16 de agosto de 2012

A JovemCoop de Hoje, aos 33 anos

A JovemCoop do presente


A JovemCoop, por força das circunstâncias do movimento associativo e dos imperativos da cidade de Braga teve a necessidade de redefinir as suas linhas de orientação.

Fazendo jus ao nome, decidimos, a partir de 2004, reforçar as nossas actividades tendo a Cultura e a Natureza como ponto de partida.

Quisemos que a população de Braga conhecesse o que era a JovemCoop, mas, sobretudo, pudesse orgulhar-se da nossa história e dos emblemáticos locais com forte presença natural que o nosso concelho possui.

Numa linha de abertura à cidade, quisemos prestar o nosso contributo à preservação dos nossos monumentos e propor medidas de salvaguarda.

Os processos de classificação da Sete Fontes, da Capela de Guadalupe ou da Casa das Convertidas tiveram início graças à actuação de uma outra associação de Braga, mas conhecem, aos poucos e poucos, o seu término a partir da perseverança da JovemCoop.

Esta actuação permitiu-nos estabelecer fortes parcerias com outras instituições e, sobretudo, ir criando consciências sobre a forma como o património de Braga é, frequentemente, mal tratado.

E para esta missão de sensibilizar e consciencializar, quisemos dar o nosso contributo na mudança de mentalidades, trabalhando junto de gerações mais novas, que serão os agentes de cidadania do futuro. O Património deve estar ao alcance de todas os cidadãos, independentemente da sua faixa etária.

Pretendemos, ainda, aproximar as pessoas da natureza, levando-as a conhecer locais de uma beleza singular, onde a Serra do Gerês ganha destaque.

Por isso, hoje, a JovemCoop não é só uma associação de ocupação de tempos livres, é, também, uma associação de educação não formal, que visa gerar consciências e incentivar os jovens a participar na vida activa da cidade, enfatizando a cidadania activa.

E as actividades como “O Nosso Património”, o “Arqueólogo por um dia”, “ Os Percursos do Barroco”, “Curso da História da Cidade de Braga”, os “Percursos Pedestres”, os “Peregrinos com Pedalada”, fazem-nos crer que estamos a contribuir para o maior conhecimento da Cidade de Braga e criar orgulho em ser bracarense, não permitindo que se relegue para o esquecimento as obras, o património e os homens que tanto contribuíram para a construção de Braga.


Feliz Aniversário JovemCoop

33º Aniversário JovemCoop

Breve Resenha Histórica

por Dario Falcão

A Cooperativa Novos Pioneiros fazia parte da União de Cooperativas Europeias.
Por essa via, e dada a forte ligação do sector cooperativo à organização inglesa Woodcraft Folk, enviaram em 1979 um convite para que uma delegação de jovens portugueses representasse Portugal num grande acampamento. Diga-se que o WF, fazia, de 4 em 4 anos, acampamentos internacionais, que envolviam milhares de jovens de várias partes do mundo. E 1979 era um desses anos. Estaríamos em Março ou Abril e o acampamento era para Agosto.


Admito que a Cooperativa Novos Pioneiros tenha tido uma tremenda dificuldade em conseguir criar uma delegação de 12 jovens miúdos. Lembrem-se que tínhamos todos menos de 12 anos, era necessária a autorização dos pais, vivia Portugal um período conturbado e claro, o custo monetário da viagem, era proporcionalmente mais elevado que hoje.

Uma palavra a José Manuel Barbosa, dirigente dos Novos Pioneiros, e que sempre nos incentivou. Sem ele, o apoio da Cooperativa não teria sido possível.
E lá se constitui uma delegação, salvo erro de 12 membros.


Sou franco. Nem sabíamos bem ao que íamos…

Lá chegados, fomos para um uma enorme Quinta, em redor de um Colégio em Malvern, tipicamente um ambiente britânico. Verde por todo o lado !

O Acampamento estava fabuloso. As várias aldeias, organizadas circularmente, tinham uma delegação estrangeira e uma delegação de uma cidade inglesa. Talvez na ordem de 100 pessoas cada.  Nem consigo transcrever o fantástico nível organizativo daquilo !

Interminável a quantidade de actividades disponíveis, os espectáculos que as delegações de cada país efectuavam, os palcos existentes, os campos de actividades e de jogos, etc.
Nem me recordo bem qual foi a nossa actuação. Se é que tivemos! Nos anos seguintes fomos evoluindo e melhorando a nossa representação, e acreditem que houve anos posteriores, em que deixámos os ingleses (e não só!) maravilhados com os nossos cantares e folclore (preciosa foi a colaboração do Inatel em determinada altura).


Houve algumas peripécias, claro. Lembro-me da velhinha Ford Transit que nos levava ao aeroporto tenha avariado (começou a arder o motor !!!!) e nos ter feito temer o regresso a tempo e horas. Foi por pouco…
Regressados a Portugal, não quisemos desperdiçar todo aquele convívio, aquela confraternização com jovens de tanto lado do mundo, tanta cultura díspar com que nos cruzamos. E trazíamos tantos contactos! Aquela experiência foi fantástica e só por quem por ela passou, a pode sentir.

Quisemos, desde logo, iniciar a constituição de uma Associação para dar seguimento a aquilo tudo, pelo que nos reunimos...

Desse Grupo inicial, ficou o Rui Malheiro, Henrique Malheiro, eu e a Diana Falcão, que foram à data e respectivamente, os sócios
nºs 1, 2, 3 e 4 !

Criamos um símbolo, estatutos, contactamos mais jovens e, reconhecida seja, a Cooperativa Novos Pioneiros cedeu-nos espaço e um precioso apoio financeiro (insuficiente claro, mas uma ajuda fundamental)


No ano seguinte, 1980, efectuamos o nosso 1º acampamento, talvez com 50/70 pessoas, com uma delegação Inglesa do Woodcraft Folk. Foi em Entre-Ambos-os Rios, Ponte da Barca.

Por certo, os ingleses terão ficado decepcionados com a nossa bem mais modesta organização, se a compararam com a sua (mas demos tudo o que tínhamos a sabíamos!).
Mas não terá sido assim tão má, já que nos convidaram de novo para em 1981 estarmos presentes num Acampamento (menor), julgo que no País de Gales.


E assim, se prosseguiu a história da Jovem Coop.

Fomos aumentando o ritmo dos acampamentos e Portugal, encetamos contactos com outras organizações, fomos diversificando a nossa actividade.

Quantas cartas e reuniões na CMBraga, no Governo Civil, no (então) FAOJ (onde Manuel Barros sempre nos acolheu excelentemente) a solicitar apoio…

No que a mim respeita, tive de abandonar a Jovem Coop, nomeadamente o lugar de Coordenador Geral que levava já com alguns anos, quando ingressei na Universidade. E confesso que nessa altura temi pelo futuro da Associação, pois questionava-me quem me seguiria…

Sei que o período seguinte, não terá sido fácil. Conturbado até.

Mas hoje, ver que a Jovem Coop existe, é gratificante.

Em 1990, abriu-se a associação à participação de jovens a partir dos 7 anos, um sector a que designamos de C7. Percebe-se que hoje o C7 foi uma aposta correcta, tendo em conta que a actual direcção da JovemCoop é fruto dessa geração.
Teria muitas histórias para contar, mas isto já vai longo.


Termino, dando os parabéns à Jovem Coop e seus membros (um especial ao Ricardo, que eu sei o que é ter a preocupação com tanta coisa, e que é despercebida a quem não lá passa, não é Ricardo ?) e desejando que prossiga o seu caminho. Não terá que ser igual ao passado.
Mas que justifique a sua existência, preservando algum carinho pelas bases que a criaram: a Natureza, a Cultura, intercâmbio juvenil e um espaço de ocupação SAUDÁVEL dos tempos livres.s logo após o regresso. E a data de hoje, é essa comemoração !
Fundamos a Jovem Coop. .




JovemCoop a Respirar Feliz em S.Victor

"Correio do Minho" 16/08/2012

No dia em que a JovemCoop cumpre o seu 33º aniversário, o jornal Correio do Minho recorda-nos o encerramento do Programa "Respirar Feliz em S.Victor", iniciativa da Junta de Freguesia local, cuja noite terminou com uma belíssima prenda à nossa associação.

A Junta de Freguesia de S.Victor, depois de oito anos de intensa actividade, e de ter no mês de Julho a sua maior expressão com a realização de "O Nosso Património", tributou à JovemCoop um lindíssimo quadro que expressa os 8 anos de parceria.

Ficamos sensibilizados com esta oferenda, pois a parceria que temos com a Junta de Freguesia de S.Victor é para nós motivo de grande orgulho e significa responsabilidade e crescimento.

A partir do momentos em que rubricamos a nossa parceria, esta foi de tal forma desafiadora que nos permitiu superar-nos a nós próprios, querendo sempre fazer mais e melhor pela população que nos recebe e pela cidade que nos acolhe.

À Junta de Freguesia de S.Victor, ao seu Presidente, Dr. Firmino Marques e a todo o executivo deixamos aqui o nosso agradecimento pela aposta que fizeram na Juventude, no Património e no Ambiente.

Ao celebrar 33 anos de actividade e 8 desta parceria, sabemos que temos motivos para ficar extremamente felizes e agradecidos!


13 de agosto de 2012

O Coração Verde de Braga - a desflorestação do Sameiro

"Diário do Minho" 09/08/2012

Fomos alertados, no passado dia 09/08 pelo Repórter Alfa, para uma acção lesa ambiental (ou pelo menos de diminuição do enquadramento paisagístico da envolvente de Braga), que ocorreu nas encostas do Sameiro.

Numa primeira instância, esta acção leva-nos a questionar o porquê de se fazer uma acção de abate de árvores tão forte naquela zona de Reserva Ecológica Nacional, sem sequer se promover uma acção de reflorestação; Parece-nos estranho que dentro de uma zona classificada como Espaço Florestal, em P.D.M., não se recorra automaticamente à renaturalização daquela zona, tendo em conta que o abate foi tão profundo que deixou visivel o maciço rochoso.

Independentemente das causas que levaram a este abate, importa lembrar que as consequências desta acção são, desde logo, o empobrecimento do enquadramento paisagístico. Hoje, quem olhar para o Sameiro, já não só verá o Santuário, como assistirá à degradação da paisagem; Além do mais, reiteramos a ideia de que em zona protegida a nivel ecológico deve-se reforçar desde já a plantação.

Importa que a CMB, no âmbito do P.D.M. perceba a importância do conjunto arbóreo e instigue o proprietário a replantar o espaço em causa, pois a reflorestação originará a normalização do espaço e dos solos.

Depois, e talvez a mais importante, seja a questão relacionada com a erosão dos solos e desertificação (perda da capacidade produtiva dos solos (empobrecimento/ perda da fertilidade); Quem olhar para aquele sítio notará, por certo, que no sopé da vertente são visíveis algumas habitações que poderão vir a ser inundadas ou soterradas em caso de algum deslizamento de inertes e lamas que ocorram em dias de chuva. A verdade é que o desgaste do solo (não havendo vegetação que vá prendendo as terras) pode originar um cenário dramático, permitindo, ainda, que aquela encosta se vá degradando e paisagistica e ambientalmente.

Não será desejável que se abra ali um regime de excepção para construção, pois a sustentação dos solos e os ecossistemas associados poderão ficar em causa, se se optar pela permissão construtiva, além de que alterará e deteriorará, de vez, a envolvente paisagística do Santuário do Sameiro. Parece-nos que é uma questão de ordenamento do território que merece reflexão e actuação célere.


Festa WAY e o Património de Braga

"Diário do Minho" 12/08/2012

Tivemos oportunidade de passar pela Festa WAY, realizada no passado Sábado, no Rossio da Sé.

A animação era bastante, bem preenchida por muitos jovens e com muito álcool e música à mistura, como é típico em grande parte das festas nocturnas.

Somos favoráveis a contexto de animação e todos os jovens se devem divertir, sobretudo havendo lugares e circunstâncias para tal. Em ano de BragaCEJ2012, parece claro que não poderiam faltar festas e ambientes de diversão.

Posto isto, importa dizer algo mais sobre estas festas:

Acreditando que a BragaCEJ2012 tem como missão social de educar, ainda que de forma não formal, os jovens e consciencializa-los para vários temas e despertá-los para as mais variadas realidades, é contraproducente e irresponsável promover festas sem as fazer acompanhar das actividades de pedagogia.

Porque não ter ali, na festa, tendas e pessoas a consciencializar para o consumo moderado de álcool, a disciplinar comportamentos e a desincentivar a condução por pessoas com elevada taxa de álcool no sangue?E lembrar os malefícios do consumo de drogas/estupefacientes e de como isso arruína a vida das pessoas e das suas famílias...lembrar que é fácil consumir estupefacientes, mas que é muito dificil sair de uma vida de consumo de drogas e de como isso pode conduzir a uma vida reduzida e a um encontro rápido com a morte?

Esta será, de certeza, a missão e a mensagem que a BragaCEJ2012 deve querer passar aos jovens...uma vida de diversão, mas com responsabilidade agora e no futuro, para que não volte a acontecer o que a notícia em baixo reporta.



Importa lembrar, ainda, que numa altura em que o Ministro da Administação Interna se prepara para apresentar um lei Anti Vandalismo e prevenir o desrespeito pelo espaço público urbano, a organização da WAY ocupa o Rossio da Sé, encosta os miquetórios à parede Norte deste Monumento e monta um imenso cenário de luz e som.

Quanto a isto, lembrando as reflexões do Sr. Cónego José Paulo Abreu, quando questionava " (...) que imagem vão levar os turistas deste ex-libris de Braga(...)" e "(...) um atentado enorme ao bom gosto e a um monumento nacional (...)", poder-se-á lembrar a lei nº 107/01, evocando o artigo 41º:

1 — É proibida a execução de inscrições ou pinturas em imóveis classificados nos termos do artigo 15.o da presente lei, ou em vias de classificação como tal, bem como a colocação de anúncios, cartazes ou outro tipo de material informativo fora dos locais ali reservados para a exposição de elementos de divulgação das características do bem cultural e das finalidades e realizações a que corresponder o seu uso, sem autorização da entidade responsável pela classificação.


2 — A lei pode condicionar a afixação ou instalação de toldos, de tabuletas, de letreiros, de anúncios ou de cartazes, qualquer que seja a sua natureza e conteúdos, nos centros históricos e outros conjuntos urbanos legalmente reconhecidos, bem como nos locais onde possa prejudicar a perspectiva dos imóveis classificados.

Apesar da lei se debruçar mais sobre a questão do enquadramento publicitário, questiona a perspectiva sobre o imóvel. Se nos reportarmos à Porta do Sol, que esteve quase tapada pelos utensílios da WAY, bem como todos os cartazes e elementos publicitários que aludiam a muitas coisas menos ao Monumento Nacional em causa, então, nitidamente, há que perguntar à Direcção Geral do Património Cultural se autorizou a instalação provisória daqueles elementos que temporariamente desqualificaram o Monumento e puseram em causa o normal funcionamento do mesmo.

E sendo Monumento Nacional, terá Zona de Protecção, pelo que o Artigo 43º, na alínea 4 refere:

As zonas de protecção são servidões administrativas, nas quais não podem ser concedidas pelo município, nem por outra entidade, licenças para obras de construção e para quaisquer trabalhos que alterem a topografia, os alinhamentos e as cérceas e, em geral, a distribuição de volumes e coberturas ou o revestimento exterior dos edifícios sem prévio parecer favorável da administração do património cultural competente.

Assim, poder-se-á questionar, uma vez mais, a actuação da Dircção Geral do Património Cultural e se tinha conhecimento deste evento junto de um Monumento Nacional e se autorizou o mesmo nos moldes em que ele foi realizado.
Não tendo conhecimento ou querendo-se desmarcar deste processo, ficam, uma vez mais, os institutos do património aos actos de "Pilatos", de lavar as mãos e de não querer assumir as consequências.

E a Câmara Municipal de Braga e a Fundação Bracara Augusta deveriam ser mais sensíveis à escolha dos locais e adequar as suas festas aos locais. Talvez ali se se proporcionasse um outro tipo de eventos que não de música tão comercial ou electrónica.


Confiança: Os projectos vencedores

"Correio do Minho" 03/08/2012
"Correio do Minho" 04/08/2012
"Correio do Minho" 05/08/2012

"Correio do Minho" 06/08/2012

Apesar de entendermos que este processo concursal deveria ser revisto, uma vez que as circunstâncias se alteraram - desde o facto de ainda não haver expropriação consumada, terem aparecido, recentemente, dívidas acumuladas sobre o imóvel e pela questão de não poder haver valências comerciais no edifício (o que altera toda a filosofia de autosustentabilidade do edifício prevista no concurso) - aqui ficam, para conhecimento dos nossos leitores, os quatro projectos  vencedores da reabilitação da Antiga Fábrica/Saboaria Confiança.

Os projectos vencedores foram divulgados no jornal Correio do Minho que, ao longo de quatro dias, publicou as principais linhas de referência dos projectos que foram seleccionados no concurso.

Mais informações AQUI (página da CMB)

Entre Aspas e os Espaços Públicos

"Diário do Minho" 13/08/2012

Se a cidade é dos seus cidadãos, devemos reflectir nas opções que os nossos autarcas/gestores da cidade tomam para o espaço público.

Este tema, não sendo novo, obriga-nos a meditar sobre o passado, mais propriamente na venda do subsolo de vários espaço e nos arranjos que se procederam à superfície.

Mais recentemente, as obras do programa "A Regenerar Braga" recordam-nos que as decisões tomadas sem auscultação prévia mexem com o quotidiano da cidade e com a vivência dos seus cidadãos.

Fica o "Entre Aspas" desta semana para ajudar à reflexão.

CEJ e os primeiros 100 mil€

"Diário do Minho" 11/08/2012

Oito meses decorridos do ano 2012 e sete meses após o início da Braga2012: Capital Europeia da Juventude, a Fundação Bracara Augusta, entidade gestora do evento, recebeu os primeiros 100 mil euros, referentes às candidaturas submetidas ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

O respirar de alívio é sentido depois de há um mês atrás, aquando da conferência de imprensa de avaliação dos primeiros seis meses de actividades, o Sr. Vereador com o Pelouro da Juventude ter afirmado que a manterem-se essas condições, só haveria dinheiro para manter a Braga2012 durante mais um mês e meio (terminaria no final do corrente mês de Agosto).

Agora que as primeiras verbas foram desbloqueadas, espera-se que o ritmo de actividades não diminua, mas, antes pelo contrário, aumente...e que se reforcem as principais linhas de vocação da CEJ...o empreendedorismo, a preparação dos jovens para entrar no mercado de trabalho e as competências para tal, e a projecção da marca Braga, a partir da nossa cultura, História e Património.

As festas e a diversão são recomendáveis para um vivência no presente e como libertador de stress e angustias, mas como são de consumo imediato importa dar aos jovens de Braga algo que fique para além de um breve momento.


Cemitério: Perpetuar a memória e invocar a arte

"Correio do Minho" 12/08/2012

Os cemitérios, muitas vezes vistos como locais sinistros e assustadores, são o local de referência para nos despedirmos de uma pessoa querida e podermos ter um local onde saibamos que o seu corpo jaz em paz.

Ao longo das últimas duas décadas, vários locais de enterramento foram adornados de várias formas, sejam eles campas, túmulos, mausoléus, etc.

E essas várias expressões de enterramento deram origem a igualmente variadas expressões artísticas, vistas hoje como verdadeiros monumentos de homenagem quer ao falecido, quer à obra do artista.

O cemitério de Pére Lachaise, situado na cidade de Paris, em França, é um dos maisa famosos do mundo, precisamente por incentivar a prática do turismo, como forma de o visitante homenagear personalidade de relevo.

A concepção do Père-Lachaise foi confiada ao arquiteto neoclássico Alexandre Théodore Brongniart em 1803 e, desde a sua abertura, o cemitério conheceu cinco ampliações: em 1824, 1829, 1832, 1842 e 1850, passando de 17 hectares a 43 hectares.

O cemitério recebeu a sua denominação em homenagem a François d'Aix de La Chaise (1624-1709), dito le Père La Chaise (o padre La Chaise), confessor do rei Luís XIV da França, sobre quem exerceu influência moderadora na luta contra o jansenismo.

Em 21 de maio de 1804, o cemitério foi oficialmente aberto para uma primeira inumação; a de uma pequena menina de cinco anos. Todavia, os parisienses não aceitavam de bom grado a necrópole, localizada distante do centro, numa zona de difícil acesso. Esta situação só mudaria quando para lá foram transferidas ossadas de importantes personalidades, apaziguando as críticas da elite parisiense.
Ao sul do cemitério encontra-se o Muro dos Federados, contra o qual 147 dirigentes da Comuna de Paris foram fuzilados em 28 de maio de 1871.


O "Correio do Minho" do passado dia 12 expressou esta ideia, e muito bem, na sua página de passatempos que permite um maior conhecimento sobre a cidade de Braga.

Também o cemitério de Braga é um local de grandeza artística onde estão sepultadas várias personalidades da História da Cidade de Braga.

Obviamente que o que se poderá pretender com esta ideia é homenagear a memória de pessoas importantes para a nossa História e que parecem cair no esquecimento, sendo desvalorizadas e cada vez mais omissas na representação da nossa cidade.

Por outro lado, pretender-se-á abordar as várias expressões artísticas, exaltando as magníficas construções ao longo dos anos.

Interessa, pois, perceber que esta ideia nada tem de mórbido nem de desrespeitoso, pois tudo teria de ser efectuado de forma a não perturbar quem procura a paz e o silêncio meditativo da hora da despedida; seria pois uma forma de perceber que a morte é um caminho para a memória em vida e que há várias formas de lembrar as pessoas importantes e que a construção da nossa História merece que essas pessoas sejam relembradas e que os visitantes se sintam mais próximos de alguém que marcou a cidade de Braga e se sintam inspirados a fazer mais e melhor.

Vamos desenvolver esta ideia e em breve apresenta-la-emos publicamente.


7 de agosto de 2012

As Históricas Colunas da Igreja da Senhora-a-Branca

"Diário do Minho" 06/08/2012

"Diário do Minho" 06/08/2012



"Fotografias da visita O Nosso Património à Igreja da Senhora-a-Branca"

"O Nosso Património" tem presença obrigatória na Igreja da Senhora-a-Branca, durante o mês de Julho.

Além da riquíssima história e elementos arquitectónicos, os elementos escultóricos são, também belíssimos, pelo que é sempre um dos locais mais emblemáticos para registar e inventariar.

Seguramente que descobrimos o interesse desta Igreja logo no ano 2005, quando percebemos a sua origem...mas a grande surpresa foi-nos revelada no ano passado, quando, na nossa habitual visita, nos mostraram as Colunas que foram descobertas durante uma obra de remodelação.

Foi fantástico perceber que entaipadas com pedra e reboco, a parede atrás do altar/tribuna escondia dois exemplares magníficos de colunas características do tempo do Arcebispo D. Diogo de Sousa.

Exemplares semelhantes podem ser vislumbrados na Sé Catedral, do tempo do arcebispo.

Esta descoberta permite perceber a evolução do edifício e o seu faseamento construtivo.
Hoje, a Igreja da Senhora-a-Branca ganha maior destaque, precisamente pela sensibilidade mostrada aquando da obra e pela vontade de preservar e tornar fruível ao público esta descoberta.

E isto é saber cuidar do património, com boas práticas e exemplos.

Ficamos muito felizes e satisfeitos por esta descoberta ter vindo a público e estar mais próxima dos cidadãos.


O Nosso Património - texto Publicado no Diário do Minho

"Diário do Minho" 06/08/2012


 
"O NOSSO PATRIMÓNIO"

Braga é uma cidade viva, que ao longo dos tempos foi reorganizando o seu espaço, em função das suas necessidades e correntes da época. Estas sucessivas acções de reconstrução são bem datadas desde a presença romana, onde mesmo anteriormente é possível verificar a existência de povoados da Idade do Bronze.
Dentro do período romano conhecem-se várias alterações e transformações dos edifícios e dos espaços públicos, algo que fica marcado na estratigrafia sedimentar ou arquitectónica.
Ainda que haja alguma dificuldade em perceber a transição da cidade de Bracara Augusta para a Idade Média, vai-se tendo a certeza da contracção da cidade e do reaproveitamento dos materiais. Hoje, podemos imaginar como seria Bracara Augusta ou a Braga Medieval a partir das evidências arqueológicas, mais do que por registos documentais.
Em 1750 surgiu uma publicação que descrevia graficamente as ruas da cidade de Braga, cujo documento tornou-se uma das melhores fontes de consulta. Hoje, o Mapa das Ruas da Cidade de Braga são um “manuscrito raro pela sua beleza e originalidade”, que teve a sua génese numa cronologia de reestruturação administrativa da Sé de Braga, que mandou elaborar este documento como forma de melhor reger os bens do cabido, após anos de gestão débil. Quem conhece o documento, sabe que é um registo de ilustrações dos alçados dos imóveis que compunham as ruas, permitindo conhecer as suas volumetrias e os topónimos da época.
Numa cronologia bem mais próxima da actualidade, a Capela de Guadalupe, como tantos outros edifícios religiosos isolados em zonas desprovidas de capital humano, foi assaltada e os ladrões levaram consigo, entre outras coisas, algumas alfaias religiosas. Na altura em que a Polícia Judiciária pediu a descrição dos elementos furtados, chegou-se à conclusão que não havia fotos, nem se conseguia pormenorizar a peça.
A junção destes dois episódios, levou a JovemCoop a estruturar uma actividade designada “O Nosso Património”, onde o principal objectivo a alcançar era o de registar e inventariar o maior número de sítios e de peças de arte, capazes de serem compilados num dossier que servisse de repositório informativo desses sítios. Em caso de qualquer contrariedade, a JovemCoop poderia dar uma ajuda na descrição das peças de arte ou na descrição dos edifícios, tendo encontrado na Junta de Freguesia de S.Victor o parceiro ideal na vontade de proteger o património. Para tal, os participantes, com fitas métricas, bússolas, máquinas fotográficas e fichas de inventário começaram a conhecer o Património da freguesia de S.Victor, variado na sua cronologia e função.
Mas cedo nos apercebemos que tínhamos, entre mãos, outra missão que complementava o registo…à medida que conhecíamos os sítios, nascia nos participantes um carinho especial por aquele local, pela história associada ou pela vontade de o preservar. Percebemos que à medida que aproximávamos os jovens do património, estávamos a dar a conhecer a história do local, parte da História de Braga e que esse conhecimento gerava paixão, orgulho nas raízes de Braga.
Este ano, a JovemCoop cumpre a oitava edição de “O Nosso Património”, actividade que ultrapassou as nossas melhores expectativas. Ao longo de quatro semanas cerca de quarenta participantes e quinze monitores vão calcorreando os locais de S.Victor, mas também S.Vicente e S.Lázaro. Sentimos que os nossos participantes são cada vez mais participativos e opinativos sobre o desenvolvimento de Braga e os conceitos de preservação da nossa memória.
Percebemos, então, que se queremos que as mentalidades mudem, primeiro é preciso haver gente que queira essa mudança (e abnegadamente dar o seu tempo livre em prol da comunidade) e gerar diálogos e estimular opiniões nas gerações mais novas, para que as gerações de hoje sejam os decisores de amanhã.
Após semearmos o gosto pela História da Cidade, somos confrontados, ao longo do ano com pedidos de informação, proposta de ideias e sugestões de novos sítios para registar e ajudar a preservar.
Este é o legado que ficará para o futuro, além de 2012. O Capital Humano interventivo, mais consciente, que gosta da cidade e não permitirá que se atropele a nossa História e se destruam os nossos monumentos. Será, por ventura, uma geração mais consciencializada de que numa urbe em constante mutação tem de haver espaço para o crescimento sustentado, baseado no diálogo e cooperação entre os cidadãos e os agentes com responsabilidade nas políticas de cidade.
“O Nosso Património” não é só um conjunto de fichas de papel, é uma corrente de educação não formal, em período de férias que promove o conceito de cidade, cidadania activa e o amor a Braga.

Diário do Património - Parque da Ponte - Um Museu a Céu Aberto

"Diário do Minho" 05/08/2012
 

Um dos objetivos da JovemCoop ao promover "O Nosso Património", é sensibilizar os jovens participantes a aprender, de forma divertida, algo mais sobre a história da nossa cidade e incutir noções de responsabilidade civil e de cidadania, amando e preservando o legado histórico comum a todos os bracarenses.
Porque o Parque da Ponte tem sido um tema atual, e porque o texto que recebemos da nossa jovem participante revela-nos que este local deve ser mais valorizado e melhor aproveitado pelos bracarenses, gostaríamos de partilhar esta reflexão com os nossos leitores.

Acreditamos que o texto da Tânia Freitas ganha maior valor por ter sido realizado ainda numa fase inicial da atividade, cumprindo desde logo um objetivo de consciencialização e pela tenra idade da participante, dando visibilidade à necessidade dos adultos pensarem na cidade que deixam para as gerações futuras.


 
O Nosso Património é uma atividade da JovemCoop e da Junta de Freguesia de S.Victor que visa aproximar os jovens da História, dos Monumentos e do Património da cidade de Braga.
Durante quatro semanas, os jovens participantes foram ao encontro dos sítios de interesse e perceberam que há muitos locais com História que estão degradados e em vias de ruína.

Perceberam, ainda, que cada local representa um pedacinho da nossa história e tem elementos que o caracterizam. Ao longo desse período de atividade, os jovens foram constituindo um dossier com ideias sobre a recuperação e valorização do património de Braga, mas também foram sensibilizados para a proteção de cada um desses lugares.

No fim de cada dia, um dos participantes fazia o resumo da atividade e o texto era publicado no site da JovemCoop, na rubrica "Diário do Património".
O texto que apresentamos de seguida, redigido por uma participante de 17 anos, reporta-se ao 4º dia de atividade e já aí se percebe como "O Nosso Património" é um gerador de consciências e uma mais valia para a cidadania.
Hoje (05/07/2012) começámos o nosso dia com as "tradicionais" dinâmicas de grupo. As dinâmicas de hoje consistiam em seguir as instruções que os monitores davam e, quem fosse lento a executar essas ordens, saía do jogo.
Quando terminadas as dinâmicas, dividimo
nos em grupo para receber o material de trabalho e seguimos caminho sem saber ao certo o destino. É sempre muito divertido porque grande parte dos participantes tenta adivinhar o local que vamos visitar.
Hoje fomos conhecer o Parque da Ponte e um pouco da sua história. Ficamos a saber que o Parque que hoje toda a gente conhece inicialmente era uma quinta e mais tarde, com as "modas", foi criado um jardim. Tivemos oportunidade de ver a capela dedicada ao S. João, datada de 1616, de ver a casa de um arcebispo, ver algumas imagens de santos que faziam parte da fachada da igreja do extinto Convento dos Remédios, uma fonte antiga e visitamos o estádio 1º de maio.
Depois dos monitores terem feito a contextualização histórica, todos os elementos os grupos começaram a trabalhar. Os primeiros monumentos a serem inventariados foram os santos da antiga fachada do Convento dos Remédios como, por exemplo, S. Francisco, a Rainha Santa Isabel de Portugal, a Rainha Santa Isabel de Hungria e alguns elementos históricos religiosos. Estes foram fotografados, medidos, descritos, desenhados ao pormenor e com todo o rigor. Em seguida, uns grupos procederam ao inventário da fonte e outros grupos ao estádio 1º de maio.
Regressámos à Junta de S.Victor e demos por terminado mais um dia do nosso património.
Eu gostei muito do dia de hoje porque só com a visita de hoje é que percebi que o Parque da Ponte pode ser considerado "um museu a céu aberto" desde que seja preservado e bem apreciado.

Tânia Freitas"


Y.Nature - Peregrinos com Pedalada

"Diário do Minho" 03/08/2012

"Correio do Minho" 02/08/2012

Ao longo de três dias, os "Peregrinos com Pedalada" rumaram nas suas BTT até Santiago de Compostela.

Fizeram cerca de 230km ligando a cidade de Braga até Santiago de Compostela, pelo Caminho Português da Costa.

Muitas foram as aventuras, onde também houve lugar a pequenos contratempos, com 2 bicicletas a sofrer problemas quase em simultâneo.

Mas, felizmente, os nossos peregrinos chegaram a Santiago dentro das previsões, bem dispostos e já com vontade de planear a próxima incursão.

Esta actividade dos "Peregrinos com Pedalada", foi rubricada no programa Y.Nature da Braga2012:Capital Europeia da Juventude e realizada por sete membros da JovemCoop!





O Nosso Património visita Santiago Compostela

"Correio do Minho" 05/08/2012

"Diário do Minho" 04/08/2012

No âmbito das actividades de Verão, inseridas no Programa “Respirar Feliz em S.Victor”, a Junta de Freguesia de S.Victor convidou a JovemCoop e os participantes na actividade “O Nosso Património” a visitarem a Cidade de Santiago de Compostela, na semana em que se celebrava o dia do Apóstolo.
A delegação que partiu para Santiago de Compostela era composta por cerca de 60 elementos, todos eles envergando uma t-shirt que apresentava o Monumento Nacional das Sete Fontes, cartão de visita da nossa cidade, identificando, ainda, a autarquia de S.Victor e a Braga2012: Capital Europeia da Juventude, possibilitando, assim, a divulgação do evento da juventude e do monumento que a Junta de S.Victor e a JovemCoop têm pugnado por preservar.
Durante a visita a Santiago de Compostela, estes “peregrinos” tiveram a oportunidade de entrar na Catedral de Santiago, de visualizar o túmulo do Apóstolo e, ainda, cumprir a tradição de “abraçar” a imagem de S.Tiago.
Além da visita à Catedral, o grupo teve a oportunidade de conhecer o centro histórico de Compostela, num percurso guiado por membros da Associação Espaços Jacobeus e à medida que se ia caminhando, explicavam a simbologia dos locais, os rituais de purificação, o significado das praças e a tradição de se entrar na Catedral por um porta e sair por outra.
Terminada a visita a Santiago de Compostela, o grupo foi presenteado com um lanche no Parque Natural do Rio Barosa, na zona das famosas cascatas de Pontevedra.
Com esta visita a Santiago de Compostela pretendeu-se incentivar os participantes na actividade “O Nosso Património” a dar continuidade ao trabalho que têm vindo a fazer nos últimos oito anos e de instigar a um maior conhecimento sobre a influência do Santo Apóstolo na freguesia e paróquia de S.Victor, cuja Igreja paroquial possui uma imagem de S.Tiago, perpetuando este padroeiro dos peregrinos, mas também das antigas oficinas dos sombreeiros (chapéus).
Além disso, com esta visita pretendeu-se aproximar duas localidades que geograficamente estão próximas, mas que estiverem durante vários anos divididas, devido à rivalidade que existia pela Primazia dos Arcebispados, desde logo evocando os episódios dos saques às relíquias e legados da Igreja de S.Victor e da tentativa dos arcebispos de Braga em reclamar para a cidade, novamente, estes espólios. Entendemos ser importante para os participantes perceberem o contexto de conflito que se viveu e o desenvolvimento histórico das duas cidades.
Os participantes puderam, dando cumprimento aos objectivos de “O Nosso Património”, conhecer um pouco mais da história da cidade de Braga, as suas relações internacionais e perceber como o aproveitamento do património é uma mais valia social e turística para a cidade de Compostela e ainda desvalorizada em Braga.




1 de agosto de 2012

Y.Nature - Peregrinos com Pedalada


A Jovemcoop e Braga 2012 organizam uma iniciativa de cariz desportiva e cultural, inserida em ambiente natural. A nossa atividade visa levar até aos nossos vizinhos de Santiago de Compostela um bocadinho da força e determinação da juventude de Braga, hasteando a insígnia da JovemCoop e de Braga 2012.

Assim, em bicicletas todo-o-terreno, os membros da JovemCoop pretendem alcançar Santiago de Compostela, percorrendo o Caminho Português pela Costa. O Grupo de Bikers da JovemCoop inicia a 3 de agosto a atividade “Peregrinos com Pedalada”, tendo em vista alcançar a Catedral de Santiago de Compostela, num exercício de força espiritual e de destreza física, durante 3 dias, um total de 230 quilómetros.

O primeiro dia terminará em Mougás (Galiza), onde os sete participantes pernoitarão no albergue local, após percorrem cerca de 90 Km. No dia seguinte, os participantes farão aproximadamente 80 km e irão parar para descanso na localidade de Pontevedra. No dia 05 os aventureiros chegarão ao seu destino, cumprindo o ritual de entrar na Catedral de Santiago, como forma de agradecer ao Santo a proteção nesta longa jornada.

É uma prova de extrema dureza física, na qual só participarão membros da JovemCoop com preparação física e anímica adequada ao desafio.

Curiosidades: O Caminho Português da Costa é uma variante do Caminho Central, o trajeto mais utilizado por quem peregrinava até Santiago de Compostela. O seu traçado ganhou visibilidade durante e após o século XV, altura em que diversos factores contribuíram para aumentar a atratividade das zonas costeiras.

Tudo começou no século IX, com a presumível descoberta do túmulo do apóstolo Santiago na Galiza. Segundo a tradição medieval, o eremita Paio alertado por luzes noturnas, que se produziam no bosque de Libredão, avisou o bispo de Iria Flavia, Teodomiro, que descobriu os restos de Santiago Maior e de dois dos seus discípulos, no lugar onde posteriormente se erigiu Compostela, topónimo que associado a “Campus Stellae”, isto é “campo de estrelas”, ou mais provavelmente de Composita Tella, “terras bem ajeitadas”, eufemismo de cemitério.

A descoberta propiciou que Afonso II das Astúrias, fizesse uma peregrinação que anunciou no interior do seu reino e no exterior, a um novo lugar de peregrinação da cristandade num momento em que a importância de Roma decaíra e Jerusalém não era acessível por estar em poder dos muçulmanos.