26 de setembro de 2011

Ciência das Saúde: Pedagogia para os pequeninos

"Correio do Minho" de 25/09/2011

Aproximar os futuros médicos dos seus pacientes e fazer desaparecer o medo das crianças nas idas ao médico ganha sentido com esta iniciativa do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde, da Universidade do Minho.

Além do contacto mais próximos entre pacientes e médicos, esta actividade é uma forma encorajadora de, desde pequenino, se descobrir a vocação para as Ciências da Saúde. Afinal..."de pequenino se torce o pepino", moldando os talentos de cada um.

Esta notícia merece destaque, ainda, pelo facto de na foto central aparecer a "nossa" Sara a cuidar dos pequeninos e dos seus amigos. Bra-vo!!!

21 de setembro de 2011

Assuntos para a reunião de Câmara Municipal



Plano de pormenor das Sete Fontes

 


A proposta de elaboração de um “plano de pormenor” para o lugar vulgarmente designado por Sete Fontes é um dos assuntos em destaque na agenda da reunião ordinária que a Câmara Municipal de Braga realiza a partir das 09h30 de amanhã (quinta-feira, 22 de Setembro).
A área de intervenção deste “plano de pormenor” situa-se nas freguesias de Gualtar e de São Vítor e implica particularmente com o “sistema de abastecimento de águas à cidade de Braga do século XVIII”, designado precisamente de “Sete Fontes”.
Recorde-se que a 25 de Maio último foi publicado o decreto-lei que classifica este «conjunto de imóveis» como “monumento nacional” e que a 7 de Junho foi igualmente fixada a “zona especial de protecção”, com destaque para «a protecção do vale em que se localiza o sistema e as colinas com relação paisagística directa».
À vereação é proposta a definição dos termos de referência do “plano de pormenor”, que, além de definir a oportunidade e o prazo, organizam sistematicamente as várias políticas de ordenamento do território a vigorar sobre aquela área.
A área de intervenção do plano compreende 31 parcelas de terreno, na sua maioria particulares, embora com algumas parcelas de zona verde resultante de cedências de loteamentos e, como tal, incorporadas no domínio público municipal.
Integra ainda alguns edifícios de armazenagem, nomeadamente de um armazém de produtos de madeira ou derivados de construção civil, e ainda cinco lotes de armazenagem com cércea correspondente a oito metros, sendo que dos cinco aprovados, apenas dois lotes estão construídos.
A delimitação do plano tem por objectivo a protecção e valorização do património cultural, a criação de um parque urbano e o controlo urbanístico daquela área.
A elaboração deste documento prevê um prazo global de 300 dias, incluindo a sua discussão pública.
POUSADA DE JUVENTUDE - AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS
A aquisição de serviços necessária à evolução do processo de construção da Pousada de Juventude de Real, nas ruínas do Convento de São Francisco, é outro dos assuntos em destaque na agenda desta reunião.
É o caso da elaboração do “plano de segurança e saúde e do plano de prevenção de resíduos”, dos “projectos de fundações e estruturas, abastecimento de água, drenagem de águas residuais, drenagem de águas pluviais e abastimento de gás”, dos “projectos de ‘avac’, verificação térmica, condicionamento acústico e certificação energética”, dos “projectos de electricidade, ‘ited’ e sistemas de detecção de incêndios, intrusão e controlo de acessos”, do “projecto de segurança contra incêndios” da requalificação do Convento de São Francisco, ou seja, todas as especialidades da obra de execução da nova Pousada de Juventude de Braga.
Câmara Municipal de Braga, 21 de Setembro de 2011
P'O Gabinete de Comunicação 


(João Paulo Mesquita)



Fotos de "Estamos Activos 2011"



Foi uma actividade em grande, cheia de actividades e muito divertida.
Uma excelente forma de conviver junto da natureza com as mais belas tradições culturais da cidade de Viana do Castelo.


Pousada da Juventude: Para reflexão

"Diário do Minho" 19/09/2011

Já muito foi dito sobre a localização da Nova Pousada da Juventude de Braga, e agora, a ASPA e os seus sócios vêm relançar mais algumas dúvidas sobre o posicionamento desta estrutura e a possibilidade de novas descobertas arqueológicas (de relevo) que possam, inclusivé, justificar o atraso ou a interrupção das obras.
Será isto uma estratégia de conveniência?

Quanto a nós, relembramos o que escrevemos sobre a localização da Pousada da Juventude, defendendo-a no centro da cidade de Braga (Novembro de 2010):

No âmbito da preparação da cidade de Braga para acolher a Capital Europeia da Juventude (CEJ), em 2012, começam a surgir, agora, algumas notícias interessantes e que merecem a nossa reflexão.
Em primeiro lugar, merece a nossa felicitação uma aposta tão séria e tão carregada de valor como a criação de duas infra-estruturas exclusivamente dedicadas à Juventude.

Falamos, pois, da nova Pousada da Juventude e da Casa do Conselho Municipal da Juventude. Se a primeira estrutura é, indubitavelmente, necessária para Braga e para os jovens que cá acorrem, a segundo é o culminar de um sonho que poderá transformar o panorama da juventude bracarense, na sua forma de encontrar arte, cultura e abrir-se ao modelo do associativismo e voluntariado.

Duas estruturas, duas valências, um objectivo...proporcionar mais acção e oferta à juventude.
Ainda assim, queremos partilhar com os nossos leitores algumas considerações sobre estas notícias.

1 - A localização da Nova Pousada da Juventude fica distante do Centro Histórico da Cidade de Braga;
Não se compreende porque se privilegia o Convento de S. Francisco, em Real, em deterimento de outros edíficos do nosso casco histórico. A localização da pousada em Real não é central e cria uma série de dificuldades de mobilidade.

Geralmente, quem procura alojamento nas Pousadas de Juventude não dispõe de meio de transporte próprio, e todos sabemos como a rede de transportes urbanos é insuficiente em Braga, ou, pelo menos, inadaptada à realidade jovem. Imaginemos um evento nocturno que atraia jovens ao centro da cidade e que acabe à meia noite (um espectáculo de teatro, música, dança ou uma exposição). A essa hora os jovens já terão dificuldade em regressar à Pousada da Juventude pois não terão transportes (e não estamos a pensar só em 2012, onde, certamente, serão criadas carreiras especiais).

  • Se a Pousada ficasse localizada no centro de Braga, como nós defendemos (seja na Casa das Convertidas ou no antigo Quartel da GNR), todos os jovens ficariam perto dos centros de conhecimento: Universidade do Minho, Universidade Católica, Instituto Ibérico de Nanotecnologias, onde facilmente se poderão deslocar a pé.
  • Os jovens ficariam perto das estruturas de transporte e mobilidade - Central de Camionagem, Estação de Caminhos de Ferro, várias praças de Taxi; etc;
  • Situar-se-iam na zona cultural do Theatro Circo, a Escola de Música do Carandá, o Parque de Exposições de Braga,do Auditório Vita e da Gulbenkian, do Estaleiro Cultural da Velha-a-Branca, etc;
  • A pousada estaria no centro dos Parque Verdes - entre o Parque Norte (Dume), o Parque Sul (S.João da Ponte/Picoto), o Parque Nascente nas Sete Fontes e o Parque Oeste perto da zona de Maximinos.
  • Uma pousada no centro também ficaria localizada entre zonas de desporto, desde o estádio Axa e o Primeiro de Maio, os Campos da Rodovia e o Parque Radical;
  • Situar-se-ia, também, no centro do património cultural de Braga, onde os jovens poderiam facilmente visitar, a pé, a Sé Catedral e as Igrejas de Braga, os Museus (D.Diogo de Sousa, Biscainhos, Nogueira da Silva, Pio XII) estruturas arqueológicas como as Termas Romanas, a Domus da Escola Velha da Sé e as Carvalheiras, etc.
  • Os jovens que estivessem na Pousada da Juventude estariam perto do Posto de Turismo de Braga onde poderiam recolher informações várias;
  • Uma pousada da Juventude no centro de Braga proporcionaria, ainda, a vantagem de possibilitar a mobilidade jovem entre espaços de diversão nocturna como o Sardinha biba, o Insólito, o Sabão Rosa, o Populum, etc;
  • E, sobretudo, uma pousada da juventude no centro da cidade de Braga proporcionaria o contacto dos jovens com as pessoas, daria mais vida ao centro histórico que está cada vez mais deserto, e permitiria uma melhor e maior acepção cultural da nossa história. Mais ritmo, mais movimentação, mais gente.

2 - A decisão de situar a nova Pousada de Juventude de Braga não deveria ser tomada somente entre a CMB e a MoviJovem. Deveriam ser chamadas à participação as associações e entidades que habitualmente trabalhem com jovens, pois estas detêm informações e trabalhos que possam ajudar a formular esta decisão;

3 - Desviar a pousada da Juventude do centro de Braga só retirará gente do casco central urbano, sobretudo numa zona já por si populacionalmente deprimida e que ficará ainda mais, logo que o Hospital de Braga se mudar para Sete as Fontes.

4 - As pousadas de Juventude não têm que ser necessariamente estruturas de luxo, uma vez que os jovens muitas vezes requerem conforto a preços baixos, não querendo/tendo vontade de pagar preços altos;

5 - O antigo Quartel da GNR é um edifício de características singulares no centro da cidade de Braga que é demasiado grande para albergar unicamente a casa do Conselho Municipal da Juventude. Aliás, este Conselho não tem reunido com a frequência devida e, se funcionasse correctamente, deveria, ainda, ser chamado à decisão e modelo de funcionamento, tendo em conta a finalidade a que se destina a estrutura;

6 - O antigo edifício da GNR poderia albergar, num modelo misto, quer a casa do Conselho Municipal da Juventude, quer a Pousada da Juventude de Braga, porque tem espaço para tal;

7 - Além do mais, sabendo que as apostas na Juventude e na Cultura ficam sempre para último no Plano de Actividades do executivo da CMB, o edifício a reformular terá de ser auto-sustentável, logo, mais um motivo para ter mais valências que gerem receita, do que somente uma Casa Municipal da Juventude.

8 - A atenção prestada às associações de Braga tem sido diminuta, pelo que para se fazer a Casa do CMJ é preciso unificar o movimento associativo, que neste momento não trabalha em sinergia, mas antes "cada um a remar no seu próprio barco"; Por isso, pensar fazer a Casa do CMJ implica, antes de mais, ouvir as associações, conhecer o seu trabalho e saber as suas necessidades!

A JovemCoop mantém a sua ideia de que não será benéfico retirar a Pousada da Juventude do centro da cidade de Braga. Se não é possível aproveitar a Casa das Convertidas, como haviamos defendido numa primeira instância, para "converter" o edifício na tão desejada Pousada, achamos, então, que se deve pensar e ponderar a utilização do antigo Quartel da GNR, e instalar lá a Pousada da Juventude que trará á nossa cidade muitos mais benefícios!

E claro, a nossa recomendação é que não se pense na Pousada da Juventude e na Casa do CMJ só para o ano 2012, porque o desafio é manter estas estruturas em funcionamento depois da Capital Europeia da Juventude terminar. Torna-se fulcral que a CMB pense a cidade, o restauro urbano integrado e a sustentabilidade dos seus projectos, para que tenham dignidade e façam de Braga uma cidade maior e melhor, com mais qualidade de vida!

Braga Maior - D. Frei Bartolomeu dos Mártires

"Diário do Minho" 15/09/2011

Para um maior conhecimento da cidade de Braga e da acção de um dos seus grandes homens.

15 de setembro de 2011

Guadalupe - recuperação do espaço e integração em roteiro

"Diário do Minho" 13/09/2011

A Irmandade da Capela de N.ª Sr.ª de Guadalupe e a Câmara Municipal de Braga assinaram, em 2008, um protocolo que visava a recuperação do espaço daquele primeira entidade, pela segunda instituição, tornando o Parque fruível por todos os cidadãos.
Após a CMB ter apresentado à Irmandade o projecto de recuperação, iniciaram-se conversações para o início das obras.
O jornal Diário do Minho dá conta disso mesmo, avançando como prazo das obras os anos 2012 e 2013.

A acontecer, é uma excelente notícia, porque tal como pudemos assistir durante o fim de semana das Festas em Honra de N.ª Sr.ª da Piedade e S.Marçal, aquele espaço é único no coração da cidade e convida ao convívio, à reflexão, em suma, à fruição.

O Parque pode não estar adequado às exigências do Séc. XXI, encontrando-se hoje desadaptado, pelo que este projecto de requalificação trona-se fulcral. Ainda assim, o Parque não está abandonado e há uma força emergente que quer tornar possivel a sua requalificação.

Casa das Convertidas - um projecto para a sua recuperação

"Diário do Minho" de 14/09/2011

Se os nossos leitores tiverem paciência e tempo, percorrendo o nosso blog ao longos dos vários post, perceberão que a JovemCoop já sugeriu, pelo menos, quatro utilizações para a Casa das Convertidas.
O principal objectivo destas nossas sugestões era recuperar este imóvel, torna-lo fruível pelas pessoas e perpetuar a memória histórica do edifício setecentista.

Em tempo oportuno, colocámos à consideração a recuperação da Casa das Convertidas para ser a nova Pousada da Juventude que Braga tanto reclamava e merecia; Declinada esta primeira sugestão, avançámos com a hipótese de um Museu da História da Cidade de Braga, um Centro Cívico que servisse de pólo cultural, ou mesmo, fazendo juz à sua história de recolhimento, um Albergue para Peregrinos do Caminho de Santiago.

Ontem fomos brindados por esta notícia da possível recuperação do imóvel, ainda que esta dependa de vários factores, ainda mais porque a acontecer, isso só se realizará lá para 2014, já com novo mandato autárquico à frente da CMB (prioridades mudam conforme os decisores políticos).
Não sendo certo que esta recuperação avance, é excelente saber que, pelo menos, a Casa das Convertidas não está esquecida.

Não lhe dando a utilização que nós pretenderíamos, pelo menos haverá vida e gente no antigo Recolhimento de Santa Maria Madalena.

Mas falta perceber o que é isto de Centro de Diversidade Cultural, apostada no fluxo de emigração dos anos 70. Quais são os conteúdos programáticos para este Centro? Será apenas um ideia lançada no ar, sem a devida fundamentação? O projecto contempla a manutenção arquitectónica deste edifício e a perpetuação da sua história? E a Direcção Regional de Cultura do Norte já se pronunciou sobre este projecto e deu o seu avalo?

Destruir aquelas celas, adulterar os espaços exteriores e não recuperar a Capela e a sua arte sacre é desrespeitar a memória individual do edifício e a colectiva da cidade!

Braga - a dificuldade de viver no centro da cidade

"Diário do Minho" 14/09/2011

É notória a desertificação habitacional no centro da cidade de Braga. Este assunto não é novo, nem tão pouco fomos nós os primeiros a falar dele. Ainda assim, é visivel que o parque habitacional do coração medieval da cidade está muito degradado, inviabilizando as condições adequadas para a habitação, e os imóveis que estão recuperados praticam preços fora do alcance de muitos cidadãos, sobretudo de jovens que procuram a emancipação do primeiro núcleo familiar e/ou que pretendem constituir novo aglomerado familiar.

Os preços praticados, as fortes condicionantes à recuperação do edificado, a falta de garagens nas habitações, o dificil acesso às casas em ruas pedonais são alguns dos pontos identificados que contribuem para a ausência de pessoas a residir no centro da cidade.
Infelizmente, esta situação não é nova e há já muito tempo que deviam ser tomadas medidas que jazem em papel em vários gabinetes da nossa autarquia.

Muito se falou, a dada altura, da posse administrativa de edifícios vazios e por recuperar, após denúncia da situação e prazo de recuperação; Também muito se escreveu sobre a recuperação de edifícios no centro, praticando incentivo ao arrendamento jovem.
Até à data nada é visivel...

Num centro com predominante cariz comercial e sem pessoas é frequente haver assaltos a altas horas da noite e queixas por falta de actividade humana, por parte de alguns comerciantes.
Está na hora de tomar medidas...!

12 de setembro de 2011

Festas em Guadalupe 2011 - Ecos da Imprensa


"Correio do Minho" 11/09/2011


"Diário do Minho" 10/09/2011
"Diário do Minho" 11/09/2011


"Correio do Minho" 12/09/2011


"Diário do Minho" 12/09/2011

Após vários dias de preparação, estes dois dias de festa parece que passaram a voar.
As Grandiosas Festas em Honra de N.ª Sr. ª da Piedade e de S. Marçal têm vindo a melhorar de ano para ano e com uma maior programa cultural e artístico.

Obrigado a todos aqueles que nos ajudaram a fazer desta festa um grande momento de diversão (sobretudo a S. Pedro que fez parar a chuva na tarde do dia 10 e nos permitiu continuar com as actividades) e a todos aqueles que nos visitaram, esperamos que regressem mais vezes ao Parque de Guadalupe.

Crónica A Voz à Juventude (1) Correio do Minho

"Correio do Minho" 06/09/2011


CEJ2012 – O apoio de que as associações necessitam

Caro Leitor,
Agradeço-lhe o tempo que despende em ler estas palavras. Aceitei, com gosto, o convite que me foi dirigido pelo Sr. Director do Correio do Minho para encetar esta colaboração com o jornal e, mensalmente, provocar alguma reflexão sobre temas vocacionados para a Juventude (fruto de um trabalho que tenho realizado à frente da associação juvenil Jovem Cooperante Natureza/Cultura). Mas aproveitarei este espaço para abordar questões da nossa cidade, onde incluirei a temática da participação cívica, urbanismo, património, cultura e ambiente.
O ano lectivo que agora se inicia vem recheado de desafios para a juventude de Braga, pois em 2012 a nossa cidade será Capital Europeia da Juventude (CEJ2012) e teremos de provar a razão dessa escolha.Restam cerca de quatro meses para o início desse grande evento que incluirá formação educacional, intercâmbios culturais, momentos de diversão e, com certeza, muito espírito de sacrifício e altruísmo de quem quer fazer desta oportunidade uma realidade que perdure pelos tempos.
Esta realização da Fundação Bracara Augusta (entidade que rege a CEJ2012) merece destaque porque porá a render os talentos dos jovens e das associações juvenis do concelho de Braga, fazendo uma mostra do que cada agremiação melhor faz (temos a felicidade de ser uma cidade com várias associações vocacionadas para áreas distintas, capazes de formar um interessante painel de actividades diversas).

A quatro meses do início da CEJ2012 ainda pouca informação é veiculada às associações. Dizem, as vozes responsáveis, que a programação e o evento necessitam de financiamento específico que o Governo e as entidades que gerem os Financiamentos Comunitários poderão conceder. Em tempos de crise financeira, o Estado preocupa-se com o equilíbrio das contas presentes e poderá relegar, para segundo plano, a formação dos jovens que constituirão o Portugal do futuro. Será difícil o Estado Central preocupar-se com a CEJ2012, logo poderemos especular que os financiamentos poderão não ser os esperados. 
Mas a nossa advertência vai para a vontade das associações em realizar as suas actividades e provas de saber. Muitas vezes, mais do que financiamentos, as associações necessitam de uma palavra de força, apoio nos recursos logísticos o que lhes transmite confiança. E, com pouco, pode-se fazer muito, até porque diz-nos a experiência que grandes financiamentos podem fazer surgir eventos espampanantes, mas sem “coração” de quem os realizou. Estes eventos, desde o seu planeamento, passando pela sua organização e realização são o melhor ensinamento para os jovens, dotando-os do sentido de responsabilidade, partilha e espírito de grupo. Esto é a melhor mensagem e formação que a CEJ2012 pode conceder aos jovens. Por isso, fica aqui expresso, se houver incentivo, mesmo que não haja muito dinheiro, Braga tem condições de ser uma excelente Capital Europeia da Juventude.

Entretanto, convido o amigo leitor a deslocar-se ao Parque de Guadalupe, área verde no centro da cidade, nos próximos dias 10 e 11 deste mês. Fruto da organização de várias entidades realizar-se-ão as Grandiosas Festas em Honra de N.ª Sr.ª da Piedade e S. Marçal, evento de cariz religioso, mas com grande predominância popular. Este evento é uma das provas que dou ao amigo leitor de que com pouco, muito se consegue. A custos muito reduzidos, estas festas têm um programa muito vasto, enriquecido pela cultura popular, dando destaque aos nossos Bombeiros, verdadeiros exemplos de altruísmo e ajuda ao próximo.

Obrigado, amigo leitor, pelo tempo que me dispensou. Até breve.



Museu do Folclore - a pergunta pertinente

"Diário do Minho" 07/09/2011

Ao ler este texto rubricado pelo Professor José Machado, dirigente da Associação Cultural e Festiva "Os Sinos da Sé", percebemos a necessidade que os defensores das tradições etnográficas e da cultura popular tanto se têm debatido nos últimos anos.

Felizmente, Braga é uma cidade rica em grupos folclóricos, capazes de abrilhantar festas e levar um pouco da nossa cultura a outros países com tradições diferentes.

Ainda assim, percebemos que não há uma estrutura que conte a história popular da nossa região, nem tão pouco guarde com as devidas condições ou que tenha em permanente exposição os ricos trajes folclóricos.´
Tivemos oportunidade de assistir a vários espectáculos de rua, promovidos pelo Grupo "Os Sinos da Sé" aquando da sua exposição na Casa dos Crivos. É fantástico ver as pessoas a parar, com a curiosidade de ouvir o som do clarinete e de conhecer os nossos trajes. Vimos muitos cidadãos estrangeiros, provavelmente turistas a deliciarem-se sorridentes a tirar fotografias aos modelos fotográficos que o Grupo tinha ali para cativar os transeuntes.

A pergunta que o Professor José Machado colocou é pertinente e merece uma boa reflexão e uma rápida acção. Nós ajudaremos no que pudermos.

Sete Fontes - DRCN responde sobre Plano de Pormenor

"Diário do Minho" de 12/09/2011

A criação de um Parque Urbano parece a ideia mais fácil para reabilitar toda a área das Sete Fontes.
Este Monumento Nacional, ao qual está prometido um plano de pormenor por parte da CMB, parece não conhecer melhores, tendo em conta o brutal ataque ambiental que foi executado no passado dia 07 de Setembro, com uma empresa madeireira a abater uma série de espécies arbóreas.

Após dado o primeiro argumento de limpeza do terreno, logo se conclui que é um falso argumento, porque só abateram árvores e não desmataram a vegetação rasteira e de crescimento rápido como, por exemplo, silvas, fetos, etc.

A preocupação dos deputados PSD eleitos pelo circulo de Braga é louvável, mas não se deviam deixar levar em cantigas sobre a protecção que a DRCN faz a este monumento ou sobre a sua capacidade de instigar a CMB a realizar o plano de pormenor.

Se houvesse capacidade fiscalizadora por parte da DRCN, então as Sete Fontes não seriam constantemente alvo de pressões, ataques e consequentes denúncias, realizadas por cidadãos e entidades que querem aquele local preservado.

A CMB comprometeu-se a realizar o PP há ano e meio e até agora nem elementos de referência são conhecidos. Trabalhar sem a participação de quem melhor conhece o terreno, é como trabalhar às escuras, sem estar a visualizar os condicionalismos e especificidades daquela área.

Inquéritos Correio do Minho

"Correio do Minho" 11/09/2011

Duas das nossas cooperantes e dois nossos amigos responderam a uma pergunta muito actual e que merece a nossa maior reflexão.

Registamos, aqui,  as suas respostas.

Braga Maior - S. Frutuoso

"Diário do Minho" 06/09/2011

Um excelente contributo para nos ajudar a "desvendar" a Capela de S. Frutuoso, em Real!

Monte Redondo - promessas leva-as o vento!

"Diário do Minho" de 07/09/2011

"Correio do Minho" de 07/09/2011

Tivemos a oportunidade de visitar o Castro do Monte Redondo, na freguesia de Guisande, no passado dia 05 de Agosto.


Vimos o estado em que se encontra aquele arqueossítio e o potencial que tem. Percebemos, ainda, que serão poucas as pessoas com vontade de "descobrir" e recuperar aquele sítio - destacamos a acção do Sr. Presidente da Junta Adelino Sá pela coragem e iniciativa que tem tido.


Agora, uma discussão que é realizada na sede da Direcção Regional de Cultura Norte (Porto) com pessoas que raramente vêm a Braga e que ainda mais raramente encontram solução para os imbróglios patrimoniais que se desenvolvem na nossa cidade, que capacidade terão para recuperar o Castro do Monte Redondo?


É notório que a DRCN tem falta de orçamento e capacidade fiscalizadora...mas sobretudo falta-lhe o mais importante...capacidade de iniciativa e de boa vontade. Se este organismo fizesse cumprir a lei, cm certeza que aquele Monte não estaria naquele estado tão miserável e que as estruturas encontradas nas escavações de Albano Belino já teriam sido recuperadas e musealizadas há muito tempo.