15 de julho de 2014

X Edição de "O Nosso Património" - Dia 7

Hoje, dia 15 de Julho, fomos visitar o museu de arqueologia D. Diogo de Sousa cujo nome é dedicado ao arcebispo com o mesmo nome que viveu no século XVI, no início assistimos a um video que falava do tratamento dos achados arqueológicos e do seu restauro, passando depois a uma visita guiada onde vimos vestígios humanos desde a idade paleolítica que como nos foi explicado significa pedra lascada ou pedra velha, até à idade do ferro e até mesmo do tempo dos romanos, a monitora Carina explicou-nos o que eram esses objetos, como se usavam, para que serviam, etc. No fim foi-nos mostrado maquetes das "domus" romanas, que são as casas e também vimos uma sepultura da altura, a última coisa que vimos foram umas ruinas encontradas aquando da contrução do museu que estavam em mau estado devido às infiltrações. Depois da visita regressamos à junta de freguesia e assim se passou mais uma manhã n' "O Nosso Património".

António Silva


Hoje, dia 15 de julho, após recebermos mais alguns colegas, fomos visitar o Museu D. Diogo de Sousa.
Depois de vermos um vídeo que mostrava como as descobertas arqueológicas eram limpas, tratadas e restauradas no laboratório do museu, fomos ver as peças expostas.


As peças mais antigas do museu têm cerca de 250 mil anos. Há objetos do paleolítico, do neolítico, das idades do ferro e do bronze, e ainda dos tempos da ocupação romana. São principalmente objetos de cerâmica, que, como a monitora Carina explicou, resistem melhor à acidez e humidade dos solos da nossa região.


Os objetos do paleolítico são principalmente pedras que eram usadas com instrumentos e vasos de cerâmica feitos e decorados à mão. No neolítico havia já objetos de madeira, tais como machados, arcos e flechas, e o sílex era muito usado. Nas idades do bronze e do ferro apareceram os objetos de metal, tais como um capacete da idade do bronze exposto no museu. Desenvolveu-se também o trabalho da pedra, como se pode ver pela estátua de um guerreiro da idade do ferro, também lá exposta. No período romano Braga tornou-se uma importante cidade comercial, pela qual passavam 6 estradas. Há, portanto, muitos vestígios, nomeadamente as termas, perto do museu, e parte de uma casa na cave do museu.


Por fim, agradeço à monitora Carina, funcionária do museu e membro da JovemCoop, pela sua disponibilidade para nos guiar nesta visita tão enriquecedora.

Manuel Barbosa

14 de julho de 2014

X Edição de "O Nosso Património" - Dia 6

Hoje na atividade “O Nosso Património”  foi-nos apresentada uma professora de arquitetura, que se chama Maria que nos explicou os diversos tipos de património : material e imaterial, o material é o tipo de património palpável, como os monumentos, e o imaterial como  por exemplo as histórias que se passam de geração em geração que nos explicam como era o passado.
Também nos explicou quais são os elementos do património como as ruas, os quarteirões, os lotes, as praças, etc, e disse-nos quais as qualidades dos patrimónios.
Depois desta apresentação  fizemos um trabalho de dispatchwork que consiste em chamar a atenção das pessoas para os monumentos, tapando as falhas e os buracos existentes nestes com tecidos ou legos. Por exemplo, neste trabalho dividimo-nos em grupos já existentes e cada grupo teve de fazer dois trabalhos, com tecido azul, amarelo e vermelho.
E assim se passou mais uma manhã na JOVEMCOOP!
Até amanhã,

Duarte Oliveira


Hoje, dia 14 de julho de 2014, reunimo-nos todos na Junta de Freguesia de S.Vitor, como é habitual.
Como já nos tinha sido avisado, hoje a manhã iria ser passada ali mesmo. Foi-nos então apresentada a arquitecta Maria, que nos fez o favor de nesta manhã partilhar algumas noções importantes acerca do Património. Também ela nos mostrou uma ideia inovadora de um designer alemão chamado Jan Vormann, que consiste em preencher espaços degradados de muros, paredes etc, com peças LEGO.
Foi-nos proposto fazer algo semelhante a isto, mas com um material diferente, uma espécie de cordões coloridos. Dividimo-nos então por grupos, e começamos a pôr em prática as ideias de cada um. Por fim, cada grupo tirou uma foto com as suas obras-primas!
Cabe-nos agradecer à arquitecta Maria que dispôs da sua manhã para nós. Assim acabou mais uma manhã desta edição do Nosso Património.

Inês Dias e Johnny

Sete Fontes - Obras de Restauro e Conservação

Depois de no dia 10 de Julho passado, e com grande alegria nossa, a CMB ter anunciado o início das obras de restauro e conservação das Mães d'Água e de alguns muros de suporte do complexo das Sete Fontes, voltamos lá hoje para fazer um ponto de situação das mesmas.

As obras de restauro seguem a todo o vapor, tendo nós verificado que até ao momento, e neste curto espaço de tempo,  já temos muros de suporte repostos na Mina do Dr. Amorim e na Mina dos Orfãos de S. Caetano, bem como retirado todo o reboco de todas as Mães de Água, à exceção da primeira "mina gêmea" do Dr. Alvim que está a ser intervencionada.

Apesar de até ao momento tudo estar a correr bem e sem problemas, achamos que deveriamos deixar uma sugestão à CMB e à AGERE. Sabendo nós que a AGERE tem na sua posse, guardada num dos seus armazéns, a pedra de armas de uma das Mães d'Água do Dr. Alvim, não seria de aproveitar esta intervenção e pensar na recolocação da mesma no seu local de origem? Fica aqui a sugestão.

Esperemos que, depois de tantos anos em que o futuro das Sete Fontes foi hipotecado, este seja sem sombra de dúvida o pontapé de saída para que o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes seja uma realidade.

Ficam aqui as imagens:















12 de julho de 2014

X Edição de "O Nosso Património" - Dia 5


 Hoje, dia 11 de Julho, voltámo-nos a encontrar na Junta de Freguesia de S.  Victor para dar início a mais um dia da actividade ‘’ O Nosso Património’’.
 Por volta das 09h30min, a monitora Gui informou-nos que certos elementos de alguns grupos iam mudar para um novo, isto porque, na próxima semana virão dois novos elementos. Foi-nos também dito que o destino de hoje seria a visita á capela de Santa Tecla.
Essa mesma capela, situada ao lado da quinta da capela, na rua Jaime Souto Maior foi construída em 1720, onde posteriormente foram encontrados vestígios humanos. Esta obra foi paga por José Pinheiro Leite, e que nos finais do século XIX e inícios do século XX foi alterada, devido há degradação que nela se fazia notar.
No topo da Capela pode-se ver um nicho e a imagem da Santa Tecla.
No fim desta visita, fomos para a junta onde ficámos a conversar um bocado sobre como seria a próxima semana.
E foi assim a nossa manhã!
João A e Filipa M
: D

10 de julho de 2014

X Edição "O Nosso Património" - Dia 4


Hoje, dia 10 de Julho, voltámo-nos a encontrar na Junta de Freguesia de S. Victor para dar início a mais um dia da actividade ‘’ O Nosso Património’’.

     Por volta das 10h, os monitores comunicaram-nos que durante a manhã íamos visitar as antigas fábricas e no caso da sua inexistência, os seus respectivos locais.

A primeira antiga fábrica que fomos visitar foi a Pachancho, que se situava no actual Pingo Doce Pachancho. Essa fábrica foi fundada pelo António Gomes do Vale Peixoto em 1920 e a sua principal fonte de produção eram peças para veículos motorizados. Mais tarde, em 1950 a fábrica começou a produzir as suas próprias motocicletas. A fábrica Pachancho foi considerada uma das mais importantes em Braga e até mesmo a nível nacional, pois chegou a construir motores para carros de Fórmula 1.

    A produção de chapéus em Braga inicia-se em 1851 com a primeira unidade industrial, chamada de Fábrica de Taxa. Começou por ser uma pequena oficina, mas ao longo do tempo alcançou o estatuto de fábrica. Mais tarde, em 1866 instala-se a Fábrica Social Bracarense que se situava na Rua Nova de Santa Cruz. Em 1921, aparece outra fábrica com o nome ‘’ A Industrial ‘’ situava-se também na rua do Taxa. As fábricas chegaram a produzir 3 mil chapéus por dia.

    A última e única fábrica que se encontra actualmente de ‘’pé’’ é a Saboaria e Perfumaria Confiança. Esta mesma fábrica que foi fundada a 12 de Outubro de 1894 por Silva Almeida e Santos Pereira. O seu objectivo era produzir sabonetes e perfumes de alta qualidade.

Os sabonetes, que eram de elevada qualidade, eram exportados para a américa, servindo vários hotéis. Neste momento, o edifício da antiga fábrica encontra-se à espera que o concurso criado pela Câmara Municipal de Braga dite o seu destino.

Antes de chegarmos á junta, voltamos à Senhora a Branca para realizarmos as fichas de sítio que por motivos que nos são alheios, ontem não tivemos tempo de concluir. 

E assim se passou mais uma manhã na JOVEMCOOP!

Até amanhã,
João e Tomás.

9 de julho de 2014

X Edição de "O Nosso Património" - Dia 3


No terceiro dia da atividade "O Nosso Património", fomos à Igreja da Senhora-a-Branca onde a monitora Margarida, deu uma pequena explicação sobre a Igreja. Explicou, então, que o arcebispo D. Diogo de Sousa mandou construir uma pequena capela no séc. XVI por causa de um culto a Nossa Senhora Das Neves,a Branca. Este culto deve-se ao milagre de ter nevado no dia 5 de Agosto em Roma. É evidente que esta Igreja foi mandada construir pelo arcebispo D. Diogo de Sousa, pois no tecto da igreja, no arco da porta de entrada e nos azulejos do coro estão representadas as suas armas. Quando entramos na Igreja, o Sr. Padre Carlos, completou a explicação da Margarida, falando ainda do sacrário que foi desenhado por André Soares, sendo a sua primeira peça. Também falou dos altares que se encontram nas laterais da Igreja, por exemplo, o da Senhora do Ó, o do Presépio, o dos Três Reis Magos e o do Sagrado Coração de Jesus...
 
De seguida, fomos à Sacristia onde vimos vestígios de uma antiga Capela descobertos numa das obras sofridas pela Igreja. O Sr. Padre Carlos mostrou-nos, ainda, um mapa da antiga Braga.  Depois, passámos pela Rua de S. Victor e a de S. Domingos e fomos até à Casa das Velas onde nos ensinaram como é que estas são feitas de modo artesanal. Ficamos também a saber que esta é a única fábrica artesanal de velas existente em Braga.
 
Para finalizar, agradeço a todos que nos ajudaram a concretizar estas visitas, tendo a certeza que muitas estão para vir.

Até amanhã
Joana Oliveira

Visita Guiada - Parque da Ponte & Gallos

Visita Guiada, próximo dia 12 de Julho

A JovemCoop, juntamente com a Braga+, vão encerrar o ano de actividades com uma visita guiada a alguns dos mais relevantes espaços urbanos da zona ribeirinha do rio Este, nomeadamente pelo parque da Ponte e zona histórica dos Gallos.

Esta iniciativa está agendada para sábado, dia 12 de julho, e tem início marcado para as 09h30, junto ao monumento evocativo do 25 de Abril, no largo de S. João da Ponte.
O percurso, que vai permitir o acesso ao topo das torres sineiras, integra passagens pela fonte dos Gallos, capela de Santo Adrião, fonte dos Namorados, capela de S. João da Ponte, parque da Ponte e Estádio 1.º de Maio.

Em cada um dos lugares vai ser efectuada uma contextualização histórica.

8 de julho de 2014

X Edição de "O Nosso Património" - Dia 2


Hoje, logo de manhazinha, recebemos, com entusiasmo, 3 novas amigas. Para a sua receção, fizemos um jogo para nos conhecermos melhor em que cada um de nós dizia o seu nome e um adjectivo com que se identificasse, tendo como primeira letra a inicial do nosso nome. De seguida, chegou o momento esperado: conhecer sítios novos. Os nossos monitores, para nos organizarem melhor, formaram grupos, com a condição que ninguém que se conhecesse ficasse no mesmo grupo, para criar novos amigos. Claro que, no início, ficamos um pouco tímidos e receosos, mas acabamos por nos habituar.

Alegremente, chegamos ao primeiro destino: a igreja de S.Victor. Um dos nossos monitores explicou a história da igreja e, mais tarde, o presidente da junta, Ricardo Silva, explicou-nos a história de S.Victor representada nos azulejos. Para demonstrarmos aquilo que aprendemos, em grupo, realizamos duas fichas acerca dos azulejos (parte móvel) e da fachada (parte imóvel). Ficamos impressionados com a beleza interior e exterior daquela antiguidade do século XVII.


Terminada a primeira visita, dirigimo-nos para a Capela de Nossa Senhora de Guadalupe, onde lanchamos todos juntos e falamos acerca do que nos esperava. Quando entramos, deparamo-nos com uma capela diferente de todas as outras existentes em Braga: esta apresentava linhas curvilíneas assim assemelhando-se à cruz grega, as cores predominantes eram o azul e o dourado. Ficamos espantados, pois era algo diferente, algo fora do normal, algo de especial.


Apreciamos muito esta viagem por pontos culturais e religiosos bracarenses e esperamos mais dias como este no nosso calendário!


Praça e Vicente

7 de julho de 2014

X Edição de "O Nosso Património" - Dia 1

Várias gerações de "O Nosso Património"

Hoje demos início à X edição de "O Nosso Património" que é um dos ex-libris da JovemCoop. 

Não menosprezando as restantes atividades, esta é aquela que me preenche o coração, pois foi através dela que entrei para a JovemCoop e que fui crescendo numa associação, que agora, é também um pouco minha. 
Há dez anos atrás éramos oito participantes e dois monitores (o David e a Sílvia). Lembro-me de como no início tudo parecia aborrecido, pois não nos conhecíamos e tínhamos idades diferentes. No entanto, não demorou muito para que todos nos tornássemos amigos, alguns deles ainda hoje os preservo e as gargalhadas são gerais quando recordamos a primeira edição.

Dez anos passados são mais de vinte os participantes que a equipa de monitores tem o dever de acolher. Sei que muitos têm a coragem de participarem sem conhecerem ninguém e revejo-me em todos eles. Mas, para que ninguém se sinta "de fora" hoje o dia foi dedicado às tradicionais dinâmicas de grupo. Fomos para os jardins da Avenida Central, onde todos nos ficamos a conhecer melhor. Já no final da manhã fomos para a Junta de Freguesia de S. Victor que, como sempre, nos abre as portas durante todo o mês e nos faz sentir em casa.

Hoje espero que todos se tenham sentido felizes, que tenham sentido que vão fazer amigos novos e que a JovemCoop é uma porta aberta para aprenderem enquanto se divertem.

Sejam todos bem-vindos à X edição de "O Nosso Património".

1 de julho de 2014

O Nosso Património 2014 - Inscrições abertas

Cartaz atividade 2014

"O Nosso Património", atividade direcionada para o jovem público, com idades compreendidas entre os 12 e os 18, visa uma aprendizagem divertida sobre a História e Monumentos dos locais a visitar durante o mês de Julho, bem como ajudar a criar consciências e promover uma sensibilização ativa na proteção das nossas heranças culturais. 

Ao longo do mês de Julho, os jovens participantes serão desafiados a conhecer a História de Braga, em geral, e da freguesia de S.Victor em particular. Durante quase 4 semanas, os participantes percorrerão as ruas em busca de monumentos, sítios de interesse e pessoas com relatos orais que interessem ser registados. Os jovens que participarem nesta atividade andarão munidos de uma mala com instrumentos de registo, com o objectivo de fotografar, desenhar e escrever as principais caraterísticas de um edifício histórico ou de um objecto patrimonial. Para tal usarão bússolas, máquinas fotográficas, fitas métricas, gravadores, entre outros equipamentos. 

O objetivo deste trabalho, além da latente consciencialização dos participantes, é compilar informação que possa ser utilizada como avaliação de um edifício de interesse patrimonial, que funcione na sua classificação ou que nos permita perceber, ao longos dos tempos se um determinado sítio apresenta danos e sinais de abandono ou obras de conservação e restauro. 

"O Nosso Património" – X Edição, é uma atividade realizada pela JovemCoop e pela Junta de Freguesia de S.Victor, permitindo-nos cumprir o nosso objectivo de alargar a nossa área de intervenção e conhecimento, quer na parte patrimonial, mas também na área das políticas não formais para a Juventude de Braga.

DOWNLOAD FICHA DE INSCRIÇÃO

DOWNLOAD REGULAMENTO PARTICIPAÇÃO

18 de junho de 2014

O São João é de Braga


As Festas de São João são um momento de particular ênfase no calendário anual de qualquer bracarense. São ainda, pela sua história e tradição, uma altura em que bracarenses rurais e urbanos se unem em torno dos seus símbolos e identidade.
Por isso mesmo, e dadas as ausentes oportunidades de aprofundamento destes temas,  a JovemCoop e a Braga + , em colaboração com a Associação de Festas de São João, vão promover duas iniciativas que visam um conhecimento maior das festas sanjoaninas.
Esta quinta-feira, dia 19 de junho, a partir das 21h15 vai decorrer uma sessão sobre a história destas festas intitulada "O São João é de Braga", que vai ser animada pelos CABçudos - Grupo de Música Popular do Centro Académico de Braga. A iniciativa realiza-se no auditório do antigo Hospital de S. Marcos e servirá de lançamento da segunda edição do livro "O São João é de Braga", da autoria de Rui Ferreira.
No próximo sábado, pelas 10h00, no largo junto ao lar D. Pedro (avenida Central), daremos início a uma actividade que visa conhecermos melhor os locais que ao longo da história foram palco das Festas de São João. A iniciativa vai terminar no parque da Ponte, após passagem por alguns dos pontos mais relevantes da memória colectiva bracarense, como é o caso da antiga praça do Pão, Carvalheiras, São João do Souto ou Campo dos Touros.
Apareçam.

Cascatas de São João

Sendo a JovemCoop uma associação que luta pela salvaguarda do património, histórico e cultural da nossa cidade, não podíamos deixar de recusar o convite que nos foi feito, e tentando recuperar as tradições, associamo-nos ao relançar de uma tradição perdida! A nossa cascata de S.João a representar a U.Freguesias de S.Lázaro e S.João do Souto! Apareçam e vejam todas as cascatas em competição no Largo de São João de Souto.


2 de junho de 2014

Avanços para a Classificação do Salão Egípcio


Foi finalmente aprovado em reunião do executivo a classificação do Salão Egípcio, na Rua do Souto, como Imóvel de Interesse Público Municipal. 

Já desde 2012 que a JovemCoop vinha alertando para o abandono deste imóvel bem como para a degradação das pinturas no seu interior.   

Depois de várias propostas feitas nos últimos tempos para tornar o Salão Egípcio como Imóvel de Interesse Público Municipal e de por várias vezes a sua classificação ter sido recusada, parece que finalmente estaremos perante a salvaguarda daquele que é sem sombra de dúvidas um salão único na nossa cidade e no país.

Graças aos esforços de alguns particulares, caso do Sr. Fernando Mendes e do Sr. Luis Machado com a exposição fotográfica que realizaram, Leonardo Rodrigues, e de algumas associações desta cidade, casos da ASPA, que há anos vinham alertando e pedindo a sua classificação e da JovemCoop que se juntou a estas vozes, o salão foi-se tornando cada vez mais conhecido da população em geral.

Pena temos que na memória do tempo e dos jogos políticos, tenhamos ficado sem um dos outros ex-libris da nossa cidade, a Barbearia Matos, que viu recusada em Assembleia Municipal em Abril de 2012, a sua classificação, na mesma altura em que foi recusada a classificação do Salão Egípcio. 

Esperemos que este seja o início de uma nova política municipal, não deixando de alertar o executivo camarário, que tal como o Salão Egípcio, existem outros edifícios na nossa cidade que eventualmente merecerão a mesma atenção que finalmente parece estar a ser dada a este imóvel.


(Re)Viver Bracara Augusta

in Correio do Minho - 27/5/2014

(Re)viver Bracara Augusta
Nestes últimos dias o centro de Braga teve uma grande animação. Quem por lá andou deparou-se com inúmeras figuras mitológicas, com legiões, e com os típicos habitantes de Bracara Augusta. Tudo isto, porque de 21 a 26 de maio decorreu a décima primeira edição da Braga Romana. 
A XI edição do evento que mais caracteriza a cidade foi a que mais deu que falar. Começando pelo seu difícil “parto”, devido às condições climáticas, até à nova estrutura da feira, foram vários os pontos que modificaram a habitual recriação. 
No que se refere às condições climáticas é verdade que a organização pouco podia fazer, dado a existência de contratos que não são facilmente adiáveis, assegurando a presença de artesãos e de grupos de animação. No entanto, parece-nos que como a chuva já se fazia anunciar, e aproveitando que as tendas eram, na sua maioria, novas, a organização poderia ter pensado numa forma de impermeabilizar o topo das mesmas, investindo, talvez, em cobrir determinados espaços comuns. 
Quanto à estrutura do certame, é nossa opinião que levar a Braga Romana para o centro de Bracara Augusta foi uma excelente iniciativa, pois, deste modo, toda a recriação se torna mais fiel à realidade da época clássica. Para melhor dar a conhecer Bracara Augusta foi necessário dar vida a novos espaços que, infelizmente, não tinham qualquer caracterização a uni-los, dando o exemplo da Rua D. Afonso Henriques, que deveria ter animação, tal como a Rua D. Gonçalo Pereira, para uma união entre o Rossio da Sé e os Largos de S. Paulo e de S. Tiago. Apesar desta ausência decorativa dos espaços, é de louvar a existência de um mapa da feira, que todos os visitantes poderiam adquirir na tenda da organização, permitindo, desse modo, o conhecimento de todos os espaços incluídos na feira e incentivando à visita dos mesmos. 
A organização de visitas guiadas e a abertura de espaços museológicos durante todos os dias do mercado romano, foi uma das grandes melhorias do evento deste ano. Pela primeira vez, a JovemCoop teve oportunidade de dar a conhecer as ruínas da Domus da Escola Velha da Sé, onde realizámos visitas guiadas e tivemos a possibilidade de efectuar pequenas recriações históricas ou encenar momentos do quotidiano de uma domus. Assim, houve oportunidade de, mais uma vez, aproximarmos Braga dos bracarenses, e não só, pois este já é um evento procurado por estrangeiros. A prova disso mesmo é o facto de termos efetuado várias visitas guiadas na domus em diferentes línguas, com predominância do espanhol. Porém, acreditamos que uma maior divulgação de alguns espaços possibilitaria uma maior fruição dos mesmos.
Por exemplo, muitos devem ter sido os visitantes que não se aperceberam que a Domus da Escola Velha da Sé era um espaço que se podia visitar, ou que o Centro de Recursos Educativos da Câmara Municipal estava a funcionar num largo junto à Sé. Por este motivo, parece-nos fundamental que, numa próxima edição, exista uma maior divulgação de todos os espaços visitáveis e dos eventos a realizar. Poder-se-á, por exemplo, apostar em muppies espalhados pela cidade, em género de mapa, a assinalar locais a visitar e a realização dos eventos. Acreditamos, ainda, que seria importante monumentalizar as entradas do local onde de desenvolve o mercado romano, conferindo maior imponência ao evento. Imaginemos que no largo de S. João do Souto se recriavam as portas da muralha romana, bem como na Rua da Misericórdia; E tendo as cidades romanas um Arco triunfal, porque não adaptar o Arco da Porta Nova, fazendo dele, durante o período da Braga Romana, um Arco honorífico ao jeito dos Arcos de Trajano ou Adriano?
Mas, porque falamos de sinalização e sinalética, convém lembrar que há melhorias introduzidas na edição de 2014. Não passou despercebida a sinalética colocada juntos das epígrafes da Sé (a inscrição à deusa Ísis ou a da refundação da cidade), bem como aquela que foi colocada para interpretação do conjunto arqueológico da Domus das Carvalheiras. Torna-se, de igual forma, relembrar a maior cientificidade dada ao certame, com a realização do colóquio “Valorização do Património Arqueológico de Braga”, que decorreu no dia 23, no auditório da AGERE, cuja organização se deve à CMB e à UAUM. 
Cumpriu-se a lógica que há tanto tempo defendemos de dotar a Braga Romana de maior conhecimento dos vestígios do passado, da sua fruição no presente e projeção, bem como reflexão, para o futuro. 
Deixamos os nossos parabéns à organização desta Braga Romana, que, apesar de tudo, arriscou na mudança, e dotou o evento de maior cultura e educação. 


15 de maio de 2014

Braga Romana MMXIV


A JovemCoop está a organizar a sua participação no cortejo noturno da Braga Romana, que se realizará no dia 23 de Maio. Quem se quiser associar a este evento deverá enviar um e-mail para: info@jovemcoop.com , de seguida serão enviadas as instruções. 

Informamos que as inscrições encerram hoje, quinta-feira!!