estádio 1º de Maio.

 Regressámos à Junta de S.Victor e demos por terminado mais um dia do nosso património.

Eu gostei muito do dia de hoje porque só com a visita de hoje é que percebi que o parque da ponte pode ser considerado “um museu a céu aberto” desde que seja preservado e bem apreciado.

Tânia Freitas 


4 de julho de 2012

Diário do Património2012_3º dia

Registo fotográfico de S.Victor-o-Mártir

Visita e registo da antiga mercearia

04 de Julho 2012

Capelas de S.Vicor-o-Mártir e S.Victor-o-Velho

Hoje, 4 de julho visitámos duas capelas.


Quando chegamos à junta de freguesia reunimo-nos como sempre e começámos por realizar duas atividades: a primeira foi o jogo do “barco”, em que tínhamos de nos movimentar de acordo com as instruções dadas pela monitora Né. De seguida fizemos outro jogo, que tinha como objetivo proteger o nosso balão dos outros colegas, aprendendo assim a importância de proteger o nosso grupo!

Depois, foram-nos entregues os materiais necessários para as nossas observações dos lugares, entre eles uma capa com folhas para preenchimento de dados e uma mala com objetos precisos para a nossa visita, como uma bússola, uma fita métrica e os materiais de escrita.

Logo a seguir, caminhámos até à capela S.Vitor – o – Mártir. Quando chegámos, o nosso monitor André contou-nos a história de São Vitor, o que foi essencial para percebermos o resto da visita e também para um melhor conhecimento. Em seguida, começámos as nossas observações, tendo em atenção o ano de construção, o estado de conservação, a decoração, entre outras.

Feitas as anotações partimos para outro local, a capela de S.Vitor-O-Velho. Aí visitamos o seu interior e ouvimos a “ história “ da igreja, construída em 1876. Dentro da igreja, encontra-se um altar lateral, e dentro de uma urna de vidro, permanece uma imagem de S. Victor degolado, que contém uma pequena “relíquia” do santo. Não se conhece de que parte do corpo é esta “relíquia”. Posteriormente, o grupo foi dividido por três lugares, entre eles, uma mercearia antiga, o exterior da igreja e o interior da igreja.

Feita a visita regressámos à junta de freguesia e acabámos assim mais uma manhã da atividade « O Nosso Património”


Beatriz Oliveira (:

Diário do Património2012_2º dia

Visita ao Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa



03 de Julho 2012


A visita ao Museu D. Diogo de Sousa

Na manhã do dia 3 de Julho, fomos visitar o museu D. Diogo de Sousa.

Começámos a visita pela visualização de um pequeno filme onde explicava as zonas arqueológicas mais relevantes na cidade de Braga.

Após isso, observámos um friso que se prolongava ao longo de uma grande parede que dá uma abordagem à história do museu.

De seguida passámos para uma sala onde estão expostas as coleções cronologicamente compreendidas entre o Paleolítico e a Idade do Ferro, e observámos variados objetos como o biface, instrumentos de caça, estátuas, machados, capacetes ...

A próxima sala informa sobre, principalmente, o primeiro contacto entre os bracari e os romanos que se deu entre 138-136 a.C, onde já desde então, e até à fundação da cidade de Bracara Augusta 16-15 a.C. , esta região viveu um clima de paz que favoreceu o desenvolvimento, pelo que o comércio em grande escala, proporcionado pela integração no Império romano, abriu novas oportunidades de expansão e negócio.

Nesta sala, a maior parte das peças eram feitas de barro, vidro e cobre e muitas delas submeteram-se a um processo de restauro, onde, a partir das peças encontradas, conseguem projetar a forma da peça e completar os espaços vazios com gesso ficando com a forma da peça original.
Mostrava também o tesouro encontrado na Casa das Carvalheiras que continha 45.000 moedas romanas que foi abandonado devido as invasões bárbaras.

Nesta sala observámos o urbanismo na antiga Bracara Augusta, representadas por maquetas das termas onde se praticava exercício físico, tomavam-se uma série de banhos começando por um denominado de frigidarium - banhos de água fria, depois passando para o tepidarium - banhos tépidos e finalizar com o caldarium - banhos de água quente.
Tinha também uma maquete a representar a Casa das Carvalheiras, uma grande e importante casa da Bracara Augusta e uma pata de cavalo de bronze com folha de ouro que se pensa que tenha pertencido a uma estátua que situava no centro da cidade e com mais alguns objetos pessoais como anéis, brincos...

Neste último espaço expositivo abordam-se três grandes temas – as vias que ligavam Bracara Augusta às restantes cidades do Império romano representadas por marcos miliários que serviam para informar aos viajantes quanto faltava para chegar à cidade e a sua maior função era homenagear os imperadores e a sua soberania e poder.
A outra parte da sala destaca as necrópoles romanas que se situavam sempre fora da área urbana, normalmente junto às vias de saída da cidade. O seu estudo revela-se muito importante para identificar os rituais funerários, mas, também, para avaliar a distribuição e composição da população, uma vez que o espólio das sepulturas e as inscrições funerárias fornecem elementos relativos ao estatuto social dos mortos.

Terminámos esta visita com o mosaico in situ que era feito por quadradinhos muito pequenos para que fizessem "desenhos" no chão ou paredes e quem trabalhava este material era uma grande equipa e muitos dele acabavam por ficar cegos devido ao esforço que realizavam com os olhos para construir o mosaico.
Por fim regressámos a freguesia de São Victor, onde terminámos o segundo dia de “O Nosso Património”.

Renato Santos



Diário do Património2012_1º dia

Dinâmicas de Grupo na Avenida Central

02 de Julho 2012

O primeiro dia da VIII edição de "O Nosso Património" ;)

Hoje foi o primeiro dia da oitava edição da actividade « O Nosso património » vi muitas pessoas novas e também pessoas conhecidas mas tenho de confessar não estava à espera de ver tanta gente nova mas foi giro porque acabei por fazer novos amigos….

Começámos o nosso dia no auditório da Junta de Freguesia de S.Victor, onde os participantes se sentaram no lado das cadeiras e os monitores no lado do Palco.

Os monitores da JovemCoop deram-nos a sboas vindas e explicaram-nos os objectivos do projecto “O Nosso Património”. Também o Sr.Presidente da Junta de Freguesia de S.Victor esteve presente e deixou-nos umas palavras de boas vindas e de forte coragem por termos a determinação de acordarmos cedo durante o mês de Julho e termos vontade de, numa forma divertida, podermos aprender mais sobre a nossa cidade.

Depois fizemos várias dinâmicas de apresentação, umas interiores, realizadas no auditório, outras no exterior, na Avenida Central. Fizemos vários jogos e também dinâmicas de grupo como por exemplo:

-escrevermos num papel as nossas características e depois tínhamos de adivinhar de quem eram as características.


-andar de joelhos por debaixo dos nossos amigos e muito mais…

Percebemos, com estes jogos, que ficámos a conhecer-nos muito melhor e preparados para trabalhar em grupo.

Resumindo e concluindo foi uma manhã fantástica!!

Abraços do Benny




Braga, Capital Europeia do Património_Rui Ferreira

"Diário do Minho" 01/07/2012
(ver texto no blog: http://bragamaior.blogspot.com)

É uma ideia a enaltecer, desde logo analisando o titulo: Braga, Capital Europeia do Património!

Além do gosto pessoal que depositamos no facto de sermos JovemCoop, temos assistido e percebido, ao longo do primeiro semestre de 2012, ano em que Braga é Capital Europeia da Juventude, que o Património, a História, a Cultura, os Monumentos despertam interesse e orgulho nas pessoas.

Há um salutar sentimento "apropriação" que legitima uma positiva emoção de ser ou viver em Braga.

Ao longo das várias iniciativas que temos vindo a realizar ou a participar, percebemos que Braga tem condições de ser uma Capital Europeia do Património, não pela existência desse titulo, mas pela rica herança do passado que tem à disposição da História.

Monumentos e sítios há que se encontram esquecidos e omissos; outros estão num avançado estado de abandono e outros há que não lhes é permitido contar a sua história...

E as nossas actividades têm proporcionado inverter este panorama. Vamos viajando pelo passado, através dos percursos do presente e contando as vivências de pessoas ou locais que marcam a nossa cidade. Aproximamos as pessoas destas personagens do passado e tem-nos sido permitido entrar em contacto directo com as obras que nos legaram.

A História que temos vindo a descobrir é, de tal forma rica, que merecia ter o titulo de Capital Europeia do Património.

Mas ainda há muito a fazer para dignificar a nossa História e sítios que ajudam a perpetuar as vivências do passado.

Este ano, o compromisso da JovemCoop foi dar o melhor de nós para cumprirmos o objectivo de conhecer mais da nossa História, realçando e dignificando pessoas e acções do passado. Encaramos o ano da BragaCEJ como o ano em que os nossos jovens deveriam servir outros jovens que partilhem dos mesmos gostos e que possamos, em conjunto, construir o ideal de Braga (a cidade de todos e para todos).

Como bem diz o autor do texto, Rui Ferreira, a verdadeira Capital  Europeia da Juventude será vista no próximo ano, pois veremos quais as actividades, associações e individualidades ganharam experiência, vontade e credibilidade para perpetuar as heranças legadas pela BragaCEJ.

À parte que toca à JovemCoop, agradecemos a confiança que Rui Ferreira deposita em nós e o destaque que dá às nossas iniciativas. Pugnaremos para, em conjunto, poder saber perpetuar aquilo que advogamos...a construção da Braga do Futuro, a Braga que se orgulha da sua História e se quer desenvolver harmoniosamente para os próximos tempos e para as próximas gerações.


Entre Aspas - a memória de Braga2

"Diário do Minho" 02/07/2012

Na sequência de um primeiro texto de reflexão (VER AQUI), a ASPA publicou, na edição do passado dia 02/07, no Diário do Minho, uma nova abordagem à memória de Braga e o contributo que esta associação tem na cidade.

A ideia mais pertinente deste texto surge com a publicação de um Livro Branco, como forma de recolher memórias e contributos, que permitam traçar paralelos sobre o desenvolvimento e/alteração do subsolo bracarense.

É uma ideia a reter, à qual nos juntaremos os nossos contributos.