12 de junho de 2012

Percursos Barrocos - Visita Guiada ao Convento dos Remédios

"Diário do Minho" 10/06/2012

O Convento dos Remédios, monumento demolido no ano de 1911 pela Câmara Municipal de Braga, vai ser revisitado a partir de uma visita guiada ao espólio disperso por alguns locais da cidade.

Trata-se de uma iniciativa inédita, que vai decorrer no próximo sábado, dia 16 de junho, sendo organizada pela JovemCoop e Braga CEJ.

DATA: 16 de Junho de 2012, 09h30-13h00
ENCONTRO: Praça da República (Arcada)
TEMÁTICA: “Visita guiada ao Convento dos Remédios”
OBJECTIVOS: - Conhecer a história do mais antigo edifício conventual de Braga, bem como da sua polémica demolição em 1911.
- Identificar os vestígios deste convento na cidade de Braga actual e entender porque continua a ser importante no contexto patrimonial bracarense.
- Saber localizar espacialmente e percepcionar as marcas que deixou na fisionomia e morfologia da cidade actual.
- Alertar a população de Braga para a importância de valorizar o espólio e a memória deste convento.


PROPOSTA DE PERCURSO:


1.Largo Carlos Amarante: introdução histórica, reconhecimento do local e visualização de algumas fotografias antigas.
2. Reitoria da Universidade do Minho (largo do Paço): visualização de alguns painéis de azulejos;
3. Jardim de Santa Bárbara: fonte e visualização de alguns elementos arquitectónicos;
4. Igreja do Pópulo: retábulo de Santa Rita de Cássia
5. Convento do Pópulo/Câmara Municipal de Braga: visitar pedras retiradas do Parque da Ponte,
6. Câmara Municipal (praça do Município): grades do salão nobre;
7. Parque da Ponte e Capela de São João;
8. Capela de Santa Marta do Leão – Falperra: retábulo e sanefas;

OBSERVAÇÕES: - O percurso até ao Parque da Ponte será efectuado a pé.
                              - O percurso do Parque da Ponte até Santa Marta do Leão (Falperra) será feito em autocarro.

Inscrições em: http://bragacej2012.com/events/details.php?id=541&type=1




Arqueólogo por um dia - 9 de Junho


"Diário do Minho" 10/06/2012

No passado dia 09, a JovemCoop, no âmbito das actividades da Braga2012: Capital Europeia da Juventude, realizou uma intervenção arqueológica em contexto experimental.

Esta sessão, realizada no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, visou aproximar os jovens da profissão "arqueólogo" e mostrar em que consiste a "arqueologia".

Esta área de intervenção profissional, muitas vezes associada apenas a processos de escavação, é composta por várias outras áreas e tarefas, que foram explicadas aos jovens participantes.

Esperamos poder contribuir para um maior conhecimento sobre o que é a Arqueologia e, sobretudo, criar consciências sobre o papel que um arqueólogo pode ter enquanto planeador da cidade.

Os processos de intervenção arqueológica podem auxiliar os agentes decisores da cidade a construir uma urbe mais atractiva e historicamente mais humana, além de turisticamente mais competitiva.

Obrigado aos nossos participantes por terem aceite este desafio e contamos, agora, com mais pessoas sensibilizadas para a defesa do património.




BragaCEJ2012 - Agenda semanal 11 a 17 JUN

"Diário do Minho" 11/06/2012

Apresentamos o Programa das iniciativas BragaCEJ2012 para a semana que decorre entre 11 a 17 de Junho.
Com orgulho, a JovemCoop realiza 3 delas e apoia uma outra iniciativa.
Toca a participar!!!

Braga: Arqueologia das Grandes Coisas

"Diário do Minho" 10/06/2012

Há poucos dias, no âmbito de uma tertúlia realizada pela altura em que decorria a Braga Romana 2012, levantou-se a questão da valorização do património, do conhecimento que os bracarenses têm da história da sua cidade, da necessidade de participação dos cidadãos e de maior informação patrimonial que ajude a alavancar o turismo e a tornar Braga uma marca de distinção.

Após o início das intervenções no Largo Carlos Amarante e depois de várias ideias e opiniões sobre o que fazer com a estrutura arqueológica colocada a céu aberto, o responsável pelos trabalhos arqueológicos e assessor principal da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho sentiu a necessidade de clarificar e explicar as intervenções ali realizadas, emitindo juízos de valores bastantes ríspidos.

A nossa primeira surpresa surge com o formato de Carta Aberta (quase um direito de resposta, mas sem o ser) que o responsável redige à opinião pública. Não sendo um artigo de opinião, nem direito de resposta, parece-nos algo formato para atingir as vozes que clamaram a pedir procedimentos mais ajuízados quanto ao destino a dar aos vestígios arqueológicos.

Após palavras um tanto ácidas e corrosivas, que parecem querer atingir e menorizar a opinião pública, o muito experiente arqueólogo e com várias provas dadas no campo arqueológico, prossegue com as explicações dos resultados prévios da intervenção.

Ora, é aqui que a opinião pública ganha destaque e a sua "primeira vitória", pois onde apenas as pessoas achavam que só se tinha encontrado um aqueduto, após tentativa de aferição de resultados, o signatário do texto afirma que foram exumadas mais estruturas - os alicerces do antigo Convento dos Remédios, bem como estruturas fúnebres identificadas como sepulturas. Se a opinião pública não tem feito esta pressão positiva, provavelmente não teríamos conhecimento, pelo menos em tempo útil, dos resultados da intervenção. Doutra forma, talvez os resultados surgissem muito lá para a frente no tempo, ou talvez nunca viessem a público, pois, pelos vistos não são considerados relevantes.

Também é uma pequena vitória da opinião pública a definição dos critérios que levam à preservação, destruição, musealização de uma estrutura arqueológica. Esta equipa entende que a estrutura, datada do Séc. XX não "tenha qualquer valor patrimonial", por isso pode ser destruída.
E aqui surge outra questão: os Arqueólogos que tanto pedem reservas arqueológicas para o futuro e defendem que se deve deixar património para tempos que se esperam com outra sensibilidade patrimonial, hoje avaliam o desinteresse de uma estrutura e são coniventes na sua destruição.
E se daqui a 50, 100, 150 anos alguém, com outra sensibilidade achar que aquele património afinal tinha interesse? É que não estamos a falar de um caso que destruição por falta de opção, porque é plenamento possível articular as novas estruturas com zonas adjacentes, sem danificar aquela ou outra estrutura. Se ficar mais caro, é porque a arqueologia nunca foi pensada, porque num sério caderno de encargos deveria prever esta hipótese.

E causa impacto, e uma certa impressão, que se desvie a discussão do seu eixo (a intervenção do Largo Carlos Amarante) para grandes jazidas arqueológicas como o Teatro Romano, a Falperra, Dume e, bem mais recentemente, as Sete Fontes!

Primeiro, isso é querer comparar duas realidades distintas, e já devidamente identificadas, de forma igual. Não se vê este critério em questões bem mais comuns...Duas sepulturas no Largo Carlos Amarante, três na Senhora-a-Branca e algumas na zona da Igreja de S. Victor, foram desvalorizadas como estrutura musealizável ou preservada fisicamente. Já as do Liberdade Street Fashion foram intervencionadas e passivel de musealização, mas as do prolongamento do Túnel e zona entre estes dois equipamentos não! Somando tudo isto temos UMA só área de enterramento e práticas funerárias, mas que têm critérios distintos. E aqui sim, fala-se de uma só realidade.

Mas duas sepulturas, um conjunto de alicerces e estruturas ligadas à água, no Largo Carlos Amarante são vistas como "menores" e sem interesse patrimonial! Porquê?

Só interessa o Teatro, a Falperra, Dume e Sete Fontes porque são áreas com maior potencial de intervenção, logo passíveis de maiores orçamentos? Esperemos que não seja este o critério, porque então aí, a arqueologia de Braga está condenada a ser a Arqueoogia das Grandes Coisas, desprezando um elemento ou conjunto patrimonial que, de forma isolada, não terá força para se proteger e permitir-se perpetuar na memória colectiva dos bracarenses.

Apesar de haver uma responsabilidade científica, este esclarecimento deveria ter sido feito pelos Serviços Municipais, a não ser que a CMB tenha delegado essa tarefa na UAUM, pois, acima de tudo, o responsável perante a cidade e dono de obra é a autarquia.

De realçar que o texto termina com o apelo aos "bracarenses que amam a sua cidade, viva e dinâmica com património de excelência"...são estes bracarenses que amam a cidade que questionam, que têm curiosidade e que suscitam a opinião pública; os bracarenses da cidade viva e dinâmica, são estes que se mobilizam por perceber e dar o seu contributo para perpetuar a memória do passado; os bracarenses com património de excelência querem mais património e mais acuidade no seu tratamento e preservação, porque nitidamente quase 35 anos depois, em plena Bracara Augusta apenas haver 4 sítios musealizados disponiveis ao público e dois de cariz privado é MUITO POUCO! Por isso se pede mais...e todos juntos podemos contribuir para tal.

Até porque ninguém questionou a qualidade dos procedimentos, mas sim o fim a dar ao produto das intervenções. Pena é que a massa pública seja menosprezada, numa tentativa de humilhação e subalternização. Afinal, qual é o dever das instituições públicas? Não é o de estarem disponiveis ao público? Por isso não se percebe o porquê de declarações tão injuriosas e que rogam a prática do silêncio. Nós pretendemos que se gerem opiniões,para se chegar a conclusões.Queremos o direito à cidade e a querer conhecer a nossa cidade...não venham com estas atitudes repressivas para depois dizer em tertúlias que os bracarenses não conhecem a sua história. Ora pois, se nos impedem, torna-se dificil!


Braga: As opiniões sobre o aproveitamento do património

"Diário do Minho" 08/06/2012

A intervenção de superfície (ainda não se percebeu o porquê desta designação, tendo em conta que afecta o subsolo), no Largo Carlos Amarante, no âmbito do Programa "A Regenerar Braga", tem suscitado várias opiniões sobre os vestígios arqueológicos que têm vindo a ser colocados à "luz do dia".

Neste caso particular, assim que foi possivel, do lado exterior da cerca, identificar uma estrutura relacionada com águas, a JovemCoop propôs que se preservasse a memória daquele recurso (ver AQUI e AQUI)!

A ASPA foi mais longe e acusou a CMB de destruir a História da Cidade de Braga, uma vez que a autarquia além de não prever a preservação das estruturas, proponha a destruição das mesmas, para construção de um novo conjunto betonado.

É, de facto, lamentável que estas intervenções estejam envoltas em tanto secretismo, pois a informação das mesmas é quase nula (apesar de serem abordadas em página própria na internet, as informações não são específicas) e são omissas no que se refere à preservação de vestígios patrimoniais - sabendo que eles poderiam aparecer!

Aqui, a CMB deveria ter procedido com maior abertura e, além de se prestar a mostrar e explicar os projectos de regeneração das ruas e praças, deveria ter maior transparência e mostrar a definição de critérios que conduzem à preservação patrimonial.

Enquanto isso não acontece, as individualidades e entidades vão tentando levar Braga a um patamar cultural maior, que zele pela sua memória e identidade colectiva!




Braga: O que fazer aos edifícios emblemáticos

"Diário do Minho" 08/06/2012

É uma discussão actual e pertinente.

Fruto de um progressivo desenvolvimento da cidade, sobretudo no seu crescimento para zona descentralizadas, o rico conjunto patrimonial de Braga, neste caso caracterizado pelo espólio arquitectónico, vai sofrendo tropelias várias, desde o seu abandono, até à sua total degradação.

Nos tempos que correm, se por um lado assistimos, com clamores de lamento, à ruína de imóveis com valor histórico ou arquitectónico, por outro lado regozijamo-nos por haver uma preocupação dos cidadãos em querer encontrar melhores destinos para este conjunto edificado.

Muito se tem falado da recuperação da Casa das Convertidas, da necessidade de se intervir no Palacete Domingos Afonso (Rua do Carvalhal, obra de E. Korrodi - ver BRAGA MAIOR) ou mesmo as antigas instalações da Escola D. Luis de Castro (são poucos exemplos para aquilo que está em discussão).

Ficamos a saber, no fim da semana passada, que a Escola D. Luis de Castro, além de ser ocupada frequentemente por toxicodependentes que ali se refugiam da sociedade, foi alvo de novo incêndio, o quarto num espaço de poucos meses.

Certo é, que a cidade em si, não terá capacidade e vocação para recuperar todos os edifícios de valor histórico ou patrimonial, pelo que importa pensar em linhas estratégicas que conduzam à recuperação e salvaguarda de um conjunto edificado de valor.

Por isso, talvez não fosse descabido elevar a discussão ao patamar público, onde a parte pública e privada pudessem contribuir para ajudar a preservar edifícios capazes de caracterizar a História da Cidade de Braga. Talvez aqui, na óptica de pensar a cidade, pudessem os nossos agentes políticos tomar a rédea a esta vontade e encetar diálogos para compor estratégias.

Braga necessita de ouvir opiniões que ajudem a construir uma Braga do futuro, mas caracterizada na sua identidade.


6 de junho de 2012

Testemunhos da Memória - Uma Ideia!


A propósito da valorização do património, parece pertinente discutir os critérios que conduzem à preservação e musealização, apenas à preservação e à preservação pelo registo e consequente destruição física.

Faltam apurar estes critérios para sabermos porque motivo tantos vestígios arqueológicos são dados como de desinteresse patrimonial, científico ou em prato deficitário na balança do progresso.

O caso da Rua de S. Vicente, segundo os especialistas, parece diferente do do Largo Carlos Amarante; a necrópole da Senhora-a-Branca parece distinta do que se encontrou no Liberdade Street Fashion, mas semelhante à encontrada no prolongamento do túnel da Avenida, isto é:
-Na galeria de S. Vicente, dizem os especialistas, corria uma tubagem de ferro, apoiada em calços de pedra e cuja parede esquerda (de quem vê de montante) seria aproveitamento de uma conduta de pedra esventrada proveniente das Sete Fontes. Disseram que aquela condução de pedra não era a original e estava apenas a construir, de forma quase aleatória a parede da galeria. Faltou explicar a razão de se aparelhar as manilhas de granito e de estarem argamassadas nos intestícios, pois a parede do lado direito estava construída de forma irrgular e sem ligantes; Mas fazendo fé nos arqueólogos, a conduta de pedra não tinha interesse e o executivo municipal em funções mandou as obras avançarem - preservou-se, mas ficou inacessível ao público;

No Largo Carlos Amarante encontra-se um aqueduto - cuja datação para já desconhecemos - e é arqueologicamente intervencionado, registado e destruído. Aqui houve preservação pelo registo; Mas deixar vestígios e conhecimento para o grande público, nada!


Na Senhora-a-Branca descobrem-se sepulturas associadas à Via Romana XVII, algo que seria expectável após se saber que desde o Largo Carlos Amarante até à Igreja de S. Victor se descobriram, anteriormente, estes vestígios de enterramento. Na Senhora-a-Branca e no prolongamento do Túnel preservou-se o registo e no Liberdade Street Fashion preservaram-se os vestígios, aguardando a sua musealização e fruição pública! Parece que só a iniciativa privada quer valorizar os vestígios arqueológicos.

Numa zona pedonal, cujo pavimento será feito, maioritariamente me granito, depois da preservação pelo registo, porque não a preservação da memória, através de um acto tão simples quanto replicar um desenho, um padrão, um lettering no pavimento?

Basta verificar o caso de Guimarães e pensar que as pessoas automaticamente associam um antigo local de interesse a partir de uma informação simples desenhada no chão. Ou seja, isto já nem é ser criativo, é ser atento às boas práticas de outras cidades. Em Guimarães, os transeuntes facilmente reconhecem as portas medievais pois estas estão desenhadas no pavimento, evocando a memória do passado da cidade! E convivem no centro da cidade com vestígios do desenvolvimento, por isso não há incompatibilidades...há é vontades!

No Largo Carlos Amarante basta desenhar a conduta de água e os tampos de pedra, dando ideia do seu alinhamento; ideia semelhante pode ser replicada na rua de S.Vicente; na Senhora-a-Branca poder-se-ia desenhar as sepulturas ou fazer um pequeno painel informativo sobre a Via XVII e os enterramentos. É que não basta um mini-miliário em aço-corten a dizer VIA XVII Bracara Augusta/Asturica Augusta para as pessoas identificarem uma Via Romana. Aliás, duas histórias simples e rápidas: A primeira, uma senhora que confundiu o mini-miliário com uma boca de incêndio; outra, contada pelo próprio Professor Sande Lemos que sentado num muro em Gualtar, não se apercebeu que dava com os pés num desses mini-miliários!

À consideração dos nossos leitores!


4 de junho de 2012

Regenerar Braga - o que fazer aos testemunhos da memória?






Braga tem assistido a uma verdadeira operação de cosmética. Ao abrigo do Programa "A Regenerar Braga", muitas têm sido as praças intervencionadas, dando uma nova configuração a esses locais.

Tal como tivemos oportunidade de abordar aqui, aqui, aqui e aqui nem sempre estas intervenções tiveram o início adequado, nem tão pouco os acompanhamentos específicos.

Muito se falou da necrópole tardo-romana da Senhora-a-Branca e ainda se fala do Aqueduto das Sete Fontes (desactivado) da Rua de S. Vicente e do seu aproveitamento em 1937 para fazer passar a tubagem de ferro, que agora foi substituída. Apesar da condução de água ser feita no tubo de ferro, este assentava numa galeria composta pelas pedras do aqueduto da água das Sete Fontes e que se ligava ao Chafariz do Largo dos Penedos.

Agora, no Largo Carlos Amarante (em frente ao Shopping de Santa Cruz e entre as Igrejas de S. Marcos (Hospital) e Santa Cruz, está em curso a renovação da Praça e consequentes trabalhos arqueológicos. Estes, bem diferentes dos casos da Senhora-a-Branca, Rua S.Vicente e Rua Andrade Corvo (Campo das Hortas), precederam as obras e já deram frutos.

A equipa de arqueologia da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho colocou a descoberto um antigo aqueduto em pedra, de grandes dimensões, que parece acompanhar transversalmente toda a Praça, provavelmente seguindo a orientação do antigo Convento dos Remédios.

E eis que na hora da verdade - SABER O QUE FAZER AOS ACHADOS ARQUEOLÓGICOS -  dizia-nos um funcionário da empresa de construção que o aqueduto será destruído para ali se colocarem manilhas de betão.

Ora, se em S. Vicente houve meramente um acompanhamento arqueológico e medidas mínimas de impacto, que resultaram na manutenção da galeria, ainda que coberta com manta geotêxtil e preenhcida com gravilha, no Largo Carlos Amarante, onde se louva a prestação prévia da equipa de arqueologia, parece que o fim será mais trágico.

Não haverá possibilidade de manter o aqueduto, mesmo que enterrado? Não se poderá adoptar uma solução como na Rua de S. Vicente? E se o aqueduto ficar tapado, não poderia ser desenhado nas lajes de granito que farão de pavimento o esquema do aqueduto e o seu traçado?

Em Braga, no Largo de S. Paulo, as guias de granito ficaram a perpetuar a memória das divisões de edifícios romanos. Aqui pede-se que se seja mais ousado e se desenhe no pavimento o traçado e os tampos do aqueduto, para que as pessoas associem e se saibam reconhecer os seus sítios de interesse histórico. Afinal, a UAUM tem os registos gráficos efectuados pela sua equipa de campo e que poderão servir para reconstituir a memória da conduta. É, no mínimo, uma solução barata e eficaz para assegurar a preservação da memória, porque nós temos ideias de como ajudar a valorizar o património.

Faremos seguir missiva com esta ideia para a CMB.

DELPHI visita as Sete Fontes



No passado dia 02 de Junho, a DELPHI (funcionários e amigos) visitaram o Complexo Monumental das Sete Fontes.

Esta actividade foi promovida pela DELPHI como forma simbólica de caminhar pela vida e associar-se às festas de encerramento do movimento "Um Dia Pela Vida" da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que encerrava nesse dia, na Avenida Central.

Ao todo, mais de 150 pessoas ficaram a conhecer o exterior das Sete Fontes e visitaram o interior das galerias, tendo sido necessário dividir os visitantes em dois turnos: O primeiro às 9h30 e o segundo às 11h.

Foi muito bonito ver o verde das t-shirts solidárias fundir-se com o verde das Sete Fontes e a mensagem foi unânime: "Não conhecia, vamos proteger"!

A visita foi guiada pela JovemCoop e gostamos muito de poder acompanhar estes amigos das Sete Fontes, sobretudo por contribuir para um estilo de vida saudável e ajudar os lutadores da missão da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

VER AQUI FOTOS DESTA VISITA


Percursos Barrocos - O esplendor do Barroco em Tibães

"Diário do Minho" 04/06/2012

No âmbito da actividade "Percursos Barrocos", desta vez a JovemCoop e a BragaCEJ convidaram os participantes a conhecer o riquíssimo testemunho das várias cronologias do barroco, existentes no Mosteiro de Tibães.

Esta actividade contou com cerca de 60 participantes que descobriram o Esplendor do Barroco através do legado de dois monges beneditinos: Frei Cipriano da Cruz e Frei José Vilaça, bem como se deu especial destaque à igreja do mosteiro. Este "Percurso Barroco" permitiu conhecer os pormenores do Jardim de S. João, Sacristia, Claustro, Cemitério e Sala do Capítulo. A visita foi guiada por Rui Ferreira e também por Paulo Oliveira do Mosteiro de Tibães, a quem agradecemos.

Aconselhamos o amigo leitor a espreitar o nosso album de fotos, da autoria do nosso amigo Rui Pinheiro.

VER AQUI FOTOS DA ACTIVIDADE - Rui Pinheiro

VER AQUI FOTOS DA ACTIVIDADE - BragaCEJ2012


Petição Unidos pelo Parque da Ponte

"Diário do Minho" 03/06/2012

As obras no Parque da Ponte visaram requalificar um dos mais bonitos e emblemáticos espaços verdes da cidade de Braga.

Ainda que o conjunto final seja agradável, há questão que ficaram menos bem conseguidas e pelas quais importa conseguir uma melhor resposta.

Surge, assim, uma petição com que propõe desde a colocação de bancos para os utentes fruirem do espaços, reivindicação de espaços de estacionamento, a recolocação dos elementos patrimoniais retirados do parque aquando da obra e mais policiamento.

Esta petição, encabeçada por Rui Ferreira e por várias associações do Parque da Ponte pretendem, pois, que o espaço seja ainda mais agradável e acolher aos frequentadores assíduos e aos novos visitantes.

Mais informações em: http://bragamaior.blogspot.pt/2012/06/cidadania-unidos-pelo-parque-da-ponte.html


Super Torneio...só para saudosistas do Sonic e da Mega Drive!




Há muitas formas de recordar o passado e valorizar o nosso Património...os jogos da Mega Drive e o incontornável Sonic foram presença obrigatória de muitas tardes dos membros da JovemCoop na década de 90 do Séc. passado.

Agora, o nosso amigo Nuno Cunha e o site Não Percas sugerem o relembrar dessas memórias a partir de um torneio com jogos da SEGA numa Mega Drive original.

Este será o primeiro evento ligado ao “retrogaming” organizado pelo Não Percas em colaboração com a Esprominho e em parceria com a JovemCoop, Braga Capital Europeia da Juventude 2012 e com o apoio da PressPlay Porto.

Realizar-se-á em Braga já no próximo dia 16 de Junho de 2012 e a inscrição é só até ao dia 08, por isso...Não Percas!!!

O evento terá lugar na Esprominho – Escola Profissional do Minho em Braga pelas 15 horas e, para se chegar a um lugar no pódio, o jogador terá de disputar vários jogos clássicos da Mega Drive.

É uma tarde que promete ser certamente animada!

A entrada é livre! A participação no torneio tem uma jóia de inscrição no valor de 5 euros. Os 3 grandes vencedores do Torneio receberão prémios ligados ao mundo “Sega Mega Drive”.

Mais informações no site oficial em http://www.naopercas.com/​torneiosegamd/



 e 2012!

O evento terá lugar na Esprominho – Escola Profissional do Minho em Braga pelas 15 horas e, para se chegar a um lugar no pódio, o jogador terá de disputar vários jogos clássicos da Mega Drive.

É uma tarde que promete ser certamente animada!

A entrada é livre! A participação no torneio tem uma jóia de inscrição no valor de 5 euros. Os 3 grandes vencedores do Torneio receberão prémios ligados ao mundo “Sega Mega Drive”.

Mais informações no site oficial em http://www.naopercas.com/torneiosegamd/

Entre Aspas - A Braga Romana

"Diário do Minho" 04/06/2012

O Entre Aspas desta semana aborda a Braga Romana, enquanto evento da cidade, que apesar de mobilizar muitas pessoas, relega para o esquecimento a essência do património de Bracara Augusta.

De certa forma, acusa as políticas municipais de nada fazer relativamente à preservação, dinamização e divulgação dos monumentos romanos e faz um balanço deficitários sobre os conjuntos musealizados (afirma serem poucos para 36 anos de intervenções arqueológicas).

É algo que temos vindo a discutir aqui, mas também lembramos que a preservação das ruínas e torna-las em património visitável não compete só à CMB, há que haver vontade desta, mas após pareceres da DRCN/IGESPAR e da UAUM. Fica esta nota para reflexão.


Agenda CEJ para esta semana!

"Diário do Minho" 04/06/2012

Aqui ficam os destaques da programação da BragaCEJ2012 para a semana de 04 a 10 de Junho.

Usufruam das actividades, porque as há para todos os gostos e feitios...

Só fica mesmo a faltar a referência à JovemCoop na actividade "Arqueólogo por um dia" .



BE visita as Sete Fontes e tece duras críticas!

"Diário do Minho" 03/06/2012


A deputada do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, esteve no passado Sábado nas Sete Fontes, numa visita com contornos estranhos...a deputada afirmava ter confirmação da AGERE para visitar o interior do Complexo, mas na verdade, o funcionário da AGERE não tinha recebido qualquer indicação nesse sentido. A sorte da Deputada foi conseguir apanhar a "boleia" de um outro grupo que ali fazia visita à mesma hora.

Felizmente, graças à visita dos Amigos do Areal, a Deputada lá conseguiu conhecer o interior das Sete Fontes e perceber o real estado daquele Monumento.

Afirmou aos jornais, que a CMB faz pouco do que a Lei exige e continua a afirmar que aquela zona continua a ser alvo dos interesses imobiliários.

Em suma, continua a faltar um instrumento forte como um Plano de Pormenor de Salvaguarda das Sete Fontes e é necessário inquirir o Sr. Secretário de Estado da Cultura sobre o muito que ainda há a fazer neste monumento!

Contamos com mais uma voz activa que também já conhece as Sete Fontes.

N.B. - Curiosamente, quando a Ministra da Cultura do anterior Governo esteve nas Sete Fontes com a JovemCoop, certo que em período eleitoral, fomos apelidados de manipulados e de nos associarmos a um partido que não zela pelas Sete Fontes. A nossa resposta foi que quem quer conhecer as Sete Fontes, deve ter, se possível, os melhores guias para fazer um melhor enquadramento histórico e da realidade. Independentemente da cor partidária e dos lugares que ocupam, também nos compete a nós, cidadãos ou entidades, responsabilizar os agentes políticos para melhor zelarem pelos interesses comuns de uma sociedade...e a cidade de Braga quer, cada vez mais, as Sete Fontes de usufruto público e salvaguardadas. Ainda bem que passado um ano, as mentalidades expandiram-se e optaram por fazer o mesmo, dando a conhecer o Complexo das Sete Fontes.