2 de maio de 2013

Pousada da Juventude: A diferença entre construir e gerir

"Diário do Minho" 01/05/2013

O novo Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, afirmou no passado dia 30/04, à margem do Dia do Associativismo Jovem, que a nova Pousada da Juventude "vai ter que esperar mais algum tempo".

Escusando-se a alongar em afirmações sobre este processo, o Secretário de estado deu a entender que a Nova Pousada da Juventude está em stanby devido à reestruturação da tutela, agora que a MoviJovem (cooperativa que geria as pousadas de juventude) se encontra em liquidação.

Ora, a construção da Pousada foi uma vontade assumida pela Câmara Municipal de Braga, no âmbito da Braga2012:Capital Europeia da Juventude. Foi submetida uma candidatura ao QREN para este fim, que esta sim, está em standby, logo não depende da vontade da tutela.

O que o Sr. Secretário de Estado poderia querer dizer é que a gestão da Pousada da Juventude pode ficar em standby se a CMB decidir contratualizar com esta Secretaria de Estado a sua gestão, algo que aí sim, compreendemos.

Mas se a CMB optar por um outro modelo de gestão, de iniciativa privada, público-privada ou de outro género, então não terá que depender da tutela.
Poderá não ser uma Pousada da Juventude inscrita na Rede de Pousadas da Juventude, mas não deixa de ser u m organismo para albergar jovens.

Se a CMB entender (e bem, da nossa óptica) concentrar uma Nova Pousada da Juventude, no centro da Cidade de Braga, após entendimentos com o Ministério da Administração Interna, então não teremos que esperar pela reestruturação dos serviços, como advogou o Sr. Secretário de Estado.
Ficaremos somente dependentes da capacidade de execução da CMB.

E se esse novo equipamento auxiliar o processo de conservação e restauro da Casa das Convertidas, então será bem-vindo.

GNRation ON: Um equipamento cultural para Braga

"Diário do Minho" 02/05/2013
 

Foi imaugurado ontem, dia 01 de Maio, o novo espaço multifuncional, com várias valências culturais, reaproveitando a estrutura do antigo quartel da Guarda Nacional Republicana.

Perpetuando a memória austera da disciplina da GNR, mas inovando no conceito, o espaço foi baptizado de GNRation e abriu portas para servir os bracarenses.

O edifício foi desenhado para assentar em três eixos fundamentais: a animação cultural (pátios e black box), sobretudo com um forte investimento na área musical; o Laboratório Digital e o espaço de empreendedorismo (co-work e lojas comerciais).
Aliado a estes 3 eixos, surgem, ainda, a Casa do Conselho Municipal da Juventude entre outras áreas que podem ser utilizadas para múltiplos fins.

O Vereador da CMB, Arq.to Hugo Pires "esclarece para que servirá afinal este projeto que esteve envolvido em polémica nos últimos meses. 

“Afinal o que é o GNRation? Perguntam-me se é um novo espaço cultural ou um lugar de acolhimento de associações juvenis, perguntam-me se é uma incubadora de empresas ou um espaço comercial e inovador, se é uma área de co-working ou um centro de formação e qualificação, se é uma sala de concertos ou uma residência para artistas em criação, se é um laboratório digital ou uma galeria de arte, se é um sítio para investigar ou para o lazer e entretenimento. O GNRation é tudo isto e muito mais. O GNRation é a resposta aos problemas e desafios do século XXI”.
 
A partir de hoje, o espaço é da cidade, como revela Hugo Pires. “A partir de hoje o GNRation deixa de ser da câmara municipal e passa a ser de todos os bracarenses e de todos os que querem fazer de Braga a sua cidade para trabalhar, estudar e visitar. Passa a ser dos jovens de todas as idades, origens sociais e habilitações académicas. O GNRation é o novo lugar de encontro de Braga consigo própria e com o mundo. O lugar onde os criadores encontrarão outros criadores e os seus públicos, onde as ideias encontrarão novas ideias, onde a inovação se transformará em negócios, onde se colaborará, exprimentará, arriscará e onde se vai falhar, com certeza, e acertar também”. "

retirado da RUM

Trilhos Bragueses (13) - A Cabeceira da Sé_Rua N.ª Sr.ª do Leite

"Diário do Minho" 29/04/2013

Os Trilhos Bragueses, publicados no passado dia 29, abordam a História da Rua de N.ª Sr.ª do Leite, desde a sua configuração à sua concepção arquitectónica.

O destaque, naturalmente, vai para a cabeceira da Sé Catedral, devido ao seu relevante conjunto tardo-gótico.

Um dado curioso, que passa despercebido, é a gárgula, em forma de diabrete, que está com a cabeça enterrada na parede da Sé, perceptivel na imagem que aqui reproduzimos, com a seguinte descrição:

"Trata-se de um pormenor existente na cabeceira da Sé de Braga, visível aos olhos mais perspicazes na rua de Nossa Senhora do Leite, mas traseiras da catedral. Os artistas biscainhos contratados pelo Arcebispo D. Diogo de Sousa (1505-32) para refazerem a capela-mor da catedral, deixaram aos vindouros uma obra notável, onde surge destacadamente a imagem de Nossa Senhora do Leite.

No coroamento da platibanda, encobrindo o telhado, observa-se o rendilhado tardo-gótico, quebrado pela existência de gárgulas, que servem para escoar a água dos algerozes. Ora, sendo típico deste tipo de esculturas o escoamento da água pela boca, há uma das gárgulas que surpreende por fazer brotar a água, não pela boca, mas pelo ânus.

Trata-se de uma figura infernal, a fazer lembrar um diabrete, que se aponta a Castela (quando digo Castela, refiro-me mesmo a Espanha...). Uma gracinha quinhentista para com nuestros hermanos, que passa incólume à maior parte dos trausentes."
 
 
Pormenor da Gárgula situada na Sé Catedral

Uma leitura obrigatória para todos os amantes de Braga.


Visitar o Salão Egípcio e o Atheneu Comercial em fotografia


 

Foi inaugurada, no passado dia 27, a exposição "BRAGA - Preservar e Reviver é conservar a memória de Braga", uma iniciativa com o cunho dos amigos Fernando Mendes e Luis Machado.

Esta exposição convida os bracarenses a "visitar" ou a conhecer dois locais únicos em Braga, que por menosprezo ao património e à história de Braga, foram votados ao abandono.

O Atheneu Comercial, centro cívico do antigamente, situava-se na Rua dos Chãos e foi completamente destruído. A exposição permite conhecer o interior deste belíssimo salão e algumas das actividades que lá eram promovidas.

O Salão Egípcio, com motivos alusivos ao mundo egípcio, ainda hoje sobrevive ao abandono e à recusa da Assembleia Municipal em promover este local a património de interesse municipal. A sua beleza é caso singular em Braga e poderia ser um factor de atracção na Rua do Souto.

O enquadramento da exposição foi efectuado pelo Doutor Eduardo Pires de Oliveira, que contextualizou o surgimento de determinadas expressões artísticas.
 
A exposição "BRAGA - Preservar e Reviver é conservar a memória de Braga" estará patente na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, situada na Rua de S. Paulo, até ao dia 30 de Maio.


Galardões "A Nossa Terra" XVI Edição


"Diário do Minho" 01/05/2013
 

Os Galardões "A Nossa Terra" consistem numa iniciativa que visa o reconhecimento público ao mérito de cidadãos e entidades que se tenham vindo a destacar em acções de relevo em prol da comunidade, do concelho, da região ou do país, nos seus diversos sectores de actuação, contribuindo, desse modo, para uma maior dignificação e prestígio do bom nome de Braga.

Este evento enquadra-se no inovador conceito de divulgação regional "A Nossa Terra", responsável por projectos de reconhecida utilidade e impacto nas comunidades onde se insere.

in " http://galardoesanossaterra.direnor.pt/"

Relembrando a publicação de 2012:
É uma pequena vitória chegar à final e ser um dos 4 finalistas sugeridos pelo juri. Não sendo o prémio que nos motiva, enaltece-nos que haja quem acredite no nosso trabalho, que é o trabalho dos jovens, as suas aspirações e a sua voz! Nós estamos entre as associações que dão voz aos jovens e queremos que eles continuem a expressar as suas opiniões e a dar os seus contributos para uma progressiva melhoria da nossa cidade.

Nós estamos conscientes dos nosso trabalho e, com ou sem prémio, iremos pugnar por cumprir os nossos objectivos para o corrente ano!
Ainda assim, o nosso MUITO OBRIGADO a quem nos fez alcançar esta etapa!


ex-VILA: Uma Pertinente Chamada de Atenção

"Diário do Minho" 02/05/2013

Foi um dos locais mais descriminados de Braga até a um passado recente. Em ditos populares, era designado como "Rua do Crime", porque configurava uma viela estreita, deserta e muito escura durante a noite.

Recentemente havia sido alvo de uma remodelação, de iniciativa privada, que visava requalificar aquela zona, dando-lhe vida.

Muitos bateram palmas por esta atitude empreendedora, enquanto que outros desconfiaram de tal "generosidade". A única contestação unânime levantou-se aquando da proposta de se pagar "portagem" para passar pelo espaço. Mas entretanto reverteu-se essa intenção e aquele espaço ganhou vida.

Num acto incompreensível e mais rápido que a luz, os proprietários fecharam os empreendimentos lá existentes e, simplesmente...desapareceram!

O espaço, novamente abandonado, voltou a atrair as multidões do obscuro e os amigos do alheio que convivem a altas risadas, enquanto utilizam o espaço público para acções ilícitas, desde vandalismo a consumos de substâncias que causam dependências.

Torna-se urgente "Regenerar Braga" a partir deste local, por uma questão de segurança e por uma questão de higiene.


Bravos da Boa Luz visitaram Obra de D.Diogo

Foto de Grupo dos Participantes neste Percurso do Barroco

A Associação Cultural e Recreativa "Os Bravos da Boa Luz", instituição muito conhecida em Braga pelo retomar da tradição das Marchas de Santo António, realizou, no dia 25 de Abril, com o apoio da JovemCoop e Braga+, um Percurso pela Braga do tempo do Arcebispo D. Diogo de Sousa.
 
Esta iniciativa, denominada "À Descoberta da Nossa Terra", visou descobrir os traços urbanos edificados à época de D. Diogo de Sousa. A visita teve o acompanhamento guiado por Rui Ferreira que, ao longo do percurso, foi identificando e contextualizando os poucos vestígios que ainda subsistem, na cidade, da época deste arcebispo.
 
O início aconteceu no Arco da Porta Nova e, a partir daí, o grupo passou pela Praça Velha, Sé de Braga, Largo do Paço, Arcada, Rua de S.Lázaro (antiga porta do Hospital), Fonte dos Granjinhos (perto do Largo Paulo Orósio), terminando num convívio n'Os Bravos da Boa Luz!
 
Foi uma excelente forma de celebrar um dia histórico, no meio da História da Cidade de Braga.
 


 

Classificação das Gravuras Rupestres de Zebral

"Correio do Minho" 30/04/2013

Depois da consulta pública que decorreu em Novembro/Dezembro de 2012, foi publicado a 11 de Abril, no Diário da República, a Classificação da Laje dos Cantinhos ou Gravuras Rupestres de Zebral, como Sítio de interesse público (SIP).

Mais um sítio a visitar na freguesia de Ruivães e na Serra da Cabreira.



Descrição: Ostentando elementos arqueológicos ilustrativos de vários momentos de ocupação humana desde a mais Alta antiguidade, onde se encontram, "[...] por entre os seus frondosos bosques e nos cimos dos seus alcantilados montes de feição pré-cantábrica, muitos vestígios de vida castreja." (Guia de Portugal, p. 866), o território correspondente na actualidade ao município de Vieira do Minho encerra alguns exemplares de Arte rupestre.

É o caso do arqueossítio ao ar livre das "Gravuras Rupestres do Zebral", conhecido pelas gentes locais pela designação de "Laje dos Cantinhos", situado a meio da encosta acentuada do monte do Toco, na margem esquerda do rib.º do Soutinho, nas proximidades da localidade que lhe deu nome - Zebral.

Insculpidas na superfície de três grandes lajes de um afloramento granítico de consideráveis dimensões (ao longo de uma distância de aproximadamente trinta metros), as gravuras são predominadas por motivos geométricos e esquemáticos, com destaque para os elementos quadrangulares, recticulados ou simples, com ou sem "fossetes", para além das figurações cruciformes e composições obtidas com círculos encimados por cruciformes e interior preenchido com uma espécie de estrela de cinco pontas (pentagrama). "Na sua maioria, estas gravuras terão um significado hipoteticamente simbólico-religioso, se se atender à grande profusão e expansão dos motivos geométrico-simbólicos [...]." (BAPTISTA, A. M., 1986, p. 48), uma característica que não facilita o seu enquadramento cronológico-cultural.

As técnicas utilizadas na obtenção das gravuras foram a picotagem, o abrasão e a martelagem, com sulcos medindo entre dois centímetros de largura, por um de profundidade.

in IGESPAR



Uma Imagem - de Guadalupe para o Bom Jesus

@ Miguel Queirós Aguiar

Esta preciosa "estampa" foi posta a circular nas redes sociais e nós fomos encontra-la no facebook de Miguel Queirós Aguiar.

A imagem representa, tal como diz a legenda, o " Panorama da Montanha em que fica situado o Bom Jesus do Monte, tirado do Passeio de N.ª Sr.ª de Guadelupe"!!!

A vista é para o mais belo local turístico de Braga, visto do mais belo local verde do centro urbano, onde sobressaem as referências à Igreja de S. Victor, ao Seminário Menor (Tamanca) e a pequena Capela de N.ª Sr.ª da Consolação, em Nogueiró.

Esta imagem é absolutamente fantástica porque permite perceber a interligação dos elementos religiosos, bem como permite entender quão verde e rural era a cidade de Braga!


22 de abril de 2013

Salão Egípcio: Urgente Intervenção Preventiva


"Diário do Minho" 21/04/2013
 
JovemCoop e Braga+ visitaram o Salão Egípcio

A partir da iniciativa de Fernando Mendes e de Leonardo Rodrigues, as portas do nº9 da Rua de Souto voltaram a abrir-se, permitindo, a quase centena e meia de pessoas, conhecer e visitar o famoso Salão Egípcio.

O edifício onde se situava o antigo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio contem um dos maiores ex-libris bracarenses, no que toca a pinturas parietais.
As pinturas nas paredes ilustram motivos egípcios com faraós, divindades, escravos, carros e cavalos, bem como hieróglifos que nos transportam para uma outra realidade.

O estado de conservação é crítico e esta sala merecia melhor sorte, já que além da curiosidade que desperta aos bracarenses, seria, com certeza, um ícone de atracção turística.

Ficamos a saber, durante esta visita, que o levantamento das neecssidade ao nível das pinturas já foi efectuado e está orçado em 70.000€, além de que quem adquirir o imóvel terá de recuperar obrigatoriamente esta divisão, na sua traçada original.

Após a visita ficámos com a ideia da urgente necessidade de se estancar as infiltrações de água, que neste momento põe em perigo as figuras egípcias.

Agradecemos a possibilidade que nos foi concedidaem visitar o Salão Egípcio e ficaremos atento a este imóvel.

Falando de tesouros por descobrir, recomendamos a leitura do artigo do Público, datado de 11/06/2012, da autoria de Samuel Silva.


DIMS_Caminhada/Visita às Sete Fontes

"Diário do Minho" 21/04/2013

Foto de Grupo em frente à Mãe d'Água do Dr. Alvim (de cima)

Na sequência do debate promovido pela Braga+ e JovemCoop, ficou estabelecido visitar as Sete Fontes, dando continuidade às celebrações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

A visita realizou no Sábado, dia 20 e contou com cerca de uma centena de pessoas, muitas delas a "entrar", pela primeira vez, no Complexo Monumental das Sete Fontes.

Esta iniciativa teve o ponto de início no Largo da Senhora-a-Branca, seguiu o trajecto da Via romana XVII (Rua S.Victor), desviou pela Rua de S. Domingos e continuou pelo traçado da Via romana XVIII (Geira). Fez parte desta actividade paragem na Capela de S. Victor-o-Mártir, no Lugar de Passos, relembrando a História do martírio de S.Victor, que terá nascido e cruzado, naquele local, com um cortejo a deuses romanos.

Chegados às Sete Fontes, os participantes puderam ouvir a contextualização histórica do monumento, visitaram as galerias subterrâneas, assistiram ao nascimento da água e puderam usufruir de um belíssimo local verde.

Dos comentários mais frequentes, ouvia-se repetidamente: "como é possível deixar isto ao abandono ou quererem destruir?" ou "quando é que fazem das Sete Fontes um parque verde para a cidade?".

A acompanhar a visita esteve o Vereador do Urbanismo da CMB, Arq.to Hugo Pires que, no fim da caminhada e da visita às galerias, saudou os participantes e agradeceu a força da cidadania por mostrarem outras opções ao executivo camarário, reforçando a ideia da não construção da variante à E.N.103. Esta breve declaração arrancou uma salva de palmas dos participantes.



Sete Fontes: CMB desiste da Construção de Variante

"Diário do Minho" 20/04/2013

A Câmara Municipal de Braga desistiu da construção de uma variante, na qual estava prevista a passagem sobre os terrenos onde assenta o complexo eco-monumental das Sete Fontes.
Esta ideia foi defendida pelo vereador responsável pelo pelouro do urbanismo, Hugo Pires, intervindo como convidado em mais um debate público promovido, na passada quinta-feira, pelas associações JovemCoop e Braga +, que tinha como tema o monumento que mais mobilizou os bracarenses no último século.
«Posso garantir que a variante de acesso à Estrada Nacional 103 não vai passar pelas Sete Fontes», afirmou este responsável, completando que «se não houver alternativa» a este traçado, o projeto poderá mesmo «ser abandonado».
 
Hugo Pires: «Se fosse hoje estaria mal permitir a construção nas Sete Fontes»
Salientando que a intenção da autarquia é «impermeabilizar o menos possível o solo das Sete Fontes», o vereador que assumiu, desde 2009, a pasta do urbanismo não conseguiu garantir que não haverá mais construções nos terrenos onde assenta as Sete Fontes.
«Estamos empenhados em reduzir ao máximo a capacidade construtiva», asseverou, perante as muitas questões que lhe foram endereçadas.
Num debate que lotou o auditório da Junta de Freguesia de S. Victor, Hugo Pires confessou ainda que a autarquia «esteve mal» ao permitir a urbanização naqueles terrenos, ocorrida aquando da revisão do Plano Director Municipal em 2001.
«Hoje, à luz do que sabemos hoje, penso que era desnecessário», admitiu, reconhecendo publicamente, pela primeira vez, o erro da autarquia na classificação dos terrenos das Sete Fontes como solo urbanizável.
Este responsável autárquico aproveitou ainda a oportunidade para anunciar a intenção da Câmara Municipal de Braga em adjudicar quatro grandes áreas verdes na zona urbana, nomeadamente criando um parque verde nas Sete Fontes e um outro, que está em estudo, «entre Lomar e Ferreiros».

Firmino Marques: «Não pode haver inocentes na questão das Sete Fontes»
Um dos nomes mais sonantes pela preservação das Sete Fontes, Firmino Marques, foi também interveniente na mesa de discussão de um debate moderado pelo coordenador-geral da JovemCoop, Ricardo Silva.
Para o presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, o ano de 2001 «foi um momento chave para as Sete Fontes», salientando que foi«gravíssima a classificação dos terrenos das Sete Fontes como área urbanizável».
«Não pode haver inocentes na questão do desenvolvimento»,atirou, deixando no ar uma crítica implícita à ação do executivo municipal.
O autarca recordou ainda que assumiu o policiamento do monumento, «sem ter essa competência», dada a «negligência» a que estava votado.
«Não sou um extremista das Sete Fontes, como alguns dizem. Sou um extremista de Braga e dos bons costumes», referiu ainda.
Firmino Marques defendeu também a necessidade de homenagear José Moreira, «um dos rostos pela defesa das Sete Fontes», que a Câmara Municipal de Braga tem rejeitado memorar.

Miguel Bandeira: «Trocava 10 Confianças pela reabilitação das Sete Fontes»
Convidado também para este debate, Miguel Bandeira, representante da ASPA, lamentou o facto das Sete Fontes «continuarem a aguardar proteção», estando sujeitas a «poluição», «vandalismo» e «evidente degradação».
«Quem representa o interesse público deve tomar a dianteira na proteção e salvaguarda deste monumento», sublinhou, recordando que se trata de «um património que pertence a todos».
O geógrafo da Universidade do Minho fez questão de sublinhar, diversas vezes, os 18 anos passados desde o primeiro alerta dado em relação ao monumento.
«O grande problema é estarmos todos de acordo», referiu, mostrando a sua perplexidade pelo facto de as Sete Fontes estarem «cada vez pior» apesar desta unanimidade.
«Eu trocava 10 fábricas Confianças em troca da reabilitação das Sete Fontes», acrescentou.
No início do debate público, realizado no mesmo dia em que se assinalava o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, Miguel Bandeira foi agraciado com o título de sócio honorário da Braga +.

Isabel Caldeira: «As Sete Fontes não podem esperar por decisões políticas»
Na qualidade de representante do movimento cívico dos peticionários pela salvaguarda das Sete Fontes, Isabel Caldeira lamentou o facto do processo das Sete Fontes não se apresentar como «transparente» aos olhos dos cidadãos.
«Se fosse um processo transparente, não deveriam ser colocadas as questões num debate público, mas olho no olho com as entidades implicadas na proteção das Sete Fontes», referiu.
Contradizendo a ideia veiculada por Hugo Pires de que a autarquia sempre quis proteger o monumento, a representante dos peticionários, que em 2010 conseguiram reunir cerca de seis mil assinaturas pela salvaguarda do monumento, expôs um relatório no qual a Câmara Municipal de Braga admitia que «outros objetivos transcendem a importância do próprio monumento».
Para Isabel Caldeira, «as Sete Fontes não podem esperar por mais decisões políticas», sublinhando que os cidadãos já estão «fartos» de«incêndios», «abates de árvores», «poluição» e «ameaças à integridade do monumento».

Interveniente neste debate, na qualidade de participante, foi Carlos Almeida, candidato da CDU à Câmara Municipal de Braga, que recordou que «o parque verde das Sete Fontes já esteve orçamentado e nunca foi feito».
Reconhecendo que «há culpas da Administração Central» quanto ao atual estado de conservação das Sete Fontes, o deputado municipal aproveitou a sua intervenção para sublinhar que «entre 1995 e 2001 o governo era socialista e nada foi feito».
Já para a vereadora do ambiente, Ilda Carneiro, os serviços camarários «têm prestado todo o auxílio possível à limpeza e manutenção das Sete Fontes», reconhecendo que os proprietários dos terrenos já foram notificados acerca da necessidade de efetuar a limpeza periódica dos espaços.
Intervindo também como participante no debate, Ricardo Rio preferiu sublinhar a «incoerência» da autarquia quanto ao anúncio de novos espaços verdes na cidade, recordando os «largos hectares de relvados sintéticos» construídos no município, em detrimento da construção de parques.
«Se o atual executivo sempre quis proteger as Sete Fontes, como veio hoje dizer, então porque até agora tinha a pretensão de construir uma variante que iria colocar em risco o monumento?», questionou ainda o líder da oposição camarária e candidato às próximas eleições autárquicas.
 
in "bragamais.blogspot.com"

"JN 20/04/2013

"Publico 20/04/2013

RUM 19/04/2013

Bravos da Boa Luz percorrem a Braga de D. Diogo de Sousa

Convite da Associação "Bravos da Boa Luz"

"Diário do Minho" 17/04/2013

A Associação Cultural e Recreativa "Os Bravos da Boa Luz", instituição muito conhecida em Braga pelo retomar da tradição das Marchas de Santo António, vai realizar, com o apoio da JovemCoop e Braga+, um Percurso pela Braga do tempo do Arcebispo D. Diogo de Sousa.

Esta iniciativa, denominada "À Descoberta da Nossa Terra", visa descobrir os traços urbanos edificados à época de D. Diogo de Sousa. A visita terá o acompanhamento guiado por Rui Ferreira e alguns apontamentos de Ricardo Silva, numa parceria entre a História e a Arqueologia.

Este percurso é aberto ao público, em geral e será realizado no dia 25 de Abril, com ponto de encontro às 09h30, no Arco da Porta Nova.


19 de abril de 2013

O debate do ano - as melhores notícias para as Sete Fontes

Debate "Dia Mundial das Sete Fontes" realizou-se na sede da Junta de Freguesia de S. Victor


No âmbito do compromisso de potenciar o diálogo sobre temas de importância para a cidade, a JovemCoop e a Braga+ realizaram um debate sobre as Sete Fontes. 

Celebrando o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, realizou-se, no dia 18, na sede da Junta de Freguesia de S.Victor um debate alusivo ao passado, presente e futuro das Sete Fontes!

Presentes no debate estiveram o Arq.to Hugo Pires, vereador da CMB, Dr. Firmino Marques, Presidente da Junta de Freguesia de S.Victor, Prof. Miguel Bandeira, da ASPA e Arq.ta Isabel Caldeira, representando os Peticionários. 

A Câmara Municipal de Braga desistiu da construção de uma variante, na qual estava prevista a passagem sobre os terrenos onde assenta o complexo eco-monumental das Sete Fontes.
Esta ideia foi defendida pelo vereador responsável pelo pelouro do urbanismo, Hugo Pires,
Salientando que a intenção da autarquia é «impermeabilizar o menos possível o solo das Sete Fontes», o vereador que assumiu, desde 2009, a pasta do urbanismo não conseguiu garantir que não haverá mais construções nos terrenos onde assenta as Sete Fontes
«Estamos empenhados em reduzir ao máximo a capacidade construtiva», asseverou, perante as muitas questões que lhe foram endereçadas.
Para o presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, o ano de 2001 «foi um momento chave para as Sete Fontes», salientando que foi «gravíssima a classificação dos terrenos das Sete Fontes como área urbanizável».
«Não pode haver inocentes na questão do desenvolvimento», atirou, deixando no ar uma crítica implícita à ação do executivo municipal.

Pelo elevado grau de discussão e pelas promessas assumidas, acreditamos, cada vez mais, na importância destas conversas abertas. 

Na sequência do debate público, esta manhã vai ser promovida uma visita guiada às Sete Fontes, com início marcado para as 09h30 no largo da Senhora-a-Branca.


18 de abril de 2013

Assim falamos de Património

Esta conversa informal teve lugar no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca

Ao longo de quase duas hora, o Estaleiro Cultural Velha-a-Branca acolheu a iniciativa conjunta da JovemCoop e Braga+ "Vamos falar de Património".

A convidada, a Professora Paz Benito del Pozo da Universidad de Leon, especialista em Património Industrial, partilhou a sua experiência e visão no que toca à recuperação de antigas fábricas e/ou pólos industriais, que representam, hoje em dia, um conjunto significativo do património das cidades.

A sua recuperação, a forma como pode ser intervencionado o edifício ou local, a lei e o sentimento de valorização e pertença de uma comunidade foram alguns dos tópicos abordados pela Professora Paz del Pozo, numa conversa moderada pelo Professor Miguel Bandeira.

A Fábrica Confiança, por ser um ícone expressivo do Património Industrial de Braga, foi o caso mais recorrente desta conversa, traçando paralelos com a Fábrica de Couros, em Guimarães.

A conclusão mais significativa desta conversa é que os cidadãos são os agentes e instrumentos mais fortes e poderosos para ajudar a redefinir a recuperação dos imóveis históricos industriais de uma cidade.

A todos os participantes o nosso muito obrigado!