19 de julho de 2012

Diário do Património2012_13º dia

Visita ao Convento de Montariol


18 de Julho 2012

Convento Montariol e Capela do Alecrim
Hoje, dia 18 de Julho, começámos a manhã na Junta de Freguesia com os habituais jogos dinâmicos.

O jogo de hoje era praticamente um jogo de concentração em que o monitor batia palmas, ou estalava os dedos, e nós tínhamos de nos colocar na devida posição, por exemplo: quando batia palmas uma vez tínhamos de saltar, quando batia duas tínhamos de nos sentar, quando batia três tínhamos de fazer de estátua e finalmente quando estalava os dedos tínhamos de nos deitar.

No final, quando já estávamos mais preparados nem sabíamos o que nos esperava, viemos a descobrir que íamos a pé até ao Montariol, ainda por cima com quase 40º, mas felizmente só descobrimos isso quando estávamos  a meio do percurso, mais ou menos na rua do Areal de Baixo.

Subimos e subimos até que chegámos ao Convento de Montariol, já algo cansados. Aí estivemos a escutar os monitores David e André que nos falaram um pouco sobre a história do Convento de Montariol. Também descobrimos que o convento já serviu de quartel e a seguir fomos até umas alminhas e oratórios que ali se encontram depositados. Preenchemos as habituais fichas com as suas características, logo a seguir fomos até à entrada da igreja do convento onde mais uma vez preenchemos as ditas fichas e finalmente saímos  do Montariol.

Quando chegamos à Rua do Areal de Cima entrámos na Capela do Alecrim, uma capela já bastante degradada, e do estilo barroco nacional, onde pudemos ver a sacristia já muito velha e que  mais parecia o cenário de um filme de terror.

Lá para as 12:30 chegamos à Junta de Freguesia onde ouvimos indicações para o dia seguinte.
Enfim foi um fantástico dia de "O Nosso Património".

Um abraço do
Gonçalo

18 de julho de 2012

Riqueza em bruto à espera de ser transformada em tesouro

"Correio do Minho" 19/07/2102

É certo e sabido que um dos grandes problemas do sector turístico é a sazonalidade. Facto que pode ser resolvido quando uma cidade se mune de uma oferta diversificada que abrange vários tipos de mercados em diferentes alturas do ano. Ora esta resolução da sazonalidade aliada com a mais-valia que é o sector turístico para a empregabilidade, aumentaria os postos de trabalho e reduzia-lhes a precariedade.

Partindo desta premissa, aquilo que é necessário, e que já há muito vem sendo dito e discutido, é a necessidade em apostar num turismo em que todos os recursos sejam aproveitados da forma mais correcta. No caso de Braga em particular, o turismo tem sido um sector subaproveitado e que ainda tem muitas cartas para dar, podendo com toda a certeza ser uma mais-valia para uma cidade, que tantos recursos tem, que esperam apenas, por parte das entidades responsáveis públicas e privadas, uma forma de se tornarem úteis.

Publicada no dia 11 do mês transacto, no jornal "Público", uma notícia com o título "Braga ainda guarda muitos tesouros que o público não pode ver", denuncia o descontentamento dos turistas estrangeiros que visitam a cidade de Braga. Cada vez mais turistas são confrontados com os monumentos fechados que para poderem ser visitados são necessárias autorizações especiais. Esta situação já há muito que vem sendo alertada pela população local e chega-nos agora um alerta dos turistas estrangeiros, aqueles que devemos ser capazes de chamar e de preservar na nossa cidade.

Ora não seria uma desilusão completa despendermos tempo e dinheiro para visitar um local, com a maior das expectativas e quando lá se chega dar literalmente com o nariz na porta? É o que acontece a vários visitantes na cidade de Braga que se vêem proibidos de visitar um património que é de todos e que a todos deve estar acessível.

Pelo que se dá a perceber na notícia, um dos problemas da abertura destes locais ao público é a falta de pessoal e a falta de recursos. Com certeza que a falta de pessoal não será um assunto complicado de resolver, assumindo que estamos a atravessar uma crise de empregabilidade em que anualmente saem milhares de licenciados de todas as universidade de todo o país e entre estes, centenas são aqueles que saem de cursos ligados ao sector turístico com vontade e acima de tudo necessidade de trabalhar e que viam um dos seus problemas resolvidos com estas propostas de emprego. Problema seria, sim, pagar os ordenados a este pessoal. Mas como em todos os problemas, quando há vontade, de uma forma ou de outra estes são resolvidos. E uma boa forma de resolver este problema em particular seria a cobrança de bilhetes à entrada dos monumentos, algo que teria de ser bem discutido e avaliado no caso de igrejas que abram as suas portas para a celebração da Eucaristia e que com certeza não iria ter objecção por parte dos visitantes, que asseguradamente preferem um bom investimento mesmo que maior do que um investimento "furado".

Há uma grande necessidade de manter os turistas o máximo de tempo possível na cidade que visitam de forma a gerar mais dormidas e maiores lucros. Não será surpresa nenhuma que Braga veja os seus números a aumentar se ao mesmo tempo aumentar o número de monumentos abertos ao público.

Mas não chega apenas tê-los abertos, é impreterível que estes sejam acessíveis e que sejam "abastecidos" de informação que possibilite a sua leitura e conhecimento. Neste seguimento, é necessária esta prática, não só em locais que possam vir a abrir como igualmente em locais que estejam já abertos, pois uma das queixas que consta no reportório dos turistas que vêm a Braga é a falta de informação. Esta reclamação vem provar a falta de capacidade que o Posto de Turismo de Braga tem para responder e corresponder às necessidades dos turistas. É inadmissível que o Posto de Turismo de Braga feche em alturas que são essenciais e uma coisa deve ficar presente no pensamento de quem a estas profissões se submete: o sector turístico exige horários completamente diferentes dos "normais"; os horários têm necessariamente de se adaptar às necessidades do público que estamos a servir, correndo o risco de o perder caso isto não aconteça.

Outro ponto fraco da gestão do turismo na cidade de Braga é o parco aproveitamento das tradições que dela fazem parte. Destaque particular para o folclore que é sem dúvida subaproveitado no que toca ao seu contributo para o turismo, caso que nos obriga a fazer referência a Viana do Castelo que faz, e muito bem, do folclore e das tradições a sua imagem de marca. Em jeito de exemplo, um dos maiores símbolos da cidade de Viana do Castelo é o tão conhecido casal tradicional "Manel e Maria" que pode ser encontrado "aos pontapés" nas lojas de lembranças da cidade em "todos os jeitos e feitios" e tamanhos. Ora, na cidade de Braga podemos encontrar vários galos de Barcelos, vários "Maneis e Marias" de todos os tamanhos e em todos os materiais que servem utilidades várias (porta-chaves, bibelôs, etc.), mas o mesmo não acontece com um dos maiores símbolos de Braga, o farricoco. O farricoco, o símbolo da Semana Santa de Braga, parece ser difícil de encontrar como simples porta-chaves de pano ou adereço para uma capa académica (como acontece com o "Manel e a Maria" em Viana do Castelo). Sendo um símbolo da cidade, ou que deveria ser, merecia uma maior aposta e diversidade na sua comercialização. E este é apenas um exemplo entre muitos.

Ainda referenciando outra notícia, esta do dia de hoje, destacada no "Jornal de Notícias" realça o contributo da Capital Europeia da Juventude em 40% no crescimento do turismo da cidade. Estes números são uma prova de que se existir oferta a procura tenderá a aumentar consequentemente. Um maior número de actividades e mais diversificadas é com toda a certeza uma boa aposta por parte da cidade e dos seus responsáveis.

Para finalizar, um dos pontos que, embora destacado em último lugar, não deixa de ser de extrema importância para o turismo é a promoção e divulgação da cidade nos meios adequados e que abranja a um público alargado. Ainda que muitas vezes a cidade de Braga seja mais conhecida por parte da população visitante do que pela população local, o que não deixa de ser um acontecimento infeliz, é importante que se invista numa boa promoção e divulgação original, que capte todas as atenções dos turistas e que realce todas as valências da cidade e do que esta tem para oferecer.

Fazendo uma suma do conteúdo e para que nada seja perdido, é fundamental:

- A valorização dos recursos da cidade e que estes se tornem acessíveis;

- Uma diversificação da oferta que poderá ser conseguida através do ponto anterior;

- Um maior apreço pelo património cultural e natural da cidade que é de valor incontestável para o turismo de Braga;

- Um aproveitamento e valorização das tradições da cidade que em muito podem contribuir para o aumento da qualidade do turismo da cidade (como por exemplo em lembranças, os ditos souvenirs ou em actividades temáticas);

- Um melhor funcionamento e melhores competências no Posto de Turismo de Braga;

- Uma aposta na qualidade e quantidade de informação dos monumentos da cidade;

- Criatividade, originalidade, diferenciação, transparência e responsabilidade por partes dos organismos responsáveis pelo turismo da cidade de Braga;

- Maior divulgação e promoção da cidade no estrangeiro e no país.

O que temos não é mais do que riqueza em bruto à espera de ser transformada num tesouro de valor incalculável. Com certeza, só teremos a ganhar com investimentos inteligentes, pelo que é preciso começar a exercitar e mudar mentalidades e sensibilizar as entidades responsáveis para a importância do património material e imaterial (que é muitas vezes descorado na cidade de Braga) em aliança com o sector do turismo.


17 de julho de 2012

Adoptar um Animal - Campanha de sensibilização

"Correio do Minho" 17/07/2012

É sabido que, infelizmente, a maior parte dos casos de abandono de animais dá-se nos meses de Verão. Além da atitude censurável e desumana, há sempre bons casos que renovam a esperança na bondade das pessoas.

A AGERE lança uma campanha de sensibilização para adopção de cães e gatos, abandonados e sozinhos no Canil Municipal.

Todos os dias chegam ao canil vários animais...podemos ajudar a encontrar um melhor habitat para estes animais, que precisam de um lar e de quem os acarinhe!

Pensa, reflecte e se tiveres condições e vontade, adopta um destes bichinhos...não abandone...adopte!!!


Entre Aspas-Para BragaMaior, um Museu da Memória

"Diário do Minho" 16/07/2012

Tem sido uma ideia bastante debatida, ainda que um bocado em surdina.
Vários sítios na net já divulgaram e apelaram à necessidade de se fazer um Museu da Memória de Braga onde se possa contar a sua (nossa) História, desde relevando factos, datas, personagens, tradições, monumento, etc.

O Parque da Ponte, pelo conjunto patrimonial que tem aglomerado nos últimos tempos (e também pelo que agora lhe foi retirado) tem condições para ser um museu a céu aberto, onde os elementos, devidamente identificados e catalogados podiam, per si, contar parte dessa História.

Mas ainda há muito mais a preservar, pelo que a necessidade de ter um local pedagógico, turístico e de matriz cultural, onde se incentive a participação e ao estudo dos estudos de Braga se torna premente!

Aqui ficam algumas ideias da autoria de Rui Ferreira, o autor do blogue Braga Maior, que deu o seu contributo ao Entre Aspas desta semana!


Agenda BragaCEJ2012 - 16 a 22 JUL

"Diário do Minho" 16/07/2012

Esta semana decorrem várias iniciativas promovidas pela BragaCEJ2012.
Aqui ficam as sugestões semanais...

Nós estaremos presentes no "Povoado Bracaro" e realizaremos o "Arqueólogo por um dia"!!!
Apareçam e participem!!!


Diário do Património2012_12º dia

"O Nosso Património - módulo do Património Desaparecido ou em Vias de Extinção"

17 de Julho 2012Hoje, começámos o dia com a habitual dinâmica que foi igual à de ontem (mandar um dos participantes sair da sala, enquanto ele esperava lá fora os monitores escondiam alguns dos participantes depois a pessoa que estava lá fora, ao entrar, teria que tentar adivinhar quem estava escondido).

Património desaparecido e Cidades Criativas
Depois, a monitora Né mostrou-nos um powerpoint onde nos relembrava o nosso objetivo como participantes, que consiste em impedir que volte a acontecer noutros lugar da nossa cidade o sucedido no Castelo de Guadalupe que atualmente não passa de um mero condomínio de apartamentos. Também um dos nossos objetivos é preservar o nosso património como: o Salão Egípcio, a Barbearia Matos, a Fábrica Confiança que são alguns exemplos de património que podem seguir o mesmo “caminho” do Castelo de Guadalupe…

De seguida, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de S.Vitor mostrou-nos um powerpoint com o objetivo de nos fazer refletir sobre o que podemos fazer para melhorar o nosso Futuro e o Futuro de Braga. O Sr. Presidente também destacou que já houve um concurso de ideias para encontrar boas soluções que ajudem o desenvolvimento de Braga e nós, os jovens, somos o Futuro e por isso devemos lutar por ele!

Quando saímos da Junta de Freguesia de S.Vitor dirigimo-nos para a Avenida Central onde fizemos várias dinâmicas, mas diferentes das do primeiro dia do património pois agora cada grupo começava com 80 pontos cada. Depois chamaram um elemento de cada grupo para ir arrebentar um dos balões, alguns dos balões tinham três papéis com perguntas sobre o nosso património, outros balões tinham dinâmicas de grupo, como:

- Amarrar nas pernas de um dos nossos elementos do grupo;

- Tentar colocar todos os elementos de um grupo num quadrado de pequenas dimensões e muito mais…

Assim terminou mais uma manhã espetacular de “O Nosso Património”!

Um abraço da
Joana Oliveira


Diário do Património2012_11º dia


Visita à Casa das Velas, na Rua de S.Domingos

16 de Julho 2012

Profissões em Vias de Extinção e Casa das Velas


Hoje dia 16 começámos o dia com uma atividade engraçada que nos faz conhecer melhor as pessoas e colegas à nossa volta. Esta atividade consistia em mandar um elemento do nosso grupo sair da sala, enquanto ele esperava lá fora os monitores escondiam os participantes. Posto isto a pessoa que estava lá fora, ao entrar, teria de tentar adivinhar quem estava escondido mas o problema foi que os monitores, para não facilitar a vida à pessoa que ia lá para fora em cada ronda, trocavam os lugares de toda a gente para o caso do individuo que estava lá fora fixasse os lugares.

Ao fim desta atividade fomos submetidos a uma apresentação pelo senhor Thomas Haimerl que nos veio mostrar 3 filmes da sua autoria que falavam das profissões quase extintas que eram o torneiro, o entalhador que tratava das talhas presentes em igrejas (S. Vicente entre outras) e, por último, o encadernador que encadernava os livros.

Quando as apresentações do senhor Thomas acabaram, nós agradecemos a presença dele e partimos em direção ao Seminário e à Fabrica Casa das Velas. Ao chegar lá, foram-nos atribuídas tarefas para intensificar a nossa aprendizagem sobre as mesmas.

Na Fábrica Casa das Velas avistámos vários métodos de criação de figuras (em cera) e de velas, um desses métodos era a secagem do rastilho das velas envolvidos em cera a ferver. Também descobri que esta fábrica já esta em funcionamento desde 1945. Uma atividade que os participantes adoraram foi fazer moldes das mãos em cera.

Concluída esta visita partimos para a Junta com um sorriso na cara como todos os dias.

Artur Borges


15 de julho de 2012

Destaque Percursos do Barroco - "De Azul e Dourado"


"Diário do Minho" 15/07/2012

No âmbito das actividades da JovemCoop, inseridas na programação oficial da BragaCEJ2012, realizou-se, ontem, o V Percurso do Barroco, desta vez dedicado à Talha Dourada e aos Azueljos da época do Barroco.


A visita, orientada pelo jovem investigador e amigo Rui Ferreira, consistiu em descobrir a História e alguns dos locais com elementos em Talha Dourada e Azueljos do mais expressivo em Braga.


Esta actividade contou com cerca de oito dezenas de pessoas que percorreram as Igrejas de S. Victor, S.Vicente, Salvador (Conde Agrolongo), Pópulo, Misericórdia, Seminário de Santiago, Conceição (Instituto Monsenhor Airosa) e Santa Cruz.


Além da oportunidade para conhecer alguns dos locais mais emblemáticos de Braga, foi uma ocasião de ouro para perpetuar esta visita, através de várias fotografias.


Aqui ficam alguns desses registos:





Diário do Património2012_10º dia

"Levantamento das epígrafes de S.Vicente"


13 de Julho 2012

Igreja de S.Vicente
Como é costume, começámos o nosso dia com uma dinâmica, e esta consistia em formar um círculo e toda a gente imitar um líder enquanto uma pessoa à parte estaria no centro a tentar identificá-lo.

Saímos então da Junta de Freguesia com rumo à Igreja de S. Vicente e, assim que chegámos, a monitora Né começou a falar-nos de alguma da história do Santo, da igreja e o seu estilo de arquitectura.

Passámos então para o interior da igreja onde nos contaram a história de S. Vicente com o auxílio das pinturas nos azulejos (uma característica do estilo barroco).

No 1º painel de azulejos mostrava o nascimento de S. Vicente. No 2º painel mostrava o seu pai a ensiná-lo a ler. No 3º dizia que S. Vicente foi estudar para Zaragoza. No 4º mostrava S. Vicente a ser nomeado diácono pelo tio e bispo Valero. No 5º painel mostrava S. Vicente a pregar a fé cristã. No 6º painel mostra S. Vicente a recusar-se a beijar o busto do Imperador o que fez com que o povo Romano se sentisse insultado. No 7º painel mostrava S. Vicente e o seu tio a serem presos pelos romanos por espalharem a fé cristã. No 8º painel S. Vicente era submetido a torturas. No 9º painel mostrava a morte de S. Vicente apesar dos esforços para que não morresse. No 10º painel o corpo de S. Vicente foi atirado ao pântano para ser devorado por animais selvagens mas um corvo acaba por protegê-lo e depois foi-nos explicado que o corpo foi atirado ao mar, mas acabou por dar a costa onde é hoje o Cabo de S. Vicente. Por fim no último painel mostrava um caixão a ser recebido calorosamente na Sé de Braga.

Depois de nos contarem a história foram distribuídos os principais pontos de interesse como o altar mor, os altares laterais, o órgão… pelos grupos para registarmos todas as informações necessárias.

Acabado o nosso longo trabalho, voltámos para a Junta.

Acho que foi uma óptima manhã de património pois na minha opinião a igreja de S. Vicente é deslumbrante e como sempre divertimo-nos com amigos.

Eduardo Sousa

12 de julho de 2012

Diário do Património2012_9º dia

Contextualização na Zona dos Galos

12 de Julho 2012

Zona dos Galos - S.Lázaro

Hoje ,dia 12 julho, fomos visitar a Rua do Galo ,esta rua tem uma particularidade interessante, pois  tem a aparência de uma aldeia no meio de uma cidade.

Esta rua tem este nome porque nela encontra-se uma fonte onde se encontram esculpidos dois galos.Foi-nos explicado que naquela zona por volta dos séc.XVIII , era muito utilizada pelas lavadeiras , estas lavavam a  roupa no rio Este, este rio era também utilizado para moerem os cerais para fazer farinha e pão e por isso foram construídos muitos moinhos junto das margens deste rio.Mais tarde foi construída perto desta pequena população a primeira fabrica de papel .

Muitas pessoas deslocavam-se a este local ,visto que aqui encontravam uma estancia termal , a água possuía características termais e medicinais.

Posto isto dividimo-nos em grupos e prosseguimos ao  preenchimento dos inventários. No meu caso inventariamos três casas,deram-nos a conhecer que uma delas era um antigo moinho ,este estava desabitado.

Quando todos os grupos finalizaram a tarefa , fomos encaminhados ate a uma casa ,aí foi nos cedida a permissão para visitar , era um antigo moinho que se encontrava em restauração ,com o objetivo de preservar o nosso património.

Depois da visita realizamos duas pequenas dinâmicas com balões : a primeira consistia em fazer passar um balão de ar para o nosso colega sem tocar com mãos, de seguida fizemos o mesmo mas desta vez com um balão de água . A segunda dinâmica era um pouco mais díficil exigia uma maior concentração e cooperação com o nosso parceiro ,o objetivo era equilibrar o balão de água com a nossa cabeça e claro com a ajuda do nosso companheiro.

Para concluir este magnífico dia , fomos conhecer um tanque.

E como é habitual , voltámos à Junta de Freguesia finalizando mais um dia.

Andreia Azevedo 


Braga Maior: Cidade do Barroco

"Diário do Minho" 11/07/2012

Braga é uma cidade de várias cronologias. Todas elas marcaram a vivência da cidade e o legado histórico enriquece a nossa cidade.

É certo que há períodos da História da cidade mais ou menos expressivos ou mais ou menos visiveis aos nossos sentidos.

O Barroco é um estilo artístico que muito marcou a nossa cidade, deixando a sua marca por toda a cidade, sobretudo nos edifícios religiosos.

Rui Ferreira, autor do blog Braga Maior sugere um conjunto de ideias sobre como a cidade, com tantos recursos patrimoniais pode e deve aproveitar para exponenciar este rico património, algo que pode ser conseguido a baixos custos.

Vale a pena ler o artigo e reflectir sobre o papel da actuação dos agentes culturais do nosso Município.

Nós damos uma ajuda a divulgar o nosso património, com o precioso contributo de Rui Ferreira.
Já este Sábado, dia 14, o Percurso do Barroco que dará destaque ao Azulejo e à Talha Dourada (o quinto percurso, depois de mostrarmos quatro percursos sobre a mesma expressão artística).

A não perder, basta aparecer na Igreja de S.Victor, às 9h30.


Nogueiró: Castro Galaico


"Diário do Minho" 11/07/2012

A terceira edição do "Castro Galaico" - Festival de Nogueiró, decorre já no próximo fim de semana, sendo o primeiro dia de espectáculos amanhã, dia 13 e renovando actuações no dia 14.

Realizado num lugar fantástico, envolto em história da Idade do Ferro, com uma vista privilegiada sobre a cidade, este festival chama a si nomes tão sonantes e místicos como Uxía, Né Ladeiras, Meu Canto e outros.

Pode ser uma bela maneira de percepcionar uma Sexta Feira 13 diferente!
A organização é da Junta de Freguesia de Nogueiró e dos Canto D'Aqui, no Monte da Consolação!


Braga: Confiança, precisa-se!

"Diário do Minho" 11/07/2012

A notícia publicada ontem pelo Diário do Minho é, no mínimo, preocupante.
Uma vez mais, após várias opiniões, mais ou menos fundamentadas a solicitar a reavaliação da aquisição do imóvel, e quando o Município já se preparava para o adquirir, sabe-se que o seu valor está cifrado em menos de um milhão.

Legitimamente, o cidadão pode pensar o porquê desta abrupta diferença de números, tendo em conta que o município estava disposto a pagar mais quase três milhões acima deste preço.
Numa altura de tanta desconfiança política para com os agentes políticos partidários, qualquer pessoa pode e deve fazer um exercício de reflexão.

Sabendo que hoje foi dia de reunião do executivo da CMB, sabemos que este assunto foi discutido, até por força da necessidade da alteração do projecto vencedor, imposta pela Direcção Geral das Autarquias Locais. Ao que parece, a DGAL obriga à remoção dos conteúdos comerciais e unidade hoteleira prevista para o espaço (mas não se entende porquê).

Nas primeiras notícias a virem a público após reunião de Câmara, veiculadas pela RUM (ver aqui), percebe-se, através das palavras do lider da Coligação Juntos por Braga, a diferença das avaliações e o porquê de números tão distintos. Ricardo Rio afirma que a avaliação das Finanças apenas tem em conta o existente e a avaliação para efeitos de expropriação avalia em termos do máximo aproveitamento que ali pode vir a ser alcançado.

Para já não se conhece a opinião dos lideres socialistas, pelo que se aguardam novos desenvolvimentos sobre este tema.
Acompanharemos de perto.


11 de julho de 2012

Diário do Património2012_8º dia

Trabalho de inventariação na Sacristia da Capela de Guadalupe

11 de Julho 2012
Campo Novo e Capela de N.ª Sr.ª Guadalupe


No dia de hoje, 11 de Julho, fomos à Praça Mouzinho de Albuquerque, mais conhecida por Campo Novo, que fica em São Vicente, e também fomos à Capela de Guadalupe que fica em São Vítor.

Quando chegámos ao Campo Novo, sentámo-nos em frente à estátua de D. Pedro V, chamaram os grupos e cada grupo teve de criar um nome e um grito de guerra para depois apresentá-lo aos outros grupos e aos monitores.

Depois dos gritos, o André contou-nos a História do D. Pedro V.

- D. Pedro V de Portugal cujo nome completo é Pedro de Alcântara Maria Fernando Miguel Rafael Gonzaga Xavier João António Leopoldo Victor Francisco de Assis Júlio Amélio de Saxe Coburgo e Bragança, nasceu no dia 16 de Setembro de 1837 e morreu no dia 11 de Novembro de 1861, em Lisboa onde viveu e morreu.

- Era cognominado de: O Esperançoso, O Bem-Amado ou O Muito Amado, foi Rei de Portugal de 1853 a 1861.

- Era o filho mais velho da Rainha D.Maria II e do seu consorte D.Fernando II.

- No reinado de D. Pedro V, Portugal foi flagelado por duas epidemias, uma de cólera, (1853 a 1856), e outra de febre amarela, principalmente em 1856/57. Durante esses anos o monarca, em vez de se refugiar, percorria os hospitais e demorava-se à cabeceira dos doentes, o que lhe trouxe muita popularidade.

- Em 1858, D. Pedro V casa-se por procuração com a princesa D.Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que veio a morrer no ano seguinte vitíma de difteria.

- Sendo a saúde pública uma das suas preocupações, foi juntamente com a sua mulher, a princesa D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que Pedro fundou hospitais públicos e instituições de caridade. Aliás, cumprindo os desejos por ela manifestados, o monarca, fundou o Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa.

- Morreu com apenas 24 anos, em 11 de Novembro de 1861, que segundo parecer dos médicos, devido a febre tifóide (enquanto o povo suspeitava de envenenamento e por isso viria a amotinar-se). A sua morte provocou uma enorme tristeza em todos os quadrantes da sociedade.

- Não teve filhos, por isso quando morreu foi sucedido pelo irmão, o infante D. Luís, que habitava então no sul de França.

- Jaz no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

- Teve uma notável preparação moral e intelectual. Estudou ciências naturais e filosofia, dominava bem o grego e o latim e chegou a estudar inglês. O seu espírito terá sido influenciado pela convivência que teve com Alexandre Herculano, que foi seu educador. (História de Alexandre Herculano aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Herculano).

- No dizer dos biógrafos, D. Pedro V: "com um temperamento observador, grave, desde criança [...] mandou pôr à porta do seu palácio uma caixa verde, cuja chave guardava, para que o seu povo pudesse falar-lhe com franqueza, queixar-se [...] O povo começava a amar a bondade e a justiça de um rei tão triste [...]"

De seguida chamaram-nos novamente grupo a grupo e disseram-nos o que nos era encarregue de inventariar (para um grupo foi as moradias da praça, para outro grupo foi a fonte na praça, para outro a estatua de D. Pedro V e etc..)

Depois de acabarmos o que nos competia, juntámo-nos todos e fomos à Capela de Guadalupe.

Quando chegamos à capela, após subirmos uns quantos degraus, sentamo-nos por grupos nos bancos, alguns monitores falaram-nos sobre a Capela e sobre o Rodrigo de Moura Telles.

Capela de Guadalupe:

- A Capela de Guadalupe foi erguida no alto do monte de Santa Margarida, pelo então arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Telles, que a benzeu em 23 de Março de 1725.

- Na época do arcebispo D. Gaspar de Bragança, o arquiteto Carlos Amarante projetou uma grande alteração à capela, que entretanto não chegou a ser implementada.

- A capela, sob a invocação de Nossa Senhora de Guadalupe, está localizada num parque fechado e protegido por um muro.

- Apresenta planta circular, com uma entrada por um vestíbulo de três arcos.

- Sobre o arco principal abre-se um nicho com a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe e a inscrição epigráfica "Protegam vrbem istam 1747". (Mais informações aqui: http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/3992744/ )

Rodrigo de Moura Telles:

- D. Rodrigo de Moura Telles nasceu a 26 de Janeiro de 1644 em Braga e morreu em Braga a 4 de Setembro de 1728 com 84 anos.

- Foi um clérigo, reitor da Universidade de Coimbra, Bispo da Guarda e Arcebispo de Braga.

- D. Rodrigo de Moura Telles era filho do 2.º Conde de Vale de Reis.

- De 1690 a 1694 foi reitor da Universidade de Coimbra, e em 1694 foi Bispo da Guarda.

- De 10 de Março de 1704 até à sua morte em 1728 foi Arcebispo de Braga.

- Realizou numerosas obras na cidade, instituiu o jubileu das 40 horas ou Lausperene em 1709 prática ainda em vigor. (Mais sobre o Jubileu das 40 horas ou Lausperene aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lausperene)

- Está sepultado na Capela de São Geraldo, na Sé Catedral de Braga.

Depois de nos contarem isto, cada grupo ficou encarregue de inventariar aquilo que lhe competia ( Altares, Altar-mor, Sacristia, Sacrário, Imagens dos Santos, etc. e fora da Capela, o Parque).

Quando todos os grupos acabaram, voltámos para a Junta de Freguesia com mais conhecimento do Património Bracarense. E assim acabou o 8º dia de Património.

Cumprimentos,
Joana Araújo

10 de julho de 2012

Diário do Património2012_7º dia

Chegada do Grupo à Quinta de Santa Tecla

10 de Julho 2012
Casa/Quinta de Santa Tecla


Hoje, 10 de Julho, fomos até à Quinta de Santa Tecla. Quando chegámos fizemos duas atividades bastante interessantes. A primeira consistia em criar dois grupos e organizar duas filas tendo como objetivo correr até chegar a uma corda que estava no chão, pegávamos nela e passávamos a corda pelo nosso corpo e voltávamos a correr, novamente, até chegar ao nosso colega.  O grupo que acabasse primeiro ganhava.
A segunda atividade consistia em formar uma roda e depois sentarmo-nos no colo do colega que estava atrás de nós, ou seja, depositar a máxima confiança no nosso colega sempre com algumas complicações.
Depois das atividades fomos conhecer a Quinta de Santa Tecla que é muito grande e está muito bem conservada. Foi feita no ano de 1901, é essencialmente de pedra mas o portão é em ferro estando um bocado degradado devido aos agentes de erosão. A cor predominante do portão é o verde e conseguimos observar alguns elementos naturalistas e espirais. Explicaram-nos um pouco da história daquela quinta e procedemos ao preenchimento dos inventários com todo o rigor e com a máxima informação que conseguimos recolher.
Enquanto uns elementos dos grupos tratavam da realização da ficha da Quinta, outros foram para as árvores apontando os seus diâmetros, a distância entre duas árvores e fazer um desenho da disposição do espaço, pois este espaço está classificado como reserva ecológica, equivalente a um Monumento Nacional.
A seguir, fomos fazer o inventário da Capela da Quinta que tem dois púlpitos, a representação da imagem de Santa Tecla, uma cruz e mais coisas. Em seguida, alguns grupos foram fazer o inventário da capela por dentro e outros foram para o exterior fazer o levantamento da informação sobre o jardim, que é muito bonito.
No final de tudo regressámos à Junta e demos por concluído mais um dia do nosso património.
Sofia Praça